segunda-feira, 17 de abril de 2017

O esquema do submarino

As delações dos executivos da Odebrecht revelam mais um capítulo na extensa lista de negócios internacionais de Lula: ele intercedeu pela empresa na construção de cinco embarcações, dentre os quais um submarino nuclear em parceria com a França. 

Ela sabia

Marcelo Odebrecht afirma que a ex-presidente tinha consciência do uso de contabilidade paralela em campanha. Dilma afirma que “acusações são mentirosas”. 

As benesses para a família

Se tem algo que não dá para negar é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preocupa-se com valores familiares – valores, deixe-se claro, pecuniários; e familiares, no caso, são parentes chegados, assim como ele, em um bom trambique. Lula foi o maior paizão, o maior irmão, o maior tiozão. Bastante generoso ele, desde que tal generosidade viesse em forma de dinheiro dos cofres da empreiteira Odebrecht. Para ajudar o filho Luís Cláudio Lula da Silva, por exemplo, o ex-presidente colocou-se na função de relações públicas numa reunião com o patriarca da empresa, Emílio Alves Odebrecht: “foi uma conversa de pai para pai, Lula como pai do Luís Cláudio, o Emílio como pai do Marcelo”, assim definiu o encontro, em sua delação, o ex-diretor de relações institucionais Alexandrino Alencar. O pai Emílio incumbiu o pai Lula da missão de aplainar as relações entre a ex-presidente Dilma Rousseff e Marcelo Odebrecht, porque as “conversas entre ambos não fluíam”, donos que são de “personalidades muito fortes” – em palavras do andar de baixo e não dá cobertura, o que Alexandrino quis dizer é que os santos dos dois não batiam. Lula imediatamente se prontificou a pavimentar o caminho dessa relação e (cifrão nos olhos) bateu-lhe o instinto da paternidade: pediu então a Emílio que auxiliasse Luís Cláudio em um plano que lhe era muito caro – não caro de querido, entenda-se, caro de grana mesmo.

A conta secreta de Lula

A Odebrecht mantinha uma conta com saldo de R$ 40 milhões no “departamento de propinas” da empreiteira para atender as demandas do ex-presidente Lula. Quem administrava essa conta secreta de Lula era o ex-ministro Antonio Palocci. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

EUA lançam sua maior bomba não nuclear no Afeganistão, by Veja

Os Estados Unidos usaram sua maior bomba não nuclear em um ataque no Afeganistão nesta quinta-feira. Segundo a emissora americana CNN, o local bombardeado é uma área ocupada por terroristas do grupo Estado Islâmico. O Pentágono confirmou que o ataque foi realizado usando a arma GBU-43B, de 9.525 quilos. Para efeito de comparação, cada missil Tomahawk usado na base aérea síria na semana passada tem por volta de 450 quilos. A arma, que foi testada pela primeira vez em 2003, mas nunca havia sido usada em um ataque oficial antes, é conhecida pela Força Aérea americana como a “mãe de todas as bombas”.

ALEXANDRINO REVELA QUE PALESTRAS FORAM CONTRAPARTIDA A LULA

O pedido de inquérito sobre a relação de Lula com a Odebrecht é revelador. Alexandrino Alencar conta que a decisão de pagar Lula por palestras foi uma forma de remunerá-lo "em face do que ele realizou enquanto presidente para o grupo".
"A maneira encontrada foi um projeto de palestras, cujo valor definido foi de US$ 200 mil cada, no parâmetro Bill Clinton."
O ex-executivo confirma ainda o pagamento de R$ 700 mil em obras no sítio de Atibaia para "beneficiar Lula".
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Contagem regressiva

A revelação de que a Odebrecht matinha uma poupança milionária para Lula trouxe ao PT a mesma percepção de 9 em cada dez brasileiros: sem foro privilegiado e no alvo de Sérgio Moro, a prisão de ex-presidente virou uma questão de tempo. A cúpula do partido viu na divulgação dos vídeos um petardo na imagem de Lula, justamente no momento em que a Lava Jato partia com tudo para cima das traficâncias tucanas.

Simon Schwartzman