quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

BDM Riscala Matinal 2301

 *Rosa Riscala: Sem agenda, tarifas de Trump continuam no foco*


… A participação virtual de Trump no Fórum de Davos, prevista para 13h (BSB), é o destaque dos mercados, em mais um dia sem agenda. O presidente dos EUA estaria planejando responder a perguntas de executivos europeus, segundo fontes da agência DJ. E é aí que mora o perigo. Ele vai falar de tarifas? Vai continuar brando e estratégico como se mostrou até agora? Trump pegou leve com a China, derrubando o dólar para baixo dos R$ 6, mas já ameaçou o México, o Canadá e agora a Rússia. “Tem que acabar logo com essa guerra ridícula [com a Ucrânia] ou sofrerá sanções e tarifas dos EUA.” O Kremlin não se abalou e disse que não tem pressa. Está todo mundo dizendo que Trump só está blefando e isso não é bom para o jogo. Uma hora dessas, ele pode querer provar que com ele ninguém brinca.


… A percepção de que as coisas vão acontecer de forma mais tranquila no segundo governo de Trump é muito prematura e recomenda um otimismo cauteloso. Os mercados vão vivendo um dia de cada vez, sabendo que enfrentam o risco de volatilidade.


… Análise publicada ontem pela Eurasia aponta que a UE pode propor uma cooperação mais estreita com os EUA contra a China, na tentativa de agradar Trump e evitar as tensões comerciais para o seu lado.


… Para o Brasil, a grande notícia é o cuidado que Trump está mostrando com a China, tanto é que, apesar da queda do minério de ferro e do petróleo, a menção à alíquota de 10% não impediu uma forte correção do câmbio (abaixo).


… Agora é esperar 1º de fevereiro para ver se a ameaça de tarifa de 25% aos produtos importados do Canadá e do México se concretiza.


… Se Trump continuar legal, é possível que a aposta em tarifas mais brandas limite o impacto inflacionário e retome a discussão de que o Fed possa cortar os juros em ritmo menos conservador. Na próxima semana, tem Superquarta, com Fomc e Copom.


… Um dólar mais fraco frente ao real melhora a perspectiva para o resultado da balança comercial brasileira.


… Dados preliminares divulgados ontem pelo BC revelaram que fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$ 3,804 bilhões de 1º a 17 de janeiro. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 2,127 bilhões e o comercial, saldo negativo de US$ 1,677 bilhão.


… Os números porém, são anteriores à posse de Trump, no dia 20, e podem melhorar daqui para frente.


FORÇANDO A BARRA – De olho na popularidade de Lula em ano pré-eleitoral, o governo já assume abertamente os seus planos, antecipados pelo Valor, de baixar a inflação à força, começando pelos preços dos alimentos.


… O jornal informou que o governo estuda medidas que envolvem corte de taxas de juros cobradas pelas lojas nos cartões de vale-alimentação e venda de remédios em supermercados, para ampliar escala e reduzir custos.


… Segundo a reportagem, em reunião no Palácio do Planalto em novembro, indústrias e varejistas passaram ao presidente Lula um conjunto de sugestões para amenizar as pressões na inflação dos alimentos.


… O ministro Rui Costa (Casa Civil), que agora virou uma espécie de porta-voz da esperança e deu de falar de tudo, confirmou ontem em entrevista que o governo “vai fazer intervenções que barateiem os alimentos”.


… Horas depois, a sua pasta foi obrigada a emitir uma nota para corrigir a trapalhada do tom da declaração, desmentindo que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos.


… À noite, falando à CNN, o ministro consertou as palavras, disse que não haverá “intervenções”, mas “medidas”.


… Só troca seis por meia dúzia, muda para deixar igual, já que a essência é a mesma. A economista Andrea Damico, CEO da consultoria Buysidebrazil, diz ver com muita preocupação a tentativa de baixar a inflação “na marra”.


… “O que funciona para controlar preço, qualquer que seja, para controlar a inflação, é a política monetária. Qualquer outro tipo de medida alheia a essa não funciona, nem empiricamente, nem teoricamente”, acredita.


… Ela reforça que a atribuição de perseguir a meta de inflação se deve exclusivamente ao BC e relembra o case de Dilma Rousseff, que tentou represar os preços de energia e gasolina, e depois viu uma explosão dos administrados.


… Alexandre Maluf, economista da XP, concorda que, historicamente, intervenções contra a inflação não são bem-sucedidas. Andrea Angelo, estrategista da Warren, duvida que as medidas cogitadas reduzam os preços.


… Rui Costa disse que o governo deve fazer nesta semana reuniões com ministérios para afunilar uma proposta para conter a alta do preço dos alimentos e confirmou que a redução da taxa do vale alimentação está em estudo.


… Já a mudança da data de validade dos produtos, proposta pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), dificilmente será adotada, segundo ele, e a venda de remédios em supermercados precisa ser discutida com a Saúde.


MAIS AGENDA – Num dia sem indicadores mais relevantes, NY observa o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (10h30), que devem aumentar em 2 mil, para 219 mil.


… Os estoques americanos de petróleo devem cair 500 mil barris, no dado que o DoE divulga às 13h. A Comissão Europeia informa o Índice de Confiança do Consumidor de janeiro, que deve ficar em -14, de -14,6 em dezembro.


… O BC da Turquia decide juros (8h), com expectativa de queda a 45% ao ano, contra 47,5% atualmente.


… À noite, o Japão informa o CPI de janeiro (20h30) e os PMIs da indústria, dos serviços e composto medidos pela S&P Global e o Jinbun Bank (21h).


