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Balanço Semanal

Fechamos esta semana repercutindo boas novas, como a aprovação da TLP em votação simbólica na Câmara dos Deputados, o bom encaminhamento da Reforma Tributária em Comissão Especial e o anúncio de um pacote ambicioso de 57 projetos, o que deve gerar um ganho de receita para o governo em torno de R$ 44 bilhões. No front inflacionário, de novidade tivemos um IPCA ainda comportado (0,35%), mas "repicando" em relação ao mês anterior (-0,18%). Em 12 meses o índice do IBGE, no entanto, continuou em boa trajetória de queda, passando de 2,78% para 2,68%.
Falando da TLP, acabou aprovada na Câmara uma taxa já considerada um tiro com bala de prata sobre os chamados "subsídios implícitos" do BNDES. Será parametrizada pela NTN-B de cinco anos passando a valer a partir de janeiro de 2018. Cálculos do mercado indicam, por enquanto, uma taxa em torno de 8% ao ano em 2018, maior do que a projetada pela Selic, em 7%.
Sobre a Reforma Tributária, apresentada em comissão especial nesta semana, como objetivo principal temos a "simplificação da malha", a partir da unificação dos impostos atuais sobre o consumo e o esforço de criação de uma plataforma eletrônica de recolhimento.
Dez impostos devem ser extintos, nove deles substituídos pelo IVA e o outro pelo Imposto de Renda (IR). O IVA deve substituir o ICMS, ISS, IPI, Cofins, Cide, Salário Educação, PIS e Pasep, e o IR se "fundir" com a CSLL. Não está descartado do IOF ser extinto. Isso significa que a média de carga tributária ainda deve se manter elevada, em torno de 35% do PIB, mesmo que havendo uma "simplificação da malha".
Já em relação às privatizações, a intenção do governo é reforçar o caixa em R$ 44 bilhões, na sua maioria com concessões de 57 projetos para a iniciativa privada. Estariam incluídas as vendas da Eletrobrás, da Casa da Moeda e do Aeroporto de Congonhas. Portos, rodovias, outros aeroportos e a área de exploração de petróleo também estão incluídos neste pacote.
Pelo front econômico, o IPCA-15 de agosto registrou 0,35%, ante -0,18% no mês anterior, segunda maior variação em 2017, atrás de fevereiro (0,54%). No ano, o índice acumula 1,79%. Os maiores repiques ocorreram pelo lado dos grupos Transportes (combustíveis) e Habitação (energia elétrica). Para o índice cheio de agosto, espera-se algo em torno de 0,40% a 0,45%.
Por fim, pelas Sondagens de Confiança da FGV de agosto, a do Consumidor e a do Comércio, houve queda na percepção destes segmentos sobre o momento do País e as perspectivas. O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 1,0 ponto, de 83,4 para 82,4 pontos, menor nível desde janeiro passado, e o índice de Confiança do Comércio (ICC) recuou na mesma toada, 1,1 pontos a menos do que no mês anterior. Ambos os indicadores mostraram baixa percepção em relação aos rumos do País.


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