quarta-feira, 30 de abril de 2025

Ancelotti recusa esta roubada

 *Ancelotti volta atrás e recusa oferta da CBF para assumir a seleção; diz imprensa espanhola*


Técnico italiano, perto de se despedir do Real Madrid, recebeu proposta da Arábia Saudita


Uma reviravolta na novela em torno do novo treinador da seleção brasileira. É o que apontam os jornais espanhóis nesta terça-feira. De acordo com os diários Marca e AS, Carlo Ancelotti voltou atrás e recusou a oferta da CBF. O motivo seria o surgimento de uma proposta para trabalhar na Arábia Saudita.


Com a recusa de Ancelotti, Jorge Jesus, do Al-Hilal, passa a ser o principal nome para o cargo. De acordo com o blog do Diogo Dantas, o português é o plano B da entidade.


O clube saudita interessado no técnico do Real Madrid não foi revelado, mas os valores oferecidos seriam na casa dos 50 milhões de euros anuais (R$ 321,6 milhões). A cifra é muito superior à negociada com a CBF. O pré-contrato para dirigir a seleção tinha as mesmas bases da negociação de 2023, que também terminou com uma recusa do italiano. A pedida era na casa dos 8 milhões de euros por ano, cerca de R$ 50 milhões.


Além disso, Ancelotti não poderia assumir o novo compromisso em junho, como queria a CBF. Os representantes enviados pela entidade para conversar com o treinador na Europa estavam convictos de que isso não seria um problema e já davam o acordo como certo. Contudo, o técnico do Real Madrid avisou nesta terça que só poderia fazê-lo em agosto, após o Mundial de Clubes da Fifa.


Ancelotti viajou na última segunda-feira para Londres, onde se reuniu pessoalmente com os empresários brasileiros que faziam a intermediação das conversas entre ele e a CBF. Na expectativa de assinar o compromisso com o treinador, se surpreenderam quando ele informou que voltara atrás. De acordo com o Marca, o italiano falou por telefone diretamente com o presidente da entidade Ednaldo Rodrigues, a quem agradeceu pelo interesse.


A saída de Ancelotti do Real Madrid é dada como certa, ainda que o contrato vá até 2026. Após uma temporada de oscilações em campo e nos resultados, sua passagem pelo Santiago Bernabéu é dada como encerrada em Madri. O clube, inclusive, procura substitutos e tem em Xabi Alonso, do Bayer Leverkusen, o favorito. De toda forma, a liberaração do italiano antes do Mundial de Clubes, que será disputado entre junho e julho, não é considerada fácil.


A CBF não abria mão da chegada de Ancelotti para a próxima data Fifa, entre 2 e 10 de junho. A entidade queria que o italiano se apresentasse no Brasil em 26 de maio para a convocação dos jogadores e já comandasse o time nos jogos contra Equador e Paraguai, pelas Elminatórias da Copa 2026.


Desde a demissão de Dorival Junior, a CBF vinha trabalhando em duas frentes. Ancelotti era o favorito de Ednaldo, mas Jesus sempre foi visto como opção. Desde o início, inclusive, ele fez chegar aos brasileiros seu interesse em comandar a Amarelinha. Mas, assim como acontece com o Real Madrid, o Al-Hilal também disputará o Mundial de Clubes.


https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/04/29/ancelotti-volta-atras-e-recusa-oferta-da-cbf-para-assumir-a-selecao-diz-imprensa-espanhola.ghtml

terça-feira, 29 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 2904

 *Rosa Riscala: IGP-M, Galípolo, Petrobras e Jolts são destaques*


… Será divulgado hoje nos EUA o primeiro de uma série de indicadores do emprego desta semana, que termina com o payroll. O relatório Jolts (11h) deve mostrar a criação de 7,5 milhões de vagas em março, mantendo o ritmo de fevereiro, que trouxe uma significativa redução. Os dados são importantes para calibrar as expectativas de queda dos juros. Quanto mais fracos, mais aumentam as chances de o Fed agir. Em NY, investidores voltaram a fugir do risco, em meio ao impasse tarifário, derrubando o dólar, os juros dos Treasuries e sem ânimo para as ações, antes dos balanços das big techs. Aqui, Petrobras divulga o relatório de produção e vendas, após o fechamento. São destaques, ainda, o IGP-M de abril e a coletiva de Galípolo (11h) para comentar o Relatório de Estabilidade do BC (8h).


… Nesta 2ªF, Galípolo puxou os juros de curto prazo com declarações surpreendentemente mais hawkish do que sinalizou Diogo Guillen, notório falcão remanescente da equipe de Campos Neto, ao dizer que o ciclo de aperto da Selic ainda não terminou (abaixo).


