terça-feira, 12 de maio de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo testa inflação no Brasil e nos EUA*


O ambiente amplia a sensibilidade dos investidores aos dados do IPCA e do CPI


… Novos comentários do presidente Donald Trump, que chamou de “lixo” a proposta do Irã e afirmou que o cessar-fogo está em “estado crítico”, reacenderam o temor de escalada militar no Oriente Médio e mantiveram o petróleo acima dos US$ 100. O ambiente amplia a sensibilidade dos investidores aos dados de inflação desta manhã, com divulgação do IPCA no Brasil e do CPI nos Estados Unidos, ambos sob impacto do choque de energia e da pressão dos combustíveis. Na B3, o mercado acompanha a repercussão do balanço da Petrobras, que frustrou estimativas mais otimistas, mas teve reação moderadamente positiva no after hours de Nova York. Hoje tem JBS após o fechamento.


GUERRA – O petróleo voltou a subir no início do pregão asiático, após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã está em “estado crítico” e rejeitar a mais recente proposta de paz apresentada por Teerã.


… O Brent voltou a operar acima dos US$ 105, enquanto o mercado segue monitorando o risco de novos ataques militares.


… Em declarações na Casa Branca, Trump classificou a resposta iraniana como “lixo” e afirmou que sequer terminou de ler a proposta.


… Apesar do endurecimento do discurso, o presidente americano disse que uma solução diplomática ainda é “muito possível”, mantendo o padrão de mensagens contraditórias que tem marcado as negociações nas últimas semanas.


… Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o Irã condicionou qualquer acordo ao fim imediato dos combates, inclusive no Líbano, além da suspensão do bloqueio naval americano, liberação de ativos congelados e alívio das sanções sobre exportações de petróleo.


… A agência estatal iraniana chegou a classificar a proposta americana como equivalente a uma rendição.


… O mercado também acompanha relatos de que Trump discute com sua equipe de segurança nacional uma possível retomada das ações militares contra o Irã. O Wall Street Journal informou ainda que os Emirados Árabes Unidos realizaram ataques contra território iraniano.


… No centro da crise segue o Estreito de Ormuz, que permanece parcialmente bloqueado e continua afetando o fluxo global de energia. O Irã também mobilizou submarinos da classe Ghadir no Golfo Pérsico, elevando os riscos para a navegação comercial.


… Apesar de algumas embarcações conseguirem atravessar a região, o ambiente segue extremamente instável.


… Um navio-tanque de GNL vindo do Catar chegou a retornar antes de concluir a travessia, enquanto os custos de escolta naval americana aumentam à medida que o conflito se prolonga.


… Diante da pressão dos combustíveis, Trump voltou a defender uma suspensão temporária do imposto sobre a gasolina nos Estados Unidos.


… Em paralelo, o Departamento de Energia anunciou nova rodada de liberação das reservas estratégicas americanas, autorizando acesso a mais de 53 milhões de barris de petróleo bruto, como parte da ação coordenada da AIE para tentar estabilizar o mercado global de energia.


… Ainda assim, analistas seguem avaliando que o petróleo deve continuar extremamente volátil enquanto não houver solução para o impasse.


INFLAÇÃO NA MIRA – A terça-feira concentra os dois principais dados da semana para os mercados, com o IPCA de abril no Brasil e o CPI nos Estados Unidos, em um ambiente pressionado pela disparada do petróleo e pelo impacto da guerra sobre energia, inflação e juros.


… O mercado chega aos números em modo defensivo, após a forte abertura das curvas de juros na véspera, com o Brent novamente acima dos US$ 104 e aumento das apostas de cautela tanto do Fed quanto do Copom, que já tem apostas de uma pausa (abaixo).


… Por aqui, o IBGE divulga às 9h o IPCA, com expectativa de desaceleração para 0,67%, após alta de 0,88% em março (mediana do Broadcast).


… Apesar do alívio na margem, puxado pela perda de força da gasolina e de alguns alimentos, a inflação acumulada em 12 meses deve acelerar para 4,39%, reforçando o desconforto do Banco Central em relação ao cenário inflacionário.


… A gasolina segue no centro das atenções, mas com desaceleração importante contra o pico observado no início da guerra entre o Irã e Estados Unidos.


… O mercado também espera alívio em alimentação e passagens aéreas, enquanto medicamentos devem pressionar o grupo Saúde após o reajuste autorizado pela Anvisa no fim de março.


… O dado mais sensível para o BC, porém, continua sendo o dos núcleos e serviços subjacentes.


… A média dos núcleos deve acelerar de 0,40% para 0,43%, em nível ainda considerado elevado, enquanto os serviços ligados ao mercado de trabalho seguem pressionados, refletindo a resiliência da atividade e do emprego.


… A leitura reforça a percepção de inflação disseminada e mantém o debate sobre o espaço real para cortes adicionais da Selic.


… Nos Estados Unidos, o CPI de abril, às 9h30, deve mostrar nova aceleração da inflação, em meio ao choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio. A mediana aponta alta de 0,6% no índice cheio, após 0,9% em março, com a taxa anual avançando de 3,3% para 3,7%.


… Já o núcleo deve subir 0,3% no mês e passar de 2,6% para 2,7% em 12 meses.


… O petróleo e a gasolina aparecem novamente como os principais vetores de pressão sobre o índice americano. Consultorias estimam avanço de cerca de 7% no preço da gasolina em abril, além de impactos indiretos sobre passagens aéreas, serviços e custos ligados à energia.


… O mercado também monitora possíveis distorções estatísticas em aluguéis, que podem elevar temporariamente componentes do núcleo.


… O dado ganha peso extra após uma sequência de falas cautelosas de dirigentes do Federal Reserve, que, nos últimos dias, reforçaram preocupação com o risco de inflação persistente, diante do choque energético e defenderam uma postura de “esperar para ver”.


… O temor de um ambiente de crescimento mais fraco com inflação elevada voltou ao radar dos investidores.


MAIS AGENDA – Além dos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, a terça-feira também traz falas de dirigentes do Fed, indicadores na Europa, reunião de Dario Durigan com executivos da Fitch e a repercussão do balanço da Petrobras, após o fechamento de ontem.


… Às 8h, a FGV divulga o IGP-M da primeira prévia de maio. Mais cedo, às 3h, sai o CPI da Alemanha, enquanto o índice ZEW de expectativas econômicas será divulgado às 6h, em meio ao aumento das preocupações com o impacto da guerra sobre a atividade europeia.


… Ainda no exterior, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, participa na madrugada brasileira de conferência promovida pelo Banco Central da Suíça e pelo FMI, ao lado de Joachim Nagel, dirigente do BCE e presidente do Bundesbank.


… Já as 13h45, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, fala em evento da Câmara de Comércio de Greater Rockford, após reforçar nos últimos dias a preocupação com os riscos inflacionários ligados ao petróleo.


… Em Brasília, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reúne entre 15h e 16h com executivos da Fitch Ratings, incluindo o diretor sênior Richard Francis e a diretora-executiva Shelly Shetty.


… Na sequência, das 17h às 19h, Durigan participa na Câmara da comissão especial sobre o fim da escala 6×1, discutindo os impactos econômicos da proposta de redução da jornada de trabalho e, às 21h, será veiculada a sua entrevista ao programa “Na Mesa com Datena”, da TV Brasil.


