terça-feira, 2 de junho de 2026

Call Matinal 0206

 Call Matinal

02/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0106)

MERCADOS

O Ibovespa caiu 0,91%, aos  172.197,46 pontos na segunda-feira, após mínima de 171.792,82 pontos e máxima de 173.975,31 pontos, em sessão marcada pelas incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã. No mercado cambial, o dólar à vista recuou 0,40%, a R$ 5,0227, beneficiado pela disparada do petróleo, movimento que favoreceu moedas de países produtores da commodity.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados globais operam nesta terça-feira (02), sob nova tensão geopolítica, após a agência iraniana Tasnim reportar que o Irã interrompeu as negociações com os EUA em resposta a ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano. Momentos após a divulgação, Trump disse que "não se importaria caso as negociações acabassem". O petróleo recua levemente após a forte alta de ontem. Na Ásia, Shanghai subiu 0,43% e o Kospi avançou 0,15%, enquanto o Nikkei recuou 0,30%. Na Europa, CAC sobe 0,63% e FTSE avança 0,29%. Os futuros de Wall Street recuam 0,11%.

 

 

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,19%

S&P 500 Futuro: -0,18%

Nasdaq Futuro: -0,03%

O noticiário sobre a guerra é monitorado, mas sem maiores novidades concretas em relação a uma possível prorrogação do cessar-fogo ou reabertura do Estreito de Ormuz. Bolsas entregam.

 

Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), +0,43%

Nikkei (Japão): -0,30%

Hang Seng Index (Hong Kong): +2,52%

Nifty 50 (Índia): +0,57%

ASX 200 (Austrália): -0,06%

A maioria das bolsas asiáticas fechou em alta com os ganhos no setor de tecnologia, à medida que o otimismo em relação à IA prevaleceu sobre a incerteza com a guerra.

 

 

 

Europa

STOXX 600: +0,88%

DAX (Alemanha): +1,32%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,51%

CAC 40 (França): +1,16%

FTSE MIB (Itália): +1,39%

As bolsas europeias operam em boa alta hoje. 

 

 

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -1,68%, a US$ 90,61 o barril

Petróleo Brent, -1,87%, a US$ 93,20 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,77%, a 786,50 iuanes (US$ 116,26)

O petróleo deu uma recuada, depois da forte alta de ontem. Ajuste técnico, mas sem garantias de que o pior já passou. Ainda vivemos no sobressalto da guerra do Oriente Médio.

 

 

 

NO DIA, 0206

Acordamos nesta terça-feira (02) na expectativa de como Donald Trump, nas suas estratégias de “morde e assopra”, deve conseguir acalmar os ânimos no Oriente Médio. Disse que conversou com Netanyahu e com o Hezbollah para evitar uma ofensiva imediata em Beirute, mas o mercado já começa a desconfiar. Em Wall Street, as bolsas continuam sustentadas pela euforia com inteligência artificial. Hoje, o foco recai sobre o Jolts nos EUA e a inflação da zona do euro. Aqui, a agenda é esvaziada. A percepção que se tem é que Netanyahu e Trump não estão nada alinhados, com o judeu encarando que guerra é guerra e não se pode ceder às chantagens dos grupos terroristas, que continuam atacando, neste caso, o Hezbollah e sua alucinada “guerra santa”. Para piorar, Trump, depois de considerar CV e o PCC como grupos terroristas, ameaça retaliar comercialmente contra o Brasil. Nada mais sintomático. O problema é que Trump é assim mesmo. Ameaça, fala que vai fazer, e não faz. Alguém duvida que esta guerra com o Irã deve se arrastar, até porque não foram derrubados os ditaduras de turba? A guarda revolucionária continua por aí…

 

Agenda macro

 

 

Terça-feira, 02 de junho

 

EUA

 

Zona do Euro

Abertura de vagas (Jolts), com números de abril. A previsão é de mais 6,8 mil.

Inflação da zona do euro de maio (CPI). Saltou para 3% em abril, contra 2,6% em março e bem acima da meta de 2% do BCE.

 

 

 

Boa terça-feira para todos!

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira,02 de Junho de 2.026.


*Selic entra em modo hawk com guerra sem fim*


… O mercado inicia a terça-feira tentando calibrar até onde Trump consegue impedir uma escalada mais grave no Oriente Médio. Após um dia de forte tensão, o presidente americano tentou reconstruir a percepção de controle ao afirmar que conversou com Netanyahu e com o Hezbollah para evitar uma ofensiva imediata em Beirute. O petróleo perdeu força, mas seguiu perto de US$ 95, enquanto investidores passaram a desmontar apostas de cortes mais profundos de juros no Brasil. Em Wall Street, as bolsas continuam sustentadas pela euforia com inteligência artificial. Hoje, o foco recai sobre o Jolts nos Estados Unidos e a inflação da zona do euro. Aqui, a agenda é esvaziada.


