quinta-feira, 30 de abril de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Fed alerta, Copom calibra e política implode*


Agenda tem balanço da Apple, PIB e PCE nos EUA, reuniões do BCE e BoE, dados fiscais, desemprego aqui e relatório de produção e vendas da Petrobras


… Mais um dia muito movimentado nos mercados, nessa véspera do feriado de 1º de Maio. O petróleo volta a registrar um rali e Nova York ainda repercute os alertas do Fed sobre os impactos da guerra no Oriente Médio, o impasse nas negociações, novas ameaças de Trump de atacar o Irã e a reação das big techs no after, enquanto espera o balanço da Apple, o PIB/1TRI e o PCE, e monitora as reuniões do BCE e BoE. Aqui, o Copom reconheceu a piora do cenário, mas evitou uma mudança brusca na mensagem, deixando em aberto novos cortes da Selic. Na agenda, dados fiscais, desemprego e o relatório de produção e vendas da Petrobras. Na política, a derrota histórica do governo Lula com a rejeição de Messias ao STF.


CORTE SOB INCERTEZA – O Banco Central entregou o esperado ao reduzir a Selic em 0,25 ponto, para 14,50% ao ano, mas com uma comunicação mais cautelosa e, em alguns pontos, mais dura, refletindo o aumento da incerteza global.


… O pano de fundo segue sendo o choque externo, a escalada da guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre o petróleo, que passaram a ocupar espaço central na reação do Copom, elevando a volatilidade e exigindo cautela adicional de economias emergentes.


… No cenário doméstico, o desconforto permanece: a atividade mostra sinais de moderação ao longo de 2026, mas o mercado de trabalho segue resiliente, enquanto a inflação corrente e as medidas subjacentes voltaram a acelerar, afastando-se da meta.


… As expectativas seguem desancoradas, com o Focus apontando IPCA de 4,9% em 2026 e 4,0% em 2027, enquanto a projeção do Copom para o horizonte relevante — agora o 4º trimestre de 2027 — subiu para 3,5%, acima do centro da meta.


… Esse ponto, inclusive, foi o principal vetor hawkish do comunicado – a revisão da projeção, de 3,3% para 3,5%, veio acima do esperado por parte do mercado e reflete, sobretudo, o impacto do petróleo e a piora das expectativas inflacionárias.


… Ainda assim, o Copom evitou endurecer de forma mais explícita.


… Ao contrário do que parte dos analistas esperava, o Comitê não classificou o balanço de riscos como assimétrico, mantendo a leitura de riscos elevados, mas distribuídos entre vetores de alta e de baixa — o que pode ser interpretado como um elemento mais dovish na margem.


… Na prática, o BC reconhece que o cenário piorou, mas evita sinalizar uma inflexão abrupta na política monetária.


… O ponto mais relevante da comunicação foi a mudança sutil, mas importante, na sinalização futura, à medida que passou a destacar não só o ritmo, mas também a extensão do ciclo de cortes. Essa alteração desloca o foco da próxima decisão para o tamanho total do ciclo.


… Em outras palavras, o debate deixa de ser apenas “quanto cortar na próxima reunião” e passa a ser “até onde será possível cortar”.


… A leitura predominante é de que novos cortes seguem no radar (provavelmente ainda no ritmo de 0,25 ponto), mas sem compromisso firme e totalmente condicionados à evolução do cenário, especialmente da inflação e da geopolítica.


… A possibilidade de aceleração para 0,50 ponto, que ainda era discutida por parte do mercado, perde força diante da piora das projeções e da maior incerteza, e uma escalada adicional da guerra pode levar até mesmo a um encerramento antecipado do ciclo de cortes.


… Em linha com o Fed, o BC brasileiro também passa a operar sob a lógica de um choque inflacionário importado, com o petróleo no centro.


GUERRA VIRA CHOQUE INFLACIONÁRIO –Como amplamente esperado, o Fomc manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela terceira reunião consecutiva, mas o comunicado e, principalmente, a coletiva de Jerome Powell deram o tom mais duro do dia.


… O presidente do Fed reforçou que os preços de energia ainda não atingiram o pico e alertou que o choque provocado pela guerra no Oriente Médio tende a pressionar inflação e cadeias de suprimento, elevando também a incerteza sobre o crescimento.


… Além do voto já esperado de Stephen Miran por um corte de 0,25 ponto, chamou atenção a dissidência de dirigentes que se opuseram à manutenção do viés de relaxamento no comunicado — um sinal de que o espaço para flexibilização está sendo reavaliado.


… Na prática, o Fed consolidou a mensagem de cautela.


… O ciclo de cortes segue distante e condicionado à dissipação de um choque que, neste momento, se intensifica com a escalada geopolítica.


… Segundo a CME Group, o mercado já empurra o primeiro corte de juros nos Estados Unidos apenas para dezembro de 2027 — uma sinalização clara de que o choque inflacionário recolocou o Fed em modo de espera prolongada.


… No pano de fundo, a avaliação é que, mesmo com a saída de Powell da presidência no próximo mês, sua permanência no conselho tende a reduzir a influência política sobre a autoridade monetária, em um momento de crescente pressão externa.


… Nesta quarta-feira, o nome de Kevin Warsh foi aprovado pelo Comitê Bancário do Senado americano para assumir o comando do Fed. Não há ainda data definida para a votação no plenário, que tem maioria republicana.


NOVAS AMEAÇAS – O petróleo Brent atingiu os US$ 120 com Trump sugerindo a possibilidade de retomar uma ação militar contra o Irã.


… Em postagem nas redes sociais, o presidente indicou que “não seria mais bonzinho”, e aos jornalistas da Casa Branca afirmou que “nunca haverá um acordo a menos que eles [os iranianos] admitam a derrota e concordem que não terão armas nucleares”.


… Segundo a Axios, o Comando Central dos Estados Unidos preparou um plano para uma onda de ataques “curta e poderosa” na esperança de quebrar o impasse nas negociações, enquanto o Irã segue afirmando que Washington precisa reduzir suas exigências.


…  Mais cedo, Trump comentou que a guerra entre Rússia e Ucrânia pode acabar antes do conflito no Irã, referindo-se à proposta de cessar-fogo de Putin para o Dia da Vitória, em 9 de maio, quando a Rússia celebra a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, em 1945.


NÃO CHAMA O BESSIAS – Depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, o Senado impôs uma derrota histórica ao governo Lula. Pela primeira vez em 132 anos, rejeitou um nome ao Supremo.


… Em votação no plenário, ontem à noite, Messias obteve apenas 34 votos, sete a menos que o necessário, diante de 42 votos contrários. O revés inédito escancara a fragilidade da articulação política do Planalto e aprofunda a tensão na relação com o Congresso.


… Nos bastidores, a derrota é atribuída a uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga e, segundo relatos no Globo, atuou ao longo do dia para ampliar a resistência ao indicado.


… Alcolumbre teria mobilizado senadores de centro, oposição e indecisos, pedindo votos contrários e estimulando a formação de um bloco de rejeição. A expectativa inicial do governo era de um placar mais apertado, entre 26 e 31 votos contrários, mas o resultado surpreendeu.


… Publicamente, Alcolumbre negou ter atuado contra o indicado e afirmou ter cumprido apenas seu papel institucional.


… Ainda assim, interlocutores do Planalto interpretaram sua postura como um gesto claro de distanciamento político, em meio a uma relação já deteriorada desde a indicação. A derrota ganhou contornos ainda mais sensíveis pela falta de reação do governo.


… Tentativas de interlocução de última hora não avançaram, e aliados de Messias afirmam que não foram avisados previamente da articulação contrária. O episódio abre uma crise sem precedentes entre Executivo e Senado, com impacto direto sobre a agenda do governo.


… O resultado sinaliza perda de controle político em votações sensíveis e levanta dúvidas sobre a capacidade de articulação do Planalto daqui para frente. O recado do Senado é claro: a base está desorganizada, o custo de governar subiu e a pauta do Executivo corre risco.


… Para a oposição, representa também o fim prematuro do governo Lula e um grande baque na sua candidatura a um quarto mandato.


… No mercado, a derrota de Lula deve se somar às pesquisas eleitorais que confirmam uma situação difícil para o presidente e, no limite, tende a ser vista como uma boa notícia, na medida em que a Faria Lima não esconde sua preferência por uma alternância de poder.


CURTAS DA POLÍTICA – Davi Alcolumbre convocou sessão do Congresso para hoje para votar vetos ao projeto que trata da dosimetria das penas do 8 de janeiro. O texto pode encurtar o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em regime fechado.


… Luiz Inácio Lula da Silva edita medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para o Plano Brasil Soberano, voltado a micro, pequenas e médias empresas afetadas pela instabilidade global e pelas sobretaxas dos Estados Unidos.


… Relator da PEC que propõe o fim da escala 6×1 pretende apresentar o parecer entre 20 e 22 de maio, com votação na semana seguinte.


… Câmara aprovou urgência de PLP que cria exceção à Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir a redução de tributos sobre combustíveis em 2026. A compensação viria do aumento de arrecadação gerado pelo choque do petróleo, incluindo royalties e receitas do setor.


… Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que o governo prevê uso de até R$ 4,5 bilhões do FGTS no novo Desenrola. Trabalhadores poderão usar até 20% do saldo para quitar dívidas, com restrição para gastos com apostas.


… O Tribunal de Contas da União determinou a suspensão de novas concessões de crédito consignado pelo INSS até a implementação de travas de segurança. A decisão surpreendeu o governo, que deve recorrer.


AGENDA CHEIA – A quinta-feira concentra uma agenda carregada, que combina dados relevantes no Brasil com decisões de política monetária no exterior e indicadores-chave de atividade e inflação nos Estados Unidos, em um ambiente ainda pressionado pelo choque do petróleo.


