quinta-feira, 7 de maio de 2026

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A SPX Capital está fazendo uma ampla reorganização em seus fundos multimercado, incluindo o fechamento de sua operação em Londres e a saída de um sócio relevante – uma tentativa da gestora de R$ 54 bilhões de voltar a performar depois de a (...)


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Irã derretendo

 O Irã perdeu meio trilhão de dólares e todo o seu poderio militar. Eis os fatos, que a mídia não vai te contar:


Victor Davis Hanson fez o que ninguém na grande mídia fará. Ele analisou a guerra do Irã de forma contundente.

O veredito não é questionável.

O Irã — 93 milhões de pessoas, a maior potência militar do Oriente Médio sob qualquer critério, temido tanto pelas monarquias do Golfo quanto pelos europeus — acaba de sofrer uma das derrotas assimétricas mais desproporcionais da história moderna.

Hanson:

"É muito incomum que um lado tenha sido tão vitorioso em uma guerra assimétrica, especialmente contra a potência mais forte do Oriente Médio."

O placar:

O Irã perdeu possivelmente meio trilhão de dólares em meio século de investimentos em mísseis, drones, submarinos e grandes navios. Tudo perdido.

Seu comando e controle está “reduzido ao segundo e terceiro escalões”. Ninguém — nem a teocracia, nem o IRGC, nem a classe política, nem o exército — sabe quem está realmente no comando. Eles têm medo uns dos outros. Têm medo de parecer fracos. E têm medo de que fazer um acordo signifique:

"todos nós vamos morrer pelo que fizemos."

Enquanto isso, a esquerda americana e global passou um dia chamando Trump de belicista e de “figura hitlerista”. No dia seguinte, após ele anunciar negociações, passaram a chamá-lo de “taco” — um Neville Chamberlain, um Jimmy Carter.

Hanson acertou no diagnóstico. Ele não analisou a guerra de forma empírica, mas política. Nas palavras dele, Thomas Friedman e Bill Kristol

"quase parecem achar que qualquer coisa negativa que aconteça ao Irã pode ser positiva, porque prejudicaria Donald Trump."

100.000 soldados americanos estão nesse teatro neste momento. Arriscando suas vidas para garantir que o Irã nunca coloque um míssil com ogiva nuclear sobre Tel Aviv, Londres ou eventualmente Chicago. E metade da classe política do mundo está torcendo contra a missão por causa de quem ocupa a Casa Branca.

Leia isso novamente.

E os derrotados não se limitam a Teerã.

RÚSSIA: sem Venezuela, sem América Latina, sem Oriente Médio. Assad caiu. A parceria de drones com o Irã foi interrompida. Atolada na Ucrânia, sangrando com mais de um milhão e meio de baixas.

CHINA: comprava 80% de todo o petróleo iraniano. Agora esse fluxo depende dos Estados Unidos. E Pequim acabou de ver os EUA anunciarem ao mundo que vão produzir em massa entre meio milhão e um milhão de drones. Qualquer plano de atravessar 110 milhas náuticas para tomar Taiwan ficou muito mais caro.

EUROPA, nas palavras de Hanson, é “uma grande perdedora.” Os EUA pediram apenas bases e espaço aéreo. A Espanha fechou sua embaixada em Israel — “na prática, a Espanha é beligerante.”

A França não permitiu uso de sua força aérea nem ação no Líbano. A Itália não autorizou bombardeiros a pousarem na Sicília. O Reino Unido — que construiu a Royal Navy — “não consegue sequer enviar um destróier” para proteger sua própria base no Chipre.

A Turquia, membro da OTAN, apoia abertamente o Irã e ameaça um parceiro da aliança, Israel.

Veredito de Hanson: “você pode ver o problema da OTAN — existe apenas no nome.”

Daqui para frente, os EUA escolherão quais membros realmente valem a aliança. Os demais são “neutros ou hostis.”

E o Estreito de Ormuz? A esquerda passou duas semanas dizendo que seu fechamento destruiria o mundo. Realidade: ele transporta 20% do petróleo mundial, não 80%.

A Arábia Saudita e os Emirados estão expandindo rotas alternativas. Há projetos de dutos até Haifa. Em poucos anos, o Golfo pode servir apenas ao Irã — transformando sua vantagem em fraqueza.

Se a guerra terminar em duas ou três semanas, Hanson estima sete meses para recuperação econômica. Depois vem a constatação: O Irã não ameaça mais o Oriente Médio. Não tem mais ameaça balística relevante. Não tem caminho imediato para arma nuclear.

Não tem força militar funcional.

Seu comando está destruído.

Sua população está sob pressão.

"Isso pode ser como a queda do Muro de Berlim."

Não no dia seguinte. Nem no mês seguinte. Mas em meses — ou em até dois anos, como a União Soviética — mudança de regime.

Essa guerra foi travada nos termos ocidentais.

Sem combates urbanos como Fallujah.

Sem guerras de vila em vila como no Afeganistão.

A assimetria foi total — e deliberada.

O ciclo de notícias vai continuar gritando. A mídia continuará girando narrativas políticas pálidas.

Mas o mapa já foi redesenhado:

A Rússia está contida.

A China está contida.

A Europa está exposta.

O Irã está esvaziado.

Os adultos retomam o controle do país.

Os resultados falam por si.

Gazeta do Povo

 STF Anula Imunidade Parlamentar e Decide Quem Pode Falar

Editorial Gazeta do Povo


"As últimas semanas têm sido pródigas em novos ataques à liberdade de expressão promovidos pelo Supremo Tribunal Federal, todos seguindo um padrão muito semelhante: a tentativa de calar críticas ao governo Lula, aos que lhe dão sustentação e ao próprio STF. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se tornou alvo de um inquérito por críticas ao presidente Lula. Outro pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema, pode ser incluído no inquérito das fake news a pedido de Gilmar Mendes, por causa de um vídeo satírico com fantoches representando ministros do Supremo. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro está prestes a ser condenado por críticas a uma colega de parlamento, Tábata Amaral, feitas enquanto ele era deputado. O pastor Silas Malafaia foi tornado réu por suposta injúria a generais. E ministros do Supremo ameaçaram senadores com a perda do cargo ou a inelegibilidade por terem sido favoráveis a relatório de CPI (que nem sequer foi aprovado) que pedia a abertura de investigações contra os ministros – em suma, por estarem exercendo uma de suas funções mais elementares como parlamentares: propor investigações.


Cada uma dessas atitudes e decisões é profundamente equivocada; algumas delas já foram analisadas neste espaço. Neste momento, interessa-nos ressaltar o assustador padrão que, além da liberdade de expressão, atinge também a imunidade parlamentar, em uma intervenção indevida, arbitrária e sem precedentes do Judiciário na política. Ao atacar a proteção especial dada pelo constituinte de 1988 aos parlamentares, os ministros do STF estreitam o espaço de crítica política e chegam ao ponto de pretender definir quem pode e quem não pode concorrer nas próximas eleições.


O modelo de imunidade parlamentar não é uma construção recente; ele remonta à tradição constitucional inglesa, tendo sua formulação clássica na Bill of Rights de 1689: “a liberdade de expressão, debates e procedimentos no Parlamento não deve ser impugnada nem questionada em qualquer tribunal ou lugar fora do Parlamento”. A lógica é simples, e decisiva: para que o Parlamento possa cumprir sua função na busca do bem comum, é necessário assegurar aos seus membros a mais ampla liberdade de palavra. Não uma liberdade protocolar, contida, mas uma liberdade real, compatível com a natureza inevitavelmente conflituosa da política.


Essa liberdade, no entanto, nunca significou ausência de responsabilidade; a diferença, no caso dos parlamentares, está no fato de a responsabilização ocorrer interna corporis, dentro do próprio Poder Legislativo. Se um parlamentar excede os limites, há instrumentos próprios, como regras de decoro, conselhos de ética e processos que podem terminar com a aplicação de sanções políticas pela própria casa legislativa – incluindo a perda do cargo.


Três séculos depois da Bill of Rights inglesa, a Constituição brasileira adotou uma formulação bastante explícita, bastante forte e contundente: deputados e senadores são “invioláveis por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”, conforme o caput do artigo 53. Não há ambiguidade aqui: trata-se de uma proteção ampla, material, concebida exatamente para impedir a intervenção judicial no conteúdo do debate político. Uma proteção nascida da experiência passada: o AI-5, uma das maiores arbitrariedades de nossa história recente, surgira justamente porque os governantes da época não gostaram das palavras de um parlamentar. Em 1968, o deputado Márcio Moreira Alves sugeriu que as moças brasilienses não dançassem com os jovens cadetes nos bailes de 7 de Setembro que se aproximavam. Os generais se irritaram e o STF pediu permissão ao Congresso para processar Moreira Alves. O parlamento resistiu, inclusive com muitos votos da Arena, o partido do governo. O resto é história, que o constituinte de 1988 não queria ver repetida.


