segunda-feira, 16 de março de 2026

O Agente Secreto

 O cinema deve ser uma manifestação livre da arte. 


Ao diretor cabe dominar todo o processo, do produtivo, ao criativo, no acabamento e nos seus últimos e mínimos detalhes. 


Qdo se age de forma arrogante, sem a preocupação de explicar ao expectador, acaba-se perdendo sentido. 


O bom cinema é uma história bem contada. Em O Agente Secreto, há momentos em q achamos q o cinema vai engrenar. Outros, nem tanto.


Qdo o personagem, Marcelo, está indo para o Recife, passa por um posto e se "confronta" com um "presunto", estirado há três dias.


 Nada de polícia, de IML...está lá. Como o filme transcorre em 1977, logo se associa com os "matadores" ou o esquadrão da morte (Escuderie le Cocq). Naquela época, estava no seu ápice, mas isso existe até hje. 


Acaba q o ator chega a uma comunidade de refugiados, meio q fugindo de um empresário inescropuloso e corrupto. 


Não há tanto link com a ditadura, mas para bom entendedor....


Tudo isso me incomoda, pq diretor de esquerda gosta de falar das mazelas históricas da ditadura, mas e nos anos recentes com o ciclo petista? 


Sobre isso, predomina o silêncio. 


O PT também mandava e manda matar...era e é extremamente corrupto. 


Sobre isso, paira o silêncio. Chato isso.


Seria uma banalidade do mal...a história do tubarão e a perna 🦵 é outro devaneio do diretor. 


O q tem a ver com o fio condutor da história? Talvez por toleramos viver numa sociedade violenta e desigual.


Ao fim, parece q boa parte dos críticos de LA não gostou ou não entendeu o filme. 


Fica a dica. Façam cinema para todos, não para as suas panelas ou o próprio umbigo.

Editorial OESP

 🇧🇷 *Editorial: Um país cansado de Lula- Estadão*


Uma série de pesquisas de opinião divulgadas nos últimos dias abalou a autoestima sempre elevada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus sabujos no Palácio do Planalto e no PT. Depois de alguns meses de euforia – sobretudo após o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil e a aproximação cautelosa entre o presidente americano e o brasileiro –, ficou claro que os tropeços lulopetistas estancaram a aprovação de Lula e de seu governo. Em paralelo, Lula e o PT assistem à perigosa consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial.


Embora oscilações nas pesquisas sejam comuns quando a eleição ainda está distante das preocupações cotidianas do eleitor, o problema de Lula parece ser de outra ordem. E mais grave. O flagelo presidencial, a esta altura, tem relação com um dado mais profundo: o Brasil se mostra cansado de Lula.


Levantamentos diferentes convergem para o mesmo quadro, segundo o qual a desaprovação supera a aprovação. Na Genial/Quaest, 51% desaprovam o governo e 44% o aprovam. Na Ipsos-Ipec, a relação é semelhante: 51% a 43%. No levantamento Meio/Ideia, 50,5% a 47,2%. O Datafolha também registra deterioração, com a avaliação negativa subindo de 37% para 40%, contra 32% de positiva. Parece mais do que tropeço. Trata-se de um ambiente político aparentemente consolidado, mais profundo do que crises passageiras.


O avanço de Flávio Bolsonaro ajuda a ilustrar esse quadro. O filho “zero um” de Jair Bolsonaro exibe números consistentes nas simulações de primeiro turno e também em cenários de segundo turno contra Lula. Parte disso se explica pela delegação simbólica do sobrenome junto ao eleitorado conservador. Mas isso não explica tudo. Seu crescimento decorre muito mais da fadiga com Lula do que de entusiasmo com o projeto que Flávio Bolsonaro representa.


O núcleo duro do bolsonarismo permanece relativamente estável e minoritário, girando em torno de 20% do eleitorado. Há estimativas que apontam 25%; outras sugerem algo perto de 15%. Trata-se, em qualquer caso, de um grupo mobilizado, mas distante de constituir maioria social. Quando pesquisas registram intenções de voto acima desse patamar, convém perguntar de onde vêm os pontos adicionais. A explicação mais plausível é simples: voto de rejeição ao lulopetismo.


Parte relevante desse apoio pertence ao desgaste acumulado de Lula. O presidente chega ao terceiro mandato depois de décadas de protagonismo lulopetista no poder. O eleitor conhece bem esse projeto, suas promessas e limites. O governo atual reforça essa percepção ao reproduzir vícios conhecidos: populismo, baixa ambição reformista e prioridade constante à preservação do poder.


Crises pontuais podem surgir e desaparecer. Polêmicas econômicas mal conduzidas ou gestos simbólicos mal calibrados produzem irritação momentânea. O que pesa agora é algo mais profundo: a sensação de saturação que surge quando um projeto político parece ter esgotado sua capacidade de oferecer algo novo.


Cansaço político não se resolve com anúncios ou discursos. Ele nasce da percepção de que o governante já mostrou tudo o que tinha a mostrar. No caso de Lula, isso pesa mais. Depois de três mandatos e décadas de protagonismo, o espaço para reinvenção é limitado.


Ao mesmo tempo, isso não significa que o Brasil esteja pronto para abraçar novamente o bolsonarismo diante da fadiga com Lula. O sobrenome Bolsonaro ainda desperta resistências em parte da sociedade. O País pode estar cansado de Lula, mas isso não implica adesão automática a essa alternativa. Forma-se, assim, um impasse: uma parcela relevante do eleitorado parece não desejar nem a continuidade de um ciclo político esgotado nem o retorno a experiências recentes marcadas por instabilidade, inépcia e golpismo.


Para Lula, o desafio é mais complexo. Crises específicas podem ser superadas. Cansaço estrutural, não. Mesmo que o presidente preserve capacidade eleitoral – e jamais se deve subestimar sua habilidade de convencer incautos no momento do voto –, cresce a sensação de que seu ciclo político se esgotou. E quando uma sociedade chega a esse ponto, a reversão raramente é simples. Senão impossível.

Fernando Cavalcante

 MORREU LO PRETE (ou COISA DE VELHO)


Refleti sobre se escreveria ou não esta crônica.


Pois, como sempre apreciei e tenho amigos mais velhos, a tendência é haver cada vez mais semelhantes. (E, deveras, têm se sucedido ultimamente.) E não desejo que esta página se torne um obituário.


Mas Lo Prete merece. Era uma figuraça! Vou lhes contar.


Era siciliano. Veio a Recife nos anos 40 ou 50 do século passado, com muita cultura e pouco dinheiro.


Botou uma banca de revistas na Rua da Concórdia, e prosperou. Mas, contrariamente ao nome, teve que se mudar devido a conflitos políticos. Eram os anos anos 1970, de polarização semelhante à atual. (Lo Prete era comunista convicto, desses que REALMENTE leram "O Capital".)


Aí foi para a 7 de Setembro, juntinho da lendária livraria Livro 7. Ambiente perfeito para boêmios intelectuais comunistinhas feito ele.


E manteve, durante 2 décadas, seu reduto de prelo e doutrinação.


Lo Prete não era comunista de teoria. Deixava todos os "lascados" lerem os livros que quisessem em sua banca. (Só os obrigava a fazê-lo desconfortavelmente em pé.)


Também dava comida a todos os cachorros, gatos e mendigos que aportassem lá. (Fazia isso de maneira rude, esculhambando. Mas fazia.)


Era também um mentiroso terrível. Dizia-nos os maiores absurdos, e, se a gente não fingisse acreditar, ficava indignado.


Aos 60 anos, garantiu ter 85. Também jurou ter sido amigo íntimo de Caruso e de Gramsci.


Enviuvou aos 50 e poucos de Dona Carmella, e quase imediatamente casou com Zefinha, pernambucana da gema, cabocla e sestrosa.


Ela parecia vender saúde, mas morreu no parto do segundo filho que Lo Prete ia ter.


A tragédia o abateu ao ponto de só expor os livros e revistas, não mais sua pessoa. Deixou um rapaz de sua confiança "mostrando a cara" na administração dos negócios. Só íntimos, feito eu, tinham acesso pessoal a ele.


Na época, eu era de Esquerda. E ele me apreciava muito.


Previa que eu teria muita ascendência social, e achava que seria um ótimo incubador da Revolução (comunista).


(E teria sido mesmo, se não tivesse descoberto a DESGRACA que é o comunismo.)


Ficou perplexo, indignado e revoltado quando soube que eu pretendia votar no Bolsonaro.


Mandou me chamarem. Fui lá, mesmo achando que seria infrutífero e constrangedor.


Deveras, num italiano "raiz" (retirado de sua juventude, com certeza), que eu mal conseguia entender, ele me pediu que não "traísse" a causa proletária.


Tive pena daquele anarquista moribundo, e menti. Ele morreu feliz. Iludido de que eu ainda ia lutar pela Revolução.


Depois da cremação, perguntei a seu único filho se manteria a banca. Ele me olhou como se tivesse dito um absurdo, e respondeu-me: "Claro que não! Banca de revista é coisa de velho!"


Coisa de velho...


Talvez eu, na minha quinta década de vida, já esteja velho, sem perceber.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Copom vai ser com emoção*


Semana ainda tem reuniões do Fed, BCE, BoE, BoJ e PBoC


… O conflito no Oriente Médio entra na terceira semana, sem negociações diplomáticas e sob a ameaça de Trump de atacar o Irã “com muita força” nos próximos dias, esvaziando a previsão de que a guerra acabaria “em breve”. O Pentágono estima mais a quatro a seis semanas para completar a missão. A perspectiva de uma ofensiva mais prolongada, que consolida o petróleo acima dos US$ 100 e pressiona a inflação, desperta especulações de última hora de que o Copom limite o corte da Selic na quarta-feira para 25pb ou até mesmo opte por pausa. Não tem aposta de graça. O Fed, que também se reúne na Superquarta, pode adiar para o 4Tri o início do ciclo de desaperto, antes esperado para junho. Ainda o BCE, BoE, BoJ e PBoC podem assumir guidances mais hawkish com a guerra.


ONDA DE REVISÕES – Às vésperas do Copom, na sexta-feira, pelo menos dois grandes bancos (Itaú e BNP Paribas) reduziram a estimativa de queda da Selic, enquanto traders acionaram stop loss com o risco de o juro ficar em 15%.


… A disparada na curva a termo agravou a aversão ao risco na bolsa (abaixo), diante do medo do fim de semana com os potenciais desdobramentos dos ataques contra o Irã, que continua resistindo às investidas dos EUA e de Israel.


… Até então convencido de que o BC abriria o ciclo de relaxamento monetário com meio ponto, o Itaú mudou sua projeção para um ajuste inicial menor, de 0,25pp, diante da incerteza associada à alta relevante do petróleo.


… Paralelamente, “e mais importante”, o banco acredita que o Copom deve deixar claro que está pronto para interromper qualquer ajuste da Selic caso os choques se provem mais persistentes ou maiores do que o antecipado.


… Em apenas duas semanas, a commodity explodiu quase US$ 30, para US$ 103, complicando o balanço de riscos.


… As dúvidas relacionadas à duração do conflito no Irã também apressaram o BNP Paribas a ajustar seu call da Selic de 0,50 ponto para 0,25pp. O banco cita ainda a inflação persistente em serviços e o mercado de trabalho resiliente.