PETROBRAS – A reação inicial do mercado ao balanço da Petrobras no after hours de Nova York foi moderadamente positiva, mesmo com números abaixo das projeções do mercado. Os seus ADRs fecharam em alta de 0,67% (ON) e 0,42% (PN).


… A companhia reportou lucro líquido sem efeitos exclusivos de US$ 4,535 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado e queda de 4,5% frente ao quarto trimestre.


… O resultado, porém, ficou 21,5% abaixo das estimativas do mercado. O Ebitda ajustado sem eventos exclusivos também veio abaixo das expectativas, embora tenha mostrado crescimento anual. A alta do Brent deverá ter reflexo maior no segundo trimestre.


… A Petrobras ainda anunciou R$ 9,03 bilhões em dividendos, R$ 0,70/ação. Os papéis passam a ser negociados na condição “ex” a partir de 2/6.


… O mercado acompanha nesta terça-feira a teleconferência da estatal, às 11h30, em busca de sinais sobre preços de combustíveis, estratégia de investimentos, distribuição de dividendos e impactos da nova escalada do petróleo sobre os resultados dos próximos trimestres.


BALANÇOS DE HOJE – A temporada de resultados do primeiro trimestre segue movimentada na B3, com destaque nesta terça-feira para os números de JBS, PagBank, Aeris Energy e Cury – todos após o fechamento do mercado.


FRIGORÍFICOS – Trump assina duas ordens executivas suspendendo temporariamente tarifas de importação sobre carne bovina nos Estados Unidos, com validade de 200 dias, na tentativa de conter a disparada dos preços da proteína no país.


… A suspensão deve valer para todos os países exportadores, além de interromper temporariamente o sistema de cotas tarifárias. Frigoríficos brasileiros avaliam que o Brasil é o país com maior capacidade de ampliar rapidamente a oferta ao mercado americano.


… O tema ganha relevância adicional após o Ministério do Comércio da China informar que o Brasil já atingiu 50% da nova cota anual de exportação de carne bovina ao país asiático, reduzida em cerca de 35% abaixo do volume embarcado em 2025.


… O governo chinês alertou ainda que, uma vez atingido o limite da cota, passará a incidir sobretaxa de 55% sobre a tarifa atual de importação.


CURTAS DA POLÍTICA – Lula lança nesta terça-feira o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com pacote de cerca de R$ 11 bilhões para ações de segurança pública nos Estados, em meio à agenda eleitoral.


… Cerca de R$ 10 bilhões devem vir do BNDES, via Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, enquanto o restante será bancado pela União. O programa terá foco em combate financeiro às facções, sistema prisional, investigação de homicídios e tráfico de armas.


PESQUISAS. A semana será marcada por nova rodada de pesquisas para a eleição presidencial de 2026, com Quaest, Datafolha, Vox Brasil, Gerp e Veritas divulgando levantamentos entre amanhã (quarta-feira) e sábado.


DOSIMETRIA. Líder do PL, Sóstenes Cavalcante, protocola nova PEC que prevê anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, após Alexandre de Moraes suspender a aplicação da Lei da Dosimetria até análise definitiva do STF.


BOLSONARO. Ministro Nunes Marques é sorteado relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro no STF, que alega “erro judiciário” e pede anulação da condenação de 27 anos e 3 meses no caso da trama golpista.


… Nos bastidores da Corte, ministros consideram baixas as chances de sucesso da revisão criminal, diante da sensibilidade política do tema.


COPOM DE NOVO EM XEQUE – Não é a primeira vez em poucos dias que a curva a termo põe à prova o consenso de corte da Selic em junho, no ajuste que tem por trás sempre o mesmo motivo: potencial viés inflacionário do petróleo.


… Na véspera do IPCA, que pode confirmar o impacto do choque energético, bateu o nervosismo e os juros futuros registraram alta expressiva, especialmente no miolo e na ponta longa, acompanhando as taxas dos Treasuries.


… Diante do novo salto do petróleo, traders reduziram de 84% para 76% a chance de o juro cair 0,25pp na reunião de política monetária do mês que vem, segundo cálculos ao Broadcast de Flávio Serrano, economista-chefe do Bmg.


… A Selic precificada para o fim do ano subiu de 13,85% para 13,95% na curva futura. No boletim Focus, divulgado ontem, a mediana dos analistas permaneceu em 13%, mas avançou para o final de 2027, de 11% para 11,25%.


… A boa notícia foi que a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses, que ganhou importância após a regulamentação da meta de inflação contínua, caiu pela terceira semana consecutiva, de 4,05% para 3,97%.


… Mas a previsão para o IPCA deste ano aumentou pela nona semana consecutiva, de 4,89% para 4,91%, distanciando-se ainda mais do teto da meta, refletindo a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio.


… As estimativas para a inflação em 2027 e 2028 permaneceram em 4,00% e 3,64%, respectivamente.


… No fechamento dos negócios, o DI para Janeiro de 2027 subia para 14,105% (de 14,049% no pregão anterior); Jan/28, a 13,765% (13,608%); Jan/29, 13,695% (13,525%); Jan/31, 13,765% (13,605%); e Jan/33, 13,845% (13,703%).


… Uma pausa no ciclo de flexibilização do Copom ainda continua improvável, mas o que se nota é que o terreno para especulações não está fechado e que os desdobramentos da guerra dão margem para mudanças nas apostas.  


… Também as previsões para o Fed podem ser reprecificadas. O mercado vem adiando a perspectiva de corte do juro para o ano que vem e tem hoje o desafio do CPI para avaliar o reflexo na inflação da ofensiva no Irã, que não acaba.


… Antecipando as pressões, as taxas dos Treasuries já subiram ontem: a da Note de 2 anos avançou para 3,951% (contra 3,892% na sexta-feira), a de 10 anos foi a 4,408% (de 4,364%) e a do T-bond 30 anos, a 4,979% (de 4,944%).


… Não foi confortável ver o novo repique do petróleo, com o Brent engatando alta de 2,88%, cotado a US$ 104,21, diante da proposta de paz que não deu em nada e das ameaças de rompimento do cessar-fogo já tão frágil.


BLINDADO – A escalada do petróleo favoreceu as moedas de países exportadores, como o real brasileiro, e ajudou a contrabalançar o efeito sobre o câmbio das saídas de capital estrangeiro que vêm sendo observadas na bolsa.


… O dólar fechou estável (-0,05%), mas se manteve abaixo de R$ 4,90, em R$ 4,8914, nas mínimas desde janeiro de 2024, contando no pano de fundo também com a chance de pausa da Selic, que seria uma boa notícia para o fluxo.


… Na B3, o investidor externo segue reduzindo a exposição ao Brasil. No pregão da última quinta-feira (dia 7), houve retirada de mais R$ 1,1 bilhão. Maio já registra saídas de R$ 3,3 bilhões. O ano acumula entrada de R$ 53,2 bilhões.


… Analistas têm identificado a rotação global em direção a ações de tecnologia na Ásia.


… Mas no Valor, o Goldman Sachs considera um exagero o temor sobre a fuga dos gringos da bolsa brasileira e a perda de atratividade do País com a guerra, e estima o Ibovespa em 215 mil pontos daqui a 12 meses.


