terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Bankinter Portugal Matinal 1102

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM subiu praticamente na mesma magnitude que retrocedeu na sexta-feira, portanto estamos onde estávamos na quinta-feira. Trata-se dessa, digamos, “lateralidade adequada” que corresponde a este contexto. O mais importante é que as yields das obrigações aguentam em níveis mais baixos para esta situação: Bund 2,37% e T-Note 4,50%. Se permanecem no contexto de 2,50% e 4,50%, ou abaixo, então as bolsas não sofrem, embora não consigam avançar. 

 

Ontem à noite, Musk e outros investidores anunciaram que querem comprar OpenIA/ChatGPT por 97.400M$ para que, segundo dizem, regresse às suas origens altruístas e de código aberto, mas convertendo-a numa empresa convencional para que possa receber fundos de investidores. Combinar ambas as coisas não será fácil. E difícil que avance, porque na última ronda de financiamento avaliou-se em 340.000M$. Unicredit publicou resultados à primeira hora, batendo amplamente expetativas (BNA 1.969M€ vs. 1.625 M€ esperados), bom guidance 2025 e melhora a remuneração ao acionista. Com ca.3/5 de empresas americanas publicadas, o EPS 4T’24 médio continua a ser +13,3% vs. +7,5% esperado, o que significa quase duplicar as expetativas.  

 

Movimentos corporativos e resultados bons são uma combinação pró-bolsas que deverá continuar a apoiar os níveis atuais. As seguintes referências são: Powell (Fed) perante o Senado (hoje) e Congresso (amanhã); na quarta-feira, inflação americana (repetir +2,9%, embora a retroceder na Subjacente desde +3,2% até 3,1%) e, principalmente, entre sexta-feira e domingo, a Conferência de Segurança de Munique, cuja influência é imprevisível porque qualquer alusão a um hipotético cessar-fogo reduzirá o prémio de risco geoestratégico e relançaria as bolsas, mas qualquer deceção a respeito conseguiria o contrário. Por isso, a palavra mágica é “cessar-fogo”. Se for mencionado, boa… mas veremos em que contexto é mencionada e com qual abordagem. 

 

As bolsas querem subir um pouco, mas as circunstâncias são confusas nestes dias, com muitas frentes abertas (Powell, inflação, impostos alfandegários, Conferência de Munique, etc.), portanto hoje estarão fracas depois da subida de ontem, conservando essa pauta de erraticidade, de idas e voltas, típicas destes dias. O importante é que as yields das obrigações não se elevem, que a inflação americana saia bem, que Powell não cometa nenhum erro e, sobretudo, saber o conteúdo da Conferência de Munique. Enquanto isso não é clarificado, erraticidade e bloqueio, embora as bolsas aspirem a subir um pouco. 

 

S&P500 +0,7% Nq-100 +1,2% SOX +1,5% ES-50 +0,6% IBEX +0,2% VIX 15,8 Bund 2,37% T-Note 4,50% Spread 2A-10A USA=+22pb B10A: ESP 3,04% PT 2,89% FRA 3,09% ITA 3,45% Euribor 12m 2,372% (fut.2,132%) USD 1,031 JPY 156,6 Ouro 2.916$ Brent 76,3$ WTI 72,7$ Bitcoin +1,2% (98.481$) Ether +3,3% (2.724$). 

 

FIM

Golden visa

 Portugal está acelerando o tempo de processamento dos pedidos de golden visa depois que os atrasos começaram a manchar a imagem de um dos programas de residência por investimento mais populares da Europa. A Agência de Integração, Migração e Asilo de Portugal informou aos investidores em potencial que substituirá seu sistema de solicitação baseado em papel por um sistema digital, de acordo com uma cópia do plano vista pela Bloomberg News. Atualmente, há entre 45.000 e 50.000 solicitações de golden visa aguardando análise, segundo dados fornecidos pela AIMA. Clique no link para saber mais.


https://tinyurl.com/bkpw4sn9

O peso do agronegócio

 Itaú: agronegócio representa 21% do PIB brasileiro, considerando-se todas as atividades ligadas ao setor


São Paulo, 10/02/2025 - O agronegócio representa cerca de 21% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, considerando desde a produção primária, o beneficiamento dessa produção, o comércio e o transporte e o uso de recursos envolvidos no processo, aponta análise do Itaú divulgada hoje, tendo como base dados de 2021.


Segundo o banco, se for considerado apenas o PIB agro das divulgações oficiais, o peso do setor na economia é de 6%. "Há, no entanto, outras atividades que também integram o agronegócio", ressalta o relatório assinado por Pedro Renault e André Matcin. "No caso da indústria, há ramos responsáveis por beneficiar de alguma forma o produto que vem diretamente da terra, antes que ele passe por outras etapas das cadeias de valor", observa. Além disso, no segmento de serviços também há parte do comércio e transportes "que têm relação intrínseca com o setor".