TRUMP TENTA ACALMAR AS TENSÕES – O mercado voltou a oscilar entre o medo de uma escalada regional e a esperança de que o presidente Donald Trump ainda consiga evitar o colapso das negociações de paz no Oriente Médio.


… O dia começou com forte deterioração do cenário, após o Irã suspender as comunicações com os Estados Unidos em protesto contra a ofensiva de Israel no Líbano e ameaçar endurecer o bloqueio no Estreito de Ormuz.


… Ao longo da tarde, porém, Trump tentou reconstruir a percepção de controle, afirmando que conversou com Benjamin Netanyahu e com representantes ligados ao Hezbollah para evitar uma escalada imediata em Beirute.


… O petróleo perdeu força, após superar US$ 97 (Brent), mas seguiu perto das máximas do dia. Ainda fechou com alta acima de 4% (abaixo).


… A nova escalada começou após Israel ampliar as operações no sul do Líbano, no fim de semana, assumindo o controle operacional da região de Beaufort e ameaçando atingir subúrbios de Beirute caso os ataques do Hezbollah continuem.


… O Irã reagiu elevando o tom das advertências contra Israel e afirmando que a “paciência militar tem limite”. A Guarda Revolucionária também confirmou um ataque contra um navio com bandeira do Panamá no Mar de Omã, em retaliação a ações americanas na região.


… Ao longo do dia, Trump passou a tentar evitar que o mercado comprasse um cenário de ruptura total das negociações.


… Em diferentes declarações, afirmou que “não se importa” se houver silêncio temporário nas conversas com Teerã, mas também disse que as negociações entre Washington e Teerã continuam “em ritmo acelerado”.


… Mais tarde, afirmou ter pedido a Netanyahu que evitasse uma grande ofensiva em Beirute e disse que representantes ligados ao Hezbollah concordaram em interromper os ataques contra Israel.


… A sinalização da Casa Branca ajudou a aliviar parcialmente os ativos globais, mas sem eliminar a percepção de risco.


… Entretanto, o próprio Netanyahu afirmou depois da conversa com Trump que Israel continuará operando no sul do Líbano e poderá voltar a atacar Beirute caso o Hezbollah mantenha ofensivas contra cidades israelenses.


… A Bloomberg destacou que as versões contraditórias entre Trump e Netanyahu reforçaram a percepção de um cessar-fogo extremamente frágil e de uma negociação ainda distante de uma solução definitiva.


… O Irã insiste que qualquer acordo mais amplo com Washington precisa incluir o fim das operações israelenses no Líbano, enquanto o governo americano tenta evitar que a crise energética provoque nova disparada da inflação global.


… O mercado também voltou a considerar o risco de uma interrupção prolongada do fluxo de petróleo, após especialistas ouvidos pela Opep+ alertarem que os efeitos sobre a oferta podem durar até o fim do ano, mesmo em um cenário de reabertura relativamente rápida de Ormuz.


… Nos Estados Unidos, refinarias operam perto da capacidade máxima e vêm adiando manutenções para aproveitar a forte demanda.


TARIFAS E INFLAÇÃO – Em mais um sinal de preocupação com os efeitos inflacionários da guerra, a Casa Branca anunciou redução de tarifas sobre equipamentos agrícolas, como colheitadeiras e ceifadeiras, para aliviar os custos de produtores e fabricantes americanos.


… Segundo decreto de ontem à noite, as tarifas cairão de 25% para 15% a partir de 8 de junho e permanecerão nesse patamar até o fim de 2027.


… Trump justificou a medida citando o aumento dos custos provocado pela disparada do diesel e pela turbulência no Golfo Pérsico. O mercado global de alumínio também vem sendo pressionado, já que a região responde por quase 10% da oferta mundial da commodity.


HAWKISH – No Brasil, o pano de fundo da guerra sem fim no Oriente Médio levou o mercado a revisar as perspectivas para o ritmo da Selic, ampliando as apostas de que o Banco Central terá pouco espaço para continuar calibrando os juros nos próximos meses.


… A combinação de petróleo pressionado, de nova deterioração das expectativas de inflação, atividade resiliente e o receio sobre a credibilidade da autoridade monetária reforçou uma visão mais conservadora para o Copom, nesta segunda-feira.


… A virada ocorreu após o Focus voltar a mostrar piora das projeções para o IPCA, especialmente nos horizontes mais longos, ao mesmo tempo que o avanço do petróleo reacendeu temores de efeitos secundários sobre combustíveis, alimentos e inflação global.


… Em reuniões com o diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, economistas discutiram o espaço cada vez menor para novos cortes do juro.


