Análise Bankinter Portugal
NY +0,8% US tech +1,3% US semis +1,9% UEM +1,7% España +2,5% VIX 21,2% Bund 2,75% T-Note 4,12% Spread 2A-10A USA=+56pb B10A: ESP 3,19% PT 3,12% FRA 3,35% ITA 3,43% Euribor 12m 2,31% (fut.2,42%) USD 1,159 JPY 182,2 Ouro 5.156$ Brent 84,1$ WTI 77,5$ Bitcoin -1,0% (72.551$) Ether -0,8% (2.130$).
SESSÃO: A geopolítica ofereceu ontem uma pausa. O petróleo estabilizou-se e as bolsas subiram. Europa +1,7% e EUA +0,8%. A chave foi os rumores sobre uma possível negociação entre os EUA e o Irão e os planos de Trump de garantir e escolar os navios petrolíferos pelo Estreito de Ormuz. A macro americana, embora de segundo plano, também foi importante. O ISM Serviços acelerou (56,1 desde 53,8) e o seu componente de preços pagos moderou-se (63,0 desde 66,6). Boa combinação num momento em que qualquer registo de preços é analisado com lupa.
Mas a alegria durará pouco. Irão nega as negociações com os EUA, que afundaram um navio iraniano nas costas de Sri Lanka. O petróleo acelera (WTI +3,8% até 77,5 $ e Brent +3,4% até 84,1 $), os futuros sobre as bolsas antecipam uma sessão em baixa (-0,3%/-0,5%) e o dólar aprecia-se (1,159 vs. euro).
De pouco servirá na sessão que Broadcom tenha batido em resultados e guias e subisse +5,3% em aftermarket. Ou que a macro americana seja, novamente, construtiva. A Produtividade Não Agrícola provavelmente irá abrandar (+1,9% desde +4,9%). Seria lógico, porque corresponde ao 4T, quando a Administração americana permaneceu 43 dias encerrada. Contudo, irá manter um nível mais que aceitável. E o avanço dos Custos Laborais Unitários será limitado (+2,0% vs. -1,9% anterior), refletindo que o mercado laboral não supõe, agora mesmo, uma fonte relevante de inflação.
CONCLUSÃO: O nervosismo voltará hoje ao mercado, que estará pendente de qualquer notícia sobre o conflito no Irão. Após os avanços de ontem, hoje as bolsas cairão, as rentabilidades das obrigações irão aumentar e o petróleo irá subir. A chave para uma estabilização sustentável dos ativos de risco é a duração do conflito. Continuamos a pensar que será questão de semanas, no pior caso, não de meses. Por isso, a correção irá oferecer uma boa oportunidade de entrada a preços mais baixos nos setores que gostamos: defesa, semis, utilities, infraestruturas, bancos, petróleo…
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