Assim, o fato de o agronegócio estar "espalhado transversalmente pela economia" permite se inferir a participação de 21% no PIB brasileiro. O Itaú ressalta também que a parcela do PIB "diretamente identificável" como agronegócio, somando produção primária, agroindústria (apenas os primeiros elos de beneficiamento das cadeias de valor) e serviços de comércio e transporte envolvidos no escoamento da produção, "equivale a quase 15% do PIB".


Em relação aos empregos no País, o agronegócio, sob estes mesmos critérios, contribuiria com 17% da população ocupada, ou pouco mais de 17 milhões de empregos. Além disso, o Itaú analisou a participação do agronegócio nas contas externas. "Estimamos que o agronegócio respondeu por 31% da corrente de comércio brasileira em 2024", diz o documento. "Sob a ótica de saldo comercial, nos últimos 12 meses, o agronegócio brasileiro foi superavitário em cerca de US$ 109 bilhões, sendo o principal vetor de contribuição para o superávit da balança comercial no País, mais do que compensando o déficit existente no agregado dos outros setores."


Ainda conforme a análise do Itaú, entre 2010 e 2021 - período analisado - a participação do agronegócio no PIB brasileiro aumentou de 14,4% para 21,2%, considerando-se toda a cadeia de produção primária (agricultura e pecuária, além de florestas, pesca e aquicultura), beneficiamento, uso de recursos, transporte e comércio. O Itaú observa que "há defasagem" nos dados, que abrangem apenas até 2021. Os analistas dizem também que entre 2023 e 2024 deve ter havido algum recuo na participação do agronegócio no PIB geral do País, em função do recuo do PIB do agronegócio. "Em 2025, projetamos uma expansão de 4,8% da produção primária, o que deveria levar a algum ganho de peso no PIB", diz o Itaú.


Broadcast+

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Pedro Malan

 


Produtividade baixa

 


Call Matinal 1002

 Call Matinal.                                 

10/02/2025 

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (07/02)

MERCADOS


Na sexta-feira passada (O7), o Ibovespa fechou em baixa de 1,27%, aos 124.619,40 pontos, com volume financeiro de R$ 21,0 bilhões. Na semana, a queda acumulada foi de 1,20%. Já o dólar à vista fechou em alta de 0,52%, a R$ 5,7936, após oscilar entre R$ 5,7354 e R$ 5,8086. Na semana, porém, a moeda caiu 0,74%. Acreditamos numa semana de muitas oscilações, dada a movimentação do presidente dos EUA, Donald Trump, na questão das tarifas, e a “agenda pesada” de indicadores. 


PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00


Índices futuros dos EUA operando em alta nesta segunda-feira (10), numa semana cheia de indicadores e acompanhando presidente dos EUA, Donald Trump, na sua cruzada por tarifas de importação mais elevadas. Agora, anunciou a taxação de 25% para o aço, alumínio e outros. Pelo Brasil ser um grande exporador, o terceiro à nível global, acabará duramente afetado. 


EUA:

Dow Jones Futuro, +0,13%

S&P 500 Futuro, +0,26%

Nasdaq Futuro, +0,49%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China), +0,56%

Nikkei (Japão), +0,04%

Hang Seng Index (Hong Kong), +1,84%

Kospi (Coreia do Sul), -0,03%

ASX 200 (Austrália), -0,34%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido), +0,40%

DAX (Alemanha), +0,31%

CAC 40 (França), +0,26%

FTSE MIB (Itália), +0,35%

STOXX 600, +0,36%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,52%, a US$ 71,37 o barril

Petróleo Brent, +0,52%, a US$ 75,05 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,79%, a 826,50 iuanes (US$ 113,10)


NO DIA, 1002


Numa semana repleta de indicadores, toda atenção para o que será dito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na sua cruzada comercial. 


Hoje, deve anunciar a taxação sobre as importações de aço e alumínio em 25%. Lembremos que o  Brasil é o terceiro exportador e deve ser muito atingido. Além disso, deve aplicar tarifas recíprocas de importação aos seus parceiros comerciais, a serem anunciadas “amanhã ou 4ªF”. Segundo ele, “tarifas são uma opção para lidar com o déficit e que as sobre automóveis estão sempre em consideração”.