… Por aqui, o presidente Lula se reúne (15h) com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa e Sidônio Palmeira (Secom). A FGV informa o IPC-S da 3ª quadrissemana de janeiro (8h). O CMN se reúne às 9h.


AFTER HOURS – A Alcoa teve lucro e receita acima do esperado no 4Tri24 e guidance positivo, mas a ação recuou 1,37% no after hours de NY, depois de uma reação inicial positiva.


… A companhia teve lucro líquido de US$ 202 milhões no último trimestre do ano passado e lucro por ação ajustado de US$ 1,04, acima da projeção de US$ 0,95.


… A receita foi de US$ 3,5 bilhões no período, também acima do projetado, de US$ 3,3 bilhões.


…  A Alcoa espera que a produção total do segmento de alumínio em 2025 fique entre 2,3 e 2,5 milhões de t, mais que em 2024. Os embarques do metal devem variar entre 2,6 e 2,8 milhões de t.


ROUND 6 – A briga em torno do piso psicológico dos R$ 6 foi finalmente vencida, com o dólar à vista furando esta marca e atingindo a menor cotação em quase dois meses. O ímpeto vendedor teve dois drivers: Trump e a taxa Selic.


… A mudança de tom do presidente dos EUA no discurso protecionista, não tão radical na ameaça de aplicação de tarifas aos chineses, repercute bem entre os emergentes, com o risco mais esvaziado de guerra comercial.


… Ainda é cedo para confiar, mas a abordagem bem menos agressiva de Washington traz à tona a esperança de impacto inflacionário menor com as tributações mais leves, abrindo espaço para mais cortes de juro pelo Fed.


… O cenário vai se tornando ideal para o carry trade, com os investidores inclinados a tomar dinheiro emprestado em um país com juros mais baixos (EUA) e investir em outro que ofereça taxas mais altas, como é o nosso caso.


… Nesta mudança de rotação, o capital estrangeiro já tem demonstrado maior interesse em voltar para cá.


… O Copom não pode dar mole, já tem na agulha pelo menos mais duas doses de alta de 1pp da Selic (semana que vem e em março) e o guidance deve continuar conservador, diante da inflação desancorada e todo o ruído fiscal.


… O JPMorgan estima que o próximo comunicado do Copom deve indicar que a porta está aberta para continuar aumentando a Selic até o 2Tri. O banco acredita que o balanço de riscos exige juro básico terminal acima de 15,25%.


… Analistas do JP avaliam que a perspectiva inflacionária para o ano piorou, devido à combinação de PIB acima do potencial, choque no preço dos alimentos, efeitos de repasse cambial de 2024 e impactos de indexação nos preços.


… Em tom menos pessimista, um estudo publicado pela Oxford Economics aponta que, apesar dos temores do mercado financeiro e da recente depreciação do real, o Brasil não entrou num quadro de dominância fiscal.


… Diante da Selic atrativa e de Trump 2, que não tem confirmado sua fama de mau, operadores no Broadcast identificam desmontagem de posição comprada no câmbio futuro por estrangeiros e investidores institucionais.


… Desde novembro, o dólar não atingia um patamar tão baixo de fechamento como o de ontem, a R$ 5,946, em queda firme de 1,40%. Para o economista-chefe do Itaú BBA, Mario Mesquita, o valor justo seria R$ 5,70.


… Ele disse ao Valor que não viu até agora nenhuma manifestação de Galípolo de se desviar das regras do jogo do regime de metas. “A diretoria atual vai continuar perseguindo a meta e isso demanda aperto de juros mais intenso.”


… De um lado, a curva do DI tentou ontem devolver prêmio junto com o alívio no câmbio, mas as taxas mais curtas e médias tiveram menor margem para cair e acabaram fechando perto da estabilidade, porque a Selic ainda vai longe.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,920% (de 14,925% no fechamento anterior); Jan/27, 15,165% (de 15,155%); Jan/29, 14,995% (de 15,020%); Jan/31, 14,960% (de 15,000%); e Jan/33, 14,880% (14,940%).


EFEITO REVERSO – Ao invés de faturar o alívio com o dólar abaixo de R$ 6, o Ibovespa caiu de leve, tendo as forças roubadas pelas empresas exportadoras, que justamente enfrentam perdas quando o real testa uma recuperação.


… Boa parte da produção da Vale é vendida no mercado internacional, o que ajudou a justificar ontem o desempenho bastante negativo do papel (ON, -2,52%, a R$ 52,66), figurando entre as piores perdas do dia.


… Em menor medida, também a queda do minério de ferro (-0,44%) influenciou. Ainda entre as companhias exportadoras, CSN Mineração perdeu 1,33% (R$ 5,19), Suzano caiu 1,60% (R$ 61,40) e Embraer, -2,10% (R$ 61,15).


… Descolado do exterior, o Ibovespa quebrou a sequência de quatro altas consecutivas e caiu 0,30%, abaixo dos 123 mil pontos (122.971,77). O volume financeiro continuou baixo e somou só R$ 19,2 bilhões.


… Em linha com o petróleo, Petrobras ON recuou 1,01% (R$ 41,13), na mínima, e PN caiu 0,56% (R$ 37,09).


… O Brent/março cedeu 0,36%, a US$ 79,00/barril, a 5ª queda seguida, ainda sob o efeito das medidas de Trump para o setor de energia, que podem elevar a oferta.


