*Apollo limita resgates de seu principal fundo de crédito privado*
*Apollo limita resgates de seu principal fundo de crédito privado*
_Decisão evidencia risco para investidores individuais que investiram centenas de bilhões de dólares em fundos ditos semilíquidos_
Por Eric Platt, Valor — Financial Times, de Nova York
A Apollo Global Management limitou os resgates de um de seus principais veículos de crédito privado, tornando-se a mais recente gestora d investimentos a buscar conter as saídas de capital, à medida que investidores ricos se retiram do setor.
O grupo com sede em Nova York afirmou que os investidores buscaram sacar cerca de US$ 1,6 bilhão de seu Apollo Debt Solutions BDC, o equivalente a 11,2% de seus ativos líquidos de US$ 15 bilhões — bem acima do limite de 5% que permite à Apollo limitar as saídas do fundo.
A Apollo atendeu a pouco menos da metade dos pedidos de saque, de acordo com uma carta enviada aos investidores na segunda-feira. Diversas outras gestoras de recursos, incluindo Morgan Stanley e BlackRock, tomaram medidas semelhantes.
A decisão da Apollo de limitar os resgates destaca um risco para investidores individuais que investiram centenas de bilhões de dólares em fundos ditos semilíquidos. Esses fundos abriram os mercados privados para indivíduos ricos, oferecendo acesso a retornos mais altos, historicamente limitados a investidores institucionais, mas com a contrapartida de que a liquidez poderia ser limitada.
As possibilidades de resgate têm sido cada vez mais restringidas, uma vez que os gestores de fundos se apegam aos limites estabelecidos nos fundos. Os investidores apresentaram pedidos de resgate no valor de US$ 11,7 bilhões em mais de meia dúzia de fundos acompanhad pelo Financial Times. Até o momento, apenas 66% dos resgates foram atendidos, totalizando US$ 7,8 bilhões.
O escrutínio dos investidores sobre essa classe de ativos se intensificou neste ano, à medida que os gestores de recursos reavaliam o impa que a inteligência artificial (IA) terá nos modelos de negócios do setor de software empresarial, fortemente financiado por fundos de crédito privado, já que as empresas foram adquiridas em operações de compra alavancada.
A Apollo informou aos investidores de seu fundo, que tem um portfólio de investimentos avaliado em US$ 25 bilhões, que recebeu US$ 724 milhões em novos compromissos no trimestre. Os fluxos líquidos permaneceram praticamente estáveis, visto que a empresa atendeu a US 730 milhões em resgates.
“A decisão de hoje reflete nosso compromisso contínuo com a criação de valor a longo prazo para os acionistas do fundo”, afirmou a Apollo carta aos investidores. “A Apollo sempre acreditou que períodos de complexidade e incerteza podem criar algumas das oportunidades de investimento mais atraentes, mas apenas para aqueles com a flexibilidade para agir com decisão.”
O fundo também registrou sua primeira perda mensal em fevereiro em mais de três anos, com um retorno de -0,07%. A perda refletiu, em parte, uma venda de empréstimos mais líquidos, que a Apollo usa para marcar o valor de empréstimos privados que detém e que não são negociados.
“Quando os spreads aumentam nos mercados públicos ou em um setor específico, trabalhamos em estreita colaboração com provedores independentes de avaliação terceirizados para garantir que essas condições sejam refletidas adequadamente em nossas avaliações”, disse empresa aos investidores.
O retorno do fundo no último ano caiu para 7%, abaixo de sua média de longo prazo.
A Apollo, que administrava US$ 938 bilhões no fim de 2025, adotou uma postura defensiva no ano passado, enquanto os principais executiv se preparavam para a turbulência do mercado. A empresa reduziu drasticamente suas participações em empréstimos de software mais arriscados e apostou que o valor de vários grandes empréstimos para fabricantes de software diminuiria. “Acreditamos também que estamo entrando no atual período de disrupção tecnológica a partir de uma posição de força”, afirmou a gestora em carta. “A Apollo optou conscientemente por criar portfólios com exposição a software inferior à média do mercado de crédito privado em geral.”
https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/03/23/apollo-limita-resgates-de-seu-principal-fundo-de-credito-privado.ghtml
_Decisão evidencia risco para investidores individuais que investiram centenas de bilhões de dólares em fundos ditos semilíquidos_
Por Eric Platt, Valor — Financial Times, de Nova York
A Apollo Global Management limitou os resgates de um de seus principais veículos de crédito privado, tornando-se a mais recente gestora d investimentos a buscar conter as saídas de capital, à medida que investidores ricos se retiram do setor.
