sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Bankinter Portugal Matinal 1402

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O mercado avalia em positivo o que Trump assinou ONTEM, um memorando a descrever a sua estratégia alfandegária e não uma ordem

executiva, pelo que se interpreta como o início de um período de estudo sobre a situação alfandegária e negociações antes de atuar eficazmente sobre os impostos alfandegários. Por isso, ontem, as bolsas subiram e esta madrugada Ásia replicou o movimento, com ligeira redução de umas yields das obrigações que tinham subido nos dias anteriores. Ganha-se tempo e o mercado aproveita para subir, mesmo apesar da inflação americana de quarta-feira ter aumentado inesperadamente.

 

HOJE começa a Conferência de Segurança em Munique e Vance (Vice-Presidente EUA) já começou com um tom duro. Em entrevista, afirmou que os EUA têm ferramentas económicas (sanções), mas também militares, no caso da Rússia não concordar com uma paz com a Ucrânia, que garante a sua independência a longo prazo. Os EUA implicam esta frente na negociação, combinando uma postura dura (Vance) com outra conciliadora e branda, representada pelo Secretário de Defesa (Hegseth), que afirmou há 48 h que não é realista esperar que a Ucrânia recupere as suas fronteiras de 2014, e que tampouco integre a OTAN. Mas isso de

mencionar opções militares contra a Rússia não terá agradado Putin, portanto devemos esperar um fim de semana de planeamento duro da sua parte. Esta Conferência em Munique é o importante até segunda-feira. Qualquer desenvolvimento é possível, mas esperar muito no início de qualquer negociação (impostos alfandegários ou Ucrânia) é ingénuo, porque é precisamente quando se realizamos planeamentos mais extremos para depois ir identificando algum ponto de encontro

construtivo.

 

Saem HOJE alguns dados americanos, mas provavelmente fracos (Vendas a Retalho e Produção Industrial: -0,1% e +0,3%, respetivamente) e terão pouca atenção, porque a geoestratégia/Ucrânia permanecerá em primeiro plano. Trump tinha prometido, em campanha eleitoral, acabar com a guerra na Ucrânia em 24 h e Putin precisa de terminar a invasão o quanto antes, desde que a possa vencer. Às vezes, a realidade é cruel. Ambos precisam de um acordo sobre a Ucrânia para saírem reforçados, portanto, embora leve tempo, alcançarão algum tipo de acordo sem contar com a Ucrânia nem com mais ninguém, e isso reduzirá o prémio de

risco geoestratégico. A conclusão mais óbvia de tudo isto é que a Europa deverá proteger-se seriamente e isso continuará a favorecer as empresas de defesa. Por isso, e perante a ausência de fundos focados em defesa, construímos e lançamos a nossa Carteira Temática de Defesa em novembro de 2024.

 

CONCLUSÃO: Quer subir um pouco mais, mas pode tornar-se pior

(ou melhor) a qualquer momento, dependendo das declarações na Conferência de Segurança de Munique. Isto determinará tudo. Não terão em conta a macro nem os resultados corporativos. E a próxima semana será de intensidade média/baixa, em comparação com esta que terminamos hoje, destacando um ZEW alemão (Sentimento Económico) melhor na terça-feira (17,5 vs. 10,3), Atas da última reunião da Fed na quarta-feira, Indicador Adiantado americano na quinta-feira (0% vs. +0,1%) e PMIs na sexta-feira. Pode ser que a inércia seja bastante alta, mas muito suave.

 

S&P500 +1% Nq-100 +1,4% SOX +1,3% ES-50 +1,8% IBEX +0,2% VIX 15,1 Bund 2,41% T-Note4,53% Spread 2A-10A USA=+23pb B10A: ESP 3,08% PT 2,92% FRA 3,10% ITA 3,49% Euribor 12m 2,417% (fut.2,215%) USD 1,046 JPY 159,7 Ouro 2.936$ Brent 75,1$ WTI71,3$ Bitcoin +0,9% (96.729$) Ether +0,5% (2.697$).

 

FIM

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Call Matinal JHN Consulting 1302

 

Call Matinal

13/02/2025

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (12/02)

MERCADOS

O Ibovespa, na quarta-feira (12), levou um “belo tombo”, recuando 1,69%, a 124.380 pontos. Já o dólar comercial, se manteve estável, recuando 0,08%, a R$ 5,76. A contribuir para este aparente mau humor dos mercados, o desenrolar dos movimentos de Trump, agora a anunciar a reciprocidade no fechamento dos mercados.

 

PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00

Neste início de quinta-feira, índices futuros dos EUA operando em baixa. Após o IPC na América subir 0,5% em janeiro, acima do esperado, reforça-se a percepção de que o espaço para o Fed promover mais cortes de juros vai se limitando. Aguardemos hoje a divulgação do PPI. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quarta-feira que havia falado com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, e que ambos os líderes queriam paz. Nesta madrugada, as bolsas asiáticas fecharam sem direção única. Já na Europa, em maioria, os mercados fecharam em alta, na expectativa de paz na Ucrânia.

 

EUA

Dow Jones Futuro, -0,09%

S&P 500 Futuro, -0,17%

Nasdaq Futuro, -0,10%

 

Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China), -0,42%

Nikkei (Japão), +1,28%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,20%

Kospi (Coreia do Sul), +1,36%

ASX 200 (Austrália), +0,06%

 

Europa:

FTSE 100 (Reino Unido), -0,50%

DAX (Alemanha), +1,02%

CAC 40 (França), +0,86%

FTSE MIB (Itália), +0,31%

STOXX 600, +0,44%

 

Commodities:

Petróleo WTI, -0,77%, a US$ 70,82 o barril

Petróleo Brent, -0,73%, a US$ 74,63 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,52%, a 808 iuanes (US$ 110,55)

 

NO DIA, 1202

 

Nos EUA, hoje temos o PPI, depois de um CPI que acabou surpreendendo. Veio em 0,5% no mensal, a 3,0% no anual, acima das expectativas, de 2,9%. Núcleo veio a 3,3%, esfriando apostas de cortes de juros pelo Fed. Transferiu-se de junho para setembro a expectativa de uma única queda no ano. Sobre o PPI, a estimativa é de aceleração de 0,2% em dezembro para 0,3% em janeiro, com alta anualizada de 3,3% no índice cheio e no núcleo, que deve avançar 0,3% na margem, depois de ter zerado em dezembro.

 

Na agenda de balanços, a ação da Cisco deu um salto de 6,5%, ontem, no after hours após elevar projeções de receita para o ano inteiro. Também o ADR de Suzano subiu bem (5,6%), com o balanço acima do esperado. Hoje, tem Barclays (antes da abertura) e Commerzbank.

 

Ontem, Trump voltou a ser o centro das atenções, ao prometer para esta manhã o anúncio das “tarifas recíprocas”. Na agenda por aqui, hojé temos dados do varejo (PMC IBGE), a confirmar a desaceleração da economia no final do ano passado, depois da queda inesperada dos serviços em dezembro.

 

Na Zona do Euro, a produção industrial caiu 1,1% na de novembro para dezembro, abaixo do consenso, que previa menos queda, a 0,5%. No anual, a produção do bloco europeu sofreu queda de 2% em dezembro ante previsão de retração de -3,6%

 

Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting

 

Boa quinta-feira a todos!

BDM Matinal Riscala 1302

 *Rosa Riscala: Trump anuncia tarifas recíprocas esta manhã*


… Ação da Cisco deu um salto de 6,5% no after hours após elevar projeções de receita para o ano inteiro. Também o ADR de Suzano subiu bem (5,6%), com o balanço acima do esperado. Hoje tem Barclays (antes da abertura) e Commerzbank. O petróleo, que caiu forte com a negociação para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, recebe o relatório da AIE, à primeira hora. Entre os indicadores, após a inflação do CPI surpreender nos EUA, sai o PPI (10h30), enquanto o investidor começa a acreditar que o Fed não cortará mais o juro este ano. O presidente Trump volta a roubar a cena, prometendo para esta manhã o anúncio das tarifas recíprocas. Aqui, dados do varejo (9h) podem confirmar a desaceleração da economia no 4Tri, depois da queda inesperada dos serviços em dezembro.


… A mediana do mercado indica um recuo de 0,1% na margem para as vendas do comércio restrito em dezembro, menos do que a queda de 0,4% em novembro. Em pesquisa Broadcast, as estimativas vão de queda de 1,7% a alta de 0,6%.


… Contra dezembro de 2023, a mediana aponta para crescimento de 3,2%, menos robusto que a alta de 5% de novembro. Já para 2024, a estimativa é de que o ano tenha fechado com crescimento de 4,8% (mediana), impulsionado pelo emprego forte e estímulos fiscais.


… A pequena queda das vendas do varejo restrito em dezembro é atribuída pelos economistas a uma acomodação de grupos que são mais sensíveis aos juros elevados, como móveis e eletrodomésticos e equipamentos de escritório e informática.


… É possível que também o segmento de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios fique perto da estabilidade, embora a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) tenha registrado avanço de 0,8% no varejo de alimentos no mês.


