terça-feira, 9 de junho de 2026

Modelos Econométricos Exportáteis: Compreendendo as Interações Econômicas através do Espaço

 


Modelos Econométricos Exportáteis: Compreendendo as Interações Econômicas através do Espaço


Fenômenos econômicos raramente estão confinados a fronteiras geográficas. O desenvolvimento de uma cidade ou a produtividade de uma região muitas vezes depende não apenas das condições locais, mas também do que ocorre nas áreas ao redor. Ligações comerciais, mobilidade laboral, redes de infraestrutura, difusão tecnológica, externalidades ambientais e interações institucionais criam sistemas econômicos interconectados nos quais locais vizinhos se influenciam mutuamente. Modelos econométricos econométricos espaciais foram desenvolvidos para capturar essas interdependências geográficas e fornecer uma estrutura realista para análise empírica.

Ao contrário das abordagens econométricas convencionais que tratam as observações como independentes, a econometria espacial reconhece que a proximidade importa. Regiões que estão geograficamente ou economicamente conectadas frequentemente exibem padrões semelhantes de crescimento, renda, emprego, investimento e resultados sociais. Ignorar essas relações espaciais pode levar a estimativas tendenciosas e a uma compreensão incompleta dos processos econômicos.

Uma característica central da análise espacial é a identificação de relações espaciais entre unidades por meio de uma estrutura de ponderação espacial. Esse arcabouço determina o quão fortemente os locais estão conectados e permite aos pesquisadores medir até que ponto as atividades econômicas, choques ou políticas se espalham pelo espaço geográfico. Como resultado, modelos econométricos eclométricos espaciais são capazes de distinguir efeitos locais de influências regionais mais amplas.

A importância desses modelos cresceu substancialmente nas pesquisas econômicas contemporâneas. Eles são amplamente aplicados no estudo do desenvolvimento regional, expansão urbana, sustentabilidade ambiental, saúde pública, sistemas de transporte, mercados imobiliários e integração econômica internacional. Ao considerar as interações espaciais, os pesquisadores podem entender melhor como os benefícios ou custos econômicos se espalham além da área de origem.

A econometria espacial é particularmente valiosa para avaliação de políticas porque as intervenções políticas raramente afetam apenas a região-alvo. Projetos de infraestrutura, regulamentações ambientais, investimentos educacionais e programas de saúde pública frequentemente geram efeitos de efeito que se estendem às comunidades vizinhas. Medir esses efeitos indiretos é essencial para avaliar com precisão a eficácia das políticas e projetar um desenvolvimento eficiente.

Do meu ponto de vista, modelos econométricos eclométricos espaciais são essenciais porque reconhecem que as atividades econômicas estão profundamente interconectadas através do espaço geográfico. Ao capturar efeitos de transbordamento, ciclos de retroalimentação e interações regionais, eles fornecem insights mais precisos sobre dinâmicas econômicas e apoiam formulações de políticas mais eficazes e baseadas em evidências para o desenvolvimento sustentável e crescimento.

A tríplice hélice

 


E vamos em frente



Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,3% US tech +1,6% US Semis +5,6% UEM +0,0% España -0,7% VIX 18,9% Bund 3,04%. T-Note 4,55%. Spread 2A-10A USA=+41pb B10A: ESP 3,48% PT 3,45% ITA 3,84% FRA 3,73% Euribor 12m 2,82% (fut.12m 2,80%). USD 1,153 JPY 184,7/€. Ouro 4.318 $. Brent 94,3$. WTI 91,4$. Bitcoin -0,3% (63.161$). Ether +0,0% (1.691$).


:: SESSÃO. Suspensão dos ataques entre Israel e Irão, o petróleo Brent fixa-se em 93 $ e regressa a “calma tensa” numa semana carregada de inputs. Hoje, o natural seria uma sessão de impasse, porque os eventos mais importantes concentram-se a partir de quarta-feira. Contudo, a apresentação do folheto da saída à bolsa de Open AI poderá animar a tecnologia/semis e deixar melhor saldo nos EUA do que na Europa.


É a terceira grande empresa do ecossistema de IA que se posiciona para entrar na bolsa este ano, numa espécie de corrida para se tornarem públicas. Apesar de o ter apresentado de forma confidencial à SEC e se desconhecerem os detalhes da oferta, a avaliação rondará 1Bn$ e será no outono, em linha com o esperado para Anthropic. Junto com SpaceX – que começará a avaliar esta sexta-feira por ca. 1.8Bn$ - serão as maiores saídas à bolsa da história e irão fazê-lo num curto período.