… Ontem, o índice à vista queimou mais de dois mil pontos e perdeu os 182 mil. Fechou em baixa de 1,19%, a 181.908,87 pontos, com giro de R$ 29,2 bilhões. Apesar da alta da Vale e Petrobras, os bancos atuaram de vilões.


… O setor financeiro caiu em bloco: Bradesco PN, -2,69% (R$ 18,09); Itaú PN, -2,25% (R$ 40,33); e Santander unit, -2,52% (R$ 27,83). O BB, que solta balanço amanhã, registrou queda de 1,19% e fechou na mínima de R$ 21,54.


… Vale subiu 2,41% (R$ 83,45), superou com folga o minério (+0,73%) e ocupou a segunda maior alta do Ibovespa.


… Os papéis da Minerva ficaram no topo do índice à vista, com um salto de 4,88% (R$ 4,30), reagindo à notícia sobre os decretos de Trump para aumentar as importações de carne bovina e recompor rebanho dos Estados Unidos.


… À espera do balanço trimestral divulgado na noite de ontem, as ações da Petrobras também avançaram (PN +1,66%, a R$ 46,43; e ON +1,40%, a R$ 50,81), na cola do petróleo, com a trégua “por um fio”, segundo Trump.


… Apesar do fracasso nas negociações diplomáticas, as bolsas americanas ainda registraram ganhos modestos. O suporte veio do bom desempenho do setor de tecnologia: Micron (+6,50%), Nvidia (+1,97%) e Tesla (+3,91%).


… Com o pouco que subiram, o S&P 500 (+0,19%, aos 7.412,87 pontos) e o Nasdaq (+0,10%, aos 26.274,12 pontos) renovaram os seus recordes históricos de fechamento. O Dow Jones encerrou em alta de 0,19%, a 49.704,34 pontos.


GANHA-GANHA – Enquanto o petróleo seguir alto, o dólar permanecerá forte, disse o grupo financeiro Macquarie. Na contagem regressiva pelo CPI, o índice DXY subiu de leve (+0,1%), perto da linha dos 98 pontos, a 97,955 pontos.


… O euro caiu 0,10%, a US$ 1,1780, a libra perdeu 0,16%, a US$ 1,3622, e o iene recuou para 157,27 por dólar.


… Em coletiva na noite de ontem, a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, disse que, durante a reunião com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, a coordenação sobre intervenções no câmbio foi reafirmada.


… Investidores têm identificado atuações do governo japonês para sustentar o iene acima de 155 por dólar, neste momento em que a moeda asiática sofre com o aumento da busca global por dólar em razão do conflito no Irã.


CIAS ABERTAS NO AFTER – ITAÚSA teve lucro líquido recorrente de R$ 4,491 bilhões no 1TRI26, alta de 17% contra um ano antes. Dívida líquida saltou 188%, para R$ 1,01 bilhão…


… A companhia aprovou recompra de até 5 milhões de ações PN para plano de incentivos de longo prazo.


HAPVIDA. Lucro líquido somou R$ 244 milhões no 1TRI26, 3,4 vezes acima da estimativa dos analistas no Broadcast, de R$ 70 milhões. O Ebitda ajustado alcançou R$ 803 milhões, acima da projeção de R$ 651,8 milhões…


… A receita líquida de R$ 7,892 bilhões ficou levemente acima do esperado pelo mercado, de R$ 7,824 bilhões.


EMBRAER avança em conversas com Chile e Colômbia sobre o avião militar C-390, segundo a Reuters.


SUZANO anunciou metas de dívida líquida de US$ 11 bilhões e de alavancagem abaixo de 2,5x dívida líquida/Ebitda ajustado. A companhia espera atingir as metas entre 2027 e 2028.


NATURA teve prejuízo líquido de R$ 445 milhões no 1TRI26, aumento de 787,6% sobre a perda de um ano antes. Receita líquida caiu 7,7%, para R$ 4,745 bilhões, e Ebitda recuou 46,8%, para R$ 346 milhões.


WEG. Citi cortou preço-alvo de R$ 50 para R$ 49 e manteve recomendação neutra.


SBF teve lucro líquido de R$ 74,2 milhões no 1TRI26, alta de 10,2% contra um ano antes. Receita líquida avançou 14,9%, para R$ 1,785 bilhão, e Ebitda ajustado cresceu 0,6%, para R$ 223,5 milhões.


TRACK & FIELD teve lucro líquido ajustado de R$ 41,5 milhões no 1TRI26, alta de 6,3% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 18%, para R$ 251,2 milhões, e Ebitda ajustado avançou 12,6%, para R$ 61,6 milhões.


MULTIPLAN firmou acordo para venda de participação de 9,33% no ParkShoppingBarigüi por R$ 250 milhões.


MRV&CO apresentou receita e prejuízo ajustado em linha com as expectativas do mercado no Broadcast…


… A companhia reportou prejuízo líquido consolidado e ajustado de R$ 14,4 milhões. A receita líquida consolidada totalizou R$ 2,776 bilhões.


DIRECIONAL teve lucro líquido de R$ 213 milhões no 1TRI26, alta de 29,6% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 30%, para R$ 1,2 bilhão, e Ebitda avançou 47%, para R$ 315,2 milhões.


MOTIVA assinou aditivo para explorar a Rodovia Fernão Dias por mais 15 anos e realizar novos investimentos.


ENERGISA teve lucro consolidado recorrente de R$ 207 milhões no 1TRI26, queda de 46,9% contra um ano antes. Ebitda ajustado recorrente cresceu 6,6%, para R$ 1,981 bilhão, e receita líquida ajustada avançou 7,6%, a R$ 7,35 bi.


RAÍZEN e credores avançam em negociações sobre dívida, segundo a Reuters.


ONCOCLÍNICAS. Minoritários avaliam recorrer à Justiça para exigir OPA da companhia.


HYPERA. Votorantim elevou participação acionária a 15,7% do capital social, enquanto Fidelity reduziu fatia a 4,6%.


ESPAÇOLASER. Fundo Magnólia estuda potencial saída do bloco de controle da companhia.


FERBASA reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 2,4 milhões no 1TRI26. Receita líquida caiu 7,9%, para R$ 506,4 milhões, e Ebitda ajustado recuou 27,8%, para R$ 44,1 milhões.


TERRA SANTA teve lucro líquido de R$ 8,25 milhões no 1TRI26, queda de 15% contra um ano antes. Ebitda ajustado cresceu 7,9%, para R$ 16,67 milhões, e receita líquida avançou 2,6%, para R$ 22,5 milhões.


COPASA. Sindicato apontou falhas no processo de credenciamento das empresas Aegea e Sabesp para o leilão e pediu suspensão da privatização da companhia. (Valor)


ELO contratou Bank of America, UBS BB e Bradesco para IPO nos EUA, segundo a Bloomberg. A companhia disse que não há decisão tomada.

Multa à Fast Shop

 *Fast Shop: como carta para entidade espiritual levou a maior multa por corrupção da história*


Multa aplicada a Fast Shop é de R$ 1,04 bilhão, valor que teria sido desviado dos cofres do Estado de São Paulo por meio do esquema


Uma carta de três páginas escrita à mão com caneta vermelha e destinada a uma entidade espiritual. Foi esta a peça-chave para a polícia desbaratar um esquema bilionário de corrupção envolvendo grandes empresas do varejo e funcionários públicos.


