segunda-feira, 28 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 2804

 _Caros amigos, bom dia!_

_Iniciamos as transmissões do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura._


*BDM Morning Call: Semana tem agenda forte em NY*


[28/04/25] Vários indicadores do mercado de trabalho nos EUA podem ajustar as expectativas para o Fed, após Jay Powell ter citado o impacto das tarifas sobre o emprego como a principal variável para decidir uma queda dos juros. O payroll de abril (6ªF) é a maior expectativa, mas antes são importantes o relatório Jolts e a pesquisa ADP. A agenda forte em NY inclui, também, a preliminar do PIB/1Tri e o PCE de março, a medida preferida de inflação do Fomc. No calendário de balanços, destaque para Microsoft, Meta, Apple, Amazon. O feriado de 1º de maio (5ªF) fecha os mercados no Brasil e em alguns países da Europa, mas não em Wall Street. A temporada de resultados ganha ritmo na B3 e, entre os indicadores, atenção para os dados de emprego do IBGE e do Caged, que podem influenciar as apostas ao Copom. *(Rosa Riscala)*


_Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link_

www.bomdiamercado.com.br

Bankinter Portugal Matinal 2804

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: As bolsas irão subir graças a: (i) uma aparente desescalada alfandegária e (ii) alguns representantes do BCE e da Fed mostram-se a favor de continuar a baixar taxas de juros. Mas foram alívios ocasionais num contexto deteriorado. Não estamos num contexto bom e construtivo que podemos confiar como antes. Por isso, devemos continuar a ter precaução, que não é o mesmo que ter medo. Se continuarmos a assumir riscos quando o contexto se deteriora e se torna confuso, então confiamos tudo à sorte. E já sabemos que há dois tipos de sorte: a má e a boa.


O recente alívio não parece fiável porque, mesmo após a melhor das renegociações possíveis, serão aplicados impostos alfandegários que antes não existiam e isso irá travar o PIB global e reavivar a inflação, forçando, por extensão, uma revisão em baixa dos lucros empresariais. Como prova disto, o PIB 1T’25 americano que será publicado na quarta-feira poderá mostrar uma contração de -2,5%, segundo estima a Fed de Atlanta (em inglês)… embora o consenso do mercado se situe num complacente +0,4%/+0,2%. E não esqueçamos que as revisões em baixa dos lucros empresariais (EPSs 2T e 3T 2025) não serão transmitidas ao mercado até daqui a umas semanas (junho?). isto é ignorado agora, mas acontecerá. Por isso, as subidas parecem um pouco ingénuas se elevarmos a perspetiva… apesar de esta semana poder arrancar em positivo, mas poderia enfrentar um choque de realidade com o PIB 1T americano de quarta-feira e piorar.


CONCLUSÃO: Sejamos céticos em relação às subidas recentes: caminhamos para maior inflação, menor crescimento, lucros empresariais revistos em baixa… e isso não é melhor, pelo contrário. Não é um desastre, mas exige um ajuste de preços/avaliações em baixa para poder voltar a assumir riscos. Faz sentido que Wall St retroceda ca.-6% em 2025, mas não que a Europa suba ca. +5%. Numa aproximação imprudente da nossa parte, arriscamo-nos a afirmar que qualquer ajuste inferior a -15% parece insuficiente, portanto esta semana iremos vigiar especialmente o que acontece com o PIB americano de quarta-feira. Mantenhamos a cabeça fria até que chegue a oportunidade adequada de conclusão do ajuste de preços, considerando uma margem de segurança prudente e que os riscos deixem de ser assimétricos (isto é, caso haja um engano agora, a perda provável é superior ao lucro provável). 


S&P500 +0,7% Nq-100 +1,1% SOX +1% ES50 +0,8% IBEX +1,3% VIX 28,8% Bund 2,47% T-Note 4,25% Spread 2A-10A USA=+49pb B10A: ESP 3,13% PT 3,00% FRA 3,19% ITA 3,58% Euribor 12m 2,082% (fut.1,924%) USD 1,137 JPY 163,2 Ouro 3.293$ Brent 67,3$ WTI 63,4$ Bitcoin +0,7% (94.289$) Ether +1,1% (1.798$). 


