Análise Bankinter Portugal
NY +1,1% US tech +1,2% US Semis +1,3% UEM +1,3% España +1,1% VIX 26,2% Bund 3,00%. T-Note 4,35%. Spread 2A-10A USA=+50pb B10A: ESP 3,51% PT 3,45% ITA 3,88% FRA 3,71% Euribor 12m 2,740% (fut.12m 2,958%). USD 1,161. JPY 184,0. Ouro 4.408 $. Brent 99,9$. WTI 88,1$. Bitcoin +1,2% (70.900$). Ether +1,3% (2.161$).
SESSÃO: Esta manhã, algumas fontes jornalísticas citam a possível vontade do novo Líder Supremo iraniano, Khamenei, negociar com os EUA, o que poderá animar um pouco a sessão. Contudo, isto une-se à ronda de ditos e não-ditos vistos desde que ontem Trump afirmou que estava em “boas e produtivas” conversações nos últimos dias com o Irão, enquanto adiava durante 5 dias os ataques contra infraestruturas e fábricas energéticas iranianas. Posteriormente, os próprios iranianos desmentiram qualquer aproximação ou início de negociações sobre um possível fim do conflito várias vezes, enquanto existia o risco de escalada com a possível entrada dos Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita no conflito.
À espera de confirmar a veracidade da notícia de Khamenei, parece aumentar ligeiramente o otimismo, como vimos ontem no mercado (bolsas a subirem, enquanto as obrigações (yield), dólar e petróleo com moderações, especialmente fortes no último caso (-9%/-10%)). Contudo, a realidade é que continuam os ataques na região, portanto, não há ainda clarificação sobre as conversações de paz.
De todos os modos, nós continuamos a defender a duração limitada do conflito (semanas, não meses). Isto tem sentido, já que Trump precisa de chegar às eleições de meio mandato (novembro) com a guerra terminada, inflação moderada e preço do petróleo menor (85 $?). Por isso, independentemente da volatilidade e dos vaivéns no mercado, continuamos a insistir que a guerra gerou oportunidades de compra em ativos a preços atrativos. Quando isto for resolvido, provavelmente teremos níveis de crescimento positivos, uma inflação que se irá corrigindo após o impacto inicial e uns bancos centrais que evitarão atuar até teres clarificações e com a lição aprendida de que não se pode controlar a inflação subindo taxas de juros quando o choque é de oferta.
Na frente macro, a ronda de PMIs na Europa e EUA de março servirá para testar o impacto do conflito iraniano, embora poderá passar para segundo plano como a Confiança do Consumidor europeia de ontem.
CONCLUSÃO: Os futuros vêm planos, embora algumas fontes apontem que o Irão poderá estar disposto a negociar com os EUA. A confirmar-se, a sessão seria novamente positiva. Agora tudo depende das novidades do Médio Oriente.
FIM
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