Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
E AGORA ?
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
DEBATES INTERMINÁVEIS
Continuamos açodados. Somos um país dividido ao meio e brigando entre extremos. É complicado o uso de uma régua para medirmos estas divergências, totalmente descalibradas.
Será que não acharemos nunca a "medida certa dos fatos"? É por aí que vivemos um pandemonio de versões e opiniões contrárias.
Um dos debates mais infindáveis é o entre economistas heterodoxos, ou keynesiano, e mais "liberais", ou neo-clássicos no Brasil. Estes últimos, mais à favor do livre mercado, os primeiros, defensores do papel mais ativo do Estado numa economia de mercado.
Historicamente, o "keynesianismo" surge nos anos 30
para 40, pela necessidade do aumento das despesas fiscais, a impulsionar, via
multiplicador fiscal, os investimentos públicos, muitas vezes em grandes obras,
gerar emprego e renda, para as pessoas consumirem a fazerem a “roda da economia”
girar outra vez. Em poucas palavras, atuaria nas duas pontas, mexer com a carga
de impostos, elevando-a ou reduizindo-a, e com as despesas, mas elevando-as,
para gerar aumento de consumo agregado, ou demanda (efetiva). Foi John Maynard
Keynes, na publicação da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda
(1936), que começou a pensar o sistema capitalista, como sendo este o
mais eficiente e justo possível. O Estado, a partir daí, passava a desempenhar
um papel mais ativo, com políticas anti-cíclicas em momentos de flutuação de
demanda.
Não cabia ao Estado se sobrepor ao setor privado, mas
estimulá-lo nas decisões cruciais de investimento. Políticas macro-estratégicas
teriam que ser pensadas, mas sem os excessos do setor público. Pelo sucesso das
políticas públicas anti-cíclicas dos anos 30, pós depressão, a ingerência do
setor público passou a ser um norteador, a ponto de uma lei anacrônica ser criada
na época, em 1946, a Lei do Emprego, na qual o setor público tudo faria para
preservá-lo, como se fosse este seu papel. Não há como negar, no entanto, que
os anos 50 e 60 na Europa e no mundo livre, foram permeados de prosperidade, no
que muitos denominaram de "anos dourados".
Muitos argumentam, inclusive, que já havia alguns
traços de "keynesianismo" nas politicas do nacional socialismo
alemão, o que deu origem ao nazismo de Adolf Hitler, a partir dos anos 30.
Várias obras públicas, abrindo espaço para novos investimentos privados, nas
chamadas "externalidades positivas", ocorreram na Alemanha dos anos
30.
Nos anos 70, no entanto, com os choques de petróleo,
estas políticas acabam meio de lado, pois tivemos o que os economistas
negavam então, desemprego com inflação, no conhecida "estagflação". Os keynesianos não conseguem responder a este fenômeno.
Em paralelo, haviam os que defendiam o mercado como
soberano na alocação eficiente de recursos. Parece-me claro, sim, que o setor
privado, pelo viés do lucro, da iniciativa privada, do interesse próprio, do
individualismo, tende a ser mais eficiente na busca de resultados
favoráveis.
No entanto, desregulamentar totalmente determinados
mercados tende a ser desastroso para os que pensam desta forma. Lembremos da
crise do subprime quando esta desregulamentação do mercado financeiro tomou
curso o que resultou numa brital securização das operações de financiamento
imobiliário. Por isso, o debate sobre o meio do caminho, uma alternativa
intermediária.
Deixando q o mercado decida, perde-se quando um
fenômeno como o desta pandemia acontece. O que fazer?
A ação do governo passa a ser a primeira decisão, o
que precisa ser feito é atuação ativa do Estado suprindo carências de quem é
acometido de um vírus mortal como este.
O grande passivo social existente, deriva de décadas
de passividade e permissividade no trato dos problemas econômicos que acabam
por se espalhar pelo social. A carga fiscal absurda do País, em torno de 36% do
PIB com zero retorno, foi criada para sustentar um sistema de gastos públicos
ineficiente e perdulário, fruto da Constituição Federal de 1988. Fruto
também de um sistema de castas no serviço público, na qual não se pode mexer
nos privilégios dos servidores públicos, numa máquina inchada e
"alienada", em q todos se acham no direito, mas ninguém parece
disposto a abrir mão de algo.
