quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Financial Times

 *FT: Bancos dos EUA ganham musculatura e CEOs festejam como se fosse 2007*


_Salários dos executivos de Wall Street dispararam no ano passado, impulsionados pela desregulamentação e pelo aumento das fusões e aquisições, que levaram a uma valorização das ações das instituições_


Os bancos dos EUA finalmente estão se libertando do legado da crise financeira de 2008, que freou sua ambição e colocou muitos conselhos administrativos na defensiva.


Suas ações voltaram a ser valorizadas. Fusões e aquisições de grande porte estão de volta. Os reguladores dos EUA estão desfazendo regras implementadas após a crise. E os CEOs dos bancos estão sendo generosamente recompensados.


Os CEOs dos seis maiores bancos dos EUA viram seus salários atingirem um total combinado de US$ 250 milhões no ano passado, segundo o Financial Times, um aumento médio de 22% em relação ao ano anterior.


Os aumentos salariais ocorreram em um momento em que os seis grandes bancos americanos registraram ganhos médios de 42% no preço das suas ações em 2025.


Os bancos receberam um impulso do governo Trump, já que os reguladores, no ano passado, flexibilizaram as restrições à alavancagem, reformularam os testes de estresse usados para determinar os requisitos de capital e revogaram as diretrizes de crédito para empréstimos mais arriscados.


Eles também se beneficiaram de um aumento nas negociações. O ano passado foi o melhor para o segmento de bancos de investimento em Wall Street desde a pandemia.


Os bancos recuaram durante anos, observando o crédito privado assumir uma parcela crescente dos empréstimos, mas a situação está mudando. Agora são os grupos de capital privado que veem suas ações despencarem, à medida que os fundos de private equity lutam para sair de negócios e os investidores temem que os avanços da inteligência artificial (IA) prejudiquem os financiadores de empresas de software.


E os esperados IPOs históricos da SpaceX, OpenAI e Anthropic — uma provável mina de ouro em taxas para os bancos — podem contribuir para a relativa lentidão das empresas de private equity, que ainda lutam para listar companhias.


A perspectiva mais otimista para o setor bancário, no entanto, ainda não alterou a hierarquia em Wall Street, que continua dominada pelo capital privado. Mesmo após os aumentos salariais, os salários dos CEOs dos bancos são insignificantes em comparação com a remuneração de alguém como Stephen Schwarzman, CEO da Blackstone, que recebeu mais de US$ 1 bilhão em 2024. (A maior parte desse valor veio de dividendos de sua enorme participação acionária na Blackstone.)


E embora os bancos tenham um aliado na Casa Branca quando se trata de desregulamentação, no típico estilo Trump, o presidente ds EUA lançou algumas surpresas, incluindo a ameaça de limitar as taxas de juros dos cartões de crédito e o processo contra o J.P. Morgan por supostamente fechar suas contas injustamente em 2021.


Os bancos também estão lutando com as empresas de criptomoedas pela vantagem em Washington e no Partido Republicano. Os dois grupos estão se enfrentando no Congresso dos EUA, com os bancos temendo perder clientes de varejo que buscam os juros mais altos oferecidos pelas corretoras de criptomoedas em stablecoins.


https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/02/17/ft-bancos-dos-eua-ganham-musculatura-e-ceos-festejam-como-se-fosse-2007.ghtml

Exercícios no estreito de Ormuz

 *RADAR DA IMPRENSA: IRÃ REALIZA EXERCÍCIOS NAVAIS NO ESTREITO DE ORMUZ ANTES DE CONVERSAS COM EUA*


Fox News - Às vésperas da continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, que ocorrerão amanhã em Genebra, na Suíça, o Irã realizou exercícios militares navais no Estreito de Ormuz, informou a IRNA, agência estatal de notícias do país. Segundo o veículo, os exercícios ocorreram com vistas à potenciais ameaças de segurança e militares na via navegável. As manobras militares ocorreram poucas horas após o início de novos esforços diplomáticos em Genebra entre Washington e Teerã, que visam reviver as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Nesta segunda, o chanceler iraniano, já em Genebra, afirmou que tem ideias "reais" para alcançar um acordo "justo e equitativo", mas que "submissão antes de ameaças" não estão em jogo. 