… Em meio ao recuo do dólar e da cotação do petróleo, a defasagem de preços da Petrobras diminuiu, segundo a Abicom. A do diesel recuou de 28% no pico da semana passada para 24% e a da gasolina, de 13% para 12%.


… Mas não se sabe se isso fará diferença para um potencial reajuste dos combustíveis, que pode ser discutido semana que vem. Ontem, Rui Costa reiterou que a estatal tem autonomia para decidir sobre os preços.


… Bancos fecharam sem direção única. Banco do Brasil subiu 1,83% (R$ 26,13) e Santander ganhou 1,28% (R$ 25,36). Bradesco PN perdeu 1,37% (R$ 11,48), Bradesco ON caiu 1,12% (R$ R$ 10,63) e Itaú desvalorizou 0,37% (R$ 32,61).


… Azul foi a maior alta do pregão, com +6,98% (R$ 4,60), após o anúncio da empresa sobre o encerramento e o resultado das ofertas para troca de notas existentes.


… CVC subiu 6,36% (R$ 1,84) e LWSA ganhou 5,66% (R$ 3,36). No lado negativo, os destaques ficaram com RD Saúde (-4,52%; R$ 20,91), Brava Energia (-4,13%; R$ 23,70) e Minerva (-3,42%; R$ 4,80). 


BRILHO TECH – O anúncio do projeto Stargate, de infraestrutura de IA, que envolve investimento de US$ 500 bi, animou Wall Street, que voltou os olhos novamente para as ações de tecnologia.


… Embora a iniciativa anunciada por Trump tenha ganhado críticas de Musk, que disse que as empresas “não têm dinheiro de verdade” para o projeto, o mercado gostou.


… O Nasdaq puxou as altas, subindo 1,28% e reconquistando os 20 mil pontos (20.009,34). Oracle (+6,75%) e SoftBank (+11,37%), envolvidos na iniciativa, foram bem. Entre as big techs, Nvidia (+4,43%) se destacou.


… Netflix também embalou NY. Com mais de 300 milhões de assinantes no mundo no 4tri24, a ação disparou 9,69%.


… O rali nas techs com o otimismo da IA e os balanços levaram o S&P 500 a um novo recorde (6.100 pontos) durante a sessão. O índice fechou perto disso, a 6.086,27 pontos (+0,61%). O Dow Jones subiu 0,30%, a 44.156,73 pontos.


… Mas à CNBC, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, disse haver sinais de que o mercado de ações está superaquecido. “Os preços dos ativos estão meio inflacionados. Você precisa de resultados muito bons para justificar esses preços”.


… Depois de o S&P 500 subir 24% em 2023 e 23% em 2024, há todo um debate sobre até que ponto o mercado pode ir sem uma correção significativa. Ainda mais porque os ganhos têm se concentrado nas techs.


… Ontem, por exemplo, apenas dois dos 11 setores do índice tiveram alta.


… Em nota, estrategistas do BlackRock Investment Institute disseram que “mesmo com juros mais altos, achamos que as ações podem continuar subindo, desde que os fundamentos permaneçam fortes.”


… Depois de uma sequência de quedas, os rendimentos dos Treasuries se ajustaram em alta. O da note de 2 anos subiu a 4,295% (de 4,274% na sessão anterior) e note de 10 anos avançou a 4,602% (de 4,578%).


… O índice dólar (DXY) mostrou oscilação contida pela segunda sessão seguida, com alta de 0,10%, a 108,167 pontos.


… O euro ficou estável (-0,03%), em US$ 1,0417, e a libra esterlina seguiu o mesmo caminho (-0,09%), a US$ 1,2321. O iene caiu 0,62%, a 156,448/US$.


EM TEMPO… USIMINAS captou US$ 500 milhões em bonds em oferta com demanda superior a US$ 2 bilhões, com taxa de 7,75% e prazo de sete anos, segundo agências de notícias.


LOJAS RENNER. Citi cortou preço-alvo de R$ 18,50 para R$ 17, mantendo recomendação de compra. Na prévia do 4Tri24, estimativa para crescimento de vendas nas mesmas lojas caiu de 12,9% para 10%, segundo o banco.


ALPARGATAS fará o resgate facultativo total das debêntures da 1ª série da 2ª emissão, tendo desembolso total de R$ 566 milhões. Serão resgatadas 550 mil debêntures e o pagamento ocorrerá no dia 30 de janeiro.


XP aprovou 1ª emissão de notas comerciais no valor de R$ 1,1 bilhão. Prazo será de 365 dias após a emissão.


TENDA. Itaú Unibanco reduziu participação acionária na empresa a 4,12%. No último formulário de referência, de 10 de janeiro, a participação do banco era de 7,82% dos papéis ordinários.


TECNISA. Vendas contratadas líquidas caíram 29,5% no 4Tri24, a R$ 138 mi, na comparação com o 4tri23. Valor integral das vendas foi de R$ 232 mi, alta de 3,3% no período. A companhia não realizou lançamentos no 4Tri24.


COSAN fará o resgate antecipado facultativo total da 1ª série da 3ª emissão de debêntures no dia 6 de fevereiro.


AUTOMOB informou que José Cezario Menezes de Barros Sobrinho renunciou ao cargo de diretor de RI. Para ocupar a função, a companhia elegeu Antonio da Silva Barreto Junior.


CCR ROTA SOROCABANA fará a 1ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2,05 bilhões. Prazo de vencimento será de 60 dias contados da data de emissão.


