Análise Bankinter Portugal
NY -0,5% US tech -1,0% US Semis -3,6% UEM -0,4% Espanha +0,5% VIX 17,8% -0,2pb. Bund 3,03%. T-Note 4,35%. Spread 2A-10A USA=+54,0pb B10A: ESP 3,53% PT 3,47% ITA 3,89% FRA 3,73%. Euribor 12m 2,73% (fut.12m 2,98%). USD 1,171. JPY 186,9. Ouro 4.596,04$. Brent 111,6$. WTI 99,7$. Bitcoin -0,65% (76.469$). Ether +0,2% (2.296$)
SESSÃO: Hoje é um dos dias importantes da semana. Os resultados empresariais são os protagonistas. Antes da abertura europeia, Santander, Mercedes, TotalEnergies e Adidas superaram as expectativas, enquanto a Redeia apresentou números em linha. No entanto, as referências mais relevantes virão no fecho da sessão com os resultados de 4 das “7 magníficas” (Alphabet, Meta, Microsoft, Amazon). Após a divulgação, a tecnologia poderá recuperar força depois de liderar as quedas ontem (-3,6%), após a OpenAI ter falhado nas receitas e no crescimento de utilizadores. Na realidade, foi o momento perfeito para realizar lucros, após a forte subida em abril (semicondutores +32,2%). A temporada de resultados está a evoluir muito bem: com 30% das empresas já tendo divulgado números, o crescimento do BPA atinge +26,8% face a +14,8% esperado no início.
No plano macro, será divulgado o IPC alemão de abril, que se espera que suba para +3,0% desde +2,7%. Este aumento seria razoável tendo em conta que ontem, na Europa, as expectativas de inflação do BCE aumentaram de forma significativa, tanto a 1 ano (+4% vs +2,5% anterior) como a 3 anos (+3% vs +2,5% anterior), impulsionadas em grande medida pelo aumento dos preços da energia.
Nos EUA, as Encomendas de Bens Duradouros apontam para uma melhoria significativa: +0,5% vs -1,3% anterior. No entanto, o mais relevante virá dos bancos centrais. O mais razoável é que mantenham uma postura de “esperar para ver” antes de tomar qualquer decisão, num contexto geopolítico muito complexo. Hoje reúnem-se o Banco do Canadá e a Fed, não sendo esperadas alterações. No nosso cenário base, estimamos que a Fed aplicará um corte de -25 p.b. em 2026. Além disso, o Comité Bancário do Senado dos EUA votará sobre a adequação de Kevin Warsh, o que poderá antecipar a substituição de Powell em maio.
No plano geopolítico, embora o conflito na sua dimensão militar pareça ter terminado, a tensão nas negociações persiste. De facto, segundo um jornal americano, Trump terá instruído os seus assessores a prepararem-se para um hipotético bloqueio naval prolongado de Ormuz. Ainda assim, isto não representa novidade. Já é novidade o facto de os Emirados Árabes Unidos terem anunciado ontem a sua saída imediata da OPEP. A notícia é relevante porque os EAU produzem cerca de 3 milhões de barris/dia (3% global). Num contexto de preços do petróleo estruturalmente elevados, os EAU pretendem não ter limitações nem estar sujeitos a quotas. Além disso, abre a porta à saída de outros membros do cartel. A notícia reflete a falta de coesão interna da OPEP e aponta para preços do petróleo menos controlados no futuro.
CONCLUSÃO: Em suma, esperamos uma sessão mais positiva na Europa, suportada pelos bons resultados empresariais, enquanto nos EUA antecipamos alguma consolidação, à espera da reunião da Fed e dos resultados que serão divulgados após o fecho.
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