Se a geopolítica o permitir, será a notícia mais importante da sessão. Não temos macro relevante, a temporada de resultados terminou e os membros do BCE e Fed têm as suas comunicações restringidas antes das suas reuniões (11 e 17 de junho).


Ontem, tecnologia (+1,4%) e semis (+5,6%) recuperaram parte do terreno perdido na sexta-feira, deixando a correção como uma anedota, apesar de que corrigir as sobreavaliações e ajustar as expetativas, após os avanços acumulados ao longo do ano, não teria sido uma má notícia. Corrigir excessos e fixar múltiplos menos exigentes seria um bom ponto de partida para enfrentar a segunda parte do exercício.


::CONCLUSÃO. O lógico é esperar uma sessão lateral perante uma semana que será intensa. Quiçá com melhor saldo nos EUA, graças à tecnologia, do que na Europa.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado* 


Terça Feira,09 de Junho 2.026.


*Reprecificação global dos juros chega à Selic*


… O payroll desencadeou uma reprecificação global dos juros que continua se espalhando pelos mercados. Ao mesmo tempo, a tentativa de descompressão no Oriente Médio não foi suficiente para dissipar os temores com petróleo, inflação e crescimento, mantendo elevada a cautela dos investidores. No Brasil, a combinação de atividade resiliente, guerra prolongada e juros altos por mais tempo levou a uma nova rodada de revisões para inflação e Selic, enquanto a curva passou a embutir não apenas o fim dos cortes, mas também a possibilidade de novas altas. A agenda é esvaziada, aqui e lá fora, e tem como destaque o leilão do Tesouro, após a forte abertura das taxas nesta segunda-feira.


TRÉGUA SOB DESCONFIANÇA – A tentativa de descompressão no Oriente Médio não foi suficiente para convencer os mercados de que o pior ficou para trás. Israel e Irã prometeram reduzir os ataques, mas ambos condicionaram a trégua ao comportamento do adversário.


… O petróleo devolveu parte da disparada observada durante a madrugada, após os conflitos do fim de semana, mas ainda permaneceu acima de US$ 94, enquanto investidores continuam monitorando os desdobramentos das negociações lideradas pelos Estados Unidos.


… O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel suspenderá os ataques ao Irã “por enquanto”, mas ressaltou que “a guerra ainda não terminou” e que qualquer nova ofensiva iraniana será respondida com força.


… Do outro lado, o comando militar iraniano declarou que encerrou suas operações, mas advertiu que qualquer ação israelense contra interesses iranianos ou contra o Hezbollah poderá provocar uma resposta ainda mais dura.


… A retórica reforçou a percepção de que a redução das hostilidades tem caráter tático e não representa uma solução definitiva para o conflito.


… Trump intensificou a pressão por uma desescalada após a nova rodada de ataques ameaçar as negociações entre Washington e Teerã. Segundo relatos da imprensa, o presidente teria alertado Netanyahu que Israel poderia acabar isolado caso retomasse a guerra neste momento.


… Trump continua defendendo uma trégua de 60 dias que permita avançar para um acordo mais amplo com Teerã, mas enfrenta resistências dos dois lados. O objetivo é preservar as negociações em curso, que voltaram a ficar sob risco após a escalada do fim de semana.


… Ao Financial Times, ele chegou a afirmar que qualquer entendimento negociado por Washington terá de ser aceito por Israel.


… Os sinais vindos da região continuam sugerindo um cenário de elevada instabilidade. O Irã suspendeu operações nos principais aeroportos de Teerã e de outras cidades do país, enquanto Israel avalia restrições temporárias ao espaço aéreo.


… No Líbano, o governo acusou Israel de ter realizado quase 3.500 bombardeios desde abril, mesmo durante o período de cessar-fogo. Paralelamente, os houthis voltaram a ameaçar o tráfego marítimo no Mar Vermelho, ampliando os temores sobre as rotas globais de energia.


… Investidores também seguem monitorando a retomada parcial do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, ainda cercada de incertezas após semanas de interrupções e ameaças à navegação. O impacto econômico da guerra começa a aparecer de forma mais explícita.