PARANAPANEMA destituiu João Nogueira Batista dos cargos de diretor-presidente e de RI. Marcelo Vaz Bonini, atual diretor financeiro, acumulará o cargo de RI e o comando da empresa até a eleição de um novo diretor-presidente.

Bankinter Portugal 2301

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O mercado evolui demasiado bem. Trump está focado na imigração, que é a parte mais populista da sua política e a menos realizável na prática, além de ser a que menos afeta o mercado a curto prazo. Por isso, o mercado encaixa-o bem, e apoiado por resultados 4T 2024 cujo saldo melhora pouco a pouco, sobe até com alguma força. Porque em 2025, o ES-50 já leva +6,3%, o S&P500 +3,5% e o Nq-100 +4%... e isso parece um pouco autocomplacente e até arriscado. Mas os bons resultados e a aterragem pouco agressiva de Trump no que realmente afeta o mercado (impostos alfandegários, impostos, desregulação) permitem que as bolsas se animem e subam, com a tranquilidade de que a diminuição do risco percebido em relação ao contexto estabilize as yields das obrigações em níveis aceitáveis (Bund 2,50%; T-Note 4,60%), e isso é a chave para que a elevada liquidez caminhe em positivo, com tom comprador. 

 

HOJE um pouco mais fraco: -0,2%? Noruega repetirá a Taxa Diretora em 4,50%, às 9 h, esperando até março para baixar. Isto é, passará despercebido, embora tenhamos de observar. GE publicará na pré-abertura americana (14:30 h): EPS esperado 1,041$. E no fecho (21 h), Intuitive Surgical (1,811$). Publicam outras empresas também, mas estas duas são as importantes. Com 65 empresas publicadas, o EPS do S&P500 melhora até +8,1% vs. +7,5% esperado. E J&J e P&G publicaram ontem, batendo expetativas, enquanto Abbott bastante em linha. Com poucas referências e após as recentes subidas, hoje as bolsas irão parar para observar, sem que as yields das obrigações se elevem, à espera de alguns assuntos importantes de amanhã. Dia de trâmite um pouco em baixa, provavelmente. 

 

AMANHÃ terminaremos a semana com um notável aumento da inflação no Japão (+3,4% vs. +2,9%), que forçará o BoJ a subir a Taxa Diretora, também amanhã, em +25 p.b., até 0,50% (atribuímos 70% de probabilidade). Sairão PMIs Industriais em todo o mundo, talvez a melhorar umas décimas (todos em zona de contração económica, mas os EUA poderão colocar-se nos 50 pontos, em expansão). E publicarão, às 12 h, Verizon e Amex, como referências corporativas mais importantes. Mas o mercado não fará nada destacável, porque a atenção está na próxima semana, que é importante e capaz de mover o mercado: publicarão 5 das 7 Magníficas; na quarta-feira (29) a Fed repetirá em 4,25%/4,50% depois de ter vindo a baixar desde setembro; e na quinta-feira (30), o BCE baixará -25 p.b até 2,75%/2,90%... sendo o mais importante a possível nova abordagem mais cautelosa em relação a futuras descidas de taxas de juros, embora com sério debate interno e sem que possamos considerar nada garantido devido à dispersão de opiniões e visões que há no Conselho do BCE. 

 

É provável que hoje e amanhã sejam dias fracos, sem deterioração relevantes, mas sem vontade, porque a atenção já está na próxima semana, que é francamente importante.  

 

S&P500 +0,6% Nq-100 +1,3% SOX +1,7% ES-50 +0,8% IBEX -0,4% VIX 15,1 Bund 2,50% T-Note 4,60% Spread 2A-10A USA=+31pb B10A: ESP 3,13% PT 2,93% FRA 3,26% ITA 3,60% Euribor 12m 2,493% (fut.2,375%) USD 1,040 JPY 162,9 Oro 2.753$ Brent 78,6$ WTI 75,1$ Bitcoin -1,7% (102.280$) Ether -1,6% (3.205$). 

 

FIN

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Call Matinal ConfianceTec 2201

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

22/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (21/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na terça-feira (21), fechou em alta de 0,39%, aos 123.398 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,40%, a R$ 6,037.


PRINCIPAIS MERCADOS, 07h00


Índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (22), refletindo otimismo com mais gastos em inteligência artificial (IA), a compensarem as incertezas sobre tarifas mais elevadas.


🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, +0,10%

S&P 500 Futuro, +0,37%

Nasdaq Futuro, +0,77%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,89%

Nikkei (Japão🇯🇵), +1,58%

Hang Seng Index (Hong Kong), -1,63%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,15%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,33%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,09%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,66%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,43%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,24%

STOXX 600🇪🇺, +0,29%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,33%, a US$ 75,58 o barril

Petróleo Brent, -0,20%, a US$ 79,13 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,44%, a 800,50 iuanes (US$ 110,09).


NO DIA, 22/01


Em dia de agenda vazia no exterior, destaque para o Fórum de Davos, na Suíça, com a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde. 


Nos EUA, a expectativa é de que Trump seja menos agressivo nas tarifas. Ontem à noite, ele disse que estuda uma sobretaxa de 10% para a China, “provavelmente” no dia 1º/2, data marcada também para as tarifas ao México e Canadá. Por aqui, temos a divulgação do fluxo cambial semanal do BC no início da tarde, enquanto os ativos vão no embalo de NY.


AGENDA, 22/01


Indicadores:

08h00. Brasil🇧🇷/FGV: Boletim Icomex - dezembro

14h30. Brasil🇧🇷/BC: Fluxo cambial semanal.