… A surpresa com a recente escalada do petróleo e com o IPCA mais forte do que o esperado em fevereiro (+0,70%) levou o UBS BB a elevar a sua estimativa para o indicador oficial de inflação deste ano de 3,5% para 3,7%.


… O banco calcula que o diesel, isoladamente, tem baixo peso dentro do IPCA e que, neste sentido, o impacto do pacote de medidas anunciado semana passada pelo governo para frear o preço do combustível é desprezível.


… Também o reajuste no diesel anunciado na sexta-feira pela Petrobras tem reflexo marginal no IPCA. Seja como for, se o preço da gasolina subir em torno de 10%, teria potencial de gerar uma pressão de até 0,30 ponto na inflação.


… Depois de 312 dias sem aumento, a Petrobras elevou o preço do diesel em 11,6%, um dia após o governo ter zerado as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o combustível. O litro nas refinarias passa a custar R$ 0,38.


… Nas bombas dos postos de abastecimento, porém, o reajuste será de só R$ 0,06, graças à MP do governo que subvencionará o diesel para produtores e importadores e que deve desonerar o litro do combustível em R$ 0,32.


… A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, aproveitou na sexta-feira para cobrar corte de ICMS pelos Estados para conter alta dos combustíveis. O ICMS representa, em média, 19% do valor final do diesel cobrado nos postos.


… “O governo federal fez sua parte: zerou o PIS/Cofins do diesel e mitigou o aumento necessário (da Petrobras). Os governadores deveriam seguir o exemplo, já que o grande tributo sobre o combustível é o ICMS”, conclamou.


… À Band FM, o ministro Rui Costa afirmou que um acordo sobre a alíquota do ICMS não deve ser feito de forma isolada pelos Estados, mas em conjunto após reunião do Conselho Nacional de Secretários da Fazenda (Comsefaz).


… “Nós não queremos repetir aquela ilegalidade e inconstitucionalidade que foi feita em 2022, onde o governo (Bolsonaro) editou uma norma federal sequestrando dos Estados o valor do ICMS e gerou ação no STF.”


… Naquela ocasião, o Planalto atribuiu a medida ao impacto da guerra na Ucrânia sobre o preço dos combustíveis.


MENOS E MENOR – Os efeitos colaterais do salto do petróleo sobre a inflação e as sinalizações de Trump de que vai intensificar os ataques ao Irã abalam não só as apostas para a Selic agora em março, como para o ajuste total.


… Além de o corte de 0,50 ponto telegrafado lá atrás pelo Copom estar em xeque, o mercado começa a projetar uma redução mais lenta dos juros ao longo do ano. Vale conferir hoje no Focus (8h25) a projeção para o final de 2026.


… Na edição da semana passada, o boletim já incorporou um ajuste em alta da Selic, de 12,00% para 12,13%.


… Faltando só dois dias para a decisão do Copom, ainda a atividade econômica em ritmo aquecido pode entrar como mais uma variável a ser considerada no meio do turbulência desencadeada pelo rali do petróleo sobre a inflação.


… Sai hoje, às 9h, o IBC-Br de janeiro (“PIB do BC”), que deve indicar alta de 0,80%, revertendo a queda de 0,18% observada em dezembro. As estimativas no Projeções Broadcast variam de estabilidade até expansão de 1,3%.


… Diante da recuperação dos principais setores da economia, na comparação anual, o indicador deve continuar crescendo (1,60%), ainda que com fôlego menor do que em dezembro (3,05%). As projeções vão de -0,30% a +3,50%.


… Na grade de parâmetros divulgada na última sexta-feira, a secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda manteve a projeção de alta do PIB deste ano em 2,3% e elevou de 3,6% para 3,7% a estimativa para o IPCA.


… Na elaboração dos cálculos, a SPE considerou um cenário no qual o recente choque nos preços do petróleo é apenas temporário, pressupondo um arrefecimento dos conflitos no Oriente Médio “nos próximos dias”.


… Hoje, além do IBC-Br e do Focus, saem a prévia do IPC-S e os dados semanais da balança comercial. Amanhã, o IGP-10 de março deve cair 0,28%, após recuo de 0,42% em fevereiro. Na quinta-feira, sai a segunda parcial do IGP-M.


FED & CIA – O consenso é de manutenção das taxas de juros americanas entre 3,50% e 3,75% na próxima quarta-feira, ainda que alguns votos dos “pombos de Trump” a favor de novos cortes nos juros devam aparecer.


… Com a guerra pegando fogo, o Barclays passou a prever só um desaperto monetário este ano, ao invés de dois, e não mais em junho, jogando para setembro. A expectativa de redução em dezembro passou para março de 2027.


… “Nossa mudança reflete uma revisão para cima na perspectiva de inflação do PCE, bem como nos riscos aumentados de alta para a inflação resultantes do conflito com o Irã”, disseram os estrategistas do banco.


… Apesar das incertezas sobre a ofensiva no Oriente Médio, os sinais de desaceleração da economia americana (leia abaixo sobre a leitura do PIB do quatro trimestre) reforçam pelo menos um corte de juros pelo Fed no ano.


… A bateria de decisões de política monetária desta semana inclui, além do Fed, o BCE e o BC inglês (BoE), ambos na quinta-feira, o BoJ japonês, na virada de quarta-feira para quinta-feira, e o PBoC chinês, na noite de quinta-feira.


… No campo dos indicadores econômicos, nada abalará a aposta de juro estável pelo Fed. Na quarta, horas antes da decisão de política monetária e da coletiva de Powell, sai a inflação ao produtor (PPI) americano em fevereiro.


… Hoje, a agenda prevê o índice Empire State de atividade industrial em março (9h30), a produção industrial de fevereiro, com previsão de alta de 0,4%, e o índice NAHB de confiança das construtoras em março.


… Na sexta-feira, o feriado do Dia do Equinócio mantém os mercados financeiros fechados no Japão.


CHINA HOJE – A produção industrial teve expansão anualizada de 6,3% no primeiro bimestre. O resultado ficou acima da previsão de analistas, de alta de 5,5%, e acelerou o ritmo contra dezembro, quando registrou avanço de 5%.


… Já as vendas no varejo chinês cresceram 2,8% em janeiro e fevereiro, na comparação anual. O dado também mostrou aceleração contra dezembro (+0,9%) e ficou acima do consenso no mercado, que era de alta de 1,5%.


BALANÇOS – A Micron divulga seu resultado trimestral na quarta, depois do fechamento dos mercados em NY.


… Aqui, hoje é dia de Natura, Sabesp, Itaúsa e Terra Santa. Amanhã, é a vez da EcoRodovias. A quarta-feira tem CVC, MBRF, Minerva, Petroreconcavo, Positivo e Vivara. Cemig e Cyrela vêm quinta e Fertilizantes Heringer, sexta.


NOTÍCIAS DO FRONT – Apesar da crescente pressão política e eleitoral, Trump afirmou neste domingo que as condições ainda não são boas o suficiente para um acordo com Teerã que coloque um ponto final à guerra.


… Disse ele que os iranianos querem chegar a uma negociação, mas que ele não quer e continuará com sua ofensiva.


… O republicano renovou os apelos para que os aliados internacionais ajudem a garantir a segurança do Estreito de Ormuz e disse que está conversando com sete países para proteger a rota marítima de escoamento de petróleo.


… Entre ele, estão China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. Trump admitiu que algumas nações procuradas preferem “não se envolver” e ameaçou a Otan de um “futuro muito ruim”, se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz.


… De acordo com Trump, os EUA já firmaram parceria com Israel para garantir a segurança do fluxo e navegação.


… O Irã disse que o Estreito está aberto, menos para navios americanos e israelenses.


… Nas negociações eletrônicas deste domingo, o petróleo operava volátil, revezando-se entre altas e quedas moderadas, depois de o barril ter disparado 3% mais cedo com a escalada da violência no Oriente Médio.  


… O Irã alertou para possíveis ataques a alvos em aéreas específicas em Dubai e Doha nas próximas horas.


… Nas últimas 24h, as forças de defesa de Israel disseram ter atingido mais de 200 alvos no Irã, com “milhares” ainda para atingir, e informaram que estão ampliando o escopo, visando agora atingir a infraestrutura do país.


EUA & CHINA – Representantes de Washington e Pequim iniciaram negociações comerciais neste domingo, em Paris, abrindo caminho para a reunião de cúpula entre Trump e Xi Jinping, possivelmente dentro de duas semanas.


… A Casa Branca disse que Trump viajará à China de 31/3 a 2/4, embora Pequim não tenha confirmado oficialmente.


… Na noite deste domingo, porém, o presidente norte-americano ameaçou cancelar a reunião se o governo chinês não ajudar a desbloquear as interrupções no Estreito de Ormuz causadas pelo conflito com o Irã.


… Já o encontro entre Lula e Trump pode ficar para abril ou maio, disseram interlocutores do governo (O Globo).


… Nos bastidores, auxiliares relatam dificuldade de conciliar agendas, além do impacto da crise do Irã no ritmo da diplomacia. Mas não descartam que o encontro ainda possa acontecer agora em março, mês inicialmente previsto.


A DESPEDIDA DE HADDAD – O ministro da Fazenda deve anunciar a sua saída do cargo na quinta-feira para ser substituído pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. O anúncio deve ser formalizado em evento com Lula.


… Durante a 17ª Caravana Federativa, prevista para ocorrer na capital paulista, Haddad deve lançar sua candidatura ao governo de SP, apesar de as pesquisas eleitorais mostrarem o ministro ainda pouco competitivo contra Tarcísio.


… Além de Lula e Haddad, também deve participar da agenda desta semana em São Paulo a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que já confirmou a intenção de disputar uma vaga ao Senado pelo Estado.


VORCARO – Após a Segunda Turma do STF formar maioria, na sexta-feira, para manter a prisão preventiva do banqueiro, ele trocou de advogado e contratou José Luís Oliveira Lima, em estratégia que sugere delação premiada.  


… Oliveira Lima foi advogado de Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS, quando ele firmou acordo de delação na Lava Jato. Ele defendeu também o ex-ministro José Dirceu na época do escândalo do mensalão, em 2012.


… Representou ainda o general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro, no processo da tentativa de golpe de Estado.


BOLSONARO – Hospitalizado desde sexta-feira na UTI do DF Star, o ex-presidente ainda não tem previsão de alta. Ele está sendo submetido a tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração.


DURO NA QUEDA – Não adiantou os EUA derrubarem sanções ao petróleo russo, nem anunciarem liberação de suas reservas estratégicas. O petróleo não baixou dos US$ 100 o barril, embora tenha aliviado o ritmo de alta.


… A percepção do mercado é de que a commodity deve continuar nesse patamar, ou acima, enquanto a guerra contra o Irã durar e o Estreito de Ormuz permanecer fechado para os petroleiros.


… Operadores disseram à Bloomberg que já se preparam para uma interrupção longa, visto que Mojtaba Khamenei usou seu primeiro discurso como novo líder do Irã para afirmar que seu país deveria manter o Estreito bloqueado.


… O Brent para maio subiu 2,67% na 6ªF, a US$ 103,14 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 3,11%, a US$ 98,71 por barril na Nymex. No acumulado da semana, os contratos subiram 11,27% e 8,59%, respectivamente.


SEM TRÉGUA – Wall Street continuou com as atenções voltadas para o noticiário da guerra e não tirou os olhos das cotações de petróleo, que, como se viu, não deram nenhum sinal de alívio, alimentando os temores sobre a inflação.