… A Fitch alterou sua perspectiva para o setor soberano global de 2026 de neutra para “em deterioração”, citando riscos para crescimento, inflação e mercados de dívida. Também elevou sua projeção para o Brent, que ficaria entre US$ 100 e US$ 110 nos próximos meses.


… Para os investidores, mesmo sem uma escalada imediata, o conflito segue capaz de manter o petróleo pressionado e alimentar preocupações inflacionárias justamente quando os mercados passaram a discutir novamente a possibilidade de juros mais altos no mundo.


REVISÕES EM SÉRIE –A combinação de petróleo mais caro, atividade resiliente e perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos levou o mercado a uma nova rodada de revisões para inflação e juros no Brasil.


… Após o payroll forte da semana passada reforçar a percepção de que o Federal Reserve terá menos espaço para cortar juros, ou quem sabe até aumentar, investidores passaram a recalibrar expectativas também para a política monetária doméstica.


… Nesta segunda-feira, a pesquisa Focus mostrou nova piora das projeções para a inflação. A mediana para o IPCA de 2026 avançou de 5,06% para 5,11%, enquanto a estimativa para a Selic no fim deste ano subiu de 13,25% para 13,50%.


… O movimento ocorre em meio à percepção de que a guerra no Oriente Médio está durando muito mais do que o mercado imaginava e pode manter o petróleo pressionado por mais tempo, aumentando os riscos inflacionários globais.


… O BTG Pactual também elevou a projeção para o IPCA de 2026 de 4,9% para 5,3% e a de 2027 de 4,2% para 4,5%, citando a deterioração do ambiente inflacionário após a escalada do conflito no Oriente Médio, além das pressões vindas dos alimentos.


… A instituição já havia revisado recentemente suas projeções para a Selic e passou a trabalhar com juros mais altos por mais tempo.


… O BTG também aumentou suas estimativas para a dívida bruta, que agora deve atingir 80,9% do PIB em 2026 e 85% em 2027, refletindo o impacto dos estímulos à demanda, do aumento das despesas com juros e da piora das condições financeiras.


… Segundo o banco, o espaço para novos subsídios aos combustíveis sem deterioração adicional do quadro fiscal está cada vez mais estreito.


… Mais do que os números em si, o movimento reforça uma mudança de narrativa nos mercados.


… Até poucas semanas atrás, a discussão estava concentrada na intensidade dos cortes de juros. Agora, investidores passaram a debater por quanto tempo as taxas permanecerão elevadas e até a possibilidade de novas altas, acompanhando a reprecificação global.


… Agora, é esperar pelos dados de inflação da semana, com o CPI nos Estados Unidos e o IPCA no Brasil (leia abaixo).


CARNE NA MESA – O governo prepara uma ofensiva diplomática para tentar reverter o veto da União Europeia às exportações brasileiras de produtos de origem animal, especialmente carne bovina.


… Segundo o Estadão, Lula deve discutir o tema com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no G-7, na próxima semana, na França. Bruxelas sinalizou disposição para reavaliar o caso assim que considerar suficientes as garantias sanitárias apresentadas pelo Brasil.


… Nos bastidores, porém, há um choque de avaliações. Enquanto autoridades europeias falam em uma solução relativamente rápida, integrantes do governo e do agronegócio avaliam que uma reversão completa antes de setembro será difícil, sobretudo para a carne bovina.


… Além do impacto econômico, estimado em até US$ 1,8 bilhão, o setor teme danos à reputação do Brasil em um dos mercados mais exigentes e valorizados do mundo. O acesso ao mercado europeu é um selo de qualidade sanitária que ajuda a abrir portas a outros compradores.


CURTAS DA POLÍTICA – A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República devem decidir nesta semana se aceitam ou rejeitam a nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.


… Segundo o Estadão, a tendência na PF continua sendo pela rejeição do acordo, já que as informações entregues não acrescentam novidades.


ESCALA 6X1. Senadores aguardam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defina nos próximos dias o calendário de tramitação da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6×1. A expectativa é que a proposta comece a avançar na CCJ ainda neste semestre.


TARIFAÇO. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo fará “todo o empenho” para evitar a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.


… Segundo ele, o Brasil pretende intensificar as negociações antes do prazo de 15 de julho.


PESQUISAS. Genial/Quaest, que será divulgada nesta quarta-feira, deve trazer perguntas sobre o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, além dos impactos políticos da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.


… Também o novo tarifaço americano sobre produtos brasileiros será um tema abordado na pesquisa.