… No Brasil, o dia começa com o resultado primário do setor público consolidado, às 8h30, com mediana de déficit de R$ 67,8 bilhões em março (pesquisa Broadcast), pressionado pela antecipação de pagamentos de precatórios.


… Na sequência, após o Caged forte divulgado na véspera, o IBGE divulga a taxa de desemprego, às 9h, com expectativa de leve alta para 6,0% no trimestre até março, refletindo a sazonalidade do período, mas ainda em patamar historicamente baixo.


… A leitura combinada de fiscal pressionado e mercado de trabalho resiliente reforça o pano de fundo doméstico desafiador para a política monetária, especialmente após o Copom destacar a persistência das pressões inflacionárias.


… No exterior, o foco recai sobre decisões de política monetária e dados relevantes nos Estados Unidos. O Banco da Inglaterra anuncia sua decisão às 8h, seguido pelo Banco Central Europeu às 9h15, com coletiva de Christine Lagarde na sequência, às 9h45.


… Nos dois casos, a expectativa é de manutenção dos juros em 3,75% (BoE) e 2% (BCE).


… Nos Estados Unidos, o destaque é duplo: o PIB do primeiro trimestre e o índice de preços de gastos com consumo (PCE), ambos às 9h30.


… A mediana das projeções aponta crescimento anualizado de 2,3%, acima do ritmo fraco do fim de 2025, mas ainda sob impacto do choque de energia, que reduz a renda disponível das famílias e limita o ritmo de expansão da economia.


… Além disso, saem pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 9h30, e o índice de atividade nacional do Fed de Chicago, às 10h45.


CHINA HOJE – O PMI oficial industrial caiu de 50,4 em março para 50,3 em abril, mas ainda superou a previsão de 50,1. O mesmo indicador, medido pelo setor privado, apontou alta para 52,2, acima da aposta de 51,0.


BALANÇOS –A temporada de resultados segue intensa no exterior, com destaque para a APPLE após o fechamento em Nova York, em mais um teste para o fôlego das big techs em meio ao ambiente mais pressionado por juros e petróleo.


… Antes da abertura, a agenda é carregada na Europa e nos Estados Unidos, com Volkswagen, Air France, Société Générale, ING, Bombardier, BNP Paribas e Stellantis, além dos americanos Caterpillar (US$ 4,65), Mastercard (US$ 4,41) e International Paper (US$ 0,14).


… Após o fechamento, além da Apple (previsão de LPA/US$ 1,95), também divulga resultados a ConocoPhillips (US$ 1,68).


AFTER HOURS –Números fortes das big techs reforçam o bom momento de resultados em Nova York, mas a reação foi mista, com investidores mais sensíveis a guidance, capex e sinais de desaceleração em métricas operacionais.


… No pós-mercado, ALPHABET foi a única entre as magníficas que brilhou no pós-mercado (+7,21%), após lucro líquido de US$ 62,57 bilhões no 1TRI, avanço de 81% na comparação anual, com LPA de US$ 5,11. Receita cresceu 22%, para US$ 109,2 bilhões, superando o consenso.


… Já a META PLATFORMS caiu feio (-7,0%), apesar do lucro de US$ 26,77 bilhões no 1TRI apontar alta anual de 62%, com LPA de US$ 10,44 bem acima do consenso e do ano passado (US$ 6,43). Receita somou US$ 56,31 bilhões (+33%), também acima das estimativas.


… Para o 2TRI, o guidance projeta de US$ 58 bilhões a US$ 61 bilhões, com capex entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.


… AMAZON subiu 2,76% e MICROSOFT teve alta leve (+0,33%), as duas registrando aumento nos lucros e nas receitas do 1TRI26.


… AMAZON lucrou US$ 30,25 bilhões, aumento de 76,6%, com LPA ajustado de US$ 2,78, acima do consenso de US$ 1,63. A receita, que totalizou US$ 181,5 bilhões, subiu 17%, e do mesmo modo veio acima das projeções.


… O lucro da MICROSOFT foi de US$ 31,8 bilhões no 3TRI fiscal de 2026, alta de 23%, com LPA de US$ 4,27, acima do consenso de US$ 4,05. A receita somou US$ 82,9 bilhões (+18%), também acima das estimativas.


TOPETE – A ameaça de Trump de não ser mais “bonzinho”, sinalizando um plano de ataques “curtos e poderosos” contra o Irã para forçar uma nova rodada de negociação, coincidiu com a leitura hawkish do comunicado do Fed.  


… Washington mantém como ponto de honra a exigência de que o governo de Teerã aceite um acordo sobre o programa nuclear. Ou não suspenderá o bloqueio aos portos do Irã, prolongando o impasse na diplomacia.


… O salto do petróleo a quase US$ 120 justificou o conservadorismo assumido pelo statement e os comentários de Powell de que o Fed deve adotar uma postura mais “neutra” nos próximos meses, esvaziando cortes no curto prazo.


… A perspectiva de que a flexibilização monetária só seja retomada em dezembro do ano que vem, segundo a ferramenta de apostas do CME, dá a medida da tensão que domina o horizonte e que estressa os negócios globais.


… A deterioração do cenário externo acionou ontem posições defensivas e se refletiu em uma puxada dos rendimentos dos Treasuries, reproduzida por aqui pela alta expressiva dos juros futuros e pela volta do dólar a R$ 5.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,205% (de 14,123% no dia anterior); Jan/28 subia a 13,950% (13,741%); Jan/29 disparava a 13,845% (13,594%); Jan/31, a 13,835% (13,597%); e Jan/33, a 13,875% (13,643%).


… No pano de fundo, a curva contou ainda com gatilhos domésticos para incorporar bastante prêmio de risco.


… Os números do Caged de março surpreenderam. A criação de 228,2 mil vagas de trabalho superou a previsão de abertura de 156 mil postos, mostrando um mercado de trabalho resiliente à eficácia da política monetária restritiva.


… O mercado também reagiu ao resultado do Tesouro, que mostrou déficit do Governo Central de R$ 73,783 bilhões em março, o maior da série histórica para o mês e pouco acima do esperado pelos economistas (déficit de R$ 72 bi).


… A sinalização de ações militares dos americanos no Irã intensificou o risco de pressões inflacionárias e desencadeou uma disparada de 6% do petróleo Brent, para US$ 118,03, indicando que pode mirar os US$ 120.


… Também o susto com a queda expressiva dos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos entrou na conta. Houve recuo de 6,233 milhões de barris, contrariando a estimativa de redução de apenas 100 mil barris.


… Fontes da Reuters informaram que a Opep+ deve concordar com novo aumento de produção na reunião do próximo domingo, mas menor que o planejado, para levar em conta a saída dos Emirados Árabes do grupo.


… Efetivamente, porém, poucos produtores do cartel poderão aumentar a oferta, com o Estreito de Ormuz fechado.


DIGA AO POVO QUE FICO – Com o fator guerra escalando o petróleo, o Fed ganhou munição para defender a mensagem mais hawkish. Também entrou no jogo de apostas a decisão de Powell de permanecer como diretor.


… Para o Capital Economics, a sua permanência no conselho por período ainda indeterminado protege o Fed de influência política. Especialistas apontam que Powell pode tirar a vaga de Stephen Miran, protegido de Trump.


… Powell exaltou a capacidade de seu sucessor no comando do Fed, Kevin Warsh, construir consenso, mas admitiu que a independência do BC americano continua em risco e que os ataques da Casa Branca ampliam os desgastes.


… “Até agora fomos bem-sucedidos em fazer valer nossa autoridade legal. Adoraria pensar que já passamos pela era de pressões sobre o Fed, mas isso ainda não acabou”, advertiu, defendendo a continuidade do rigor técnico.


… Powell prometeu manter perfil “discreto” enquanto continuar como membro do conselho do Fed e disse que não vai interferir na liderança de Warsh, rejeitando veementemente a possibilidade de virar um “presidente paralelo”.


… Mas só de Powell estar lá, o mercado já deduz que pode haver constrangimento a uma inclinação mais dovish.


… Também o fato de Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan não terem apoiado a inclusão de um viés de flexibilização monetária no comunicado do Fed pode ser um recado a Warsh de que não se submeterão a pressões.


… A convicção de que ainda pode demorar mais de um ano e meio para o juro cair sustentou os yields dos Treasuries e o dólar. A taxa da Note de dois anos subiu a 3,934%, de 3,835% na véspera, e a de dez anos, a 4,414% (de 4,345%).


… No câmbio, o índice DXY avançou 0,33%, a 98,961 pontos. Na véspera das decisões de política monetária na Europa, o euro caiu 0,32%, a US$ 1,1673, e a libra esterlina perdeu 0,32%, a US$ 1,3477. O iene recuou a 160,40/US$.


… Na Dow Jones, apesar da pausa hoje, o mercado projeta que o BC inglês elevará o juro duas vezes até setembro.


… A mensagem de Powell de que o petróleo pode subir mais alcançou também o câmbio doméstico e o dólar fechou em alta de 0,39%, a R$ 5,0018. Mas a moeda chega ao último pregão do mês com queda acumulada de 3,41%.


ROLO COMPRESSOR – Primeira vilã do dia no Ibovespa, Vale abriu com gap de queda, frustrada pelo balanço, e depois foi só acelerando as vendas. No fechamento, derreteu 5,87% e perdeu o suporte dos R$ 80, a R$ 79,44.


… Ao longo do pregão, a turbulência do petróleo, a dose extra de cautela na comunicação do Fed e a percepção de que o Copom não vai ter espaço para relaxar demais entraram como fatores adicionais para derrubar o Ibovespa.


… O movimento negativo se intensificou na reta final e o índice à vista da bolsa doméstica caiu abaixo dos 185 mil pontos. Na sexta queda seguida, fechou em baixa de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, com giro de R$ 28,5 bilhões.