Nos dias atuais, com a pandemia os keynesianos voltou
a moda, sendo apregoado por todos. Isso também aconteceu na crise de 2008 o que
nos leva a concluir que, sim, existe um toldo debate sobre se o Estado deve
intervir em crises e como. Claro que deve intervir sempre! Como alternativa ao
aumento necessário de despesas públicas para atender ao grande número de
infecções e pela necessidade de infraestruturas de saúde adicionais, já se
começa a pensar na alternativa de taxar grandes fortunas, sempre uma solução
aventada por um certo vício pelos que enriqueceram em país tão cheio de
contrastes e pobres.
Se esquecem estes, no entanto, de reconhecer que
muitas das desigualdades no País acontecem também pela baixa qualidade dos
serviços públicos prestados, por "aspones" que ganham mais de 40 mil
reais por mês, pelos inúmeros desvios recorrentes, muitos em empresas públicas.
Sobre isso, o silêncio.
Muitas das categorias de servidores públicos, os
militares, por exemplo, são também uma tremenda fábrica de desigualdades. Sobre
os militares, é tabu falar algo, até porque o capitão foi meio que um lobista
no Congresso em torno deste estamento público.
O problema é que a economia precisa estar azeitada e o
setor público atuar, onde o setor privado não tiver interesse, em políticas
inclusivas aos pobres, mas temporárias, gerando oportunidades, via treinamento,
para que eles saiam da sua condição de fragilidade econômica e social.
O ESTADO precisa criar mecanismos de controle ao setor
privado e a atuação das esferas de governo, mas não deve obstruir quem
queira empreender, quem queira se lançar ao risco.
Portanto, o PAPEL CRUCIAL do Estado é gerar condições
favoráveis para q o privado deslanche. Como diria o assessor do Clinton,
"é a economia estúpido". É ela sim a gerar oportunidades de
renda e emprego à sociedade, lutando por um serviço de saúde de primeiro
mundo. Não faz sentido o ESTADO atuar como atua no Brasil, a sustentar
castas de privilegiados, muitos, amigos do rei, com subsídios fiscais. Estes
precisam passar por conselhos fiscais para aprovados.
Enfim, eu acho mto temerário falar de liberalismo ou
de keynesianismo num país tóxico como o Brasil. São tantas distorções que
se torna uma piada qualquer consideração em favor ou contra algo.
Já foram feitos levantamentos, e chegou-se à conclusão
que são bilhões, trilhões recebidos de governantes, para um carro com carga
fiscal de quase metade do seu preço final.
O sistema fiscal brasileiro é tão distópico que a
carga de impostos acaba por ser uma indecência. Nada compensa nada nesta
terra.
E ficamos acompanhando estreitamente um governo
inépto, não que outros não o tenham sido. Mas Jair Bolsonaro usou e abusou de bons
ministros nomeados. Mas depois os descartou. Mesmo assim, chegou até aqui. Será
que conseguirá terminar o mandato??
São tantas decisões desastradas, tantas bobagens
ditas, que não dá para dizer....aaahhh é a imprensa a culpada ! NÃO! Para nosso
desassossego, não é APENAS a imprensa, e o presidente também!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2021
2021 na pressão
A "biruta" dos mercados deu
uma endoidada por estes dias. Tanto os ativos globais, como os domésticos
volatilizaram fortes, por variadas razões.
No Brasil, o mercado de ações ingressou numa
espiral de realizações (seis pregões seguidos de queda do B3) e o dólar deu uma
"esticada" a R$ 5,41. Por outro lado, no mercado de juro a curva
curta deu uma estabilizada e a longa declinou um pouco. A justificar isso uma
leitura mais "dovish" do Banco Central, devendo antecipar o processo
de aperto monetário, depois de comunicado da ata do Copom e da retirada do
termo "foward guindance" na reunião. Isso reforça a tese de que o
juro Selic nominal a 2% ao ano não representa o momento econômico que vivemos.
Está claramente fora do equilíbrio. Há, inclusive, no mercado os que consideram
a taxa mais apropriada para o momento, com pressões inflacionárias derivadas do
câmbio esticada, em algo próximo a 4,5% ao ano.