FLÁVIO. Em evento em São Paulo, Flávio Bolsonaro evitou antecipar o nome de um eventual ministro da Fazenda, afirmou que pretende anunciar uma equipe econômica “até melhor” que a de 2018 e voltou a sinalizar preferência por uma mulher para compor sua chapa como vice.


AGENDA – Depois da forte abertura das curvas e da reprecificação das apostas para juros, o destaque desta terça-feira fica com o leilão de títulos do Tesouro, que servirá como termômetro para medir o apetite do investidor num ambiente de cautela com inflação e política monetária.


… A pauta dos indicadores é esvaziada, tanto aqui como nos Estados Unidos: o mercado acompanha o IGP-DI de maio (8h) e a balança comercial americana de abril (9h30), enquanto monitora agendas de autoridades econômicas brasileiras na China e em Brasília.


… Para o IGP-DI, a mediana do Broadcast aponta alta de 0,74%, com intervalo entre 0,62% e 0,95%, após avanço de 2,41% em abril.


… O leilão do Tesouro será realizado às 11h, com a oferta de LFTs com vencimento em 2032 e de NTN-Bs para 2031, 2037 e 2045.


… Nos Estados Unidos, a expectativa para a balança comercial é de déficit de US$ 55,5 bilhões, ante saldo negativo de US$ 56 bilhões em março.


GALÍPOLO – Na China, o presidente do BC tem reuniões com dirigentes do Bank of China, do ICBC e do PBoC, em Xangai. Em Brasília, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, concede entrevista ao UOL (11h) e, às 18h, recebe representantes da agência Moody’s.


CHINA HOJE – A balança comercial chinesa divulgada no primeiro minuto desta terça-feira mostrou alta acima do esperado das exportações, que subiram 19,4% (consenso de 15%), e das importações (+27,4%, superando a previsão de 25%).


… No final da noite de hoje (22h30), saem os índices chineses de preços ao consumidor e ao produtor, importantes para avaliar o ritmo da atividade e as pressões inflacionárias na segunda maior economia do mundo.


TRÉGUA PARA INGLÊS VER – O petróleo chegou a disparar mais de 4% na abertura dos negócios, repercutindo a escalada dos ataques entre Israel e Irã no fim de semana. O foco do estresse foi o Líbano.


… Israel quebrou o acordo firmado com os libaneses e atacou o subúrbio no sul de Beirute para atingir o Hezbollah. O Irã decidiu retaliar o ataque, disparando mísseis em direção a Israel, o que não acontecia desde abril. E Israel revidou.


… Após a intervenção de Donald Trump na manhã desta segunda-feira, Irã e Israel decidiram suspender os ataques mútuos e retomar o frágil cessar-fogo. Aos poucos, o petróleo foi se acomodando, mas ainda fechou em alta.


… O Brent para agosto subiu 1,25%, a US$ 94,25 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho avançou 0,84%, a US$ 91,30 por barril na Nymex.


… Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o mercado praticamente ignorou a decisão tomada pela Opep+ no domingo, de elevar seus limites de produção em 188 mil barris por dia a partir de julho.


RECUPERAÇÃO DAS TECHS – Depois do tombo de sexta-feira, algumas ações de tecnologia ressurgiram das cinzas e deram fôlego moderado ao Nasdaq (+0,86%, aos 25.929,66 pontos) e ao S&P500 (+0,30%, aos 7.405,73 pontos).


… O mesmo não aconteceu com o Dow Jones (-0,16%, aos 50.786,01 pontos), que refletiu a cautela dos investidores com o cenário externo e a expectativa pelos dados de inflação desta semana, que podem confirmar um Fed hawk.


… Entre os destaques positivos do dia ficaram Intel (+11,11%), Micron (+9,87%), Marvell (+9,63%) e Nvidia (+1,73%). No campo negativo ficaram Apple (-1,89%), IBM (-1,41%) e Microsoft (-1,41%).


PARA O ALTO E AVANTE – O clima de tensão no Oriente Médio deixou os juros futuros voláteis ao longo da sessão. De tarde, as taxas firmaram a tendência de alta, embaladas pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e do dólar.


… O mercado preferiu a cautela neste começo de semana, que terá dados importantes de inflação nos EUA (CPI e PPI) e no Brasil (IPCA), que podem consolidar as apostas para o Fomc e o Copom.