… Com cerca de 20% do fluxo global da commodity comprometido, o resultado é um forte temor de inflação e suas consequências para a economia mundial.


… A segunda leitura do PIB do 4TRI também não ajudou, ao mostrar uma desaceleração da economia americana (+0,7%) mais acentuada do que a observada na primeira leitura (+1,4%).


… O PCE de janeiro (+0,3%) veio em linha com o esperado, mas não fez preço, porque o dado chegou “velho”. É anterior ao início do conflito no Irã. Com tanta incerteza no ar, o mercado já vê o Fed com o pé no freio.


… O Dow Jones caiu 0,26%, aos 46.558,47 pontos; o S&P 500 perdeu 0,61% (6.632,19); e o Nasdaq recuou 0,93% (22.105,36). Na semana, os índices acumularam baixas de 1,99%, 1,60% e 1,26%, respectivamente.


… Entre os destaques do dia, as ações da Adobe recuaram 7,58% após o CEO da empresa, Shantanu Narayen, renunciar ao cargo, ofuscando o balanço do 1TRI fiscal melhor que o esperado.


… Meta perdeu 3,8% com o adiamento do lançamento e seu novo modelo de inteligência artificial Avocado, após o desempenho da ferramenta ficar aquém dos concorrentes.


ENCRUZILHADA – O medo de um agravamento da guerra durante o fim de semana e a expectativa de um Copom mais cauteloso provocaram uma onda de “stop loss” nos juros futuros durante a tarde da sexta-feira, 13.


… Os prêmios dos vencimentos mais curtos chegaram a subir mais de 45 pb no pior momento da sessão, em meio ao um desmonte de posições dos investidores que acreditavam em uma queda mais acentuada da Selic.


… O reajuste do diesel pela Petrobras, a manutenção do petróleo acima dos US$ 100 e as sinalizações de Donald Trump de que vai intensificar os ataques ao Irã nesta semana fizeram o mercado rever suas apostas.


… Investidores passaram a cogitar a hipótese de manutenção da Selic na 4ªF, além de um ciclo mais lento de redução dos juros, em meio ao risco de alta da inflação. Mas a chance de um corte de 0,25 pp ainda está no páreo.


… Na agenda do dia, Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostrou alta de 0,3% no volume em janeiro sobre dezembro, acima da expectativa (+0,1%). Junto com o IPCA mais forte, é mais um motivo para o BC ter cautela.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,315% (de 13,927% no ajuste anterior); Jan/29, 13,930% (contra 13,444%); Jan/31, 14,165% (de 13,738%); e Jan/33, 14,230% (de 13,851%).


DIVÓRCIO – Não adiantou o BC fazer um leilão de “casadão” (oferta simultânea de dólar à vista e de swap cambial reverso) de US$ 1 bilhão pela manhã para tentar aliviar a pressão sobre o cupom cambial.


… À tarde, o spot disparou, seguindo o dólar no exterior. Operadores viram realização de lucros, já que o real teve um dos melhores desempenhos neste ano entre emergentes, com busca por proteção antes do fim de semana.


… Lá fora, o índice DXY operou acima dos 100 pontos, o que não acontecia desde novembro de 2025, refletindo também as apostas de que o Fed pode derrubar o juro só uma vez este ano, devido ao risco inflacionário.


… O dólar à vista fechou em alta de 1,41%, a R$ 5,3163. Na semana, a moeda subiu 1,38%. O DXY avançou 0,72%, para 100,457 pontos. O euro caiu 0,83%, a US$ 1,1417, e a libra recuou 0,93%, a US$ 1,3220.


SOFREU JUNTO – Dessa vez, nem Petrobras segurou a onda da bolsa brasileira, que sentiu a queda das bolsas em NY e o clima de aversão ao risco que tomou conta do dólar e dos juros futuros.


… O Ibovespa fechou em baixa de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, com giro de R$ 29,2 bilhões. Na semana, o índice recuou 0,95% e já acumula baixa de 5,90% desde o início do conflito no Oriente Médio, há duas semanas.


… Mesmo diante de nova alta do petróleo, Petrobras passou por correção, após anunciar o reajuste de 11,6% no preço do diesel nas refinarias. A ON recuou 0,54%, para R$ 49,38 e a PN devolveu 0,73%, a R$ 44,67.


… Vale ignorou o minério (+2,33%) e caiu 1,19% (R$ 78,30). Os bancos tiveram novas perdas: Bradesco PN (-2,06%; R$ 18,99), BTG (-1,76%; R$ 55,11), BB (-1,73%; R$ 23,81), Santander (-1,18%; R$ 30,22) e Itaú PN (-0,68%; R$ 42,40).


… Braskem PNA (-6,97%; R$ 11,35) liderou as perdas, com CSN (-6,23%; R$ 5,72) e Hapvida (-6,17%; R$ 8,67). Do lado positivo, SLC Agrícola subiu 2,51% (R$ 18,00), junto com BB Seguridade (+1,98%; R$ 35,05) e TIM (+1,49%; R$ 26,60).


CIAS ABERTAS NO AFTER – TELEFÔNICA BRASIL pagará R$ 200 milhões em JCP até 30/04/2027, ou R$ 0,05163 por ação (líquido), com base na posição de 25/03/2026.


GERDAU afirmou em Formulário 20F que conflitos geopolíticos podem impactar negativamente a demanda por aço, preços de commodities e custos de energia.


EMAE. Sabesp passou a deter 79,31% do capital social e 98,07% do capital votante após aquisição de ações.


MULTIPLAN pagará R$ 110 milhões em JCP, ou R$ 0,2251 por ação, em 20/03, com base na posição de 31/03/2025.


IGUATEMI concluiu venda de participações minoritárias em quatro shoppings para o XP Malls por R$ 372 milhões.


ONCOCLÍNICAS confirmou acordo não vinculante com a Porto para criação de nova empresa com clínicas do grupo e aporte de R$ 500 milhões pela seguradora.


AZUL reportou resultado operacional de R$ 582 milhões em janeiro e receita líquida de R$ 2,1 bilhões, em relatório apresentado no processo de Chapter 11 nos EUA.


BMG aprovou oferta pública de letras financeiras de até R$ 300 milhões para alongamento do perfil da dívida e reforço de caixa.


C6 BANK. A Moody’s atribuiu rating pela primeira vez ao banco, classificando seus depósitos de longo prazo em Ba3, com perspectiva estável.


DEXCO realizará em 18/03 leilão para alienação de 5.945 ações ordinárias resultantes do agrupamento de frações.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,6% US tech -0,6% US Semis +0,1% UEM -0,6% España -0,5% VIX 27,2% Bund 2,98%. T-Note 4,89%. Spread 2A-10A USA=+55pb B10A: ESP 3,48% PT ITA 3,44% FRA 3,66% ITA 3,79% Euribor 12m 2,522% (fut.12m 2,846%). USD 1,143. JPY 182,1. Ouro 5.015 $. Brent 104,4$. WTI 98,9$. Bitcoin +3,7% (78.875$). Ether +8,4% (2.267$). 


SESSÃO: Hoje não tem mau ar, porque a madrugada asiática foi mista, quase positiva, e os futuros sobre Wall St. e Europa vêm a subir ca. +0,5%. Esta semana reúnem-se nada menos do que 10 bancos centrais, mas, principalmente, será decisiva, pois não se pode adiar por mais tempo a apresentação da evolução da campanha militar e dos objetivos alcançados, para que se possam fazer novas previsões sobre a sua duração e o desfecho mais provável. 


Os objetivos geoestratégicos prioritários são 2: (i) neutralizar militarmente o Irão e (ii) garantir que o seu governo não se reconstruirá como uma ameaça. Esta semana deveremos saber se o primeiro objetivo foi alcançado, conscientes de que o segundo é o mais complicado. 


É provável que, no final da semana, o Irão já não tenha meios militares para continuar uma guerra convencional. Se isto se confirmar, o tom do mercado melhoraria rapidamente. Não implicaria uma mudança para melhor definitiva, mas um alívio de curto prazo nada depreciável. O receio agora, relativamente estendido, é que a guerra se complique e prolongue.


O segundo objetivo – que o novo governo não implique uma ameaça futura é difícil de alcançar, porque a Guarda Revolucionária é uma espécie de exército paralelo que controla o país e se financia com o petróleo. Impede uma hipotética revolta social. Por isso, o mais eficaz para controlar as ações de qualquer que seja o governo será controlar o petróleo com o qual se financia a Guarda Revolucionária. E para isso poderá estar a ser considerar seriamente controlar militarmente a denominada Ilha de Kharg ou Jark, a uns 25 km da costa iraniana e a partir da qual o Irão embarca ca. 90% das suas exportações de petróleo. Isto é, controlar o petróleo iraniano se não for possível controlar o seu governo. Mas a ação militar seria muito arriscada por se tratar de uma ilha próxima à costa iraniana e exigir a tomada de posições de forças terrestres, provavelmente mediante uma operação anfíbia desde o interior do Golfo Pérsico… que, hipoteticamente, poderá converter-se numa ratoeira. Por isso, considerando a magnitude deste risco, o desfecho mais provável consistirá na absoluta neutralização das capacidades militares iranianas e do seu programa nuclear, exercendo um controlo férreo naval das suas exportações de petróleo, renunciando conseguir um governo “voluntariamente colaborativo”. Isto é realizável, mas caro, porque exigirá a permanência a longo prazo de uma força naval relevante na zona. Mas o mercado agradeceria um desfecho deste tipo.


Na frente convencional, o único relevante dos 10 bancos centrais que se reúnem esta semana (Austrália amanhã, Canadá, Brasil e Fed na quarta-feira; BCE, BoE, BoJ, Suíça e Suécia na quinta-feira; China na sexta-feira) será comprovar até que ponto se atrevem a alertar sobre uma inflação superior e um crescimento mais débil. Porque quase todos repetirão taxas de juros (Austrália irá subir, e talvez o Brasil faça uma descida). Além disso, nesta madrugada saíram vários dados macros na China entre mistos e decentes (Prod. Industrial +6,3% desde +5,2%; Preços Casas -3,2% desde -3,1%...), o Japão está a ponto de intervir no yen – caso já não o esteja a fazer – para travar a sua depreciação, e hoje começa a conferência anual de desenvolvedores de Nvidia, que não costuma ter impacto forte (focado no novo chip Vera-Rubin, futuro substituto de Blackwell).


CONCLUSÃO: Semana provavelmente tão fraca como a passada, mas de forma alguma de crise. Retrocessos absolutamente assumíveis, não graves. Talvez hoje suba um pouco. E, se no final de semana se proporcionar informação fiável sobre o resultado prático da campanha militar e esta for razoavelmente boa, o mercado subiria um pouco. 


FIM

sábado, 14 de março de 2026

Thais Oyama

 A íntegra: 

Por Thaís Oyama, O Globo, 14/3/2026.

Malu Gaspar é até aqui a jornalista responsável pelas revelações mais relevantes sobre o escândalo do Banco Master. Desde que passou a expor no GLOBO as ligações do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua família com o ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, tornou-se alvo de ataques abjetos, maciços e incessantes nas redes sociais.