O grupo com sede em Nova York afirmou que os investidores buscaram sacar cerca de US$ 1,6 bilhão de seu Apollo Debt Solutions BDC, o equivalente a 11,2% de seus ativos líquidos de US$ 15 bilhões — bem acima do limite de 5% que permite à Apollo limitar as saídas do fundo.
A Apollo atendeu a pouco menos da metade dos pedidos de saque, de acordo com uma carta enviada aos investidores na segunda-feira. Diversas outras gestoras de recursos, incluindo Morgan Stanley e BlackRock, tomaram medidas semelhantes.
A decisão da Apollo de limitar os resgates destaca um risco para investidores individuais que investiram centenas de bilhões de dólares em fundos ditos semilíquidos. Esses fundos abriram os mercados privados para indivíduos ricos, oferecendo acesso a retornos mais altos, historicamente limitados a investidores institucionais, mas com a contrapartida de que a liquidez poderia ser limitada.
As possibilidades de resgate têm sido cada vez mais restringidas, uma vez que os gestores de fundos se apegam aos limites estabelecidos nos fundos. Os investidores apresentaram pedidos de resgate no valor de US$ 11,7 bilhões em mais de meia dúzia de fundos acompanhad pelo Financial Times. Até o momento, apenas 66% dos resgates foram atendidos, totalizando US$ 7,8 bilhões.
O escrutínio dos investidores sobre essa classe de ativos se intensificou neste ano, à medida que os gestores de recursos reavaliam o impa que a inteligência artificial (IA) terá nos modelos de negócios do setor de software empresarial, fortemente financiado por fundos de crédito privado, já que as empresas foram adquiridas em operações de compra alavancada.
A Apollo informou aos investidores de seu fundo, que tem um portfólio de investimentos avaliado em US$ 25 bilhões, que recebeu US$ 724 milhões em novos compromissos no trimestre. Os fluxos líquidos permaneceram praticamente estáveis, visto que a empresa atendeu a US 730 milhões em resgates.
“A decisão de hoje reflete nosso compromisso contínuo com a criação de valor a longo prazo para os acionistas do fundo”, afirmou a Apollo carta aos investidores. “A Apollo sempre acreditou que períodos de complexidade e incerteza podem criar algumas das oportunidades de investimento mais atraentes, mas apenas para aqueles com a flexibilidade para agir com decisão.”
O fundo também registrou sua primeira perda mensal em fevereiro em mais de três anos, com um retorno de -0,07%. A perda refletiu, em parte, uma venda de empréstimos mais líquidos, que a Apollo usa para marcar o valor de empréstimos privados que detém e que não são negociados.
“Quando os spreads aumentam nos mercados públicos ou em um setor específico, trabalhamos em estreita colaboração com provedores independentes de avaliação terceirizados para garantir que essas condições sejam refletidas adequadamente em nossas avaliações”, disse empresa aos investidores.
O retorno do fundo no último ano caiu para 7%, abaixo de sua média de longo prazo.
A Apollo, que administrava US$ 938 bilhões no fim de 2025, adotou uma postura defensiva no ano passado, enquanto os principais executiv se preparavam para a turbulência do mercado. A empresa reduziu drasticamente suas participações em empréstimos de software mais arriscados e apostou que o valor de vários grandes empréstimos para fabricantes de software diminuiria. “Acreditamos também que estamo entrando no atual período de disrupção tecnológica a partir de uma posição de força”, afirmou a gestora em carta. “A Apollo optou conscientemente por criar portfólios com exposição a software inferior à média do mercado de crédito privado em geral.”
https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/03/23/apollo-limita-resgates-de-seu-principal-fundo-de-credito-privado.ghtml
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