Logos e Bios.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Alessandro Gagnor
Bankinter Portugal Matinal
Análise Bankinter Portugal
NY -0,7% US tech -0,3% US Semis +1,4% UEM -0,9% Espanha -0,5% VIX 18,7% Bund 3,04%. T-Note 4,49%. Spread 2A-10A USA=+42pb O10A: ESP 3,46% PT 3,40% ITA 3,77% FRA 3,67% Euribor 12m 2,79% (fut.12m 2,80%). USD 1,160 JPY 185,7/€. Ouro 4.434 $. Brent 97,4$. WTI 96,2$. Bitcoin -3,8% (64.906$). Ether -6,5% (1.779$).
SESSÃO: Iniciamos o dia com duas notícias relevantes: (i) Israel e o Líbano acordam um cessar-fogo, um avanço que poderá facilitar as negociações entre os EUA e o Irão. Até Trump considera agora plausível que seja alcançado um acordo já neste fim de semana. Este contexto está a favorecer uma ligeira correção do preço do petróleo (Brent: 97 USD/barril). (ii) Ontem, após o fecho da sessão norte-americana, a Broadcom e a CrowdStrike divulgaram os seus resultados. Ambas registam quedas superiores a -10%, em parte porque as suas perspetivas para os próximos trimestres ficaram ligeiramente aquém do esperado.
As restantes referências do dia deverão ter um impacto limitado, uma vez que se trata de indicadores relativos ao 1.º trimestre de 2026: Custos Laborais Unitários e Produtividade Não Agrícola (13h30). Além disso, o mercado deverá manter-se em compasso de espera antes da divulgação, amanhã, dos dados de Criação de Emprego nos EUA. A realidade é que a economia norte-americana continua a demonstrar resiliência: ontem mesmo verificou-se uma surpresa positiva em vários indicadores macroeconómicos, nomeadamente o Inquérito ao Emprego ADP, as Encomendas à Indústria e o ISM dos Serviços.
Ontem, as bolsas optaram por uma ligeira realização de mais-valias, num contexto marcado por um fluxo de notícias contraditório proveniente do Irão e pelo regresso da Administração Trump ao tema das tarifas aduaneiras. A Casa Branca estará agora a ponderar a aplicação de taxas que variariam entre 10% para aliados como a Europa, Canadá, México ou Taiwan e 12,5% para economias como a China, Índia ou Japão.
Contudo, hoje, com o acordo alcançado no Líbano e a moderação do preço do petróleo, o mercado poderá assistir a uma sessão que evolua de forma progressivamente mais favorável ao longo do dia, desde que o contexto geopolítico o permita.
A bolsa norte-americana continua próxima de máximos históricos, mas o investimento em tecnologia ganha tração e as estimativas de lucros para 2026 e 2027 continuam a ser revistas em alta. Neste enquadramento, torna-se difícil travar a tendência ascendente do mercado. A experiência recente demonstra que qualquer pausa ou correção tende a ser temporária. Adicionalmente, a estreia da SpaceX em bolsa, prevista para a próxima semana, deverá captar um interesse significativo por parte dos investidores.
FIM
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Projetos...
MANUAL DE MACROECONOMIA
Hoje partilho algo especial: adquiri o livro publicado em 2002 em honra de Edmund Phelps, um dos economistas mais influentes do último século, e cuja partida recente deixa um vazio profundo na ciência económica.☺️ Comprei esta obra como forma de homenagem. Não apenas ao Prémio Nobel, mas ao pensador que redefiniu a forma como entendemos crescimento, inovação, expectativas e prosperidade. A sua visão continuará a iluminar gerações.✌️ Esta obra tem um significado singular: reúne contribuições de alguns dos maiores nomes da economia dos séculos XX e XXI — mentes que moldaram políticas, teorias e instituições em todo o mundo: • Paul Samuelson: fundador da síntese neoclássica • Robert Solow: pai do modelo de crescimento moderno • Robert Hall: referência em ciclos económicos • Thomas Sargent: pioneiro das expectativas racionais • Joseph Stiglitz: gigante da economia da informação • Gregory Mankiw: autor que formou gerações • Olivier Blanchard:referência global em macro moderna • Michael Woodford: arquiteto da macroeconomia monetária contemporânea • Philippe Aghion: líder da economia do crescimento e inovação É raro encontrar, numa única obra, um diálogo tão rico entre escolas, gerações e visões económicas. É, acima de tudo, um testemunho do impacto extraordinário de Phelps — um economista que não apenas escreveu sobre inovação, mas inspirou inovação intelectual. Uma leitura que guardarei com carinho e respeito. Uma homenagem justa a um autor que continuará vivo através das suas ideias.👌
Sthulberger
🔹 *STUHLBERGER CRITICA MODELO FISCAL, VÊ ALTA DE IMPOSTOS E DESTACA ATRATIVIDADE DO BRASIL*
O gestor *Luiz Stuhlberger*, da *Verde Asset*, afirmou que o modelo atual de condução fiscal tem contribuído para a manutenção de *juros estruturalmente elevados* no Brasil.