… Os principais bancos caíram forte: Santander perdeu 2,65%, a R$ 28,64, decepcionado pelo resultado trimestral. BB recuou 3,68% (R$ 21,71); Itaú PN, -2,79% (R$ 42,87); BTG, -2,68% (R$ 58,57); e Bradesco PN, -2,35% (R$ 19,11).


… Petrobras figurou entre as poucas altas do dia, mas não salvou a bolsa de terminar no vermelho. Impulsionadas pelo rali do petróleo, as ações ON registraram valorização de 3,16%, a R$ 54,47, e as PN subiram 3,03%, a R$ 48,96.


… O dia aqui foi bem mais negativo do que nas bolsas em Nova York. À espera dos balanços das magníficas, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam estáveis (ambos em -0,04%), aos 7.135,95 pontos e 24.673,24 pontos, respectivamente.


… Só o Dow Jones caiu um pouco mais (-0,57%, aos 48.861,81 pontos), de olho no petróleo e na abordagem do Fed.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE realiza às 10h assembleia geral ordinária (AGO) e extraordinária.


PETROBRAS divulgará relatório de produção e vendas do 1TRI26 após o fechamento.


AÉREAS. Impactado pela guerra no Oriente Médio, o preço do querosene de avião (QAV) deve ser reajustado em cerca de 18% nesta sexta, 1º de maio, sem que as medidas anunciadas pelo governo para mitigar os efeitos da crise sobre o setor estejam totalmente implementadas.


BANCO DO BRASIL aprovou elevação do capital social autorizado para até R$ 150 bilhões. O banco não pretende levantar capital no momento.


BRB. Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto diminuindo em R$ 2,9 bilhões o escopo de imóveis oferecidos para cobrir o rombo do Banco Master no Banco de Brasília.


BV fechou R$ 13 bilhões em negócios sustentáveis em 2025, acumulando R$ 47,7 bilhões desde 2012, o equivalente a 59,6% da meta de R$ 80 bilhões até 2030.


EMBRAER pagará R$ 7,646 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,010 por ação. Ex em 12/05.


SUZANO teve Ebitda de R$ 4,580 bilhões no 1TRI26 e receita de R$ 10,968 bilhões, ambos em linha com o esperado. Lucro líquido foi de R$ 4,312 bilhões, quase 80% acima das projeções.


SABESP afirmou no formulário 20-F arquivado na SEC que desaceleração econômica, inflação, câmbio e mudanças regulatórias podem afetar resultados.


SANEPAR pagará R$ 585,2 milhões em JCP no dia 26 de junho.


CBA pagará R$ 28,7 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,044 por ação. Ex hoje.


EQUATORIAL. O volume de energia distribuída aumentou 4,8% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 15.608 gigawatts-hora (GWh).


CPFL ENERGIA pagará R$ 4,2 bilhões em dividendos, a R$ 3,73 por ação on. Ex hoje.


TAESA pagará dividendos de R$ 310,1 milhões, a R$ 0,30 por ON e PN e R$ 0,90 por unit. Ex hoje.


MULTIPLAN teve lucro líquido de R$ 316,145 milhões no 1TRI26 (+35,1%), Ebitda de R$ 516,482 milhões (+28,9%) e receita de R$ 826,975 milhões (+57,3%).


IGUATEMI projeta capex entre R$ 450 milhões e R$ 600 milhões para 2026 e 2027 e estima pagar R$ 200 milhões em dividendos este ano.


MOTIVA teve lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões no 1TRI26, 12,1% acima das estimativas. Já o Ebitda ajustado de R$ 2,2 bilhões veio 18,2% abaixo do esperado e receita líquida de R$ 3,3 bilhões veio 23,8% pior que o esperado…


… A companhia aprovou programa de recompra de até 3,6 milhões de ações ordinárias, equivalente a cerca de 0,4% do free float.


LOCALIZA. Norges Bank reduziu participação para 4,97% das ações PN.


SÃO MARTINHO anunciou oferta pública de R$ 1,1 bilhão em debêntures incentivadas, com início em 4 de maio.


IOCHPE-MAXION teve lucro líquido de R$ 3,92 milhões no 1TRI26 (-64%), receita de R$ 3,81 bilhões (-3,3%) e Ebitda de R$ 357 milhões (+0,8%).


MAHLE METAL LEVE pagará R$ 275,9 milhões em dividendos, equivalente a R$ 2,03626 por ação, em 27 de maio.


VULCABRAS aprovou novo plano de opção de compra de ações para funcionários e administradores.


VITRU pagará R$ 3,7 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,025117 por ação, em 18 de junho.


BIOMM. Alaska e LAPB elevaram participação para 26,15% do capital, enquanto BRB reduziu fatia para 3,25%.


UNIGEL. Família Slezynger reassumiu a gestão da companhia, com Gabriel Slezynger como “chefe de reestruturação”, em substituição à CEO, Helena Paraíso Ramos, indicada pelos credores.

Mercados 3004

 🌏 *INTERNACIONAL* 


Os mercados globais repercutem nesta quinta-feira as decisões de política monetária de ontem, enquanto a agenda do dia traz novos eventos de peso: o PIB preliminar do primeiro trimestre dos EUA, a decisão de juros do BCE e o índice de inflação PCE americano.


Os futuros de Wall Street e as bolsas europeias operam em território misto. Na Ásia, a maioria dos mercados fecharam em queda. O petróleo tipo Brent recua 1,3%, cotado a US$ 116,50 o barril, depois de ter passado US$ 123, seu maior nível desde 2022, devido aos temores que os EUA possam retomar a ação militar contra o Irã.


Confira as cotações às 7h10:


Bolsas mundiais:

* S&P 500 Futuro +0,11%

* FTSE +0,91%

* CAC -0,83%

* Nikkei -1,06%

* Kospi -1,38%

* Shanghai +0,11%

Commodities:

* Petróleo WTI (jun) +0,20% a US$ 107,09 barril

* Petróleo Brent (jun) -1,30% a US$ 116,50 barril

* Ouro (jun) +1,51%, a US$ 4.630,9 por onça troy

Outros:

* Índice do dólar (DXY): -0,23%, a 98,731 pontos

* Bitcoin +0,87% a US$ 76.108,28

* Treasuries 10 anos: 4,405%, abaixo de 4,434% do fechamento anterior

* Treasuries 2 anos: 3,916%, abaixo de 3,965% do fechamento anterior


O Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. O presidente Jerome Powell, em coletiva após a decisão, reforçou a postura de cautela diante das incertezas geopolíticas e do impacto do petróleo sobre a inflação.


Trump rejeitou ontem a mais recente proposta do Irã e confirmou que manterá o bloqueio naval a portos iranianos em Ormuz até que Teerã aceite um acordo que atenda às preocupações americanas sobre o programa nuclear. Em entrevista ao Axios, o presidente disse ver o bloqueio como "mais eficaz" que bombardeios, mas não descartou novas ações militares.


Entre as alternativas estaria uma ofensiva curta e intensa focada em infraestrutura, além de um plano para assumir controle parcial do Estreito de Hormuz, com o objetivo de restabelecer a navegação comercial, possivelmente com uso de tropas terrestres. 


Outras opções incluiriam operações de forças especiais para garantir controle de estoques de urânio altamente enriquecido. 


Na agenda do dia, o destaque é o PIB preliminar do primeiro trimestre dos EUA. Será a primeira leitura da atividade americana no período em que o conflito no Oriente Médio eclodiu. O BTG espera que o PIB acelere para 2,0% t/t anualizado, após crescimento de 0,5% no 4T, trimestre afetado negativamente pelo shutdown.


O BCE também decide juros hoje, com manutenção em 2,0% como cenário base, seguida de coletiva de Lagarde às 10h15. Saem ainda o PCE de março (inflação preferida do Fed) e os pedidos semanais de seguro-desemprego.


O núcleo do PCE deve registrar nova leitura pressionada, elevando a taxa anual para 3,2% e a média móvel trimestral anualizada para 4,2%. 


Na zona do euro, a inflação anual foi divulgada hoje cedo e mostrou alta para 3% em abril, nível mais alto desde setembro de 2023, após taxa de 2,6% em março. Os custos de energia dispararam 10,9%. O PIB da zona do euro cresceu 0,1% no primeiro trimestre, abaixo do crescimento de 0,2% nos últimos três meses de 2025.


Na China, o índice de gerentes de compras (PMI) do setor manufatureiro caiu para 50,3 em abril, ante 50,4 em março.


🇧🇷BRASIL


O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 2,05%, aos 184.750 pontos, pressionado pelo tombo das ações da Vale após seus resultados trimestrais decepcionarem o mercado. O dólar avançou 0,40%, fechando a R$ 5,0014.


O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, levando a taxa de 14,75% para 14,5% ao ano, o menor nível desde maio de 2025. O comitê elevou sua projeção de inflação para 2026 de 3,9% para 4,6%, acima do teto da meta, e para o horizonte relevante (4T27) de 3,3% para 3,5%.


Na agenda doméstica de hoje, o destaque é a Pnad Contínua de março, que deve mostrar taxa de 6%, após taxa de desemprego anterior em 5,8%. Sai também o Resultado Primário Consolidado de março. O BTG projeta um déficit primário de R$69,6bilhões.

 

🏢EMPRESAS


A Suzano registrou lucro líquido de R$ 4,31 bilhões no 1T26, queda de 32% na comparação anual, explicada pela desvalorização do dólar frente ao real, pela menor receita líquida e pelo aumento do custo dos produtos vendidos.


A Multiplan registrou lucro líquido de R$ 316,1 milhões no 1T26, alta de 35,1% na comparação anual. A receita somou R$ 826,9 milhões, crescimento de 57,3%.


A Motiva registrou lucro líquido de R$ 627 milhões no 1T26, crescimento de 16,3% em base ajustada.


A Iochpe-Maxion registrou lucro líquido de R$ 3,92 milhões no 1T26, queda de 64% na comparação anual, pressionada por despesas não recorrentes, menor receita e piora do resultado financeiro.