… O enfraquecimento do dólar, que colocou o câmbio abaixo de R$ 5,65, limitou as altas das taxas futuras, refletindo um momento difícil para os ativos americanos, que enfrentam “greve de compradores estrangeiros”, segundo o Deutsche Bank.


… O chefe de estratégia de câmbio do banco, George Saravelos, analisou os fluxos para uma variedade de fundos que pegam dinheiro do exterior e o canalizam para ações e títulos dos EUA e concluiu que eles mostram uma “parada brusca” nos últimos dois meses.


… “Na melhor das hipóteses, os dados mostram desaceleração muito rápida nos fluxos de capital e, na pior, desinvestimento contínuo em ativos americanos.” O relatório afirma que não houve recuperação nem mesmo nos melhores dias da semana passada.


… Saravelos revisou para baixo sua previsão para o dólar neste mês e prevê queda para US$ 1,30 em relação ao euro e 115 em relação ao iene até 2027, ante cerca de US$ 1,14 e 142 ienes atualmente. A crise não dá sinais de solução no curto prazo.


… Trump continua esperando que a China dê o primeiro passo, enquanto cresce o apoio dos chineses para Xi Jinping resistir.


… Reportagem da Bloomberg afirma que “os ataques de Trump à China estão desencadeando uma onda de apoio nacionalista a Xi”.


… “As pessoas estão realmente dispostas a não se curvar e lutar até o fim”, disse James Zhang, um exportador de móveis de Ningbo, que obtém 60% de sua receita das vendas aos EUA. Segundo ele, “ceder não abre caminho, apenas abre um beco sem saída.”


… Os chineses temem que qualquer concessão aos EUA apenas permitirá a Trump aumentar suas exigências.


… Enquanto Trump enfrenta crescente pressão para recuar, as suas ações contra a China ajudam a reforçar a posição de Xi. O líder chinês tem o apoio até de seus críticos, que querem que o governo se mantenha firme contra um ataque econômico sem precedentes.


… Gigantes da internet chinesa, como Alibaba, JD.com e PDD Holdings, apressaram-se a implementar políticas de apoio aos exportadores, reduzindo as taxas e os custos da plataforma para promoção de produtos e campanhas agressivas de marketing.


… Ainda não está claro quanto tempo durará o momento de patriotismo da China. O verdadeiro teste deve vir com o passar das semanas e dos meses, quando os trabalhadores chineses perderão seus empregos e enfrentarão dificuldades econômicas.


… A Bloomberg Economics calcula que as tarifas nos níveis atuais poderiam eliminar mais de 80% das exportações da China para os EUA, reduzindo dois pontos percentuais do PIB se as fábricas não encontrarem novos mercados para seus produtos.


A BOA NOTÍCIA É QUE… – O governo americano tomará medidas hoje para reduzir o impacto das tarifas sobre a indústria automobilística, confirmou o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, em comunicado.


… Washington deve flexibilizar os impostos sobre carros fabricados no exterior e autopeças importadas.


… Segundo o WSJ, as empresas americanas que pagam tarifas de 25% sobre automóveis importados não precisarão pagar tarifas adicionais, como as aplicadas ao aço e ao alumínio.


… A medida será retroativa e as montadoras serão reembolsadas pelos impostos extras já pagos.


… Essa mudança de postura ocorre neste momento em que Trump se prepara para viajar a Michigan, o coração da indústria automobilística norte-americana, para marcar os 100 dias de seu segundo mandato.


CANADÁ – O Partido Liberal, do atual primeiro-ministro Mark Carney, venceu a eleição. A vitória consagrou uma  reviravolta na campanha, em meio à ameaça de anexação do país pelos EUA e à guerra comercial de Trump.


… Na noite de ontem, com os votos ainda sendo contados, a imprensa internacional ponderava que ainda não era possível projetar se os liberais conseguirão formar um governo majoritário no Parlamento canadense.


MAIS AGENDA – O IGP-M de abril (8h) deve se manter em terreno negativo, com o consenso apontando para deflação de 0,09%, após a queda de 0,34% em março e alta de 1,06% em fevereiro. Às 8h30, o BC divulga os dados de crédito referentes a março.


… O diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, participa da entrevista sobre o Relatório de Estabilidade do BC ao lado de Galípolo (11h).


LUPI – Ministro da Previdência comparecerá hoje à Comissão da Câmara para falar sobre a operação da PF e CGU que investiga fraudes no INSS. O Planalto estaria incomodado com postura de Lupi e percepção é que ele deveria pedir demissão (Gerson Camarotti).


