sexta-feira, 11 de abril de 2025

BDM Matinal Riscala 1104

 🌎🇧🇷🇺🇸 IPCA, IBC-Br, Haddad e balanços em NY são destaques


Em meio ao estresse dos mercados em Wall Street, JP Morgan, Wells Fargo e Morgan Stanley abrem a temporada de balanços, antes da abertura. O ânimo dos investidores com a trégua das tarifas não durou 24 horas e os sinais da guerra comercial que Trump mantém com a China voltaram com tudo, refletindo os riscos de inflação e recessão global, que parecem não ter solução a curto prazo. Na agenda tem Lagarde, PPI nos EUA, sentimento do consumidor americano e Fed boys alertando para as incertezas do cenário. No Brasil, são destaques: o IPCA de março e o IBC-Br de fevereiro (ambos às 9h), além de uma entrevista ao vivo de Fernando Haddad à BandNews (8h50).  (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️ 03h00 – Alemanha/Destatis: CPI de março

▪️ 03h00 – Reino Unido/ONS: Produção industrial de fevereiro

▪️ 09h00 – IBGE: IPCA, INPC e INCC/Sinapi de março 

▪️ 09h00 – BC: IBC-Br de fevereiro 

▪️ 09h30 – EUA/Deptº do Trabalho: PPI e Núcleo do PPI de março

▪️ 14h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação     

▪️ 16h00 – Argentina/Indec: inflação ao consumidor (CPI) de março


Eventos

▪️ 06h45 – BCE: Christine Lagarde participa de coletiva de imprensa do Eurogrupo

▪️ 08h50 – Fernando Haddad concede entrevista à Bandnews 

▪️ 09h00 – Gabriel Galípolo reúne-se com CEO e presidente do Banco Master

▪️ 11h00 – Alberto Musalem (Fed/St. Louis) discursa em evento

▪️ 11h00 – EUA/Univ. Michigan: Índice de Sentimento do Consumidor preliminar de abril

▪️ 12h00 –  John Williams (Fed/NY) discursa em evento


Balanços

▪️ NY/ Antes da abertura: BlackRock, JPMorgan, Wells Fargo e Morgan Stanley


🇺🇸 Dow Jones Futuro cai após China impor tarifas de 125% sobre produtos americanos


Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (11), com as persistentes preocupações em torno das tarifas comerciais. A China retaliou as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, elevando de 84% para 125% as taxas sobre produtos norte-americanos.


🔎 Veja os principais indicadores às 5h40 (horário de Brasília):


🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: -0,32%

* S&P 500 Futuro: -0,31%

* Nasdaq Futuro: -0,33%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), +0,45%

* Nikkei (Japão): -2,96%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +1,13%

* Kospi (Coreia do Sul): -0,50%

* ASX 200 (Austrália): -0,82%

🌍 Europa

* STOXX 600: -0,68%

* DAX (Alemanha): -0,80%

* FTSE 100 (Reino Unido): -0,06%

* CAC 40 (França): -0,60%

* FTSE MIB (Itália): -1,02%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, +0,25%, a US$ 60,24 o barril

* Petróleo Brent, +0,21%, a US$ 63,46 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,71%, a 708,00 iuanes (US$ 96,79)

Josué Leonel

 *China eleva tarifa a 125%; IPCA e Galípolo em foco: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- China escala a guerra comercial ao elevar

suas tarifas para 125% contra os EUA, em resposta ao aumento das

taxas americanas sobre os produtos chineses. Pequim chama de

“uma piada“ as tarifas de Donald Trump e diz que deve ignorar

eventuais novas elevações. Dólar estende queda com represália

chinesa e ativos vistos como refúgio, como iene e ouro, se

valorizam. Futuros das bolsas de Nova York sobem e rendimento

dos treasuries têm baixas leves, após sessões de alta

volatilidade. 