A tradição constitucional sempre caminhou no sentido de reforçar a proteção ao discurso dos parlamentares. Eram pouquíssimos os juristas que abriam qualquer exceção na interpretação do artigo 53; faziam-no apenas em casos extremos, e procurando manter a lógica de proteção integral do debate parlamentar. Também o STF – até ser tomado pela fúria autocrata – decidia sistematicamente no sentido de ampliar o alcance da imunidade parlamentar. Se nunca houve dúvida sobre a proteção integral conferida pela Constituição a declarações feitas no recinto do Congresso, o Judiciário decidiu também que mesmo manifestações em palestras, entrevistas ou nas redes sociais também estavam protegidas se guardassem relação com a atividade parlamentar. O que se observa agora, no entanto, é o movimento inverso, com uma relativização praticamente completa da imunidade parlamentar.


O ponto de inflexão ocorreu em 2021, com o caso do então deputado Daniel Silveira, que gravou e divulgou nas suas redes sociais um vídeo virulento contra ministros do STF. Ainda que seu conteúdo fosse indiscutivelmente grosseiro, ele estava protegido pela Constituição. O Supremo, no entanto, deixou de aceitar as implicações das decisões do constituinte e mudou sua interpretação de forma casuísta e injustificável. A corte contou, ainda, com a omissão de um Congresso sem fibra e acovardado, que endossou o arbítrio e deixou que o Supremo rompesse o dique da imunidade parlamentar “por quaisquer opiniões, palavras e votos” – destaquemos o “quaisquer”. Se os parlamentares estavam chocados com as palavras de Daniel Silveira e julgavam que elas mereciam punição, deveriam ter aberto um processo por quebra de decoro e cassar seu mandato. Mas fizeram o que jamais deveriam ter feito: permitiram que o STF se encarregasse de reprimir seu discurso, prendendo-o e processando-o.


Fragilizada a imunidade nesse caso de uma manifestação claramente inadequada, mas protegida, a quebra da garantia estava feita. Era questão de tempo que outros parlamentares fossem perseguidos, processados e intimidados, mesmo por discursos lícitos em si mesmos. É o que tem acontecido, e não apenas nos casos que listamos no início deste texto. Uma situação extrema é a do deputado Marcel van Hattem, indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2024 e denunciado pela Procuradoria-Geral da República em abril deste ano, por afirmar que um delegado abusou de sua autoridade, em um discurso feito na tribuna da Câmara – uma repetição funesta dos acontecimentos de 1968.


A espúria interpretação atual do Supremo, ao relativizar a imunidade parlamentar e admitir a judicialização de manifestações políticas típicas – inclusive com condenações e até risco de inelegibilidade –, promove uma intervenção sem precedentes na dinâmica interna da política. Se nem mesmo o espaço por excelência do debate democrático, o parlamento, está protegido, o efeito é evidente: o Judiciário passa a atuar como instância revisora do discurso político, com poder para definir a posteriori o que pode ou não ser dito, e, no fundo, quem pode ou não atuar na política.


Este problema é agravado pela seletividade com que o Supremo tem agido, voltando-se contra apenas um lado do espectro político-ideológico. Figuras como o presidente Lula protagonizaram, ao longo de sua vida pública, discursos duros e muitas vezes ofensivos contra adversários, sem que isso tenha gerado qualquer reação institucional comparável. Quando o STF decide que pode interferir no discurso político, e ainda por cima aplica critérios diferentes dependendo de quem fala, o problema deixa de ser apenas jurídico para tornar-se político, no pior sentido da palavra, com danos muito mais profundos à democracia.


O resultado é uma situação surrealmente absurda, de um Congresso apequenado, com deputados e senadores temerosos do que vão dizer. Parlamentares passam a medir suas palavras não pelo julgamento de seus eleitores, mas pelo risco de processos. A crítica contundente, essencial à fiscalização democrática, cede lugar a um discurso domesticado. Enquanto isso, os ministros do STF atribuem-se a mesma imunidade que negam aos parlamentares, dizendo o que bem entendem e insultando desafetos em entrevistas e outras manifestações públicas. Quando críticas institucionais ou iniciativas parlamentares são tratadas como abusos, o que se desenha é um quadro de progressiva autoblindagem.


Este desequilíbrio – que não ocorre na forma de casos isolados, mas de um padrão consistente – não é compatível com o Estado de Direito. No entanto, com figuras minúsculas como Hugo Motta e Davi Alcolumbre na presidência das casas do Congresso, a perspectiva de que o Legislativo reaja ao Supremo e defenda suas prerrogativas constitucionais é pequena. A imunidade parlamentar não é privilégio, mas proteção fundamental para a democracia. Quando o Brasil for capaz de restaurar o equilíbrio entre os poderes e a normalidade institucional, é imperativo que também este princípio seja integralmente recuperado."

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta Feira,07 de Maio de 2.026.


*Mercado testa rali enquanto Lula encara Trump*


A agenda ainda combina indicadores importantes de atividade no Brasil e uma noite carregada de balanços na temporada da B3


… O mercado inicia a quinta-feira tentando sustentar o forte rali da véspera, embalado pela aposta de um acordo entre Estados Unidos e Irã, pela queda abrupta do petróleo e pelas máximas históricas do Nasdaq, mas já enfrentando sinais de realização no after hours. No centro das atenções, a visita de Lula à Casa Branca coloca Brasil e Estados Unidos diante de temas sensíveis, como Pix, minerais críticos, tarifaço e segurança pública, em um encontro de alto potencial midiático, ao meio-dia de Brasília. A agenda ainda combina indicadores importantes de atividade no Brasil e uma noite carregada de balanços na temporada da B3, após a reação positiva aos números do Bradesco em Nova York.


UMA TRÉGUA IMPERFEITA –O mercado passou a quarta-feira operando menos pela guerra em si e mais pela expectativa de que Estados Unidos e Irã caminhem para algum tipo de entendimento capaz de reduzir o choque de energia e reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz.


… A percepção de que a Casa Branca tenta costurar uma saída rápida para o conflito, porque Donald Trump está sendo pressionado a encerrar a crise, provocou forte retomada do apetite por risco, derrubou o petróleo e levou o Nasdaq a renovar máximas históricas.


… Segundo a Bloomberg, Washington apresentou a Teerã um memorando preliminar prevendo a reabertura gradual de Ormuz e o alívio do bloqueio americano aos portos iranianos, deixando as negociações nucleares para uma segunda etapa.


… A proposta teria sido enviada via Paquistão, mediador das conversas, e a expectativa é que o Irã responda nos próximos dias. O presidente Trump voltou a afirmar que houve conversas “positivas” nas últimas 24 horas e disse acreditar que um acordo “vai acontecer”.


… A mudança de postura da Casa Branca também reflete o impacto econômico e político da guerra.


… A disparada da gasolina nos Estados Unidos, acima de US$ 4,50 por galão pela primeira vez desde 2022, aciona a urgência às vésperas das eleições de meio de mandato, reforçando o interesse do governo americano em buscar uma saída negociada para o conflito.


… Apesar do otimismo do mercado, porém, os sinais seguem contraditórios. Autoridades iranianas classificaram a proposta americana como uma “lista de desejos”, enquanto Israel demonstrou preocupação com um possível acordo considerado brando demais.


… Em paralelo, o Exército americano informou ter disparado contra um petroleiro iraniano no Golfo de Omã, enquanto o secretário de Energia dos Estados Unidos garantiu que Washington manterá o fluxo de navios em Ormuz “com ou sem acordo”.


… Ainda assim, prevaleceu nos mercados a leitura de distensão parcial. O Brent despencou quase 8%, encerrando perto de US$ 101 o barril, após o Irã indicar que a travessia pelo estreito poderá voltar a ocorrer de forma “segura e sustentável”.


…Em entrevista à Fox News no fim do dia, Trump afirmou estar “cautelosamente otimista” em relação ao acordo com o Irã, prevendo que poderá levar cerca de “uma semana” para finalizar tudo. O pano de fundo, porém, segue longe de uma solução definitiva.


