sábado, 10 de dezembro de 2016

PSDB E O GOVERNO TEMER NOS SEUS ESTERTORES

Com a ameaça dos partidos do chamado centrão em retaliar a reforma previdenciária, o presidente Michel Temer reavalia a indicação de Antonio Imbassahy (PSDB-BA) para a Secretaria de Governo. A reação negativa de PSD, PP, PR e PTB levou o presidente a deixar para a próxima semana o anúncio do ministro que ocupará a vaga de Geddel Vieira Lima, que deixou o posto no mês passado. Em meio à piora das crises política e econômica, Temer quer fazer um aceno ao PSDB, o principal fiador de sua administração, e atender à exigência dos tucanos de ter maior espaço na elaboração de políticas públicas, garantindo apoio ao seu governo.

Fernando Pimentel de MG, mais um canalha na mira...

O STF vai julgar na quarta-feira que vem o recurso contra Fernando Pimentel.
Depois do vexame desta semana, não nos surpreenderia se os ministros decidissem ratificar a decisão do STJ no sentido de que o governador só pode ser processado com autorização prévia da Assembleia Legislativa.
Especialistas ouvidos por O Antagonista avaliam que, se a tese de Pimentel vingar, todos os governadores e prefeitos do país exigirão o mesmo tratamento. Será praticamente impossível processá-los.
Estará criado um novo foro privilegiado.

Projeto

Estamos num projeto. Em breve saberão do q se trata. Vamos em frente. 

CORRUPÇÃO SISTÊMICA

Um breve interregno e o Brasil derretendo. Parece que a Delação Premiada da Odebrecht ganhou em velocidade. Pegou vários personagens dentre eles o atual presidente Michel Temer, acusado de receber R$ 10 milhões, não sei em que circunstâncias. Cana para ele, assim como para Eliseu Padilha, Geddel Vieira, Jucá, e também, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, os quadros do PT e de outros partidos....impressionante como as práticas de propinagem se tornaram algo costumas, sem surpreender a ninguém. O problema aqui, no entanto, é diferenciar caixa dois e corrupção de recursos recebidos de campanha.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Ata do Copom

A decisão do Copom em novembro foi melhor explicada na ata desta terça-feira. Disse que a atividade econômica mais lenta neste final do ano deve ensejar uma postura mais agressiva do BACEN reduzindo o juro mais rapidamente nas próximas reuniões ao longo de 2017. Muitos já começam a colocar na conta um corte de 0,5 ponto percentual na reunião dos dias 10 e 11 de janeiro. Interessante observar que na reunião de novembro alguns diretores chegaram a cogitar um corte de 0,5 ponto percentual, dada a economia mais fraca do que o esperado. Lembremos que o PIB veio com recuo de 0,8% no terceiro trimestre, contra o anterior, 2,9% contra o mesmo do ano passado e 4% no ano. Aguardemos, no entanto, o desenrolar da crise política atual, com a possibilidade de adiamento da votação da "PEC do teto", de agora no dia 13 para fevereiro e também atentos ao impacto do reajuste da gasolina e derivados, na média em 8%, sobre a inflação. 

Reforma da Previdência: alguns pontos

Saiu a Reforma da Previdência. Agora, como PEC, vai para a Comissão de Justiça e deve ser sancionada em plenário, no ano que vem, a partir de fevereiro. Por enquanto, esta é a expectativa. No "coração da reforma", a definição da idade mínima para homens e mulheres em 65 anos. Haverá um período de transição para quem tem mais de 50 anos no caso dos homens e mais de 45 para as mulheres. No mínimo, a aposentadoria passa a valer com 25 anos de contribuição, mas as pessoas só receberão integralmente seus benefícios num prazo de 49 anos. Ou seja, a pessoa que começou a trabalhar com 21 anos, receberá integralmente sua aposentadoria apenas com 70 anos. Meio pesado, não? Além disso, foi definido que os militares continuam de fora. Ou seja, poderão se aposentar a partir de 49 anos ou menos. Isto está errado! Várias ocupações em que a insalubridade é fato, só poderão se aposentar depois dos 65 anos. Soma-se isso ao fato de que é imperioso pensarmos na unificação dos regimes previdenciários, do setor privado, o INSS, e do setor público. Dados do IPEA mostram que 3,5 milhões de funcionários públicos (União - Estados e Municípios) geram um déficit em torno de R$ 120 bilhões, enquanto que 33,0 milhões de aposentados do INSS geram um déficit (discutível), em razão da DRU e das Receitas de Seguridade Social, de R$ 123 bilhões. Proporcionalmente, os servidores públicos possuem um potencial de rombo muito maior do que no setor privado. Uma reforma do regime dos servidores públicos, portanto, se faz urgente!

Simon Schwartzman