… Já para o varejo ampliado, a mediana do mercado indica alta de 0,1% em dezembro, após queda de 1,8% em novembro, sustentada pela melhora no desempenho de veículos e motos. Em 2024, a mediana indica crescimento de 4,3%.


… Nesta 4ªF, a queda de 0,50% dos serviços prestados em dezembro acelerou apostas de que a economia entrou em modo desaceleração já no 4Tri do ano passado, mantendo os juros em baixa. O mercado esperava alta de 0,10%


… Em seminário no Rio, Galípolo disse que o BC “vai tomar o tempo que for necessário para ter certeza de que os novos dados são mesmo uma tendência”, mas o DI curto devolveu prêmios, enquanto os longos subiam com os yields dos Treasuries.


… A inflação ao consumidor EUA bateu 3% em janeiro e 3,3% no núcleo, ambos acima das previsões, esfriando apostas em cortes de juros pelo Fed. O mercado transferiu de junho para setembro a expectativa de uma única queda no ano (mais abaixo).


… Hoje, o PPI tem estimativa de aceleração de 0,2% em dezembro para 0,3% em janeiro, com alta anualizada de 3,3% no índice cheio e no núcleo, que deve avançar 0,3% na margem, depois de ter zerado em dezembro.


O FED ESTÁ CERTO – Sob pressão, o CPI de janeiro dos EUA provou que a percepção de Powell de que “ainda não chegamos lá” [quanto à inflação] tem base na realidade e que o Fed pode seguir sem pressa de cortar juro.


… O índice cheio dos preços ao consumidor subiu 0,5% contra dezembro, superando a previsão de alta de 0,3%. Na base anualizada, o avanço de 3% também veio acima do crescimento de 2,9% projetado pelos analistas.


… Ainda a métrica do núcleo surpreendeu o consenso na base mensal (+0,4%, contra aposta de 0,3%) e na comparação ano a ano (3,3%, de estimativas de 3,1%), indicando que a inflação continua persistente.


… Os números são a pista mais recente de que a perda de fôlego da inflação estagnou acima da meta de 2%.


… No contexto dos tarifaços de Trump, a coisa ainda pode piorar, realimentando os preços e adiando o cronograma de flexibilização monetária do Fed. Em sessão-reprise no Congresso, Powell repetiu seus recados.


… Reconheceu que as políticas protecionistas do novo presidente americano podem exigir uma resposta dos juros, mas que a decisão será baseada em dados. Disse ainda que o Fed não tem pressa para ajustar sua postura.


HIPERATIVO – Se tem uma pessoa no mundo que sabe ocupar a mídia é ele, Donald Trump.


… O presidente dos EUA começa o dia derrubando o petróleo, com telefonemas a Putin e Zelensky para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e termina avisando que as tarifas recíprocas com os parceiros americanos serão anunciadas nesta manhã.


… Os países mal tiveram tempo de absorver a elevação da tarifa de importação sobre o aço e o alumínio para 25%.


… No Canadá, Trudeau volta a ameaçar que, se as tarifas se confirmarem, “vamos responder de maneira firme”. O primeiro-ministro tenta convencer que essas tarifas vão comprometer o crescimento dos EUA e afetar os consumidores americanos.


… Aqui, o governo Lula faz bico de siri e evita entrar em conflito com a Casa Branca.


… Fontes da Agência Estado disseram que o governo brasileiro espera a aprovação do indicado por Trump para o cargo de representante comercial do país (USTR), Jamieson Greer, no Senado para avançar as negociações sobre as tarifas de importação de aço e alumínio.


… Perguntado, o vice Geraldo Alckmin disse que “vamos procurar o governo americano e buscar a melhor solução para nós”.


… Assim como muitos países, o Brasil deve ser atingido também pela reciprocidade das tarifas, já que cobra em média 11% dos produtos importados para os Estados Unidos, contra apenas 2% das importações americanas sobre os produtos brasileiros.


… Hoje, o ministro Fernando Haddad encontra-se com o presidente da Apex, Jorge Viana, às 11h, e as tarifas devem estar na pauta.


TEM LADO – Assim como Trump se posicionou em defesa de Israel em Gaza, tudo indica que na guerra da Ucrânia está mais para o lado de Putin. Já disse que o país não deve fazer parte da Otan e que “é improvável” que recupere todas as terras [perdidas para a Rússia].


MUDANÇAS NO IR – Após reunião com Hugo Motta ontem, o ministro Padilha pediu ontem ao presidente da Câmara que crie ambiente político para aprovar este ano da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. 


… Sobre a compensação para o valor que deixará de ser arrecadado com a mudança na faixa de isenção, Padilha disse que o teor do projeto só será conhecido quando o texto chegar ao Congresso, nas próximas semanas.


FRITURA AO VIVO – Lula fritou ontem o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, em entrevista a rádio do Amapá. Irritado, disse que o Ibama “não sai do lenga-lenga” para autorizar a prospecção de petróleo na foz do Rio Amazonas.


… A fala, segundo Vera Rosa, do Estadão, foi interpretada no meio político como sinal de que haverá mudanças na cúpula do instituto. Agostinho é filiado ao PSB, partido de Alckmin, e muito próximo da ministra Marina Silva.


… Márcio Macêdo (PT), atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, é o nome mais citado para presidir o Ibama. Biólogo, ele foi superintendente do Ibama em Aracaju (SE) e secretário do Meio Ambiente de Sergipe.


… Nesse redesenho, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, assumiria a vaga de Macêdo numa pasta que cuida da relação do governo com movimentos sociais e onde Lula quer um perfil mais voltado à articulação política.


SAÍDA EM MASSA – O rebalanceamento do índice MSCI Brazil deve provocar um fluxo de US$ 615 mi em venda de ações listadas na B3, que serão excluídas da carteira teórica a partir de 3/3. A estimativa é da XP, obtida pelo Valor.


… A projeção não leva em conta potenciais fluxos de entrada que podem ser gerados com a elevação do peso de outras ações.


… Hapvida, Cosan, Hypera e CSN saem do índice. Stone&Co e Inter&Co também caem, mas não são listadas na bolsa brasileira. O movimento mais intenso deve ocorrer em 28 de fevereiro, último dia útil antes de a carteira mudar.


MAIS AGENDA – O resultado da safra de grãos 2024/2025 será divulgado às 9h e ganha particular interesse neste momento de crise dos alimentos, que leva o governo a estudar medidas para conter o choque na inflação.


… Às 14h, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda faz coletiva com o tema “2024 em retrospectiva e o que esperar de 2025”. O BC divulga às 14h30 a pesquisa de condições de crédito no 4Tri.


… Em giro pela região norte, Lula fará uma série de entregas hoje em Macapá, ao lado de Alcolumbre, que é senador pelo Amapá. Depois, o presidente fará parada em Belém para entregar unidades do MCMV.


… O convite de Lula para Alcolumbre viajar com ele faz parte de uma estratégia de aproximação.


… O presidente sinaliza a aliados a intenção de destravar as conversas sobre a reforma ministerial, incluindo os líderes do Senado e Câmara. Motta e Alcolumbre foram informados que serão chamados para reuniões (Folha).


… Pelo cronograma descrito por colaboradores, Lula deverá iniciar as mudanças na Esplanada nas pastas ocupadas por petistas ou ministros de sua cota pessoal. Nessa condição, estaria Nísia Trindade (Saúde).


… Para seu lugar, estão cotados dois ex-titulares da pasta: Padilha e Arthur Chioro. Após a lambança da fala sobre o reajuste do Bolsa Família, a situação de Wellington Dias (Desenvolvimento Social) é considerada frágil.


LÁ FORA – Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego (10h30) devem cair para 215 mil, de 219 mil na semana anterior, reforçando a resiliência do mercado de trabalho.


… A produção industrial da zona do euro (7h) deve registrar resultado ruim em dezembro, com queda de 0,5% ante novembro, quando cresceu 0,2%. Na comparação anual, a baixa deve se aprofundar para 3,6%, de -1,9%.


JUROS MAIS ALTOS – Diante da aceleração inesperada do CPI, o mercado adiou de julho para setembro a retomada do ciclo de cortes dos juros, segundo a ferramenta de apostas do CME. O cenário mais provável é de -25pb (41,1%).


… As apostas para uma redução maior, de 50 pontos-base, foram reduzidas de 22% para 14%.


… Para a Capital Economics, até mesmo um único corte de 25pb neste ano nos EUA é uma precificação “muito dovish”. Os juros dos Treasuries reagiram à chance maior de manutenção dos juros por mais tempo.


… O CPI acima do esperado disparou os rendimentos dos Treasuries, com o retorno da note-2 anos em 4,358%, de 4,286% na véspera. O da note-10 anos saltou a 4,628%, de 4,527%, e o do T-bond-30 anos foi a 4,833%, de 4,749%.


… Fed boys reforçaram o discurso de Powell. Raphael Bostic usou a mesma frase: “Não estamos com pressa para alterar os juros”. Austan Goolsbee disse que mais dados como esse vão significar que o trabalho do Fed “claramente não foi concluído”.