**Com informações de sites e agências de notícias

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,5% US tech -1,0% US Semis -3,6%  UEM -0,4% Espanha +0,5% VIX 17,8% -0,2pb. Bund 3,03%. T-Note 4,35%. Spread 2A-10A USA=+54,0pb B10A: ESP 3,53%  PT 3,47%  ITA 3,89%   FRA 3,73%. Euribor 12m 2,73% (fut.12m 2,98%). USD 1,171. JPY 186,9. Ouro 4.596,04$. Brent 111,6$. WTI 99,7$. Bitcoin -0,65% (76.469$). Ether +0,2% (2.296$)


SESSÃO: Hoje é um dos dias importantes da semana. Os resultados empresariais são os protagonistas. Antes da abertura europeia, Santander, Mercedes, TotalEnergies e Adidas superaram as expectativas, enquanto a Redeia apresentou números em linha. No entanto, as referências mais relevantes virão no fecho da sessão com os resultados de 4 das “7 magníficas” (Alphabet, Meta, Microsoft, Amazon). Após a divulgação, a tecnologia poderá recuperar força depois de liderar as quedas ontem (-3,6%), após a OpenAI ter falhado nas receitas e no crescimento de utilizadores. Na realidade, foi o momento perfeito para realizar lucros, após a forte subida em abril (semicondutores +32,2%). A temporada de resultados está a evoluir muito bem: com 30% das empresas já tendo divulgado números, o crescimento do BPA atinge +26,8% face a +14,8% esperado no início.


No plano macro, será divulgado o IPC alemão de abril, que se espera que suba para +3,0% desde +2,7%. Este aumento seria razoável tendo em conta que ontem, na Europa, as expectativas de inflação do BCE aumentaram de forma significativa, tanto a 1 ano (+4% vs +2,5% anterior) como a 3 anos (+3% vs +2,5% anterior), impulsionadas em grande medida pelo aumento dos preços da energia.


Nos EUA, as Encomendas de Bens Duradouros apontam para uma melhoria significativa: +0,5% vs -1,3% anterior. No entanto, o mais relevante virá dos bancos centrais. O mais razoável é que mantenham uma postura de “esperar para ver” antes de tomar qualquer decisão, num contexto geopolítico muito complexo. Hoje reúnem-se o Banco do Canadá e a Fed, não sendo esperadas alterações. No nosso cenário base, estimamos que a Fed aplicará um corte de -25 p.b. em 2026. Além disso, o Comité Bancário do Senado dos EUA votará sobre a adequação de Kevin Warsh, o que poderá antecipar a substituição de Powell em maio.


No plano geopolítico, embora o conflito na sua dimensão militar pareça ter terminado, a tensão nas negociações persiste. De facto, segundo um jornal americano, Trump terá instruído os seus assessores a prepararem-se para um hipotético bloqueio naval prolongado de Ormuz. Ainda assim, isto não representa novidade. Já é novidade o facto de os Emirados Árabes Unidos terem anunciado ontem a sua saída imediata da OPEP. A notícia é relevante porque os EAU produzem cerca de 3 milhões de barris/dia (3% global). Num contexto de preços do petróleo estruturalmente elevados, os EAU pretendem não ter limitações nem estar sujeitos a quotas. Além disso, abre a porta à saída de outros membros do cartel. A notícia reflete a falta de coesão interna da OPEP e aponta para preços do petróleo menos controlados no futuro.


CONCLUSÃO: Em suma, esperamos uma sessão mais positiva na Europa, suportada pelos bons resultados empresariais, enquanto nos EUA antecipamos alguma consolidação, à espera da reunião da Fed e dos resultados que serão divulgados após o fecho.

Fernando Gabeira

 Fernando Gabeira.


“Choque Zema x Gilmar abre campanha

Se a Polícia Federal for acionada para defender o Supremo de ataques, corre o risco de ser soterrada pela demanda

28/04/2026 00h05  


São evidentes os sinais de que a campanha começou. Lula ironiza Trump porque sabe que o presidente americano será um bom cabo eleitoral para ele e um transtorno para o adversário. No capítulo das polêmicas, o debate Romeu Zema x Gilmar Mendes teve grande destaque. Zema é azarão, a julgar pelas pesquisas. Mas tem um marqueteiro audacioso, que fez animação criticando os ministros do STF. Gilmar saiu para o debate, dando entrevistas a jornalistas, sem escolher os mais camaradas. O resultado foi uma grande exposição do ministro e, provavelmente, um ligeiro avanço de Zema nas pesquisas.


Gilmar expôs muitos aspectos de sua personalidade que não eram tão conhecidos. Começou por criticar a maneira como Zema falava, “algo parecido com o português”. O ministro chegou a pensar que era o idioma falado em Timor-Leste. Zema pode ser complicado, mas fala com um sotaque mineiro. Suponhamos que uma ou outra palavra não seja usual. Mas, com base nessa premissa, consideraríamos o “Grande Sertão” de Guimarães Rosa um verdadeiro atentado.


Parece que os mineiros gostam de brincar com as palavras. Outro dia vi nas redes uma linda jovem mineira ensinando xingamentos: estrupício, energúmeno, marmota e songamonga. Quando cobri a Farra do Boi, ritual hoje proibido, notei que os moradores do litoral falavam também com forte sotaque, marcado pela colonização açoriana em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, conheci um dialeto de origem italiana falado por todos na cidade. Era o talian. Alguns sinais de trânsito na cidade de Serafina Corrêa também eram nesse dialeto.


A diversidade aconselha a não se escudar no português castiço. Mas esse foi apenas um detalhe na longa exposição de Gilmar. Ele reclamou que o Brasil tem 180 milhões ou 200 milhões de juristas, reproduzindo aquela frase de que o país tem 200 milhões de técnicos de futebol. Isso acontece porque somos apaixonados por futebol, e muitas vezes a pressão sobre o técnico acabou levando a soluções bem-sucedidas. Qual é o problema de termos 200 milhões de juristas? O tema deveria ser proibido para os não especializados?


Gilmar não só aconselhou a investigar Zema, como afirmou defender que o inquérito das fake news dure até depois das eleições. É uma certa superestimação dos poderes de Alexandre de Moraes, acossado pelo escândalo do Master. Se a Polícia Federal for acionada para defender o Supremo de ataques, corre o risco de ser soterrada pela demanda. As críticas ao Supremo são inevitáveis. As mais duras, sem dúvida, virão da direita, mas a esquerda também propõe uma reforma do Judiciário.


A proposta de levar o inquérito das fake news até as eleições, sem dúvida, é o aspecto mais grave da temporada de entrevistas de Gilmar. Tem um viés intimidativo que acaba revelando uma posição autoritária, sugerida pelo elitismo no idioma e pela crítica à participação popular nas decisões jurídicas.


Sou um desses 200 milhões de juristas. Achei um absurdo o inquérito das fake news quando foi aberto. Foi uma reação ao trabalho da Receita, que investigava as contas das mulheres de Gilmar e Toffoli. Protestei contra a censura à revista Crusoé e pedi que Moraes e Toffoli renunciassem aos seus cargos. Era um pedido ingênuo, mas considerava muito grave o desrespeito à liberdade de expressão. Se tivessem ouvido aquele apelo, pelo menos não estariam tão enroscados como agora.”

BDM Matinal Riscala

 Opinião

Chegou a hora de Lindbergh fazer o exame toxicológico


24/04/2026 

 Opinião


O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, divulgou nesta quinta-feira(23) um vídeo em que aparece realizando coleta de material genético para exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas. A iniciativa foi tomada de forma voluntária diante de acusações feitas recentemente por dois parlamentares, Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, num dos mais sórdidos ataques da história do Poder Legislativo brasileiro. Infame, inaceitável e criminoso.


Depois do ataque, esses parlamentares, tentaram suavizar a atuação criminosa, dizendo que bastava Gaspar fazer o exame de DNA para provar sua inocência. Uma absurda inversão de valores.


Como, quem não deve, não teme, Alfredo Gaspar fez o DNA e declarou o seguinte:


“Eu estou aqui na perícia oficial do estado de Alagoas. Por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta, o meu teste de DNA. Fui acusado de forma covarde, vil e abjeta por membros do Partido dos Trabalhadores de algo que não pratiquei.

A cortina de fumaça foi justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República. O PT age assim. Quem tem a verdade, não teme absolutamente nada. O crime que praticaram contra a minha pessoa foi vil e abjeto. Mas a verdade é soberana. Eu só quero justiça, eu quero celeridade, o povo brasileiro merece essa resposta imediata”.

Paralelamente, Lindbergh Farias protocolou uma queixa-crime no STF contra Alfredo Gaspar (PL) após o parlamentar de oposição afirmar que o petista teria “cheirado cocaína” antes de entrar no Congresso Nacional. Vale lembrar que, noutros tempos, Lindbergh já recebeu acusações desse tipo. Certa feita, o então senador Ronaldo Caiado, se colocando na condição de médico e constantando algumas ‘evidências’, disse textualmente que o petista estava sob efeito de drogas.


Em suma, Alfredo Gaspar atendeu os infames petistas e fez o exame de DNA. Chegou a hora de Lindbergh fazer o exame toxicológico. Afinal, quem não deve, não teme...


Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.


Relator da CPMI realiza exame de DNA após acusações covardes de Lindbergh e Soraya

Moraes muda tratamento a petistas e põe fim a aventura judicial de Lindbergh

Lindbergh "surta" e aciona STF após ser acusado de usar drogas no Congresso

terça-feira, 28 de abril de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira,28 de Abril de 2.026.