Agenda nos EUA traz balanços de bancos, PPI, dados da

Universidade de Michigan e falas de dirigentes do Fed. No

Brasil, IPCA de março deve desacelerar sobre fevereiro, graças

ao alívio nos combustíveis e ao fim do efeito do bônus de

Itaipu, mas acelerar em termos anuais. BC ainda divulga IBC-Br.

Mercado restabeleceu aposta em Selic de 15% no final do ano,

depois de cogitar possibidade de aperto ser abreviado com receio

de recessão global. Presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem

reunião com Banco Master e Haddad dá entrevista. 

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*T

Às 7:28, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +1%

STOXX 600 -0,1%

FTSE 100 +0,8%

Nikkei 225 -3%

Shanghai SE Comp. +0,5%

MSCI EM +1,9%

Dollar Index -1%

Yield 10 anos -2,4bps a 4,4013%

Petróleo WTI +1% a US$ 60,66 barril

Futuro do minério em Singapura +0,3% a US$ 97,45

Bitcoin +3,6% a US$ 82728,56

*T

 

Internacional

Dólar amplia queda com aumento de tarifas da China; futuros

NY sobem

* Dólar prolonga as perdas com o aumento das tarifas da China de

84% para 125% sobre todos os produtos dos EUA, no mais recente

episódio da guerra comercial que abalou os mercados esta semana

** Decisão da China ocorre depois que o presidente Donald Trump

promoveu nova elevação das taxas sobre o país asiático, que já

somam 145%, mesmo tendo suspendido tarifas adicionais sobre

outros parceiros comerciais

** Pequim afirmou que planeja ignorar quaisquer novos aumentos

anunciados por Washington a partir de agora, porque as medidas

do governo Trump se tornaram “uma piada”

* Índice dólar ruma para quarta baixa seguida e ativos vistos

como portos seguros como o iene, o franco suíço e o ouro

avançam; euro lidera ganhos; rublo, peso mexicano e lira são

destaques negativos

* Rendimento dos treasuries de 10 anos recua, mas segue no

patamar de 4,4%, após alta de 50 pontos-base nesta semana;