… O conflito continua afetando a oferta global de energia, com a produção da Opep no menor nível em 36 anos e o mercado ainda sujeito a oscilações bruscas a cada nova manchete envolvendo guerra, petróleo ou negociações diplomáticas.


BEST FRIENDS – O encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta quinta-feira, em Washington, virou um dos eventos políticos mais aguardados da semana — tanto pelo peso diplomático quanto pelo potencial de show midiático.


… A visita-relâmpago à Casa Branca ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e ao histórico recente de embates públicos protagonizados por Trump com outros líderes mundiais.


… O tom da relação, ao menos nos bastidores, começou de forma surpreendentemente amistosa.


… Segundo o G1, Trump ligou para Lula na última sexta-feira, em conversa de cerca de 40 minutos, afirmou admirar a trajetória política do brasileiro e encerrou a chamada com um informal “I love you”.


… O episódio virou motivo de brincadeiras nos bastidores de Brasília, mas não diminuiu a cautela do governo em relação ao encontro.


… Reportagem do Estadão mostra que os dois presidentes chegam politicamente fragilizados à reunião.


… Trump enfrenta forte desgaste provocado pela inflação, pela guerra com o Irã e pela proximidade das eleições legislativas de meio de mandato, enquanto Lula tenta recuperar popularidade em meio às dificuldades do ambiente eleitoral doméstico.


… Para ambos, a reunião também funciona como tentativa de construção de agenda positiva.


… O problema é que as prioridades dos dois governos não coincidem. O Brasil quer falar de comércio, tarifaço, Pix, data centers, minerais críticos e investimentos. Já a Casa Branca pode insistir na tentativa de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.


… Esse é um tema tratado com desconforto pelo Planalto, que quer evitar qualquer “momento Zelensky” no Salão Oval, ou constrangimentos ao vivo para Lula, como aconteceu não só com o presidente da Ucrânia, mas também com o líder da África do Sul.


… Por isso, Lula fará uma visita enxuta, sem cerimônias e com comitiva reduzida, em movimento interpretado como uma seguro para minimizar a exposição política.


… Segundo fontes ouvidas pelo mesmo Estadão, o governo brasileiro pretende defender o Pix diante das críticas americanas, argumentando que o sistema ampliou a bancarização no País, ao mesmo tempo em que tentará evitar compromissos definitivos sobre terras raras.


MINERAIS CRÍTICOS –Na véspera da reunião entre Lula e Trump, a Câmara aprovou à noite o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e define o marco regulatório de um dos temas mais sensíveis da disputa entre Estados Unidos e China.


… O texto prevê incentivos fiscais de até R$ 5 bilhões entre 2030 e 2034 para projetos ligados à cadeia produtiva de minerais estratégicos, além da criação de um fundo garantidor com participação da União de até R$ 2 bilhões para estimular investimentos no setor.


… A proposta envolve minerais considerados essenciais para a indústria de tecnologia, transição energética e defesa, como lítio, nióbio, cobalto, grafite e terras raras. O Brasil concentra cerca de 8% das reservas globais de lítio e mais de 90% das reservas conhecidas de nióbio.


… O avanço do projeto ocorre justamente quando terras raras e minerais críticos entram no centro das negociações internacionais.


… O governo brasileiro tenta evitar um alinhamento automático aos Estados Unidos em meio à disputa com a China, enquanto busca atrair investimentos, tecnologia e capacidade de processamento industrial para o País.


… O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim, afirmou que o projeto pode funcionar como um “trunfo” para Lula na conversa com Trump, ao oferecer maior previsibilidade regulatória e sinalização favorável ao capital estrangeiro. A matéria segue para o Senado.


CURTAS DA POLÍTICA – O STF retoma nesta quinta-feira o julgamento de cinco ações que discutem o modelo de distribuição de royalties de petróleo, com o voto da relatora, a ministra Cármen Lúcia, que recebeu advogados e entidades interessadas para sustentações orais.


MAIS AGENDA – A quinta-feira concentra indicadores importantes de atividade, comércio exterior e mercado de trabalho americano, em um ambiente ainda marcado pela volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio e pelas incertezas nas apostas para juros globais.


… No Brasil, o destaque da manhã será a produção industrial de março, divulgada pelo IBGE às 9h. A mediana das projeções do Broadcast aponta para leve queda de 0,1% na margem, após a alta de 0,9% registrada em fevereiro.


… O movimento é interpretado mais como acomodação técnica após o forte início de ano do que como deterioração mais intensa da atividade. Setores ligados à indústria extrativa e ao segmento automotivo seguem sustentando parte da recuperação da produção.


… À tarde, às 15h, sai a balança comercial de abril, que deve registrar um dos maiores superávits nominais da série histórica.


… A mediana das estimativas aponta saldo positivo de US$ 10,7 bilhões, impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo em meio à guerra no Oriente Médio, além da força dos embarques de soja e carnes.


… O comportamento das commodities energéticas continua sendo um dos principais vetores para o fluxo comercial brasileiro neste momento.


… Também no radar, o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Picchetti, participa em São Paulo da reunião trimestral com economistas, enquanto Galípolo embarca para Madri, onde participa do Fórum Econômico do Banco da Espanha para a América Latina.


… No exterior, as atenções se voltam para os indicadores de mercado de trabalho dos Estados Unidos, na véspera do payroll.


… Às 9h30, serão divulgados os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o custo unitário da mão de obra do primeiro trimestre, dados acompanhados de perto pelo mercado em busca de sinais sobre inflação de serviços, salários e trajetória dos juros americanos.


… Ao longo da tarde, dirigentes do Fed voltam ao noticiário, com participações públicas de Neel Kashkari, Beth Hammack e John Williams. E às 16h, o Banco do México divulga sua decisão de política monetária.


BALANÇOS –A temporada do primeiro trimestre ganha força nesta quinta-feira, em uma das agendas corporativas mais carregadas da semana na B3, com resultados de setores ligados ao consumo, varejo, shoppings, locação de veículos, educação, utilities e infraestrutura.


… Antes da abertura do mercado, os investidores acompanham os números de Azul e Porto Seguro. Após o fechamento, a lista é grande, com Magazine Luiza, Lojas Renner, Localiza, Vivara, Fleury, Yduqs, Petz, B3, Sabesp, Cemig, Rumo, Engie e EcoRodovias.


… Também entram no radar os números de Allos, Azzas, Alpargatas, Eztec, M. Dias Branco, PetroReconcavo e BrasilAgro.


… No exterior, o destaque antes da abertura em Nova York fica para os resultados do McDonald’s, acompanhados de perto em busca de sinais sobre consumo americano e pressão de custos. Na Europa, Shell divulga balanço em Londres, e Enel, na Itália.


BRADESCO – Os ADRs avançaram 3,0% no after hours em Nova York, após o balanço, que reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões entre janeiro e março, alta de 16,1% na comparação anual, em resultado praticamente em linha com as estimativas do mercado.


… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 15,8% ao fim do trimestre, ante 14,4% um ano antes, reforçando a percepção de melhora gradual da rentabilidade e continuidade do processo de recuperação operacional do banco.


… A reação positiva ocorre um dia depois de o Itaú divulgar números fortes, mas sem conseguir sustentar as ações na B3 (mais abaixo).


MAIS AFTER HOURS – Arm e Whirlpool desapontaram e as ações caíram feio no pós mercado, após o forte rali das techs no pregão regular.


… A Arm chegou a subir forte com resultados acima das expectativas no trimestre, mas perdeu força rapidamente e fechou em queda de 6,4%, associada às dúvidas do mercado sobre sua capacidade de atender à crescente demanda por chips de inteligência artificial.


… A empresa reportou lucro ajustado por ação de US$ 0,60, acima da projeção de US$ 0,58, com receita de US$ 1,49 bilhão, crescimento anual de 20%. O humor mudou depois que a companhia manteve projeções mais conservadoras para receita futura.


… O mercado também monitorou com cautela a estratégia da Arm de produzir seus próprios chips para data centers, passando a competir diretamente com clientes importantes como Nvidia, Qualcomm, Samsung e Apple.


… A margem operacional ajustada caiu de 53% para 49%, refletindo aumento das despesas com desenvolvimento da nova linha de produtos.


… Liderando as perdas do after, a Whirlpool desabou 16,4% depois de reverter lucro e reportar prejuízo líquido de US$ 85 milhões e queda de 9,6% da receita, para US$ 3,27 bilhões. A perda ajustada por ação ficou em US$ 0,56, frustrando a expectativa de lucro de US$ 0,38.