… O avanço dos juros dos Treasuries com o CPI foi reproduzido aqui pela ponta longa do DI, enquanto a curta refletiu a percepção renovada de que o ritmo da atividade econômica doméstica está perdendo pique desde o 4Tri.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 caiu a 14,895% (de 14,940% no pregão anterior) e o Jan/27 ficou estável em 15,060%. Jan/29 subiu a 14,915% (de 14,825%); Jan/31, a 14,910% (de 14,800%); e Jan/33, a 14,840% (14,760%).


… Em NY, as bolsas não resistiram ao peso do CPI e caíram. O Dow Jones cedeu 0,50%, aos 44.368,56 pontos, e o S&P 500 recuou 0,27% (6.051,94). Nasdaq ficou estável (+0,03%), aos 19.649,95 pontos.


… Na contramão dos Treasuries, o índice dólar (DXY) ficou estável (-0,02%) em 107,938 pontos, com as conversas entre Trump, Putin e Zelensky sobre um possível fim da guerra da Ucrânia se sobrepondo ao cenário de inflação.


… A notícia derrubou os preços do petróleo, que já vinham caindo diante do aumento dos estoques dos EUA, de 4 milhões de barris, segundo o DoE, quase o dobro do esperado. Na ICE, o Brent para abril fechou em queda de 2,36%, a US$ 75,18 por barril.


… Por aqui, o Ibovespa apanhou com a expectativa de juro alto por mais tempo nos EUA e caiu 1,69%, aos 124.380,21 pontos, com o giro de R$ 55,7 bilhões, reforçado pelo vencimento de Ibovespa futuro e exercício de opções sobre o índice.


… O papel do Bradesco puxou as perdas entre os bancos (ON -4,56%, a R$ 11,72; e PN, -3,71%, a R$ 10,64), depois de o Goldman Sachs reduzir a recomendação da ação de compra para venda, com preço alvo a R$ 11,40.


… Itaú caiu 2,77% (R$ 33,69); Banco do Brasil, -1,64% (R$ 27,60); e Santander, -0,61% (R$ 26,09).


… Em linha com o petróleo, Petrobras ON caiu 2,31% (R$ 39,32) e PN baixou 1,49% (R$ 36,28).


… Magda Chambriard disse que a estatal consegue aguentar preços “estruturalmente mais baixos”, se os EUA aumentarem a produção. O plano estratégico da Petrobras assume que o preço do barril pode cair até US$ 65, disse, em entrevista à BBG.


… Vale cedeu 0,67% (R$ 54,79), apesar da alta de 0,91% no minério de ferro em Dalian.


… Hapvida (-7,17%; R$ 2,33), CSN Mineração (-5,83%; R$ 5,01) e CVC (-5,67%; R$ 1,83) lideraram as perdas da 4ªF.


… Carrefour liderou o ranking positivo (+2,68%), ainda repercutindo a proposta para o fechamento do capital da empresa.


… O dólar à vista fechou no zero a zero (-0,08%), em R$ 5,7631, com operadores notando um fluxo equilibrado. Dados do Banco Central mostraram saída líquida de apenas US$ 350 milhões na semana passada.


EM TEMPO… VALE confirmou o lançamento do programa Novo Carajás para amanhã com a participação do presidente Lula. A empresa deve investir R$ 70 bilhões no projeto, entre 2025 e 2030.


CSN. A Moody´s rebaixou o rating de Ba2 para Ba3 e a perspectiva foi alterada de negativa para estável. O rebaixamento, segundo a agência de risco, reflete as métricas de crédito “fracas” da empresa nos últimos 12 meses.


SUZANO teve prejuízo líquido de R$ 6,737 bi no 4Tri24, revertendo lucro de R$ 4,515 bi um ano antes. A receita líquida cresceu 37% na mesma comparação, para R$ 14,177 bi. O Ebitda ajustado cresceu 44%, a R$ 6,481 bilhões.


TOTVS informou lucro líquido ajustado de R$ 236,8 milhões no 4Tri24, alta anual de 41,5%. O Ebitda ajustado somou R$ 353,8 milhões, avanço de 37%. A receita líquida foi de R$ 1,43 bilhão no 4Tri, crescimento de 18% sobre o 4Tri23.


PILGRIM´S PRIDE teve lucro de US$ 235,9 milhões no 4Tri, alta de 75% na comparação anual. Controlada pela JBS, a empresa lucrou US$ 0,99 por ação no período, ante lucro de US$ 134,7 milhões, ou US$ 0,57 por ação, no 4Tri23.


JALLES MACHADO registrou prejuízo líquido de R$ 73,5 milhões no 3Tri24/25 e Ebitda ajustado de R$ 385,9 milhões, alta de 16% ante o 3Tri23/24.


ENERGISA comunicou que prevê investimento total de R$ 6,195 bilhões neste ano.


LOCALIZA FLEET fará dia 27 resgate antecipado das debêntures da 5ª e 7ª emissões. Pagamento será valor nominal unitário das debêntures, acrescido da remuneração proporcional e prêmio de 0,25% aa (5ª emissão) e 0,30% (7ª).


BOMBRIL. Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial.A decisão determina a suspensão de todas as ações e execuções contra o grupo e a apresentação do plano de recuperação judicial no prazo de 60 dias.


B3 informou que o volume médio diário do mercado de ações em janeiro foi de R$ 23,559 bilhões, alta de 0,7% sobre janeiro de 2024, mas queda de 21,6% sobre dezembro.

Bankinter Portugal Matinal 1302

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Temos 2 protagonistas: o aumento da inflação americana de ontem (+3,0% vs. +2,9%; Subjacente +3,3% vs. +3,2%) e a conversa de 90 minutos entre Trump e Putin, com (aparente e inicialmente) uma abordagem americana tão complacente com Rússia que deixaria a Ucrânia e a Europa sozinhas a defender o regresso às fronteiras de 2014 (isto é, pré-invasão russa de Crimeia). Este fim de semana será a Conferência de Segurança de Munique, portanto, conhecendo a incontinência verbal de Trump e a necessidade de Putin de terminar o quanto antes a invasão da Ucrânia, ficando com o território já invadido, podemos ouvir tudo e o oposto. 

 

O aumento da inflação americana é claramente mau para o mercado, mas pesará mais a palavra mágica que temos vindo a avisar que mencionarão na Conferência: “cessar-fogo”. Veremos como evolui o assunto quando Putin começar a apertar Trump de verdade, porque o sucedido até agora é o esperado: Trump tinha prometido, em campanha eleitoral, acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas e Putin precisa de terminar a invasão o quanto antes, desde que o possa vender como uma vitória que o consolida. E ficar com o território que invadiu permiti-lo-ia. Trump pode estar a pensar que aceitar isso seria uma boa lição para que a Europa veja o que a Rússia consegue quando não conta com uma defesa própria capaz, e assim investirá em defesa adequadamente, permitindo que os EUA se foquem na Ásia-Pacífico e em proteger as rotas comerciais mundiais (passagem norte através da Gronelândia para o Estreito de Bering e os canais de Panamá e Suez), que é onde realmente residem os interesses geoestratégicos. 

 

No arranque do dia temos um PIB 4T inesperadamente bom no Reino Unido (+1,4% vs. +1,1% esperado vs. +1,0% no 3T) e resultados/guidances também bons de EssilorLuxottica, Commerzbank e Nestlé. Mas ninguém lhes prestará muita atenção. Ao longo do dia, não se espera nenhum evento relevante, portanto resta esperar por um par de dados americanos amanhã (Vendas a Retalho e Produção Industrial provavelmente fracos: -0,1% e +0,3%, respetivamente) e, principalmente, pelas mensagens da Conferência de Segurança de Munique, entre sexta-feira e domingo, que são o importante. 

 

CONCLUSÃO: Subida das bolsas HOJE perante a expetativa de negociações para um cessar-fogo na Rússia. Isso reduz o prémio de risco geoestratégico, de momento. As yields das obrigações subiram após o aumento da inflação americana de ontem, o que joga contra as bolsas. Mas a geoestratégia pesará mais, em positivo. É provável que se revele ingénuo, mas, para já, é positivo. Embora hoje suba, principalmente Europa, cuidado ao acreditar nesta subida baseada na redução do prémio geoestratégico. Até que escutemos tudo o que se disse na Conferência de Munique deste fim de semana, não teremos uma ideia fiável sobre se algo está ou não a mudar para melhor. 

 

S&P500 -0,3% Nq-100 +0,1% SOX +0,2% ES-50 +0,3% IBEX +1,1% VIX 15,9 Bund 2,49% T-Note 4,61% Spread 2A-10A USA=+27pb B10A: ESP 3,15% PT 2,99% FRA 3,18% ITA 3,55% Euribor 12m 2,370% (fut.2,260%) USD 1,04 JPY 160,5 Ouro 2.914$ Brent 74,6$ WTI 70,8$ Bitcoin -0,2% (95.864$) Ether +2,4% (2.683$). 

 

FIM

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Mansueto Almeida

 *Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, no Summit 2025:*

(foi um dos que melhor cobriu as pedaladas da Dilma 10 anos atrás)


Juros começa a cair no fim do ano e encerra 2026 a 12%, crescimento vai ser melhor, juros real ainda é acima de 7%.


2015 e 2016 tivemos queda de PIB, é muito diferente do que teremos próximos 2 anos...


