"A Economia, enquanto ciência positiva, é um corpo de generalizações, provisoriamente acolhidas, referentes a fenômenos econômicos, passíveis de se verem utilizadas para prever as consequências de alterações das circunstâncias". Milton Friedman
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
domingo, 27 de agosto de 2017
Warren compra estrutura da Pilla Corretora
O mercado segue se
transmutando.
Ganha cada vez mais espaço o surgimento de gestoras ou corretoras virtuais, veiculadas apenas pela internet, perdendo
espaço as físicas. Busca-se ao cliente mais funcionalidade e agilidade na tomada de decisões.
A gestora Warren, uma
ferramenta 100% on line, anunciou nesta
semana a compra da corretora gaúcha Pilla. Deve investir R$ 10 milhões
e chegar a 50 mil clientes.
Segundo o comunicado, a
carteira de clientes não entrou no pacote, sendo incorporada apenas a estrutura
da corretora para o aumento do portfólio de produtos, aumentando os de renda fixa
e fundos exclusivos.
É objetivo da gestora se tornar uma plataforma simples e intuitiva, onde os clientes, pelo seu perfil,
investem nos portfólios sugeridos pela Warren.
sábado, 26 de agosto de 2017
Balanço Semanal
Fechamos esta semana repercutindo boas novas, como a aprovação da TLP em votação simbólica na Câmara dos Deputados, o bom encaminhamento da Reforma Tributária em Comissão Especial e o anúncio de um pacote ambicioso de 57 projetos, o que deve gerar um ganho de receita para o governo em torno de R$ 44 bilhões. No front inflacionário, de novidade tivemos um IPCA ainda comportado (0,35%), mas "repicando" em relação ao mês anterior (-0,18%). Em 12 meses o índice do IBGE, no entanto, continuou em boa trajetória de queda, passando de 2,78% para 2,68%.
Falando da TLP, acabou aprovada na Câmara uma taxa já considerada um tiro com bala de prata sobre os chamados "subsídios implícitos" do BNDES. Será parametrizada pela NTN-B de cinco anos passando a valer a partir de janeiro de 2018. Cálculos do mercado indicam, por enquanto, uma taxa em torno de 8% ao ano em 2018, maior do que a projetada pela Selic, em 7%.
Sobre a Reforma Tributária, apresentada em comissão especial nesta semana, como objetivo principal temos a "simplificação da malha", a partir da unificação dos impostos atuais sobre o consumo e o esforço de criação de uma plataforma eletrônica de recolhimento.
Dez impostos devem ser extintos, nove deles substituídos pelo IVA e o outro pelo Imposto de Renda (IR). O IVA deve substituir o ICMS, ISS, IPI, Cofins, Cide, Salário Educação, PIS e Pasep, e o IR se "fundir" com a CSLL. Não está descartado do IOF ser extinto. Isso significa que a média de carga tributária ainda deve se manter elevada, em torno de 35% do PIB, mesmo que havendo uma "simplificação da malha".
Já em relação às privatizações, a intenção do governo é reforçar o caixa em R$ 44 bilhões, na sua maioria com concessões de 57 projetos para a iniciativa privada. Estariam incluídas as vendas da Eletrobrás, da Casa da Moeda e do Aeroporto de Congonhas. Portos, rodovias, outros aeroportos e a área de exploração de petróleo também estão incluídos neste pacote.
Pelo front econômico, o IPCA-15 de agosto registrou 0,35%, ante -0,18% no mês anterior, segunda maior variação em 2017, atrás de fevereiro (0,54%). No ano, o índice acumula 1,79%. Os maiores repiques ocorreram pelo lado dos grupos Transportes (combustíveis) e Habitação (energia elétrica). Para o índice cheio de agosto, espera-se algo em torno de 0,40% a 0,45%.
Por fim, pelas Sondagens de Confiança da FGV de agosto, a do Consumidor e a do Comércio, houve queda na percepção destes segmentos sobre o momento do País e as perspectivas. O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 1,0 ponto, de 83,4 para 82,4 pontos, menor nível desde janeiro passado, e o índice de Confiança do Comércio (ICC) recuou na mesma toada, 1,1 pontos a menos do que no mês anterior. Ambos os indicadores mostraram baixa percepção em relação aos rumos do País.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
B3 começa a sentir dores da fusão com Cetip
Resultado da fusão da BM&F Bovespa com a Cetip,
aprovada em março, a B3 está demitindo funcionários em
diversas áreas. A integração entre as empresas, que começou devagar, agora está
a pleno vapor. Procurada, a B3 não comentou.