… O boletim Focus trouxe nova piora nas expectativas de inflação em 2026 (de 5,09% para 5,11%) e 2027 (4,02% para 4,03%). As previsões para Selic subiram neste ano (de 13,25% para 13,50%) e no próximo (11,25% para 11,50%).


… Flávio Serrano, do BMG, disse ao Broadcast que a curva já aponta Selic de 14,80% no fim de 2026, chegando a 15,10% em março de 2027. A chance de manutenção pelo Copom está em 70%, contra 30% de corte de 0,25 ponto porcentual.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,520% (de 14,392% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,895% (14,645%); Jan/29 a 14,945% (14,741%); Jan/31 a 14,820% (14,650%); e Jan/33 a 14,780% (14,658%).


NA DEFESA – Os ataques entre Israel e Irã no fim de semana mostraram como o cessar-fogo no Oriente Médio é frágil, levando investidores a rever a exposição ao risco e buscar proteção no dólar.


… A moeda também avançou por conta da expectativa de um Fed mais hawkish, depois do payroll forte de sexta-feira.


… A divulgação do CPI nesta semana pode servir para cravar as apostas de uma alta do juro americano neste ano.


… O dólar subiu 0,45%, para R$ 5,1803, maior cotação desde 30 de março. Lá fora, o DXY (-0,04%, aos 100,030 pontos) e a libra (+0,01%, a US$ 1,3342) ficaram de lado. E o euro subiu 0,10%, a US$ 1,1531.


NO PAREDÃO – A expectativa de juros altos no Brasil e nos Estados Unidos e a indefinição sobre a guerra no Oriente Médio, após a escalada entre Israel e Irã no fim de semana, voltaram a penalizar a bolsa brasileira.


… O Ibovespa fechou em baixa de 0,21%, aos 168.668,72 pontos, com volume financeiro de R$ 20,7 bilhões, abaixo da média diária de maio, que foi de R$ 27 bilhões, indicando que o investidor está mais cauteloso com a renda variável.


… Os grandes bancos pesaram para o sinal negativo: Bradesco PN (-1,55%, a R$ 17,20), Itaú PN (-0,80%, a R$ 38,52), BB ON (-0,37%, a R$ 19,10) e BTG unit (-0,30%, a R$ 50,50). Santander unit (+0,19%, a R$ 26,78) foi exceção.


… Vale (-0,80%, a R$ 78,07) também caiu, em linha com o minério de ferro (-0,78%). Já Petrobras (PN +0,81%, a R$ 41,22; e ON +0,72%, a R$ 46,04) seguiu a alta do petróleo.


… MRV ON (-4,64%, a R$ 5,34) liderou as perdas do índice, seguida de Cosan ON (-4,46%, a R$ 3,43) e Rumo ON (-3,01%; R$ 13,52). Do lado positivo, WEG ON ficou no topo (+3,63%, a R$ 44,00), com Prio ON (+2,32%, a R$ 62,54) e RD Saúde ON (+2,18%, a R$ 17,84).


CIAS ABERTAS NO AFTER – BANCO DO BRASIL estima que irá acolher R$ 850 milhões em propostas de financiamento durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, feira de tecnologia agrícola e negócios em Luís Eduardo Magalhães (BA).


IRB iniciou procedimentos regulatórios para expandir suas operações internacionais, com foco na Suíça e em Malta.


PETRORECÔNCAVO produziu uma média de 23,9 mil boed em maio, queda de 1,9% frente ao mês anterior.


AXIA concluiu sua migração para o Novo Mercado da B3. Empresa terá ações ON, sob o código AXIA3, e ações preferenciais classe C (PNC), sob o código AXIA7, conversíveis ou resgatáveis em sua totalidade até 2031.


COPASA informa que a EQUATORIAL cumpriu todas as exigências previstas na operação de oferta de ações para se tornar acionista de referência.


BRAVA obteve aval de debenturistas da 3ª emissão da 3R Petroleum e da 3ª emissão da Enauta para realização de oferta de ações (OPA) devido à aquisição do controle da companhia pela Ecopetrol.

Call Matinal 0906

 Call Matinal

09/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0806)

MERCADOS

Na segunda-feira (8), o Ibovespa fechou em queda de 0,21%, aos 168.668,72 pontos, uma baixa de 350,40 pontos. No mercado cambial, o câmbio registrou a terceira desvalorização seguida, com o dólar comercial subindo 0,45%, a R$ 5,180. O DYX até recuou, mas manteve-se acima dos 100 pontos. Já os juros futuros (DIs) terminaram com altas por toda a extensão da curva.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta terça-feira (9), impulsionados pela recuperação no mercado de inteligência artificial em uma sessão de apetite ao risco cauteloso.

