*Rosa Riscala: Compasso de espera sem desfecho da guerra*
Ganha força a tentativa de estender o cessar-fogo, que termina na próxima terça-feira
… O mercado começa esta quinta-feira repercutindo indicadores de atividade na China e ainda sem convicção sobre os desdobramentos da guerra, tentando equilibrar a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã com a ausência de sinais concretos de desfecho para o conflito. Nesse ambiente mais cauteloso, a agenda ganha peso, com destaque para o IBC-Br de fevereiro, que deve mostrar desaceleração da atividade, além da produção industrial nos Estados Unidos e falas de dirigentes de bancos centrais, em meio às reuniões do FMI, em um dia que pode ajudar a calibrar as apostas para juros e crescimento. No mercado corporativo, atenção à AGO da Petrobras e à prévia operacional da Vale no primeiro trimestre. Em Nova York, sai o balanço da Netflix.
FALTA CONVICÇÃO – O cenário no Oriente Médio segue marcado por um impasse delicado: há negociação em curso, mas ainda sem qualquer avanço concreto que permita ao mercado comprar de forma mais firme a ideia de um desfecho próximo.
… O governo Trump voltou a classificar as conversas com o Irã como “produtivas”, enquanto interlocutores indicam que uma nova rodada pode ocorrer nos próximos dias, com mediação do Paquistão — mas o progresso é lento e cercado de ruídos.
… No campo diplomático, ganha força a tentativa de estender o cessar-fogo, que termina na próxima terça-feira, 21, embora não haja confirmação oficial de prorrogação. A própria Casa Branca negou que tenha solicitado formalmente a extensão da trégua.
… Mediadores pressionam por mais tempo para avançar em pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano e o futuro do Estreito de Ormuz.
… Teerã teria sinalizado disposição para permitir a navegação por águas omanitas como parte de um eventual acordo, mas sem clareza sobre a retirada de minas ou sobre a liberação plena de embarcações, inclusive as ligadas a Israel.
… Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mantêm o bloqueio marítimo e afirmam ter controle da região, embora o fluxo recente de navios indique alguma normalização parcial. Esse quadro é agravado por mensagens divergentes entre os principais atores.
… Enquanto Trump voltou a dizer que a guerra está “muito próxima do fim”, Benjamin Netanyahu adotou tom mais cauteloso e afirmou que ainda é cedo para prever o desfecho do conflito, destacando que Israel está preparado para retomar os combates.
… No pano de fundo, os Estados Unidos intensificam a pressão econômica sobre o Irã, com ameaças de sanções adicionais e investigações sobre movimentações atípicas no mercado de petróleo, o que reforça o ambiente de incerteza.
… O resultado é um mercado global sem direção clara, que oscila entre o alívio gerado pela possibilidade de diálogo e o risco de uma nova escalada da guerra, especialmente com o prazo do cessar-fogo se aproximando.
LÍBANO X ISRAEL – No outro front, o cenário também segue ambíguo, com sinais de trégua convivendo com a continuidade das operações militares. O Irã fala em um cessar-fogo de uma semana, que seria anunciado nas próximas horas, mas Israel não respalda a informação.
… Trump disse no final da noite de ontem que os líderes de Israel e do Líbano irão se encontrar nesta quinta-feira para discutir um acordo de cessar-fogo.
… O premiê Benjamin Netanyahu reforçou que os ataques contra o Hezbollah continuarão, destacando que os objetivos estratégicos seguem inalterados: o desmantelamento do grupo e a construção de uma “paz duradoura por meio da força”.
… Nesse contexto, Israel mantém a intenção de preservar uma zona de segurança no sul do Líbano, o que indica uma postura ainda defensiva e de longo prazo. Na prática, a ofensiva segue em curso.
… Israel afirma já ter eliminado cerca de 1.800 combatentes do Hezbollah desde o mês passado, enquanto avança com operações terrestres.
… Ao mesmo tempo, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, aprovou novos planos de batalha contra o Irã, reforçando a leitura de que o conflito permanece com alto potencial de escalada, mesmo diante de tentativas pontuais de cessar-fogo.
GUERRA E JUROS – O aumento das incertezas globais provocado pela guerra no Oriente Médio já começa a aparecer de forma mais explícita no discurso do Banco Central, como na fala do diretor de Política Monetária, Nilton David, em Washington.
… No seminário promovido pelo JPMorgan, à margem das reuniões de Primavera com FMI, ele afirmou que o ambiente externo mais volátil reforça a necessidade de cautela na condução da política monetária, especialmente no atual ciclo de cortes da Selic.
