segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Anderson Nunes

 *CONTA DE LUZ E JORNADA DE TRABALHO PRESSIONAM ECONOMIA - MC 23/02/26*

*Por Anderson Nunes - Analista Político*


O aumento das tarifas de energia e a resistência empresarial à redução da jornada de trabalho.


*ENERGIA MAIS CARA EM 2026*


Consumidores enfrentarão altas de até 7,95% na conta de luz devido ao baixo nível dos reservatórios e ao salto de 17,7% nos subsídios do setor. Esta pressão tarifária deve superar a inflação oficial, impactando diretamente o orçamento das famílias e os custos produtivos.


*RESISTÊNCIA AO FIM DA JORNADA 6X1*


Empresários e parlamentares articulam estratégias para adiar a votação da nova jornada de trabalho para depois das eleições. O grupo defende alternativas como a desoneração da folha ou o pagamento por hora para mitigar o aumento dos custos trabalhistas.


*PRODUTIVIDADE EM RISCO*


A proposta de redução da jornada esbarra no histórico de baixa produtividade da economia nacional. Especialistas alertam que a mudança elevaria o custo da hora trabalhada, exigindo saltos de eficiência que as empresas ainda não conseguem garantir. Não existe mistério, reduzir a carga de trabalho semanal, deverá gerar novas contratações e diversos setores e consequentemente reajuste no preço dos produtos. No final, o trabalhador vai conquistar mais dias de folga, mas perderá sua capacidade de compra, considerando que o salário será o mesmo, mas o preço dos produtos vai sofrer reajuste no seus valores.


*REVISÃO POPULACIONAL FORÇADA*


Cidades que registraram aumento populacional via Justiça ganharam o direito a fatias maiores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse movimento ignora as restrições orçamentárias da União e obriga o governo a redirecionar recursos para atender a novas demandas locais imediatas.


*PRESSÃO NO PACTO FEDERATIVO*


O aumento desses repasses gera um desequilíbrio no planejamento fiscal de Brasília, pois não estava previsto no Orçamento anual. Enquanto as prefeituras ganham fôlego financeiro para ano eleitoral, a União perde margem de manobra para investimentos estruturantes e para o cumprimento de metas de déficit zero.


*AVANÇO NO MERCOSUL-UE*


O presidente da Câmara, Hugo Motta, nomeou Marcos Pereira como relator do acordo comercial com a Europa para imprimir celeridade à votação. A decisão sinaliza pragmatismo legislativo e busca abrir mercados alternativos para o Brasil diante das novas barreiras tarifárias impostas por Washington.


*QG DA REELEIÇÃO DEFINIDO?*


Lula estabeleceu o núcleo central caso seja canditato em 2026 com nomes como Rui Costa, Ricardo Lewandowski e a primeira-dama Janja. A montagem é para a tentativa de reverter o índice de 57% de desaprovação apontado pelas pesquisas recentes.


*MISSÃO NA COREIA DO SUL*


Em visita oficial a Seul, o presidente brasileiro foca na atração de investimentos para semicondutores e minerais críticos. O movimento estratégico tenta reduzir a dependência tecnológica e fortalecer a indústria nacional de base em setores de alta tecnologia.


*CERCO AO CASO MASTER*


O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do Caso Master no STF e coordena os próximos passos com a Polícia Federal. O avanço das investigações sobre fraudes financeiras aumenta a tensão no mercado e pode atingir figuras importantes da articulação política na capital.


*A MANOBRA DE WASHINGTON*


O presidente dos Estados Unidos acionou a Lei de Comércio de 1974 para aplicar sobretaxas de 15% em resposta à decisão da Suprema Corte que considerou ilegais as taxas anteriores. A medida entra em vigor amanhã e visa contornar o bloqueio jurídico através de novos instrumentos legais de balanço de pagamentos.


*TRÉGUA NUCLEAR NO RADAR*


O Irã sinalizou disposição para reduzir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções econômicas e abertura para investimentos no setor de petróleo. O encontro diplomático em Genebra na próxima quinta-feira é crucial para evitar uma escalada militar na região.


*RADAR CORPORATIVO*


1. BRB: O Governo do Distrito Federal iniciou tratativas com instituições bancárias para viabilizar a capitalização do Banco de Brasília.

2. SETOR ELÉTRICO: Empresas do segmento monitoram o aumento de R$ 47,8 bilhões em subsídios que serão custeados pelos consumidores em 2026.

3. MERCADO AUTOMOTIVO (RS): A escassez de veículos populares e os preços elevados impulsionam recordes de vendas de carros usados mais antigos no Rio Grande do Sul.

4. VALE: A saída de João Luiz Fukunaga do conselho e novos acordos de exportação na Índia reforçam a estratégia de expansão da mineradora no mercado asiático.

5. GRUPO ULTRA: A contratação do BTG Pactual para vender a rede Ipiranga sinaliza uma reestruturação massiva no setor de distribuição de combustíveis.

6. AZUL: A conclusão do processo de Chapter 11 e a captação de US$ 1,3 bilhão garantem a sobrevivência financeira da companhia após a reestruturação da dívida.

7. CSN: O rebaixamento da nota de crédito pela Fitch para o nível B reflete o risco elevado de refinanciamento e o fluxo de caixa pressionado da siderúrgica.

8. OPENAI: A expectativa de um IPO avaliado em US$ 1 trilhão destaca o potencial explosivo de receita gerado pela inteligência artificial em 2025.


O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: 'Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance'.

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