… Segundo relatos obtidos pela Broadcast, parte dos participantes chegou a levantar preocupação com a credibilidade do Banco Central caso o Copom continue reduzindo os juros diante da piora do cenário inflacionário.


… A percepção predominante no mercado ainda aponta para um corte de 25 pontos-base em junho, levando a Selic para 14,25%, seguido de pausa já em agosto. Mas ganhou força ao longo do pregão a ala que defende interromper imediatamente o ciclo de flexibilização.


… O debate ficou ainda mais sensível porque o mercado também passou a revisar para cima os riscos inflacionários dos próximos trimestres.


… Além do petróleo e da guerra no Oriente Médio, economistas citaram atividade doméstica ainda forte, impactos potenciais do El Niño sobre alimentos e até efeitos da PEC do fim da escala 6×1 sobre serviços intensivos em mão de obra.


… A visão mais cautelosa também apareceu em declarações de nomes ligados ao BC.


… O Itaú elevou sua projeção para a Selic no fim do ano, enquanto Bruno Serra Fernandes, ex-diretor do Copom e hoje na Itaú Asset, afirmou que preferiria interromper o ciclo de cortes diante do ambiente mais adverso para a inflação.


… Gestores e economistas também passaram a destacar que a economia brasileira continua rodando acima do esperado, após o PIB forte do primeiro trimestre e diante da expectativa de aceleração da produção industrial em abril.


… O pano de fundo reforça a leitura de que o BC terá dificuldade para entregar cortes mais profundos sem reacender ainda mais as dúvidas sobre a convergência da inflação (leia mais abaixo, em Mercados).


AFTER HOURS – O pós mercado em Nova York reforçou a percepção de que o mercado continua extremamente disposto a comprar inteligência artificial, mesmo em meio às tensões geopolíticas e à pressão sobre os juros globais.


… A HP disparou 28% após divulgar um balanço muito acima das expectativas e puxou novamente o humor do setor de tecnologia.


… O lucro ajustado por ação da companhia ficou em US$ 0,79, bem acima do consenso de mercado, de US$ 0,53, enquanto a receita avançou 40% na comparação anual, para US$ 10,68 bilhões. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas áreas de Networking e Nuvem & IA.


… A divisão de Networking registrou receita de US$ 2,7 bilhões, com crescimento superior a 148%, enquanto o segmento de Nuvem e Inteligência Artificial somou US$ 7,7 bilhões, avanço de 22,9% em um ano.


… A HP ainda elevou sua projeção de lucro por ação para o ano fiscal completo e reforçou a expectativa de forte expansão de receita em 2026, ajudando a sustentar a narrativa de continuidade do ciclo de investimentos em infraestrutura para IA.


… Em direção oposta, a Alphabet caiu 0,70% no after hours após anunciar um plano de captação de US$ 80 bilhões para ampliar sua infraestrutura voltada à inteligência artificial. O mercado reagiu com cautela ao tamanho da operação.


… O pacote inclui US$ 30 bilhões em ofertas públicas de ações, US$ 40 bilhões via programa de venda direta no mercado e outros US$ 10 bilhões aportados pela Berkshire Hathaway, de Warren Buffett.


… Já o Nubank caiu 5% após anunciar a saída do CFO Guilherme Lago.


… O executivo será substituído por Rob Livingston, ex-CFO da Visa para a América do Norte. Apesar de David Vélez afirmar que a troca não altera a estratégia da companhia, o mercado reagiu negativamente à mudança inesperada no comando financeiro da fintech.


CURTAS DA POLÍTICA – A Câmara deve deixar para depois a votação do projeto do governo que prevê redução proporcional de tributos federais sobre combustíveis a partir do aumento extraordinário de arrecadação.


… Apesar de constar formalmente na pauta desta terça-feira, a avaliação em Brasília é de que o texto dificilmente será apreciado nesta semana, em meio à ausência de Hugo Motta e de líderes partidários que participam de eventos em Portugal.


… Com isso, a tendência é de que a sessão deliberativa da Câmara fique concentrada em pautas ligadas à saúde e acordos internacionais, enquanto o governo segue tentando avançar em medidas para amortecer o impacto da alta do petróleo sobre os combustíveis.


ESCALA 6 X 1. No Senado, a oposição começou a pressionar para ampliar o debate da PEC do fim da escala 6×1, incluindo temas defendidos pelo setor produtivo, como acordo individual e remuneração por hora trabalhada.


… A proposta aprovada pela Câmara prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas e adoção da escala 5×2.


RETALIAÇÕES. Em entrevista ao SBT News, o ministro Dario Durigan admitiu preocupação com uma eventual nova rodada de tarifas americanas contra produtos brasileiros, no âmbito das investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio.