Neste contexto de ajuste, provocado
por essa mudança de leitura, ainda existe alguma expectativa em saber como o
governo deve financiar a extensão do auxilio emergencial, pensando na
neutralidade sobre o teto de gastos. Será possível? Paulo Guedes já levanta
esta possibilidade da volta do auxílio pelo período de dois a três meses, até
completar o ciclo de vacinação em massa da população. Mas será que o ciclo
completo de vacinação em massa só deve durar três meses. E qual a
sustentabilidade da dívida pública e do déficit, em trajetória explosiva?
O fato é que esta segunda onda (ou
vaga, como dizem em Portugal) da pandemia vem se mostrando mais rigorosa do que
a primeira, entre março e abril do ano passado. O mundo passa por uma prova de
resistência ainda mais pesada, com o vírus se espalhando mais rapidamente e
sofrendo estranhas mutações, da Amazônia, do Reino Unido, da África do Sul,
entre outros lugares.
Soma-se a isso, por aqui no Brasil
ruídos causados pela total falta de governabilidade do presidente Bolsonaro. A
todo momento são declarações intempestivas dadas, tensionando ainda mais as
relações em sociedade. O que é fato é que ele não consegue pacificar os vários
extratos sociais, sua relação com a imprensa, sempre em confrontação e
bate-bocas. Em plena pandemia, quando as várias esferas de governo, os
representantes da sociedade, deveriam estar unidos e fortes, o que se observa é
o contrário, dissipação e acusações mútuas.
Para piorar, na ausência deste apoio
emergencial, a popularidade de Bolsonaro só cai. Pesquisas de opinião indicavam
que a avaliação "regular a bom" recuou ainda mais, de 32% para 26% e
a "ruim a péssimo" aumentou, assim como o indicador de rejeição.
Várias carreatas aconteceram nas capitais por estes dias, além de panelaços.
No mundo político, às vésperas das eleições no
Congresso dos seus presidentes, muito se comenta sobre a possibilidade de
colocar em plenário os pedidos de "impeachment" (os pedidos já passam
de 61!). A "fratura exposta ideológica" na sociedade, por variadas
razões, se mantem ou só piora. Não parece haver sinal de consolidação. Em
leitura figurativa, cresce, isso sim, o receio da perda do membro!
Pela leitura de muitos, para que o processo
de “impeachment” avance, o presidente precisa estar na lona em termos de popularidade,
sem apoio parlamentar, com mobilização popular contrária, ou então envolvido em
algum caso de corrupção. Na verdade, é o conjunto destes fatores, da obra, a
definir seu destino. Não nos parece que tenha chegando a tanto, mas pelo “andar
da carruagem”, mantidas as condições de temperatura e pressão atuais...Não será
surpresa se ele não completar seu mandato.
No plano global, alguns fatores devem ser lembrados.
Temos o avanço da Covid e o processo de vacinação muito lento em diversos
países, movimentos especulativos de “hedge funds” ocorreram por estes dias, o
que fizeram o índice de volatilidade VIX disparar e há incertezas sobre a
dimensão do pacote fiscal norte-americano anunciado. Por lá, as declarações do
presidente do Fed, Jerome Powell, não agradaram o mercado. Apesar do banco central
americano ter feito o que se esperava nesta semana, mantendo o juro e os
programas de suporte, o chairman do Fed disse que ainda há "um longo
caminho a ser percorrido" para alcançar as metas de inflação e emprego.
Enfim, neste momento não existem motivos
para estarmos otimistas ou confiantes. Ainda vivemos um período crítico, de
transição e incertezas sobre o futuro. Pairam dúvidas sobre o ritmo de
vacinação, disponibilidade de insumos, e normalização da economia global e daí,
dos mercados. Difícil saber para que direção se guiar.
O momento é de espera.
Vamos conversando.
Julio Hegedus Netto, Economista,
Doutorando UÉvora
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
TENTANDO ENXERGAR O FUTURO
O que pensar do futuro num país conflagrado em que todos têm opinião sobre tudo, mas certeza sobre nada?
Não dá para levar a sério negacionistas, se sustentando por "placebos", "mata-piolhos" e quetais, no combate a um vírus devastador, que já levou a vida de mais de 205 mil pessoas no Brasil. Se fosse isso, não teríamos mais o problema do virus, bastava o tal "tratamento precoce" e tudo estaria resolvido. A OMS teria chancelado este "tratamento", este coquetel e a crise estaria superada. "Aaahhh, isso não avança pois existe um complô comunista!"...