… Já fontes do Valor apuraram que Lupi não deve ser demitido por Lula, por enquanto. Avaliação de interlocutores do presidente é de que inquérito da PF não traz qualquer menção ao ministro da Previdência no esquema de corrupção.


LÁ FORA – O dia começa com o índice GfK de maio na Alemanha e a confiança do consumidor de abril na Zona do Euro (7h).


… Nos EUA, sai a balança comercial de março e os estoques no varejo e no atacado (9h30), além de preços dos imóveis em fevereiro (10h) e da Confiança do Consumidor da Conference Board em abril (11h). No mesmo horário sai o relatório Jolts.


… À noite, o Japão divulga a produção industrial e as vendas no varejo (20h50), enquanto na China saem os índices PMI de abril (22h30).


BALANÇOS – Neoenergia, Isa Energia, Marcopolo, Iguatemi, Log ON e Kepler Weber divulgam resultados hoje, na B3. Em Wall Street, são destaques Pfizer, Starbucks e General Motors. No Em tempo os balanços de Gerdau e Metalúrgica Gerdau de ontem à noite.


SÓ ACABA QUANDO TERMINA – Sinalizando que não quer queimar etapas, Galípolo disse que o BC tem certeza razoável de que a Selic está em nível contracionista, mas ainda tenta entender se está restritiva o bastante.


… O presidente do BC está incomodado com as expectativas de inflação “bastante desancoradas” e tenta entender se a estratégia adotada até aqui é suficiente para os preços convergirem ao centro da meta (3%).


… Os comentários, feitos em evento do J. Safra, parecem sugerir que o ciclo de aperto monetário ainda não chegou ao fim, que a barra está alta para um início do afrouxamento, que um corte pode demorar para vir.


… Galípolo soou diferente das falas recentes de Guillen, Nilton Davi e Pichetti, lidas como dovish, mas parte do mercado acha que ele não bateu de frente, embora possa corrigir excessos nas apostas para a taxa básica.


… Apesar da pegada mais hawkish assumida pelo presidente do BC, o Citi reduziu ontem a projeção de alta da Selic na reunião do Copom da semana que vem de 0,75pp para 0,50pp, citando as incertezas externas.


… Na reação inicial a Galípolo, os juros futuros ajustaram a rota nesta 2ªF e chegaram a subir até 18pb no miolo da curva, antes de perderem fôlego e fecharem perto da estabilidade, no dia sem novidades da guerra tarifária.


… No jogo de empurra, para ver quem se dobra antes, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que a bola da negociações está com a China, que, de seu lado, recomendou aos EUA “pararem de chantagear”.


… No fechamento, o DI para Jan/26 marcava 14,675% (contra 14,630% no pregão anterior); Jan/27, 13,905% (de 13,885%); Jan/29, 13,640% (de 13,590%); Jan/31, 13,930% (de 13,900%); e Jan/33, 14,030% (de 14,020%).


… Positiva para o carry trade, a chance de a Selic levar mais tempo para começar a cair pode ter ajudado a dólar a emplacar a sua sétima queda consecutiva e furar o piso psicológico de R$ 5,65, cotado a R$ 5,6480 (-0,70%).


… Mas, em primeiro plano, foi a fraqueza da moeda americana em escala global que ampliou os ganhos do real. No espaço dos últimos sete pregões, a divisa brasileira registra apreciação de 4%. No acumulado do ano, sobe 8%.


… Quem poderia imaginar que os ativos americanos, historicamente resistentes a tantas crises, teriam que enfrentar o fogo amigo de Trump, que tem se provado um verdadeiro terremoto à segurança dos mercados dos EUA.


… Com a novela protecionista que não se resolve, o índice DXY, termômetro do dólar contra outras seis rivais fortes, recuou 0,54%, aos 98,929 pontos. O euro subiu 0,51%, a US$ 1,1423, e a libra ganhou 0,93%, valendo US$ 1,3439.


… Houve nova rodada de apelo defensivo pelos Treasuries, derrubando o rendimento da Note de 2 anos para 3,693%, contra 3,744% no pregão anterior, e o juro da Note de 10 anos para 4,240%, de 4,211% na última 6ªF.


… Além do incômodo com o cabo de guerra entre os EUA e a China, que está demorando demais para acabar, também o suspense com a agenda forte da semana em NY justificou a falta de apetite por risco ontem nos negócios.


… O investidor já aciona a contagem regressiva para o payroll e para os balanços de quatro das “Sete Magníficas” do setor de tecnologia esta semana: Apple (+0,41%), Meta (+0,44%), Amazon (-0,70%) e Microsoft (-0,18%).