Pelo exercício de seu ofício, vem recebendo ameaças e insultos que tentam constrangê-la e humilhá-la, muitas vezes com base em referências a sua condição de mulher. Tais ataques configuram precisamente o que grupos feministas chamam de “violência política de gênero”. Ainda assim, nenhum desses grupos veio a público defendê-la. Nenhuma nota ou carta aberta — nem mesmo um reles vídeo no TikTok.

Trata-se de silêncio que não se observou quando outras igualmente valorosas profissionais da imprensa expuseram malfeitos de bolsonaristas e foram por eles atacadas. Nesses casos, as jornalistas receberam um uníssono coro de solidariedade vindo de coletivos feministas e organizações de mulheres que não soltam a mão de ninguém e consideram um ataque a uma jornalista mulher como ataque a todas as jornalistas mulheres. Desta vez — em que o foco das reportagens é não um presidente de direita, mas um juiz eleito herói da resistência pela esquerda —, porém, nenhum desses grupos encontrou algo para dizer em defesa de Malu Gaspar.

Mais que não ser defendida, ela vem sendo atacada por setores da esquerda. Militantes petistas pedem abertamente sua demissão, e sites de esquerda estimulam a perseguição a ela (não por coincidência, alguns desses sites figuram nos autos do inquérito Master como fregueses da generosidade suspeita de Vorcaro, mas essa já é uma conversa que transcende a hipocrisia ideológica — é assunto de polícia).

Dos teclados desses militantes saem as mais sórdidas fake news — e também as mais hilariantes desculpas para o indesculpável (o troféu cara de pau fica com a feminista que invocou o imperativo do respeito à “independência profissional das mulheres” para justificar o contrato milionário de Viviane de Moraes com Vorcaro, numa mostra de que, ao contrário de quase tudo na vida, o cinismo e a capacidade de autoengano não conhecem limites).

Nada disso chega a surpreender. Historicamente, a esquerda fundamentalista, sempre indulgente com modelos totalitários, não se vexa em trocar seus alegados princípios pela proteção de seus vilões preferidos — como podem confirmar, das profundezas do inferno, camaradas de mãos ensanguentadas e um punhado de aiatolás recém-chegados. A mesma condescendência, essa esquerda dedica a seus suspeitos de estimação.

Um ministro do STF tinha encontros recreativos com um banqueiro adepto de práticas financeiras heterodoxas? Foi flagrado pela Polícia Federal trocando mensagens com esse banqueiro no dia de sua prisão? Respondeu com mensagem de visualização única à pergunta “Conseguiu ter notícias ou bloquear”? Sua mulher tinha um contrato de R$ 130 milhões com o agora ex-banqueiro-presidiário? Não tem importância. Salvo-conduto moral para os heróis da turma, e que ardam nas redes aqueles que ousarem colocá-los sob má luz.

Foi o que fez Malu Gaspar como consequência de uma apuração profissional rigorosa. A jornalista não precisa que ninguém a defenda — sua trajetória e reputação cumprem com sobra esse papel. Mas é desolador constatar que, para os fundamentalistas da esquerda brasileira, nas revoluções como nos escândalos, princípios só valem quando servem para atacar o inimigo; é lícito e legítimo linchar quem aponta o dedo para um aliado; e todos os fatos merecem ser revelados, à exceção dos inconvenientes.

Ataques a Malu Gaspar são o que grupos feministas chamam de ‘violência política de gênero’, e nenhum desses grupos a defendeu.

Agente Secreto

 https://www1.folha.uol.com.br/amp/colunas/gustavo-alonso/2026/03/kleber-mendonca-filho-nao-tem-amigos-mas-bajuladores.shtml


" Cineasta pernambucano é um grande diretor, mas não um bom roteirista 


" O Agente Secreto" é longo demais e tem histórias paralelas completamente supérfluas 


"Toda vez que assisto a um filme ruim, me espanto quando vejo os letreiros subindo na tela.. É sempre admirável a quantidade de profissionais que trabalham em conjunto para um produto final que pode ser genial, medíocre ou ruim mesmo.


Sou escritor, não cineasta. É muito fácil escrever um livro ruim. Basta sentar a bunda na cadeira e escrever o que lhe vier à cabeça, sem filtro. Depois convença um editor de que sua obra pode ter algum valor. Basta uma pessoa para que seu livro seja publicado.


A cadeia de produção de um livro não chega nem perto da cadeia de produção de um filme. Não passa de dez o número de pessoas subordinadas a um editor para que um livro possa ser publicado por uma grande editora. No cinema, embora também haja hierarquias internas, o número de trabalhadores passa facilmente das duas centenas num filme grande como "O Agente Secreto".


Digo isso porque toda vez que vejo um filme do incensado diretor Kleber Mendonça Filho me pergunto se ele tem algum amigo de verdade. Um amigo que pegue no braço e fale ao ouvido: "Cara, isso não tá legal."


Vivemos tempos em que o bairrismo cinematográfico legitima qualquer filme meia-boca. Em Pernambuco, onde moro, muitos parecem intoxicados por se verem representados na grande tela. Empolgados com a possibilidade do Oscar, se seduzem pelo reconhecimento internacional. E o diretor alimenta tal perspectiva, querendo associar "lugar de fala" ao cinema, como se isso permitisse qualquer bobeira artística. Kleber não tem amigos, só bajuladores, em seu estado natal.


A verdade é que "O Agente Secreto" repete vários problemas dos filmes dramáticos anteriores do diretor pernambucano. Muito já foi apontado pela crítica, afinal o filme não é consenso fora de Pernambuco, como gostariam aqueles que acusam de "sudestino" qualquer um que discorde esteticamente da película.


Os personagens de Kleber são pobres, pouco mudam durante a esquemática encenação dramática. Em seus filmes há sempre bonzinhos de esquerda e os vilões, obviamente, de direita, claro.


E os diálogos? Chegam a dar vergonha alheia de tão amadores e forçados. Virou piada na internet um diálogo de "Aquarius", um dos filmes mais louvados do diretor, em que a personagem de Sônia Braga fala para o sobrinho, para que este agrade a namorada: "Toca Maria Bethânia para ela. Mostra que tu é intenso". Mesmo com bons atores, como é o caso de Wagner Moura neste último filme, as atuações ficam comprometidas com o primarismo verbal.


Tudo isso é culpa dos roteiros de Kleber que, além da direção, assina pelo argumento de seus filmes. Seus roteiros querem abraçar o mundo e perdem o foco narrativo.


Em "O Agente Secreto" há histórias paralelas como a da autópsia do tubarão, a do alemão no cinema e a do casal de angolanos refugiados, que são completamente supérfluas. Mesmo a bela cena inicial, muito louvada, não diz nada que outras cenas seguintes também não digam sobre a violência da sociedade brasileira no ano de 1977, quando se passa o filme. Fica parecendo um colecionismo de boas filmagens sem conexão com a história que se quer narrar. Mero virtuosismo masturbatório de fazer cinema.


É sobretudo em relação à duração dos roteiros que falta um amigo a Kleber Mendonça Filho. Se "O Agente Secreto" tivesse 50 minutos a menos daria até um filme OK. Entre as centenas de pessoas que trabalham com o pernambucano, não há uma alma para dizer que o fato de ele ser um bom diretor não o faz ser um bom roteirista?


É importante reconhecer: Kleber Mendonça Filho é um grande diretor de cinema. Não há dúvida. Seus filmes têm tensão, é um grande articulador de profissionais, reconstitui a época com maestria, emula eficientemente suas referências cinematográficas, faz milagre com um roteiro tão pobre. Tecnicamente "O Agente Secreto" é perfeito. O lamentável, como em quase todos os filmes dramáticos de Kleber, é o roteiro esquemático, a vontade de fazer do cinema um baluarte infantil de plataformas políticas.


Pode ser que "O Agente Secreto" ganhe o Oscar de melhor filme? Se chegou até lá, tudo é possível. Mas há um forte concorrente: "Pecadores", o grande favorito, com 16 indicações. Se Kleber perder para este filme, não deve ficar triste. Afinal, "Pecadores" é uma espécie de "Bacurau" que se passa no sul dos Estados Unidos. Tão ruim e bobo quanto o original brasileiro.


Quem sabe quando Kleber estiver no domingo (15) no Dolby Theatre, em Los Angeles, esperando a estatueta, algum agente secreto cochiche em seu ouvido: "Meu compadre, a gente não pode ser bom em tudo! Filme um roteiro que não seja seu! Escolha uma boa história de verdade e use todo seu grande potencial como bom diretor já comprovado. Vai nessa que vai ser melhor!".

Cristóvão Buarque

 Rombo na esperança

                Cristovam Buarque

Correio Braziliense, quarta-feira, 4 de março de 2026

O maior de todos os rombos do caso do Banco Master é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores


Existe um conto na literatura fantástica, do tipo Jorge Luis Borges, em que "um certo homem assalta um banco e corre para um cassino, onde joga todo o dinheiro roubado. Ao perder tudo que conseguiu com o assalto, decide vender o patrimônio do próprio dono do banco assaltado, com o argumento de que usará o dinheiro para salvar a instituição". Parece confuso, mas é como ocorre na literatura fantástica. E no Distrito Federal essa literatura fantástica parece estar virando realidade. 


O governo desviou bilhões de reais do Banco de Brasília, o BRB, um banco público e sólido, na tentativa de salvar o Banco Master, uma instituição privada, que oferecia juros de agiota, como se fosse um cassino. Como acontece com todo banco ou cassino sem credibilidade, ao perceberem os riscos, os apostadores se afastaram, e o banco-cassino, começava a dar sinais de que quebraria.


Diante do rombo na transparência que foi imposto pelo sigilo nas investigações, até hoje não se sabe a razão que levou àquela decisão: vontade de ajudar um amigo banqueiro ou algum outro interesse escuso. Quando o Banco Central do Brasil impediu essa tentativa, o governo que depredou o Banco de Brasília apresentou a proposta de vender patrimônio de seus próprios donos, o povo do Distrito Federal, como forma de cobrir o rombo. Parece literatura fantástica, mas há maioria na Câmara Legislativa para aprovar a legislação que vai permitir cobrir um rombo com outro.

Mas, para conseguir os votos necessários, comete-se mais um rombo, nas finanças públicas: aumentar os gastos para empregar pessoas indicadas pelos deputados distritais. 


Esse círculo vicioso de rombos provoca mais outro: a vergonha que a população do Distrito Federal passa diante do resto do Brasil. A culpa dessas sucessivas irresponsabilidades no uso do dinheiro e do patrimônio públicos é jogada na omissão dos líderes políticos, intelectuais, empresariais, e por ação espúria de seus deputados distritais. Essa vergonha não é medida em bilhões de reais, mas não é menos grave do que os outros rombos mencionados. 


Para completar a fantasia tornada real, a população do Distrito Federal pode reeleger os deputados distritais que acobertaram os sucessivos rombos e eleger para novo cargo o responsável pelo primeiro rombo. Parece absurdo que eles votem para esconder um rombo arrombando mais. Também é absurda a hipótese de que, depois disso tudo, eles possam ser reeleitos por eleitores que sabem que seus deputados distritais são arrombadores, mesmo com a patética desculpa de que arrombam o patrimônio do povo para dar recursos ao governo para salvar o banco arrombado pelo próprio governo.

