quinta-feira, 13 de julho de 2017

Vicente Nunes: Contagem regressiva para a prisão de Lula

O ex-presidente Lula recebeu a sentença do juiz Sérgio Moro, que o condenou a nove anos e seis meses de prisão, com a “serenidade de um inocente”, como relatou Márcio Macedo, um dos vice-presidentes do PT. A descrição está bem ao gosto dos fregueses, sobretudo daqueles que saíram às ruas para pedir a não condenação do líder petista. Marketing à parte, o certo é que a sentença de Moro carimbou em Lula o selo da corrupção. Mesmo ainda não sendo preso por “prudência” e para evitar “certos traumas”, conforme destacou Moro em sua sentença, Lula ficou menor. Líder isolado nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, ele carregará, agora, no currículo, o título de primeiro comandante do país condenado pela Justiça comum. Não é pouca coisa. Lula, como sempre, posará de vítima. E tentará usar o tempo a seu favor, uma vez que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ao qual caberá ratificar ou não a decisão de Moro, deve demorar cerca de um ano para se posicionar caso mantidos os trâmites normais. Com isso, a decisão sairia no auge das eleições de 2018. 

Itaú cresce em Miami como opção dos brasileiros ao caos no país

O Itaú Unibanco diz que sua unidade de private banking em Miami está crescendo apesar da crise política no país de origem - ou por causa dela. Em cenários ruins, o crescimento acontece pela diversificação, diz Carlos Constantini, presidente do Itaú U.S., em entrevista em Miami.

Investidores latino-americanos buscam alternativas para salvar os fundos; enviar recursos para o exterior e ter diferentes moedas sempre foi uma alternativa para diversificar, diz ele. Os ativos do Itau U.S. quadruplicaram na última década. Agora administra por volta de US$ 12 bilhões, mais que os US$ 10,8 bilhões do fim do ano passado, de acordo com uma apresentação do banco.

Para abrir conta no private banking do Itaú em Miami, clientes brasileiros, geralmente, precisam de pelo menos R$ 5 milhões para investir, sendo US$ 1 milhão ou mais alocado nos EUA. Bancos privados offshore crescem em bons e maus cenários, diz Constantini. 


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lula é condenado a 9 anos e poucos. Mercado dispara.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Sergio Moro: renovam-se as esperanças

“O sucessivo noticiário negativo em relação a determinados políticos, não somente em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parece, em regra, ser mais o reflexo do cumprimento pela imprensa do seu dever de noticiar os fatos do que alguma espécie de perseguição política a quem quer que seja. Não há qualquer dúvida de que deve-se tirar a política das páginas policiais, mas isso se resolve tirando o crime da política e não a liberdade da imprensa.”

Renovam-se as esperanças

Sempre acordamos com a alma renovada. Tem sido difícil nos últimos tempos, mas sempre tentando, sempre renovando as esperanças.
Nesta quarta-feira não foi diferente, ainda mais depois da aprovação da Reforma Trabalhista no Senado na noite da terça-feira (dia 11). Tudo bem. Foi uma reforma à meia bomba. Poderia ter sido mais contundente, atacando mais diretamente a arcaica Legislação Trabalhista do País, fruto da herança getulista dos anos 40, e o excesso de direitos, sem contrapartidas, garantidos pela Constituição de 1988. Mas menos mal. 
Foi a possível diante do conturbado momento político em que vivemos.
Acabaram aprovados 100 pontos da CLT, mas sem a retirada dos mais anacrônicos diretos. Temos no País um cipoal de proteções ao trabalhador que só encarecem sua contratação. Somos um dos países com a mais rígida legislação trabalhista do mundo. Incrível! É um cinturão de seguridade social de país nórdico, carga fiscal na mesma toada, mas serviços públicos prestados de quarto mundo!
No caso da legislação trabalhista, um empregador, quando contrata alguém, é obrigado a arca com um aumento de 110% entre custos adicionais, como 40% do FGTS, quando demissão sem justa causa, 13º salário, salário férias, entre tantos badulaques, inexistentes na maioria dos países desenvolvidos.
No Senado, foi um trâmite tenso e tumultuado. No início, “mulheres de esquerda” sentaram na mesa diretora do presidente do Senado, Eunício Oliveira, tentando impedi-lo de presidir a sessão. Isso acabou obrigando-o a apagar as luzes do plenário. Foram mais de seis horas de paralisias e tumultos. No fim a reforma acabou aprovada no seu texto-base, com 50 votos a favor e 26 contrários. Todos os destaques acabaram derrubados, impedindo que esta reforma retorne a Câmara. Agora, o texto-base segue para sanção presidencial e passa a valer num prazo de 120 dias. 
No seu escopo, entre as maiores mudanças, tivemos a prevalência, em alguns casos, dos acordos diretos entre patrões e empregados sobre a lei, o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, obstáculos no ajuizamento das ações trabalhistas, os limites nas decisões do TST, a possibilidade de parcelamento de férias em três períodos e da flexibilização nos contratos de trabalho. Todas estas mudanças foram saudadas pelos agentes econômicos e estudos indicam que a partir daí será mais fácil a geração de novos empregos. 
Não querendo entrar na seara política, muito conturbada, há de se saudar o esforço deste governo no avanço da agenda econômica do País. Foram incontáveis as mudanças obtidas nestes duros tempos de polarização política e acirrada disputa pelo poder. Que os últimos eventos políticos não cessem este esforço. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sem Lula e Dilma: Joesley deve mirar em Aécio e Temer, por Anselmo Góes

Nada contra. Mas pelo que Joesley Batista anda dizendo (de que não tem extrato das tais contas de Lula e Dilma na Suíça, no total de US$ 150 milhões), a delação dele parece ter endereço certo: Temer e Aécio. A conferir.

Meirelles articula mais autonomia no BNDES em eventual governo Maia, diz Folha

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, busca mais autonomia da equipe econômica para não desembarcar em um eventual governo de Rodrigo Maia, aponta o jornal Folha de S.Paulo na edição deste domingo (9).
Uma das condições, teria dito Meirelles a investidores e aliados, seria um tipo de autonomia “ampliada” que incluiria a decisão sobre a escolha da cúpula do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Na última sexta-feira (7), dois diretores da instituição, Vinícius Carrasco, da área de Planejamento e Pesquisa, e Cláudio Coutinho, da área de Crédito, Financeira e Internacional, pedira demissão após o atual presidente do banco e sucessor de Maria Sílvia, Paulo Rabello de Castro, criticar a Taxa de Longo Prazo (TLP), que, a partir de 2018, substituirá a atual Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada pelo banco em suas operações.

Anderson Nunes

 *CONTA DE LUZ E JORNADA DE TRABALHO PRESSIONAM ECONOMIA - MC 23/02/26* *Por Anderson Nunes - Analista Político* O aumento das tarifas de en...