terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Troca de Comando na Economia Argentina

Diante de uma inflação beirando 40%, o PIB recuando 2,4% neste ano e 4,2% no próximo e 32% da população na pobreza, não restou ao presidente da Argentina Maurício Macri outra alternativa a não ser trocar o comando da economia. Sai o Ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gray, entra no seu lugar, Nicolás Dujvone, ex-economista-chefe do Banco Galícia e apresentador de um programa de TV. 

Na verdade, Prat-Gray acabou derrubado pelo desgaste de ter que adotar medidas impopulares, porém, necessárias. Isso acabou mergulhando a economia na crise atual. Para tentar concertar o caos herdado por Christina Kirchner, medidas duras e corretivas acabaram inadiáveis. 

Foi ele, por exemplo, a iniciar a liberação do mercado cambial, causando uma depreciação do peso de mais de 32% e uma inflação acima de 40% neste ano. Foi ele, também, em dura negociação com os "fundos abutres", a recolocar a Argentina de novo no mapa dos mercados financeiros globais. A dívida pública, no entanto, acabou elevada, de 42% para 53% do PIB.  

Como substituto Nicolás Dujovne terá como missão principal tentar controlar a inflação e recolocar o País na rota do crescimento. Não será uma tarefa fácil.   

Conclui-se, portanto, que Henrique Meirelles passa pelo mesmo desgaste de ter que recolocar a economia nos eixos, na rota do crescimento e, ao mesmo tempo, ter que adotar medidas impopulares, porém inadiáveis para estabilizar a economia.

Esta dificuldade de conciliar o crescimento com estabilização indica o estrago deixado tanto pela pirotécnica gestão de Dilma Roussef, como de Christina Kirchner na Argentina. Resta saber, no entanto, se Meirelles terá uma sobrevida maior do que o ministro argentino.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Que ano hein ? Para esquecer....

Impeachment, cassação de mandatos,  prisão de políticos e de empresários, ajuste fiscal em execução, uma extensa agenda de medidas, etc. Novas leis foram aprovadas nestes pouco mais de sete meses de governo Temer. Tivemos a Lei de Responsabilidade das Estatais, das Empresas Aéreas, um novo marco regulatório e legal para o Pré-Sal, novas leis para as Concessões e Privatizações, redimensionamento do papel do BNDES, uma reforma, mesmo que tímida, do Estado, a reestruturação das dívidas estaduais e também de estatais, como a Eletrobras e a Petrobras, etc.    


Não devemos também perder de vista o que representou, nos EUA, a eleição do candidato republicano (mesmo não sendo maioria entre os membros do partido), Donald Trump. Foi um soco no estômago sobre o establisment mundial. Ninguém esperava. Clamou também a angustiante situação dos refugiados da Síria e a tensão geopolítica aumentando, ainda mais depois de inúmeros ataques terroristas...

O mundo se torna cada vez mais inseguro...

domingo, 25 de dezembro de 2016

NATAL....HO, HO, HO.....HELP.....ESTOU DERRETENDO !!

Como somos colonizados! Os costumes do Natal europeu e anglo-saxão nada tem a ver com o nosso calor senegalês de início de verão. 

O calor do RJ é literalmente de rachar catedrais. Mesmo assim, todas as decorações mostram um locus de país do Hemisfério Norte , pratos de países onde agora o inverno está pleno...peru, nozes, frutos de países temperados...
E o Papai Noel? Pobres dos velhinhos de subúrbio lutando por alguns trocados nos shoppings da vida...
Realmente...somos um povo colonizado e deslocado no tempo e no espaço.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Chico Lopes mais otimista do que o mercado

"Governo pinguela não recebe o crédito devido", diz Chico Lopes. Ex-BC vê 'pessimismo generalizado' e 2017 melhor que consenso. Numa mensagem de otimismo para o ano novo recheada de argumentos técnicos, o ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, um dos mais renomados especialistas em inflação do País, disse hoje que o "pessimismo generalizado" esconde progressos inegáveis e mensuráveis feitos pelo Governo Temer, e que as coisas na economia estão menos piores do que parecem. Também acho. Problema maior neste momento é político. Na esfera econômica, este governo até que está evoluindo muito bem. É só observar o que foi aprovado no Congresso nestes sete meses...tivemos a PEC do Teto, uma revolução na gestão fiscal em 20 anos, a PEC da Reforma da Previdência foi encaminhada para ser discutida em Comissão na Câmara, passaram as leis do Pré-Sal, das empresas aéreas, dos concessões e privatizações, das estatais, só para ficar nas que eu me lembro. O BACEN conseguiu ancorar as expectativas, trazendo a inflação para o sistema de metas neste ano e no próximo, as contas externas estão melhorando, o câmbio deu uma acalmada, assim como os investimentos estão, lentamente, retornando.

Artigo interessante.

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Grupo de Conjuntura da UFES

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