futuros dos índices em Nova York revertem queda

* Guerra comercial corre o risco de levar os EUA a uma recessão,

em meio a um êxodo mais amplo de ativos do país que levantou

questões sobre o status de refúgio dos títulos do Tesouro

americano


“O principal protagonista do comércio global acabou de

rasgar o manual e não sabemos qual é o seu objetivo final”,

disse Olivier Baduel, chefe de ações europeias da OFI Invest AM

em Paris

* Mercado aguarda balanços de alguns dos maiores bancos dos EUA,

incluindo JPMorgan, Morgan Stanley e Wells Fargo, além da

BlackRock

* Agenda econômica destaca PPI de março e dados da Universidade

de Michigan de abril, além de falas de dirigentes do Fed

* Petróleo tem leve alta, mas ruma para queda semanal com receio

de recessão; já o cobre estende ganhos com expectativa de

estímulos da China para compensar tarifas de Trump; minério de

ferro tem baixa oscilação


Para acompanhar

IPCA de março e IBC-Br; Galípolo com Master

* IPCA de março, que IBGE divulga às 9:00, deve mostrar aumento

de 0,53% na comparação mensal, ante 1,31% na medição anterior, e

5,45% na comparação anual, contra 5,06% em fevereiro, segundo

economistas

* BC divulga às 9:00 IBC-Br de fevereiro, estimativa +0,30% na

comparação mensal, anterior +0,89%, e 3,60% na comparação anual,

anterior 3,58%

* Galípolo tem às 9:00 audiência fechada com Daniel Vorcaro,

presidente do Banco Master, e Augusto Ferreira Lima, CEO, para

tratar de assuntos institucionais; presidente do BC ainda se

encontra ao longo do dia com representantes da Invixx

Investimentos, SPX Capital, Buysidebrazil e Banco do Brasil

* NOTA: Anúncio de venda do Master ao BRB traz investigações em

série

* BC oferta 20.000 contratos de swap cambial para rolagem


Outros destaques

Entrevista de Haddad; orçamento, IR, Tarcísio

* Haddad concede às 8:50 entrevista ao vivo à Bandnews e terá

reuniões com representantes da CNSEG e do TikTok, Bytedance

* Brasília em Off: O esmorecimento das apostas sobre Haddad

* Lula tem reuniões com ministros incluindo Esther Dweck, da

Gestão

* Brasil apresentará as diretrizes orçamentárias para 2026 na

terça-feira, em meio a preocupações com o aumento dos custos de

financiamento da dívida

** Segundo a Bloomberg Economics, idealmente o governo elevaria

a meta de superávit primário, mas isso pode ser evitado diante

do receio de recessão e proximidade da eleição de 2026

* Fazenda estima custo de R$ 27,7 bi em 2027 e R$ 29,68 bi em

2028 com projeto do IR: Estado

* Governo sanciona Orçamento de 2025 e precisará repor R$ 4 bi

para Mais Médicos e saúde indígena: Folha

* STF decide que aposentado não precisa devolver dinheiro da

revisão da vida toda: Folha

* Decisão do STF que retira recursos judiciários do arcabouço

fiscal pode tirar R$ 3 bi do limite de gastos: O Globo

* Pedro Lucas é indicado a ministro das Comunicações: O Globo

* PL atinge 257 assinaturas para urgência e Motta será

pressionado a votar anistia: O Globo

* Datafolha aponta que 58% acham que Tarcísio deveria disputar

reeleição em SP: Folha


Empresas

Santander Brasil, Cyrela, CPFL

* Santander Brasil pagará R$ 1,5 bi em juros sobre capital

próprio

* Cyrela: Vendas contratadas 1T R$ 3,03 bi

* Morgan Stanley rebaixou CPFL a equal-weight e elevou Vamos a

overweight

Bankinter Portugal Matinal 1104

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Como já começa a ser habitual, ontem tivemos uma sessão com dois tons. Ásia e Europa celebravam o atraso de 90 dias anunciados pelos EUA para a aplicação de impostos alfandegários recíprocos, exceto China. A UE correspondia com um adiamento equivalente das suas contramedidas. Mantêm-se os 10% genéricos a todas as importações americanas, assim como os impostos alfandegários já aplicados ao aço, alumínio e automóveis. O otimismo desvanecia-se no início da sessão americana após os EUA anunciarem que não é só a China a ficar excluída desta pausa, mas também os impostos alfandegários extra de 125% aplicados sobre os 20% já anunciados anteriormente. Um total de 145%!... em resposta aos 84% anunciados pela China.


A inflação americana moderava-se mais do que o esperado em março. A Taxa Geral caiu até +2,4% a/a vs. +2,5% esperado e +2,8% anterior; a Subjacente até +2,8% vs. 3,0% e 3,1%, respetivamente. Mas o mercado fez uma leitura negativa perante a possibilidade de que esta moderação de preços venha por um debilitamento da procura. Os dados não refletem ainda o impacto da política alfandegária que chegará nos próximos meses, quando entrarem em vigor. A maioria das empresas inquiridas pela National Retail Federation, que agrupa 80% do setor de distribuição do país, declara que irá transferir para os preços pelo menos 2/3 do impacto dos impostos alfandegários. Daí a importância de seguir os indicadores adiantados de confiança e componentes de preços. Hoje teremos o Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan (15 h) e as suas expetativas de preços a 1 e 5/10 anos. Espera-se que retroceda pelo quarto mês consecutivo até 53,8, o nível mais baixo em quase 2 anos, enquanto as componentes de preços aumentam 2 décimas até +5,2% e +4,3%, respetivamente. Como referência, as expetativas de preços a 1 ano estavam em +2,6% em novembro passado e as de 5/10 anos em +3,0% em dezembro; com o Índice de Confiança em 71,8 em novembro.