Eventos:

08h00. Rui Costa (Casa Civil) participa do programa de rádio 'Bom dia, ministro', da EBC

11h00. Presidente Lula participa de evento de assinatura do contrato de concessão da BR-381/MG

12h15. Christine Lagarde (BCE) participa de conversa em Davos

20h00. Coreia do Sul🇰🇷/BoK: PIB do quarto trimestre.                

                               

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!

Bankinter Portugal 2201

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM, a bolsa na Europa e as obrigações mantiveram-se quase planas enquanto esperavam para ver a reação de Wall St. após a tomada de posse de Trump e conhecer os seus primeiros passos. O Indicador de Sentimento ZEW alemão retrocedeu mais do que o esperado, mas passou para segundo plano e tampouco acrescentava grandes surpresas sobre a má perceção da economia alemã. O T-Note relaxou -5 p.b. até 4,58%, desvanece-se o medo de um aumento para 5%, e a bolsa americana recuperou; os mercados nos EUA beneficiaram da posição inicial de Trump mais pacífica do que o esperado em relação a impostos alfandegários e à perspetiva de que o preço do petróleo bruto caia ao som de “drill, baby drill”. As bolsas avançavam impulsionadas pelo bom tom de resultados empresariais (Charles Schwab, 3M, D.R. Horton) e dos ares de desregulação e pró-crescimento, um bom presságio para o novo mandato de Trump. Destacavam as pequenas e médias empresas, com mais negócio local e que beneficiarão, a priori, mais do espírito protecionista e do mantra “MAGA” (Make America Great Again). À última hora, um anúncio de Trump de um plano de investimento privado de 500.000M$ a 5 anos em IA animou também a tecnologia e as elétricas que fornecerão a energia necessária. 

 

HOJE os resultados mandam: Netflix sobe +14,4% em aftermarket após conseguir o maior aumento trimestral de subscritores da sua história no 4T (18,9M novos utilizadores, mais do dobro do esperado) e bate resultados. Também bate United Airlines (+3,6%). Na Europa, Adidas, após o fecho, antecipa resultados muito bons do 4T (ADR +6,7% em Nova Iorque) e Iberdrola anuncia, em Davos, que pode aumentar muito o seu dividendo a cada ano. A perspetiva de que os EUA aumentem os investimentos em IA continua a dar brilho à tecnologia. Hoje não há referências relevantes, temos o Indicador Adiantado nos EUA (15 h) de dezembro e deverá cair um pouco, mas sem afetar o mercado. Vários membros do BCE falam hoje em Davos: Villeroy (09:15 h), Knot (10:30 h), Lagarde (15:15 h), Nagel (18:30 h), mas a descida de -25 p.b. a 30 de janeiro parece praticamente certa, e os discursos acrescentarão entre pouco e nada. Perante a ausência de dados macro, mandam os resultados empresariais que, nos EUA, já crescem +7,9%. Hoje as bolsas continuarão a subir, a inércia é positiva e o mercado começa a pensar nos resultados de 5 das 7 Magníficas e nos bancos centrais que publicam na próxima semana. 

 

S&P500 +0,9% Nq100 +0,6%. NY cerrado. ES-50 +0,03% IBEX -0,1% VIX 15,1 Bund 2,51% T-Note 4,58% Spread 2A-10A USA=+30pb B10A: ESP 3,14% PT 2,92% FRA 3,27% ITA 3,59% Euribor 12m 2,489% USD 1,041 JPY 162,1 Ouro 2.745$ Brent 79,3$ WTI 75,5$ Bitcoin +4,2% (106.788$) Ether +1,6% (3.332$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 2201

 *Rosa Riscala: Trump pega leve com a China*


… Mais um dia de agenda vazia de indicadores lá fora, com destaque apenas para o Fórum de Davos, hoje com a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde. Em Wall Street, o salto das ações da Netflix no after hours (14%), após o balanço, contrata otimismo para a abertura das bolsas. A expectativa de que Trump pode ser menos agressivo nas tarifas ajuda a sustentar o bom humor. Ontem à noite, ele disse que estuda uma sobretaxa de 10% para a China, “provavelmente” no dia 1º/2, data marcada também para as tarifas ao México e Canadá. Os 10% são uma surpresa positiva, bem abaixo dos 60% que Trump ameaçava às exportações chinesas em sua campanha. Aqui, só está prevista a divulgação do fluxo cambial semanal do BC no início da tarde, enquanto os ativos vão no embalo de Nova York.


… Os 10% de tarifa à China não foram escritos na pedra por Trump, que citou a alíquota como um exemplo ou uma possibilidade estudada, em entrevista a jornalistas na Casa Branca, no início da noite. Mas é muito significativo e deve repercutir bem nos mercados.


… Reforça a percepção de que o presidente não está a fim de criar uma guerra comercial e vai pegar leve.


… Depois da conversa amigável com Xi Jinping, este é um sinal muito promissor de que a relação entre EUA e China pode prosperar, para o alívio do mundo e, em especial, dos emergentes e do Brasil.


… Ainda na noite desta 3ªF, Trump disse que a UE tem desequilíbrios comerciais preocupantes com os EUA e que é “muito, muito ruim para nós”. “Então eles vão ter tarifas. É a única maneira de você obter justiça.”


… Mas o maior receio, uma linha de base tarifária universal, parece afastado e mesmo as tarifas de 25% ao México e Canadá não podem ser dadas como certas. Trump está negociando ao seu modo, e o que diz não pode ser levado ao pé da letra.