APERTE O BOLSO: O CALOTE VEM AÍ, artigo do Luiz Cezar Fernandes, citado acima
O próximo governo se sentirá seduzido,
inevitavelmente, por um calote na dívida pública. O crescimento da dívida
pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, já na
posse do próximo governo. A situação será insustentável, gerando uma completa
ingovernabilidade.
Os bancos, hoje cartelizados em
5 grandes organizações, têm diminuído assustadoramente os empréstimos ao setor
privado e vêm aumentando, em proporção inversa, a aplicação em títulos da
dívida pública.
Os países que recentemente
entraram em default, como a Grécia, não causaram grandes impactos internos,
pois sua dívida era sobretudo externa e em grande parte pulverizada, inclusive
em bancos centrais, fundos mútuos e de pensão.
O caso do Brasil é
essencialmente diverso. Um default nossa dívida interna implicará na falência
do sistema, atingindo de grandes bancos a pessoas físicas, passando por family
offices e afins.
Para evitarem uma corrida
bancária, as grandes instituições bancárias terão, obrigatoriamente, que
impedir seus clientes de efetuarem os saques de suas poupanças à vista ou a
prazo.
Caso contrário, teremos uma
situação ainda mais grave que a vivida pela Venezuela. Reformas já ou só
restará o calote.
O ALARME TEM PROCEDÊNCIA
Deu no site Sputnik
Deu no site Sputnik
Ouvido pelo site
Sputnik, o economista Istvan Kasznar, professor da Fundação Getúlio Vargas
(FGV), diz que, embora a previsão de Fernandes tenha um tom alarmista, reforça
o alerta que vem sendo dado por economistas há algum tempo: a necessidade de o
governo fazer uma política fiscal séria e parar de sacrificar a população com
mais impostos.
“Esses são déficits
públicos gigantescos que se tornam maiores depois de declarações oficiais. São
heranças do governo Dilma Rousseff, no mínimo. Eram R$ 175 bilhões de déficit
em 2015, R$ 190 bilhões em 2016, este ano falava-se em R$ 136, depois pulou
para R$ 139, aumentou para R$ 159, daqui a pouco foi R$ 169. Ninguém sabe onde
é o teto e onde vai parar isso. O que está sendo dito pelo Ministério da
Fazenda, às claras e em bom português, é que existe um desgoverno, sem
capacidade de controle, sem capacidade de gerar fixidez de reducionismo no
déficit público e incapaz de mostrar outra coisa que não seja um déficit
primário, que continua um desastre. Isso é consequência de uma política
assistencialista, onde se pensa que dinheiro nasce em árvore”, diz o
economista.
RENTISMO – “De 45% a 47%
do valor arrecadado pela União é pago em juros e amortização da dívida interna
pública, o que é absurdo. É ótimo para banqueiro e para quem vive de renda e um
desastre para a nação, que precisa de investimentos, empregos e riqueza. O Luiz
Cesar é mais um na multidão de pessoas que faz um alerta: a possibilidade de um
calote que se gera em função de uma má prática contínua no processo de gestão
das contas públicas e do Estado no Brasil”, acrescenta Istvan Kasznar.
“Não é tão terrível
quanto nos Estados Unidos (102%), Dinamarca (117%) e Itália (108%), mas há uma
diferença: nos EUA, eles emitem dólar em divisa e o mundo aceita. No Brasil, a
gente emite em real — e nem dá para emitir porque a Casa da Moeda também
quebrou e vai ser privatizada — e isso implica que não temos esse grau de
liberdade para emitir dinheiro e dizer que nossa moeda é divisa. O Brasil está
acostumado há décadas a viver num regime de classe média com lamúrias e uma
elite acompanhando com muito prazer taxas de juros estratosféricas que lhes
asseguram mais retorno através de aplicações financeiras do Tesouro Direto,
CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e uma população miserável que se
contenta com as migalhas de um assistencialismo mal engendrado que acaba
quebrando o Estado.”
Criador dos bancos Pactual e Garantia diz que governo vai dar calote na dívida
Criador dos bancos
Pactual e Garantia, o empresário Luiz Cezar Fernandes, sócio da
corretora Grt Partners, alarmou o mercado financeiro com um texto publicado em
seu perfil da rede social Linkedin nesta quarta-feira (dia 23)Disse ele que com o crescimento da dívida pública interna, atingindo 100% do PIB no início do próximo
governo, em 2019.
Diz ele que a situação ficará insustentável, gerando
completa ingovernabilidade, e o próximo governo se sentirá seduzido,
inevitavelmente, por dar um calote na dívida pública. O artigo de Luiz Cezar
Fernandes está sendo replicado em sites e blogs, numa velocidade
impressionante, sem que o governo tenha respondido até agora.
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