Como toda literatura fantástica, seu enredo fica difícil de ser entendido. Por isso, é bom relembrar os rombos que os brasilienses estão sofrendo: no BRB para tentar salvar o Master; no patrimônio do Distrito Federal para salvar o Banco de Brasília; rombo na transparência pelo sigilo imposto às investigações; nas finanças do governo do Distrito Federal para comprar com cargos os votos dos deputados distritais; o rombo na dignidade da população do Distrito Federal, vista como conivente com essa sucessão de malfeitos; o rombo na democracia, ao eleger o responsável pelos rombos e ao reeleger os deputados do arrombamento.


Cada um desses rombos tem consequências negativas sobre as finanças e o patrimônio do povo do Distrito Federal, e o maior de todos é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores. Nossas crianças e os jovens pagarão esses rombos com sacrifícios nos serviços oferecidos pelo governo do Distrito Federal, mas, sobretudo, serão afetados pelo rombo na esperança: na credibilidade do processo de escolha de nossos dirigentes.

*Cristovam Buarque — professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)

O que a Folha pensa

 *”O que a folha pensa”Moraes usa o arbítrio para proteger o colega Dino*


Operação policial contra jornalista determinada pelo ministro afronta a liberdade de expressão Quaisquer que sejam os méritos ou deméritos da reportagem, é absurdo qualificar como crime de perseguição o que é apuração jornalística


13.mar.2026 às 22h00


Homem careca veste terno cinza, camisa azul clara e gravata azul com padrão, com capa preta sobre os ombros, em ambiente interno com fundo desfocado.


Ímpeto censório e corporativismo se combinam de modo abominável na determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levou a Polícia Federal a cumprir na terça-feira (10) mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, de São Luís (MA), autor do Blog do Luís Pablo.


Sob o manto do infindável inquérito das fake news, iniciado de forma heterodoxa em 2019 para investigar ameaças e ataques do bolsonarismo à corte, a ação apreendeu celulares e computadores do profissional.

Luís Pablo publicou, em novembro de 2025, relatos sobre o suposto uso pelo ministro Flávio Dino, colega de Moraes no Supremo, e por sua família de um carro custeado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.


Quaisquer que sejam os méritos ou deméritos da reportagem, não passa de puro arbítrio qualificar como possível crime de perseguição —em razão da identificação de veículos de autoridades e a pretexto de preocupações com a segurança delas— o que é apuração jornalística e escrutínio do poder protegido nas democracias pela liberdade de imprensa.


Caberia aos envolvidos desmentir, se assim quisessem e pudessem, as informações publicadas e buscar a devida reparação, se fosse o caso. O que se fez foi uma tentativa de intimidação.


Corretamente, a medida foi alvo de críticas por parte de associações de imprensa, entre elas a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional de Editoras de Revistas (Aner), além da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Maranhão.


O papel louvável do Supremo e do próprio Moraes na preservação do Estado de Direito e no enfrentamento do golpismo patrocinado por Jair Bolsonaro (PL) não autoriza seus ministros a se pretenderem imunes a críticas e questionamentos —e nem se fala aqui das graves suspeitas relacionadas ao caso Master.


A fiscalização pela imprensa e pela sociedade de atos dos magistrados não prejudica a corte, antes pelo contrário.


O que compromete sua imagem é o caráter sigiloso do processo contra o jornalista, bem como a falta de clareza sobre os parâmetros usados para separar a atividade jornalística de eventuais abusos em publicações de dados sensíveis de autoridades. A ambiguidade dá margem à intimidação e à censura.


A Constituição brasileira, que o Supremo Tribunal deveria aplicar e proteger, dispõe que é "livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença


https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/moraes-usa-o-arbitrio-para-proteger-o-colega-dino.shtml

sexta-feira, 13 de março de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,5% US tech -1,7% US Semis -3,4%  UEM -0,8% España -1,2% VIX 27,3% +3,1pb. Bund 2,94%. T-Note 4,26%. Spread 2A-10A USA=+57,5pb B10A: ESP 3,44%  PT 3,39%  ITA 3,73%   FRA 3,63%. Euribor 12m 2,46% (fut.12m 2,81%). USD 1,148. JPY 183,4. Ouro 5.091,6$. Brent 100,7$. WTI 95,7$. Bitcoin -0,6% (71.323$). Ether -0,3% (2.063$).


SESSÃO de quedas gerais nas bolsas e obrigações. Khamenei ameaçou manter o Estreito de Ormuz fechado e intensificar os ataques, o que provocou um novo aumento dos preços do petróleo bruto: o Brent superou os 100 $. Esta escalada do conflito aumento o receio de uma guerra mais prolongada e, principalmente, o seu impacto negativo em termos de inflação e crescimento do PIB.


Contudo, o cenário central continua a ser uma guerra curta, de algumas semanas, visto que os recursos do Irão são limitados e os EUA terão eleições de meio mandato em novembro. Pelo lado positivo, voltaram a destacar-se empresas vinculadas ao setor petrolífero (Infraestruturas EUA, Repsol) e Defesa. Recordemos que ambos os setores fazem parte das nossas recomendações de investimento. O dólar voltou a atuar como ativo-refúgio avalia a 1,148.


Hoje teremos macro nos EUA: o mais importante será o PCE (12:30 h): estima-se +2,9% e qualquer dado superior será recebido negativamente pelo receio de um aumento forte derivado do choque energético. Também será importante a Confiança da Universidade de Michigan, porque os inquéritos foram realizados a 17 de fevereiro e a 9 de março, pelo que receberão o sentimento real dos consumidores. O resto, impactará menos. A primeira revisão do PIB do 4T nos EUA (12:30 h) (+1,4% est. t/t anualizado) não acrescentará nada recente e tampouco os JOLTS (janeiro).


Os EUA ampliaram temporariamente (licença de 30 dias) as autorizações de compra, venda e entrega de petróleo russo que já estivesse carregado em navios antes de 12 de março. Com esta medida, trata de conter o preço em alta do petróleo, embora o Brent suba (+0,6%) até 101,1 $/barril. 

Quiçá hoje tenhamos uma sessão um pouco mais tranquila, mas como sempre ultimamente, tudo dependerá da geopolítica.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Sexta Feira,13 de Março de 2.026.


*Petróleo rouba cena do PCE*


A agenda movimentada tem ainda a revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30)


… Desconfiado de que Trump subestima a magnitude das turbulências, ao vender a ideia de um conflito curto, o mundo opera em risk-off e se prepara para interrupção prolongada no fornecimento do petróleo. Ontem à noite, na tentativa de contar os preços, os EUA relaxaram as sanções contra a Rússia pela primeira vez desde o início da guerra da Ucrânia. No Brasil, o pacote para baixar o diesel só gerou preocupação fiscal e foi interpretado como eleitoreiro. Com o petróleo explodindo, traders adiam os cortes do juro pelo Fed e, aqui, a uma semana do Copom, traders apostam que o ciclo pode começar mais tímido (0,25pp). A agenda movimentada de hoje tem o PCE de janeiro, revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30).


SINTOMA DE DESESPERO? – Para estabilizar o salto nos preços, Washington emitiu na noite de ontem uma licença válida por um mês para que países comprem petróleo russo e derivados que atualmente estão retidos no mar.


… Desde o início de março, o petróleo já explodiu em torno de 40% e acumula um rali de 70% no ano.


… A flexibilização temporária das sanções contra Moscou dá a medida do grau de estresse da administração de Trump com a escalada do petróleo para o nível mais alto em quase quatros anos, após cruzar os US$ 100 por barril.


… O anúncio ocorre um dia após os EUA informarem a liberação de 172 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, como parte do esforço coordenado da AIE, que injetará um total de 400 milhões de barris de petróleo.


… A AIE alertou que a atual interrupção na oferta é a maior da história do mercado global de petróleo.


… O Tesouro americano já havia emitido anteriormente, em 5 de março, uma dispensa de 30 dias especificamente para a Índia, permitindo que Nova Délhi comprasse petróleo russo que estava retido no mar.


PACOTE DO DIESEL – O presidente Lula assinou decreto nesta quinta-feira para zerar o PIS/Cofins sobre o combustível e subvencionar o litro em R$ 0,32 na refinaria, na tentativa de conter o preço nas bombas em R$ 0,64.


… Para equilibrar o impacto fiscal e bancar o custo da subvenção e desoneração, com renúncia calculada de R$ 30 bi, o governo baixou MP com duração de 120 dias para estabelecer imposto de 12% sobre a exportação do petróleo.


… Apesar de Haddad ter vendido o pacote como neutro do ponto de vista fiscal, o mercado alerta que a arrecadação com o imposto, estimada pelo governo em R$ 15 bi, é insuficiente para cobrir as perdas com as demais medidas.


… Investidores não demoraram a apontar caráter eleitoreiro na iniciativa, coincidindo com a onda de pesquisas mostrando queda de popularidade do governo e perda da vantagem competitiva de Lula contra Flávio Bolsonaro.


… Vale relembrar que o PIS/Cofins sobre o diesel já foi zerado em crises de governo anteriores: por Temer, em 2018, para acabar com a greve dos caminhoneiros e por Bolsonaro, em 2022, quando estourava a guerra da Ucrânia.


… Na noite de ontem, o conselho de administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção do diesel (que ainda depende de análise da ANP) e informou que a decisão não altera sua estratégia comercial.


… Levantamentos apontaram que a defasagem dos valores dos combustíveis da Petrobras bateu níveis recordes nesta quinta-feira, desde a implementação da política de preços da companhia, em maio de 2023.


… O diesel, que não é reajustado há mais de 300 dias, está com preço até 75% abaixo do praticado lá fora (Abicom). A gasolina está quase 50% mais barata do que o produto importado, segundo cálculos da consultoria StoneX.


ATACA NOVAMENTE – O governo Trump abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil e uma lista de outros 59 países. O Representante Comercial norte-americano avalia concorrência desleal obtida com “trabalho forçado”.


PREVISÃO PARA O PCE – O dado de janeiro ainda não vai capturar as pressões inflacionárias que estão bombando por causa do petróleo. O índice de gastos com consumo devem apontar alta de 0,33%, contra 0,36% em dezembro.


… Na base anualizada, o indicador de preços deve desacelerar levemente, de 3% para 2,9%.


… Já a segunda leitura do PIB americano do quarto trimestre deve ser revisada em alta, para 1,8%, contra 1,4% na estimativa preliminar. Na comparação com igual período de 2024, o resultado deve se manter em 2,2%.


… Ainda nos EUA, saem as encomendas de bens duráveis em janeiro (9h30), com previsão de +1,4%, a prévia de março do sentimento do consumidor/Univ. Michigan (11h) e o relatório de emprego Jolts de janeiro (11h).


… A produção industrial de janeiro é destaque hoje na zona do euro (7h) e no Reino Unido (4h).


MAIS AGENDA – O IBGE divulga às 9h o volume de serviços prestados, que deve voltar para o terreno positivo em janeiro, após dois meses consecutivos de retração. A mediana no Broadcast aponta crescimento de 0,1% na margem.


… As estimativas variam de -1,2% a +1,0%. Em dezembro, houve queda de 0,4% e, em novembro, de 0,1%.


… Ainda às 9h, saem os dados regionais da produção industrial de janeiro e a produção agrícola em fevereiro.


… Às 10h30, o Ministério da Fazenda atualiza a sua grade de projeções para os principais indicadores econômicos (PIB e inflação), que servirá como um termômetro preliminar do impacto da guerra no Oriente Médio.