… Apesar disso, a companhia manteve projeção de lucro por ação entre US$ 3 e US$ 3,50 para o fechamento de 2026.


CORAÇÃO ABERTO – Se desta vez sai o acordo entre Trump e o Irã, é a pergunta que vale muitos petrodólares. Na dúvida, o mercado resolveu partir ontem para a aposta de risco de que agora vai, e o Brent entrou em queda livre.


… Nas mínimas do pregão, o barril chegou a furar o suporte psicológico dos US$ 100, embora tenha desacelerado parte do tombo até o fechamento, quando era negociado aos US$ 101,27, com perdas consistentes de 7,83%.


… Analista disse às agências internacionais que é prematuro dizer que a guerra está quase acabando. Segundo ele, o que o petróleo está precificando é a redução do risco e não necessariamente um desfecho garantido do conflito.


… Fato é que, se o petróleo continuar despencando com as novidades sobre uma potencial rodada de negociações, pode mudar todo o jogo e recalibrar as expectativas para a política monetária no cenário global e doméstico.


… Para o Fed, anteciparia um corte do juro. Para o Copom, garantiria mais um corte da Selic, ao invés de pausa no ciclo, já que um choque energético esvaziado reduziria os riscos de desancoragem das expectativas inflacionárias.


… Com o petróleo abrindo caminho para uma postura mais relaxada, os juros futuros saíram queimando prêmios.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,055% (de 14,148% no ajuste anterior); Jan/28, 13,605% (contra 13,824% na véspera); Jan/29, 13,520% (13,743%); Jan/31, 13,605% (13,799%); e Jan/33, 13,720% (13,869%).


… A curva operou alinhada ao Treasuries, que exibiu queda pelo segundo dia consecutivo nas taxas da Note de dois anos, a 3,871% (de 3,937%), de dez anos, a 4,353% (de 4,419%), e do T-bond de 30 anos, a 4,942% (de 4,986%).


… Posições defensivas também foram desmontadas no câmbio e o índice DXY caiu 0,43%, a 98,023 pontos. Mas o ING advertiu contra o excesso de otimismo e considerou perigoso buscar uma queda muito maior do dólar.  


… Não é a primeira vez que os mercados embarcam em uma onda de apetite por risco desencadeada pela esperança no fim da ofensiva militar e correm o risco de se frustrar. Mas, quando querem pagar para ver, ninguém segura.  


… O euro ganhou 0,46%, para US$ 1,1754, a libra subiu 0,34%, a US$ 1,3596, e o iene avançou para 156,40 por dólar.


… Semana que vem, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, visita o Japão e se reúne com a premiê japonesa, Sanae Takaichi. A recente venda especulativa do iene, que levou à intervenção no câmbio, estará na pauta.


“SOLTEIRÃO” – Aqui, o dólar contrariou a tendência externa ontem fechou em leve alta de 0,18%, a R$ 4,9207. Dois gatilhos explicariam o descolamento: o petróleo que derreteu e acomodou o real, e o leilão do BC no câmbio.


… Causou surpresa o anúncio da operação de swap reverso de US$ 500 milhões, atuação à qual o BC não recorria há uma década. O movimento equivale à compra de dólar no mercado futuro e levantou dúvidas sobre o objetivo do BC.


… O Broadcast apurou entre os analistas de mercado que o BC aproveitou a recente maré positiva do real e o forte fluxo de recursos para o Brasil para reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais, acima de US$ 95 bilhões.


… Recentemente, como se sabe, o BC tem preferido recorrer ao “casadão”, pelo jargão nos negócios, com ofertas simultâneas de swaps cambiais reversos e venda de dólares à vista. Desta vez, optou pela venda “seca” de swaps.


… Mesmo diante da volatilidade no Oriente Médio e quadro doméstico desafiador, a Santander Asset Management Brasil (SAM) segue com visão construtiva para a maior parte dos ativos domésticos (o chamado “kit Brasil”).


… Na carta mensal de maio, publicada ontem, a asset informou que está com viés otimista para o real, diante do fluxo estrangeiro para os ativos locais, combinado à manutenção do diferencial de juros elevado entre Brasil e EUA.


… Outro suporte para a moeda brasileira, segundo o documento, vem da permanência do petróleo em níveis altos.


… A gestora de recursos mantém a perspectiva de continuidade do ciclo de flexibilização da taxa Selic, que deve terminar o ano em 13,25%, diante da aposta de volta gradual à normalidade dos vetores altistas da inflação.


… A continuidade do ciclo de cortes dos juros e aposta de acomodação dos riscos geopolíticos ao longo do segundo trimestre devem favorecer o desempenho das ações da bolsa brasileira, de acordo com a asset do Santander.


… A torcida por um acordo de paz com o Irã e o rali dos papéis da Vale, de 3,62%, a R$ 81,23, na volta do feriado chinês, garantiram alta de 0,50% para o Ibovespa ontem, aos 187.690,86 pontos, com giro de R$ 28,8 bilhões.


… Mesmo com o petróleo desabando, a bolsa conseguiu driblar a queda forte da Petrobras: ON, -3,77%, a R$ 51,52; e PN, -2,86%, a R$ 47,27. Entre os bancos, Itaú PN não se impressionou com o balanço e caiu 1,60%, para R$ 41,78.


… Já Bradesco PN subiu 0,42%, a R$ 19,27; BB ON ganhou 0,68%, para R$ 22,07; e Santander unit, +1,95% (R$ 29,33).


… Se mesmo sem sinais de trégua na guerra, as bolsas em Nova York já batem recordes, não encontraram obstáculos para renovar as máximas históricas ontem com a perspectiva no horizonte de que a diplomacia possa prosperar.


… No pano de fundo, o salto de quase 19% da AMD com seu balanço deu suporte ao setor de tecnologia. O índice eletrônico Nasdaq disparou 2,02%, estabelecendo o seu mais novo topo de fechamento aos 25.838,94 pontos.


… O S&P 500 (+1,46%) fechou na marca inédita dos 7.365,04 pontos. O Dow Jones deixou o bear market, caracterizado pela queda de 20% contra os picos anteriores, e subiu 1,24%, a 49.910,59 pontos, rumo aos 50 mil.


CIAS ABERTAS NO AFTER – MINERVA teve lucro líquido de R$ 87,3 milhões no 1TRI26, queda de 52,8% contra um ano antes. Receita líquida subiu 19,8%, para R$ 13,409 bilhões, enquanto o Ebitda caiu 4,6%, para R$ 1,118 bilhão.


C&A teve lucro líquido de R$ 1,7 milhão no 1TRI26, queda de 59,1% contra um ano antes. Ebitda ajustado pós-IFRS 16 ficou praticamente estável, em R$ 244,6 milhões, enquanto receita consolidada cresceu 0,5%, a R$ 1,619 bilhão…


… A empresa aprovou programa de recompra de até 10 milhões de ações ordinárias, equivalente a 4,9% das ações em circulação.


RIACHUELO reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 5 milhões no 1TRI26. Receita líquida cresceu 6,7%, para R$ 2,3 bilhões, e Ebitda consolidado ajustado avançou 14,1%, para R$ 268 milhões.


VULCABRAS teve lucro líquido de R$ 80,1 milhões no 1TRI26, queda de 24,5% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 10,7%, para R$ 776,5 milhões.


VIVARA aprovou novo programa de recompra de até 12,3 milhões de ações ordinárias, equivalente a 10% dos papéis em circulação. O programa terá duração até 6 de maio de 2027.


COGNA teve lucro líquido de R$ 141,4 milhões no 1TRI26, alta de 48,7% contra um ano antes. Receita líquida totalizou R$ 2,1 bilhões, incremento de 31,9%, e Ebitda recorrente aumentou 22,2%, para R$ 679,6 milhões.


ÂNIMA EDUCAÇÃO teve lucro líquido de R$ 106,2 milhões no 1TRI26, alta de 11% contra um ano antes. Ebitda ajustado totalizou R$ 375,9 milhões, avanço de 4,3%, e receita líquida cresceu 7,7%, para R$ 1,120 bilhão.


VITRU EDUCAÇÃO teve lucro líquido de R$ 794,7 milhões no 1TRI26, 16 vezes superior ao registrado um ano antes. Receita líquida consolidada cresceu 6,1%, para R$ 579,2 milhões, e Ebitda ajustado subiu 16%, a R$ 235,1 milhões.