... relacionou vários pontos positivos em relação a 10 anos atrás, para enfatizar que a questão agora é de confiança na política fiscal, porque a situação do país é bem melhor.


O país é viciado em gasto, de 1 de janeiro de 1995 até 2015 o gasto público cresceu 6% a.a. reais...


... Brasil foi muito bem depois da pandemia, em crescimento, foram 4 anos crescendo o dobro do esperado, isso acaba em 2025.


Ainda temos uma economia relativamente indexada, estamos com mercado de trabalho aquecido, primeira vez com desemprego abaixo de 7%, mais inflação...


... menos crescimento, mas sem recessão, não é 2015 ou 2016, a economia vai bem, o problema é a confiança na política fiscal, o governo perdeu credibilidade.


O governo começou com boas regras, o mercado gostou, em 2024 o governo começou a quebrar os compromissos, aí ...


... mercado correu, foi só piorando durante o ano com o governo soltando programas que pioraram a situação, perdendo mais credibilidade.


No final do ano, a gota d'água, o famigerado pacote fiscal, o mercado se desesperou, só não foi pior do que Venezuela e Líbano...


... a saída de capital, mesmo com a economia bem, foi grande. Resultado: Brasil ficou muito barato, mas gringos tem medo de perder dinheiro com desvalorização de câmbio em fuga de capitais.


O Brasil está muito melhor do que 10 ou 20 anos atrás, e continua melhorando, mas...


... precisamos de uma política fiscal crível, nosso déficit nominal só não é pior do que o da Bolívia, todos os países comparáveis tem menos, a dívida cresce num ritmo insustentável.


A dívida subiu 12% com uma economia bem, isso assusta qualquer investidor sério...


... nenhum modelo econômico consegue estimar o câmbio nesse cenário, o modelo mais comum coloca em 6,25 no final desse ano, mas tudo depende demais do governo.


Não é difícil arrumar, ter melhora dos preços dos ativos, só precisa de um direcionamento claro, mas ...


... o que temos do governo são sinais contrários, ministros falando em aumentar gastos, é preciso mudar isso!


Esse ano as empresas alavancadas vão ter que desalavancar, a concessão de crédito vai ser menor, não vai ter IPOs, cenário difícil, o governo precisa ajudar!


Foi isso.

News 1202

 NEWS - 12.02


Haddad diz que alívio no Orçamento de 2025 com pacote fiscal será maior que o previsto / Impacto sobe de R$ 30 bilhões para R$ 34 bilhões- O Globo 11/12


Bernardo Lima


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que a economia absorvida no Orçamento de 2025 com o pacote fiscal aprovado no ano passado será maior que o estimado. O governo vai enviar ao Congresso proposta para ajustar o Orçamento de 2025, que ainda não foi votado.


Segundo Haddad, o Ministério do Planejamento e Orçamento reviu, para cima, as estimativas de impacto das medidas de contenção de gastos. O ministro diz que os cálculos serão levados ao Tribunal de Contas da União (TCU), como parte da sustentação do argumento do governo de que o programa Pé-de-Meia será adequado ao Orçamento de 2025.


No total, o impacto de 2025 subiu de R$ 30 bilhões para R$ 34 bilhões.


O recurso será distribuído assim:


Até agora, o impacto previsto pelas medidas de cortes de gastos para esse ano era de R$ 30 bilhões, sendo R$ 15 bilhões em economia efetiva e R$ 15 bilhões para acomodar pressão de outros gastos que vão crescer.

Agora o ministro disse que os cálculos do Orçamento foram refeitos e as estimativas de impacto aumentaram para R$ 34 bilhões. São R$ 19 bilhões em economia nas contas públicas e R$ 15 bilhões para acomodar pressão e outros gastos que vão crescer.

Essas pressões são decorrentes principalmente da inflação maior que o previsto e novos gastos.


O governo ainda negocia como incluir o Pé-de-Meia no Orçamento.


— Estamos dispostos a ouvir os técnicos e ministros para negociar, mas tem uma lei aprovada que está sendo cumprida — disse Haddad nesta terça.


TCU deve liberar pagamento


O TCU deve suspender a decisão cautelar do ministro da corte Augusto Nardes que bloqueou R$ 6 bilhões em despesas do programa Pé-de-Meia este ano.


Em conversas reservadas, os ministros indicam que a tendência é modular a decisão de Nardes, de modo a exigir que o governo coloque as despesas para dentro do Orçamento, mas em um prazo mais longo, segundo interlocutores a par do assunto.


O plenário do TCU vota nesta quarta-feira o recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) contra a cautelar de Nardes.


O ministro recebeu nos últimos dias representantes do Executivo e parlamentares da base e da oposição, que defendem a abertura de processo de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devido a uma avaliação de que o atual desenho do programa representa uma espécie de "pedalada".


120 dias


Em reunião com Nardes, o governo se comprometeu em entregar até 120 dias um projeto para corrigir o financiamento do programa no Orçamento de 2026.


A solução não agrada a área técnica da corte de contas e os ministros também avaliam que é necessário que as despesas estejam no Orçamento. Mas devem modular a decisão devido à importância do programa e dar um prazo mais longo para o governo cumprir com a determinação.


 


Haddad diz que tarifa sobre o aço não é decisão dos EUA contra o Brasil / Mais cedo, ministro Alexandre Padilha afirmou que o Brasil não entrará em guerra comercial com ninguém - Folha SP 12/2


Mariana Brasil / Renato Machado / Lucas Marchesini


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (11) que a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio não é específica contra o Brasil. "Não é decisão contra o Brasil, é genérica, para todo mundo. Estamos observando as reações", disse.


Para Haddad, o mundo perde com a decisão de Trump. "Medidas unilaterais desse tipo são contraproducentes para melhoria da economia global. A economia global perde com essa desglobalização", avaliou.


Mais cedo, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil não vai entrar em nenhuma guerra comercial após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


Padilha também acrescentou que a questão ainda não foi discutida dentro do governo federal, por isso não há posição sobre medidas a serem adotadas.


"[O governo] não fez nenhuma discussão em relação a isso. O que o presidente Lula tem dito sempre, com muita clareza, outros países também: guerra comercial não faz bem para ninguém. Um dos avanços importantes do mundo nos últimos anos foi exatamente a gente constituir um instrumento de diálogo entre os países, o reforço do livre comércio, o papel da OMC [Organização Mundial do Comércio] em relação a isso", afirmou o ministro palaciano.


"Então o Brasil não estimula e não entrará em nenhuma guerra comercial. Sempre seremos favoráveis a que se fortaleça cada vez mais o livre comércio", completou.


As declarações foram dadas a jornalistas após a cerimônia de abertura do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília. Também participaram o presidente Lula (PT) e os novos presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).


De acordo com Haddad, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior está organizando as diversas informações e ações sobre o tema para apresentar ao presidente Lula.


Nesta segunda-feira (10), Donald Trump confirmou a elevação das tarifas sobre as importações de aço e alumínio para 25% e o cancelamento de cotas para grandes fornecedores, como o Brasil.


Em seu ato, Trump citou o aumento expressivo de compra de aço da China pelo Brasil entre as justificativas para elevar as tarifas.


"As importações brasileiras de países com níveis significativos de sobrecapacidade, especificamente a China, cresceram tremendamente nos últimos anos, mais do que triplicando desde a instituição deste acordo de cotas", diz um dos trechos da ordem executiva adotada pelo republicano nesta segunda-feira (10).


O texto traz uma longa justificativa para a adoção da medida que afeta os principais vendedores de aço para os EUA. Os americanos argumentam, em linhas gerais, que países que foram beneficiados por exceções às tarifas impostas pelo próprio republicano em seu primeiro mandato —como é o caso do Brasil, que tem uma cota— aumentaram significativamente suas exportações para os EUA nos últimos anos.


 


FONTES: GOVERNO LULA TEM DISPOSIÇÃO DE NEGOCIAR COM EUA E EVITA 'BATER DE FRENTE' COM TRUMP- Broadcast 11/2


Por Amanda Pupo e Sofia Aguiar


Brasília, 11/02/2025 - O governo brasileiro segue avaliando a resposta que dará à decisão dos Estados Unidos de sobretaxar as importações de aço e alumínio realizadas pelo país, mas a disposição principal é de tentar avançar numa negociação com a gestão do republicano. Autoridades do Executivo nacional afirmam que, como a decisão do governo norte-americano entra em vigor apenas em 12 de março, a gestão brasileira vai se debruçar em analisar os efeitos da medida e, por isso, não deve se apressar para dar uma resposta definitiva sobre o assunto.


A ideia é que a gestão federal continue adotando tom de cautela para evitar atiçar a guerra comercial. No início da tarde, a Presidência brasileira avaliava divulgar uma nota sobre o assunto ainda hoje. Porém, optou por adiar a publicação e analisar melhor os impactos tanto para a diplomacia quanto para a indústria. Como a medida de Trump não foi direcionada especificamente ao Brasil, embora afete o País, há interesse em iniciar tratativas com os americanos, sendo relevante que o País consiga estabelecer os canais com a nova gestão trumpista, assim como a Austrália já avançou nessa direção.


