Análise Bankinter Portugal
NY +1,1% US tech +1,2% US Semis +2% UEM +0,4% España +0,2% VIX 23,5% Bund 2,95%. T-Note 4,24%. Spread 2A-10A USA=+55pb B10A: ESP 3,42% PT 3,39% FRA 3,61% ITA 3,73% Euribor 12m 2,522% (fut.12m 2,846%). USD 1,147. JPY 182,9. Ouro 5.016 $. Brent 103,9$. WTI 96,5$. Bitcoin -5,6% (74.396$). Ether +2,9% (2.336$).
SESSÃO: Ontem, sessão de subidas em ambos os lados do Atlântico, graças a um alívio nos preços do petróleo (Brent -2,8% e WTI -5,1%), embora continuem a ser mais moderadas na Europa (+0,4%) do que nos EUA (+1,1%), que também contou com o apoio de Tecnologia (+1,2%) e Semicondutores (+2%), animados pelo anúncio de Micron (+3,7%) de construir uma nova fábrica em Taiwan, no final deste ano. Os comentários da Agência Internacional da Energia sobre liberar mais reservas caso fosse necessário e os de Trump sobre uma possível aliança de países para reabrir o Estreito de Ormuz aliviaram os preços do petróleo, embora nenhum país tenha aceitado, de momento, unir-se a tal aliança, enquanto vários rejeitaram-na. Trump também garantiu que a guerra terminará em breve, mas não esta semana, e que é provável que adie a sua reunião com Xi Jinping em Pequim, prevista para 31 de março.
Na frente macro tivemos dados bastante fracos, embora tenham ficado para segundo plano. O Empire Manufacturing caiu para terreno negativo (-0,2 desde +7,1% e vs. +3,9 estimado) e a Produção Industrial desacelerou (+0,2% desde +0,7% e vs. +0,1% esperado).
Hoje amanhecemos com novos aumentos no preço do petróleo bruto (Brent +3,8%, até 103,9 $ e WTI +4,8% até 96,5 $), após se saber que o Irão atacou instalações petrolíferas no Iraque e nos Emirados Árabes Unidos, o que volta a piorar o tom do mercado. No plano convencional, hoje tivemos a primeira reunião dos dez bancos centrais desta semana. O Banco Central da Austrália (RBA) subiu taxas de juros em +25 p.b., até 4,10%, em linha com o esperado pelo mercado. Embora a atenção esteja na Fed, que se reúne amanhã (18 h), e no BCE (quinta-feira, 13:15 h). Ambos irão manter taxas de juros (em 3,50%/3,75% e 2,00%/2,15%, respetivamente) e atualizarão o quadro macro. Hoje, o único dado relevante será o ZEW de Sentimento Económico na Alemanha (10 h), do qual se espera uma deterioração forte (39,2 desde 58,3), algo lógico tendo em conta o contexto geoestratégico altamente incerto.
Em suma, o tom do mercado continua a ser pelo que acontece no Irão e em como isso afeta o fornecimento de petróleo global. Após a melhoria do tom de ontem, hoje voltaremos a ter uma sessão de quedas, embora qualquer notícia positiva proveniente do Médio Oriente, sobretudo no que diz respeito à normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, mesmo que não implicasse o fim do conflito, levasse as bolsas a registar uma recuperação. Resta esperar e ver.
Nenhum comentário:
Postar um comentário