… Durigan afirmou que o governo tenta convencer Washington de que o Pix não prejudica empresas americanas e argumentou que o sistema aumentou o volume de transações no Brasil, beneficiando inclusive companhias dos Estados Unidos que operam no País.


NOVO DESENROLA. Na mesma entrevista, o ministro também afirmou que o governo deve anunciar em breve uma nova etapa do Desenrola voltada para consumidores adimplentes, em uma tentativa de impedir aumento da inadimplência em meio aos juros elevados.


NOVO EMBAIXADOR. O presidente Donald Trump indicou ontem Daniel Perez para assumir a embaixada americana no Brasil. Filho de imigrantes cubanos e ex-presidente da Câmara da Flórida, Perez substituirá Elizabeth Bagley, indicada ainda no governo Biden.


MAIS AGENDA – A terça-feira tem agenda mais esvaziada no Brasil, mas o mercado continua extremamente sensível aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e aos sinais sobre atividade e inflação global.


… Nos Estados Unidos, o principal destaque do dia será o relatório Jolts, que mede a abertura de vagas de trabalho e ajuda a calibrar as apostas para os juros do Fed. O Jolts de abril será divulgado pelo Depto do Comércio às 11h.


… A expectativa é de leve desaceleração no número de vagas abertas, de 6,866 milhões para 6,8 milhões, em mais um teste para a percepção de resiliência do mercado de trabalho americano.


… O dado ganha importância em uma semana marcada por indicadores relevantes de emprego nos Estados Unidos, culminando no payroll de sexta-feira, em meio ao receio de que a alta do petróleo complique ainda mais o cenário inflacionário para o Fed.


… Antes disso, investidores acompanham a prévia do CPI da zona do euro, às 6h. A expectativa é de aceleração da inflação cheia para 3,3% em 12 meses, enquanto o núcleo deve subir para 2,4%, reforçando o debate sobre o ritmo de flexibilização monetária do BCE.


… Na agenda de política monetária internacional, o destaque fica ainda para falas de dirigentes do Fed e do BoE ao longo do dia.


NO BRASIL – A Fenabrave divulga os números de vendas de veículos de maio, enquanto o IPC-Fipe abre o calendário de inflação do mês.


… O mercado também começa a ajustar expectativas para os dados da produção industrial de abril, que serão conhecidos amanhã e devem mostrar aceleração após o PIB forte do primeiro trimestre. No mesmo dia, sai a balança comercial de maio.


… Na agenda de autoridades, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebe às 15h o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, em Brasília, em meio ao aumento das discussões sobre o espaço para novos cortes na Selic.


… Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, concede entrevista à TV Record pela manhã e depois participa de reunião virtual com a CVM.


… No setor de energia, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Gustavo Ataíde, participa de audiência pública na Câmara no lugar do ministro Alexandre Silveira, que está de férias.


VALE A PENA SUBIR DE NOVO – O otimismo com a inteligência artificial continuou dominando os negócios em Wall Street, que mais uma vez ignorou o impasse nas negociações sobre a guerra e até a disparada do petróleo (abaixo).


… Os principais índices renovaram seus recordes de fechamento: o Dow Jones fechou em leve alta de 0,09% (aos 51.078,88 pontos). O S&P 500 avançou 0,26% (7.599,96). E o Nasdaq ganhou 0,42% (27.086,81).


… O estopim do dia foi Nvidia (+6,25%), que lançou o chip RTX Spark em parceria com a Microsoft (+2,28%), para melhorar a experiência de IA em laptops e computadores de mesa, competindo com AMD (-1,18%) e Intel (+0,32%).


… Aproveitando a onda, os papéis da Dell, que já tinham subido quase 33% na sexta-feira, avançaram mais 10,70%. Oracle (9,9%) e HP (8,5%) também surfaram.


FOGO NO PARQUINHO – O petróleo corrigiu boa parte da queda acumulada na semana passada, com investidores reagindo a relatos de que o Irã teria abandonado as negociações com os Estados Unidos.


… Segundo a agência iraniana Tasnim, Teerã decidiu tomar medidas para fechar completamente o Estreito de Ormuz, em retaliação ao que chamou de contínuas violações do cessar-fogo, especialmente no Líbano, por parte de Israel.


… Em seu melhor estilo morde e assopra, Donald Trump primeiro disse à CNBC que “não me importo” se as negociações terminarem. “Se os iranianos tentarem obter uma arma nuclear, eu os destruirei completamente.”


…Depois, foi à Truth social dizer que as negociações com o Irã continuam “em ritmo acelerado”. Também afirmou que teve uma “conversa muito boa com o Hezbollah”. “Israel não atacará o Hezbollah e o grupo também não os atacará.”


