sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Tesouro Direto supera 1,5 milhão de investidores cadastrados

O Tesouro Direto superou em julho, pela primeira vez, a marca de 1,5 milhão de investidores cadastrados.

De acordo com dados divulgados hoje (25), o programa ganhou 54.698 novos participantes, totalizando mais de 1,539 milhão de investidores. Em 12 meses, houve crescimento de 73,9%.

O acréscimo no número de investidores que efetivamente possuem aplicações foi de 12.970. Com isso, o total de investidores ativos no programa alcançou 520.624, uma variação de 61,9% nos últimos 12 meses.

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, em julho foram realizadas 194.041 operações de investimento no programa, com valor médio de R$ 7.094,95. As aplicações de até R$ 1 mil atingiram o recorde de 54,1%. Em julho, as aplicações no Tesouro Direto atingiram R$ 1,376 bilhão. Já os resgates totalizaram R$ 1,060 bilhão, sendo R$ 987,2 milhões relativos às recompras e R$ 73,2 milhões aos vencimentos.

Sobre os estoques do Tesouro Direto, alcançou R$ 47,3 bilhões, com um crescimento de pouco mais de 1% em relação ao mês anterior (R$ 46,7 bilhões) e de 38,5% sobre julho de 2016 (R$ 34,2 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume do estoque, alcançando R$ 29,7 bilhões (62,8% do total). Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 20,7%, e os títulos prefixados, com 16,4%.


A maior parte do estoque, 45,7%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 32,7% e os com vencimento acima de 10 anos, a 17,1% do total. Cerca de 4,4% dos títulos vencem em até 1 ano, informou o Tesouro Nacional.

Dória melhor do que Alckmin

As movimentações para as eleições de 2018 já estão intensas e um dos grandes pontos de atenção do mercado fica para a definição sobre a candidatura do PSDB, a ocorrer em dezembro na convenção nacional do partido. 

Enquanto o governador por São Paulo, Geraldo Alckmin, já anunciou sua intenção de se pré-candidatar, o prefeito de São Paulo, João Doria, corre por fora e, apesar de não ter manifestado sua intenção de concorrer, continua nas sondagens a partidos como DEM e o PMDB para lançar sua candidatura. 

Estes convites se sustentam pelas últimas pesquisas de intenção de voto:

desde que assumiu a prefeitura paulistana, João Doria tem tido resultados melhores que Alckmin (conforme pesquisa do DataPoder360 de agosto, o prefeito teria 12% dos votos, ante 4% do governador), enquanto o Instituto Paraná aponta que 40,3% vêem o prefeito como melhor candidato à presidência, ante 13,2% do governador.


Com esse cenário desenhado, quem se mostra como o candidato mais competitivo do partido? 

Janet Yellen de saída do Fed

Na interpretação do mercado, Janet Yellen, presidente do Fed, pode estar com os dias contados. Isso parece ter sido reforçado pelo seu discurso no simpósio de Jackson Hole (EUA), na qual não teceu nenhum comentários sobre a perspectiva econômica ou a direção da política monetária. Seria um sinal de que ela não estaria inclinada a continuar à frente do Fed – seu mandato termina no início de fevereiro. 

Seu discurso, aliás, defendendo as regulamentações financeiras do pós-crise vai contra a defesa do presidente Donald Trump por menos regulamentação no setor. 

Isso posto aumentam as chances para Gary Cohn – atual diretor do conselho nacional econômico, grupo de assessores econômicos da Casa Branca – para assumir a presidência do Fed.

Citação pega na rede....

"It is time for economists to stop pretending that implementing effective negative rates is as difficult today as it seemed in Keynes’ time,” Kenneth Rogoff wrote. “The growth of electronic payment systems and the increasing marginalization of cash in legal transactions creates a much smoother path to negative rate policy today than even two decades ago.”
Será que os agentes econômicos terão essa mesma percepção?

sábado, 12 de agosto de 2017

Semana agitada

Mais uma semana agitada. Qual não foi nos últimos meses? Agora o debate se desloca para saber como obter a meta fiscal deste ano e o próximo. Especulações garantem que em ambos os anos será perseguida uma meta revisada, agora em R$ 159 bilhões, meio que repetindo o ano passado, com a de 2018 podendo chegar ao mesmo patamar, ou segundo alguns quadros do governo, a R$ 180 bilhões.
Na equipe econômica são intensas as discussões, com muitos duvidando haver espaço de manobra para mais uma correção da meta de déficit primário para este ano, até o momento definida em R$ 139 bilhões, com à do ano que vem recuando a R$ 129 bilhões. O péssimo desempenho fiscal neste ano, com a arrecadação se arrastando, dada a retomada errática da economia, contribui para isso.
Nos debates, seguem intensos sobre o melhor timing para a Reforma da Previdência, com outras entrando na fila, como a Tributária e a Política, sendo esta urgente para ser aprovada ainda neste mês de agosto. A da Previdência deve ficar para ser discutida em setembro, mas consideramos as medidas mais fortes, passíveis de aprovação, a idade mínima e a retirada de privilégios para os servidores públicos.
Em complemento, no Brasil ainda tivemos o IPCA de julho registrando 0,24%, em 12 meses acumulando 2,71%, com grande impacto da energia elétrica, mudando de bandeira e da gasolina, mais cara pela incidência do Cofins. Saíram também os dados do CAGED de julho, mostrando expansão de empregos em 35,9 mil, se espalhando pelos vários setores da economia.
No exterior, os ares da guerra fria do passado voltaram a povoar nossos imaginários, depois da batalha de palavras entre o ditador da Coreia do Norte e o presidente norte-americano Donald Trump. Tudo depois do Washington Post divulgar um relatório da inteligência norte-americana mostrando os coreanos já com mísseis com ogivas nucleares de longo alcance, podendo chegar no continente norte-americano.
Mentira ou mais um blefe? Que clima!!!

Anderson Nunes

 *CONTA DE LUZ E JORNADA DE TRABALHO PRESSIONAM ECONOMIA - MC 23/02/26* *Por Anderson Nunes - Analista Político* O aumento das tarifas de en...