… O BC chamou para hoje, às 9h30, um leilão duplo no câmbio, conhecido no jargão do mercado como “casadão”, com a oferta simultânea de dólar à vista e de swap cambial reverso, ambas com valor de até US$ 1 bilhão.


… Analistas ouvidos pela Broadcast afirmam que o BC provavelmente busca aliviar uma pressão de alta no cupom cambial (que reflete o juro em dólar no Brasil) de curto prazo provocada pela diminuição de liquidez no spot.


… Operadores afirmam que a aversão ao risco no exterior com a guerra diminuiu o fluxo de recursos para cá.


SEM CPI – Zanin negou pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), que cobrava a instalação da CPI do Master na Câmara. Segundo o ministro do Supremo, há “deficiências” na ação apresentada pelo parlamentar.


… Não é possível afirmar, disse Zanin, que houve “omissão” ou “resistência pessoal” de Motta a instalar a CPI, como alegou o deputado. Esta semana, Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido, redistribuído, por sorteio, a Zanin.


… A partir de hoje, no plenário virtual do STF, quatro ministros (Gilmar, Fux, Nunes Marques e André Mendonça) decidem se Vorcaro será mantido na cadeia. Toffoli se declarou suspeito. A votação deve durar uma semana.


TEBET – A ministra do Planejamento confirmou que deixará o governo até o final do mês para focar na pré-candidatura ao Senado por São Paulo, mudando, portanto, de domicílio eleitoral (ela é do Mato Grosso do Sul).


… Ainda não está definido o partido pelo qual irá disputar, mas é quase certo que Tebet deixará o MDB. A ministra terá reunião com o presidente Lula na semana que vem para definir quem será o seu sucessor na pasta.


… Entre os nomes mais cotados para assumir o Planejamento, estão a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti.


… Também chegou a circular o nome do atual secretário-executivo de Tebet, Gustavo Guimarães.


COMBUSTÍVEL – Mais ataques a navios e a refinarias no Oriente Médio e o primeiro discurso do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, alimentaram a alta de quase 10% do petróleo, que voltou a cravar a casa dos US$ 100.


… Mojtaba adotou tom radical em seu primeiro pronunciamento, afirmando que “certamente” manterá o Estreito de Ormuz fechado e seguirá com ataques a bases dos EUA. Ele também prometeu “vingança” pelas mortes iranianas.


… Diante da expectativa frustrada de desescalar a guerra e da dúvida se os 400 milhões de barris de reservas liberadas pela AIE são suficientes para amortecer o choque de oferta, a commodity voltou a disparar.


… O Brent para maio subiu 9,21% na ICE, para US$ 100,46 por barril, e o WTI para abril avançou 9,72%, a US$ 95,73.


FÓSFORO – A alta do petróleo para o nível psicológico dos US$ 100 reforçou as preocupações de Wall Street com a inflação, conforme fica claro que a guerra não deve acabar “em breve”, como sugeriu Donald Trump.


… O clima de incerteza fez o mercado empurrar para dezembro a possibilidade de o Fed fazer um novo corte de juros nos EUA, segundo levantamento do CME Group.


… O Dow Jones caiu 1,56%, aos 46.677,85 pontos; S&P 500 recuou 1,52% (6.672,58); e o Nasdaq, -1,78% (22.311,98).


… Petroleiras seguiram entre as principais altas: Chevron (+2,70%) e ExxonMobil (+1,29%). As companhias aéreas voltaram a cair: American (-4,44%), Delta (-2,03%) e United (-4,58%).


… Morgan Stanley caiu 4,05% depois de limitar resgates em um fundo de crédito privado. Segundo a Bloomberg, investidores tentaram retirar quase 11% dos ativos. Outros bancos sentiram: Goldman Sachs (-4,40%) e Citi (-3,38%).


ALARME DE INCÊNDIO – Depois de três pregões em alta, a bolsa brasileira levou um tombo e zerou os ganhos acumulados na semana, em meio ao cenário geopolítico conturbado e à alta da inflação além do projetado.


… O Ibovespa fechou em baixa de 2,55%, aos 179.284,49 pontos, com giro expressivo de R$ 35,6 bilhões. Além dos fatores externos e econômicos, a safra de balanços tem mostrado um quadro preocupante das dívidas corporativas.


… Os casos recentes de empresas que entraram com pedido de recuperação extrajudicial, como GPA e Raízen, e os sinais de alerta em outras companhias, como CSN e Oncoclínicas, pioraram a percepção de risco doméstico.


… Um cenário preocupante e que pode se agravar, caso o Copom adie os planos de redução da Selic ou adote um ciclo de afrouxamento mais lento, por causa do risco inflacionário decorrente da disparada do petróleo.


… Não à toa, os bancos tiveram perdas expressivas, já que costumam figurar nas listas de principais credores: Santander (-4,44%, a R$ 30,58), BB (-4,38%, a R$ 24,23), Bradesco PN (-2,76%, a R$ 19,39) e Itaú (-2,73%, a R$ 42,69).


… Vale teve baixa modesta (-0,76%; R$ 79,24), na contramão do minério (+1,34%), ao passo que Petrobras subiu timidamente (ON, +1,45%, a R$ 49,65; e PN, +0,45%, a R$ 45,00), se comparada à disparada do petróleo.


… Yduqs (-14,83%, a R$ 10,28) liderou as perdas do Ibovespa, seguida de CSN (-14,45%; R$ 6,10), ambas após balanços. Embraer veio a seguir, com queda de 11,01% (R$ 74,73).


… Entre as poucas altas do dia, SLC Agrícola (+4,34%, a R$ 17,56) puxou a fila, mesmo com prejuízo no seu balanço, seguida de MBRF (+3,16%; R$ 16,99).


SAÍDA DE EMERGÊNCIA – O cenário de inflação mais alta nos EUA nos próximos meses, desenhado pela disparada do petróleo, fortaleceu o dólar globalmente, mas a alta da moeda americana foi mais intensa diante do real.


… O câmbio doméstico praticamente apagou a queda acumulada nesta semana, com a combinação da piora externa com o risco fiscal, por conta das medidas anunciadas pelo governo para amenizar a alta do diesel.


… O IPCA acima do esperado, a expectativa de reajuste dos combustíveis e a deterioração do perfil de crédito das empresas, com os anúncios de pedidos de recuperação, completaram o quadro desfavorável para o real.


.. O dólar fechou em alta de 1,61%, a R$ 5,2423, próximo da máxima do dia (5,2493). Lá fora, o índice DXY subiu 0,50%, para 99,730 pontos. O euro caiu 0,47%, a US$ 1,1513, e a libra perdeu 0,50%, a US$ 1,3346.


EXTINTOR – Os juros futuros atingiram os maiores níveis deste ano, após sessão de forte acúmulo de prêmios, com o mercado embutindo o petróleo a US$ 100 e o IPCA de fevereiro (+0,70%) quase no teto das expectativas (+0,72%).


… Os avanços da commodity e da inflação jogaram ainda mais incerteza sobre a decisão do Copom da semana que vem, com o mercado apostando em um corte de 0,25 pp, e se perguntando até se o BC vai mesmo reduzir a Selic.


… Os DIs também reagiram às medidas anunciadas pelo governo para tentar amenizar o aumento no preço do diesel. Embora Fernando Haddad tenha dito que não haverá impacto fiscal, prevaleceu certa desconfiança entre os agentes.


… Depois de testar os 14%, o DI para janeiro de 2027 fechou a 13,995%, de 13,652% no ajuste anterior; Jan/29 foi a 13,525% (de 13,163%); Jan/31, a 13,805% (de 13,473%); e Jan/33, a 13,920% (de 13,628%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE aprovou cancelamento de 99,8 milhões de ações ON mantidas em tesouraria, equivalentes a 36,9% do total. Após a operação, a companhia manterá 170,3 milhões de papéis em tesouraria.


MAGAZINE LUIZA registrou lucro líquido ajustado de R$ 124,7 milhões no 4TRI25, queda de 10,5% em base anual. Ebitda somou R$ 867,3 milhões (+2,5%) e receita líquida foi de R$ 11,153 bilhões (+3,4%).


GPA. Bonsucex Holding e o empresário Silvio Tini elevaram participação conjunta para 23,025% das ações ordinárias da companhia.


ALLOS. A Cura Brazil, veículo de investimento do empresário Alexander Otto, vendeu 17,1 milhões de ações da companhia na B3 e reduziu sua participação de 6,8% para 3,4% do capital.


HYPERA registrou lucro líquido de R$ 449,8 milhões no 4TRI25, alta de 469,7% em base anual. Receita líquida somou R$ 2,237 bilhões (+48,1%) e Ebitda das operações continuadas foi de R$ 748,4 milhões (+446,7%).


ENERGISA registrou lucro líquido consolidado de R$ 975,2 milhões no 4TRI25, queda de 54% em base anual. Ebitda somou R$ 2,013 bilhões (+11,9%) e receita líquida ajustada foi de R$ 7,92 bilhões (+4,3%).


NEOENERGIA. O conselho de administração recomendou aos acionistas a aceitação da OPA da Iberdrola para fechamento de capital da companhia.


RAÍZEN. A Justiça de São Paulo aceitou o processamento do pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial da companhia, abrindo prazo de 30 dias para impugnações de credores.


SABESP fechou contrato para comprar 100% das cotas do Oceania Fundo de Investimento em Ações por R$ 171,6 milhões. O único ativo do fundo são 3,407 milhões de ações ordinárias da EMAE.


COPASA deixará de divulgar guidance de investimentos para 2026-2030 em meio ao processo de potencial oferta secundária de ações pelo governo de Minas Gerais no âmbito da desestatização…


… A companhia aprovou JCP de R$ 177,6 milhões, equivalente a R$ 0,4684 por ação. Papéis ficam ex em 24/03 e o pagamento será feito em 11 de maio.


AEGEA aprovou a 27ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, com prazo de oito anos.


TELEFÔNICA BRASIL. Acionistas aprovaram a redução de capital de R$ 4 bilhões, sem cancelamento de ações, com restituição de R$ 1,2517 por ação aos acionistas.


MOTIVA aprovou a 7ª emissão de debêntures da ViaQuatro, no valor de até R$ 1,829 bilhão, com prazo de sete anos.


GOL anunciou novas rotas internacionais de longo alcance a partir do Galeão para Paris, Lisboa e Orlando com aeronaves Airbus A330.


ÂNIMA teve prejuízo líquido de R$ 18,1 milhões no 4TRI25, revertendo lucro de R$ 15,9 milhões um ano antes. Ebitda ajustado foi de R$ 334 milhões (+13,7%) e receita líquida somou R$ 972,3 milhões (+8,6%).


EZTEC registrou lucro líquido de R$ 117,5 milhões no 4TRI25, queda de 7,2% em base anual. Receita líquida somou R$ 269 milhões (-36,9%).


MELNICK aprovou a recompra privada de até 3,1 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 2,03% do free float, para programa de incentivo de longo prazo.


RANDONCORP teve prejuízo líquido de R$ 231,3 milhões no 4TRI25, revertendo lucro de R$ 117,8 milhões um ano antes. Receita líquida somou R$ 3,21 bilhões (-1,5%) e Ebitda foi de R$ 167 milhões (-60,6%).


VITTIA registrou lucro líquido ajustado de R$ 32,1 milhões no 4TRI25, queda de 30,8% em base anual. Receita líquida somou R$ 258,1 milhões (+0,9%) e Ebitda ajustado foi de R$ 45,6 milhões (-25,6%).