… Em meio à guerra de versões, depois de beirar os 8% de alta no início da tarde, o petróleo mostrou algum alívio no fechamento: o Brent para agosto subiu 4,23%, a US$ 94,98, enquanto o WTI para julho avançou 5,49%, a US$ 92,16.


O NÚMERO É 14 – Os juros futuros tiveram mais uma sessão de acúmulo de prêmios, especialmente no fim da sessão, com todos os vértices fechando acima de 14%. Além da alta do petróleo, a cena doméstica fez preço.


… Os últimos dados da economia brasileira acenderam a luz amarela, mostrando atividade resiliente e tendência de alta da inflação.


… As conversas recentes de economistas com diretores do Banco Central reforçaram a percepção de que o ciclo de afrouxamento deverá ser mais curto, com mais um ou dois cortes da Selic.


… O boletim Focus de ontem trouxe revisão das projeções de IPCA em 2026 (de 5,04% para 5,09%); 2027 (de 4,01% para 4,02%) e 2028 (de 3,65% para 3,66%). A previsão para o PIB deste ano também subiu, de 1,89% para 1,90%.


… Flávio Serrano, do BMG, disse ao Broadcast que a curva indica uma Selic terminal de 14,25%. Para a reunião de junho, há cerca de 70% de chance de corte de 0,25 pp, com um corte residual projetado para o Copom de agosto.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,205% (de 14,083% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,100% (13,888%); Jan/29 a 14,060% (13,841%); Jan/31 a 14,040% (13,884%); e Jan/33 a 14,095% (13,971%).


SEM IA PARA AJUDAR – A bolsa brasileira iniciou junho no vermelho, em seu quinto pregão seguido de queda, deixando cada vez mais distante o sonho de romper os 200 mil pontos, quase alcançado em meados de abril.


… Além da tensão externa, com nova disparada de petróleo e indefinição sobre o fim da guerra, o quadro doméstico tem prejudicado as ações locais, especialmente as mais sensíveis aos juros altos, pelo risco de a Selic parar em 14%.


… E o boom da IA, que tem sustentado os ganhos recentes de Nova York, não consegue fazer preço no Ibovespa, porque o índice brasileiro é concentrado em commodities e não tem exposição à nova tecnologia.


… O Ibovespa fechou em baixa de 0,91%, aos 172.197,46 pontos, com giro de R$ 28,4 bilhões. O desempenho só não foi pior graças à Petrobras (ON +1,31%, a R$ 47,34; e PN +0,88%, a R$ 42,37), de carona no petróleo.


… Vale pesou (-1,35%, a R$ 81,70) e foi pior até do que o minério de ferro (-0,19%). Os bancos ficaram no vermelho: BTG unit (-1,86%; R$ 52,75), Itaú PN (-1,65%; R$ 39,36), Bradesco PN (-1,13%; R$ 17,50), BB ON (-1,08%; R$ 20,08).


… A exceção foi Santander unit, que subiu 0,18% (R$ 27,21). Minerva ON (-5,15%, a R$ 3,50) liderou as perdas do Ibovespa, ainda repercutindo notícia da coluna Capital, de O Globo, de que estaria estudando fechar capital.


… RD Saúde ON (-4,44%, a R$ 17,86) e Suzano ON (-3,01%; R$ 40,65) completam o Top 3 negativo. Do lado positivo, Totvs ON (+4,32%, a R$ 34,50) liderou, seguido por Brava ON (+2,57%, a R$ 20,77) e Cosan ON (+2,11%, a R$ 3,88).


COM AJUDA DO PETRÓLEO – O dólar recuou 0,40%, para R$ 5,0227, com o real se beneficiando da alta da commodity, que tende a fortalecer as divisas de países produtores.


… O câmbio por aqui destoou do exterior (DXY +0,29%, aos 99,190 pontos), com o impasse sobre a guerra favorecendo a divisa americana. O euro recuou 0,24%, a US$ 1,1632. E a libra teve leve alta de 0,06%, a US$ 1,3459.


CIAS ABERTAS NO AFTER – Questionada pela CVM sobre plano de fechamento de capital, MINERVA diz que “não houve e não há, neste momento, qualquer definição” a respeito. Tema foi levantado em reportagem de O Globo.


MRV produziu 3.665 unidades habitacionais em maio, acima das 3.563 unidades de abril e 12,8% superior à média do 1TRI26.


TECNISA concluiu venda de participação de 26,09% na Windsor para o BTGI Quartzo, veículo do BTG Pactual, por R$ 260,9 milhões.


… Empresa ainda mantém fatia de 26,41% na Windsor, sociedade que desenvolve o empreendimento Jardim das Perdizes, em São Paulo.


CEMIG GT vai captar até R$ 2 bilhões em debêntures simples, com prazo de 5 anos, em série única. Remuneração será definida após coleta de intenções e limitada a CDI+0,7%.