Nesta segunda-feira (11), a investigação culminou na aplicação de uma multa no valor de R$ 1,04 bilhão, a maior já registrada no Brasil pela Lei Anticorrupção. A punição foi aplicada à rede Fast Shop, que terá que pagar o montante em 30 dias, sem possibilidade de parcelamento.


A carta foi encontrada com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto durante a Operação Ícaro do Ministério Público de São Paulo (MPSP). No documento, datado de 3 de março de 2025, ele pedia orientação espiritual sobre o risco de assinar novas liberações de ICMS para empresas, sendo considerado uma confissão de um esquema de propina.


Uma das empresas beneficiadas era, justamente, a Fast Shop. Executivos da varejista confirmaram que pagaram propina. Dois sócios e um diretor executivo da Fast Shop admitiram a participação no crime em um acordo de não persecução penal com o MPSP. À época, eles concordaram em pagar multas individuais que somadas chegaram a R$ 100 milhões.


A nova multa bilionária foi calculada a partir do valor que teria sido desviado dos cofres públicos.


*Como funcionava o esquema*


O esquema comandado por servidores da Secretaria de Fazenda permitia o ressarcimento ilgeal ICMS (ou ICMS-ST), que ocorre quando uma empresa paga o imposto antecipadamente, mas o fato gerador presumido não se concretiza, ou quando a venda é feita por valor inferior ao previsto.


Na prática, de acordo com as investigações, os servidores preparavam eles mesmos os arquivos contábeis e os pedidos de ressarcimento das empresas.

Depois, os próprios fiscais envolvidos analisavam e aprovavam esses pedidos, garantindo que o dinheiro público fosse transferido para as mãos das corporações e, consequentemente, parte dele retornasse como propina para o grupo.


A Fast Shop ainda não se manifestou sobre a multa.


https://www.metropoles.com/colunas/dinheiro-e-negocios/fast-shop-como-carta-para-entidade-espiritual-levou-a-maior-multa-por-corrupcao-da-historia

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Semana 11 15/05

 📆 Semana começa com Focus, enquanto EUA têm bateria de dados imobiliários e leilões do Tesouro.


🇧🇷 Cenário Doméstico

No Brasil, os investidores acompanham pela manhã o Boletim Focus, em meio a revisões para o IPCA e manutenção das projeções para Selic e câmbio. Também saem o IPC-Fipe e, à tarde, a balança comercial semanal, em um ambiente de expectativa para o IPCA de abril que será divulgado amanhã e deve calibrar as apostas para o Copom. Reta final da temporada de balanços no Brasil. Entre os balanços das empresas estão Petrobras, BTG Pactual, Natura, Banco do Brasil, CSN, Casas Bahia, Nubank e MRV.


🌍 Cenário Internacional (EUA/Europa/Ásia/outros)

Nos EUA, o dia é mais técnico, com dados de vendas de casas existentes e uma sequência de leilões de títulos do Tesouro.

O mercado segue atento ainda ao noticiário geopolítico envolvendo Irã e às sinalizações em torno do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping ao longo da semana, temas que podem influenciar dólar, Treasuries e commodities.


📊 Agenda do dia – Brasil

▪️ 05:00 -  IPC-Fipe

▪️ 08:00 -  IPC-S Capitais – 1ª quadrissemana - Maio/2026

▪️ 08:25 – Boletim Focus (BCB)

▪️ 15:00 – Balança comercial semanal (Secex)


🕒 Agenda do dia – Exterior

▪️ 14:00 – EUA: Vendas de Casas Existentes (abril)

▪️ 15:30 – EUA: Leilões de Títulos de 3 e 6 meses

▪️ 17:00 – EUA: Leilão de Notas de 3 anos

Um grito de socorro nas universidades

 Editorial de hoje do Estadao sobre a hegemonia cultural de esquerda na academia !!!


“Um grito de socorro pelas universidades


Acadêmicos oferecem o antídoto para reverter a perversão dos câmpus em incubadores de intolerância e restaurar sua vocação de usina de criação e difusão de conhecimento


08/05/2026


Um grupo de professores lançou o manifesto . É uma reação a um ambiente de “conformidade ideológica, autocensura e intolerância”, em que “eventos são cancelados ou interrompidos, aulas são boicotadas, participantes são intimidados e expostos”, comprometendo “a legitimidade pública da universidade e as próprias condições de produção de conhecimento”.


Desde a Academia de Platão, passando pelas universidades medievais, a pesquisa e o ensino só prosperaram em ambientes de confronto intelectual. O conhecimento amadurece quando hipóteses rivais colidem e argumentos são macerados pelo escrutínio. Se essa dinâmica cede lugar ao constrangimento, a investigação perde fôlego, e o ensino, densidade.


Mas hoje a composição ideológica nas humanidades é estreita. Uma pesquisa na USP e na UFBA identificou que 93% dos professores de História e 73% dos de Direito são de esquerda. Além disso, 61% dos docentes já evitaram temas controversos e 35% deixaram de convidar palestrantes por medo de represália. Quase metade dos estudantes pratica autocensura. Não é necessário um tribunal para produzir punição quando reprovações moralistas substituem o exame de argumentos e a chantagem reputacional se antecipa a qualquer instância formal.


A universidade, que ajudou a dissolver ortodoxias esclerosadas, forjou novas. A militância progressista interpreta todo discurso como “relação de poder”; desconfia do pluralismo como mecanismo de perpetuação de “opressões”, substitui disputas racionais por gestões morais e usa cancelamentos e linchamentos virtuais para disciplinar dissidentes. Numa ironia involuntária, mimetiza velhas ferramentas confessionais: proselitismo, heresias, blasfêmias, dogmas, penitências públicas. Os novos fariseus e zelotas podem vestir a linguagem emancipatória da inclusão social ou racial e, ainda assim, excluir brutalmente ideias e convicções.


Na pesquisa, hipóteses são descartadas por consensos ideológicos. No ensino, o currículo é homogeneizado, o cânone é mutilado e escolas divergentes são obliteradas. O tumor não só sufoca a liberdade de expressão, como desintegra a capacidade de conhecer. Os universitários são despejados na vida civil imbuídos de uma libido para conformar a si e aos outros.


Previsivelmente, a pressão externa cresce, na forma de invectivas caricatas e projetos de intervenção. Cria-se um circuito de retroalimentação: patologias endógenas dão munição a ataques exógenos que reforçam reflexos paranoicos. As esquerdas iliberais colonizaram a academia e asfixiam sua liberdade; em retaliação, as direitas iliberais buscam sitiá-la e demoli-la. O câmpus, que deveria ser arena intelectual, virou trincheira política.


Instituições financiadas pelo público dependem de confiança pública. Mas ela está sendo pulverizada pela percepção de alheamento, alinhamento e intolerância. Segundo pesquisa da Quaest, 59% dos brasileiros confiam pouco ou nada na universidade pública, e 54% creem que ela promove mais ideologia do que ensino de qualidade. Menosprezar esse mal-estar como ressentimento obscurantista ou negar a doença só acelerará sua virulência.


