quinta-feira, 9 de março de 2017

Presidente acidental

"Prefiro ser impopular do que populista", Temer para a The Economist

Correção cambial ou reformas?

Parece-me exagerado o debate existente no País sobre o patamar ideal para a taxa de câmbio. Uns chegam a achar, pelos seus modelos, que deveria estar em torno de R$ 3,40 a R$ 3,60, ou mesmo chegando a R$ 4,00. Claro que muitos destes, alinhados com o setor produtivo, com a Fiesp ou a CNI.

Por estes dias, a taxa de câmbio vem se mantendo volátil, oscilando no intervalo entre R$ 3,15 e R$ 3,20, dada a movimentação do Fed em elevar a taxa de juros pelas incertezas políticas. Para onde vai o câmbio neste ano, ninguém sabe. Há duas semanas estava caminhando para abaixo de R$ 3,10.

Neste debate, dois lados devem ser delimitados. Um, achando que a indústria deve voltar a ser competitiva pela ação da política cambial; outro, defendendo a acertada tese de que a competitividade precisa ser restabelecida pelo retorno da produtividade, pelo aumento da eficiência do sistema econômico, daí a necessidade de tocar com urgência a agenda de reformas estruturais. Este sim deve ser o lado a ser perseguido e não a transitória solução de empurrar o problema “com a barriga” (para depois), ajustando a competitividade das empresas por medidas paliativas como a sempre demandada correção cambial. Dura por um tempo, mas depois acaba neutralizada pela inflação mais elevada, dada a grande inserção das cadeia produtivas locais nos mercados globais.


Mas afinal, qual deve ser o câmbio de equilíbrio? Ninguém sabe ao certo, mas pode ser aquele que o mercado definir e que seja neutro aos efeitos sobre a inflação. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

André Rocha acha que o mercado está muito caro



Desde 2012, André Rocha atualiza, periodicamente, um gráfico originalmente de um relatório da Santander Corretora. Primeiro, ele divide o Ibovespa atual pela sua média móvel dos últimos seis meses. "A região compreendida acima da média do período mais um desvio padrão significa que o mercado está supercomprado. Nessa zona, uma força vendedora pode ser esperada o que proporcionaria um recuo do índice. No outro oposto, a área abaixo da média menos um desvio padrão indica o inverso: os investidores estão supervendidos e o índice poderia se recuperar caso haja um movimento de compra por parte dos investidores".

Paulo Baia

 Encontrei, no fim da tarde, em Copacabana, um velho conhecido. Um homem de cerca de cinquenta anos, advogado, professor universitário, inte...