Membros do Poder Executivo brasileiro passaram o dia em reuniões internas para debater qual deve ser a postura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas em declarações públicas, autoridades já indicaram que não têm pretensão, por ora, de bater de frente com o presidente Donald Trump. Essa indicação é também dada por interlocutores.


No início da noite, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) está reunindo as avaliações para levar ao presidente Lula.


As conversas estão focadas no âmbito do MDIC e no Palácio do Itamaraty. Segundo fontes, Lula ainda não se debruçou a fundo sobre o assunto. Nesta terça-feira, 11, por exemplo, o chefe do Executivo participou da abertura do Encontro de Novos Prefeitos e se reuniu com ministros da Junta de Execução Orçamentária (JEO) no final da tarde, mas o tópico principal da conversa foi a peça orçamentária.


Uma das questões para a qual o governo se volta é entender o espaço para negociar com o governo norte-americano, já que o presidente dos Estados Unidos criticou as exceções que foram abertas em seu primeiro mandato, em 2018. Naquele ano, para evitar a sobretaxa sobre o aço exportado aos EUA, o Brasil foi um dos países, junto da Argentina, que conseguiu acertar uma cota de vendas anual aos americanos, que ficou livre da tarifa superior.


Ao comentar o tema hoje, Haddad foi nesta linha. "Eu não sei qual é a disposição do governo americano, nesse momento, negociar, até porque em 2018, se eu não estou enganado, aconteceu de uma sobretaxa ser imposta e depois houve um recuo pouco tempo depois", disse o chefe da equipe econômica.


Fontes do setor assinalam, por sua vez, que alguns países já estão negociando com a nova administração. A primeira notícia nesse sentido veio da Austrália. Segundo a imprensa internacional, após conversar com o primeiro-ministro Anthony Albanese, Trump disse a jornalistas que concordou em considerar isentar o país das tarifas de aço e alumínio em razão do superávit comercial que os EUA têm com a Austrália. O Brasil, assim como os australianos, também é deficitário na balança de trocas com os americanos.


Além disso, o País tem outros argumentos para barganhar. Um deles é a forma como a imposição de tarifas maiores ao aço brasileiro irá prejudicar as empresas americanas. No ano passado, as companhias daqui compraram US$ 1,4 bilhão em carvão siderúrgico dos Estados Unidos, matéria que é utilizada na produção do aço no Brasil.


Por outro lado, ao justificar a tarifa de 25%, Trump citou o aumento na importação do produto chinês por parte do Brasil. Apesar disso, especialistas do setor dizem acreditar que o republicano poderá ter interesse em conversar com o Brasil devido à posição que ocupa de segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos.


 


Governo vê cenário otimista para destravar Pé-de-Meia no TCU / Tribunal de Contas da União julgará programa do governo nesta quarta-feira- CnnBrasil 12/2


Caio Junqueira


O Palácio do Planalto trabalha com um cenário otimista para o julgamento nesta quarta-feira (12) no Tribuna de Contas da União (TCU) sobre a legalidade do programa Pé-de-Meia, uma das principais vitrines do governo Lula para a eleição de 2026.


A avaliação é a de que a Corte de contas deverá suspender a cautelar que barrou o financiamento do programa com fundos privados, o que acabou pondo em xeque a permanência da política pública.


Junto com a suspensão, a expectativa também é de que a corte dê 120 dias para o governo corrigir o custeio do programa e exigir que em 2026 ele entre no Orçamento.


A forma de financiamento do programa é o principal alvo do TCU.


Em janeiro, o tribunal seguiu o entendimento da área técnica e determinou o bloqueio de parte dos R$ 6 bilhões previstos para o programa neste ano, metade do orçamento total previsto para o Pé-de-Meia em 2025.


O entendimento foi de que esses recursos não estavam previstos na Lei Orçamentária Anual, mas, sim, em fundos privados, o que impediria a utilização.


Nas últimas semanas, ministros do governo, liderados por Camilo Santana (Educação), Jorge Messias (AGU) e Fernando Haddad (Fazenda), fizeram reuniões no TCU para tentar destravar o programa.


Nos bastidores, o governo entende que o ministro Augusto Nardes, autor da cautelar que suspendeu os recursos, age politicamente uma vez que tem laços com a oposição bolsonarista e buscou uma “pedalada fiscal” do governo Lula 3. A CNN procurou Nardes e aguarda um posicionamento.


Em 2016, Dilma Rousseff sofreu impeachmnet com o argumento de que ter feito uma manobra contábil para alcançar a meta fiscal.


O debate agora gira em torno disso, mas há diferenças. O governo previu no projeto de lei que instituiu o Pé-de-Meia o financiamento com base em fundos.


O Congresso alterou e incluiu que precisariam ser recursos do Orçamento.


Lula vetou esse trecho e depois o Congresso derrubou o veto.


Após uma nova legislação, autorizou a utilização de recursos dos fundos.


Apesar de apostar na vitória, o governo tem um plano B, como mostrou a CNN: recorrer ao STF se perder no TCU.


A mobilização mostra como o programa é vital para o governo, carente de marcas novas.


O Pé-de-Meia prevê uma bolsa mensal de R$ 200 para estudantes do ensino médio e R$ 1.000 a cada virada de ano, se eles cumprirem determinados requisitos.


No planejamento, a estimativa é que o Pé-de-Meia alcance quatro milhões de alunos da rede pública neste ano.


 


Reforma tributária: frentes parlamentares se unem para derrubar vetos de Lula / Grupos de empreendedorismo e agronegócio preferem sessão para rejeitar veto sobre FIIs e Fiagro a esperar solução em negociação com Fazenda- Folha SP 12/2


Nivaldo Souza


As frentes parlamentares do Agronegócio (FPA) e Empreendedorismo (FPF) uniram forças para pressionar o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), a convocar sessão de votação de vetos presidenciais sobre trechos da reforma tributária, convertida na Lei 214/2025. O tema foi discutido nesta terça-feira (11) em almoços semanais organizados pelas frentes.


O principal alvo é o veto sobre o trecho que garantia isenção fiscal aos fundos imobiliários (FIIs) e ligados ao segmento agropecuária (Fiagro).


A possibilidade de taxação dos fundos estressou o mercado, represando novos investimentos. O freio nos aportes levou as equipes dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) a negociar a manutenção do veto, apontado como necessária. O governo comprometeu-se a enviar um projeto de lei garantindo a isenção dos fundos ou mesmo um complemento ao PLP 108/2024, que regulamentará a segunda parte da reforma e que está parado no Senado.


Em troca, o Planalto pedia para os vetos serem mantidos. O governo quer evitar iniciar o relacionamento com os novos presidentes da Câmara e do Senado vendo decisões diretas do presidente Lula sendo rejeitadas em plenário.


As negociações começaram há uma semana. Até o momento, a solução para a tensão não foi enviada. Isso acirrou os ânimos dos setores imobiliário e agronegócio ante a paralisia na entrada de novos recursos nos fundos para financiar projetos. "Queremos derrubar o veto. Depois, se o governo quiser, analisamos um projeto de lei", afirmou o presidente da FPE, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA).


"Precisamos mostrar ao governo como a taxação pode ser ruim para esses dois setores no momento que o país precisa de investimento no setor produtivo", ponderou.


Sem previsão


O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), escalado como articulador das frentes com o governo, observou que uma semana é pouco tempo para o governo enviar uma proposta ao Congresso. Mas disse que, seja projeto de lei ou derrubada de veto, o tema precisa avançar nos próximos dias. "Vou atuar pela solução que vier primeiro", afirmou.


A sessão de vetos não tem data marcada. O Congresso precisa analisar se mantém ou rejeita 55 grupos de vetos presidenciais, sendo 17 da primeira parte da regulamentação da reforma tributária.


Nos bastidores, especula-se que Alcolumbre não marcará a sessão antes de uma reunião com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 27 de fevereiro. Ele pretende negociar uma solução para o impasse das chamadas "emendas secretas" do Orçamento, alvos de embargos impostos pelo ministro Flávio Dino e de investigação da Polícia Federal por desvio de recursos.


 


Em reunião com Haddad, senadores discutem opções para limitar supersalários / Ministro destacou 11 projetos que estão em tramitação no Congresso e são prioridade para governo- O Globo 11/2


Thaís Barcellos / Camila Turtelli


Em reunião na Residência Oficial do Senado para apresentar as prioridades do governo para a pauta econômica este ano, os senadores discutiram opções para tentar avançar na limitação dos supersalários no serviço público. A ideia é usar um dos projetos que já estão no Congresso para retomar o assunto, já que a medida do pacote de corte de gastos que endurecia as regras para a contabilidade do teto salarial foi desidratada pelos parlamentares.


Na reunião, Haddad agradeceu aos senadores pela aprovação de medidas econômicas nos últimos dois anos e destacou 11 propostas que já estão em tramitação na Câmara e no Congresso e que são prioridades para o Executivo. Ao final, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu uma atuação conjunta para impulsionar a agenda econômica do país.


Dentre os temas discutidos, estão a complementação da regulamentação da reforma tributária, o projeto do devedor contumaz, da lei de falências, previdência dos militares, supersalários, sobre infraestruturas de mercado e de proteção aos pequenos investidores.