… Em clima de esperar para ver, as bolsas em NY preferiram não se arriscar ontem: o Dow Jones subiu 0,28%, a 40.227,59 pontos; S&P 500 ficou estável (+0,06%), aos 5.528,73 pontos; e o Nasdaq caiu 0,10% (17.366,13 pontos).


… Também o Ibov não foi longe (+0,21%), embora tenha bancado (por pouco) os 135 mil pontos (135.015,89), com giro de R$ 20,5 bi. Junto com NY, o “efeito Galípolo” pode ter ajudado a inibir a bolsa, que não gosta de juros altos.


… Depois do tombo de quase 3% no pregão anterior, Vale testou alguma reação (+0,35%, a R$ 54,04), desafiando a queda de 0,49% do minério. Petrobras ON (-0,64%, a R$ 32,46) e PN (-0,39%, a R$ 30,40) caíram com o petróleo.


… O barril do Brent recuou 1,51%, a US$ 65,86, de olho em um potencial aumento da oferta pela Opep+, que se reúne no dia 5 de maio, e na disputa de forças entre a China e os EUA, que eleva a incerteza sobre a demanda global.  


… Entre os papéis dos bancos no Ibov, ficaram no lado positivo Santander (+1,29%; R$ 28,24), BB (+1,21%; R$ 28,35) e Itaú (+1,07%; R$ 34,99). No campo oposto, Bradesco caiu: 0,25% (ON, a R$ 11,94) e 0,22% (PN, a R$ 13,35).


EM TEMPO… GERDAU registrou lucro líquido ajustado de R$ 758 milhões no 1TRI, queda de 39% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 2,40 bilhões, recuo de 14,6% ante mesmo período de 2024…


… Companhia aprovou a distribuição de R$ 243,5 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,12 por ação, com pagamento em 19/5…


… Conselho de Administração aprovou a incorporação da subsidiária integral Gerdau Summit Aços Fundidos e Forjados; operação será submetida à deliberação pela assembleia geral extraordinária da companhia, em 30/5…


… Colegiado também aprovou o cancelamento de 517.600 ações ON e de 24 milhões de ações PN; assim, capital social da companhia passou a ser dividido em 718.346.219 de ações ON e 1.309.848.730 de ações PN…


… Empresa concluiu a aquisição das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) de Garganta da Jararaca e Paranatinga II, localizadas no Mato Grosso, por R$ 441,7 milhões.


METALÚRGICA GERDAU registrou lucro líquido ajustado de R$ 756 milhões no 1TRI, alta de 13,4% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 2,4 bilhões, ganho de 0,4% em relação ao mesmo período de 2024…


… Companhia aprovou a distribuição de R$ 79 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,08 por ação, com pagamento em 20/5…


… Conselho de Administração aprovou o cancelamento de 6 milhões de ações; assim, capital social da companhia passou a ser dividido em 365.111.201 de ações ON e 628.594.603 de ações PN.


YDUQS aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 150 milhões, o equivalente a R$ 0,5706 por ação, com pagamento em 8/5; ex em 29/4.


COGNA aprovou a distribuição de R$ 120,8 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,0667 por ação, com pagamento até 30/5; ex hoje.


VIBRA ENERGIA concluiu saída da sociedade ZEG Biogás e Energia, conforme havia divulgado em março.


LATAM fechou o 1Tri com lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de US$ 355 milhões, alta de 37,6% na comparação com igual período do ano passado. A receita total no trimestre foi de US$ 3,4 bilhões (+2,7%)…


… O Ebitda ajustado fechou o trimestre em US$ 962 milhões, alta de 20,9% e considerado recorde trimestral.

Josue Leonel

 *Juro reflete Galípolo e Tesouro; dados EUA em foco: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Mercado monitora entrevista de Gabriel

Galípolo e Diogo Guillen sobre Relatório de Estabilidade

Financeira, depois que o presidente do BC reiterou ontem a

comunicação recente da autoridade monetária. Juros futuros

também podem refletir oferta de títulos pós-fixados, além do

IGP-M e resultado do governo central. Após o fechamento,

Petrobras divulga resultados de produção e vendas. CEO Magda

Chambriard participa de evento. Ebitda ajustado da Gerdau supera

estimativas.

Dólar, que ontem teve sessão de alívio, volta a subir no

exterior, na véspera da definição da Ptax no mercado doméstico.

Bolsas europeias e futuros de NY ensaiam altas leves com

balanços e indicadores em foco. EUA divulgam dado de emprego

JOLTS e índices da Conference Board. Investidor mantém no radar

a guerra comercial, que tem desdobramentos mistos.