O outro foco da sessão será o início da temporada de publicação de resultados 1T 2025. Os bancos americanos começam hoje (Wells Fargo EPS +3%e, JP Morgan +4%e e Morgan Stanley +14%e), mas o realmente importante serão as mensagens e guias sobre a evolução do negócio nos próximos meses. Duvida-se que mostrem otimismo. A chave será o quão sombria ou transitória será a situação atual… algumas vozes relevantes do setor (Larry Fink, Jamie Dimon) alertaram para o risco da política comercial da sua Administração.


Apesar dos futuros virem em alta, todo o anterior faz pensar numa sessão que irá perdendo força à medida que avança. Não há motivos para confiar numa melhoria sustentada do tom do mercado.     


S&P500 -3,5% Nq-100 +12,0% SOX -8,0% ES-50 +4,2% IBEX +4,3% VIX 40,7 Bund 2,58% T-Note 4,42% Spread 2A-10A USA=+58pb B10A: ESP 3,31% PT 3,19% FRA 3,35% ITA 3,82% Euribor 12m 2,16% (fut. 2,0%) USD 1,126 JPY 162,0 Ouro 3.195$ Brent 63,9$ WTI 60,6$ Bitcoin +1,5% (81.111$) Ether +1,7% (1.555$).


FIM

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Fitch

 *Para pensar em upgrade do Brasil, precisamos ver um choque fiscal positivo, diz Fitch*


O diretor sênior da Fitch Ratings, Todd Martinez, disse hoje que a crescente dívida pública do Brasil representa uma restrição a elevações na nota de risco de crédito, ainda que não coloque por hora pressão para downgrades do País. Durante webinar da agência de classificação de risco sobre as economias da América Latina, Martinez mostrou que a dívida do Brasil projetada pela Fitch é a maior entre as grandes economias emergentes. Ao contrário da maioria dos vizinhos da região, para os quais a agência vê uma relativa estabilidade nos resultados das contas públicas, os déficits fiscais devem subir no Brasil em 2025, em razão, principalmente, dos juros mais altos. Em sua apresentação, Martinez ressaltou que o Brasil precisa de um “choque fiscal” para melhorar a nota de crédito. “Não acho que isso [dívida alta] signifique qualquer pressão significativa para baixo na classificação do Brasil por enquanto. Mas, de certa forma, limita o potencial de elevação”, comentou o diretor da Fitch, que é corresponsável pelos ratings soberanos na região. “Para pensar em upgrade, realmente precisamos ver um choque fiscal positivo, melhores números fiscais, assim como um plano que melhore a confiança de todos em torno da consolidação fiscal a médio prazo”, acrescentou.

JP Morgan 2

 🇧🇷 *J.P. Morgan aposta no Brasil | Onde investir?*


O J.P. Morgan recomenda que, com a diminuição da volatilidade, os investidores comecem a adicionar risco de forma gradual aos portfólios no Brasil, priorizando empresas ligadas à queda dos juros e ao ciclo eleitoral. O banco vê um cenário macroeconômico doméstico mais favorável em relação ao externo. Apesar de incertezas sobre a atividade econômica, há sinais de recuperação em diversas empresas. O interesse dos investidores está dividido:


▪ Locais: continuam focados em utilities, com interesse em Cyrela, Assaí e XP Inc.


▪ Estrangeiros: preferem o setor financeiro — ITUB4 e BPAC11 (— e buscam beta em B3 . Também começam a retomar posição em Localiza


No setor de proteínas, JBS segue bem avaliada, enquanto BRF é vista como uma oportunidade de valorização com a expansão das exportações.


A Rumo aparece como alternativa para exposição ao agronegócio, mas ainda enfrenta receio por seu alto capex. Já na área de commodities, o banco destaca a Suzano , apoiada por estímulos esperados na China, um ciclo de celulose mais favorável e sua capacidade de proteger contra a volatilidade cambial.