Segundo o senador Efraim Filho (União-PB), a discussão sobre os supersalários foi a que tomou mais tempo na conversa, tanto pela representatividade em relação a corte de gastos quanto em função do simbolismo para a sociedade.


O líder do União Brasil afirmou que foram levantadas opções de como tratar do assunto, como limitar as verbas indenizatórias, valores recebidos pelos servidores que ficam de fora da conta do teto, à sua remuneração.


Outra opção colocada na mesa foi acabar com esse penduricalho com a nova reestruturação do plano de carreira do Judiciário, por exemplo. Mas não houve nenhuma conclusão do melhor encaminhamento.


— Deve ser tratado como prioridade. Ainda a definir o melhor encaminhamento — disse.


O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que foram citados os projetos que tratam do tema e que estão parados no Senado, como o PL dos supersalários e a PEC do Quinquênio.


— Essa não tem condição de passar. Foi pedida a tramitação ou então uma solução para os supersalários.


Alguns dos projetos apresentados por Haddad como prioridade ainda estão parados nas comissões do Senado. O do supersalários, por exemplo, está estacionado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde 2021. Ainda não há data sobre quando os colegiados serão instalados e começarão a funcionar. Alguns parlamentares acreditam que a retomada desses trabalhos deve ocorrer apenas em março, após o carnaval.


Os senadores disseram que não houve discussão sobre a reforma do Imposto de Renda, que pretende isentar quem ganha até R$ 5 mil. O senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que apenas temas de convergência foram tratados no encontro.


— Haddad levou uma pauta que é comum para todos de direita e esquerda. Ele também agradeceu os senadores pelos esforços nos últimos dois anos. Não foi tratada a questão do imposto, mesmo porque só foram tratadas convergências—afirmou Aziz.


A reunião também serviu como uma prévia sobre como Alcolumbre quer atuar nos próximos dois anos. Para alguns parlamentares, o novo presidente do Senado deixou um recado de que o governo, quando quiser apresentar novos projetos, terá de se sentar à mesa com parlamentares da base e da oposição para azeitar seus posicionamentos antes de iniciar a tramitação.


Favorito para assumir a CAE, Renan defende corte linear de subsídios / Senador participou de encontro com Fernando Haddad na residência oficial de Davi Alcolumbre- CnnBrasil 12/2


Basília Rodrigues


Favorito para a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou à CNN que defende o corte de subsídios — benefícios fiscais concedidos pelo governo a setores da economia — como forma de ajuste fiscal.


Renan discutiu a ideia com ministros do governo e outros senadores, reunidos na terça-feira (11), na residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


“Levantei a necessidade de o Congresso enfrentar os subsídios. É uma discussão independentemente de partidos, para ajudar sobretudo no preenchimento de alguns vazios que pode acontecer por iniciativa do próprio Congresso, uma delas é o enfrentamento dos subsídios”, afirmou o senador à CNN.


Para Renan, a medida pode ser adotada em concordância entre o governo e o Congresso, a partir de um corte linear de benefícios e também da discussão de critérios para que o subsídio seja mantido se houver alinhamento com políticas públicas.


Além de governistas, a oposição também foi representada no encontro pelos senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Tereza Cristina (PP-MS).


Dados oficiais da equipe econômica mostram que os subsídios chegaram a R$ 646 bilhões em 2023. Esse valor equivale a 6% do PIB, somadas as modalidades de renúncia tributária, financeira e creditícia.


Governo aposta em “sangue novo” no Congresso para avanço de pauta econômica / Avaliação é de que Hugo e Alcolumbre chegam às cadeiras energizados para construírem "suas próprias entregas"- CnnBrasil 12/2


Danilo Moliterno / Fernando Nakagawada CNN , São Paulo


Membros da equipe econômica acreditam que a chegada de Hugo Motta (Republicanos-PB) e o retorno de Davi Alcolumbre (União-AP) às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente, jogarão a favor da pauta econômica.


A percepção é que o “sangue novo” nas cadeiras é uma boa notícia. Quadros consultados pela CNN avaliam que Hugo e Alcolumbre chegam às posições energizados para construírem “suas próprias entregas”.


A aposta diz respeito especialmente à condição de Hugo, o mais jovem a ocupar a posição na Câmara dos Deputados, que estreia na presidência da Casa.


Alcolumbre retorna à presidência após ocupá-la de 2019 a 2021. Na sua primeira passagem pela cadeira, sinalizou priorizar a agenda econômica: a condução dos trabalhos pelo senador teve entre suas marcas a reforma da Previdência, a autonomia do Banco Central e o marco do saneamento.


Deixam as cadeiras Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tem no topo de suas entregas a reforma tributária.


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já apresentou aos parlamentares sua lista de prioridades para 2025 e 2026, em que 15 propostas dependem do aval legislativo.


A avaliação dos contatos iniciais com os novos presidentes foi positiva pela equipe econômica.


 


Cobrança de prefeitos eleva pressão sobre Congresso e governo para destravar emendas / Lula busca aproximação com gestores, e parlamentares falam em sentimento de desconfiança- Folha SP 12/2


Victoria Azevedo


A chegada de prefeitos a Brasília nesta semana para participar de evento organizado pelo governo Lula (PT) deve aumentar a pressão para que Congresso e Executivo busquem uma solução para o impasse das emendas parlamentares, na avaliação de deputados e senadores.


Parlamentares dizem que já existe uma cobrança pelos recursos desde o ano passado, com decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que bloqueou esses repasses até que o Congresso apresentasse regras que garantissem mais transparência e rastreabilidade, em novo capítulo de embate entre os dois Poderes.


Mas afirmam que isso ganha novos contornos com a presença física dos prefeitos em Brasília e a falta de clareza sobre como esse impasse será sanado.


O governo Lula, por sua vez, busca uma aproximação com esses gestores num momento de baixa popularidade, com integrantes do governo defendendo maior diálogo, pensando também nas eleições de 2026.


Organizado pela Presidência, o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas ocorre desta terça (11) a quinta-feira (13) em Brasília. O objetivo é apresentar ações do governo federal aos novos gestores numa tentativa de que essas políticas sejam implementadas a nível municipal. A ideia é que todos os ministérios mobilizem equipes para atender às demandas dos prefeitos.


Deputados e senadores dizem que ainda não há clareza sobre quando as emendas parlamentares serão liberadas nem quais critérios terão de ser adotados, já que o imbróglio se arrasta desde agosto. Além disso, há também indefinições sobre o próprio Orçamento deste ano, que ainda não foi votado pelo Congresso.


Com esse cenário, afirmam que serão cobrados pelos prefeitos, com pedidos para atender suas bases, e não terão como sinalizar o que poderá ser feito. Na Câmara, há queixas sobretudo no baixo clero (grupo sem expressão nacional). Além disso, a maioria da Casa se declara "municipalista" e, ao longo dos mandatos, busca atender aos pedidos de aliados nos estados.


Um integrante do centrão critica o timing da realização do encontro, afirmando que isso expõe os parlamentares e cria embaraços com os prefeitos aliados, num momento em que deputados e senadores se aproximam de suas bases pensando em suas respectivas reeleições em 2026.


Diante disso, essa insatisfação também pode gerar novos desgastes entre Legislativo e Executivo, já que uma parcela do Parlamento diz acreditar que há participação direta de integrantes do governo nas decisões do Supremo. Além de cobrar por uma solução, há um sentimento de desconfiança dos parlamentares sobre as intenções do Palácio do Planalto na liberação desses recursos.


Deputados e senadores afirmam que há pressa de buscar uma solução também por parte dos novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente, diante da pressão que eles receberão dos congressistas com a retomada do ano legislativo.


Sem promessas de emendas, Motta fez uma sinalização aos prefeitos ao prometer que dará andamento à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui limite para o pagamento de precatórios por parte dos municípios e abre novo prazo de parcelamento especial de débitos das cidades com seus regimes próprios de previdência social.


Alcolumbre, por sua vez, defendeu que o mecanismo das emendas podem e devem ser aperfeiçoadas, sem citar o impasse com o STF.


"É evidente que, como qualquer outro recurso público, as emendas devem estar submetidas ao controle dos órgãos responsáveis, seja no próprio legislativo, no Executivo ou no Judiciário, e também devem ser inseridas no contexto do equilíbrio das contas públicas e da responsabilidade fiscal."


Como a Folha mostrou, a nova cúpula do Congresso deverá procurar o ministro Flávio Dino, do STF, para tentar destravar os recursos. Há uma avaliação de que houve um tensionamento demasiado acerca do tema no ano passado e que Motta e Alcolumbre buscarão um caminho para resolver esse impasse.


Os dois parlamentares citaram as emendas em discursos recentes, defendendo as prerrogativas dos parlamentares em indicar essas verbas em recados ao Executivo e ao Supremo ao falar de respeito às competências de cada Poder. De acordo com interlocutores dos dois presidentes, já houve sondagens acerca do tema com Dino, sobretudo via emissários.


Aliados de Motta esperam que um encontro entre o parlamentar e Dino possa ocorrer ainda nesta semana, para dar início as tratativas. Eles dizem que é preciso chegar à audiência de conciliação convocada pelo magistrado, prevista para 27 de fevereiro e com a participação dos três Poderes, com uma sinalização do que poderá ser feito e já com convergência das ideias.