Por favor, menos delírios. E o pior é que quando se pensa nestas "articulações" malucas, os delírios partem de ambos os lados ou espectros ideológicos, da extrema direita, governando este País, até a extrema esquerda.
Bom, mas o tema deste artigo não versa sobre esta "salada ideológica", esta polarização inútil, que se espalha pelo País.
Nosso objetivo aqui é achar um "norte" para tentar navegar por este "ano da vacina" (que bom!), do recém eleito Joe Biden no governo norte-americano (tirando Donald Trump e colocando em cheque o populismo de direita no mundo), e no Brasil, essencial, da discussão das reformas, para mim, algo inadiável para pavimentar o caminho dos próximos tempos.
A vacina saindo, mesmo com tantos ruídos e imbecilidades pelo caminho, já será um bom avanço, algo "libertador", por abrir caminhos para a "normalização" na vida em sociedade. Claro que não será tomar a primeira dose da vacina e pronto, tudo resolvido. Vamos voltar a viver sem máscaras, sem alcool gel, abraçando a beijando a todos. Não! Nada disso! Ainda virá a segunda dose, várias etapas de grupo de pessoas a serem vacinadas, e toda cautela será necessária.
Calcula-se que pelo este ano de 2021 será percorrido neste processo. A imunização total, talvez apenas lá para o início de 2022. Assim esperamos.
Outro ponto a destacar é o retorno do pragmatismo e do bom senso político na maior potência do mundo, os Estados Unidos. Donald Trump pode ser afastado em defintivo do mundo político ("impeachment" agora no Senado norte-americano) e a trilha liberada para as políticas mais responsáveis, muitas vezes, mais social democratas. Claro que, neste contexto, a trajetória da dívida pública norte-americana se tornará uma preocupação a mais, a o risco de lockout presente a cada final de ano fiscal.
Retornando ao Brasil, a agenda econômica, de reformas estruturais, nos parece o maior desafio para este ano. Sim, porque continuamos ladeira abaixo nos indicadores Doing Business no Banco Mundial. Nosso ambiente de negócios é altmente tóxico e a desindustrilização segue como mantra. Por isso, a urgência desta agenda de reformas.
A começar pela reforma da Previdência, muito mais ambiciosa quando formulada pela equipe econômica, com regime de capitalização, dando a cada um a responsabilidade pela sua poupança acumulada, passando por "ajustes pesados" nos servidores públicos e nos militares, estes sempre poupados pelos diligentes lobbies, fechando em reformas pesadas nos estados e municípios, focos centrais dos desequilíbrios estruturais hoje existentes no setor público. Ou seja, a reforma do regime de Previdência do Paulo Guedes não acabou. Foi deixada pelo caminho, era aquilo nas condições políticas dadas, e me parece óbvio o pouco empenho do presidente Jair Bolsonaro.
A reforma Tributária, outro arremedo, com a unificação de uns poucos e uma tímida rearrumação da carga fiscal sobre o sistema econômico. Acabar com o ICMS, "promotor" de tantas "guerras fiscais" no passado? Criar um imposto único, o IVA? Debater, de fato, a adoção de um "pacto federativo"? Não. Claro que o desgaste político em torno das reformas é inevitável, e o presidente não parece muito disposto a passar por isso.
Por fim, a reforma do Estado, uma reforma essencial e urgente quando se observa que boa parte das despesas obrigatórias, que só crescem e comprometem o orçamento e a gestão do governo, estão "escondidas" na rubrica Pessoal e Encargos, incluindo aqui inativos que recebem salário integral. Então vamos combinar o seguinte. Ou cortamos este benefício e limitamos a 5,4 mil reais o salário dos aposentados, como todos que recebem INSS, ou nos locupletamos todos e acabamos com o regime previdenciário. Não dá para sustentar esta "fábrica de privilégios" (segundo Paulo Guedes).
Não dá é para um cidadão ser privilegiado, por ter um sindicato específico de servidores públicos, sempre fazendo lobby no Congresso, contra a situação "pulverizada" de milhares de brasileiros, sem esta representatividade aguerrida e focalizada.
Isso não me parece razoável!