FIM

Editorial OESP

 Brasil precisa de um estadista

Carlos Alberto di Franco


O Estado de S. Paulo.

28 de abr. de 2025


Tenho insistido reiteradamente num ponto que me parece essencial para compreender o impasse histórico em que o Brasil se encontra: faltam-nos estadistas. Sobram políticos. Mas falta-nos aquele tipo humano raro, que pensa o país para além do próprio reflexo no espelho. O Brasil, em sua complexidade e grandeza, não pode ser reduzido à lógica do marketing político, da sobrevivência eleitoral ou do imediatismo oportunista.


Precisamos de alguém capaz de sonhar alto, agir com responsabilidade e cultivar o senso do dever.


O estadista é, antes de tudo, um servidor da nação. Não é movido por vaidades pessoais, mas por um propósito de transformação social e institucional. A história nos mostra que os estadistas são raros – e por isso preciosos. São homens que se projetam não por gritar mais alto ou colecionar curtidas nas redes sociais, mas por oferecerem ao seu tempo uma bússola moral e uma visão de futuro. São figuras que, mesmo envolvidas nas urgências do presente, não se perdem em sua neblina. Sabem onde estão, por que estão e para onde pretendem conduzir o País.


O Brasil vive uma estagnação política e moral. Não por falta de recursos, inteligência ou potencial. Mas porque falta direção. Os ciclos políticos se sucedem sem que um projeto nacional consistente consiga firmar raízes. Oscilamos entre o populismo e o tecnocratismo, entre promessas vazias e reformas apressadas. Há uma ausência inquietante de lideranças que pensem o Brasil para além de quatro anos.


O estadista, ao contrário do político tradicional, não se limita ao calendário eleitoral. Ele planta árvores cujos frutos talvez não venha a colher. Planeja com os olhos postos em décadas. Sabe que governar não é apenas administrar crises, mas construir futuro. O estadista é um artífice da esperança, não um operador da rotina.


É preciso resgatar, com urgência, a ética da responsabilidade. Não se trata de moralismo barato, mas de um compromisso profundo com o bem comum. O estadista não manipula a verdade, não negocia princípios. Pode até perder eleições – e muitas vezes perde –, mas jamais trai sua consciência. Ele sabe que a política, para ser legítima, precisa ser ética. Sem ética, a política degenera em oportunismo, fisiologismo, corrupção.


O Brasil não pode prescindir da esperança. Mas não pode também continuar refém de salvadores da pátria, de mitos forjados em redes sociais ou de líderes cuja única ideologia é o culto à própria personalidade. A saída está no reencontro com a política em seu sentido mais nobre: a arte de servir ao povo com honestidade, competência e visão.


O estadista precisa ser desenvolvimentista – mas um desenvolvimentismo inteligente, moderno, responsável. Que compreenda as potencialidades do País, respeite o meio ambiente, invista em educação, ciência e tecnologia, valorize a indústria nacional e enfrente as desigualdades sociais com coragem. O Brasil não pode continuar sendo um país rico com um povo pobre.


E aqui, a Amazônia assume um papel estratégico e simbólico. Não há projeto de nação sem um olhar lúcido e soberano sobre a maior floresta tropical do planeta. A Amazônia não pode ser reduzida a slogans ou a objeto de disputa de interesses internacionais. Ela é parte vital da nossa identidade, da nossa biodiversidade e do nosso potencial de desenvolvimento sustentável. Como afirma Aldo Rebelo, “além da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia também é detentora da maior fronteira mineral e da maior fronteira energética do mundo”. Um estadista entende que proteger a Amazônia é proteger o Brasil, mas compreende também que a presença do Estado, a infraestrutura, a educação e a geração de emprego são essenciais para que os brasileiros que vivem na região deixem de ser invisíveis.


O estadista não teme o enfrentamento. Mas não o procura por vaidade ou beligerância.


Seu combate é por princípios, não por holofotes. Sua autoridade vem do exemplo, não da imposição. Sua força vem da coerência, não do cálculo político.


O Brasil precisa de alguém que compreenda a complexidade do seu tempo, que una competência técnica à sensibilidade social, que alie firmeza a generosidade. Alguém que não precise gritar para ser ouvido. Que não trate o povo como massa de manobra, mas como sujeito de sua própria história.