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*T

Às 7:30, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,2%

STOXX 600 +0,4%

FTSE 100 +0,3%

Nikkei 225 +0,4%

Shanghai SE Comp. -0,1%

MSCI EM +0,4%

Dollar Index +0,3%

Yield 10 anos +2,3bps a 4,2313%

Petróleo WTI -1,3% a US$ 61,24 barril

Futuro do minério em Singapura +0,1% a US$ 98,5

Bitcoin +0,5% a US$ 94971,56

*T

Internacional

Bolsas sobem com indicadores e balanços em foco

* Bolsas europeias sobem pelo sexto dia e futuros de Nova York

têm ganhos modestos antes de balanços e indicadores, enquanto

mercados monitoram negociações comerciais

* Governo Trump pode aliviar o impacto de suas tarifas

automotivas, com eliminação de alguns impostos sobre peças

estrangeiras para carros e caminhões fabricados nos EUA

** Notícia sugere uma relativa calma nos mercados após a extrema

volatilidade provocada pelos anúncios de tarifas em 2 de abril

* Porém, secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC que

os EUA deixaram a China de lado enquanto buscam acordos com

cerca de 15 a 17 outros países

* Além de resultados corporativos, investidores monitoram dados

em busca de pistas sobre a saúde da economia americana e

perspectivas para corte de juros do Fed

** EUA divulgam indicador JOLTS de emprego e índice Conference

Board de Confiança do Consumidor às 11:00

* Índice dólar e rendimentos dos treassuries sobem

* No Canadá, Partido Liberal deve vencer quarta eleição

consecutiva, dando mandato ao ex-banqueiro central Mark Carney

* Petróleo prolonga a queda com perspectiva de demanda

prejudicada pela disputa comercial, com a China intensificando

sua resistência às tarifas do governo Trump

** Diário do Povo, principal jornal do PC Chinês, afirmou na

terça-feira que os EUA deveriam parar com seu erro de impor

tarifas

** Ministro das Relações Exteriores Wang Yi disse também que se

as nações optarem por permanecer em silêncio, se comprometerem e

recuar, isso só levará os “valentões” a fazer mais avanços

* Cobre sobe em Londres e minério de ferro se mantém abaixo de

US$ 100 em Singapura


Para acompanhar

Galípolo, Guillen, Tesouro, governo central, IGP-M;

Petrobras

* Galípolo e diretores Diogo Guillen e Ailton de Aquino

participam às 11:00 de entrevista sobre o Relatório de

Estabilidade Financeira

** Presidente do BC afirmou ontem que comunicação segue vigente

e citou preocupação com a incerteza externa, dinâmica da

inflação e desancoragem das expectativas

* Tesouro oferta pós-fixados; na semana passada, fez oferta

enxuta de 600.000 NTN-B e 900.000 LFT

* NOTA: Vencimento de R$ 154,9 bi em NTN-B em 15/05

* FGV divulga às 8:00 IGP-M de abril; estimativa -0,07%

* Tesouro divulga às 14:30 resultado primário do governo central

de março, estimativa R$ 1,3 bi, anterior -R$ 31,7 bi

* BC oferta 20.000 contratos de swap cambial para rolagem

* Petrobras divulga resultados de produção e vendas para o

primeiro trimestre de 2025, após fechamento

* CEO Magda Chambriard participa de evento com Aloizio

Mercadante, do BNDES, e vice-presidente Geraldo Alckmin, às 9:00

* Balanços hoje: Iguatemi, Isa Energia, Log Commercial,

Marcopolo e Neoenergia


Outros destaques

Lula com sindicatos; Lupi, caso INSS; anistia, Collor

* Lula tem reunião às 15:00 com centrais sindicais

** Lula troca participação no 1º de maio por pronunciamento em

rádio e TV: Valor

* Lupi é esperado hoje na Câmara em meio ao escândalo do INSS:

CNN Brasil

* Alcolumbre pretende apresentar projeto alternativo para

anistia: Valor

* Costura Alcolumbre, Motta e STF mira reduzir pena de

participantes e aumentar dos líderes: Globo

** Bolsonaro indica Tarcísio e mais 14 como testemunhas em

processo no STF: Poder360

* STF decide manter prisão de ex-presidente Collor por 6 votos a

4: Uol

* Governo Lula usa cargos em conselhos para agradar Motta,

Alcolumbre e partidos: Estado

* Uso de recursos parados da Educação volta hoje ao Plenário:

Agência Senado

* CAE pode votar incentivos a bons pagadores: Agência Senado

* Câmara aprova repasses da Lei Aldir Blanc para estados e

municípios: Agência Câmara

* Tarcísio elogia Milei por cortar 5% do PIB de gasto público:

Estado

* Brasil deve ter margem de até 150 produtos em negociação com

os EUA: Globo


Empresas

Gerdau, Eletromidia, Master

* Gerdau: Ebitda ajustado 1T supera estimativas; tarifas

impulsionaram demanda por aço no curto prazo

** Gerdau aprova cancelamento de 24 mi de ações preferenciais

* Eletromidia deixará Novo Mercado após oferta de ações

* Compra do Banco Master pelo BRB depende de autorização da

Câmara do DF, diz consultoria: Estado

* JPMorgan rebaixa Caixa Seguridade a neutra

segunda-feira, 28 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 2804

 _Caros amigos, bom dia!_

_Iniciamos as transmissões do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura._


*BDM Morning Call: Semana tem agenda forte em NY*


[28/04/25] Vários indicadores do mercado de trabalho nos EUA podem ajustar as expectativas para o Fed, após Jay Powell ter citado o impacto das tarifas sobre o emprego como a principal variável para decidir uma queda dos juros. O payroll de abril (6ªF) é a maior expectativa, mas antes são importantes o relatório Jolts e a pesquisa ADP. A agenda forte em NY inclui, também, a preliminar do PIB/1Tri e o PCE de março, a medida preferida de inflação do Fomc. No calendário de balanços, destaque para Microsoft, Meta, Apple, Amazon. O feriado de 1º de maio (5ªF) fecha os mercados no Brasil e em alguns países da Europa, mas não em Wall Street. A temporada de resultados ganha ritmo na B3 e, entre os indicadores, atenção para os dados de emprego do IBGE e do Caged, que podem influenciar as apostas ao Copom. *(Rosa Riscala)*


_Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link_

www.bomdiamercado.com.br

Bankinter Portugal Matinal 2804

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: As bolsas irão subir graças a: (i) uma aparente desescalada alfandegária e (ii) alguns representantes do BCE e da Fed mostram-se a favor de continuar a baixar taxas de juros. Mas foram alívios ocasionais num contexto deteriorado. Não estamos num contexto bom e construtivo que podemos confiar como antes. Por isso, devemos continuar a ter precaução, que não é o mesmo que ter medo. Se continuarmos a assumir riscos quando o contexto se deteriora e se torna confuso, então confiamos tudo à sorte. E já sabemos que há dois tipos de sorte: a má e a boa.


O recente alívio não parece fiável porque, mesmo após a melhor das renegociações possíveis, serão aplicados impostos alfandegários que antes não existiam e isso irá travar o PIB global e reavivar a inflação, forçando, por extensão, uma revisão em baixa dos lucros empresariais. Como prova disto, o PIB 1T’25 americano que será publicado na quarta-feira poderá mostrar uma contração de -2,5%, segundo estima a Fed de Atlanta (em inglês)… embora o consenso do mercado se situe num complacente +0,4%/+0,2%. E não esqueçamos que as revisões em baixa dos lucros empresariais (EPSs 2T e 3T 2025) não serão transmitidas ao mercado até daqui a umas semanas (junho?). isto é ignorado agora, mas acontecerá. Por isso, as subidas parecem um pouco ingénuas se elevarmos a perspetiva… apesar de esta semana poder arrancar em positivo, mas poderia enfrentar um choque de realidade com o PIB 1T americano de quarta-feira e piorar.


CONCLUSÃO: Sejamos céticos em relação às subidas recentes: caminhamos para maior inflação, menor crescimento, lucros empresariais revistos em baixa… e isso não é melhor, pelo contrário. Não é um desastre, mas exige um ajuste de preços/avaliações em baixa para poder voltar a assumir riscos. Faz sentido que Wall St retroceda ca.-6% em 2025, mas não que a Europa suba ca. +5%. Numa aproximação imprudente da nossa parte, arriscamo-nos a afirmar que qualquer ajuste inferior a -15% parece insuficiente, portanto esta semana iremos vigiar especialmente o que acontece com o PIB americano de quarta-feira. Mantenhamos a cabeça fria até que chegue a oportunidade adequada de conclusão do ajuste de preços, considerando uma margem de segurança prudente e que os riscos deixem de ser assimétricos (isto é, caso haja um engano agora, a perda provável é superior ao lucro provável). 


S&P500 +0,7% Nq-100 +1,1% SOX +1% ES50 +0,8% IBEX +1,3% VIX 28,8% Bund 2,47% T-Note 4,25% Spread 2A-10A USA=+49pb B10A: ESP 3,13% PT 3,00% FRA 3,19% ITA 3,58% Euribor 12m 2,082% (fut.1,924%) USD 1,137 JPY 163,2 Ouro 3.293$ Brent 67,3$ WTI 63,4$ Bitcoin +0,7% (94.289$) Ether +1,1% (1.798$). 