… “Tivemos muito ruído com a guerra, ter cautela com cortes da Selic parece a postura adequada.”
… Segundo David, o movimento iniciado em março, com redução de 0,25 ponto, deve ser entendido como um processo de “calibração” — e não como um afrouxamento das condições monetárias.
… A sinalização é de que, mesmo com cortes, a política seguirá em território restritivo, refletindo o esforço de convergência da inflação.
… Ele também destacou incômodo com a deterioração das expectativas inflacionárias mais longas, especialmente para 2028, reforçando que o objetivo do Banco Central permanece sendo o centro da meta de 3%.
… Ao mesmo tempo, ponderou que parte das expectativas de curto prazo, como as de 2026, já foge ao alcance direto da política monetária.
… No câmbio, o diretor chamou atenção para o desempenho do real, que não apenas resistiu ao choque externo como apresentou volatilidade inferior à de outras moedas emergentes. Ainda assim, avaliou que tal movimento tem caráter mais conjuntural do que estrutural.
META AMBICIOSA –O governo apresentou o PLDO de 2027 com a manutenção da meta de superávit primário de 0,5% do PIB, que é equivalente a R$ 73,2 bilhões, dentro de uma trajetória que prevê resultados crescentes até atingir 1,5% do PIB a partir de 2030.
… A sinalização é de consolidação fiscal gradual, com o objetivo de estabilizar a dívida e abrir caminho para a recuperação do grau de investimento.
… O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o cumprimento das metas é suficiente para levar o País ao investment grade, destacando que os preços de ativos brasileiros já refletem essa percepção, com spreads próximos aos de economias comparáveis.
… Para sustentar a trajetória, o PLDO incorpora mecanismos de contenção de gastos.
… Com o déficit registrado em 2025, serão acionados gatilhos do arcabouço fiscal em 2027, incluindo restrições à concessão de benefícios tributários e limite ao crescimento real das despesas com pessoal.
… Além disso, o governo projeta economia de R$ 80 bilhões com revisão de gastos e prevê exceções de até R$ 10 bilhões para estatais em reequilíbrio, como os Correios.
… O desenho também traz mudanças na contabilização de precatórios, com inclusão de 39,4% dessas despesas na meta fiscal e previsão de redução gradual dos valores fora do resultado ao longo dos próximos anos, em linha com o esforço de contenção da dívida.
… Nas premissas macroeconômicas, o governo projeta crescimento do PIB ao redor de 2,5% no período, inflação próxima ao centro da meta e trajetória de queda da Selic até 7,27% em 2030.
… O câmbio é estimado na casa de R$ 5,50 no horizonte, enquanto o preço do petróleo foi fixado em patamar conservador, ao redor de US$ 67 o barril, sem incorporar os efeitos da guerra no Oriente Médio, o que, na prática, pode gerar receitas adicionais caso o cenário atual persista.
… Apesar disso, análises de mercado já começam a questionar a qualidade do resultado fiscal projetado. Estimativa da Warren aponta que, descontados precatórios e outras despesas fora da meta, o superávit efetivo de 2027 seria de apenas 0,05% do PIB.
… Na prática, o cumprimento da meta dependeria de exclusões relevantes de gastos, o que mantém o risco de repetição de um padrão recente: metas formalmente cumpridas, mas com déficits recorrentes e pressão sobre a dívida e os juros.
CAPTAÇÃO – O Tesouro Nacional voltou ao mercado europeu após mais de uma década e levantou 5 bilhões de euros em emissão de bonds, superando a expectativa inicial de captação de 3 bilhões. A operação foi dividida em três séries, com vencimentos de 4, 7 e 10 anos.
… A demanda chegou a cerca de 15 bilhões de euros, evidenciando forte apetite de investidores estrangeiros por ativos brasileiros.
… As taxas foram definidas em 1,45%, 2,10% e 2,55%, respectivamente, acima dos rendimentos de títulos europeus equivalentes, refletindo o prêmio de risco do país.
… A operação reforça a percepção de melhora na qualidade de crédito do Brasil e dialoga com a leitura do governo de que o país já negocia próximo ao grau de investimento, em meio à busca por consolidação fiscal.
CURTAS NA POLÍTICA – A PEC que trata do fim da escala 6×1 deve ser votada na CCJ da Câmara na próxima quarta-feira, segundo Hugo Motta.