O estadista não nasce do improviso. É alguém que conhece a alma do seu povo, respeita sua cultura, valoriza sua história. Sim, a história. Porque quem não conhece o passado está condenado a perder o futuro. A ignorância histórica é uma das raízes da superficialidade política e do desprezo pelas instituições. O estadista, ao contrário, sabe que cada passo adiante exige consciência do caminho já trilhado.


O estadista é, enfim, um construtor. Constrói consensos sem abrir mão de convicções.


Constrói políticas públicas que sobrevivem a governos. Constrói instituições sólidas.


Constrói pontes entre o presente e o futuro. E, sobretudo, constrói confiança. Porque sabe que sem confiança não há coesão social e sem coesão social não há desenvolvimento sustentável.


A hora exige coragem, grandeza e espírito público. A hora exige um estadista. •

domingo, 27 de abril de 2025

Carlos Alberto Sardenberg

 Trump enfrenta choque de realidade

Carlos Alberto Sardenberg

O Globo, sábado, 26 de abril de 2025


Só a reação interna pode deter o presidente americano. Além da sabedoria e da paciência milenares dos chineses

 

Da posse de Trump até ontem, o valor das companhias americanas listadas em Bolsas caiu cerca de 10%. É coisa de trilhões de dólares. Afeta principalmente as empresas que têm cadeias globais de produção, as maiores vítimas do tarifaço.

Mas, se a tendência foi claramente de queda nesse período, a característica principal do mercado foi a volatilidade. A partir não apenas de fatos, mas especialmente das declarações de Trump.

Esta semana foi assim. Começou bem pessimista, repercutindo ainda as falas do presidente ameaçando engrossar com a China e demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central), Jerome Powell, se ele não reduzisse imediatamente a taxa de juros.

Ações desabaram.

Assustados, assessores de Trump chamaram sua atenção. Ele próprio, um homem de negócios, também se inquietou. Resultado: declarações mais amenas dizendo que as negociações com a China começavam e que ele seria “gentil”. Mais: acrescentou que as tarifas de importação sobre produtos chineses ficariam bem abaixo do teto atual de 145%. Já isso de demitir o presidente do Fed, era coisa de uma imprensa que sempre “exagera”.

Acalmou os mercados, Bolsas voltaram a subir, mas isso ficou longe de tranquilizar o pessoal de lá e do mundo todo. Gerou desconfiança, manifestada reservadamente por empresários e executivos americanos. Se a Bolsa oscila na base de declarações, fica óbvio que pode haver manipulação. Se um assessor sabe que Trump desmentirá a ameaça de demissão de Powell, sabe então que as ações subirão. Uma comprinha rápida dá um caminhão de lucros em poucas horas de pregão. Quem soube antes que Trump atacaria o Fed pode ter lucrado duas vezes.

São desconfianças, claro, mas alimentadas pela conhecida falta de escrúpulos de Trump. E de seu pouco apreço pela verdade. Ele não apenas disse que demitiria Powell, como escreveu isso em sua rede social. Ainda o ofendeu, também por escrito, chamando-o de “atrasadão” e “grande perdedor”. Depois, com a maior cara de pau, diz que foi coisa da imprensa.

No caso da China, foi ainda pior. Enquanto Trump afirmava que cabia a Xi Jinping dar o primeiro telefonema e, depois, que negociações estavam em andamento, o governo chinês negou tudo. Segundo Pequim, não há qualquer conversa. Xi não telefonou. E não telefonará enquanto Trump não suspender as tarifas e zerar o jogo. O governo chinês também quer que Washington designe um negociador responsável.

Trump ficou quieto, pelo menos até ontem.

Feitas as contas, a disputa tarifária afeta mais os Estados Unidos que a China. Do total de exportações chinesas, 13% vão para empresas e consumidores americanos. Os outros 87% estão distribuídos por diversos países, praticamente no mundo todo. A China já vinha reduzindo a dependência em relação aos Estados Unidos.

Do outro lado, 15% das importações americanas vêm da China. Outros 15%, do México, mais 14%, do Canadá. Quase a metade das importações vem de três países, todos duramente atingidos pelo tarifaço.