… Para a Capital Economics, “este padrão é familiar desde a guerra comercial EUA-China de 2018-19”, mas a consultoria alerta que, como naquela época, as incertezas em torno das reais intenções de Trump resultarão provavelmente em grande volatilidade.


… Fontes dizem à agência DJ que Trump tem usado as ameaças de tarifas mais rígidas para produtos do Canadá e do México para pressionar os dois países a anteciparem a renegociação de seu acordo comercial (USMCA).


… O texto, elaborado no primeiro mandato do presidente americano, está sujeito a revisão no ano que vem, mas o republicano já estaria mexendo os seus pauzinhos para alterar as regras para automóveis no pacto celebrado.


… Ele quer forçar as fábricas de automóveis a se transferirem do Canadá e do México de volta para os EUA.


… O grande acordo comercial USMCA movimenta cerca de US$ 2 bilhões e levou o México e o Canadá a superarem a China como os principais parceiros comerciais dos EUA, de acordo com dados do Census Bureau.


… Aliado próximo de Trump, o senador Kevin Cramer confirmou que o objetivo de Trump é reinicializar o USMCA e que tem estado em contato com autoridades canadenses sobre como podem atenuar as exigências de Trump.


TIKTOK – Trump disse estar aberto à possibilidade de o bilionário Elon Musk ou o presidente da Oracle, Larry Ellison, adquirirem a plataforma de vídeos como parte de uma joint venture com o governo dos EUA.


O IMPACTO DO PACOTE – Questionada pelo Broadcast sobre os efeitos individualizados do pacote fiscal, a Fazenda estima que as medidas vão gerar uma economia de R$ 29,4 bilhões no orçamento deste ano.


… Até então, a pasta só havia divulgado, em dezembro, o impacto do pacote somado para 2025 e 2026, de R$ 69,8 bi, sem isolar os efeitos para cada ano. Pela tabela atual, em 2026, o pacote poupará R$ 40,3 bi aos cofres.


… A maior fatia de economia está nos ajustes das emendas: impacto de R$ 6,7 bi este ano e R$ 7,7 bi em 2026.


… O segundo maior efeito virá das mudanças no Fundeb, abrindo espaço de R$ 4,8 bi no orçamento/25 e R$ 5,5 bi no próximo ano. A nova regra de reajuste do salário mínimo poupará R$ 3,8 bi este ano e R$ 11,4 bi (2026).


… A Fazenda espera que os ajustes no Bolsa Família rendam R$ 1,6 bi neste exercício e R$ 2,4 bi no próximo.


REAJUSTE DA PETROBRAS – Em Davos, o ministro Alexandre Silveira (MME) disse que a estatal tem “completa independência” para decidir preços e que o tema não passa pelo conselho, sendo responsabilidade da diretoria.


… De acordo com ele, o conselho de administração da empresa é utilizado para as decisões estratégicas de investimento e “aí, sim, o governo tem todo o direito de direcionar iniciativas na companhia”.


… Os comentários sobre a autonomia da Petrobras respondem aos relatos na imprensa de que o governo deve pressionar o conselho da estatal a amenizar uma alta dos combustíveis para não impulsionar a inflação.


… Na Suíça, Silveira ainda aproveitou para alfinetar Haddad: “às vezes, falta comunicação entre o governo e o mercado sobre a situação das contas brasileiras”. Mas disse que o foco está claro em combater o déficit.


MAIS AGENDA – O BC divulga o fluxo cambial às 14h30. Rui Costa (Casa Civil) será entrevista às 8h pela EBC.


LÁ FORA – Christine Lagarde (BCE) participa de conversa no Fórum Econômico Mundial, em Davos, às 12h15. Nos EUA, estão previstos balanços da Procter & Gamble, antes da abertura do mercado, e Alcoa, depois do fechamento.


AFTER HOURS – A festa da Netflix respondeu à surpresa com novos assinantes no 4Tri (18,91 milhões), quase o dobro do previsto, e à informação de que o preço da assinatura vai subir nos EUA, Canadá, Portugal e Argentina.


… O aumento do valor do plano deve inflar a receita deste ano para até US$ 44,5 bilhões, crescimento de 14% em relação ao ano encerrado. No 4Tri, a receita foi de US$ 10,2 bilhões, pouco acima da projeção de US$ 10,1 bi.


… O lucro líquido de US$ 1,86 bilhão registrou avanço em relação ao ganho de US$ 938 milhões em igual período do ano anterior. O lucro por ação ajustado de US$ 4,27 ficou acima das expectativas de analistas, de US$ 4,21.


… Foi o último trimestre em que a Netflix divulgou os números trimestrais de assinantes. Em vez disso, empresa quer que os investidores se concentrem agora em outras métricas, como a receita e a margem operacional.


… Ainda no after market, a United Airlines saltou 3,42%. O lucro líquido ajustado de US$ 3,26 por ação no 4Tri veio acima da previsão de US$ 3,04 e a receita somou US$ 14,7 bi, também superior à expectativa (US$ 14,4 bi).


NÃO BEBEU TEQUILA – O real escapou do impacto negativo do peso mexicano (-0,67%, a 20,64/US$), que sentiu o golpe da ameaça de Trump de taxar os produtos do México e Canadá em fevereiro, possivelmente em 25%.


… O câmbio doméstico também não se abalou com os comentários do novo presidente americano de que o Brasil precisa mais dos EUA do que o contrário e de que os países-membros do Brics têm tentado “dar a volta” nos EUA.