LOG CP aprova distribuição de R$ 250 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 2,85994 por ação; pagamento será no dia 01/7; ação fica ex em 12/6.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,2% US tech +0,7% US Semis +1,1% UEM -0,2% Espanha -1% VIX 18,7% Bund 3,01%. T-Note 4,45%. Spread 2A-10A USA=+40pb B10A: ESP 3,42% PT 3,37% ITA 3,74% FRA 3,61% Euribor 12m 2,76% (fut.12m 2,84%) USD 1,163 JPY 185,7/€ 159,7/$. Ouro 4.485$. Brent 95,3$. WTI 92,5$. Bitcoin -3,0% (71.368$). Ether -0,6% (2,003$).


SESSÃO: Durante a noite, Trump anunciou a suspensão dos ataques mútuos entre Israel e o Líbano e a retoma das conversações com o Irão. O risco geopolítico parece, assim, aliviar-se parcialmente, pelo que o cenário mais provável para hoje é uma abertura positiva na Europa, depois das quedas registadas na sessão de ontem.


Ontem foi uma sessão marcada pela volatilidade e por um fluxo intenso de notícias, com a geopolítica a ditar a direção dos mercados. As bolsas europeias encerraram em baixa (-0,2%), enquanto Nova Iorque conseguiu terminar ligeiramente em alta (+0,2%). Na Europa, continuou a pesar a deterioração do enquadramento geoestratégico, depois de o Irão ter anunciado a suspensão das negociações com os EUA para alcançar um acordo, pelo menos enquanto Israel mantivesse os ataques no sul do Líbano. Em consequência, o petróleo valorizou 3,2%, embora continue abaixo da importante barreira psicológica dos 100 dólares por barril. Ao mesmo tempo, as yields mantiveram-se afastadas de níveis preocupantes, com a T-Note abaixo de 4,50% e o Bund alemão abaixo de 3,0%, refletindo alguma contenção nas expectativas de inflação e de política monetária.


Em Nova Iorque, o tom foi mais construtivo. O setor tecnológico, e em particular os semicondutores, voltou a liderar os ganhos e a funcionar como principal motor do mercado. A NVIDIA destacou-se com uma valorização de 6,3%, apoiada na apresentação, em conjunto com a Microsoft, de um novo chip de inteligência artificial destinado ao segmento dos PCs. O forte desempenho do setor continua a sustentar o sentimento dos investidores e a compensar parte das incertezas associadas ao contexto geopolítico.


No plano empresarial, as atenções continuam concentradas na inteligência artificial. Ontem, a Anthropic apresentou à SEC uma versão preliminar confidencial do prospeto para uma futura admissão à bolsa. A avaliação potencial da empresa continua a alimentar o interesse dos investidores e confirma o forte apetite do mercado por ativos ligados à IA. Por outro lado, a Alphabet anunciou esta noite uma colocação no valor de 80.000 milhões de dólares, equivalente a cerca de 1,7% da sua capitalização bolsista. A notícia deverá exercer alguma pressão de curto prazo sobre as ações até serem conhecidos os detalhes finais da emissão, nomeadamente o preço e o eventual desconto aplicado aos investidores.


Para hoje, o principal destaque na Europa será a divulgação do IPC de maio da UEM, às 10h00 (+3,2% esperado vs. +3,0% anterior). Depois dos dados de inflação conhecidos na semana passada em países como Alemanha, França e Espanha, parece consolidar-se a ideia de que os efeitos inflacionistas decorrentes do conflito estão a revelar-se mais moderados do que inicialmente se receava. Mais importante ainda, não existem sinais claros de propagação à economia através de efeitos de segunda ordem. Este contexto continua a oferecer margem de manobra ao BCE e reforça o nosso ceticismo relativamente à subida de taxas que o mercado continua a descontar para a próxima semana. Nos EUA, serão divulgadas as JOLTS Job Openings às 16h00. Com o mercado de trabalho relativamente equilibrado e a atenção dos investidores centrada na evolução dos preços, o indicador dificilmente deverá alterar o rumo da sessão. A Fed continua numa posição confortável para manter uma abordagem de “esperar para ver”.


O cenário mais provável aponta para uma recuperação das bolsas europeias, revertendo parte das perdas de ontem, enquanto os mercados norte-americanos deverão manter um viés positivo, sustentados pela força do setor tecnológico e por um contexto macroeconómico que continua globalmente favorável.


FIM

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Resumo: Aula de Catch-up Econômico nos países em desenvolvimento. Filipe Petres

 1 de junho de 2026

O processo para que países em desenvolvimento alcancem o nível de produção tecnológica dos países desenvolvidos é longo e mais complexo do que sugerem visões tradicionais, que se resumem à absorção de ciência e tecnologia e à emulação de instituições, com vistas à convergência com as nações ricas. Dentro da perspectiva evolucionária, as barreiras ao desenvolvimento são enfatizadas de forma que seus efeitos complexificam o processo de aprendizagem. Trata-se de um processo de longo prazo, que não possui uma resposta homogênea para cada território e está interligado aos Sistemas Nacionais de Inovação (SNI) e às políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI).

