sexta-feira, 6 de março de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,5% US tech -0,3% US semis -1,2% UEM -1,5% España -1,3% VIX 23,8% Bund 2,84% T-Note 4,14% Spread 2A-10A USA=+56pb B10A: ESP 3,30% PT 3,23% FRA 3,46% ITA 3,56% Euribor 12m 2,316% (fut. 2,588%) USD 1,161 JPY 182,9 Ouro 5.082$ Brent 85,4$ WTI 81,0$ Bitcoin -3,0% (71.142$) Ether -3,3% (2.081$).


SESSÃO: O Irão continua a marcar o rumo. Se na quarta-feira tivemos o plano e Trump de escoltar os navios petrolíferos que passam pelo Estreito de Ormuz e os rumores sobre uma possível aproximação negociadora indireta (já desmentido), ontem tivemos a intensificação da ofensiva e a dialética por parte dos EUA, Israel e Irão. Nem uma macro melhor do que o esperado (Vendas a Retalho UE +2% a/a; Produtividade Não Agrícola EUA +2,8% t/t an.; Custes Laborais Unitários +2,8% t/t an.) nem os bons resultados de Broadcom (+5%; Carteira Temática de Semicondutores) conseguiram evitar o tom negativo da sessão. Bolsa em baixa, aumento do petróleo, gás e rentabilidades em obrigações e fortalecimento do dólar, que agora atua como ativo-refúgio, embora o ouro em baixa. 


Chegamos a sexta-feira e a geopolítica continuará a marcar o tom, com autorização do emprego americano. Em situações normais, esta seria a referência mais importante da semana, mas o conflito iraniano poderá eclipsar os números de fevereiro. Espera-se uma criação de +59K empregos vs. +130K em janeiro, com a Taxa de Desemprego a repetir em 4,3%, mas ultimamente estes resultados são difíceis de interpretar perante a irrupção da IA a nível produtivo empresarial.


Este registo do mercado laboral permitirá comprovar se o bom dado de criação de emprego do mês passado foi algo isolado ou uma mudança de tendência, o que será importante para a Fed, na sua próxima reunião, a 18 de março. Contudo, nem nós nem o mercado esperamos que o banco central mova taxas de juros e, de facto, as expetativas sobre uma possível próxima descida vão adiando-se perante o possível impacto em alta do petróleo com o conflito iraniano na inflação.


Hoje os preços do petróleo bruto dão uma pausa perante o rumor de uma possível intervenção por parte dos EUA nos mercados de futuros do petróleo, assim como a emissão de uma licença para que a Índia possa comprar petróleo russo. O nosso cenário mais provável continua a ser uma escalada militar (sem fecho sustentado do Estreito de Ormuz, sem danos permanentes à infraestrutura energética regional, sem extensão do conflito), já que um choque energético prolongado não beneficia ninguém. Nem os EUA, nem o Irão… nem a China.


Um aumento da inflação americana complicaria as eleições de novembro a Trump. Cada 10 $ de subida no preço de petróleo, segundo um estudo da Fed, traduzem-se numa subida de 20 p.b. na inflação americana. À China tampouco lhe interessa um encerramento prolongado do Estreito de Ormuz, já que por aí importa 50% do seu petróleo e 20% do seu gás natural. E para o próprio Irão seria um suicídio económico, já que exporta 90% do seu petróleo por aí, vital para financiar o seu regime e exército. 


CONCLUSÃO: A sessão poderá animar-se um pouco no início perante a moderação do petróleo, mas poderá desacelerar ao longo da sessão, conforme o conflito evolui e sejam publicados resultados. 


FIM

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