O manifesto clama por três remédios. Primeiro, “neutralidade institucional”: universidades não devem adotar posições oficiais sobre temas políticos ou ideológicos, a menos que estejam em jogo os instrumentos de sua missão, como autonomia e financiamento. Segundo, “liberdade acadêmica”: universidades devem escudar docentes e discentes contra punições ou perseguições. O desconforto do contraditório não pode ser tratado como ofensa a ser eliminada. O teste de integridade é a proteção do dissidente, não do consenso. Terceiro, “pluralismo”: diversidade de ideias, doutrinas, autores e perspectivas. Isso não significa relativismo: o questionamento a consensos deve ser mediado pelo método científico e pela argumentação honesta.


Universidade é laboratório, não tribunal. A busca da verdade exige atrito, não anestesia. Onde ideias podem circular livremente e se chocar sem medo, a mentira é castrada e a verdade ganha músculo. Onde isso falta, sobra a unanimidade burra – e truculenta”.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal


NY +0,8% US tech +2,4% US Semis +5,5% UEM -1% España -1% VIX 17,2% Bund 3,00%. T-Note 4,40%. Spread 2A-10A USA=+47pb B10A: ESP 3,42% PT 3,36% ITA 3,73% FRA 3,62% Euribor 12m 2,708% (fut.12m 2,941%) USD 1,175 JPY 184,6/€ 157,1/$. Ouro 4.655$. Brent 105,3$. WTI 99,8$. Bitcoin +1,1% (80.773$). Ether +2 % (2.334$). 


:: SESSÃO. Após a forte subida americana de sexta-feira (não tanto na Europa), o natural é que hoje se estanque. Os excelentes resultados das empresas de semis e o inesperadamente bom dado de emprego americano em abril, publicado na sexta-feira (Criação de Emprego 115K vs. 65K esperado vs. 185K anterior) são os fatores dinamizadores fundamentais mais recentes. Mas a rejeição de Trump à proposta iraniana há umas horas, que era absolutamente previsível, faz com que o petróleo aumente e isso reforça a expetativa de uma sessão plana, no melhor dos casos.


GEOESTRATÉGIA. Tom neutro. Trump ainda tem tempo para pressionar. As eleições de meio mandato serão a 3 de novembro, portanto, tem até setembro, digamos. Enquanto isso, Wall St. não detém a sua subida e isso proporcionar-lhe-ia algum crédito para continuar a pressionar o Irão. Um petróleo caro prejudica-lhe eleitoralmente, mas o West Texas continua abaixo da fronteira dos 100 $/b. e é provável que reduza ou anule os impostos sobre combustíveis para o consumidor/eleitor, argumento, por exemplo, que os impostos alfandegários permitem adotar essa medida. Em paralelo, Cuba continua a descompor-se internamente; pode estar a calcular os tempos para que o desfecho, sob a forma de uma queda gradual, o fortaleça politicamente em novembro. E nesta quinta/sexta-feira terá uma reunião com Xi Jingpin. China está indiretamente debilitada após a neutralização da Venezuela, a sua economia está estancada e a última coisa que precisa é não ter o petróleo de Ormuz e ter de recorrer ao petróleo indiretamente procedente da frota fantasma russa (como acontece agora), portanto, provavelmente irá adotar uma atitude nada beligerante e até construtiva com Trump.


RESULTADOS CORPORATIVOS. Tom magnífico. Estão a ser simplesmente excelentes. Isto transmite a ideia de que as guerras (Ucrânia, Irão) e o petróleo não estão a afetar, por agora. Nos EUA, com quase 90% das empresas já publicadas, o EPS (Lucro por Ação) expande-se +26% vs. +14,4% esperado, e na Europa +12% vs. +4%.  


MACRO. Bom tom. O bom emprego americano de sexta-feira assentou muito bem. Hoje, às 15 h, Vendas de Habitações Usadas nos EUA, que se esperam decentes ou até boas (4,05M vs. 3,98M). No resto da semana, destacam-se 3 dados americanos: amanhã, inflação de abril a aumentar até +4% (+3,7% esperado desde +3,3%), na quinta-feira, Vendas a Retalho a aguentarem razoavelmente bem (+0,5% vs. +1,7%) e na sexta-feira, Produção Industrial decente e a melhorar (+0,2% vs. -0,1%).  


:: CONCLUSÃO. Talvez consiga subir um pouco hoje, embora não deva depois do rally americano de sexta-feira e de Wall St. estar há 6 semanas seguidas a subir (Europa tem alternado subidas semanais com retrocessos). Mas a inércia em alta é muito potente graças aos resultados corporativos, a uma macro mais sólida do que o esperado (provavelmente também esta semana) e a um mercado que está disposto a conviver cordial e pacientemente não só com a guerra na Ucrânia, mas também com a do Irão. Provavelmente, isto assim acontece porque a Rússia começa a estar realmente debilitada (Putin poderá estar a ser questionado internamente) e a China prefere manter distância ao Irão, o que, no fundo, manifesta uma posição também mais débil da sua parte. O pior desfecho para todos hoje seria bolsas planas e obrigações a ganharem um pouco de yield (quedas de preços), mas muito pouco.


FIM

BDM Matinal Riscala

 Petróleo reacende alerta para inflação global

Plano de paz fracassa e Brent mantém mercado preso a impacto sobre energia e juros


11/05/2026


… A semana começa sob nova pressão do petróleo, que subia 3% na noite deste domingo, após Trump dizer que a resposta do Irã à proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos é “inaceitável”. O Brent voltou aos US$ 104, reacendendo o temor de inflação global em meio aos entraves nas negociações e mantendo o mercado preso ao risco geopolítico e ao impacto sobre energia e juros. Em paralelo, a agenda da semana ganha peso com os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que podem recalibrar expectativas para o Fed e o Copom em um ambiente sensível ao conflito no Oriente Médio. Na B3, segue a temporada de balanços, com destaque para Petrobras após o fechamento.


GUERRA SEM TRÉGUA – A reação de Donald Trump, de rejeitar a nova proposta de paz apresentada pelo Irã, reacende o temor de prolongamento da guerra no Oriente Médio e desmonta o otimismo que sustentou o rali dos mercados na semana passada.


… A resposta foi imediata na abertura dos mercados asiáticos.


… Os futuros das bolsas em Nova York recuaram, o dólar voltou a ganhar força frente às principais moedas e o petróleo disparou, com o Brent avançando quase 3% na abertura desta segunda-feira, com a percepção de que o Estreito de Ormuz poderá continuar fechado.


… A deterioração do humor ocorre poucos dias depois de Wall Street renovar máximas históricas, embalada pelo payroll americano acima do esperado, pela resiliência da economia americana e pelo novo rali das ações ligadas à inteligência artificial.


… O mercado vinha acreditando que um acordo entre Estados Unidos e Irã poderia começar a destravar a circulação de petróleo no Golfo Pérsico.


… Segundo o Wall Street Journal, o Irã teria aceitado transferir parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitado desmontar instalações nucleares — ponto considerado central por Washington e Israel.


… O regime iraniano negou a reportagem e a agência de notícias Tasnim reforçou que Teerã exige fim imediato da guerra, suspensão das sanções dos Estados Unidos sobre petróleo, liberação de ativos congelados e controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.


… O Irã considera a proposta americana equivalente a uma rendição e insiste que Washington deve pagar indenizações de guerra.


… O endurecimento do discurso ocorre num momento em que o cessar-fogo segue apenas formalmente em vigor.