… A tramitação segue o cronograma original, apesar do pedido de vista que suspendeu a análise do parecer favorável apresentado pelo relator. A expectativa, segundo Motta, é de aprovação da proposta, mas com debate amplo antes da votação final.
MCMV. O governo pretende direcionar R$ 20 bilhões do Fundo Social do pré-sal para reforçar o financiamento do Minha Casa Minha Vida, com foco na faixa 3, voltada a famílias com renda de até R$ 9,6 mil.
… Durante o anúncio, Lula voltou a pressionar o BC por cortes de juros, defendendo que leve em conta o esforço fiscal do governo.
STF. Nos bastidores, o ministro da AGU, Jorge Messias, avançou na articulação para sua indicação ao STF e já teria apoio suficiente no Senado para aprovação, ainda que por margem estreita. A sabatina está marcada para o dia 28.
… A melhora no cenário pode abrir caminho para diálogo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, considerado até aqui o principal entrave.
ELEIÇÕES. Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula na liderança isolada no primeiro turno, com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. No segundo turno, há empate técnico, com vantagem numérica do senador: 42% contra 40%.
MAIS AGENDA – No Brasil, o destaque fica para o IBC-Br de fevereiro, às 9h, com expectativa de alta de 0,6%, após avanço de 0,78% em janeiro, segundo a mediana das projeções em pesquisa do Broadcast.
… Na comparação anual, o indicador deve mostrar estabilidade, sugerindo perda de fôlego na margem.
… Saem ainda o IPC-S da segunda quadrissemana de abril, às 8h, e, à tarde (15h), o diretor de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Picchetti, participa de evento em Washington, em meio às reuniões de Primavera do FMI.
… No noticiário corporativo, a Vale divulga após o fechamento sua prévia operacional do primeiro trimestre, enquanto a Petrobras realiza AGO.
… No exterior, o foco recai sobre a produção industrial dos EUA, às 10h15, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 9h30.
… Também entram no radar a ata do BCE e falas de dirigentes de bancos centrais, incluindo John Williams, do Fed de Nova York, em um dia marcado pelas reuniões do FMI, Banco Mundial e G20.
… Entre os balanços, destaque para PepsiCo antes da abertura em Nova York, enquanto Netflix e Alcoa divulgam seus resultados após o fechamento.
CHINA HOJE – O PIB cresceu 5% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com igual período de 2025. O resultado ficou levemente acima da previsão de 4,9% e representa aceleração contra os 4,5% do trimestre anterior.
… A produção industrial da China teve alta anualizada de 5,7% em março e superou a expectativa de 5,5%. Mas o desempenho desacelerou contra o bimestre janeiro/fevereiro, quando houve alta de 6,3%, na comparação anual.
… As vendas no varejo chinês desapontaram com alta de 1,7%, bem inferior à aposta dos analistas de mercado de 2,3% e ao resultado do primeiro bimestre, quando foi registrada uma alta anual de 2,8%.
BDM LIVE – O Bom Dia Mercado realizará hoje (quinta-feira), 16, uma entrevista ao vivo com Alfredo Menezes, sócio fundador da Armor Capital e ex-tesoureiro do Bradesco, com transmissão pelo canal do BDM no YouTube, a partir das 10h.
… Alfredo Menezes irá analisar O Impacto da Guerra nos Mercados e todo o vaivém decorrente das ameaças de Trump no Estreito de Ormuz.
… Hoje, às 10h, Alfredo Menezes no BDM! Inscreva-se para acompanhar: https://novidade.bomdiamercado.com.br/bdm-live-16-04
… A live será conduzida por Téo Takar, editor-chefe do BDM Online, com a participação dos jornalistas Márcio Anaya e Rosa Riscala.
O DESCANSO DO CAMPEÃO – A falta de novidades sobre um acordo com o Irã veio a calhar para o Ibovespa testar uma acomodação, depois da sequência de recordes, na estratégia de pausa para pegar fôlego e seguir em frente.
… Os 200 mil pontos viraram objeto de desejo da bolsa, que agora que está tão perto, não vai querer deixar escapar.
… Depois de onze altas non stop, com cinco fechamentos nos melhores níveis de todos os tempos, a realização de lucro do índice à vista veio modesta, em baixa de 0,46%, a 197.737,61 pontos, reforçando que sonha com os topos.
… Matéria no Broadcast com análises gráficas aponta os próximos alvos do Ibovespa no curtíssimo prazo, se os 200 mil pontos forem superados. A Valor Investimentos indica os 204 mil e depois os 208 mil como níveis de resistência.