*IPCA-15 testa o Copom sob pressão da guerra*


O dia será, ainda, movimentado pela expectativa com o balanço de Vale, após o fechamento


… Na primeira de uma série de decisões de política monetária da semana, o BoJ manteve o juro no Japão em 0,75% nesta terça-feira, conforme o esperado. Mas a decisão foi dividida (6 x 3), com os dissidentes defendendo um aperto monetário, em meio ao impasse na guerra entre Estados Unidos e Irã, que pressiona o petróleo e eleva os riscos inflacionários. Amanhã, também o Fed deve estender a pausa, enquanto aqui o mercado está com a aposta fechada em um corte mais moderado no Copom, de 0,25pp. Na agenda, o IPCA-15, às 9h, pode ampliar a cautela se surpreender negativamente. O dia será, ainda, movimentado pelos dados da arrecadação, expectativa com o balanço de Vale, após o fechamento, e repercussão dos resultados de Gerdau, que subiu no after hours em Nova York.


O DRIVER ANTES DO COPOM – O IPCA-15 de abril deve marcar uma inflexão relevante na dinâmica inflacionária, com alta mediana de 0,98%, após 0,44% em março, segundo o Projeções Broadcast. O avanço reflete, em grande medida, a pressão dos combustíveis.


… Em meio ao choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio, a expectativa é de que a gasolina tenha papel central na aceleração do índice, mesmo sem reajustes formais da Petrobras, em um ambiente de petróleo acima de US$ 100/barril.


… Ao mesmo tempo, a inflação deve ganhar tração em itens de alimentação, combinando fatores sazonais com o encarecimento do transporte, o que reforça a percepção de que o conflito, que está prestes a completar dois meses, começa a se espalhar pela economia.


… O dado deve vir acompanhado de uma piora qualitativa, com aceleração dos núcleos de inflação, cuja mediana deve subir de 0,35% a 0,44%.


… Esse movimento indica maior persistência inflacionária e reduz a leitura de que a alta recente se trata apenas de um choque pontual, elevando o risco de efeitos de segunda ordem. O pano de fundo ganha ainda mais relevância às vésperas da decisão do Copom.


… Apesar da aposta amplamente majoritária de que o Copom voltará a cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,50%, a expectativa dos economistas é de manutenção de um tom cauteloso, com o BC evitando qualquer compromisso com os próximos passos.


… Nesse contexto, um IPCA-15 mais pressionado tende a reforçar posições mais conservadoras para a condução da política monetária.


… Um resultado acima do esperado pode fortalecer a leitura de um comunicado mais duro, com piora no balanço de riscos para a inflação e ênfase na necessidade de cautela, reduzindo o espaço para sinalizações de aceleração no ritmo de cortes nas próximas reuniões.


… Nesta segunda-feira, os juros futuros negociados na B3 seguiram avançando, acompanhando de perto a alta do petróleo e a abertura da curva dos Treasuries americanos. A guerra no Oriente Médio segue como principal fator do movimento.


… Causou preocupação nova rodada de deterioração das expectativas inflacionárias no boletim Focus. A projeção mediana para 2026 subiu pela sétima semana consecutiva, de 4,80% a 4,87%, afastando-se ainda mais do teto da meta perseguida pelo BC, de 4,5%.


… A previsão para 2027 avançou a 4%, de 3,99%, e a de 2028 passou de 3,60% para 3,61%.


… A guerra no Oriente Médio também deve aparecer nas justificativas do Fed e dos demais bancos centrais – BoE e BCE na quinta-feira – para sustentar a cautela, com os formuladores avaliando o impacto da crise de energia nos preços e no crescimento.


MAIS AGENDA – O dia traz também a divulgação da arrecadação federal de março, às 11h, que deve somar R$ 229,75 bilhões, segundo a mediana do Projeções Broadcast, após registrar R$ 222,1 bilhões em fevereiro.


… O resultado deve refletir uma atividade ainda resiliente, mesmo com sinais de moderação na margem, e o reforço de receitas como o IOF.


… Economistas destacam que o desempenho da arrecadação segue sustentado pela dinâmica da economia doméstica e por mudanças recentes na base fiscal, enquanto o choque de energia já começa a aparecer nas receitas não administradas, especialmente via royalties do petróleo.


… No exterior, com agenda mais esvaziada, o destaque fica para a confiança do consumidor nos Estados Unidos, medida pela Conference Board, que deve recuar na margem, em linha com a deterioração recente do sentimento, diante da inflação ainda elevada e da incerteza geopolítica.


… Na China, o mercado acompanha reunião do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, em meio a sinais ainda mistos da atividade.


SEM NOVIDADES –O noticiário da guerra no Oriente Médio entrou em compasso de espera, mas o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã segue como principal vetor para os mercados financeiros em todo o mundo.


… A proposta de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz foi descartada por Washington, que mantém como linha vermelha a questão nuclear, travando qualquer avanço mais concreto nas tratativas.


… Apesar da falta de evolução, mediadores ainda trabalham nos bastidores com uma janela considerada crucial nos próximos dias, em um processo que passaria primeiro pela reabertura do estreito e só depois avançaria para temas mais complexos.


… O risco de ruptura, no entanto, permanece no radar, incluindo a possibilidade de um novo escalonamento do conflito.


… No campo militar, a tensão se mantém elevada, mesmo com a trégua formal em vigor, reforçando a leitura de um conflito sem desfecho claro no curto prazo. A marca de quase dois meses de conflito pressiona o governo Trump dentro dos limites da Lei de Poderes de Guerra.


BALANÇOS –A temporada de resultados ganha tração nesta terça-feira, com Vale, Hypera e Neoenergia na B3, após o fechamento.


… No caso da mineradora, a expectativa é de um primeiro trimestre mais forte, apoiado por desempenho operacional acima do esperado, com avanço relevante de lucro e Ebitda na comparação anual, ainda que sob pressão de custos mais elevados, incluindo câmbio e combustíveis.


… O lucro líquido (atribuível) deve ficar em US$ 2,51 bilhões, ante US$ 1,39 bilhão de igual período de 2025, com variação positiva de 80,5%, de acordo com a média de estimativas de analistas de casas consultadas pelo Broadcast.


… O Ebitda proforma deverá ser de US$ 4,03 bilhões, 25,5% maior que os US$ 3,21 bilhões em 2025. As receitas líquidas devem alcançar US$ 9,47 bilhões, 16,6% superiores aos US$ 8,12 bilhões apresentados um ano antes.


… O resultado da Vale também será acompanhado de perto como termômetro para commodities e atividade global, em um momento em que o mercado tenta equilibrar o impacto da alta do petróleo com sinais ainda mistos da economia internacional.


… Ontem à noite, a Gerdau reportou lucro acima de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre, com crescimento anual expressivo, embora abaixo das estimativas. O Ebitda superou a previsão e a reação positiva dos ADRs no after hours sugere leitura construtiva da ação na bolsa.


… No exterior, a temporada avança com resultados de Barclays, BP, GM, Airbus e Visa, em uma semana particularmente relevante para as bolsas globais, que entram nesse período tentando sustentar níveis elevados em meio à pressão dos juros e ao aumento da incerteza.


… A expectativa é para as big techs amanhã – Apple, Microsoft, Alphabet e Amazon – e Meta na quinta-feira.


DESENROLA 2.0 –A proposta do governo para uma nova rodada do programa de renegociação de dívidas gerou reação no mercado, com piora das ações de bancos, à medida que investidores passaram a incorporar possíveis impactos sobre margens e rentabilidade do setor.


… Para alguns analistas, a leitura é de que, embora o programa possa melhorar a qualidade do crédito no médio prazo, ele tende a impor custos no curto prazo às instituições. Itaú PN caiu 0,86%; Bradesco PN, -0,95%; BTG -0,61%; e BB -0,84%.


… O Desenrola 2.0 deve ser anunciado ainda nesta semana pelo presidente Lula e prevê descontos de até 90% nas dívidas, além da possibilidade de uso do FGTS para quitação, conforme iniciativa alinhada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com os principais bancos.


… O foco estará em dívidas de cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial, com redução relevante das taxas de juros nas renegociações.


… Em um ambiente de juros ainda elevados, o programa entra no radar como medida de estímulo ao consumo, mas adiciona ruído ao setor financeiro no curto prazo, ao mesmo tempo em que reforça a tentativa de equilibrar atividade e custo do crédito.


CURTAS DA POLÍTICA – Lula recebe hoje, às 9h30, o ministro Dario Durigan para fechar o programa Desenrola 2.0. À tarde (16h), o presidente assina o decreto de promulgação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, em evento no Palácio do Planalto.


… No Senado, o governo atua para consolidar margem de segurança na indicação de Jorge Messias ao STF, em meio a preocupações com eventuais dissidências no Senado. A votação está marcada para amanhã, quarta-feira (29), na CCJ.


… A estratégia passa pela negociação de emendas e mudanças na composição de Comissão, onde governistas estimam cerca de 16 votos, apenas dois acima do necessário. No plenário, a margem também é estreita, com cerca de 44 votos favoráveis contra 41 necessários.


… AtlasIntel divulga hoje nova pesquisa de intenção de voto para a disputa presidencial.


O RUIM PODE SER PÉSSIMO – Profissional disse ao Broadcast que, se o IPCA-15 vier pior que o imaginado, o impacto no sentimento do mercado deve ser muito negativo. Já um resultado bom, calcula, teria efeito relativamente neutro.


… Diante do choque energético, o mercado duvida muito que a prévia da inflação possa trazer uma surpresa de alívio, e o investidor já tratou ontem de sofrer de véspera e se preparar antecipadamente para a pressão do dado.


… O petróleo novamente acima de US$ 100 e a alta das taxas do Treasuries ajudaram a sustentar prêmios de risco expressivos nos juros futuros, enquanto a piora das expectativas no boletim Focus confirmou a tensão inflacionária.


… Já estava precificado o novo ajuste para cima (o sétimo seguido) na mediana das apostas para o IPCA deste ano. Mas o desconforto com a inflação se estendeu, porque também o horizonte mais longo voltou a apontar alta.


