Análise Bankinter Portugal
NY +2,5% US tech +2,9% US Semis +6,3% UEM +5,0% España +3,9% VIX 21,0% -4,7pb. Bund 2,94%. T-Note 4,29%. Spread 2A-10A USA=+50,3pb B10A: ESP 3,38% PT 3,33% ITA 3,70% FRA 3,57%. Euribor 12m 2,86% (fut.12m 2,80%). USD 1,166. JPY 185,2. Ouro 4.708,38$. Brent 96,99$. WTI 97,51$. Bitcoin +3,0% (71.378$). Ether +4,5% (2.210$).
SESSÃO: O acordo de cessar-fogo por duas semanas, que deverá levar ao restabelecimento do tráfego pelo Estreito de Ormuz e o cessar dos ataques dos EUA, permitiu viver a melhor sessão bursátil do ano. As bolsas registaram fortes subidas, reativaram-se as compras de obrigações e tanto o petróleo (o Brent chegou a caiu até 90 $) como o dólar retrocederam. Os EUA também fecharam em alta, mas com uma alegria um pouco mais moderada.
Ontem (19 h) foram publicadas as Atas da Fed da última reunião (18 de março). O tom foi bastante hawkish/duro, com vários membros a mostrarem-se a favor de subir taxas de juros se o conflito entre o Irão e os EUA gerar um contexto de preços da energia estruturalmente superior. Na nossa opinião, o choque da inflação será temporário, o que não deverá mudar em excesso o roteiro da Fed. Portanto, estimamos um corte de taxas de juros de -25 p.b. no 2S 2026 para fechar o ano em 3,25%/3,50%.
A geopolítica continua a marcar o rumo do mercado. A realidade é que existe uma sensação geral de que o final da guerra se aproxima, mas o conflito ainda não terminou: o Estreito de Ormuz ainda está bloqueado e Israel não cessou os seus ataques ao Líbano para acabar com o Hezbollah. Por agora, este cessar-fogo permite ganhar tempo antes de alcançar uma solução definitiva. Não obstante, está longe de ser um cenário livre de riscos e antecipa um período de elevada volatilidade a curto prazo.
Noutro assunto, hoje às 13:30 h temos, nos EUA, o Deflator de Consumo Privado PCE e o PIB Final 4T. Pelo lado do PIB não são esperadas grandes surpresas (preliminar +0,7% a/a), nem no Deflator, com uma inflação próxima a +3,0%, mas sem incluir o impacto da guerra ao ser um dado de fevereiro. O mais importante será amanhã com o IPC de março (+3,4% vs. +2,4%), já que permitirá ver o impacto real do conflito e do aumento dos preços da energia.
Hoje o mais provável é que o tom do mercado seja um pouco pior, após a euforia vivida ontem. Isto é o que aconteceu na sessão asiática: (Japão -0,6%, China -0,9%...) e o que adiantam os futuros, tanto na Europa como nos EUA. Em qualquer caso, o realmente importante é que o final da guerra está mais próximo e progressivamente voltamos à normalidade.
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