Segundo ele, o governo precisará aumentar a arrecadação em aproximadamente *R$ 40 bilhões por ano* para lidar com os desafios fiscais dos próximos anos. O gestor afirmou que esse movimento deverá ocorrer especialmente em um cenário de continuidade do atual projeto político.
Stuhlberger também criticou a expansão dos incentivos tributários, destacando que nos últimos anos foi criada uma indústria de aproximadamente *R$ 3 trilhões em ativos isentos* no país.
Apesar das preocupações fiscais, o gestor destacou que investidores estrangeiros continuam demonstrando interesse pelo mercado brasileiro.
Na sua avaliação, o Brasil é visto por investidores globais como um *"poço de gerar dólares"*, em referência à capacidade de geração de receitas por empresas exportadoras e ligadas a commodities.
Ao comentar a estratégia da *Verde Asset*, Stuhlberger ressaltou que o fundo não utiliza operações excessivamente alavancadas em juros e câmbio, destacando uma postura mais conservadora de gestão de risco.
Ele também afirmou que a maior parte dos recursos do Fundo Verde permanece alocada em ativos indexados ao *CDI*, refletindo a atratividade dos juros domésticos no atual ambiente econômico.
📌 As declarações reforçam a visão de parte do mercado de que os desafios fiscais continuam sendo o principal fator de pressão sobre os juros de longo prazo, mesmo em um país que segue atraindo interesse de investidores internacionais.
Bankinter Portugal Matinal
Análise Bankinter Portugal
NY +0,1% US tech +0,5% US Semis +5,9% UE +1,2% Espanha +0,5% VIX 15,8% Bund 2,97%. T-Note 4,46%. Spread 2A-10A USA=+51pb O10A: ESP 3,40% PT 3,34% ITA 3,69% FRA 3,59% Euribor 12m 2,79% (fut.12m 2,80%). USD 1,162 JPY 185,9/€. Ouro 4.475 $. Brent 96,0$. WTI 94,6$. Bitcoin -6,6% (66.174$). Ether -7,3% (1.841$).
SESSÃO: Após as subidas recentes, tudo indica que hoje os mercados acionistas deverão optar por uma realização de mais-valias. O principal fator desencadeador é, uma vez mais, o aumento da tensão no Médio Oriente, após novos ataques mútuos que estão a impulsionar os preços do petróleo (Brent +1,5%, para 97,5 $). A isto junta-se o regresso da incerteza na frente comercial: os Estados Unidos propuseram esta madrugada novas tarifas aduaneiras de, pelo menos, 10% sobre importações provenientes de 60 países.
Num plano mais convencional, os resultados empresariais deverão funcionar como algum suporte para o mercado. Hoje serão refletidos em bolsa os resultados da Palo Alto, que foram excelentes (EPS de 0,85$ vs 0,79$ estimados) e incluíram uma revisão em alta das perspetivas. Em Espanha, a Inditex superou ligeiramente as expectativas, evidenciando um crescimento sustentado das vendas e uma melhoria das margens. Após o fecho da sessão em Nova Iorque, serão divulgados os resultados da Broadcom e da CrowdStrike, embora o impacto nas respetivas cotações só deva ser visível amanhã.
Os indicadores macroeconómicos deverão assumir um papel secundário. Às 13h15 será divulgada a Pesquisa de Emprego Privado ADP, que permitirá aferir a robustez do ciclo económico norte-americano e servirá como antevisão do relatório oficial de emprego (payrolls) de sexta-feira. Caso os dados de emprego desta semana se revelem sólidos, as expectativas de cortes das taxas de juro por parte da Reserva Federal poderão ser revistas em baixa (atualmente situadas entre 3,50% e 3,75%).
CONCLUSÃO: Como a variável-chave para a evolução dos mercados continua a ser a direção dos preços do petróleo, o cenário mais provável para hoje é uma realização de mais-valias. Reiteramos que tal movimento seria saudável após as subidas registadas recentemente.
FIM
Fórum de Lisboa: para que? para quem? Marcelo Guterman
O tal Fórum de Lisboa me parece algo totalmente fora de contexto e, mais do que isso, fora do lugar. São todos, agradecidos desta formidável...
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