Expectativas são de que estas novas tarifas sobre o aço repercutam nas empresas de energia dos EUA, de desenvolvedores eólicos a perfuradoras de petróleo, que dependem de graus especiais de aço não fabricados nos EUA. Muitos compradores e vendedores de aço e alumínio achavam que teriam pelo menos até março para se preparar para qualquer implementação de tarifa. O fato é que a escala das ambições tarifárias gerais de Trump permanece incerta. Na semana passada, ele disse que imporia tarifas sobre outros bens, incluindo produtos farmacêuticos, petróleo e semicondutores, e disse que está considerando taxas de importação contra a UE.


Na agenda semanal, por aqui, destaque para o IPCA de janeiro, as vendas no varejo (PMC IBGE) e o volume de serviços (PMS IBGE) de dezembro. Tudo isso deve influenciar no futuro de DI nesta semana, em paralelo à repercussão da maior oferta de crédito consignado, anunciada por Lula. Nos EUA, é divulgado na quarta-feira o CPI de janeiro, e na quinta-feira, o PPI e os dados dos pedidos iniciais de auxílio-desemprego. Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, testemunhará perante o Congresso na terça e na quarta-feira, aumentando o foco sobre a política monetária.


Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting 

 

Boa segunda-feira a todos!

Bankinter Portugal Matinal 1002

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Esta semana, inflação americana e Powell (Fed), mas o realmente importante acontecerá durante o fim de semana e estará relacionado com o prémio de risco geoestratégico: a Conferência de Segurança de Munique. 

 

A temporada de publicação de resultados empresariais continua ativa e, por agora, está a apoiar as bolsas, porque os resultados agregados são bons: tendo publicado já ca. 3/5 das empresas americanas avaliadas, o seu EPS médio é +13,3% vs. +7,5% esperado. Isto é, a realidade quase duplica a expetativa. Por isso, voltam a ser, mais um trimestre, um apoio fiável para as bolsas. Não esqueçamos que, a longo prazo, estas evoluem de forma coerente com os resultados empresariais. Dando isto por descontado em positivo, esta semana dependemos basicamente da inflação americana, na quarta-feira, a meio do dia, e do tom de Powell perante o Senado e o Congresso, na terça e quarta-feira, respetivamente. Espera-se que a inflação repita em +2,9%, mas que a Taxa Subjacente retroceda até +3,1% desde +3,2%, portanto pode ser um evento modestamente favorável. 

 

Powell dará a sua visão sobre a situação da economia e será responsabilizado em frente às câmaras pela política monetária da Fed, no que antes se denominava “Discurso Humphrey-Hawkins” semestral. Provavelmente, mostrar-se-á cauteloso e relutante em orientar sobre as seguintes descidas de taxas de juros até ter informação mais fiável em relação ao impacto sobre a inflação e o crescimento das políticas de Trump, principalmente sobre os impostos alfandegários. De facto, hoje serão anunciados impostos alfandegários de 25% às importações de aço e alumínio, as quais têm origem, principalmente, do Canadá (79% do total), México, Brasil, Coreia do Sul e Vietnam. Isso poderá arrefecer um pouco o mercado… mas pouco, porque pesarão mais os seus comentários sobre uma conversa que afirma ter mantido com Putin para terminar a guerra na Ucrânia, sem acrescentar concretização e expressando-se de forma ambígua. 

 

E isto tem relação direta com a Conferência de Segurança de Munique no próximo fim de semana, cuja influência, já para a próxima semana, é imprevisível. Qualquer alusão a um hipotético cessar-fogo reduzirá o prémio de risco geoestratégico e relançaria as bolsas, mas qualquer deceção a respeito conseguiria o contrário. Por isso, é provável que na quinta/sexta-feira ocorra uma retirada de posições que se traduzirá em ligeiros retrocessos. Ou o contrário, porque o desenvolvimento é tão imprevisível como as declarações de Trump. A questão é que, por precaução, as bolsas devem enfraquecer para o final de semana, embora apenas como precaução. Embora hoje iniciem a subir um pouco, animadas por essa ambígua e inconcreta conversa de Trump com Putin. 

 

S&P500 -0,9% Nq-100 -1,3% SOX -1,6% ES-50 -0,6% IBEX -0,3% VIX 16,5 Bund 2,37% T-Note 4,49% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,04% PT 2,89% FRA 3,09% ITA 3,46% Euribor 12m 2,384% (fut.2,160%) USD 1,033 JPY 156,5 Ouro 2.888$ Brent 75,3$ WTI 71,6$ Bitcoin +0,4% (97.281$) Ether -2,4% (2.638$). 

 

FIM

Nova tarifa global

 *Capital Economics: Nova tarifa global dos EUA deve elevar sobretaxa efetiva para 14,5%* Por Gustavo Boldrini São Paulo, 21/02/2026 - O aum...