Um líder partidário afirma que há um esforço nos bastidores para que a audiência seja "a linha de chegada e não o ponto de partida" nas negociações.


Segundo um parlamentar que acompanha as tratativas, a ideia é buscar uma "solução jurídica e política" para o tema, com um meio-termo que atenda às demandas do Supremo, sem avançar sobre as prerrogativas do Parlamento. Ele afirma ainda que tanto Motta quanto Alcolumbre têm disposição para estabelecer um diálogo direto com Dino, algo que não ocorreu no ano passado.


 


Em nova crise, servidores do IBGE veem brecha para venda de dados / Funcionários tiveram acesso a termos de acordo firmado em abril de 2024 que prevê negócio em parceria com Serpro- Painel S.A-  Folha SP 12/2


Stéfanie Rigamonti


Um acordo de cooperação técnica entre o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) abre brecha para a comercialização de informações estatísticas e vazamento de dados pessoais e de empresas coletados pelo instituto, segundo servidores. Para eles, os dados só podem atender ao interesse público e isso abriu nova crise.


"O risco de disponibilização de dados estratégicos a uma fundação privada ou a outras empresas compromete não apenas a autonomia do IBGE, mas a credibilidade das informações que embasam políticas públicas", escrevem servidores em uma carta que circula pelo WhatsApp e foi obtida pelo Painel S.A..


Consultados, Marcio Pochmann, presidente do IBGE, e sua assessoria não se manifestaram.


O acordo foi firmado em abril de 2024, mas somente agora os funcionários tomaram conhecimento do teor do documento, que já se tornou um novo capítulo da crise entre os servidores do IBGE e o presidente do órgão, Marcio Pochmann. Essa disputa de forças se arrasta desde setembro do ano passado.


O documento, a que o Painel S.A. teve acesso, cita o termo "dados pessoais" 36 vezes e não especifica como a parceria tratará os dados sensíveis para evitar vazamentos, mesmo deixando claro que o cumprimento da LGPD ( Lei Geral de Proteção de Dados) é requisito entre as partes.


Além disso, eles dizem que o texto abre brecha para a comercialização de informações estatísticas levantadas com esses dados. Segundo o documento, o objetivo geral da parceria "é a coleta de subsídios técnicos e a junção de esforços para fins de avaliação da viabilidade técnica e comercial de oportunidades de negócios".


"Isso significa que informações estatísticas oficiais podem ser exploradas comercialmente, contrariando o princípio de que os dados do IBGE devem servir exclusivamente ao interesse público", escrevem os servidores na carta.


Eles criticam mais uma vez o fato de Pochmann não ter consultado a área técnica antes de tomar uma medida de tamanha importância pública, assim como ocorreu no caso do chamado IBGE Paralelo, fundação que acabou suspensa após a polêmica criada pelos funcionários do órgão sobre o tema.


Com Stéfanie Rigamonti


 


Governo marca para junho novo leilão de áreas para exploração de petróleo no país / ANP ainda não informou se oferta terá bacias da margem equatorial, como a Foz do Amazonas- Folha SP 12/2


Nicola Pamplona


A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) agendou para junho novo leilão de áreas para exploração de petróleo no país. A oferta foi agilizada para tentar incluir áreas na margem equatorial, foco de embate entre as áreas ambiental e energética do governo.


A agência não divulgou ainda quais áreas serão levadas a leilão. Há hoje 332 blocos disponíveis para contratos de concessão exploratória no país, 145 deles com aval das áreas ambiental e de energia do governo próximo do vencimento.


A imagem mostra uma vista aérea de um ecossistema costeiro, onde uma densa floresta verde se encontra com uma área de água rasa. A transição entre a terra e a água é visível, com uma mistura de areia e vegetação aquática. O céu é claro, e a vegetação é predominante na parte superior da imagem, enquanto a parte inferior apresenta a água em diferentes tonalidades de marrom e verde.


O modelo de leilões usado atualmente no país, chamado de oferta permanente, prevê a oferta apenas de setores exploratórios que receberam manifestação prévia de interesse pelas petroleiras.


Em janeiro, a ANP alertou o mercado que as manifestações para 156 desses blocos deveriam ser feitas até o início de fevereiro, caso contrário não seria possível licitar antes do vencimento das manifestações conjuntas que autorizam a oferta.


Caso contrário, disse na ocasião o órgão regulador, esses blocos "serão retirados do edital". "Neste caso, para serem incluídos novamente, precisariam retornar ao processo de obtenção de diretrizes ambientais", completou.


A lista incluía todos os 69 blocos disponíveis margem equatorial —47 na bacia da Foz do Amazonas, considerada a mais promissora; 17 na bacia Potiguar; quatro na bacia Pernambuco-Paraíba; e um na bacia do Ceará.


Em janeiro, os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente renovaram manifestações conjuntas que permitem o leilão de 11 dos blocos que estavam sob risco. São áreas nas bacias do Espírito Santo e do Ceará.


Questionada pela reportagem sobre a presença de blocos da margem equatorial no leilão de junho, a agência afirmou que, "conforme consta no cronograma publicado", só divulgará os setores em oferta no dia 14 de abril.


O setor de petróleo vê o risco de vencimento das manifestações conjuntas para a margem equatorial com grande preocupação, já que o prazo necessário para a obtenção das novas diretrizes poderia impactar a atividade de exploração de petróleo no país por anos.


A região é a grande aposta da Petrobras e do governo em busca de nova fronteira para repor o esgotamento das reservas do pré-sal a partir da próxima década, principalmente após descobertas de petróleo na Guiana e no Suriname.


Mas a estatal vem enfrentando resistência da área ambiental para licenciar o primeiro poço em águas profundas na costa do Amapá, considerada a mais promissora da região. Em outra frente, fez duas descobertas no Rio Grande do Norte, ainda em fase de avaliação.


O IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás) diz que a dificuldade para obter licenças para perfuração na margem vem impactando o apetite das empresas pela região. "É preciso haver confiança que, uma vez arrematados os blocos, as empresas poderão pôr em prática seus programas exploratórios, perfurando poços", afirmou em nota divulgada em janeiro.


 


Governo Lula fará campanha nacionalista para comemorar dois anos de gestão / Ministro Sidônio Palmeira se reuniu com agências nesta semana para discutir o conceito da propaganda- Folha SP 12/2


Mônica Bergamo


O governo Lula pretende lançar uma campanha para celebrar os dois anos do petista no Palácio do Planalto, e já convocou as agências de publicidade que prestam serviços à administração para a missão.


NA TELA


Elas se reuniram nesta semana com o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação (Secom), com quem discutiram os conceitos da campanha.


NA TELA 2


A ideia é divulgar uma mensagem nacionalista, estimulando o orgulho que as pessoas sentem de viver no país. Ou algo na linha do slogan do boné "O Brasil é dos brasileiros", usado por parlamentares e também por Lula em atos e vídeos nas redes sociais.


NA TELA 3


Além da mensagem, a campanha terá que divulgar as realizações do governo no período. Uma reclamação recorrente de Lula é que a administração faz muitas entregas, mas elas não são percebidas pelos eleitores.


BRIEFING


Cada agência vai apresentar a sua proposta, e a campanha pode ser única, ou dividida em duas partes.


Sidônio assumiu o comando da Secom para tentar resolver os problemas de comunicação do governo de forma mais ampla, e com o desafio de reverter a tendência de queda na aprovação do presidente Lula.


BALANÇA


De acordo com o Datafolha, Lula alcançou o maior índice de aprovação a seu governo em 2023, quando chegou a 38% de ótimo e bom. Hoje ele é aprovado por 35%.


BALANÇA 2


O índice de reprovação, que era de 29% no início do governo, subiu agora para 34%.


com KARINA MATIAS, LAURA INTRIERI e MANOELLA SMITH


 


De olho em 2026, partidos miram 'desgastar' o governo Lula- O Globo 11/2


Por Naira Trindade — Brasília


A estratégia do "quanto pior, melhor" tem sido adotada pela oposição numa tentativa de enfraquecer o governo Lula para 2026 e facilitar a disputa com um candidato da direita.


Na última semana, Paulinho da Força, presidente do Solidariedade – um dos primeiros partidos a apoiar a candidatura de Lula em 2022 – entrou para a lista como quarto dirigente partidário a atacar o governo. Antes dele, Gilberto Kassab (PSD), Marcos Pereira (Republicanos) e Arthur Lira (PP) já tinham feito duros posicionamentos contra o governo Lula.


 


Oposição lança abaixo-assinado contra moeda criada por Campos Neto para tentar retomar crise do Pix / Fiscalização sobre as movimentações financeiras derrubou popularidade de Lula- Folha SP 11/2


Raphael Di Cunto


A oposição utiliza a moeda digital elaborada na gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para tentar criar uma nova "crise do Pix" e desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


A deputada Julia Zanatta (PL-SC) lançou abaixo-assinado nesta terça-feira (11) contra o dinheiro virtual e afirmou que o governo Lula quer monitorar as movimentações financeiras dos brasileiros por meio do Drex —moeda digital em fase de testes pelo Banco Central.