RT NEWS 🫆

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Federalização do BRB

 *Federalização do BRB começa a ser discutida entre banqueiros*


Opção não está no topo das alternativas para crise, mas saída não está descartada


14.fev.2026 às 9h00


Embora distante do cenário desejado pelo governo do Distrito Federal, a possibilidade de federalização do BRB (Banco de Brasília) passou a ser aventada nas conversas de banqueiros e executivos do setor como um possível desfecho para a instituição estatal.


A opção não está no topo da lista das alternativas para a crise do BRB, mas uma saída em que o BRB seja absorvido por um banco público federal, como o Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, não está descartada. O movimento já aconteceu no passado, em casos como o do banco Votorantim.


A medida, no entanto, não tem apoio da classe política, que prefere a permanência do banco nas mãos do governo do Distrito Federal.


Uma pessoa que participa das negociações admite que a alternativa mais simpática ao mercado bancário é a privatização do BRB. A instituição distrital precisa de uma injeção de capital que, a depender do que ficar decidido, pode chegar a R$ 6 bilhões.


A primeira opção na mesa é um empréstimo a ser concedido em partes e condições financeiras iguais pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e um consórcio dos maiores bancos do Brasil, como mostrou a Folha.


O empréstimo seria feito pelo governo do Distrito Federal para capitalizar o BRB com garantias dadas pela gestão Ibaneis Rocha (MDB). A operação e as garantias precisam ser aprovadas pela Câmara Legislativa do DF. A legislação permite esse tipo de ação.


A compra de letras financeiras subordinadas (títulos de renda fixa emitidos por bancos para compor capital) do BRB pelos grandes bancos também é uma possibilidade, de acordo com pessoas que participam das negociações ouvidas pela Folha. Essa alternativa, no entanto, é considerada mais difícil de ser aceita pelos grandes bancos.


Uma oferta de aumento de capital, operação em que a instituição emite novas ações para captar recursos, que chegou a ser cogitada, também é vista com ressalvas. Isso porque o BRB está com a credibilidade em baixa pelo envolvimento com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Não é conhecido o tamanho do estrago das operações feitas com o banco de Daniel Vorcaro, além da compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro.


Uma das dificuldades é que os dois maiores bancos públicos, BB e Caixa, não estão autorizados pelo controlador, a União, a olhar os ativos e as possibilidades de ajuda ao BRB. Os dois gigantes estatais do governo federal não compraram até agora nenhuma carteira de crédito, como outros bancos privados, para ajudar a injetar recursos no banco nessa fase de dificuldade de baixa liquidez do BRB.


Procurado pela reportagem, Ibaneis Rocha disse que a imprensa "especula muito". "Sobre o banco quem fala é o Nelson", escreveu ele em referência ao presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.


Parte dos envolvidos com conhecimento interno do BRB vê a federalização como uma hipótese remota no cenário atual, que seria diferente do observado semanas atrás. Apesar disso, essas pessoas reconhecem que a federalização pode vir a acontecer caso o BRB entre em algum tipo de regime especial imposto pelo Banco Central, o que não ocorreu.


A Folha procurou a assessoria do BRB, que afirmou que "qualquer estimativa de necessidade de capital considerará integralmente todos os efeitos identificados na avaliação dos fundos e ativos repassados" pelo Master.


"Essa avaliação integra a apuração do Banco Central e, também, a investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados com apoio técnico da Kroll. Após o encerramento das apurações será estabelecido o valor do aporte necessário para cobrir eventuais perdas", diz o banco.


