Análise Bankinter Portugal
NY +2,9% US tech +3,4% US Semis +6,2% UEM +0,5% España +0,5% VIX 25,3% Bund 2,93%. T-Note 4,27%. Spread 2A-10A USA=+52pb B10A: ESP 3,40% PT 3,36% ITA 3,76% FRA 3,62% Euribor 12m 2,870% (fut.12m 3,044%). USD 1,158 JPY 183,5/€ 158,4/$. Ouro 4.702 $. Brent 101,3$. WTI 99,3$. Bitcoin +2% (68.919$). Ether +4,2% (2.144$).
SESSÃO. Sensação do final dos problemas. Desde ontem, quando as subidas já foram evidentes. E mesmo antes de um fim de semana prolongado para o mercado, porque na sexta-feira os EUA e a Europa estão fechados; bolsas e obrigações. Se o fecho de posições para um fim de semana prolongado for feito com posições longas, é porque ninguém quer ficar de fora de uma recuperação previsivelmente rápida a partir de segunda-feira (6), portanto, posiciona-se agora mesmo, desde quarta (1)/quinta-feira (2), para não perder o momento. É um sintoma muito bom. Os futuros vêm a subir +1%/+2% na Europa e um pouco mais cansados nos EUA após as fortes subidas de ontem, ca.+0,4%.
As razões para isto são:
(i) A determinação de Trump, ontem, insistindo que já terminaram a fase mais complicada do “trabalho” no Irão (neutralizar a ameaça militar). Falará às 2 h (quinta-feira). Interpretação: o Irão já não tem meios militares, portanto, a ameaça está neutralizada, inclusive a nuclear. Este era o principal objetivo dos EUA/Israel. Pode-se intuir que Trump anuncie alguma espécie de vitória e/ou final da guerra.
(ii) Os estados da região do Golfo Pérsico/Golfo de Omã (Arábia Saudita, Estados Árabes Unidos, etc.) afirmam que se unirão aos EUA para permitir a livre navegação, inclusive pela força (WSJ). Interpretação: Irão fica sem aliados regionais definitivamente, que sabem que precisam de vender petróleo para sobreviver. E a Guarda Revolucionária iraniana fica neutralizada sem petróleo. O Irão passa a ser o “pestilento” e, a partir de agora, a responsabilidade recairá sobre um regime, não ao país, de modo que surgirá outro regime menos agressivo, que fará parte do anterior, mas reformulado e menos perigoso.
(iii) O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano (Araqchi) confessou ontem as negociações com os EUA (Witkoff) para uma saída negociada, ficando a Guarda Revolucionária sozinha a partir de agora a promover a guerra. Interpretação: o regine iraniano quebrou-se. Divide et vinces…
A frente convencional e racional apoia esta sensação de problemas menos graves do que o temido. Ontem saíram alguns dados americanos inesperadamente bons, embora hoje seja preciso reconhecer que eram registos de fevereiro e a guerra começou em março: Confiança do Consumidor 91,8 vs. 87,2 esperado vs. 91,2 anterior e JOLTS ou Empregos Disponíveis 6,88M vs. 6,89M esperados vs. 6,95 anterior. Mas, embora sejam de fevereiro, dão confiança ao mercado, porque significa que a economia norte-americana, emprego incluído, estava em melhor forma do que se pensava antes do início da guerra, portanto, supõe um ponto de partido melhor para enfrentar as próximas semanas. E na Europa saiu uma inflação já de março não tão má como esperado: +2,5% vs. +2,6% esperado vs. +1,9% fevereiro. E com a Subjacente a retroceder até +2,3% desde +2,4%, o que também tranquiliza um pouco.
HOJE sairá macro relevante, mas terá influência baixa, porque o mercado deixar-se-á empurrar pelas 3 razões mencionadas de interpretação positiva sobre a guerra no Irão. Às 9 h, Desemprego UE (fevereiro; repetir em 6,1%). 13:15 h EUA Inquérito ADP Emprego Privado (março; 40k vs. 63k). 13:30 h EUA Vendas a Retalho (fevereiro; +0,5% vs. -0,2%). 15 h EUA ISM Industrial (março; 52,5 vs. 52,4).
CONCLUSÃO. Desfrutamos do rally do fim da guerra no Irão. Poderão ser sinais falsos, mas parece improvável. Ontem, Wall St +2,9% e semis +6,2%. Esta madrugada, Japão +5,2% e Coreia +8,5%. Europa vem a subir ca. +2%. Obrigações bastante compradas, com redução geral de yield (-5/-20 p.b.). Parece que a nossa estratégia de não só reduzir exposição, mas principalmente comprar acompanhando as quedas foi acertada, principalmente semis. Insistimos que “para ganhar é preciso estar presente”. Ninguém pode certificar que
este seja o final garantido do mau, porque haverá idas e voltas, bastante volatilidade, mas parece que estamos no ponto de inflexão para melhor. Daí as nossas Carteiras Modelo de abril (ainda serão publicadas) manterem os níveis de exposição intactos e elevados, aplicando apenas um ajuste fino nas obrigações… portanto, receberão esta recuperação do mercado.
FIM
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