 

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

S&P 500 Futuro (7.427,6), +0,30%

Dow Jones Futuro (50.846,5), +0,12%

Nasdaq 100 Futuro (29.591,5), +0,60%

Continuidade das divulgações corporativas de tecnologia e inteligência artificial. Atenção para as guidance das megacaps.

Ásia-Pacífico

 

 

 

🇦🇺S&P/ASX    -0,24%   8.604,20

Nikkei     +1,92%  65.251,00

KOSPI      +8,18%   8.096,93

Shanghai   +1,28%   4.010,03

Hang Seng  -0,29%  24.585,00

Dados de comércio exterior e indicadores de atividade industrial da China

Europa

 

 

 

🔴DAX        -0,05%  24.628,77

FTSE 100   -0,32%  10.340,34

CAC 40     +0,23%   8.218,30

IBEX 35    +0,58%  18.327,93

EuroStoxx50+0,35%   6.083,36

Setor industrial e energético em foco. Empresas exportadoras monitorando demanda chinesa.

Commodities

 

 

 

🛢️Petróleo WTI, -2,10%, a US$ 89,38 o barril

Petróleo Brent, -1,69%, a US$ 92,69 o barril

Minério de ferro fecha em leve queda de -0,20% em Dalian, a 760,00 iuanes (US$ 112,03)

Petróleo em queda forte, em ajuste técnico, depois de alta recente, e com a boa evolução nas negociações no Oriente Médio.

 

NO DIA, 0906

Para onde vamos nesta guerra de narrativa entre Israel, EUA e Irã? Há chances de um acordo de paz consistente, que agrade a todos so lados? Sinceramente, não acreditamos. Trump já disse que chega a um consenso, se os iranianos eliminarem todos os vestígios do seu programa nuclear. Eles, em resposta, são vagos e pouco confiáveis. Enquanto isso, Israel segue no seu projeto de que o “ataque é a melhor defesa”, já que o Irã e seus satélites terroristas não o querem existindo. O Hamas parece que deu uma parada, mas o Hezbollah segue tumultuando e ameaçando, daí os ataques de mísseis à Beirute. E por que o Líbano tem que continuar a dar guarita a um grupo terrorista. Com a resposta, os libaneses. Por aqui, continuamos observando um crescimento de baixa qualidade, caucado no crédito das famílias, já no limite da inadimplência. Sim, porque o juro continua proibitivo, a 8% reais ao ano, sem perspectiva de cortes, até porque a inflação segue resiliente, diante dos choques externos e no front fiscal caminhamos para uma dívida bruta próxima de 80% do PIB. É o que temos por hora, diversos impasses.

 

 

 

 

 

 

Agenda macro 08 a 12 de junho

 

 

 

 

Terça-feira, 09 de junho

Brasil: IGP-DI de maio

EUA: Relatório ADP semanal

Balança comercial de maio

China: Balança comercial de maio

China: CPI e PPI de maio

Quarta-feira, 10 de junho

EUA: CPI de maio (principal indicador)

Brasil: Fluxo cambial estrangeiro

Quinta-feira, 11 de junho

Opep: relatório do mercado de petróleo

Brasil: Volume de serviços de abril
Zona do euro: Decisão de juros do BCE
EUA: PPI de maio e auxílio-desemprego
Zona do euro: Coletiva de Lagarde

Sexta-feira, 12 de junho

Brasil: IPCA de maio
EUA: Confiança do consumidor de Michigan

 

 

Boa semana e terça-feira para todos!

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Economia

 
Economia é muito mais do que apenas oferta, demanda e PIB. É um campo multidisciplinar que examina como indivíduos, empresas, governos e sociedades tomam decisões e alocam recursos escassos. De Microeconomia e Macroeconomia a Economia Ambiental, Comportamental, Saúde, Agricultura e Financeira, cada ramo oferece insights únicos sobre desafios e oportunidades do mundo real.

Principais áreas da economia foram destacadas, evidenciando a relevância da disciplina na compreensão de mercados, instituições, desenvolvimento, sustentabilidade, políticas públicas, comércio global e comportamento humano.


Setor agrícola e os riscos