O BRB afirma que, entre as alternativas em estudo, estão a venda das carteiras oriundas do Master; a criação de fundo com imóveis do controlador; a contratação de empréstimo junto ao FGC ou um consórcio de bancos e aporte dos controladores. "O BRB reafirma seu compromisso com a transparência, a segurança de seus clientes, a manutenção da solidez e a continuidade de suas operações", acrescentou o banco.



https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/federalizacao-do-brb-comeca-a-ser-discutida-entre-banqueiros.shtml 

BRB e suas falcatruas

 *BRB: Conselheiros fiscais renunciam por desconhecer indicação atribuída ao "Fundo Borneo"*


Por Amélia Alves


São Paulo, 13/02/2026 - O Banco de Brasília (BRB) recebeu os pedidos de renúncia de Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa aos cargos de membro titular e membro suplente, respectivamente, do conselho fiscal da companhia. As renúncias produziram efeitos imediatos.


Lima de Sousa formalizou sua saída após tomar ciência, no dia 11, de que sua indicação ao cargo teria sido atribuída ao denominado "Fundo Borneo". Em sua manifestação, ele declarou desconhecer integralmente tal indicação pelo referido fundo e afirmou não possuir qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca da entidade, tampouco de seus representantes ou administradores.


Vasconcelos também apresentou renúncia após ter ciência, na mesma data, de que sua indicação teria sido atribuída ao "Fundo Borneo". Ele igualmente declarou desconhecer a indicação e afirmou não manter qualquer vínculo, relação ou conhecimento sobre o fundo, seus representantes ou administradores.


Contato: amelia.alves@estadao.com


Broadcast+

Agronegócio e o quarto mandato

 *Leitura de Sábado:agronegócio não precisa ter receio de quarto mandato de Lula, diz Favaro*


Por Isadora Duarte


Brasília, 13/02/2026 - De saída do Ministério da Agricultura, o qual deve deixar até o início de abril e retornar ao Senado pelo PSD de Mato Grosso, o ministro Carlos Fávaro avalia que o distanciamento entre agronegócio e o governo Lula diminuiu ao longo dos últimos três anos da gestão. "Tenho convicção que muitas pontes foram reconstruídas e teremos menos radicalismo na eleição deste ano. Todos aqueles que racionalmente avaliam o governo, percebem que houve uma ponte reconstruída", disse Fávaro, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro. "A resistência (do setor) diminuiu. Nada resiste ao trabalho", afirmou o ministro em relação às políticas públicas adotadas no governo atual.


Para Fávaro, a mesma tônica deve ser repetida em eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O setor não precisa ter receio de um quarto mandato do presidente Lula, porque ele vai estar ao lado do setor", afirmou.


O ministro considera que essa reaproximação entre setor e governo Lula era uma de suas missões à frente da pasta. "Fazia parte da missão desmistificar que o presidente Lula faria mal ao agronegócio brasileiro ou que seria um governo de incertezas e perseguição, o que não se concretizou", apontou. "As políticas públicas dos governos Lula foram fundamentais para a grande virada da agropecuária brasileira, como financiamento para armazéns e biocombustíveis. Mostrou-se, mais uma vez, um governo ao lado do produtor, que investiu em biocombustíveis, que fez Planos Safras sucessivamente maiores, que abriu mercados", acrescentou o ministro.


Como legado da gestão, ele citou ainda modernizações feitas na estrutura do Ministério da Agricultura, o que inclui a digitalização de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a adoção de certificados sanitários eletrônicos, e desburocratização de processos.


Agora, o ministro espera que seu sucessor dê continuidade ao trabalho feito à frente da pasta. "O posicionamento do presidente Lula é de que não haja interrupção das políticas públicas, do direcionamento das ações que estão sendo feitas. A única mudança será o nome que executará as políticas públicas que já estão estabelecidas", analisou. "A palavra de ordem é continuidade e que a pessoa escolhida tenha compromisso de seguir com as políticas públicas que estão sendo implementadas", acrescentou.


Fávaro discutiu a sucessão da pasta ontem em reunião com o presidente Lula. O ministro tem dito a interlocutores que o sucessor será escolhido pelo presidente.