E eu me estendo a algumas áreas das empresas públicas, verdadeiros "cabides de empregos" e de privilégios, desde a Petrobras, passando pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES. Este último, aliás, vive do repasse do FAT e "turbina" seus lucros em operações de mercado. Assim se torna fácil ser uma empresa lucrativa. Funcionários do BNDES, acumulando vários penduricalhos, se aposentando com mais de 40 mil reais, acima do teto, se refletindo na inviabilidade do fundo de pensão Fapes. É mole??
Quando citadas as empresas, me esqueci de comentar outro desafio do ministro Guedes, o pacote das privatizações. Por onde andam? Por que não avançam? Correios, Eletrobras, parte do BB, subsidiárias da Petrobras, estradas diversas, aeroportos, tudo já deveria ter ido para fora.
Será que este governo, será que o Bolsonaro teria coragem para tanto? Será que ele dará o necessário apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para tocar esta agenda em 2022?
Eu não acredito...
Vamos conversando...
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
UM PUXADINHO
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Papo de Economista: 2022 É LOGO ALI
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
2022 É LOGO ALI
Muito se comenta que a eleição de 2022 está sendo, precipitadamente, antecipada. Isso é o que acha, por exemplo, o vice-presidente general Hamilton Mourão. Uma voz lúcida, porém dissidente neste governo. Acha ele que não seria o momento para já começarem as disputas e ataques visando 2022.
Claro que não dá para esperar nada diferente de Jair Bolsonaro e João Dória, protagonistas desta "contenta". E logo na proximidade do calendário de vacinação, ou com a tal da "vacina chinesa" Coronavac na berlinda, além de várias outras, como a russa, a americana, a inglesa...
Achamos ser, absolutamente, injustificada a postura de ambos os atores da cena, Bolsonaro, ideologizando tudo, se sentind perseguido, e contrário à vacina chinesa, e João Dória, querendo aprová-la à "toque de caixa", mesmo sem a "terceira etapa de testagem". Achamos que tanto o capitão, como Dória, estão tendo uma conduta temerária neste episódio. Algo totalmente arriscado.
Há inclusive o debate dos que acham que antecipar campanha é se queimar na largada e chegar ao fim muito mais desgastado.
Na verdade, se analisarmos as eleições de 2022,- embora estes eventos sejam iguais a nuvens, a cada momento de um jeito - chegamos a conclusão de que esta tem que passar pela alterntativa de uma "terceira via", um candidato de centro ou de consenso, mais equilibrado. A dúvida é saber se este conseguirá "capitalizar" e mobilizar a sociedade como um todo, ainda muito polarizada.
Uma única certeza que se tem neste momento é que uma solução alternativa deve ganhar espaço diante do fracasso de 20 anos de populismo no Brasil. Com certeza, que o possível candidato de centro precisa de alguns predicados.
- Tem que ser um líder de verdade, um presidente que mobilize a opinião pública, pelos seus predicados e não defeitos. Por exemplo, tem que "demonstrar a dor do povo" com esta pandemia, sendo solidário, condoído até. Não dá para se comportar de forma irresponsável, relativizando as 180 mil mortes. Ou então proferir frases lapidares como "todos vamos morrer um dia", "é uma gripezinha", "lamento pelas mortes".
- O verdadeiro líder de uma nação deve trazer conforto aos cidadãos que perderam seus entes queridos. É intolerável o comportamento do presidente Bolsonaro, por exemplo, e estes atos deveriam sim, ensejar "crime de responsabilidade".
- Um presidente, um verdadeiro estadista, deve ser o "farol da nação". Seus exemplos devem ser seguidos, suas atitudes, suas decisões, respeitadas!! Isso! Ele tem que ser respeitado e as pessoas atraídas pela sua simpatia e presença de espírito. Podem até discordar, mas a manter a educação e a elegância no trato interpessoal.
- Cito como exemplo o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo, um professor aposentado, que se mostra ser uma pessoa afável, compreensiva, presente nos momentos mais importantes. E é candidato à releição agora em janeiro de 2021, contra a candidata do PS, Ana Gomes. Deve se reeleger.
Vamos conversando.
ANÁLISE: Venezuela abre disputa entre Rubio e Vance pela sucessão de Trump
Humberto Saccomandi De Para o Valor, de São Paulo A intervenção americana em andamento na Venezuela tem um componente de política interna am...
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Fernando Haddad, mais um poste criado pelo Deus Lula, disse que o cidadão é o "maestro da Orquestra". Estamos fufu. Lula não tem...