Dentre as características que podem dificultar o desenvolvimento, há como exemplos:

  • O custo de oportunidade, que envolve retornos de longo prazo em uma realidade cada vez mais imediatista (algo que pode demorar décadas para se estabelecer);
  • As políticas de ciência, tecnologia e inovação, que constituem um “assunto órfão” (economistas, cientistas sociais e administradores tratam o tema de forma tangencial, e não como foco principal);
  • A maldição de países abundantes em recursos naturais, que podem preterir o desenvolvimento industrial;
  • Burocracias ineficientes, incapazes de incentivar e avaliar políticas de CTI;
  • A corrupção;
  • As ambiguidades do desenvolvimento (não existe um caminho padrão, e cada país precisa de uma solução própria);
  • A tragédia dos comuns (falta de incentivos para investimentos em bens comuns).

Muitas dessas características estão enraizadas no Estado e na sociedade em que se encontram, o que faz com que esta seja também uma discussão voltada ao crescimento econômico de longo prazo. No contexto do catch-up, são exemplos de estratégias as tentativas de saltos tecnológicos (leapfrogging), que pulam etapas ou criam novos paradigmas em determinado processo, bem como a reestruturação da posição do país nas cadeias globais de valor, por meio de empresas domésticas que passam a produzir tecnologias mais avançadas e menos dependentes (estratégia “In-Out-In”). Contudo, a atualização das capacidades tecnológicas é um processo não linear e sujeito a graves “falhas de transição”.

Nota-se que a simples construção de instituições que fomentem a ciência e a tecnologia não é suficiente nos países em desenvolvimento. É necessária a criação de um ecossistema que oriente o progresso tecnológico para a solução de problemas comuns da sociedade. Os mercados e as instituições também são, em razão da própria natureza desigual do sistema e da incerteza fundamental, suscetíveis a falhas, o que reforça a necessidade da presença do Estado nos esforços de desenvolvimento, por meio de políticas de CTI e da promoção da cooperação entre as firmas que compõem esse ecossistema.

Referências:

MALERBA, F.; LEE, K. (2021). An evolutionary perspective on economic catch-up by latecomers. Industrial and Corporate Change, v. 30, n. 4, p. 986-1010, 2021.

LEE, J.; LEE, K.; MEISSNER, D.; RADOSEVIC, S.; VONORTAS, N. (2021) Technology Upgrading and Economic Catch-Up: Context, Overview, and Conclusions. In: LEE, Jeong-Dong et al. (Org.). The Challenges of Technology and Economic Catch-Up in Emerging Economies. Oxford: Oxford University Press, p. 1-20.

ALBUQUERQUE, E. D. M. E. (2007). Inadequacy of technology and innovation systems at the periphery. Cambridge Journal of Economics, 31(5), 669-690.

NIOSI, J. (2010). Building national and regional innovation systems: institutions for economic development. Edward Elgar Publishing, cap 8.

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Notas sobre uso de IA: Utilizado o ChatGPT apenas para verificação gramatical e coesão textual.

Economic Thought

 

Já se perguntou como a economia realmente começou? Antes dos gráficos, antes das equações... Houve ideias poderosas que moldaram o mundo em que vivemos hoje. De Adam Smith explicando como o interesse próprio impulsiona os mercados... até David Ricardo provando por que os países trocam de comércio... para Thomas Robert Malthus alertando sobre explosão populacional... e Karl Marx expondo a desigualdade no capitalismo... Essas não eram apenas teorias — elas moldaram políticas, economias e história. 💡 O que você precisa entender: • Por que os mercados podem funcionar sozinhos • Por que eles também podem falhar • Como a desigualdade se tornou um debate central 📌 Se você é estudante: Esta é sua base 📌 Se você é professor: Este é seu ponto de partida Guarde isso — porque tudo na economia começa aqui. ✍️ Explicado por :- Punit Vishal Singh (Mentor de Economia) 📌 Conhecimento compartilhado é conhecimento multiplicado.

Aydano Ribeiro Leite

 


A Macroeconomia perde um dos seus maiores expoentes da história. O Prof. Edmund Phelps faleceu nesta madrugada, aos 92 anos de idade, deixando um dos legados intelectuais mais relevantes da teoria macroeconômica moderna. Suas contribuições sobre inflação, desemprego, expectativas e crescimento econômico, influenciaram gerações de economistas e a formulação das políticas econômicas em todo o mundo.