… Ileso às pressões, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,19%, cotado a R$ 6,0307. O descolamento foi atribuído por operadores de mercado a relatos de entrada de fluxo e desmonte de posições compradas no câmbio.


… Apesar do certo desinteresse pelas ações brasileiras, tem chamado a atenção o retorno dos investidores estrangeiros à B3, muito provavelmente relacionado à Cosan, que zerou sua participação acionária na Vale.


… Em dois dias (5ªF e 6ªF passadas), entraram R$ 9,4 bilhões na bolsa em capital externo. A entrada expressiva de dinheiro pode estar contribuindo para manter o câmbio comportado, com o dólar inclinado a flertar com os R$ 6.


… Também a curva do DI tem aproveitado a maré de relativa calmaria com Trump, que mostra as garras, mas ainda não passa do nível de ameaças, deixando no ar a dúvida se as promessas de tributação são mesmo para valer.


… Os juros futuros terminaram a sessão de ontem perto da estabilidade, no clima de esperar para ver.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcou 14,925% (igual ao fechamento anterior); Jan/27 foi a 15,155% (de 15,130%); Jan/29, a 15,020% (de 15,015%); Jan/31, a 15,000% (de 15,030%); e Jan/33, a 14,940% (de 14,970%).


… Semana que vem tem Copom, com alta encomendada de mais 1pp para a Selic, a 13,25%. Em março, vem mais uma dose de 1 ponto, para 14,25%, e depois disso, a briga das apostas é se vai parar em 15% (Focus) ou segue além.


… O Citi aposta em 15,5% até junho e, ontem, elevou a previsão para a inflação deste ano (de 4,3% para 4,9%) e do ano que vem (de 3,7% para 4,0%), como reflexo da “ausência de reação fiscal” por parte do governo federal.


COMPASSO DE ESPERA – Sem total clareza ainda se Trump vai botar para quebrar no protecionismo tarifário ou se é mais jogo de cena para ampliar o seu poder de negociação, o Ibovespa exibe pouco apetite para arriscar.


… Com a alta moderada de 0,39% ontem, o índice à vista recuperou a marca dos 123 mil pontos (123.338,34) pela primeira vez no ano. Mas o giro (R$ 16,6 bi) constrange e, desta vez, não teve a desculpa de feriado em NY.


… Com a falta de boas notícias, o sentimento dos gestores sobre o Ibov permanece ruim, segundo pesquisa mensal do BofA.


… “As expectativas para o Ibov em 2025 estão dispersas entre 110 mil e 140 mil pontos, o que implica viés limitado para alta. Apenas 9% veem acima de 140 mil pontos no fim de 2025, contra 17% em dezembro”, diz a pesquisa.


… Os desempenhos fracos de Petrobras e Vale frearam os ganhos do índice ontem. O papel da mineradora caiu 0,50%, a R$ 54,02, pelo segundo dia na contramão da alta do minério de ferro em Dalian (+0,56%).


… Petrobras ON cedeu 0,84% (R$ 41,55) e PN ficou estável (+0,03%), em R$ 37,30. O dia foi negativo para o Brent/março (-1,17%; US$ 79,29) com a expectativa de que as políticas de Trump aumentem a oferta da commodity.


… Bancos ficaram no azul, com destaque para BB (+0,90%; R$ 25,66). Santander subiu 0,28% (R$ 25,04), Itaú ganhou 0,21% (R$ 32,73), Bradesco ON teve alta de 0,19% (R$ 10,75) e Bradesco PN ficou estável (+0,09%), em R$ 11,64.


…  Usiminas (+5,36%; R$ 5,31), Brava Energia (+4,26%; R$ 24,72) e Braskem (+3,57%; R$ 14,23) tiveram os maiores ganhos do dia.


… Ações de frigoríficos figuraram entre as maiores perdas, afetadas pela notícia de casos de gripe aviária nos EUA. BRF recuou 6,61% (R$ 21,75), Marfrig caiu 4,04% (R$ 14,95), JBS cedeu 1,84% (R$ 33,66) e Minerva, -0,20% (R$ 4,97).


… Raízen estendeu as perdas da véspera (-3,11%, a R$ 1,87) após o Santander reduzir o preço-alvo da ação, de R$ 2,90 para R$ 2,40, por causa de volumes menores que o esperado de moagem de cana e queda de preço do açúcar.


SUAVE NA NAVE – Na volta do feriado, Wall St reagiu bem à estreia de Trump 2, que, por enquanto, continua só na ameaça de tarifas, sem nada certo ou resolvido até agora.


… Ele disse não estar pronto para uma elevação universal de tarifas. Embora tudo ainda esteja muito incerto, o Goldman Sachs baixou as chances de o governo dos EUA impor tarifas generalizadas de 40% para 25%.


… “Por ora, essa é uma prioridade menor do que imaginávamos”, escreveu Alec Phillips, economista-chefe para os EUA do Goldman Sachs, em uma nota clientes.


… Solita Marcelli, da UBS Global WM, disse na CNBC que seu cenário-base é de crescimento da economia dos EUA, apesar das tarifas. “Elas não serão suficientes para prejudicar a atividade”, disse.


… Tampouco a economista acredita que as tarifas impediriam uma queda na inflação. A gestora espera corte de 50pb pelo Fed neste ano.


… No curto prazo, analistas veem os resultados da atual temporada de balanços, e seus guidances, como fator importante para as bolsas de ações continuarem a subir.