ULTRAPAR teve lucro líquido de R$ 914 milhões no 1TRI26, alta de 152% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 10%, para R$ 36,752 bilhões, e Ebitda ajustado recorrente aumentou 96%, para R$ 2,320 bilhões.


VIBRA registrou lucro líquido de R$ 1,613 bilhão no 1TRI26, salto de 168% contra um ano antes. Ebitda ajustado alcançou R$ 3,204 bilhões, alta de 58%, e receita líquida somou R$ 48,251 bilhões, crescimento de 7%.


BRAVA ENERGIA reverteu lucro e fechou o 1TRI26 com prejuízo de R$ 350 milhões. Ebitda ajustado somou R$ 1,628 bilhão, alta de 52%, e receita líquida cresceu 9%, para R$ 3,1 bilhões.


AXIA reverteu prejuízo e reportou lucro líquido de R$ 2,631 bilhões no 1Tri do ano. O Ebitda regulatório ajustado antes de participações societárias somou R$ 8,162 bilhões, 7,6% abaixo da projeção no Broadcast…… Já a receita líquida de R$ 11,618 bilhões no trimestre ficou 8,18% abaixo das estimativas dos analistas…


… A companhia anunciou início de processo de sucessão a partir de 1º de junho…


… Ivan Monteiro permanecerá no cargo de diretor-presidente até 30 de abril de 2027. O executivo completou 65 anos em novembro passado e, pelo estatuto, não pode ter seu mandato renovado após o ano que vem.


AUREN ENERGIA reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 601,6 milhões no 1TRI26. Receita líquida somou R$ 3,074 bilhões, alta de 4,1%, enquanto o Ebitda ajustado caiu 23,2%, para R$ 925,9 milhões.


TAESA registrou lucro líquido regulatório de R$ 192,6 milhões no 1TRI26, alta de 2,3% contra um ano antes…


… Ebitda regulatório chegou a R$ 562,1 milhões, crescimento de 10,3%, e receita operacional líquida regulatória somou R$ 655,5 milhões, alta de 9,6%.


REDE D’OR. O lucro líquido ajustado somou R$ 1,20 bilhão no 1Tri26, superando a projeção no Broadcast de R$ 1,067 bilhão. O Ebitda consolidado alcançou R$ 2,97 bilhões, também acima da estimativa de R$ 2,632 bilhões…


… Já a receita líquida de R$ 14,56 bilhões no trimestre ficou em linha com o esperado pelos analistas.


PANVEL teve lucro líquido ajustado de R$ 38,5 milhões no 1TRI26, alta de 38,1% contra um ano antes. Ebitda ajustado avançou 25,6%, para R$ 81,2 milhões, e receita bruta consolidada somou R$ 1,57 bilhão (+15,8%).


PROFARMA reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 1,7 milhão no 1TRI26. Receita líquida cresceu 6%, para R$ 2,87 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 12%, para R$ 64,7 milhões.


CBA teve lucro líquido de R$ 341 milhões no 1TRI26, alta de 1,8% contra um ano antes. Receita líquida totalizou R$ 2,3 bilhões, queda de 1,3%, enquanto o Ebitda ajustado subiu 8%, para R$ 466 milhões.


SMARTFIT teve lucro líquido de R$ 203,5 milhões no 1TRI26, alta de 45% contra um ano antes. Receita líquida somou R$ 2,1 bilhões, aumento de 25%, e Ebitda ajustado avançou 29%, para R$ 672 milhões.


MATER DEI teve lucro líquido de R$ 36,3 milhões no 1TRI26, alta de 79,8% contra um ano antes. Ebitda consolidado aumentou 34,6%, para R$ 130 milhões, e receita líquida consolidada cresceu 15,1%, para R$ 575 milhões.


TOTVS teve lucro líquido de R$ 228,8 milhões no 1TRI26, alta de 17,5% contra um ano antes. Em termos ajustados, o lucro foi de R$ 252 milhões, avanço de 17%…


… Receita líquida totalizou R$ 1,6 bilhão, aumento de 15,6%, e Ebitda ajustado subiu 24%, para R$ 455 milhões.


INTELBRAS teve lucro líquido de R$ 153 milhões no 1TRI26, alta de 148,5% contra um ano antes. Receita operacional líquida cresceu 20,6%, para R$ 1,11 bilhão, e Ebitda aumentou 92,6%, para R$ 156,2 milhões.


LAVVI teve lucro líquido de R$ 69,9 milhões no 1TRI26, queda de 20% contra um ano antes. Receita líquida subiu 11%, para R$ 373 milhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 17%, para R$ 82,8 milhões…


… A companhia pagará R$ 30 milhões em dividendos no próximo dia 15, equivalentes a R$ 0,15350 por ação.


GAFISA concluiu a venda do projeto Sense Icaraí para a Soter.


MILLS teve lucro líquido de R$ 197 milhões no 1TRI26, quase três vezes superior ao registrado um ano antes, refletindo reconhecimento de créditos fiscais extemporâneos. Receita líquida cresceu 11,8%, para R$ 461,2 milhões.


VAMOS teve lucro líquido de R$ 86,6 milhões no 1TRI26, queda de 19,7% contra um ano antes. Receita líquida consolidada cresceu 21,6%, para R$ 1,620 bilhão, enquanto o Ebitda avançou 7,3%, para R$ 951,3 milhões.


ECORODOVIAS. Volume de tráfego consolidado cresceu 5,1% em abril ante um ano antes, para 64.670 veículos.


FRAS-LE teve lucro líquido de R$ 44,1 milhões no 1TRI26, queda de 34,9% contra um ano antes. Receita líquida recuou 6,1%, para R$ 1,25 bilhão, e Ebitda caiu 19,7%, para R$ 209,7 milhões.


MAHLE METAL LEVE teve lucro líquido de R$ 214,2 milhões no 1TRI26, alta de 34,9% contra um ano antes. Receita líquida caiu 0,8%, para R$ 1,256 bilhão, enquanto o Ebitda aumentou 5,2%, para R$ 249,4 milhões.


DEXCO teve lucro líquido de R$ 71,9 milhões no 1TRI26, alta de 22,7% contra um ano antes. Ebitda ajustado e recorrente consolidado cresceu 38,3%, para R$ 477,9 milhões, e receita consolidada avançou 6,1%, a R$ 2,01 bilhões.


ESPAÇOLASER teve lucro líquido de R$ 11,9 milhões no 1TRI26, queda de 2% contra um ano antes. Receita líquida ajustada somou R$ 290,2 milhões, alta de 0,2%, enquanto o Ebitda ajustado caiu 5,1%, para R$ 76,1 milhões.


DAYCOVAL teve lucro líquido recorrente de R$ 434,6 milhões no 1TRI26, queda de 8,1% contra um ano antes.


COMPASS, da Cosan, tem demanda forte para IPO e oferta deve somar R$ 2,9 bilhões, segundo fontes do Valor. A ação será precificada hoje. A oferta pública marcará o fim de um jejum de quase cinco anos na bolsa brasileira.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Emigração de brasileiros

 *Brasileiros encontram novas oportunidades no exterior diante da escassez global de mão de obra qualificada*


O texto detalha o crescimento da demanda por profissionais altamente qualificados nos Estados Unidos, especialmente em setores como tecnologia, saúde e engenharia, impulsionada por avanços tecnológicos e envelhecimento populacional. Apesar de políticas migratórias mais rígidas, há uma grande oportunidade para brasileiros, que podem utilizar vistos como EB-2 NIW, H-1B e O-1 para ingressar no mercado de trabalho americano. Cada visto possui características específicas: o EB-2 NIW oferece residência permanente sem oferta formal de trabalho, o H-1B é uma porta de entrada típica para tecnologia, e o O-1 é destinado a indivíduos com habilidades extraordinárias. Para se destacar, os profissionais devem demonstrar impacto, produção acadêmica, reconhecimento e experiência internacional, além de montar um perfil estratégico. A crescente presença brasileira em áreas estratégicas e a expansão do trabalho remoto facilitam o acesso a oportunidades globais, tornando a internacionalização uma estratégia de carreira fundamental. O momento atual favorece esse movimento, desde que os profissionais estejam bem preparados e orientados, com o objetivo de aproveitar uma janela de oportunidades que deve se manter nos próximos anos, devido à alta demanda por talentos qualificados.