"Com o Drex, cada movimento seu será rastreado, e bastará um clique para bloquearem sua conta ou sumirem com seus recursos — seja qual for a desculpa. Estamos falando de controle total sobre a sua vida financeira!", afirmou no abaixo-assinado.


Ela também é autora de um projeto de lei que proíbe a extinção do papel-moeda e sugeriu uma PEC (proposta de emenda constitucional) para que a adoção de uma moeda digital precise ser autorizada pelo Congresso Nacional. A PEC, por enquanto, reúne 129 das 171 assinaturas necessárias para ser oficialmente protocolada na Câmara dos Deputados.


O abaixo-assinado foi apoiado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que o divulgou em suas redes sociais nesta terça-feira e disse que o Drex é a "nova moeda digital que Lula quer criar para te dominar". "Assim, ele controlará, por exemplo, por geo-referenciamento quais padarias seu pagamento com DREX será aceito. Contra o DREX, assine", escreveu.


O discurso reproduz a estratégia que levou a perda de popularidade do presidente e a revogação da norma da Receita Federal que ampliava as informações recebidas com base nas movimentações via Pix para combater a lavagem de dinheiro e sonegação.


O Drex, contudo, foi elaborado na gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, escolhido por Bolsonaro para o cargo. Ano passado, em palestra para integrantes do mercado financeiro, ele defendeu que o Drex "vai ser mais inovador que o Pix" e melhorará "muito os ruídos na intermediação de ativos financeiros e não financeiros".


O governo já detectou tentativas da oposição de criar um desgaste sobre o assunto e divulgou texto no fim de janeiro para explicar que a moeda digital terá outros usos. "É falso que o DREX vá substituir o dinheiro em espécie. A emissão de papel-moeda se dá por diversas necessidades e hábitos da população. A versão inicial do Real Digital será uma opção adicional ao uso de cédulas, mas —por ter foco no uso online-- seu impacto sobre a demanda por papel-moeda não deve ser relevante", disse na nota.


Apesar de a moeda ter sido estruturada na gestão de Campos Neto, Julia Zanatta disse à Folha que fez o abaixo-assinado para levantar o debate com a população, "que não sabe o que está acontecendo", e que "não importa" o autor. "Ideia ruim é ideia ruim", afirmou.


Eduardo Bolsonaro foi procurado sobre as críticas, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.


 


Denúncia contra Bolsonaro por trama golpista já está praticamente pronta / Texto está nos ajustes finais, mas procurador-geral da República já decidiu fatiar acusação em lotes – Malu Gaspar – O Globo 12/2


Rafael Moraes Moura


A denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento na trama golpista para impedir a posse de Lula já está praticamente pronta, de acordo com três fontes que acompanham de perto os desdobramentos do caso.


O texto principal está finalizado, mas a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, está fazendo apenas os ajustes finais da redação, que deve ser apresentada até o Carnaval.


Gonet tem um estilo de trabalho centralizador e gosta de fazer uma série de revisões nos textos, checando informações e se preocupando até mesmo com notas de rodapé.


Para interlocutores do procurador-geral da República ouvidos reservadamente pela equipe da coluna, essa é a denúncia mais importante em seu mandato de dois anos, que se encerra em dezembro deste ano.


Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal em novembro do ano passado por abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa – crimes que somam 28 anos de prisão.


Desde então, o procurador se debruça sobre as 884 páginas do relatório da investigação para fundamentar a acusação, que deve vir fatiada – e se concentrar, neste momento, nos principais personagens políticos que articularam a intentona golpista, segundo a PF.


A denúncia será fatiada — ou seja, dividida em lotes —, o que deve permitir ao Supremo uma análise mais célere do caso, já que deve reunir um número delimitado de investigados, ao invés de todos os que foram indiciados pela PF. Bolsonaro estará nesse primeiro lote.


A PGR montou uma força-tarefa para analisar a conclusão do inquérito da Polícia Federal. O procurador-geral da República trabalhou no caso ao longo do mês de janeiro, durante suas férias, para acelerar os trabalhos.


8 de Janeiro


Conforme informou o blog, em pouco mais de um ano de gestão, Gonet já apresentou 256 denúncias perante o Supremo e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Desse total, 237 – o equivalente a 92,5% – estão relacionadas às investigações dos atos golpistas que culminaram com a invasão e a depredação da sede dos três poderes em Brasília em 8 de janeiro de 2023.


As outras acusações contra políticos se concentraram em parlamentares e políticos da oposição. Além do deputado Chiquinho Brazão, acusado de tramar a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), que é do Centrão, Gonet também denunciou os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP) por invasão ao site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, e Nikolas Ferreira (PL-MG), por injúria contra o presidente Lula por chamá-lo de “ladrão” em suas redes sociais.


Calendário


Enquanto aguardam a denúncia da PGR, aliados de Bolsonaro já traçaram um cronograma das próximas etapas das investigação da trama golpista instalada na cúpula de seu governo para impedir a posse de Lula.


No entorno de Bolsonaro, a expectativa é a de que, depois da apresentação da acusação formal pela PGR, o ministro Alexandre de Moraes dê celeridade ao caso e leve recebimento da denúncia a julgamento da Primeira Turma do STF já em março. Conforme informou o GLOBO, integrantes do colegiado avaliam reservadamente aumentar a frequência de sessões – que costumam ser quinzenais, às terças-feiras – para agilizar a análise.


Nessa etapa, os magistrados avaliam se há indícios suficientes de que os investigados praticaram crimes e decidem abrir uma ação penal para, em uma fase posterior, aprofundar a apuração, com a coleta de mais provas e depoimentos de testemunhas de defesa e acusação.


A expectativa desses aliados mais realistas de Bolsonaro é de que a turma aceite a denúncia por unanimidade, com os votos de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux e os dois indicados pelo presidente Lula neste terceiro mandato, Cristiano Zanin e Flávio Dino.


Considerando o prazo médio de quatro meses entre a abertura das ações penais e a condenação de outros acusados dos atos golpistas de 8 de Janeiro, a Primeira Turma poderia julgar Bolsonaro e outros denunciados entre setembro e outubro.

Inflação

 🏦 *INFLAÇÃO AINDA É ALVO DE DEBATES*


O cenário econômico e político dos EUA e do Brasil está movimentado hoje. Nos EUA, o CPI de janeiro, que será divulgado às 10h30, pode influenciar a postura do Fed e aliviar a mensagem hawkish de Powell, que novamente falará hoje às 12h. O mercado também acompanha o relatório mensal da Opep e a promessa de Trump sobre tarifas recíprocas, enquanto no Brasil, o governo segue avaliando uma resposta às novas tarifas de aço dos EUA, com negociações em andamento. Lula também dará entrevista hoje, enquanto os investidores aguardam dados econômicos, como o relatório de serviços de dezembro, esperado para mostrar uma leve recuperação. No Brasil, o IPCA de janeiro veio mais baixo, mas a inflação ainda é um tema em debate, com previsão de pressões no futuro devido a reajustes. A curva de juros reagiu com correção, impulsionada pela queda do dólar. O mercado local não está tão preocupado com as tarifas de Trump, ao contrário dos investidores em NY. O governo busca uma abordagem cautelosa para evitar uma guerra comercial, como exemplificado pela estratégia de negociações da Austrália com os EUA.


*CORTE DE GASTOS* - Em entrevista ao Broadcast Político, Jaques Wagner, líder do governo no Senado, afirmou que o presidente Lula estaria disposto a implementar novos cortes de gastos se a situação fiscal se tornar apertada. O ministro Haddad anunciou que o alívio no Orçamento deste ano será maior do que o inicialmente previsto, com uma atualização das economias de R$ 15 bilhões para quase R$ 20 bilhões. Esse novo cálculo será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, que será votado após o Carnaval. Com isso, o impacto dos cortes de gastos aumentou de R$ 30 bilhões para R$ 34 bilhões, com R$ 19 bilhões em economia e R$ 15 bilhões para acomodar pressões inflacionárias.


*LÁ FORA* - Durante uma audiência no Senado americano, Jerome Powell afirmou que a política monetária continuará restritiva e que não há pressa para cortar os juros, pois a economia e o emprego estão indo bem. Isso reforçou a expectativa de que o Fed só fará um corte de 25 pontos base em 2025. As declarações "hawkish" pressionaram os juros dos Treasuries e não ajudaram no otimismo do mercado de ações. A tarifa de 25% de Trump sobre aço e alumínio gerou ganhos nas siderúrgicas, mas impactou negativamente outras empresas, como a AIG, que viu um lucro abaixo das expectativas. Enquanto isso, o dólar caiu, impulsionado pela valorização do câmbio global, e a curva de juros no Brasil devolveu prêmios, com a queda do dólar ajudando nesse movimento. O Ibovespa fechou em alta, enquanto as ações de commodities enfrentaram dificuldades. O petróleo também foi impactado pelos eventos em Gaza e declarações de Trump sobre a situação.

Ouro se valorizando

 https://valor.globo.com/financas/intraday/post/2026/01/ouro-pode-valer-40-vezes-mais-se-dolar-perder-status-de-moeda-de-reserva-global.ghtm...