… Em NY, o Dow Jones avançou 1,24%, aos 44.025,81 pontos. O S&P 500 ganhou 0,88% (6.049,24) e o Nasdaq teve alta de 0,64% (19.756,78).


… As techs foram especialmente bem, diante da expectativa de um anúncio por Trump de investimentos em IA.


… Depois do fechamento do mercado, ele anunciou uma parceria envolvendo a OpenAI, Oracle e Softbank no valor de US$ 500 bilhões.


… No Nasdaq, Apple foi uma grande exceção no dia. A ação recuou 3,19% após analistas do Jefferies rebaixarem a classificação do papel de neutra para venda.


… A percepção de que as medidas iniciais de Trump foram mais suaves que o esperado deu espaço para mais uma queda nos juros dos Treasuries.


… O juro da note de 2 anos recuou a 4,271% (contra 4,282% na sessão anterior) e o da note de 10 anos caiu para 4,562% (de 4,626%). O do T-Bond de 30 anos cedeu a 4,795% (de 4,857%).


… No câmbio, o dólar canadense caiu 0,2%, a US$ 1,4347, no alvo do protecionismo tarifário de Trump.  


… Após a forte queda da véspera, o índice dólar (DXY) ficou praticamente estável (+0,03%), em 108,062 pontos. O euro (+0,05%, a US$ 1,0420) e a libra esterlina (+0,05%, a US$ 1,2332) mal se mexeram (+0,05%).


… Já o iene subiu 0,1%, a 155,486/US$, em meio à expectativa de aumento do juro pelo BoJ nesta semana.


EM TEMPO… GERDAU comprou as PCHs Garganta da Jararaca e Paranatinga II por R$ 440 milhões. Ambas ficam em Mato Grosso, com capacidade de 21MW e 17MW, respectivamente.


ENGIE vai pagar R$ 250 milhões em JCP, aprovados pelo Conselho de Administração em 13/12/24. Proventos serão pagos em 07/02 e são equivalentes a R$ 0,3064 por ação. A data-base é 19/12/24.


PARANAPANEMA protocolou nova versão do 2º aditamento ao plano de recuperação judicial. A versão será submetida à deliberação de uma assembleia geral de credores (AGC) da companhia, no dia 27/01.


TEGRA levantou R$ 322 milhões com emissão de CRIs verdes. Incorporadora se comprometeu a aplicar os recursos, preferencialmente, no desenvolvimento de empreendimentos com características de “prédios verdes”.


BANDEIRA TARIFÁRIA. O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirmou que o sistema pode continuar indicando a cor verde, sem cobrança adicional nas contas de luz ao longo de 2025, se o cenário de chuvas permanecer favorável.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Fabio Alves

 FÁBIO ALVES: PERDENDO FÔLEGO DE VEZ?


O ritmo de desaceleração da economia brasileira tornou-se um dos assuntos mais discutidos entre analistas, na semana passada, após os dados referentes a novembro da produção industrial, de vendas do varejo e de volume de serviços terem registrado queda acentuada, e também após alguns indicadores antecedentes já apontarem para outro recuo em dezembro. Seria esse debate prematuro? Há motivo para considerar que os dados de novembro e a perspectiva para nova contração da economia em dezembro são suficientes para indicar uma tendência mais preocupante para o desempenho da atividade ao longo de 2025? E se os números de dezembro vierem tão fracos como os de novembro, essa perda de fôlego poderia fazer o Banco Central hesitar em seu choque de juros para conter as expectativas inflacionárias? Em novembro, a produção industrial caiu 0,6% ante outubro; as vendas do varejo recuaram 0,4%; e o volume de serviços contraiu 0,9%. Para dezembro, indicadores antecedentes da atividade registram queda: tráfego de veículos pesados em estradas com pedágio (-3,3%); expedição de papelão ondulado para embalagens (-4,2%); e vendas de veículos (-5,5%). "Não há dúvida de que o aperto das condições financeiras em novembro e dezembro vai acarretar consequências, seja a depreciação do câmbio batendo na inflação, seja a alta dos juros afetando a atividade econômica", diz o economista-chefe para Brasil do banco Barclays, Roberto Secemski. "Porém, isso leva tempo." Para Secemski, é preciso cuidado ao avaliar a contração nos dados de atividade de novembro. Exemplo: essa correção aconteceu após crescimento forte desses indicadores em setembro e outubro. "É natural que haja uma acomodação", diz. Tanto que a média móvel trimestral desses dados ainda não acende um alerta. Há ainda a questão do número de dias úteis em determinado mês, o que faz diferença nos resultados. Outubro de 2024 teve dois dias úteis a mais do que igual mês de 2023, enquanto novembro de 2024 teve um dia útil a menos na comparação com 2023. "O ajuste sazonal não necessariamente capta por completo os deslocamentos que a mudança no número de dias úteis pode causar no resultado", diz Secemski. Sem falar que, no caso das vendas do varejo, a "Black Friday" caiu bastante tarde no calendário (na última sexta-feira do mês) para os padrões dos consumidores. E mesmo com a queda geral no setor de serviços, os serviços prestados às famílias cresceram 1,7%. Com o mercado de trabalho ainda mostrando vigor, talvez seja cedo para o debate sobre o esfriamento da economia. (fabio.alves@estadao.com) Fábio Alves é jornalista do Broadcast

Brics

 


Anderson Nunes

 *CONTA DE LUZ E JORNADA DE TRABALHO PRESSIONAM ECONOMIA - MC 23/02/26* *Por Anderson Nunes - Analista Político* O aumento das tarifas de en...