FIM

Editorial OESP

 Brasil precisa de um estadista

Carlos Alberto di Franco


O Estado de S. Paulo.

28 de abr. de 2025


Tenho insistido reiteradamente num ponto que me parece essencial para compreender o impasse histórico em que o Brasil se encontra: faltam-nos estadistas. Sobram políticos. Mas falta-nos aquele tipo humano raro, que pensa o país para além do próprio reflexo no espelho. O Brasil, em sua complexidade e grandeza, não pode ser reduzido à lógica do marketing político, da sobrevivência eleitoral ou do imediatismo oportunista.


Precisamos de alguém capaz de sonhar alto, agir com responsabilidade e cultivar o senso do dever.


O estadista é, antes de tudo, um servidor da nação. Não é movido por vaidades pessoais, mas por um propósito de transformação social e institucional. A história nos mostra que os estadistas são raros – e por isso preciosos. São homens que se projetam não por gritar mais alto ou colecionar curtidas nas redes sociais, mas por oferecerem ao seu tempo uma bússola moral e uma visão de futuro. São figuras que, mesmo envolvidas nas urgências do presente, não se perdem em sua neblina. Sabem onde estão, por que estão e para onde pretendem conduzir o País.


O Brasil vive uma estagnação política e moral. Não por falta de recursos, inteligência ou potencial. Mas porque falta direção. Os ciclos políticos se sucedem sem que um projeto nacional consistente consiga firmar raízes. Oscilamos entre o populismo e o tecnocratismo, entre promessas vazias e reformas apressadas. Há uma ausência inquietante de lideranças que pensem o Brasil para além de quatro anos.


O estadista, ao contrário do político tradicional, não se limita ao calendário eleitoral. Ele planta árvores cujos frutos talvez não venha a colher. Planeja com os olhos postos em décadas. Sabe que governar não é apenas administrar crises, mas construir futuro. O estadista é um artífice da esperança, não um operador da rotina.


É preciso resgatar, com urgência, a ética da responsabilidade. Não se trata de moralismo barato, mas de um compromisso profundo com o bem comum. O estadista não manipula a verdade, não negocia princípios. Pode até perder eleições – e muitas vezes perde –, mas jamais trai sua consciência. Ele sabe que a política, para ser legítima, precisa ser ética. Sem ética, a política degenera em oportunismo, fisiologismo, corrupção.


O Brasil não pode prescindir da esperança. Mas não pode também continuar refém de salvadores da pátria, de mitos forjados em redes sociais ou de líderes cuja única ideologia é o culto à própria personalidade. A saída está no reencontro com a política em seu sentido mais nobre: a arte de servir ao povo com honestidade, competência e visão.


O estadista precisa ser desenvolvimentista – mas um desenvolvimentismo inteligente, moderno, responsável. Que compreenda as potencialidades do País, respeite o meio ambiente, invista em educação, ciência e tecnologia, valorize a indústria nacional e enfrente as desigualdades sociais com coragem. O Brasil não pode continuar sendo um país rico com um povo pobre.


E aqui, a Amazônia assume um papel estratégico e simbólico. Não há projeto de nação sem um olhar lúcido e soberano sobre a maior floresta tropical do planeta. A Amazônia não pode ser reduzida a slogans ou a objeto de disputa de interesses internacionais. Ela é parte vital da nossa identidade, da nossa biodiversidade e do nosso potencial de desenvolvimento sustentável. Como afirma Aldo Rebelo, “além da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia também é detentora da maior fronteira mineral e da maior fronteira energética do mundo”. Um estadista entende que proteger a Amazônia é proteger o Brasil, mas compreende também que a presença do Estado, a infraestrutura, a educação e a geração de emprego são essenciais para que os brasileiros que vivem na região deixem de ser invisíveis.


O estadista não teme o enfrentamento. Mas não o procura por vaidade ou beligerância.


Seu combate é por princípios, não por holofotes. Sua autoridade vem do exemplo, não da imposição. Sua força vem da coerência, não do cálculo político.


O Brasil precisa de alguém que compreenda a complexidade do seu tempo, que una competência técnica à sensibilidade social, que alie firmeza a generosidade. Alguém que não precise gritar para ser ouvido. Que não trate o povo como massa de manobra, mas como sujeito de sua própria história.


O estadista não nasce do improviso. É alguém que conhece a alma do seu povo, respeita sua cultura, valoriza sua história. Sim, a história. Porque quem não conhece o passado está condenado a perder o futuro. A ignorância histórica é uma das raízes da superficialidade política e do desprezo pelas instituições. O estadista, ao contrário, sabe que cada passo adiante exige consciência do caminho já trilhado.