Fonte: https://valor.globo.com/patrocinado/pressworks/noticia/2026/05/06/brasileiros-encontram-novas-oportunidades-no-exterior-diante-da-escassez-global-de-mao-de-obra-qualificada-1.ghtml


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BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quarta Feira,06 de Maio de 2.026.


*Trégua ajuda, com balanços no radar*


… O mercado inicia a quarta-feira tentando sustentar o alívio da véspera, com os sinais de distensão tática na guerra no Oriente Médio e queda do petróleo, mas ainda sem alterar o cenário estrutural. O pano de fundo segue sendo de cautela para inflação e política monetária. Aqui, a ata do Copom reforçou um tom mais duro e dependente de dados, mantendo em aberto o ritmo de cortes da Selic. Na agenda de hoje, destaque para a repercussão do balanço do Itaú, a expectativa para Bradesco, após o fechamento, e, em Nova York, o salto de mais de 16% da AMD no after hours. Entre os indicadores, mais um relatório de emprego, a pesquisa ADP, será divulgado nos Estados Unidos.


TRÉGUA SEGURA PETRÓLEO –O mercado voltou a ensaiar um alívio após as tensões da véspera, com autoridades americanas reiterando a manutenção do cessar-fogo com o Irã e indicando uma mudança de estratégia no conflito.


… Os Estados Unidos afirmaram que a fase ofensiva da guerra foi encerrada e que o foco agora passa a ser a proteção da navegação no Estreito de Ormuz. Na prática, porém, o cenário segue longe de uma normalização.


… Mesmo com a criação de um corredor protegido — o “Projeto Liberdade” — e a travessia pontual de navios com escolta americana, novos incidentes foram registrados na região, incluindo um cargueiro atingido no estreito.


… O movimento ganhou novo capítulo no fim do dia, após o presidente Trump anunciar a pausa da “Operação Liberdade”, citando “grande progresso” nas negociações com o Irã e atendendo a pedidos de países aliados.


… Apesar do sinal de distensão, o próprio governo americano reconhece que o bloqueio segue em vigor, com mais de 1.500 embarcações presas no Golfo Pérsico – evidenciando o grau de disrupção ainda em curso e reforçando que o fluxo global de energia continua comprometido.


… O presidente Trump segue adotando tom ambíguo, evita classificar ações iranianas como violação do cessar-fogo, enquanto alterna sinais de negociação com ameaças diretas. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os objetivos militares foram alcançados.


… Esse pano de fundo ajuda a explicar o comportamento do petróleo: a commodity até recuou 4%, diante do alívio tático no risco, mas permanece acima de US$ 100 o barril, preservando o choque inflacionário no radar global.


… Do lado iraniano, porém, o presidente Masoud Pezeshkian voltou a classificar as exigências americanas como “impossíveis”, reforçando o impasse nas negociações. A leitura dominante, portanto, é de um alívio sem convicção.


… A tentativa americana de “encerrar” a fase militar reduz o prêmio de risco no curto prazo, mas não resolve o impasse estrutural.


TOM MAIS DURO REFORÇA CAUTELA – A ata do Copom divulgada nesta terça-feira reforçou a leitura de um Banco Central mais cauteloso, ao dar maior peso à deterioração do cenário inflacionário e à desancoragem das expectativas de longo prazo.


… O cenário segue condicionado à evolução da guerra no Oriente Médio, com o choque de energia sendo o principal vetor de risco para a inflação e, consequentemente, para o ritmo de flexibilização monetária.


… O documento trouxe elementos levemente mais hawkish do que o comunicado, com destaque para a piora nas expectativas mais longas, especialmente para 2028, e para a reafirmação do compromisso de combater efeitos de segunda ordem do choque de petróleo.


… Na prática, o Copom deixou o plano de voo em aberto, reforçando que os próximos passos dependerão dos dados, sem compromisso com cortes contínuos — o que abriu espaço, ainda que minoritário, para apostas em pausa no ciclo.


… Apesar disso, a leitura majoritária dos economistas do mercado segue sendo de continuidade no ritmo de cortes de 0,25 ponto porcentual, cenário-base para 34 de 39 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast.


… As medianas para a Selic permaneceram inalteradas ao longo de 2026, com taxa projetada em 13,25% no fim do ano, mas houve leve alta na expectativa para 2027, indicando um juro terminal mais elevado do que o previsto no início do ciclo.


… O tom mais duro da ata também fez preço na curva de juros, com maior fechamento no miolo e resistência na ponta longa, refletindo a percepção de que os cortes devem ser mais limitados à frente (leia mais abaixo).


MINERAIS CRÍTICOS – O projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos enfrenta resistência dentro da própria base do governo Lula, com críticas ao parecer do deputado Arnaldo Jardim, considerado “genérico” e sujeito a ajustes.


… Técnicos da base articulam emendas ao texto, questionando a definição ampla de minerais críticos, que poderia incluir produtos não estratégicos, como minério de ferro, e ampliar excessivamente o alcance da política.


… O setor também pressiona por mudanças, defendendo a retirada do poder de veto do governo sobre operações societárias, com a proposta de que transações passem a exigir apenas comunicação prévia ao comitê responsável.


… Outra frente de crítica envolve a discussão sobre limites ao capital estrangeiro no setor, com entidades alertando que a medida pode afastar investimentos e comprometer o desenvolvimento da mineração no País.


… Há ainda questionamentos sobre a tentativa de fixar em lei a definição de minerais críticos e estratégicos, o que, segundo o setor, pode engessar a adaptação às mudanças tecnológicas e de mercado.


… Diante das divergências, a Câmara encerrou a sessão sem avançar na leitura do relatório, e o relator segue negociando ajustes com as bancadas, com votação prevista para esta quarta-feira.


PACOTE DE BONDADES – O secretário executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou em entrevista ao Valor que o governo avalia novas políticas de crédito para alcançar públicos além dos contemplados pelo novo Desenrola.


… Entre as frentes em análise está um conjunto de medidas voltado a pessoas altamente endividadas, mas ainda adimplentes. “Isso é importante para também não gerar um incentivo para ficar inadimplente”, disse o secretário.


CURTAS DA POLÍTICA – O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar, adiou a votação da PEC da autonomia orçamentária do BC, prevista para hoje, após decisão de Davi Alcolumbre de adotar sessões semipresenciais, argumentando que a proposta exige análise presencial.


… O governo recorreu da decisão do TCU que suspendeu novos empréstimos consignados do INSS, pedindo a retomada da modalidade com desconto em folha e mantendo a restrição às demais – cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício.


… O presidente Lula da Silva deve anunciar na próxima semana a liberação de R$ 960 milhões para segurança pública dentro do programa Brasil contra o Crime Organizado. Pesquisas mostram que o tema é prioridade para o eleitor brasileiro.


… Ainda na agenda eleitoral, o CMN aprovou medidas para ampliar o crédito em programas do governo, reduzindo juros e alongando prazos do Reforma Casa Brasil e regulamentando o Move Brasil, voltado à renovação da frota de transporte.


… A comissão especial da PEC do fim da escala 6×1 vai ouvir Rogério Marinho, Dario Durigan, Guilherme Boulos e Gabriel Galípolo. O relator da comissão, Leo Prates, prevê leitura do parecer no dia 20 e votação no colegiado no dia 26.


… Com a viagem de Lula aos Estados Unidos, a reunião extraordinária do CNPE, agendada para esta semana, foi adiada para dia 11 e deve discutir o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, além de mudanças na política de comercialização do gás natural.


… Lula embarca para Washington hoje à tarde (13h) para se encontrar com o presidente Trump na Casa Branca, nesta quinta-feira, 7.


MAIS AGENDA –A quarta-feira tem como principal destaque a atuação do Banco Central no câmbio (9h20), com leilão de até 10 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente a US$ 500 milhões, além da divulgação do fluxo cambial semanal à tarde (14h30).


… No campo político-econômico, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa pela manhã (8h) do programa “Bom dia, Ministro”, em meio à discussão sobre medidas de renegociação de dívidas – que, para os críticos, tem caráter eleitoreiro.


… No exterior, o foco recai sobre indicadores de atividade e mercado de trabalho, com a bateria de PMIs de serviços na Europa ao longo da madrugada e o relatório ADP de empregos no setor privado dos Estados Unidos (9h15), que antecede o payroll de sexta-feira.


… A previsão para a pesquisa ADP é de que tenham sido criados 108 mil empregos em abril, acima de março (+62 mil).


… A agenda internacional também inclui estoques de petróleo nos Estados Unidos (11h30) e a fala do dirigente do Fed Austan Goolsbee (14h).