Contato: isadora.duarte@estadao.com


Broadcast+

Teresa Cristina e o PP

 *Tereza Cristina diz que nota da Federação União Progressista não representa senadores do PP*


Por Karla Spotorno e Cícero Cotrim


São Paulo e Brasília, 14/02/2026 - A senadora Tereza Cristina (PP-MS) publicou em uma rede social no fim da noite de ontem que a "bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada".


"Portanto, a nota não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP", diz o post de Tereza Cristina. No post, ela menciona como signatários do esclarecimento os parlamentares Dr. Hiran (RR), Esperidião Amin (SC), Luis Carlos Heinze (RS) e Margareth Buzetti (MT).


No texto, Tereza Cristina não cita o tema da nota da Federação União Progressista. Mas, horas antes do post da senadora, a federação, que reúne os partidos União Brasil e PP, publicou uma nota em que manifesta "confiança" no ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a troca da relatoria no caso Banco Master.


No texto, a Federação União Progressista demonstra preocupação com as "narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli".


"É preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida", continua a nota. A federação acrescenta: "Uma versão caluniosa, que passa a ser verdadeira justamente pela repetição".


Contato: karla.spotorno@estadao.com



Broadcast+

ASA: enquanto isso no Fed

 https://valor.globo.com/financas/intraday/post/2026/02/asa-descarta-novos-cortes-de-juros-nos-eua-em-2026-e-aposta-em-dolar-mais-forte.ghtml


*ASA descarta novos cortes de juros nos EUA em 2026 e aposta em dólar mais forte*


_Para a economista Andressa Durão, Kevin Warsh não deve encontrar apoio suficiente no colegiado do Fed para alterar a política monetária de forma significativa no curto prazo_


Por Cristiana Euclydes e Luana Reis, Valor — São Paulo


Na contramão do consenso do mercado, o ASA avalia que não há mais espaço para cortes de juros nos Estados Unidos neste ano e aposta em um dólar mais forte. A visão é defendida pela economista Andressa Durão, que, em conversa com o Valor, diz esperar forte crescimento na economia americana neste ano e acredita que Kevin Warsh, indicado para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed), não deve encontrar apoio suficiente no comitê para alterar a política monetária ou o balanço de ativos de maneira significativa.


O banco central americano realizou uma pausa no ciclo de afrouxamento em janeiro, após realizar três cortes consecutivos no final do ano passado, levando as taxas de referência para o intervalo entre 3,50% e 3,75%. Com uma expectativa de que o Fed deve manter os juros inalterados ao longo de 2026, Durão acredita que as movimentações políticas de Donald Trump e as eleições de meio de mandato nos EUA devem gerar mais volatilidade nos mercados do que a política monetária.


“O Fed deve ficar parado o ano inteiro”, diz a economista. “E, talvez, o próximo movimento seja de alta, algo que ninguém ainda está falando, mas a gente acha que a economia tá muito forte. Então, não tem porque continuar cortando”, enfatiza a economista, ao esperar, ainda, um crescimento de 3% nos EUA neste ano.


Durão espera que 2026 também seja um ano de volatilidade nos mercados americanos, com os investidores reagindo às mudanças nas políticas americanas, especialmente com as eleições de meio de mandato, que devem começar a chamar a atenção dos investidores a partir da metade do ano. A economista acredita que Trump pode apostar em novas medidas de estímulo econômico para tentar aumentar a popularidade de seu partido nas eleições. “Acho que, ao longo do ano, vai ter mais um foco para isso do que para o que o Fed vai fazer", avalia.


Embora Durão reconheça que ainda existem riscos de alta para a inflação, ela ressalta que eles diminuíram. A economista vê a inflação americana medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI) mais perto de 2,5% do que de 3% ao ano. Na avaliação dela, a maior parte dos riscos não se materializou, com impacto das tarifas bem menor que o esperado, e os preços de bens e imóveis desacelerando. “O que fica de risco é a inflação de serviços por conta de uma atividade econômica forte.”