… Apesar da trégua anunciada em abril, novos episódios militares continuam elevando a tensão na região. Um cargueiro foi atingido por drone próximo ao Catar neste domingo, enquanto Emirados Árabes Unidos e Kuwait afirmaram ter interceptado drones hostis.


… Benjamin Netanyahu também elevou o tom no fim de semana.


… Em entrevista à CBS, o primeiro-ministro israelense afirmou que “a guerra não acabou” e que Israel ainda precisa destruir a capacidade nuclear iraniana e eliminar os estoques de urânio enriquecido do país.


… O pano de fundo mais sensível para os mercados continua sendo o petróleo. A Saudi Aramco alertou que, mesmo em caso de reabertura imediata de Ormuz, o mercado levaria meses para normalizar fluxo, logística e abastecimento.


… Em outra frente, uma análise da Bloomberg aponta que a guerra já está provocando um consumo recorde dos estoques globais de petróleo, corroendo justamente o colchão de segurança usado pelo mercado para amortecer choques de oferta.


… O Morgan Stanley estima que os estoques globais caíram 4,8 milhões de barris por dia entre março e abril, no maior ritmo de redução já registrado, enquanto o Goldman Sachs afirma que os estoques visíveis já se aproximam dos menores níveis desde 2018.


… O JPMorgan alerta que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado, os estoques da OCDE podem atingir níveis de “estresse operacional” já no próximo mês e níveis mínimos até setembro, elevando significativamente o risco de escassez global de combustíveis.


… Analistas afirmam que países asiáticos dependentes de importação, como Paquistão, Indonésia e Filipinas, podem enfrentar escassez crítica de combustíveis nas próximas semanas, enquanto estoques europeus de querosene de aviação se aproximam de níveis preocupantes.


… A avaliação predominante é de que o mercado entrou numa fase mais vulnerável, em que qualquer nova deterioração militar ou fracasso diplomático pode provocar movimentos abruptos no petróleo, reacender temores inflacionários e alterar a trajetória para juros globais.


VIAGEM À CHINA – Trump visita Pequim nos dias 14 e 15 de maio, na primeira viagem presidencial americana à China desde 2017.


… A reunião com Xi Jinping deve incluir discussões sobre a guerra no Irã e possíveis caminhos diplomáticos para reduzir a tensão no Oriente Médio, além da extensão da trégua comercial firmada em outubro do ano passado em Busan.


… Na pauta, compras chinesas de soja, carne bovina e aeronaves da Boeing, e temas estratégicos como semicondutores, IA e Taiwan.


MAIS AGENDA –A semana será marcada por uma combinação delicada guerra no Oriente Médio, petróleo, inflação e atividade econômica, em um ambiente em que o mercado tenta entender até onde o choque de energia pode contaminar preços, juros e crescimento global.


… No radar, dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, relatórios da OPEP e da AIE – ambos na quarta-feira, em meio à crescente preocupação com a redução dos estoques globais e os impactos prolongados do fechamento do Estreito de Ormuz.


… Aqui, o foco principal recai sobre o IPCA de abril, que será divulgado amanhã (terça-feira), com a mediana do Projeções Broadcast apontando desaceleração de 0,88% para 0,67% na margem, com algum alívio vindo da gasolina e de alimentos.


… Economistas destacam que a perda de força da gasolina nas últimas semanas ajuda a aliviar parcialmente a inflação corrente, mas ponderam que o choque provocado pela guerra segue pressionando combustíveis, cadeias industriais e custos ligados ao petróleo.


… Nos Estados Unidos, o mercado aguarda também nesta terça-feira o CPI de abril, em busca de sinais sobre o tamanho do impacto da alta do petróleo sobre a inflação. O consenso aponta avanço de 0,6% no índice cheio e aceleração do núcleo de 0,2% para 0,4% na margem.


… O dado ganha ainda mais relevância depois do payroll forte da semana passada e em meio à percepção de que o Federal Reserve pode permanecer mais tempo sem cortar juros, enquanto monitora os efeitos da guerra sobre energia e inflação.


… A agenda da semana ainda inclui vendas no varejo e volume de serviços no Brasil, vendas no varejo nos Estados Unidos, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve e do BCE ao longo dos próximos dias, com fala de Lagarde na quinta-feira.


HOJE – A China abriu o dia com os índices de preços ao consumidor e ao produtor de abril – o CPI chinês acelerou de 1% para 1,2% em 12 meses, em um momento em que Pequim monitora os impactos da guerra sobre energia, exportações e atividade global.


… Na sexta-feira à noite, Pequim informou que o crescimento das exportações acelerou fortemente em abril (14,1%) contra um ano antes, após subir 2,5% em março. O resultado superou a alta de 8,0% prevista por economistas em uma pesquisa do Wall Street Journal.


… Já as importações da China subiram 25,3% contra igual período de 2025, desacelerando levemente em relação a um aumento de 27,8% em março, mas superaram a alta de 16,0% esperada pelos economistas consultados.


… O superávit de US$ 84,82 bilhões superou março (US$ 51,1 bilhões), mas frustrou a previsão de US$ 92,3 bilhões.


… Aqui, saem o IGP-10 de maio (8h) e o Boletim Focus (8h25), e, nos Estados Unidos, vendas de casas usadas em abril (11h).


GALÍPOLO – O presidente do Banco Central participa nesta segunda-feira de reuniões do Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Basileia, na Suíça, ao lado do diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos, Paulo Picchetti.


… Já entre quarta e sexta-feira, o BC promove sua conferência anual em Brasília, reunindo acadêmicos, representantes de bancos centrais, instituições multilaterais e agentes do mercado para debates sobre macroeconomia, estabilidade financeira e cenário internacional.


BALANÇOS – A reta final da temporada do 1TRI concentra alguns dos principais nomes da B3 nesta semana, em meio à volatilidade global provocada pela guerra no Oriente Médio, pela disparada do petróleo e pela discussão sobre inflação e juros nos Estados Unidos e no Brasil.


… O principal balanço será o da Petrobras, hoje, após o fechamento, com expectativa de lucro líquido ajustado de US$ 5,7 bilhões no primeiro trimestre, alta de mais de 43% na comparação anual, impulsionada pela disparada do petróleo e produção recorde no mercado interno.


… Analistas também esperam Ebitda próximo de US$ 13 bilhões e dividendos de US$ 2,4 bilhões, sustentados pela forte geração de caixa.


… O foco, porém, continuará dividido entre distribuição de proventos, disciplina de investimentos e trajetória do capex, num ambiente em que a Petrobras se tornou uma das principais beneficiárias da alta global do petróleo.


… As ações preferenciais da estatal acumulam valorização superior a 50% em 2026, refletindo justamente o choque de energia provocado pela guerra e a expectativa de manutenção de preços elevados do Brent ao longo dos próximos meses.


… Ainda nesta segunda-feira, antes da abertura, o mercado acompanha os números de Vivo e BTG Pactual. E após o fechamento, também divulgam resultados Itaúsa, Natura, Hapvida, MRV, Direcional e Energisa.


… Amanhã (terça-feira), os destaques ficam para Braskem, JBS, PagBank e Cury, em uma sessão que deve começar a mostrar de forma mais clara os impactos da alta de energia, juros elevados e pressão de custos sobre empresas industriais, consumo e construção civil.