NEOGRID. A Dalpe Gestão e Participações decidiu prosseguir com a OPA unificada para aquisição de controle e cancelamento de registro da companhia, com novo preço de R$ 30,89 por ação.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Vorcaro e o STF

 *Cresce a pressão para STF libertar Vorcaro*


Os votos de Mendonça e Fux serão pela manutenção da prisão preventiva. Gilmar e Nunes Marques se apresentam como incógnitas. Se o resultado for um empate, Vorcaro irá para casa — livre, leve e solto


"As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro (...) Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça. Quanto a esse último aspecto, foram identificados registros indicando que Daniel Bueno Vorcaro teve acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas, tendo realizado anotações e comunicações relativas a autoridades e procedimentos associados às investigações em andamento."



https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/03/cresce-a-pressao-para-stf-libertar-vorcaro.ghtml

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,1% US tech +0,1% US Semis +0,6% UEM -0,7% España -0,5% VIX 24,2% Bund 2,93%. T-Note 4,23%. Spread 2A-10A USA=+57pb B10A: ESP 3,41% PT 3,34% FRA 3,57% ITA 3,67% Euribor 12m 2,552% (fut.12m 2,66%). USD 1,155. JPY 183,5. Ouro 5.168 $. Brent 99,2$. WTI 92,8$. Bitcoin -1,7% (69.465). Ether -1,9% (2.029$).  


SESSÃO: O conflito no Golfo intensifica-se e provoca uma nova sessão de quedas em obrigações e bolsas… exceto tecnologia americana, especialmente os semis. Os EUA já avisaram que antes de melhorar, as tensões aumentariam.


O ataque iraniano a navios força a paragem de infraestruturas petrolíferas no Golfo (Iraque, Omã) e China cancela exportações já acordadas de produtos refinados. O Brent volta a aproximar-se dos 100 $ apesar da AIE anunciar que irá liberar 400 M barris para aliviar o preço do petróleo enquanto o conflito decorrer. A inflação americana não dá surpresas em fevereiro: tanto a taxa geral como a subjacente repetem em 2,4% e 2,5%. Não recebe impacto recente nos carburantes, portanto teremos de esperar pelo dado de março (publicado a 10 de abril). Neste contexto, o mais provável é que a Fed espere para conhecer os dados antes de tomar alguma decisão sobre política monetária. Ainda mais ao considerar que em junho há mudança de liderança com a entrada de Warsh. 


Hoje é improvável uma melhoria do tom no mercado, exceto mudança no Médio Oriente. Quase sem referências económicas relevantes, a frente geopolítica continuará a marcar o ritmo. A Balança Comercial americana (12:30 h) não terá muito impacto à espera dos novos impostos alfandegários americanos. Na frente empresarial, a temporada de resultados está a terminar. Na Europa, BMW publicou resultados 4T fracos e RWE mistos.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta Feira,12 de Março de 2.026.


*Petróleo assusta antes do IPCA*


Iraque interrompe operação de todos os terminais do país


… Trump tenta reforçar a mensagem de uma guerra curta, mas relatos na imprensa indicam que as forças americanas se preparam para pelo menos mais duas semanas de conflito. A ação coordenada da AIE de liberar o volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo das reservas emergenciais para o mercado não impediu a retomada do rali da commodity, que no início da madrugada ampliava a arrancada e voava novamente para os US$ 100, afundando os futuros das bolsas em NY. Os repiques da commodity voltam a colocar em xeque o grau de alívio do Copom, mantendo o suspense se o BC será mais conservador no início do ciclo de cortes da Selic. Em meio ao cenário já conturbado, para piorar as coisas, a inflação do IPCA de fevereiro promete pressão hoje (9h).


CAMPO MINADO – Nas primeiras horas desta quinta-feira, o barril escalava quase 10%, turbinado pelo ataque ao Porto de Basra, que levou o Iraque a interromper a operação de todos os terminais de petróleo do país.


… Dois petroleiros estrangeiros carregados com óleo combustível iraquiano pegaram fogo em águas iraquianas após serem atingidos por projéteis, informou o Wall Street Journal, citando autoridades portuárias iraquianas.


… O Bahrein disse que o Irã atacou tanques de combustível em uma instalação na província de Muharraq.


… A escalada dos ataques iranianos e a decisão do governo americano de suspender a escolta militar de petroleiros pelo Estreito de Ormuz estão diminuindo as esperanças de uma rápida retomada do tráfego na hidrovia.


… O comando militar do Irã afirma que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril. O país vem já realizou ataques nos últimos dias a tanques de armazenamento de combustível no porto de Salalah, em Omã.


… Paralelamente, Israel continua sua campanha de ataques contra o Hezbollah no Líbano.


… O governo Trump planeja liberar 172 milhões de barris da reserva emergencial de petróleo dos EUA como parte do esforço coordenado de nações ao redor do mundo para aliviar a alta dos preços da commodity.


… O volume faz parte do plano dos países membros da AIE para a liberação de um total de 400 milhões de barris. Apesar da iniciativa, o petróleo continua subindo com força e desafiando os prognósticos de uma guerra curta.


… Durante discurso a uma plateia ontem em Kentucky, Trump afirmou que os americanos destruíram 58 navios de guerra iranianos e 31 lança-minas e que as forças armadas estão muito adiantadas em relação ao cronograma.


… Embora tenha cantado vitória sobre a ofensiva militar (“nós vencemos”), disse que os Estados Unidos não querem ir embora “antes da hora” do Irã e devem permanecer até que todo o trabalho esteja concluído.


… Pelo desenrolar dos últimos acontecimentos, o desfecho da guerra não será tão rápido quanto Trump prega.


NO OLHO DO FURAÇÃO – O indicador oficial de preços do IBGE pega o mercado em alta tensão com a guerra e deve acelerar para 0,63%, contra 0,33% em janeiro. As projeções no Broadcast para esta leitura vão de 0,20% a 0,72%.


… Foco de preocupação do BC, a inflação de serviços deve puxar o IPCA, refletindo o reajuste nos cursos regulares de educação e a surpresa com a alta das passagens aéreas em fevereiro, que tradicionalmente caem no mês.


… No acumulado em 12 meses, o IPCA deve desacelerar de 4,44% para 3,74%. As previsões vão de 3,52% a 3,83%.


… A média dos núcleos deve ganhar força na margem, passando de 0,45% em janeiro para 0,57% em fevereiro.


… Entre as principais aberturas do IPCA, a expectativa é de avanço nos preços livres (0,26% para 0,81%) e serviços (0,10% para 1,49%). Já os serviços subjacentes devem repetir a variação do mês anterior de 0,57%.


… Já alimentação em domicílio (0,10% para 0,04%) e bens industriais (0,61% para 0,28%) devem perder ritmo.


… O presidente do BC, Gabriel Galípolo já apontou a inflação de serviços como um ponto de desconforto e atenção, devido à sua persistência em continuar rodando alta, impulsionada por um mercado de trabalho aquecido.


… O IPCA deve entrar hoje, junto com o petróleo, no debate sobre o espaço de relaxamento monetário que o Copom terá à frente. O ciclo poderá ser melhor calibrado, dependendo de como evoluir a dinâmica dos riscos geopolíticos.


… Ontem, abaladas pelo novo salto do petróleo, as apostas na curva a termo para a taxa Selic na reunião da semana que vem viraram de novo, com traders assumindo como majoritária a chance de só 0,25pp, ao invés de meio ponto.


… Às vésperas da reunião do Copom, o mercado também monitora um potencial reajuste dos combustíveis.


… Há 310 dias, a Petrobras não altera o preço do diesel, o que vem levando as distribuidoras a buscar volume extra nas refinarias. A estatal adotou, porém, o sistema de “cota-dia”, que limita a retirada aos contratos já efetuados.


… Ontem, a empresa realizou leilão de diesel para minimizar problemas de abastecimento no sul do País, em plena safra. As TRRs (Transportadores-Revendedores-Retalhistas) relatam restrição de fornecimento pelas distribuidoras.


… A venda de 20 milhões de litros do combustível saiu R$ 1,80 acima do preço cobrado nas refinarias da Petrobras.


… Fontes do Valor apontam que o preço se aproxima do valor do produto importado, o que indica que a estatal poderia usar o resultado do leilão para elevar o diesel em até R$ 1 por litro e se aproximar da cotação internacional.


SEM CACIFE ELEITORAL – Vitrine do governo para a reeleição de Lula, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 não surtiu até aqui o efeito esperado nas intenções de voto para a corrida presidencial.


… Pela primeira vez, a pesquisa Genial/Quaest apontou empate (41%) do presidente da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de segundo turno da eleição. A margem de erro da sondagem é de 2pp.


… A vantagem de Lula vem diminuindo desde dezembro, quando Flávio anunciou a pré-candidatura. À época, a diferença entre os dois era de dez pontos porcentuais. Em janeiro, caiu para sete pontos e, em fevereiro, para cinco.


… Numericamente empatados agora, os dois têm alta rejeição. A de Lula subiu de 54% para 56% e a de Flávio se manteve em 55%. A desaprovação do governo Lula subiu de 49% para 51% e a aprovação caiu de 45% para 44%.


… Este é o pior resultado desde julho do ano passado, acendendo o sinal amarelo para interlocutores de Lula.


… Já no último dia 25, a pesquisa AtlasIntel apontou empate técnico entre o chefe do Executivo e Flávio Bolsonaro. A redução da distância também foi observada no levantamento mais recente do Datafolha, divulgado sábado.


PAUTA-BOMBA – A PEC dos agentes comunitários, já aprovada em outubro pela Câmara, avança no Senado. Davi Alcolumbre despachou texto para a CCJ, que é comandada por Otto Alencar (PSD-BA), aliado de Lula…


… O governo estima impacto para as contas públicas de R$ 24,7 bilhões nos próximos 10 anos.


DANÇA DAS CADEIRAS – O secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti, é cotado para assumir o Planejamento após a saída de Tebet, que deve concorrer a uma vaga ao Senado por São Paulo pelo PSB.


… Outro nome cotado para assumir a pasta é a atual ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Nessa configuração, o secretário-executivo da Gestão, Cilair Rodrigues de Abreu, assumiria o lugar de Dweck.


… A ministra é considerada de confiança por Lula e tem um bom trânsito entre os demais ministros.


CRISE DE CREDIBILIDADE – O ministro do STF Cristiano Zanin foi sorteado para relatar a ação que pede a instalação de uma CPI do Master na Câmara. A redistribuição ocorreu após Toffoli se declarar suspeito para relatar o caso.


… Ele alegou motivo de foro íntimo. Toffoli ainda se declarou suspeito para votar no processo que levou Vorcaro à prisão. A segunda Turma do STF deve confirmar a manutenção da prisão em sessão virtual a partir de amanhã.


… Ministros do Supremo consultados pelo Valor consideraram positivo o afastamento rápido de Toffoli, que poupa a Corte de mais críticas, no momento em que o STF já vive uma crise de reputação envolvendo o banco de Vorcaro.


BALANÇOS –Magazine Luiza, Hypera, Energisa, Eztec e Vittia Fertilizantes soltam os resultados após o fechamento.


LÁ FORA – Nos EUA, às 9h30, saem os dados de janeiro da balança comercial e das construções de moradias iniciadas, além do auxílio-desemprego, que deve ter alta de dois mil pedidos, para 215 mil.