… Entre bancos centrais, o destaque fica para a decisão de política monetária do Banco Central do México (16h) e a ata do Banco do Japão (20h50), enquanto os mercados em Tóquio permaneceram fechados por mais um dia, em razão de feriado.


CHINA HOJE – O PMI de serviços medido pelo setor privado subiu para 52,6 em abril, de 52,1 em março. O indicador veio levemente acima da projeção de analistas, de 52,5. O PMI composto passou de 51,5 para 53,1 no período.


BALANÇOS –A divulgação dos resultados do Bradesco, após o fechamento, é o principal destaque entre os eventos corporativos, em um dia que também traz a repercussão do balanço do Itaú Unibanco. O banco realiza teleconferência com analistas às 10h.


… O Itaú reportou ontem à noite lucro líquido gerencial de R$ 12,28 bilhões no primeiro trimestre, em linha com as projeções do mercado, em um resultado marcado por maior cautela na concessão de crédito e crescimento mais moderado.


… A estratégia mais conservadora ajudou a manter a inadimplência acima de 90 dias sob controle, em 1,9%, mesmo em um ambiente mais desafiador, com o banco reforçando o discurso de disciplina, diante das incertezas macro e geopolíticas.


… A reação no after hours de Nova York foi de leve alta (+0,23%), com os ADRs refletindo a ausência de surpresas no balanço.


… Para o Bradesco, as expectativas são de continuidade na recuperação gradual da lucratividade, dentro do plano liderado pelo CEO, Marcelo Noronha. A mediana das projeções consultadas pelo Prévias Broadcast aponta para lucro líquido de R$ 6,588 bilhões no 1TRI.


… Se confirmado, o resultado representará alta de 14% na comparação anual e avanço de 2,6% frente ao quarto trimestre.


… Antes da abertura, a Klabin divulga resultados do primeiro trimestre. Já após o fechamento, além do Bradesco, saem os números de SmartFit, Axia Energia, Vibra Energia, Dexco, Minerva Foods, Riachuelo, Brava Energia, Auren Energia, Cogna, CBA, Taesa e Totvs.


… No exterior, a agenda de balanços também é movimentada. Na Europa, a Lufthansa divulga resultados antes da abertura, enquanto, nos Estados Unidos, a Walt Disney e a Restaurant Brands International reportam números antes do pregão. Após o fechamento, é a vez da Whirlpool.


AMD – Depois de uma reação inicial negativa, a ação da Advanced Micro Devices inverteu o sinal e brilhou no after hours, com alta de 16,5%, refletindo os resultados acima do esperado no primeiro trimestre e guidance forte para o período atual.


… A companhia reportou lucro líquido de US$ 1,4 bilhão, alta de 95% na comparação anual, com lucro por ação de US$ 1,37 – acima da expectativa de US$ 1,29. A receita somou US$ 10,3 bilhões, superando as projeções e puxada pelo segmento de data center, que avançou 57%.


… Para o segundo trimestre, a AMD projeta receita em torno de US$ 11,2 bilhões, também acima do consenso de mercado, reforçando a leitura de demanda ainda aquecida por chips voltados à inteligência artificial.


DOUROU A PÍLULA – A rigor, pouco ou nada mudou em 24 horas no cenário da guerra, que continua transmitindo a sensação de incerteza. O que mudou foi o humor dos mercados globais, dispostos ontem a descontar os riscos.


… Os negócios ignoraram os comentários do Irã de que as demandas de Trump para o fim do conflito continuam “impossíveis e inalcançáveis” e os relatos de novos ataques aos Emirados Árabes Unidos, atribuídos aos iranianos.


… Os investidores pegaram como pretexto para a melhora a garantia do governo de Washington de que o cessar-fogo continua em pé e que o Irã ainda não ultrapassou a linha vermelha de atacar navios sob proteção americana.


… Ressignificando o clima que insegurança que persiste, o petróleo devolveu parcialmente o salto de quase 6% do pregão anterior, com o contrato do Brent para julho caindo 3,99%, mas ainda próximo dos US$ 110, a US$ 109,87.


… Apesar de o barril ter se ajustado em queda, o real subiu, porque o petróleo continua valendo três dígitos e porque foi uma boa notícia para o diferencial de juros a ata do Copom não ter descartado pausa no ciclo de queda da Selic.


… Esta perspectiva de que a taxa básica de juro possa nem cair em junho, ou, se cair, caia pouco (0,25 ponto), foi decisiva para a moeda brasileira emplacar nesta terça-feira a melhor performance entre as divisas emergentes.


… O dólar à vista fechou em baixa firme de 1,12%, perto da faixa de R$ 4,90, cotado a R$ 4,9119. Traders relataram ao Broadcast terem identificado entrada de fluxo estrangeiro para a bolsa, o que favoreceu o alívio no câmbio.


… Abril terminou com entrada de R$ 3,1 bilhões em capital externo na B3, elevando o acumulado do ano para R$ 56,5 bilhões, embora o fôlego do apetite dos investidores gringos pelo Brasil venha diminuindo nas últimas semanas.


… Na quinta-feira antes do feriado do 1º de Maio, houve fuga de R$ 1,7 bilhão em k estrangeiro da B3. Nada disso, porém, tem abalado o real, que começou este mês caindo, caiu em abril (-4,36%) e cai bastante no ano (-10,51%).


… Mesmo quando se imaginava, meses atrás, que o Copom poderia promover cortes de meio ponto da taxa Selic quando abrisse o ciclo de cortes, o investidor nunca deixou de confiar na manutenção da atratividade do carry trade.


… Mas agora que a guerra colocou no radar até mesmo a chance de pausa no juro, tudo ficou ainda mais atraente. O novo quadro coloca em xeque as evidências de que a rotação de ativos para os emergentes estava se esgotando.


LEU A ATA – Chamou atenção o fato de a ponta longa da curva dos juros futuros ter caído ontem em menor intensidade do que o trecho intermediário, em sinal de que o mercado não projeta tanto espaço para a Selic cair.


… O DI está dizendo que o BC pode ir só até 13,25% ou 13,00% com o relaxamento monetário, diante do choque energético prolongado pela guerra, que está durando tempo demais e adiciona pressão às expectativas de inflação.


… Depois do estresse da véspera, os juros futuros testaram uma correção, mas caíram menos do que haviam subido.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,140% (de 14,209% no ajuste anterior); Jan/28, 13,840% (contra 13,965%); Jan/29, 13,765% (de 13,859%); Jan/31, 13,825% (de 13,879%); e Jan/33, 13,895% (de 13,919%).


… A curva seguiu a acomodação das taxas dos Treasuries. Um dia após romper 5%, o yield do T-Bond de 30 anos voltou para 4,986% (de 5,019%). O de dois anos caiu a 3,937% (de 3,954%) e o de 10 anos, a 4,419% (de 4,440%).


… No câmbio, as oscilações foram marginais, com o índice DXY em leve alta de 0,1%, a 98,444 pontos. O iene caiu para 157,91 por dólar e o euro (+0,06%, a US$ 1,1698) e a libra (+0,08%, a US$ 1,3544) operaram estáveis.


… Os ganhos da libra são limitados pelas turbulências políticas no Reino Unido. O mercado prevê que o partido da situação (Trabalhista) possa se dar mal nas eleições, desencadeando disputa pela liderança do cargo de premiê.


… Como se não houvesse guerra, as bolsas americanas continuam escrevendo seus recordes na história, em meio à temporada dos balanços. O S&P 500 avançou 0,81% e estabeleceu a máxima inédita aos 7.259,22 pontos.


… O Nasdaq subiu 1,03%, ao pico de todos os tempos (25.326,13 pontos). O Dow Jones ganhou 0,73% (49.298,25).


… Aqui, metade do ganho do Ibovespa veio do rali dos papéis da Ambev, que dispararam 15,30%, na maior alta porcentual da história do papel, depois de o balanço ter superado as expectativas pelo terceiro trimestre seguido.


… O índice à vista da bolsa doméstica fechou em alta de 0,62%, aos 186.753,82 pontos, com giro de R$ 26 bilhões.


… As blue chips das commodities fecharam no vermelho, mas os bancos deram o contraponto. Bradesco PN subiu 1,59% (R$ 19,19), Santander avançou 0,74% (R$ 28,77), Itaú PN ganhou 0,14% (R$ 42,46) e BB, +0,05% (R$ 21,92).