… Mais duas casas soltaram relatórios ontem elevando as estimativas para a inflação deste ano. O PicPay, que esperava 3,7%, puxou bastante a sua aposta, para 4,7%, resultado que agora estoura o alvo central fixado pelo CMN.


… A mudança de cenário responde à escalada do petróleo, que tem se mostrado mais persistente. Diante da incorporação deste quadro pior, o PicPay também revisou a projeção para a Selic no fim do ano, de 12% para 13%.


… Ainda o Banco Inter passou a projetar inflação acima do limite do intervalo de tolerância, em 4,9%, contra 4,3% anteriormente, e também elevou a previsão para a taxa básica de juros no final deste ano, de 12,50% para 12,75%.


… No ambiente mais desafiador, o DI para Janeiro de 2027 marcou 14,135% (de 14,104% no ajuste anterior); Jan/28, 13,760% (contra 13,643%); Jan/29, 13,615% (de 13,480%); Jan/31, 13,635% (13,517%); e Jan/33, 13,690% (13,590%).


… O investidor prepara o espírito para um comunicado mais conservador do Copom amanhã, com a guerra que não acaba. O Citi reforçou sua visão altista para o petróleo Brent nos próximos três meses, com preço-alvo de US$ 120.


… O barril para julho começou a semana subindo 2,58% e voltou a romper os US$ 100, valendo US$ 101,69. A diplomacia não funcionou até agora, no fracasso que tem levado o conflito a durar tempo demais para o mercado.  


… Neste contexto, apesar da convicção de que o Fed não vai subir o juro amanhã, as taxas dos Treasuries subiram, porque a bomba da inflação continua armada, diante do impacto nos preços do impasse nas negociações com o Irã.


… O rendimento da Note de dois anos avançou para 3,798% (de 3,778%) e o de dez anos, a 4,337% (de 4,304%).


O TRUNFO DO CÂMBIO – Dois fatores garantiram ontem que o dólar não estressasse junto com os juros futuros.


… A alta do petróleo, que favorece as moedas de países produtores, teria colaborado para o fortalecimento do real. Mais importante do que isso, o diferencial de juros entre o Copom e o Fed ainda continuou fazendo a diferença.


… A Selic vai cair amanhã, mas tão pouco (por causa do petróleo), que o investidor tende a continuar faturando alto com o carry trade, até porque, em paralelo, o Fed não tem perspectiva de iniciar o ciclo de corte dos juros tão cedo.


… Não foi muito o que o dólar caiu ontem, mas foi o suficiente para continuar abaixo da marca simbólica dos R$ 5 pelo segundo pregão seguido. Fechou em baixa de 0,32%, cotado a R$ 4,9821, em semana de briga da ptax.


… Lá fora, a moeda americana ficou praticamente estável, travada pelo impasse do diálogo com o Irã. O índice DXY teve queda inexpressiva de 0,03%, a 98,496 pontos. O euro subiu para US$ 1,1724 e a libra não saiu de US$ 1,3536.


… O iene caiu para 159,42 por dólar, horas antes de o BC japonês optar por não mexer na política monetária.


… As incertezas sobre a guerra no Irã e os receios de que a inflação continue rodando cada vez mais alta por aqui por causa do petróleo induziram o Ibovespa a completar uma sequência de quatro perdas e entregar os 190 mil pontos.


… O índice à vista da bolsa doméstica fechou em baixa de 0,61%, na mínima intraday, de 189.578,79 pontos. O giro ficou bem abaixo do usual, em R$ 20,6 bilhões. Na véspera do balanço, Vale recuou 0,43%, negociada a R$ 85,50.


… Petrobras (PN, +0,45%, R$ 47,37; ON, +0,34%, R$ 52,42) teve alta tímida comparada à alta de 2,5% do Brent.


… Em Nova York, como as bolsas já estão no high, qualquer dose de otimismo, por menor que seja, leva o S&P 500 e o Nasdaq a renovarem os seus recordes históricos de fechamento, como voltou a acontecer neste início de semana.


… Além de manter o radar da guerra ligado, Wall Street tem para enfrentar o teste dos balanços: cinco da sete magníficas divulgam os seus resultados esta semana. A agenda importante será ainda movimentada pelo PCE.


… Com alta de só 0,12%, o S&P 500 estabeleceu a máxima inédita dos 7.173,91 pontos. O Nasdaq fechou no pico de 24.887,10 pontos, com avanço modesto de 0,20%. Já o Dow Jones fechou em queda de 0,13%, a 49.168,04 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS fechou acordo para aquisição de 100% de parte do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, por R$ 700 milhões, mais US$ 150 milhões, em três parcelas.


GERDAU teve lucro líquido de R$ 1,013 bilhão no 1TRI26, alta de 33,6% na comparação anual, mas 16% abaixo do esperado no Broadcast. Ebitda somou R$ 2,958 bilhões (+23,2%) e receita foi de R$ 16,716 bilhões (-3,8%)…


… A empresa informou que pagará R$ 354,1 milhões em dividendos (R$ 0,18 por ação). Ex em 14/05. A companhia ainda aprovou cancelamento de 7,380 milhões de ações PN e 225 mil ON, sem redução do capital.


METALÚRGICA GERDAU teve lucro líquido ajustado de R$ 1,012 bilhão no 1TRI26 (+33,8%), com receita de R$ 16,7 bilhões (-3,8%) e Ebitda de R$ 2,9 bilhões (+23,3%)…


… A companhia aprovou programa de recompra de até 10 milhões de ações PN, equivalente a cerca de 1,2% dos papéis em circulação, com prazo de até 18 meses a partir de hoje.


EMBRAER. A carteira de pedidos alcançou US$ 32,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 22% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, foi o sexto recorde histórico.


SABESP votará hoje desdobramento de ações na proporção 1:5 em AGE; ex amanhã.


ASSAÍ reportou lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 46,7% na comparação anual. O resultado ficou 36,2% abaixo da média das estimativas de seis bancos consultados pelo Broadcast…


… Por outro lado, o Ebitda ajustado de R$ 1,02 bilhão e a receita líquida de R$ 18,6 bilhões vieram em linha…


… Assaí aprovou programa de aquisição facultativa de debêntures de até R$ 200 milhões, para manutenção em tesouraria e posterior cancelamento.


COGNA pagará R$ 28,560 milhões em dividendos (R$ 0,0142 por ação). Ex hoje.


GOL deve pedir ingresso como terceira interessada em processo do Cade que analisará o aporte da American Airlines na Azul, segundo fontes do Broadcast.


SÃO MARTINHO aprovou emissão de debêntures de R$ 1,1 bilhão.


ENGIE pagará R$ 657,7 milhões em proventos (R$ 0,0875 em JCP e R$ 0,4882 em dividendos). Ex em 05/05…


… A empresa ratificou a aquisição do controle da Companhia Energética do Jari e estuda operação envolvendo fatia da EBP na Jirau Energia.


CEMIG foi incluída no índice Dow Jones Best in Class Index pela 26ª vez. A companhia também aderiu à repactuação de UBP das usinas Irapé e Queimado, com pagamento de R$ 14,162 milhões.


BRAVA antecipou pagamento de R$ 57,4 milhões em dividendos para 30/4, de 1/05 originalmente. O valor total corresponde a R$ 0,1236 por ação e será pago com base na data de corte de 20 de abril.


LIGHT. Tempo Capital reduziu participação para 4,48% do capital, de 5,51% anteriormente.


FERBASA. O diretor-presidente, Silvano de Souza Andrade, passará a acumular funções, depois de ter sido eleito para assumiu também como diretor financeiro e de relações com investidores da companhia.


INTERCEMENT. CVM aprovou cancelamento de registro de emissor de valores mobiliários categoria A.


AGIBANK captou R$ 2,5 bilhões em FIDC com prazo de 10 anos.


BIOMM. BRB passou a deter 25,86% do capital social da companhia após liquidação de fundo.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Segunda Feira,27 de Abril de 2.026.


*Impasse no Oriente Médio pressiona supersemana*


A superquarta reúne Fed e Copom, enquanto BCE, BoE e BoJ também decidem juros nos próximos dias, no ambiente ainda contaminado pelo avanço do petróleo e riscos inflacionários


… A semana começa sob pressão para os mercados, com uma agenda carregada de decisões de política monetária, em meio ao agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio. A superquarta reúne Fed e Copom, enquanto BCE, BoE e BoJ também decidem juros nos próximos dias, no ambiente ainda contaminado pelo avanço do petróleo e riscos inflacionários. O calendário de indicadores é denso, com IPCA-15, IGP-M, arrecadação, Pnad e Caged no Brasil, além da primeira prévia do PIB/1TRI e do PCE de março nos Estados Unidos. A temporada de balanços ganha tração, com big techs em Nova York e Vale, Gerdau e Santander na B3 – tudo isso antes do feriado de 1º de Maio, na sexta-feira.


NEGOCIAÇÃO FRACASSA –A tentativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana fracassou antes mesmo de começar, desmontando a principal premissa de alívio que sustentou os mercados na sexta-feira.


… O encontro previsto em Islamabad não ocorreu, com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, deixando o Paquistão e o presidente Donald Trump cancelando o envio de seus representantes, em mais um sinal de desencontro entre as partes.


… Mais do que um ruído pontual, o episódio explicita o impasse nas tratativas, com o Irã afirmando que não negociará sob pressão ou bloqueio, enquanto os Estados Unidos mantêm o cerco aos portos iranianos.


… O ambiente de desconfiança mútua trava qualquer avanço diplomático e reforça a leitura de que o conflito caminha para um horizonte mais prolongado, sem sinal claro de resolução.


… Nesse contexto, o Estreito de Ormuz segue como peça central da disputa, com Teerã tratando o controle da passagem como estratégia definitiva na guerra, enquanto forças americanas ampliam a presença militar na região.