Michael Spence

 🇺🇸 *Michael Spence: ‘Tempestade Trump’ terá maior impacto nos EUA*


Independentemente do que se pense do diagnóstico e do tratamento prescrito pelo governo, seu objetivo é claro: mudar a estrutura do comércio global, disse o Nobel de economia


O segundo governo de Donald Trump, coincide com um período de rápidas mudanças estruturais e tecnológicas, impulsionadas por três tendências principais: choques da pandemia, novas guerras, alterações climáticas e tensões geopolíticas; tendências seculares que inibem o crescimento e criam novas pressões inflacionistas; e avanços científicos e tecnológicos que transformam diversos setores.


As respostas a essas tendências mudaram radicalmente o ambiente empresarial e político mundial, com a resiliência e a segurança nacional se tornando prioridades máximas. As redes de abastecimento estão evoluindo rapidamente, e a inflação se tornou uma questão importante pela primeira vez em três décadas.


O governo pode estar seguindo uma estratégia mais ampla para diluir e enfraquecer a oposição potencial, argumentando que os déficits comerciais bilaterais são sinais de que algo está errado. Entre os principais parceiros comerciais dos EUA com os maiores excedentes bilaterais estão a China, União Europeia, México, Vietnã, Japão e Canadá4.


As tarifas de 2 de abril vão além de visar parceiros comerciais com grandes déficits, aplicando uma taxa de 10% a todos os países, incluindo aqueles com excedente comercial. A reação dos mercados financeiros foi imediata, com o S&P 500 caindo US$ 5 bilhões nos dois dias de negociação após o Dia da Libertação.


Os impactos são maiores nos EUA e nos parceiros comerciais com maior exposição à procura americana. Consumidores e empresas norte-americanas enfrentarão direitos aduaneiros de entrada sobre tudo o que vem de outros países.


Embora os danos sejam generalizados, é provável que o maior impacto se faça sentir na economia dos EUA devido ao seu crescente isolamento do resto da economia global. O objetivo do governo é mudar a estrutura do comércio global e do investimento direto estrangeiro a favor do investimento interno e do emprego nos EUA.


A China pode suportar choques tarifários e verá o desinvestimento do governo Trump em pesquisa básica como uma vantagem inesperada. A tecnologia é uma variável importante, com a adoção da IA na economia podendo ter efeitos tão grandes ou maiores do que os associados aos novos padrões globais de comércio e investimento.


Se o governo Trump tem uma estratégia para administrar este desafio, ainda não revelou qual é.


*Texto com IA*


Matéria completa: https://www.infomoney.com.br/colunistas/convidados/para-ganhador-do-nobel-maior-impacto-da-tempestade-trump-sera-na-economia-dos-eua/

JP Morgan

 🇧🇷 *J.P. Morgan aposta no Brasil: rotação global e fatores locais impulsionam otimismo*


Diante da volatilidade recente dos mercados, o J.P. Morgan avalia que ainda é difícil determinar um posicionamento claro. No entanto, a instituição acredita que, à medida que os mercados comecem a se estabilizar, a principal razão que motivou a revisão positiva do Brasil — a rotação global de ativos — deve permanecer relevante, com um impulso adicional vindo de fatores locais.


Na visão do banco, quando o cenário global estiver mais claro, os investidores tendem a adicionar risco gradualmente aos seus portfólios no Brasil, buscando ativos que possam se beneficiar da queda dos juros e do aquecimento do debate eleitoral. A atenção se volta, portanto, para os ativos domésticos, em um ambiente macroeconômico que se mostra mais favorável internamente do que no exterior.


O J.P. Morgan também destaca um ponto interessante: apesar das discussões sobre desaceleração econômica, agentes locais relatam que muitas empresas sinalizam uma recuperação sólida após um período mais fraco em novembro e dezembro. No momento, observa-se uma diferença de preferência entre os investidores: enquanto os locais concentram suas posições em utilities, os estrangeiros têm favorecido o setor financeiro.

Juliano Cazarré

 Quer dizer então que o feminismo -  até mesmo na versão mais biruta, a que projeta no homem todos os pecados do mundo - é transformado pela...