… Tanto Petrobras PN (R$ 48,66) quanto ON (R$ 53,54) recuaram 1,38%, reagindo ao recuo do petróleo. A Vale também terminou em baixa moderada de 0,34%, a R$ 78,39, sem a referência do minério na China, que volta hoje.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PRIO teve lucro líquido de US$ 460 milhões no 1TRI26, alta de 33% contra um ano antes. Receita líquida avançou 60%, para US$ 1,115 bilhão, e Ebitda subiu 90%, para US$ 822 milhões.


BRASKEM informou que vendas de principais químicos no País caíram 2% no 1TRI26, a 622 mil toneladas…


… A empresa também divulgou que acordo de acionistas entre Petrobras e FIP garantirá direito de indicação, por ambas, de número igual de membros para o colegiado e para a diretoria estatutária.


RAÍZEN. A Securitizadora Opea convocou assembleia de detentores de CRAs para hoje e amanhã para deliberar termos econômico-financeiros do plano de recuperação extrajudicial.


BNDES/BNDESPAR. Moody’s reafirmou ratings em Ba1, com perspectiva estável.


BRB. Bruno de Oliveira Watanabe tomou posse como diretor executivo de Atacado e Governo.


BMG teve lucro líquido recorrente de R$ 147 milhões no 1TRI26, alta de 28% contra um ano antes.


AGIBANK teve lucro líquido recorrente de R$ 186,5 milhões no 1TRI26, queda de 47,7% na comparação anual, enquanto receita cresceu 23,6%, para R$ 2,997 bilhões.


AXIA ENERGIA encerrou prazo de recesso no processo de migração para o Novo Mercado.


COPEL teve lucro líquido de R$ 694 milhões no 1TRI26, alta de 4,4% contra um ano antes. Ebitda cresceu 9,9%, para R$ 1,9 bilhão, e receita líquida recorrente somou R$ 6,9 bilhões, avanço de 19,2%.


ALLOS anunciou pacote de transações envolvendo venda da participação de 49% no Shopping Curitiba por R$ 193,7 milhões, aumento de fatia no Amazonas Shopping e permuta de ativos.


MULTIPLAN. Squadra passou a deter 5,01% do total de ações ordinárias.


IGUATEMI teve lucro de R$ 239,5 milhões no 1TRI26, salto de 110% contra um ano antes. Ebitda ajustado somou R$ 405,2 milhões, crescimento de 65,9%, e receita líquida totalizou R$ 361 milhões, alta de 14,5%.


RD SAÚDE teve lucro ajustado de R$ 299,8 milhões no 1TRI26, alta de 69,2% contra um ano antes. Ebitda ajustado subiu 31,7%, para R$ 820,8 milhões, e receita líquida avançou 14%, para R$ 10,568 bilhões.


KORA SAÚDE teve plano de recuperação extrajudicial aprovado pela Justiça.


GPA concluiu renegociação de dívida com apoio de 57% dos credores, com redução estimada de mais de R$ 2 bilhões no endividamento.


C&A teve lucro líquido de R$ 1,7 milhão no 1TRI26, queda de 59,1% contra um ano antes. Receita líquida consolidada avançou 0,5%, para R$ 1,619 bilhão…


… A empresa aprovou recompra de até 10 milhões de ações ON, equivalentes a 4,9% das ações em circulação.


VULCABRAS teve lucro líquido de R$ 80,1 milhões no 1TRI26, queda anual de 24,5%, e receita de R$ 776,5 milhões, alta de 10,7%.


CVC aprovou dispensa de OPA e novo acordo de acionistas entrou em vigor.


LATAM teve lucro de US$ 576 milhões no 1TRI26, alta de 62,1% contra um ano antes. Demanda subiu 13%, capacidade cresceu 10,4% e taxa de ocupação ficou em 85,3%.


TIM teve lucro líquido normalizado de R$ 821 milhões no 1TRI26, 12,8% abaixo do previsto pelos analistas no Broadcast. Receita líquida de R$ 6,806 bilhões e Ebitda de R$ 3,287 bilhões ficaram em linha com o esperado.


TENDA teve lucro líquido consolidado de R$ 183,4 milhões no 1TRI26, alta de 114,5% contra um ano antes. Receita líquida somou R$ 1,184 bilhão, aumento de 36,9%, e Ebitda ajustado atingiu R$ 256,7 milhões (+67,9%).


JSL teve prejuízo líquido de R$ 145 milhões no 1TRI26, ante lucro de R$ 32 milhões um ano antes. Receita líquida cresceu 2,3%, para R$ 2,37 bilhões, enquanto Ebitda caiu 34,6%, para R$ 297 milhões…


COTY teve prejuízo de US$ 411,4 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2026, ante perda de US$ 409 milhões um ano antes. Receita caiu 1%, para US$ 1,3 bilhão.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Cenário macro BTG 04/26

 🌎 Brasil — Cenário Macro: Abril de 2026 | BTG 


Cenário global 

O pano de fundo segue condicionado pelo conflito no Oriente Médio, que já dura mais de um mês e paralisou completamente o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo global. O choque energético levou o barril ao maior nível desde 2022 e deve pressionar a inflação ao longo do ano. Para os EUA, o BTG vê poucos fundamentos para cortes de juros em 2026 — o Fed já estava sem espaço antes do choque, e o núcleo de serviços segue resiliente. Na Europa, o risco é mais agudo dado a dependência de importações energéticas, e o BCE não descarta alta de juros. Na China, os dados do início do ano vieram mais fortes, mas com influência sazonal do Ano Novo Lunar; a demanda doméstica permanece fraca e dependente do setor público.


Setor externo 

O Brasil está relativamente bem posicionado por ser exportador líquido de petróleo. O BTG elevou a projeção de superávit comercial (MDIC) de US$ 75 bi para US$ 90 bi em 2026, com o superávit de petróleo e derivados atingindo recorde de US$ 48 bi, suportado por produção de ~4,1 mb/d e preços elevados. O déficit em transações correntes foi revisado de 2,8% para 2,3% do PIB. A projeção de câmbio permanece em R$ 5,20/US$ ao fim de 2026 — a melhora dos termos de troca compensa o ambiente externo mais adverso.


Política fiscal 

O impacto líquido do petróleo sobre as contas públicas segue positivo. O déficit primário do setor público foi revisado de R$ 57 bi para R$ 49 bi (0,4% do PIB) em 2026. Pelo critério ajustado, o BTG projeta superávit de R$ 25 bi, próximo ao centro da meta. Foram incorporadas R$ 25,7 bi em medidas de suavização de combustíveis — subvenção ao diesel, zeragem de PIS/Cofins e subsídios à importação. A dívida bruta foi revisada de 81,7% para 81,4% do PIB em 2026.


Atividade econômica 

Os dados do início do ano reforçam o cenário de reaceleração no 1S26, com crescimento disseminado — destaque para comércio e indústria de transformação. O mercado de trabalho segue aquecido, com nova mínima do desemprego e aceleração da massa salarial real. O BTG mantém projeção de PIB de 1,7% em 2026, com impulso fiscal positivo mais do que compensando a política monetária ainda contracionista.


Inflação 

O processo de desinflação dá sinais de estabilização. As surpresas recentes vieram de itens voláteis — passagem aérea, alimentos in natura e proteínas —, além da forte alta dos combustíveis na bomba sem reajuste formal da Petrobras. Serviços subjacentes permanecem acima do nível compatível com a meta. O BTG revisou o IPCA de 4,1% para 4,7% em 2026 e de 3,8% para 4,1% em 2027, com risco assimétrico para cima.


Política monetária 

O Copom iniciou o ciclo de cortes em março com 25 pb. O BTG vê continuidade gradual — cortes de 25 pb nas próximas reuniões —, mas revisou a Selic terminal de 12,0% para 13,0% ao fim de 2026. O choque de petróleo é tratado como oferta exógena: o BC pode acomodar os efeitos de primeira ordem, mas não pode permitir a propagação via núcleos, salários e expectativas desancoradas. O risco de um ciclo menor é relevante caso o conflito se prolongue.


✅ Visão BTG O Brasil apresenta posicionamento relativo favorável entre emergentes — exportador líquido de energia, fiscal em melhora e câmbio estável. O principal risco doméstico é a persistência inflacionária via serviços e combustíveis, que limita o ritmo de afrouxamento monetário. Selic terminal revisada para 13,0% ao fim de 2026.


Confira o relatório completo: https://l.btgpactual.com/4dr9WOQ



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