Quando viemos de Lisboa para Nova York, eu fiz uma longa lista de coisas que fizemos ou lugares a que fomos que queríamos não apenas que ficassem na nossa memória, mas que serviriam também como sugestões a quem visitasse Portugal. Agora estamos chegando ao momento de voltar para la’, e pensei em fazer a mesma coisa aqui: comentar sobre a cidade e nossa experiência nela nesses dois anos (a primeira vez que vivemos aqui foi ha’ mais de três décadas, essas memórias ja não valem muita coisa). Nos estivemos aqui, juntos ou separados, a passeio ou a trabalho, quase todos os anos desde que voltamos ao Rio, em 1986 (até hoje a gente se lembra do susto em 1986 de ver quase todo mundo que conhecíamos meio zumbis, impressionados com a figura messiânica do Funaro, o Dilson, não o doleiro amigo do Temer ou do Cunha, ou sei la de quem). Mas a experiência de viver em um lugar e’ muito diferente, mesmo para turistas frequentes. NY e’ uma cidade única, e’ um chiche, mas e’ verdade. O que se tem aqui, não se tem em nenhum outro lugar, pelo menos não em escala semelhante (Londres ou Paris). Andar pelas ruas, mesmo não fazendo nada, apenas olhando a sua volta, e’ mesmo eletrizante. O volume de coisas que se tem para fazer e’ alem do compreensível. Ler o caderno de fim de semana do Times, ou a coluna do que vai pela cidade na New Yorker, sempre uma lista selecionada, ou o Time Out, e’ enlouquecedor. Se se esta’ de visita, é enlouquecedor porque nao da’ tempo de ver tudo. Se se vive, e’ enlouquecedor porque daria para ver tudo se torrássemos toda nossa poupança privada (nos sempre tivemos juizo) em dois anos. Ha’ muitas manifestações culturais que nao me interessam (dança, por exemplo, e’ algo alem da minha compreensão, arte contemporânea de qualquer natureza, plástica, musica, o que for, e por ai vai). Mesmo assim, entre jazz, concertos, teatro e museus ja’ se pode consumir tudo o que se tem, com a maior facilidade. Estou excluindo restaurantes, que eram parte importante da nossa vida lusitana, viagens para fora da cidade (transporte e hoteis são estupidamente caros), e outras atividades, nesse caso, mais por conveniência, como conferencias, cursos, etc. Mas a cidade tambem é extremamente barulhenta (especialmente depois de quase três anos de Portugal!), com sirenas tocando ininterruptamente, muito suja (não ha cães sem dono, mas ha’ muitos donos que deixam os resíduos sólidos dos cães onde são depositados pelos próprios, e sempre alguém para pisar e espalhar), com uma rede de metro cuja cobertura e’ em geral muito boa, mas com equipamento envelhecido e administração deficiente, alem das estações imundas (pelo menos a gente se distrai esperando os trens olhando as ratazanas passeando pelos trilhos) e com transito caótico. Em geral, tem-se a imagem de que todo lugar e’ uma bagunça, mas nos US as pessoas cumprem a lei. Em geral, e’ mesmo assim, exceto no transito de NY. Ninguém respeita coisa nenhuma e policia de transito e’ um conceito teologico: uns acreditam que existe, e ate’ citam aparições aqui e ali, mas ver mesmo, ninguem ve. O saldo e’, obviamente, positive, e’ uma cidade incrivel, mas exige muito mais paciência do que normalmente se imagina.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Memórias (1) Por Fernando Cardim de Carvalho...