… A interrupção do fluxo de petróleo, gás e insumos estratégicos continua pressionando a cadeia global e elevando o custo econômico do conflito, mesmo sob um cessar-fogo que, na prática, não resolve o impasse.


… A deterioração também se reflete em outras frentes da região.


… Apesar da trégua formal, Israel voltou a atacar o sul do Líbano no fim de semana após emitir alertas de evacuação, evidenciando a fragilidade dos acordos paralelos e o risco de novos focos de tensão no entorno do conflito principal.


… O mercado volta a encarar o Oriente Médio não como um episódio de escalada pontual, mas como uma crise prolongada, que deve manter elevados os prêmios de risco — especialmente no petróleo — e seguir contaminando as expectativas de inflação e o crescimento global.


FIM DE SEMANA – No sábado à noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas de um jantar com jornalistas no hotel Washington Hilton, após disparos serem ouvidos no local. Não houve feridos, mas o evento foi cancelado.


… Informações do Serviço Secreto apontam que Trump seria o alvo do atirador, que foi preso e identificado.


SUPERSEMANA – A agenda concentra uma combinação de decisões de política monetária e indicadores relevantes no exterior e no Brasil, em um ambiente ainda pressionado pelo cenário geopolítico — e pelo petróleo — e pelos riscos inflacionários.


… O BoJ abre a sequência antes da superquarta, com a decisão na madrugada de terça-feira, enquanto Fed e Copom anunciam juros na quarta-feira, e BCE e BoE, na quinta. A expectativa é de manutenção das taxas em todos eles, com exceção do BC do Brasil (abaixo).


… Em paralelo, dados-chave de atividade e inflação estão previstos, como a primeira prévia do PIB/1TRI e o PCE nos Estados Unidos, além do IPCA-15 de abril. Nesse contexto, os mercados tendem a concentrar a volatilidade até o feriado de 1º de Maio.


… No início da semana, a agenda é mais leve, com destaque para a confiança do consumidor na Alemanha, hoje, e nos Estados Unidos, amanhã, enquanto no Brasil saem, pela manhã, o Boletim Focus (8h35) e os dados de crédito de março (8h30).


… Na terça-feira, a decisão do BoJ na madrugada é seguida pelo IPCA-15 de abril, que deve acelerar para 0,98% (Broadcast), e pela arrecadação de março no Brasil, com previsão de R$ 229,75 bilhões, além da confiança do consumidor do Conference Board nos Estados Unidos.


… A quarta-feira concentra a decisão do Fed, às 15h, seguida da coletiva de Jerome Powell, além do Copom no fim da tarde. Pela manhã, saem o IGP-M de abril, que deve repetir março em 0,52% (Broadcast), e o IPP. À noite, a China divulga seus índices PMI.


… Na quinta-feira, além das decisões de política monetária do BoE e do BCE, são destaques os resultados preliminares do PIB/1TRI na zona do euro e nos Estados Unidos, que têm ainda o PCE de março. No Brasil, saem dados fiscais, a taxa de desemprego do IBGE e o Caged.


… Na sexta-feira, com mercados fechados no Brasil pelo feriado de 1º de Maio, a agenda segue no exterior com indicadores de atividade nos Estados Unidos, como o PMI e o ISM industrial, encerrando a semana com potencial elevado de volatilidade.


WARSH – Comitê do Senado vota na quarta a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, após o Departamento de Justiça encerrar investigação sobre Jerome Powell, o que abre caminho para o avanço do nome indicado por Donald Trump.


BALANÇOS – A semana também é carregada na temporada do 1TRI, com destaque para as big techs em Nova York e nomes relevantes na B3, em um momento em que os resultados ganham peso adicional na sustentação dos ativos, diante do cenário macro mais incerto.


… Nos Estados Unidos, o foco está nas gigantes de tecnologia, com Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta na superquarta-feira, além de Apple na quinta, em uma semana que também traz nomes como Visa, Qualcomm, Ford, Mastercard e Caterpillar.


… Os números das big techs são decisivos para testar a sustentação recente dos recordes em Nova York.


… Também divulgam balanços bancos como Santander e Deutsche Bank, além de empresas industriais e de energia, como BP, Airbus, Shell e Chevron, ampliando o peso da temporada no cenário global.


… Na B3, a semana é igualmente relevante, com balanços concentrados até quarta e destaque para Gerdau e Assaí hoje (após o fechamento), Vale e Neoenergia (amanhã) e Santander Brasil, Weg, Suzano, Multiplan e Hypera (quarta), e Irani (quinta).


… As prévias do Broadcast junto ao mercado indicam um trimestre forte para a Vale, com lucro estimado em US$ 2,51 bilhões e Ebitda ao redor de US$ 4 bilhões, refletindo o desempenho operacional acima do esperado no período.


… Para a Gerdau, expectativa de lucro de R$ 1,2 bilhão, alta de quase 60% na comparação anual, sustentada pela operação na América do Norte.


… Já o Santander Brasil deve apresentar um desempenho mais moderado, com lucro próximo de R$ 4 bilhões, em meio a uma postura mais cautelosa na concessão de crédito e ajustes internos, incluindo a transição de comando.


PETROBRAS – Divulgará seu relatório de Produção e Vendas referente ao primeiro trimestre de 2026 na quinta (30), após o fechamento.


… Segundo fontes ouvidas pelo Valor, a Petrobras deverá repassar aos clientes um reajuste de 18% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir de sexta-feira (1º de maio), sob os impactos da guerra. O reajuste já teria sido comunicado aos clientes pelas distribuidoras.


… Será a terceira alta seguida do querosene de aviação: 9,4% em março e 54% em abril, com o QAV acumulando elevação de 99%.


… Ainda no front de combustíveis, o governo planeja elevar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, medida que deve ser analisada pelo CNPE em 7 de maio e que busca reduzir a dependência de importações em meio à alta do petróleo provocada pela guerra.


… A proposta teria caráter temporário, com validade inicial de 180 dias, e poderia reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de compras externas, segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia.


… Em paralelo, o governo prorrogou até 5/5 o prazo para Estados aderirem à subvenção ao diesel, que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro.


SUPERQUARTA –As decisões do Fed e do Copom ocorrem em um ambiente mais complexo para a política monetária global, marcado por inflação resiliente, atividade ainda firme e, mais recentemente, pelo choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio.


… No caso do Fed, o consenso é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%, com o mercado praticamente descartando mudanças nesta reunião e passando a discutir não mais o início dos cortes, mas a duração de uma política monetária restritiva.


… A precificação indica reduções marginais e tardias, em linha com o último “dot plot”, reforçando a tese de juros elevados por mais tempo.


… O avanço do petróleo adiciona uma camada extra de incerteza, ao elevar a inflação via energia e, ao mesmo tempo, ameaçar o ritmo da atividade global, colocando o Fed diante de um dilema mais complexo e com maior risco de erro de política.


… Nesse contexto, a coletiva de Powell ganha ainda mais peso, em meio à expectativa de que seja sua última à frente da autoridade monetária.


… No Brasil, o Copom decide a Selic no fim da tarde, com a maioria do mercado projetando um novo corte de 0,25 ponto, em um movimento de calibração, diante de um cenário que segue desafiador. Entre 37 instituições consultadas pela Agência Estado, 33 apostam nessa redução.


… A persistência da guerra e o petróleo próximo de US$ 100 reforçam a postura cautelosa do Banco Central, em um ambiente de expectativas de inflação pressionadas, ainda que o câmbio mais comportado ajude a mitigar parte desse impacto.


… O foco deve recair sobre o comunicado e o balanço de riscos, que podem indicar o ritmo dos próximos passos do ciclo de flexibilização.


CURTAS DA POLÍTICA – A semana em Brasília tem como destaque a sabatina de Jorge Messias na CCJ do Senado, na quarta-feira, para uma vaga no STF, com expectativa de votação no plenário (e aprovação do seu nome) no mesmo dia.


… No Congresso, o presidente Davi Alcolumbre convocou sessão para quinta-feira (30) para análise de vetos ao projeto da dosimetria aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, em uma pauta sensível, que pode ter repercussões políticas relevantes.


… Na última sexta-feira, Moraes concedeu prisão domiciliar a dezenas de presos com mais de 60 anos condenados pelos atos golpistas.


… Na Câmara, avança a PEC que propõe o fim da escala 6×1, com instalação de comissão especial e disputa em torno da relatoria, considerada um dos pontos mais sensíveis para o governo Lula, que apresentou um projeto de lei com o mesmo tema.


… O governo também deve lançar no feriado de 1º de Maio um novo programa de renegociação de dívidas, mirando famílias com renda mais baixa e buscando melhorar indicadores de popularidade.


… Em paralelo, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou neste domingo, na Agrishow, uma nova linha de crédito de R$ 10 bilhões para a modernização do setor agrícola, enquanto prepara medidas para renegociação de dívidas rurais.


… No radar político-eleitoral, Genial/Quaest divulga na quarta-feira, 29, nova pesquisa sobre a corrida presidencial.


CAIXA DE PANDORA – O mercado não perdeu a esperança de que as reuniões em separado no fim de semana dos EUA e Irã com o Paquistão (que nem aconteceram) pudessem prosperar para um diálogo diplomático coletivo.


… Mas fora as bolsas americanas, que partiram para novos recordes históricos, porque se entusiasmaram com as gigantes de tecnologia, o alívio da maioria dos ativos globais foi moderado, em sinal de otimismo cauteloso.


… Tanto isso é verdade, que o petróleo Brent nem chegou a cair, ainda que tenha subido muito pouco, só 0,24%, a US$ 105,33. Terminou a semana com um rali acumulado de 16,5%, sem coragem para devolver os excessos.


… Aqui, a torcida por um acordo de paz levou o dólar a operar novamente abaixo dos R$ 5. Mas a queda da moeda americana foi tão modesta, de 0,11%, para R$ 4,9982, que também mal dá para dizer que o câmbio relaxou a tensão.