… A quarta-feira concentra uma das agendas mais pesadas da temporada, com Banco do Brasil, Equatorial, Eneva, Rede D’Or, CSN, CSN Mineração, SLC Agrícola, CVC, Casas Bahia, Americanas, Boa Safra e Positivo.


… Entre os balanços mais aguardados do dia, Banco do Brasil deve servir como termômetro para inadimplência, crédito e margem financeira em um ambiente ainda marcado por juros elevados, enquanto CSN ajuda a calibrar a leitura sobre demanda global por commodities metálicas.


… Na quinta, o foco recai sobre Nubank, Cosan, CPFL, Cyrela, Marfrig, Stone, Grupo Mateus, Três Tentos, Sanepar, Unipar, JHSF, Vamos e Light.


BRAZIL WEEK – Nova York recebe nesta semana a Brazil Week, série de eventos que reúne centenas de investidores, executivos, banqueiros, empresários e autoridades brasileiras e americanas.


… O evento ocorre poucos dias depois do encontro entre Trump e Lula, em meio às negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.


… Até sexta-feira, bancos, gestoras, grupos empresariais e entidades promovem mais de 20 encontros voltados a temas como cenário macro e geopolítico, inteligência artificial, reformas estruturais, sucessão presidencial no Brasil e oportunidades de investimento no País.


CURTAS DA POLÍTICA – O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve realizar reunião extraordinária nesta segunda-feira, com destaque para a proposta de aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.


… A pauta também inclui mudanças na política de comercialização do gás natural da União, dentro da estratégia de reduzir preços no setor.


ESCALA 6X1. O debate sobre o fim da escala 6×1 avança nesta semana na comissão especial da Câmara. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, será ouvido na terça-feira e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, na quarta-feira.


… O governo pressiona pela tramitação do projeto que reduz a jornada de trabalho, enquanto a comissão tenta acelerar o calendário da PEC antes que o texto enviado pelo Executivo passe a trancar a pauta da Câmara no fim de maio.


… O parecer do relator Leo Prates deve ser apresentado no dia 20 e votado no dia 26.


SEGURANÇA. Lula deve anunciar nesta semana a liberação de R$ 960 milhões para ações de segurança pública dentro do programa Brasil contra o Crime Organizado, com medidas de combate às facções criminosas, regulamentação do PL Antifacção e novas ações operacionais.


DOSIMETRIA. PT, PCdoB e PV apresentaram ação ao STF para derrubar a Lei da Dosimetria, promulgada pelo Congresso após a derrubada do veto de Lula e que beneficia condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo Jair Bolsonaro.


… A decisão de Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da nova lei elevou a tensão política no fim de semana. Governistas classificaram a medida como “vitória da democracia”, enquanto a oposição acusa o STF de interferência sobre decisões do Congresso.


META DE INFLAÇÃO. O debate voltou ao radar após o PT defender, em seu congresso nacional, a revisão do alvo de 3%, reacendendo discussões dentro do governo, do mercado e da academia sobre o nível considerado adequado para o Brasil.


… Enquanto economistas ligados ao partido argumentam que uma meta mais elevada permitiria juros reais menores, integrantes da equipe econômica e parte do mercado avaliam que uma mudança agora poderia piorar expectativas e afetar a credibilidade do regime de metas.


TROCOU O DISCO – Tateando no escuro, os mercados globais saíram para o fim de semana ainda sem uma resposta do Irã sobre a proposta de paz. Mas, na sexta, deixaram a guerra em stand-by por um dia para olhar para o payroll.


… A economia dos Estados Unidos criou 115 mil empregos em abril, quase o dobro da mediana das apostas dos analistas, de 63 mil vagas. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3% contra o mês de março.


… O salário médio pago por hora, considerado um indicativo de inflação, subiu 0,16%, abaixo do previsão de 0,3%.


… O Bank of America resumiu bem a percepção deixada pelo relatório de emprego entre os investidores:


… O dado é sólido o suficiente para permitir confortavelmente que o Fed mantenha os juros estáveis, mas não indica um mercado de trabalho superaquecido, reduzindo os riscos extremos de novos apertos da política monetária.


… O ritmo moderado dos salários aponta que o emprego forte não tem embutido maior pressão inflacionária.


… Depois do payroll, a ferramenta do CME manteve a aposta de juro estável pelo Fed até o fim do ano que vem.


… Mesmo com a surpresa do dado do emprego, Stephen Miran continuou insistindo ser apropriado voltar a cortar juros, embora tenha reconhecido que o choque energético pode reduzir o número de cortes esperados para o ano.


… De seu lado, Austan Goolsbee não descartou uma flexibilização pelo Fed, mas disse não entender “como alguém pode olhar para a situação atual e considerar que a única opção viável seja um corte nas taxas de juros”.


… Segundo ele, todas as opções sobre os juros estão sendo consideradas, porque a inflação continua “alta e evoluindo na direção errada”, e “já estava elevada antes mesmo de a guerra no Oriente Médio estourar”.


… No mercado, a leitura tranquila do payroll esvaziou o risco de estagflação, não corroborou qualquer alarmismo de que os próximos movimentos do Fed possam ser de um aperto e despertou uma onda de apetite por risco.


… Por aqui, pela primeira vez em quase dois anos e meio (desde janeiro de 2024), o dólar furou o nível dos R$ 4,90. Fechou em baixa de 0,60%, para R$ 4,8939, faturando a fraqueza global da moeda americana e o petróleo caro.


… O contrato do barril do Brent para julho subiu 1,22%, a US$ 101,29, mas fechou a semana em queda de 6,36%.


… A pressão na sexta-feira veio da notícia de que os americanos atacaram dois petroleiros de bandeira iraniana, no Estreito de Ormuz, tentando violar o bloqueio aos portos do país. Mas Trump disse que o cessar-fogo está mantido.


VIRANDO A MARÉ – O dólar abaixo de R$ 5 ainda não acusa a reversão do fluxo externo para a renda variável.


… Em um intervalo de dez dias, até a última quarta-feira (dia 6), houve saída líquida de R$ 10,49 bilhões da B3, na pior sequência de retirada de recursos desde abril do ano passado, mês marcado pelo início do tarifaço de Trump.


… Diante da fuga, o saldo de k externo do ano recuou de R$ 64,88 bilhões para R$ 54,39 bilhões, queda de 16,16%.


… Reportagem do Broadcast apurou que, além da incerteza da guerra, o investidor estrangeiro tem trocado o Brasil por papéis de empresas de tecnologia de países emergentes, em particular as sediadas na Coreia do Sul e em Taiwan.


… A retirada do capital externo já parece estar se refletindo nos giros diários menores negociados pelo Ibovespa.


… No último pregão, o volume foi de R$ 29,4 bilhões. O índice à vista da bolsa doméstica fechou em alta moderada de 0,49%, a 184.108,29 pontos, com os investidores dispostos a descontar temporariamente o risco da guerra.


… Entre as blue chips, destaque para a reação da Vale (+1,77%; R$ 81,49), apesar do minério estável (-0,06%).


… Os bancos também se recuperaram parcialmente das perdas do dia anterior: Itaú PN, +1,15% (R$ 41,26); BB +0,51% (R$ 21,80); Santander unit, +0,46% (R$ 28,55); Bradesco PN, +0,38% (R$ 18,59); e BTG, +2,53% (R$ 58,65).