Entre suas principais contribuições está a formulação da hipótese da taxa natural de desemprego, desenvolvida no final da década de 1960. Phelps demonstrou que não existiria um trade-off permanente entre inflação e desemprego, contrariando a interpretação tradicional da Curva de Phillips. Ao incorporar o papel das expectativas , mostrou que políticas expansionistas poderiam reduzir o desemprego apenas temporariamente, mas ao custo de inflação crescente no longo prazo. Essa contribuição foi fundamental para o desenvolvimento da Macroeconomia moderna e para a consolidação da chamada revolução das expectativas. Além disso, Phelps teve papel central no estudo dos fundamentos microeconômicos da Macroeconomia, contribuindo para a compreensão da rigidez de preços e salários, das imperfeições de mercado e da dinâmica do desemprego. Seus trabalhos também avançaram o debate sobre crescimento econômico, inovação, capital humano e prosperidade das nações, destacando a importância do dinamismo econômico e da criatividade para o desenvolvimento de longo prazo. Em reconhecimento à magnitude de suas contribuições, recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2006, especialmente por suas análises sobre os trade-offs intertemporais da política econômica. Sua obra permanece como referência indispensável para pesquisadores e formuladores de política Macroeconomia em todo o mundo.

Call Matinal 0106

 Call Matinal

01/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2905)

MERCADOS

Ibovespa terminou maio em  baixa de 0,73%, a 173.787 pts. No mês inteiro, queda foi de 7,22%, pelo fluxo estrangeiro menor, perspectiva de juros mais altos e temporada de balanços. No ano, porém, ainda registra alta de 7,86%. No mercado cambial, o dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,21% R$ 5,042, no mês, avançando 1,25%. Já os juros futuros terminaram mistos na sexta-feira, com curtos em alta e longos perto da estabilidade, com investidores avaliando os números do PIB do 1º trimestre, melhores que o esperado. Os sinais de reaquecimento da economia levaram o mercado a acredita que o Copom pode encurtar o ciclo de afrouxamento da Selic.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta segunda-feira (1º), impulsionados pelos ganhos do setor de inteligência artificial. O otimismo com o setor de tecnologia tem sustentado o apetite por risco dos investidores, ofuscando a recuperação dos preços do petróleo e as preocupações geopolíticas.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,16%

S&P 500 Futuro: +0,19%

Nasdaq Futuro: +0,25

O noticiário sobre a guerra é monitorado, mas sem maiores novidades concretas em relação a uma possível prorrogação do cessar-fogo ou reabertura do Estreito de Ormuz.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,27%

Nikkei (Japão): +0,91%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,95%

Nifty 50 (Índia): -0,37%

ASX 200 (Austrália): -0,03%

 As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira. 

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,21%

DAX (Alemanha): +0,13%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,24%

CAC 40 (França): +0,05%

FTSE MIB (Itália): -0,02%

As bolsas europeias operam com sinais mistos. 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +3,94%, a US$ 90,80 o barril

Petróleo Brent, +3,46%, a US$ 94,29 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,19%, a 781,00 iuanes (US$ 115,42)

Petróleo acelera alta em função das indefiniçõe no estreito de Ozmur, após um fim de semana de nova escalada militar, sem acordo fechado entre Estados Unidos e Irã.

 

 

 

NO DIA, 0106

Numa semana mais curta pelo feriado de Corpus Christi na quinta-feira, observemos o mercado doméstico operando “carregado” de novos eventos e em meio à dúvidas sobre o imbróglio do estrito de Ozmur. Na agenda de indicadores, o destaque é o payroll americano de maio, em mais um teste para as apostas de juros do Fed. Por aqui, mercado
acompanha a produção industrial de abril, após o PIB forte do 1TRI, a balança comercial e novos ruídos envolvendo a relação entre Brasília e Washington. No Oriente Médio, as tratativas entre EUA e Irã seguem acontecendo, mas o impasse com os aiatolás do Irã pertuba os mercados. Cresce a tese de que a forma como eclodiu esta guerra foi um erro, e que o principal objetivo deveria ter sido derrubar o regime islâmico e abrir espaço para a abertura democrática no país persa. Como foi feito, nada muda. Neste cenário, as bolsas de NY operaram instáveis em maio, assim como as moedas, com o juro futuro pressionado, como podemos observar no gráfico a seguir.

 Agenda macro

 

 

Segunda-feira, 01 de junho

 

Brasil

IPC Semanal

Pesquisa Focus

Confiança do Consumidor (FGV)

Balança Comercial Semanal

 

 

 

Boa segunda-feira para todos!

Projetos...

  A VERDADE É SIMPLES. Todo projeto bem-sucedido começa com uma decisão poderosa: planejar antes que apareçam problemas. Pesquisas mostram q...