… Parece mais certo falar que preferiu não escalar o estresse, em clima de expectativa pelas novidades da guerra. 


… Depois de ter chamado o leilão simultâneo de swap reverso e venda de dólar à vista (“casadão, no jargão do mercado), o BC rejeitou todas as propostas, possivelmente avaliando que o mercado exagerou nos prêmios pedidos.


… Nesta última semana do mês, a volatilidade redobrada em torno da disputa da ptax entra em cena no câmbio.


… Lá fora, além de ter operado de olho no envio das delegações americanas e iranianas para Islamabad, o mercado cambial também repercutiu a chance de que Kevin Warsh seja confirmado em breve para o comando do Fed.


… Como se viu, o Departamento de Justiça americano decidiu encerrar a investigação sobre Powell e a reforma da sede do Fed, removendo o obstáculo que faltava para a provável confirmação de Warsh para a vaga na presidência.


… O sentimento é de que o sucessor de Powell imprima um viés mais dovish. O DXY caiu 0,24%, a 98,533 pontos, o euro subiu 0,30%, a US$ 1,1720, a libra ganhou 0,50%, a US$ 1,3533, e o iene se valorizou para 159,43 por dólar.


… Com o campo livre para Warsh assumir a cadeira no Fed, as taxas dos Treasuries caíram, ainda que o mercado considere improvável que o novo presidente americano opte por arriscar a credibilidade da política monetária.


… De qualquer maneira, ao longo de sua gestão, pode contribuir para dar uma marca menos conservadora do Fed.


… O yield da Note-2 anos recuou para 3,778%, contra 3,831% na véspera, e o de dez anos caiu a 4,304% (de 4,326%).


… A melhora da percepção de risco com as negociações presenciais no Paquistão também levou os juros futuros a devolverem por aqui uma pequena parte dos prêmios acumulados ao longo dos últimos dias de tensão com a guerra.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,095% (de 14,128% no ajuste anterior); Jan/28, 13,630% (contra 13,694%); Jan/29, 13,470% (de 13,547%); Jan/31, 13,495% (de 13,590%); e Jan/33, 13,560% (de 13,658%).


BANDEIRA AMARELA – Na sexta-feira, a Aneel confirmou as projeções que vinham circulando no mercado e acionou a bandeira tarifária amarela para maio, após o volume de chuvas dos reservatórios ter ficado abaixo da média.


… Os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Desde que o ano começou, a bandeira permanecia verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no País.


… A possibilidade de El Niño no segundo semestre do ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça a perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo de 2026.


… A Terra Investimentos não se surpreendeu com a bandeira amarela e manteve a projeção do IPCA de 5,2% no ano.


ME INCLUAM FORA DESSA – Como os demais ativos domésticos, o Ibovespa também teve um pregão morno, com a diferença de que não acompanhou o alívio no dólar e nos juros futuros, e muito menos o impulso das bolsas em NY.


… Os novos recordes de lá foram seguidos por aqui à distância e, no pior momento, o Ibovespa chegou a perder os 190 mil pontos. A bolsa abre cada vez mais longe dos 200 mil pontos, que estiveram tão perto do alcance.


… O sonho ainda não acabou e a conquista desta marca inédita continua valendo nos prognósticos do ano.


… No curto prazo, porém, o que se vê é um refugo da bolsa, que engatou a terceira correção seguida, prejudicada pela Petrobras (PN -1,28%, a R$ 47,16; e ON -0,97%, a R$ 52,24) e pelos bancos. Só Itaú PN subiu: 0,43% (R$ 44,37).


… BB ON caiu 1,30% (R$ 22,70), Santander recuou 0,60% (R$ 29,68), Bradesco PN perdeu 0,25% (R$ 19,92) e BTG devolveu 0,13% (R$ 60,88), derrubando o Ibovespa em 0,33%, aos 190.745,02 pontos, com giro fraco, de R$ 25 bi.


… Às vésperas de seu balanço (amanhã), Vale caiu de leve (-0,12%; R$ 85,87), enquanto o minério subiu 0,19%. Usiminas abriu bem a temporada de balanços: saltou 5,55% (R$ 7,61). Os R$ 8 voltam ao target após quase dois anos.


… Em Nova York, nem bem a safra de resultados corporativos começou, e as bolsas já têm corrido livres.


… O que se comenta é que o mercado de ação continua sensível à guerra, mas a confiança em números positivos das empresas no primeiro trimestre ajuda a absorver os choques do conflito militar, que está difícil de se resolver.


… Meta e Amazon, que soltam balanços na quarta-feira, registraram fortes ganhos de 2,4% e 3,5%, respectivamente, no último pregão, depois de terem anunciado um acordo bilionário para o uso de chips de inteligência artificial.


… A controladora do Facebook e do Instagram também repercutiu bem a demissão de 10% de sua equipe.


… Intel saltou 23,64% com o balanço melhor do que o esperado e o guidance positivo para este segundo trimestre.


… O Nasdaq avançou 1,63%, a 24.836,60 pontos, e o S&P 500 subiu 0,80%, a 7.165,08 pontos, ambos renovando as suas máximas de fechamento de todos os tempos. Só o Dow Jones ficou de fora e caiu 0,16%, aos 49.230,71 pontos.  


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE formalizou a incorporação da Baovale Mineração para simplificar estrutura e reduzir custos. A Vale que já detém 100% das ações da Baovale, o que elimina a necessidade de emissão de novas ações.


BANCO DO BRASIL estima R$ 3 bilhões em propostas de crédito na Agrishow, que será realizada entre 26 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).


BRB. Fachin suspendeu decisão que proibia venda de bens do DF para cobrir rombo do Master no banco.


BTG alertou clientes de contas internacionais sobre possível vazamento de dados após ataque hacker à parceira DriveWealth; banco afirma que não houve impacto em ativos, mas fará troca de números de contas.


RAÍZEN enviou proposta alternativa a credores para captação de R$ 2,5 bilhões a R$ 5 bilhões, que se somaria a R$ 4 bilhões com que a Shell e Rubens Ometto (presidente do conselho da Raízen) se comprometeram. (Bloomberg)


SUZANO confirmou captação de US$ 400 milhões com vencimento em 2033 e avanço em reestruturação de dívida.


ELDORADO captou US$ 400 milhões com vencimento em 2033 e avançou em reestruturação de dívida.


ENGIE pagará R$ 657,7 milhões em proventos (R$ 0,0875 em JCP e R$ 0,4882 em dividendos). Ex em 05/05. A empresa também ratificou a aquisição do controle acionário da Companhia Energética do Jari.


ENEL. Fitch rebaixou ratings de AAA(bra) para AA+(bra), com perspectiva negativa…


… Enel SP tenta reverter processo na Aneel que pode levar à caducidade da concessão. (fontes do Broadcast)


ISA ENERGIA. Axia afirmou em formulário 20-F que há 16 ações que contestam privatização da companhia.


SABESP avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE que ainda não possui, que viraria subsidiária integral. O preço da ação da EMAE em OPA unificada proposta será de R$ 61,83.


HAPVIDA teve participação dos controladores reduzida para 52,47% do capital, de 55,4%…


… O movimento ocorreu um dia depois de a família Pinheiro, fundadora e controladora da operadora, ter elevado a participação de 51,39% para 55,4%, às vésperas da eleição do novo conselho de administração, na próxima quinta…


… A gestora Squadra, que publicou uma dura carta questionando a atual gestão da companhia, está indicando três nomes para o conselho: Eduardo Parente, Tania Sztamfater Chocolat e Bruno Magalhães e Silva.


ONCOCLÍNICAS. Faltando poucos dias para a assembleia que definirá o novo conselho, na quinta, a Mak Capital, que detém 6,38% da empresa, conseguiu maioria para indicar Marco Grodetzky à presidência do colegiado…


… Mas o resultado desagradou à Latache, acionista com quase 15%. A ideia era chegar à assembleia com uma chapa única. No entanto, não se chegou a um consenso…


… O vice-presidente e sócio da Latache, Marcel Cecchi, renunciou. O cargo passa a ser ocupado pelo atual diretor presidente e diretor médico da companhia, Carlos Gil Moreira Ferreira, até a assembleia desta semana.


MAGAZINE LUIZA pagará R$ 63 milhões em dividendos (R$ 0,0813 por ação). Ex em 27/04.


RIACHUELO. O Citi iniciou a cobertura da ação ordinária da empresa com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14, o que representa um potencial de valorização de 43,3% contra o fechamento de sexta-feira.


SIMPAR captou R$ 1,7 bilhão em aumento de capital e abriu subscrição de sobras.


MOVER vendeu participação de 14,86% na Motiva ao Bradesco BBI por mais de R$ 5 bilhões.


HELBOR pagará R$ 2,67 milhões em dividendos (R$ 0,02015 por ação) em 29 de maio em duas parcelas. A primeira será paga aos acionistas que detinham papéis da companhia ao final do pregão de 5 de janeiro de 2026…


… A segunda parcela será destinada aos investidores posicionados na base acionária ao fim desta sexta-feira (24).


ÂNIMA EDUCAÇÃO pagará R$ 29 milhões em dividendos (R$ 0,07778 por ação). O pagamento será realizado em 15 de maio, com base na posição acionária de 24 de abril.


ENJOEI aprovou redução de capital de R$ 426,1 milhões, passando o capital social para R$ 250,9 milhões.


WESTWING. Agruciacapital passou a deter 5,05% do capital social.


UNIÃO PET. Fundos Kinea elevaram participação para 10,13% do capital, de 9,10% anteriormente.

Paulo Roberto de Almeida

 Oskar Schindler caiu desfalecido no meio da rua em 9 de outubro de 1974, na cidade alemã de Hildesheim. Morreu ali mesmo, vítima de insufic...