… Já Petrobras descolou do petróleo e recuou: PN, -1,19%, na mínima de R$ 45,67; e ON -0,87%, a R$ 50,11.


… Com o payroll afastando o receio de pouso forçado (hard landing), o S&P 500 e o Nasdaq renovaram os recordes, mas a indefinição sobre a resposta do Irã zerou os ganhos do Dow Jones: +0,02%, aos 49.609,16 pontos.


… Nos picos históricos, o S&P 500 subiu 0,84%, a 7.398,93 pontos, e o Nasdaq avançou 1,71%, aos 26.247,08 pontos.


… Relaxado pelo payroll, o índice DXY caiu 0,17%, a 97,900 pontos. O euro subiu 0,46%, a US$ 1,1784, a libra ganhou 0,56%, a US$ 1,3630, e o iene avançou para 156,73 por dólar, com os relatos de intervenções recentes do BoJ.


… Também foi observado alívio nas taxas dos Treasuries: o juro da Note de 2 anos caiu a 3,892% (de 3,909% um dia antes), o da Note de 10 anos cedeu para 4,364% (de 4,387%) e o do T-bond de 30 anos recuou a 4,944% (de 4,966%).


… Ainda os juros futuros domésticos aproveitaram o embalo para devolverem prêmios de risco.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,040% (de 14,069% no ajuste anterior); Jan/28, 13,595% (contra 13,642%); Jan/29, 13,505% (de 13,565%); Jan/31, 13,590% (de 13,665%); e Jan/33, 13,690% (de 13,768%).


QUEM DÁ MAIS? – Duas casas ajustaram para cima as apostas para a Selic no fim do ano, com o conflito no Oriente Médio exigindo maior cautela quanto ao ritmo de flexibilização monetária, diante do efeito colateral na inflação.


… A Armor Capital elevou a projeção de 13,00% para 13,50%. A Capital Economics passou a esperar 13,25% (de 12,50% antes), citando também que o ritmo da atividade econômica e do mercado de trabalho continuam aquecidos. 


… A Armor, que esperava IPCA no limite da margem de tolerância (4,5%) este ano, agora projeta o estouro do teto, a 4,8%. O BTG Pactual atualizou a sua estimativa de 4,7% para 4,9% em 2026 e de 4,1% para 4,2% no ano que vem.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS informou que a Refinaria Abreu e Lima bateu recorde de produção de diesel S-10 em abril, com 385 milhões de litros.


PETRORECONCAVO. Produção média de abril caiu 1,2% ante março, para 24,4 mil barris de óleo equivalente por dia.


PPSA adiou sexto leilão de óleo, do final de julho para agosto, visando maior estabilidade do mercado.


EQUATORIAL confirmou extensão das concessões no Pará e no Maranhão até 2058 e 2060, respectivamente.


ENERGISA anunciou R$ 18 bilhões em investimentos após assinar com o governo federal a renovação de concessões de suas distribuidoras.


COPASA teve lucro líquido de R$ 368,1 milhões no 1TRI26, queda de 14,1% contra um ano antes. Ebitda somou R$ 787,4 milhões, recuo de 3,2%, e receita líquida cresceu 3,2%, para R$ 2,128 bilhões…


… Aegea e Sabesp se cadastraram no processo para disputar fatia de 30% da Copasa. (Valor)


SANTANDER O conselho de administração aprovou, por unanimidade, a eleição de Gilson Finkelzstain para o cargo de diretor-presidente da companhia, em continuidade ao plano de sucessão de Mario Roberto Opice Leão, atual CEO.


ASSAÍ. Alaska Investimentos atingiu fatia de 5,01% do capital.


RIACHUELO pagará R$ 40 milhões em JCP, a R$ 0,07 por ação. Ex em 14/05.


EMBRAER. Brandes Investment passou a deter 5% das ações.


MOTIVA celebrou termo aditivo com o Estado de São Paulo ao contrato de concessão na Renovias, com saldo estimado em R$ 75 milhões em favor da concessionária.


KEPLER WEBER teve lucro líquido de R$ 17,1 milhões no 1TRI26, queda de 33% contra um ano antes. Receita líquida recuou 10,9%, para R$ 318,1 milhões, e Ebitda caiu 36,4%, para R$ 33,7 milhões.


FERTILIZANTES HERINGER teve lucro líquido de R$ 14,6 milhões no 1TRI26, queda de 75,5% contra um ano antes. Receita líquida recuou 42%, para R$ 525,3 milhões, e Ebitda ficou negativo em R$ 4,1 milhões.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

domingo, 10 de maio de 2026

Gestao de recursos

 *Leitura de Domingo: IA ajuda gestão de patrimônio, mas conversa com humano continua fundamental*


Por Eduardo Puccioni


São Paulo, 06/05/2026 - A inteligência artificial (IA) chegou para mudar a indústria de investimentos. Fabio Kokumai, diretor de contas da Salesforce, destaca que "a tendência é clara". "Há transição tecnológica relevante na indústria. A IA ajuda muito o advisor a administrar ainda mais as carteiras, ajudando a enriquecer o dia a dia com informações sobre os clientes", disse Kokumai em painel durante a 3ª edição do Gorila Wealth Trends em São Paulo.


Embora a tecnologia tenha substituído o trabalho do profissional, um ponto é claro para o diretor da Salesforce. O assessoramento do investidor carece de contato humano. "O relacionamento pessoal ainda segue sendo o mais importante entre advisory e cliente", diz o executivo da empresa de tecnologia.


Gustavo Torres, responsável pela área de inovação e experiência do C6 Bank, tem o mesmo entendimento. Ele diz que a relação entre o advisory e o cliente é fundamental para o profissional saber detalhes e ter maior conhecimento sobre as demandas. "Hoje já temos o C6 Assistant, que realiza operações mais comuns. O cliente recebe um pedido de PIX por Whatsapp, tirando um print da tela e colocando no aplicativo do banco ele faz o PIX automático. Essa é uma operação simples, a questão são as operações mais elaboradas", afirma Torres, em palestra durante o evento Gorila Wealth Trends.


Guilherme Assis, CEO do Gorila, destaca a facilidade e otimização de tempo do advisory com tarefas do dia a dia feitas por IA, como uma transcrição de uma reunião, unificação de dados dos clientes e consolidação de carteiras. "A IA tem beneficiado o mercado e trazido ganho de escala para investidores que podem ser atendidos por uma máquina, onde não há profissionais suficientes para atendê-los [investidores de menor renda, que geralmente são atendidos por bancos tradicionais]."


Torres, do C6, lembra ainda que a tecnologia traz uma mudança de comportamento que precisa ser adaptada pelo advisory, pois os clientes vão chegar cada vez mais munidos de informações. "Toda tecnologia gera uma mudança de comportamento. Neste momento, o importante é saber qual será a mudança de comportamento com a chegada da IA. No dia a dia, temos utilizado a IA para nos munir de informações. Antes de ir à uma consulta médica, costumo consultar a IA para saber qual problema posso ter. Esse é um exemplo de como as pessoas estão se munindo de informações antes de conversar com um profissional", explica Torres.


Contato: eduardo.puccioni@estadao.comm


Broadcast+

Brasil na moda de novo...

 https://oglobo.globo.com/economia/tony-volpon/coluna/2026/05/brasil-na-moda-de-novoagora-vai.ghtml *Brasil na moda de novo…agora vai?*   _T...