O Fed, assim, deve mudar um pouco o peso para a questão do mercado de trabalho, embora o presidente do banco central, Jerome Powell, tenha dito após a decisão de janeiro que o emprego tem se estabilizado. Em janeiro, dados do “payroll” mostraram criação de 130 mil postos de trabalho, acima das expectativas dos agentes.


Ao ser questionada sobre a fraqueza de dados de trabalhos recentes, divulgados na semana passada, Durão afirma que, embora o relatório Job Openings and Labor Turnover Survey (Jolts) tenha mostrado um esfriamento no número de abertura de vagas, não indicou um aumento nas demissões. Na visão dela, a taxa de desemprego deve se manter baixa ao longo deste ano, em linha com a forte atividade econômica sugerida pelos dados do Produto Interno Bruto (PIB).


A perspectiva do ASA é bem mais “hawkish” (propensa ao aperto monetário) do que o consenso dos investidores, que ainda vê dois cortes nos juros ao longo do ano, em linha com o que foi sinalizado pelo Fed em seu último Sumário de Projeções Econômicas (SEP), em dezembro. Para Durão, a visão do mercado também reflete a expectativa de que Warsh deve ceder às pressões políticas de Trump e apoiar cortes nas taxas de juros. A próxima revisão no “gráfico de pontos” será na decisão de política monetária de março e, na visão dela, deve refletir uma visão mais “hawkish” por parte dos dirigentes.


Durão acredita que Warsh deve apoiar um corte em sua primeira reunião do Fomc, em junho, caso o cenário se mantenha igual, para “chegar mostrando serviço” a Trump, mas ele não deve construir maioria para isso, nem para alterar o balanço de ativos do

Fed, ainda que discussões sobre alterações em sua composição possam ser intensificadas. Na visão da economista, embora a pressão política por juros mais baixos exista, a maioria do comitê ainda é “hawkish” e deve formar maioria nas votações.


“Eu não acho que todo mundo se deixaria levar pelo novo presidente ou por questão política”, comenta a economista, ressaltando que boa parte do comitê tem defendido a manutenção dos níveis atuais dos juros, sem realizar novos ajustes tão cedo. “Claro que Warsh deve influenciar, mas não deve ser um grande problema. Pensando em uma votação, ainda vencem os mais ‘hawk’.”


As ameaças ao Fed, no entanto, não estão precificadas no mercado, porque se tratam de riscos de cauda, na visão da profissional. Para ela, caso realmente houvesse a percepção de que a independência e a credibilidade do banco central americano estão sob ameaça, a reação vista até o momento teria sido bem pior nos mercados de Treasuries, de câmbio, e de inflação “implícita”, avalia. Durão aponta que, caso a diretora do Fed Lisa Cook seja destituída de seu cargo — o que não é o cenário-base —, o mercado reagiria muito mal.


Warsh foi visto como um nome menos propenso a apoiar cortes rápidos de juros do que os outros candidatos cotados para assumir a liderança do Fed, o que levou a uma firme recuperação do dólar no exterior. No entanto, Durão acredita que o movimento se tratou mais de uma correção, já que a moeda vinha se enfraquecendo de maneira expressiva no começo do ano.


A indicação de Warsh também levou a uma alta na ponta longa dos juros dos Treasuries e a uma derrocada histórica nos preços de metais preciosos.


Para este ano, o ASA aposta em um dólar mais forte no exterior, apoiado pelo crescimento econômico robusto dos EUA. “Temos um cenário de economia muito mais forte do que em outros países”, ela afirma. “Não consigo imaginar um cenário de dólar fraco.”


Ela também destaca que o mercado de ações dos Estados Unidos continua a ser o mais forte globalmente e pode continuar batendo recordes, ainda que não seja possível afirmar se já chegou às máximas. “Não tem muito como apostar contra.”

Elio Gaspari

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