Executivos de supermercados advertiram Washington de que seus consumidores em breve poderiam topar com prateleiras vazias e produtos muito mais caros, uma péssima combinação. Em geral, os executivos evitam entrar em conflito com Trump, dada sua política vingativa. Mas não tiveram como evitar o tarifaço na apresentação de seus resultados trimestrais. Aí apareceram com frequência as palavras inflação e recessão. Eis o ponto: só a reação interna pode deter Trump. Além da sabedoria e da paciência milenares dos chineses.

Por falar em tarifaço e países protecionistas, a Nintendo acaba de lançar seu game Switch nos Estados Unidos por US$ 450. Para o Brasil, o lançamento oficial está marcado para 5 de junho, ao preço sugerido de R$ 4.500. É só fazer as contas para verificar onde está o protecionismo. É curioso: nos meios econômicos brasileiros, a crítica a Trump é praticamente unânime. E os nossos tarifaços?

Tiberio Canuto Queiroz

 Não digam que não avisei

A leitura da entrevista  no Globo de Felipe Nunes, - um dos autores do livro Biografia do Abismo, e CEO DO instituto de pesquisa Quaest - deveria ser de leitura mandatória para a esquerda. Segundo ele, enquanto Lula e Bolsonaro estiverem vivos, o país continuará dividido em partes praticamente iguais entre os dois. Sobram cerca de 10% dos eleitores que não são nenhum nem outro. Eles podem pender para um  dos lados, a depender de quem seja o candidato. Com Bolsonaro inelegível, as chances de a direita  sair vitoriosa em 2026 são mais factíveis se seu candidato tiver um perfil mais  moderado, capaz de dialogar com esses 10% dos eleitores. Aí os nomes de Tarcísio e Zema, ainda segundo Felipe Nunes, são os que, nesse espectro político, mais se adequam ao figurino.

Agora entro eu, dizendo algo que meus amigos petistas jamais concordarão. Mas como sou de uma “esquerda positiva”, tipo a de San Tiago Dantas que propunha um caminho moderado a Jango para evitar o golpe de 64, vou insistir na minha tese. Se tivesse juízo, o PT e demais partidos de esquerda deveriam lançar um candidato  com perfil adequado ao figurino de dialogar com os 10%. Este candidato não necessariamente deveria  ter um perfil de esquerda, mas também não poderia ser antiesquerda. Diria, que deveria ter um perfil de centro-esquerda, mas com poder de dialogar com o eleitorado de centro-direita de perfil moderado,  que em 2022, majoritariamente, foi para Lula.

No mercado político brasileiro vejo um nome com esse perfil: Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.  Aliás, diria que Quaquá, vice-presidente do PT, também enxerga isso. Só que propondo Eduardo Paes  para vice de Lula, em 2026. Quaquá é muito malandro. Quer tirar as castanhas do fogo com a mão dos outros. Dele se fala cobras e lagartos, mas tem faro político.

Pode-se arguir  que Eduardo Paes sequer aparece nas pesquisas a presidente e que hoje apareceria com baixíssima percentagem de intenção de voto. Isso é irrelevante. O importante é que seu nome tem potencial de agregar forças suficiente para uma candidatura altamente competitiva, se a esquerda também estiver nesse barco.

Outro nome seria Simone Tebet, mas ela se anulou no governo. Queimou o capital político  que tinha, ao Lula exilá-la num ministério sem a menor visibilidade e relevância. Não inclui João Campos, um político promissor, antenado com a modernidade e com capacidade de dialogar com amplo espectro político, por ter menos de 35 anos. Não pode, pela constituição ser presidente da República antes de ter essa idade.

Qual a grande dificuldade  para uma saída que chamo de virtuosa para 2026? Ela se chama Lula. Como todo bom caudilho – e Lula é isso, embora meus amigos petistas sintam-se incomodados quando digo isso -  não aceita  uma frente ampla cuja candidatura a presidente não seja a sua. Aliás, Lula não aceita montar um governo verdadeiramente de Frente Ampla – e não montou um terceiro mandato com esse perfil, basta olhar para o núcleo duro do governo, aquele com assento no Palácio do Planalto, constituído  de petistas puro-sangue.