… A AIE publica relatório mensal de petróleo (6h) e os BCs da Turquia (8h) e do Peru (20h) decidem juros.


MINA DE PROBLEMAS – Como se viu, não adiantou Trump repetir que a guerra vai acabar “em breve”, nem a AIE liberar 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas emergenciais para o mercado.


… Também o aumento informado pelo DoE de 3,824 milhões de barris nos estoques dos EUA na semana passada, acima do esperado (+1,1 milhão), não fez preço. A commodity retomou a trajetória de forte alta.


… Pesaram os relatos de novos ataques a navios na região do Estreito de Ormuz e a declaração do Irã, de que espalhou minas pela passagem marítima.


… O comando militar do país afirmou que “o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril”. Já os americanos afirmaram ter afundado 16 embarcações iranianas usadas para colocação das minas.


… A promessa de Trump, de que a Marinha escoltaria navios na travessia do Estreito, ainda não se tornou realidade. E fontes da Axios afirmaram que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques.


… O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que serão necessárias “algumas semanas” para coordenar as escoltas de navios. O Brent para maio subiu 4,76%, a US$ 91,98. E o WTI para abril avançou 4,55%, a US$ 87,25.


FOGO CRUZADO – Wall Street não deu bola para o CPI de fevereiro (+0,3%), em linha com o esperado, porque o dado é anterior ao início da guerra. O petróleo continuou no centro das preocupações, a uma semana do Fomc.


… Com o investidor lidando com informações desencontradas da guerra, as bolsas não definiram tendência. O Dow Jones caiu 0,61%, aos 47.417,27 pontos; o S&P 500 recuou 0,08% (6.775,80); e o Nasdaq subiu 0,08% (22.716,13).


… A disparada da commodity impulsionou as petroleiras: Chevron (+2,95%) e ExxonMobil (+2,33%). E voltou a pressionar as companhias aéreas: American Airlines (-0,63%), United (-0,46%) e Delta (-0,22%).


… Oracle (+9,18%) foi destaque de alta entre as componentes do S&P500, após apresentar balanço acima das expectativas dos analistas.


PONTA FIRME – Petrobras ajudou mais uma vez a bolsa brasileira a resistir à volatilidade externa, com o Ibovespa cravando a terceira alta seguida, ainda que modesta, de 0,28%, aos 183.969,35 pontos.


… O giro foi menor do que o visto nas últimas sessões, de R$ 25,9 bilhões. Na esteira do petróleo, as ações ON da estatal subiram 4,89% (R$ 48,94), enquanto as PN ganharam de 4,36% (R$ 44,80), liderando as altas do índice.


… A Vale (-0,88%, a R$ 79,85) ignorou a alta do minério (+0,90%). Os bancos ficaram mistos: Santander (-0,78%; R$ 32,00) e Bradesco PN (-0,45%; R$ 19,94) em baixa; BB (+0,80%; R$ 25,34) e Itaú PN (+0,21%; R$ 43,89) em alta.


… Cury (+4,13%, a R$ 37,30) foi a terceira maior alta, após o balanço. Raízen foi a maior baixa (-5,77%; R$ 0,49), após pedir recuperação extrajudicial. MBRF (-4,24%, a R$ 16,47) e Cosan (-2,29%, a R$ 5,97) completam a lista negativa.


NÃO DEU BOLA – Outra prova de resistência veio do câmbio, com dólar estável (+0,03%, a R$ 5,1593), apesar do avanço da moeda americana lá fora. O juro elevado e o fato de o Brasil ser exportador de petróleo ajudaram o real.


… O noticiário eleitoral, mostrando empate numérico entre Lula e Flávio na pesquisa Genial/Quaest, não fez preço. E o BC confirmou forte fluxo cambial negativo na semana passada, de US$ 3,897 bilhões, com o estouro da guerra.


… Mas os números mais recentes da B3 indicam que, depois do susto inicial com o Irã, o estrangeiro está voltando ao Brasil. Entraram R$ 1,4 bilhão na bolsa na 2ªF, elevando o saldo positivo em março para R$ 2,2 bilhões.


… Lá fora, a continuidade do conflito reforça a busca por proteção no dólar, além de aumentar a incerteza sobre quando o Fed vai reduzir os juros americanos, diante dos riscos inflacionários.


… O DXY subiu 0,39%, para 99,215 pontos. O euro caiu 0,35%, a US$ 1,1571. E a libra ficou estável (-0,03%), a US$ 1,3416.


CHEIRO DE AUMENTO – A nova disparada do petróleo fez os juros futuros de vencimentos curtos e intermediários avançarem, com a expectativa de que a Petrobras anuncie em breve um reajuste de combustíveis.


… A uma semana do Copom, a preocupação com a inflação decorrente da guerra ganha relevância, consolidando a aposta de que o BC será mais cauteloso em seu ciclo de afrouxamento, com um corte inicial de apenas 0,25 pp.


… O dado de vendas no varejo, que mostrou alta de 0,4% em janeiro pelo conceito restrito, contrariando previsão de queda de 0,1%, e a pesquisa Genial/Quaest, que confirmou empate entre Lula e Flávio, não fizeram preço nos DIs.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,710% (de 13,549% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,200% (13,067%); Jan/31 a 13,495% (13,422%); e Jan/33 a 13,640% (13,607%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – CSN ampliou o prejuízo em mais de 8 vezes (748%) no 4Tri em base anual, para R$ 721,2 milhões. O Ebitda ajustado de R$ 3,325 bilhões ficou 19,8% acima da média das projeções do Prévias Broadcast…


… A receita líquida de R$ 11,4 bi registrou queda de 5,2% contra um ano antes, mas veio 5,5% acima do previsto…


… Benjamin Steinbruch, CEO da CSN, pode anunciar hoje um acordo com os bancos para a obtenção de um empréstimo-ponte de até US$ 1,5 bi. (Lauro Jardim/O Globo)…


… Proposta na mesa prevê juros de 14% a 15% ao ano em dólar, com os ativos da CSN Cimentos em garantia.


CSN Mineração registrou lucro líquido de R$ 1,194 bilhão no quarto trimestre de 2025, queda de 40,8% contra igual intervalo de 2024. A cifra superou em 85,9% as estimativas das casas consultadas pelo Prévias Broadcast…


… O Ebitda ajustado fica em R$ 1,761 bilhão, baixa de 12,6% contra igual período de 2024, mas acima do R$ 1,563 bilhão estimado. Já a receita líquida totalizou R$ 4,109 bilhões, em linha com os R$ 4,2 bilhões indicados.


VALE. TRF-6 suspendeu julgamento de recursos que podem reverter absolvição da empresa e da BHP no processo criminal sobre rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Análise deve ser retomada em junho.


RAÍZEN informou que a Baillie Gifford passou a deter 66.962.600 ações PN, equivalentes a 4,93% do total emitido.


GPA. A Fitch rebaixou o rating nacional de longo prazo da companhia de CCC(bra) para C(bra) após o acordo com credores para apresentação de plano de recuperação extrajudicial…


… O Citi decidiu interromper a cobertura do grupo após o pedido de recuperação extrajudicial da companhia. A última recomendação era de venda, com preço-alvo de R$ 2,80.


DIA. A rede de supermercados do empresário Nelson Tanure pediu à Justiça de São Paulo o encerramento antecipado de sua recuperação judicial, prevista para outubro de 2026, segundo a Folha.


AZZAS 2154 registrou lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões no 4TRI25, queda de 0,5% em base anual. Receita bruta somou R$ 4,12 bilhões (-2,3%) e Ebitda recorrente foi de R$ 501,1 milhões (-3,5%).


GRUPO SBF aprovou a 4ª emissão de debêntures, no valor total de R$ 600 milhões. Os recursos serão usados para reforço de caixa e pagamento de dívidas.


AXIA ENERGIA concluiu leilão de 108.961 frações de ações preferenciais classe C na B3, ao preço médio de R$ 58,54 por papel, após bonificação aprovada em dezembro.


VIBRA ENERGIA registrou lucro líquido de R$ 679 milhões no 4TRI25, alta de 33,1% em base anual. Receita líquida ajustada somou R$ 50,45 bilhões (+13,5%) e Ebitda avançou 100,5%, para R$ 2,62 bilhões.


BRAVA ENERGIA registrou prejuízo de R$ 588 milhões no 4TRI25, redução de 43% ante o 4TRI24. Receita líquida somou R$ 2,5 bilhões (+31%) e Ebitda foi de R$ 509 milhões (+29%).


TAESA informou que o ONS liberou a energização do reforço na subestação Itacaiúnas (PA), referente à instalação do segundo banco de reatores da concessão ATE III…


… Com isso, concessão passa a receber RAP adicional de cerca de R$ 6,7 milhões ao ano, com efeitos retroativos a 4 de março.


COGNA reportou lucro líquido de R$ 220 milhões no 4TRI25, queda de 76,2% em base anual. Receita líquida somou R$ 2,20 bilhões (+1,9%) e Ebitda recorrente foi de R$ 769,1 milhões (-5,3%).


YDUQS reverteu lucro e registrou prejuízo de R$ 49,5 milhões no 4TRI25. Receita líquida somou R$ 1,3 bilhão (+3%) e Ebitda foi de R$ 361,8 milhões (+0,1%).


CURY registrou lucro líquido de R$ 270,1 milhões no 4TRI25, alta de 62,9% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,4 bilhão (+37,2%) e Ebitda foi de R$ 355 milhões (+50,3%).


PLANO&PLANO registrou lucro líquido de R$ 133,4 milhões no 4TRI25, alta de 52,3% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,07 bilhão (+59,9%) e Ebitda foi de R$ 176,6 milhões (+46,1%).


LAVVI registrou lucro líquido de R$ 104,6 milhões no 4TRI25, queda de 13% em base anual. Receita líquida somou R$ 539,1 milhões (-8%) e Ebitda foi de R$ 129,4 milhões (-21%).


TENDA fará liquidação parcial de contratos de derivativos referenciados em 386.601 ações firmados com o Santander. Conselho também aprovou recompra de até 385.601 ações para programa de incentivo de longo prazo.


SLC AGRÍCOLA teve prejuízo líquido de R$ 70,8 milhões no 4TRI25, piora de 37,9% na comparação anual. Receita líquida somou R$ 2,27 bilhões (+15%) e Ebitda ajustado cresceu 3,6%, para R$ 633,1 milhões.


MOURA DUBEUX registrou lucro líquido de R$ 111,9 milhões no 4TRI25, alta de 148,9% em base anual. Receita líquida somou R$ 704,7 milhões (+91,6%) e Ebitda ajustado foi de R$ 138,0 milhões (+159%).


JSL. O Citi rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra e elevou o preço-alvo de R$ 7,60 para R$ 8,00.


ESPAÇOLASER encerrou 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 34,9 milhões, alta de 49,6% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,1 bilhão (+7,7%) e Ebitda ajustado foi de R$ 256 milhões (+15,2%).


FEBRABAN. Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, deve substituir Luiz Carlos Trabuco no comando do conselho diretor da Federação dos bancos, segundo fontes do Valor.

O Agente Secreto

 O cinema deve ser uma manifestação livre da arte.  Ao diretor cabe dominar todo o processo, do produtivo, ao criativo, no acabamento e nos ...