O estadista é, enfim, um construtor. Constrói consensos sem abrir mão de convicções.


Constrói políticas públicas que sobrevivem a governos. Constrói instituições sólidas.


Constrói pontes entre o presente e o futuro. E, sobretudo, constrói confiança. Porque sabe que sem confiança não há coesão social e sem coesão social não há desenvolvimento sustentável.


A hora exige coragem, grandeza e espírito público. A hora exige um estadista. •

domingo, 27 de abril de 2025

Carlos Alberto Sardenberg

 Trump enfrenta choque de realidade

Carlos Alberto Sardenberg

O Globo, sábado, 26 de abril de 2025


Só a reação interna pode deter o presidente americano. Além da sabedoria e da paciência milenares dos chineses

 

Da posse de Trump até ontem, o valor das companhias americanas listadas em Bolsas caiu cerca de 10%. É coisa de trilhões de dólares. Afeta principalmente as empresas que têm cadeias globais de produção, as maiores vítimas do tarifaço.

Mas, se a tendência foi claramente de queda nesse período, a característica principal do mercado foi a volatilidade. A partir não apenas de fatos, mas especialmente das declarações de Trump.

Esta semana foi assim. Começou bem pessimista, repercutindo ainda as falas do presidente ameaçando engrossar com a China e demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central), Jerome Powell, se ele não reduzisse imediatamente a taxa de juros.

Ações desabaram.

Assustados, assessores de Trump chamaram sua atenção. Ele próprio, um homem de negócios, também se inquietou. Resultado: declarações mais amenas dizendo que as negociações com a China começavam e que ele seria “gentil”. Mais: acrescentou que as tarifas de importação sobre produtos chineses ficariam bem abaixo do teto atual de 145%. Já isso de demitir o presidente do Fed, era coisa de uma imprensa que sempre “exagera”.

Acalmou os mercados, Bolsas voltaram a subir, mas isso ficou longe de tranquilizar o pessoal de lá e do mundo todo. Gerou desconfiança, manifestada reservadamente por empresários e executivos americanos. Se a Bolsa oscila na base de declarações, fica óbvio que pode haver manipulação. Se um assessor sabe que Trump desmentirá a ameaça de demissão de Powell, sabe então que as ações subirão. Uma comprinha rápida dá um caminhão de lucros em poucas horas de pregão. Quem soube antes que Trump atacaria o Fed pode ter lucrado duas vezes.

São desconfianças, claro, mas alimentadas pela conhecida falta de escrúpulos de Trump. E de seu pouco apreço pela verdade. Ele não apenas disse que demitiria Powell, como escreveu isso em sua rede social. Ainda o ofendeu, também por escrito, chamando-o de “atrasadão” e “grande perdedor”. Depois, com a maior cara de pau, diz que foi coisa da imprensa.

No caso da China, foi ainda pior. Enquanto Trump afirmava que cabia a Xi Jinping dar o primeiro telefonema e, depois, que negociações estavam em andamento, o governo chinês negou tudo. Segundo Pequim, não há qualquer conversa. Xi não telefonou. E não telefonará enquanto Trump não suspender as tarifas e zerar o jogo. O governo chinês também quer que Washington designe um negociador responsável.

Trump ficou quieto, pelo menos até ontem.

Feitas as contas, a disputa tarifária afeta mais os Estados Unidos que a China. Do total de exportações chinesas, 13% vão para empresas e consumidores americanos. Os outros 87% estão distribuídos por diversos países, praticamente no mundo todo. A China já vinha reduzindo a dependência em relação aos Estados Unidos.

Do outro lado, 15% das importações americanas vêm da China. Outros 15%, do México, mais 14%, do Canadá. Quase a metade das importações vem de três países, todos duramente atingidos pelo tarifaço.

Executivos de supermercados advertiram Washington de que seus consumidores em breve poderiam topar com prateleiras vazias e produtos muito mais caros, uma péssima combinação. Em geral, os executivos evitam entrar em conflito com Trump, dada sua política vingativa. Mas não tiveram como evitar o tarifaço na apresentação de seus resultados trimestrais. Aí apareceram com frequência as palavras inflação e recessão. Eis o ponto: só a reação interna pode deter Trump. Além da sabedoria e da paciência milenares dos chineses.

Por falar em tarifaço e países protecionistas, a Nintendo acaba de lançar seu game Switch nos Estados Unidos por US$ 450. Para o Brasil, o lançamento oficial está marcado para 5 de junho, ao preço sugerido de R$ 4.500. É só fazer as contas para verificar onde está o protecionismo. É curioso: nos meios econômicos brasileiros, a crítica a Trump é praticamente unânime. E os nossos tarifaços?

Anderson Nunes

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