… Analista do BTG Pactual afirma que os modelos de curto, médio e longo prazos indicam tendência de alta. Na escadinha de pontuação, vem 200 mil pontos, depois 204 mil/205 mil, partindo para 210/212 mil, até bater 225 mil.
… Em um cenário mais de médio prazo, o Itaú BBA acredita que, rompendo os 200 mil, o próximo objetivo é 250 mil.
… Tem muito terreno a ser conquistado, com o apoio decisivo do fluxo estrangeiro, que não para de entrar no Brasil.
… Turbinado ontem pelo vencimento de opções, o giro no Ibovespa marcou R$ 38,3 bilhões. Na B3 como um todo, o volume de negociação bateu a marca extraordinária de R$ 120 bi, a maior em cinco anos, em novo pico histórico.
… A leve correção negativa do Ibovespa nesta quarta-feira respondeu, em boa medida, à queda da Petrobras e de parte dos bancos, enquanto a Vale teve comportamento morno (+0,16%; R$ 88,44), em dia de alta de 1% do minério.
… Também o tombo de 10,38% da MBRF pesou, após o fundo saudita Salic realizar uma venda em bloco da gigante global de alimentos, de 70 milhões de ações (R$ 1,5 bilhão), o que representa 5% do capital social da empresa.
… BB recuou 3,86% (R$ 24,40) e Santander caiu 1,22% (R$ 31,68). Bradesco PN subiu só 0,10% (R$ 20,80) e Itaú ganhou 1,10% (R$ 47,04). Petrobras PN perdeu 2,07%, a R$ 46,89, e o papel ON devolveu 1,94%, cotado a R$ 51,50.
… Com a ofensiva militar que não se resolve, o petróleo seguiu a recomendação de que, na dúvida, o melhor é não fazer nada. Em pregão apático, o Brent subiu só 0,14%, para US$ 94,93, um dia depois de ter caído quase 5%.
SPRINT – Em Nova York, mesmo sem segurança de que a guerra vai acabar, o Nasdaq cravou onze sessões seguidas em alta e recorde de fechamento, junto com o S&P 500, destoando do pregão silencioso nos outros mercados.
… O Nasdaq avançou 1,59% e alcançou a marca inédita de 24 mil pontos, aos 24.016,017 pontos. O S&P 500 subiu 0,80% e superou os 7 mil pontos pela primeira, aos 7.022,89 pontos. O Dow Jones caiu 0,15%, a 48.463,72 pontos.
CANSAÇO NO CÂMBIO – Em meio às primeiras dúvidas no mercado se ainda haveria espaço para o real seguir se fortalecendo diante da moeda americana, o dólar patinou ontem e fechou estável, pouco abaixo dos R$ 5.
… Diante da sessão comportada dos ativos globais ontem, fica difícil de saber se a dificuldade exibida pelo real em buscar novos pisos já foi sinal de exaustão ou se o câmbio só preferiu aguardar os próximos capítulos da guerra.
… O dólar fechou em queda marginal de 0,03%, aos R$ 4,9922, renovando a menor cotação em dois anos e estabelecendo a sexta sessão seguida de baixa. Terminou a primeira metade do mês com recuo acumulado de 3,60%.
… Como se viu na participação de Nilton David no seminário em Washington, ele se mostrou surpreendido pela resiliência do real, apesar da eclosão da guerra. Mas não acredita em qualquer mudança estrutural no câmbio.
… Revelou que o BC não conta com a depreciação do dólar na missão de levar o IPCA para o centro da meta de 3%, porque “em algum momento, a moeda vai subir e isso não vai ser uma situação confortável para a inflação.”
… Assim como a bolsa e o câmbio, também os juros futuros viveram ontem um pregão de oscilações contidas. A ponta curta exibiu viés de baixa com novas evidências, pelo segundo dia seguido, de desaquecimento da atividade.
… Depois de o dado de serviços do IBGE ter vindo mais fraco do que o esperado em fevereiro, as vendas no varejo endossaram a percepção de que a economia doméstica pode estar entrando em uma desaceleração gradual.
… As vendas no varejo restrito, que não incluem automóveis e material de construção, subiram 0,6%, feitos os ajustes sazonais, abaixo da mediana de 0,9%. O varejo ampliado avançou 1%, frustrando a aposta de alta de 1,8%.
… Se também o IBC-Br desacelerar o ritmo hoje, será o terceiro indicador a indicar perda de fôlego da atividade.
… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,960% (de 13,988% no ajuste anterior); Jan/28, 13,355% (contra 13,379%); Jan/29, 13,220% (de 13,200%); Jan/31, 13,350% (de 13,298%); e Jan/33, 13,470% (de 13,423%).
CHÁ DE CADEIRA – No clima de esperar para ver se o canal diplomático do Oriente Médio vai funcionar, o índice DXY fechou no zero a zero (-0,07%, a 98,055 pontos), depois de ter devolvido grande parte do estresse nos últimos dias.
… Analistas do mercado financeiro observam que, no curto intervalo de uma semana, o dólar praticamente zerou os ganhos acumulados em março, sugerindo que o prêmio de risco do conflito está desaparecendo rapidamente.
… Fecharam estáveis ontem o euro (-0,04%), a US$ 1,1803, e a libra, a US$ 1,3572, enquanto o iene caiu 0,10%, a 158,97 por dólar, após relatos de conversas entre autoridades japonesas e americanas sobre medidas cambiais.
… Fontes da Reuters disseram que o BCE está reticente em aumentar os juros agora em abril, poque ainda não há evidências de que o salto nos preços de energia com a guerra já esteja provocando efeitos secundários.
… O dirigente do BCE François Villeroy de Galhau confirmou que “não há pressa” e que é “prematuro” focar em abril.
… A colega Isabel Schnabel avaliou que a zona do euro está em uma posição relativamente favorável, porque a inflação já havia retornado a 2% antes do início do conflito, dando mais espaço para avaliar o choque com calma.
… De seu lado, o também dirigente do BCE Martins Kazaks afirmou em entrevista à TV que não tem “nada contra” as apostas do mercado para dois cortes na taxa de juros da zona do euro este ano, começando no mês de junho.
… Já no Fed, Alberto Musalem defendeu a manutenção dos juros “por algum tempo”, mas disse estar aberto a apertos monetários se a escalada do petróleo ameaçar as expectativas da inflação americana no longo prazo.
… A taxa da Note de dois anos avançou a 3,761% (de 3,747%) e a de dez anos subiu para 4,279% (contra 4,250%).
CIAS ABERTAS NO AFTER – CVM questionou ITAÚ e BRADESCO sobre notícias de que teriam comprado R$ 1 bilhão em carteiras do Banco de Brasília (BRB), de empréstimos concedidos a Estados e municípios com aval da União…
… Em resposta, o Itaú confirmou a operação, mas disse que os valores envolvidos são “imateriais” para a companhia, de acordo com os seus critérios, razão pela qual tal transação não se qualifica como fato relevante…
… Também o Bradesco confirmou que vem adquirindo carteiras de empréstimos concedidos pelo BRB a Estados e municípios, mas em valor menor do que o montante mencionado nas notícias…
… De seu lado, o BTG PACTUAL admitiu que avalia ativos do BRB, mas negou qualquer relação com a Quadra Capital nas discussões. O posicionamento vem após informações de que a gestora negocia carteira de ativos há 60 dias.
TELEFÔNICA pagará R$ 365 milhões em JCP (R$ 0,114 por ação). Ex em 28/04.
MOTIVA pagará R$ 124 milhões em JCP (R$ 0,0617 por ação), com pagamento em 28/04.
MARCOPOLO pagará R$ 0,085 por ação em JCP, a partir de 08/05, com base na posição de 24/04.
AZUL confirmou emissão de bônus trilionários no Chapter 11 e mudança na proporção entre ADS e ações após grupamento.
MINERVA confirmou captação de US$ 600 milhões em bonds (cupom de 7,5%).
BRAVA ENERGIA. Certificação de reservas, com data-base em 31/12/25, totalizou 459 milhões de barris de óleo equivalente (boe) em reservas provadas (1P) e 611 milhões de boe em reservas provadas mais prováveis (2P).
HELBOR lançou R$ 153,5 milhões (+4,9%) e teve vendas de R$ 226,3 milhões (-17,2%).
MELNICK. Vendas cresceram 130% no 1TRI26, para R$ 300 milhões.
LAVVI. Vendas líquidas caíram 3%, para R$ 249,8 milhões; distratos subiram 69,5%.
VITRU captou R$ 230 milhões em follow-on, com ações a R$ 14,69. (fontes do Broadcast)
COPASA. Volume de água caiu 0,4% no 1TRI26; volume de esgoto subiu 0,3%.
AZZAS 2154. FMR LLC passou a deter 5,035% das ações.
ALLIANÇA. Fitch rebaixou rating de C(bra) para RD(bra) após inadimplência em debêntures.
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