Quando viemos de Lisboa para Nova York, eu fiz uma longa lista de coisas que fizemos ou lugares a que fomos que queríamos não apenas que ficassem na nossa memória, mas que serviriam também como sugestões a quem visitasse Portugal. Agora estamos chegando ao momento de voltar para la’, e pensei em fazer a mesma coisa aqui: comentar sobre a cidade e nossa experiência nela nesses dois anos (a primeira vez que vivemos aqui foi ha’ mais de três décadas, essas memórias ja não valem muita coisa). Nos estivemos aqui, juntos ou separados, a passeio ou a trabalho, quase todos os anos desde que voltamos ao Rio, em 1986 (até hoje a gente se lembra do susto em 1986 de ver quase todo mundo que conhecíamos meio zumbis, impressionados com a figura messiânica do Funaro, o Dilson, não o doleiro amigo do Temer ou do Cunha, ou sei la de quem). Mas a experiência de viver em um lugar e’ muito diferente, mesmo para turistas frequentes. NY e’ uma cidade única, e’ um chiche, mas e’ verdade. O que se tem aqui, não se tem em nenhum outro lugar, pelo menos não em escala semelhante (Londres ou Paris). Andar pelas ruas, mesmo não fazendo nada, apenas olhando a sua volta, e’ mesmo eletrizante. O volume de coisas que se tem para fazer e’ alem do compreensível. Ler o caderno de fim de semana do Times, ou a coluna do que vai pela cidade na New Yorker, sempre uma lista selecionada, ou o Time Out, e’ enlouquecedor. Se se esta’ de visita, é enlouquecedor porque nao da’ tempo de ver tudo. Se se vive, e’ enlouquecedor porque daria para ver tudo se torrássemos toda nossa poupança privada (nos sempre tivemos juizo) em dois anos. Ha’ muitas manifestações culturais que nao me interessam (dança, por exemplo, e’ algo alem da minha compreensão, arte contemporânea de qualquer natureza, plástica, musica, o que for, e por ai vai). Mesmo assim, entre jazz, concertos, teatro e museus ja’ se pode consumir tudo o que se tem, com a maior facilidade. Estou excluindo restaurantes, que eram parte importante da nossa vida lusitana, viagens para fora da cidade (transporte e hoteis são estupidamente caros), e outras atividades, nesse caso, mais por conveniência, como conferencias, cursos, etc. Mas a cidade tambem é extremamente barulhenta (especialmente depois de quase três anos de Portugal!), com sirenas tocando ininterruptamente, muito suja (não ha cães sem dono, mas ha’ muitos donos que deixam os resíduos sólidos dos cães onde são depositados pelos próprios, e sempre alguém para pisar e espalhar), com uma rede de metro cuja cobertura e’ em geral muito boa, mas com equipamento envelhecido e administração deficiente, alem das estações imundas (pelo menos a gente se distrai esperando os trens olhando as ratazanas passeando pelos trilhos) e com transito caótico. Em geral, tem-se a imagem de que todo lugar e’ uma bagunça, mas nos US as pessoas cumprem a lei. Em geral, e’ mesmo assim, exceto no transito de NY. Ninguém respeita coisa nenhuma e policia de transito e’ um conceito teologico: uns acreditam que existe, e ate’ citam aparições aqui e ali, mas ver mesmo, ninguem ve. O saldo e’, obviamente, positive, e’ uma cidade incrivel, mas exige muito mais paciência do que normalmente se imagina.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
DONOS DA TV GLOBO QUERIAM LULA NO PODER EM 2014. SERÁ??
João Roberto Marinho, um dos donos da TV Globo, foi pessoalmente no Instituto Lula conversar com Lula e pedir que ele fosse o candidato em 2014.
João Roberto Marinho não foi em seu próprio nome apenas mas em nome da família dona da TV Globo pedir que Lula fosse candidato de novo e que a família daria toda cobertura. este é o fato que estava escondido até agora.
Todas as críticas de Lula contra a TV Globo sempre foram uma farsa.
João Roberto Marinho não foi em seu próprio nome apenas mas em nome da família dona da TV Globo pedir que Lula fosse candidato de novo e que a família daria toda cobertura. este é o fato que estava escondido até agora.
Todas as críticas de Lula contra a TV Globo sempre foram uma farsa.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Olavo de Carvalho
"O Brasil e o único pais do mundo onde a ignorância é fonte de autoridade intelectual".
domingo, 4 de junho de 2017
Reflexões 3
Neste mercado temos observado muitas instituições financeiras, muitas corretoras, casas de research contratarem profissionais como PJ.
É uma tendência, dado que estas receitas são muito variáveis...muito voláteis. Outra observação é que muitas gestoras têm seus profissionais como sócios. Ganham com o sucesso, perdem com o fracasso...daí o comprometimento maior.
Não dá para pensar diferente. Este mercado é muito dinâmico para ter um bando de profissionais que acham estarem numa zona de conforto.
Não estão e quem pensa assim está morto.
Reflexões 2
Como todo economista, todo analista, todo observador da cena, cientista que seja, a leitura pesada de relatórios, de informes, jornais, periódicos, paper diversos, é essencial para um trabalho descente.
Não ler nada, leva este observador ao achismo, aos palpites e o que pior, ao chute e a cópia de opiniões alheias.
Trabalhar com a macro é algo desafiante, pq é uma área muito abrangente e multidisciplinar...
O bom economista tem q ser um devorador de análises, das mais diversas, para formar MASSA CRÍTICA.
Alguém aí sabe o q isso significa?
Não ler nada, leva este observador ao achismo, aos palpites e o que pior, ao chute e a cópia de opiniões alheias.
Trabalhar com a macro é algo desafiante, pq é uma área muito abrangente e multidisciplinar...
O bom economista tem q ser um devorador de análises, das mais diversas, para formar MASSA CRÍTICA.
Alguém aí sabe o q isso significa?
Reflexões 1
Papel de um economista: ser o radar para os mercados, para os agentes. Ter alma, ter opinião, ter coragem de colocar sua opinião na reta. Não dá para ser redator de press release de indicadores econômicos...realmente....
Se for assim, acabou.
Se for assim, acabou.
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Anderson Nunes
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