Além do caudilhismo de Lula outro obstáculo difícil de se contornar é o hegemonismo do PT, sempre refratário  a participar de governos ou frentes em que não seja hegemônico. É um mal que vem da origem do PT, da sua postura de fazer do rechaço  o centro de sua política. Foi por isso que não participou, e foi contra, a eleição de Tancredo Neves e fez oposição sangrenta  ao governo FHC, tal qual o Bolsonarismo faz agora ao terceiro governo Lula.

O momento exige uma estratégia defensiva, de a esquerda entender que não é mais hegemônica na sociedade -se é que algum dia o foi -  e montar uma chapa capitaneada com alguém que, de fato,  fuja da armadilha da polarização. Sem isso, o risco de a extrema-direita voltar ao poder e de avançar no Parlamento a ponto de eleger um número de senadores suficientes para aprovar impeachment de ministros do STF, é muito grande. 

No Chile  da Concertacion Democrática e no Uruguai da Frente Ampla nem sempre a esquerda disputou a eleição capitaneado a chapa. Aliás, no interior da frente, esquerda e centro-esquerda se revezaram, com êxito,  no  comando da aliança e, por isso, governaram seus países sucessivamente.

Temos no Brasil uma experiência exitosa de “estratégia defensiva”. Assim foi na resistência à ditadura, por meio da Frente Democrática  liderada pelos liberais. Foi ela que levou ao fim da ditadura. Não foi a  estratégia do “rechaço”, do apelo às armas e da pregação do voto nulo. Esses foram derrotados política e militarmente.

A realidade hoje exige que a esquerda deixe de lado a contradição de falar em Frente Ampla mas   realizar um governo do PT, como ressaltou Felipe Nunes em sua entrevista. É preciso ter a humildade de entender que 56% da população acha que o governo Lula vai na direção errada e que a derrota em 2026 bate à sua porta, se continuar se guiando pelo hegemonismo.

Sei que é esperar muito de nossa esquerda. Também sei que prego no deserto, mas prefiro a nadar contra a corrente a me omitir. Se o pior acontecer em 2026, não digam que não avisei.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Encerramento semanal

 *Encerramento das transmissões do BDM Online*


_Mais uma semana termina sem que Donald Trump consiga avançar em sua guerra comercial contra a China. Apesar do republicano ter dito algumas vezes que as negociações entre os dois países estão acontecendo e que até recebeu uma ligação de Xi Jinping para tratar das tarifas, Pequim tratou de desmentir as declarações do presidente americano, afirmando que é tudo “fake news”. Passados 100 dias de governo Trump, parece que o mercado está se ajustando aos fatos, ou melhor, à ausência deles, entendendo que Trump faz muito barulho por nada. Ele já recuou das tais tarifas recíprocas, concedendo 90 dias para os países negociarem, e nada impede que esse prazo seja prorrogado indefinidamente. Se depender de Pequim, logo Trump também terá que dar um passo atrás em sua briga com os chineses. Quem sabe, quando a folhinha virar para maio, o “reality show” de Trump termine e o mundo retorne à sua programação normal. O BDM Online voltará a ser atualizado na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!_ (*Téo Takar*)

Agenda 2504

 *Agenda: Semana termina com dados do IPCA-15 e do sentimento do consumidor de Michigan*


*Indicadores*

▪️ ANEEL: Definição da bandeira tarifária de energia elétrica

▪️ 03h00 – Reino Unido: Vendas no varejo 

▪️ 05h00 – FIPE: IPC semanal

▪️ 07h30 – Rússia:  decisão de taxa de juros

▪️ 08h00 – Turquia: ata da reunião de política monetária

▪️ 08h00 – FGV: INCC-M e Sondagem da construção de abril

▪️ 09h00 – IBGE: IPCA-15 de abril

▪️ 09h00 – México: Índice Geral de Atividade Econômica (IGAE) de fevereiro

▪️ 11h00 – EUA: sentimento do consumidor de Michigan de abril

▪️ 14h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação     


*Eventos*

▪️ 07h00 – Washington: Galípolo participa de reuniões do FMI

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...