Em meio a discussões sobre a melhor forma de combater os efeitos da propagação do novo coronavírus Covid-19, cresce a expectativa por uma ação coordenada de bancos centrais no mundo no curto prazo, talvez até mesmo nesta semana. Economistas de diferentes matizes vêm discorrendo sobre a inoperância de se combater uma crise de oferta, como a que se dá com o impacto do Covid-19, com ações de política monetária, sob o argumento de que são as políticas de saúde pública - ou a política fiscal de forma mais ampla - que precisam agir. Do jornal VALOR.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
terça-feira, 3 de março de 2020
Blog de um amigo...
A segunda-feira e início desta terça-feira está sendo de rápida e acentuada recuperação das bolsas globais, em muito sustentadas pelas expectativas de atuação dos Bancos Centrais e do G7 na administração da eventual crise trazida pelo Coronavírus.
O G7 se reúne agora pela manhã e um comunicado é esperado após a reunião. Eu diria que a divulgação de medidas de sustentação ao crescimento já é esperada e, em parte, precificada pelos ativos de risco.
Os mercados já precificam um forte movimento de queda das taxas de juros nas principais economias do mundo, o que acabou ajudando a dar suporte as bolsas nessas últimas 24 horas.
Seguimos em um ambiente de elevada incerteza. Ainda vemos um curto-prazo bastante desafiador.
O movimento de alta das bolsas verificado nas últimas horas costuma ser normal em um ambiente de alta incerteza. O que foi anormal foi o movimento de queda, rápido, acentuado e unidirecional verificado na semana passada.
O que irá definir o cenário de longo-prazo para a economia global será a capacidade dos governos em conter o Coronavírus e a capacidade dos Bancos Centrais em administrar os impactos econômicos deste problema.
Seguimos acompanhando a situação no detalhe e administrando os portfólios de acordo. Continuamos esperando um fluxo de notícias negativo no curto-prazo no tocante ao contágio global do vírus.
O mercado precificou nos últimos dias uma atuação incisiva por parte dos “policy makers”. Qualquer erro nesta direção poderá trazer novas rodadas negativas dos ativos de risco.
Na China, a atividade econômica continua dando sinais, mesmo que incipientes de estabilização:
segunda-feira, 2 de março de 2020
MMT
Modern Monetary Theory (MMT)
O governo de um país emissor de moeda
própria não tem restrições financeiras, já que o BACEN pode emitir moeda que os
contribuintes possuem para pagar seus impostos. Neste contexto, os governos
podem gastar de forma ilimitada para buscar o pleno emprego. E a austeridade? É
notório que muitos programas de austeridade se fazem urgentes diante de um
cenário de crise. Sebastian Edwards, por exemplo, observa experiências em
quatro países na América Latina, em que expansão fiscais financiadas por
emissões de moeda pelo BACEN terminaram mal, com inflação galopante,
desvalorizações cambiais e perdas de salários reais.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
Recuperação lenta, pressão contra o governo, milicianos e polarização
Parece-me claro que a economia não decola em função do conturbado ambiente político, com crises diárias e, muitas vezes, plantadas pela oposição, ou as viúvas dos governos anteriores.
A cada dia é uma crise. Tudo bem. Até destaco a inabilidade do presidente Bolsonaro no trato com a "prensa", mas é perceptível a má vontade dos jornalistas, sempre a provocar. Vamos aos fatos.
Será que Jair Bolsonaro e família tem ligações com os milicianos? Isso me parece óbvio. Quem são os milicianos? Originalmente, são militares, policiais, bombeiros, que possuem um baixo rendimento e são obrigados a "dividir residência" com os traficantes nas comunidades. Como ser policial militar, por exemplo, e ser vizinho de um traficante que pode pegá-lo a qualquer momento? Como viver assim? Familiares, filhos, expostos? Daí o surgimento dos milicianos que começaram a se unir para colocar ordem nas comunidades. O que se tem aqui, óbviamente, são as pessoas tomando decisões em paralelo ao Estado. Como este se omite, esta passa a ser a única solução.
Parece-me claro, no entanto, é que estes milicianos perderam o controle nas principais comunidades do Rio de Janeiro, e hoje vivem de extorquir os pobres moradores das comunidades.
Na verdade, o Rio é uma panela de pressão, sempre prestes a explodir. No outro extremo temos o tráfico de drogas tomando conta de várias comunidades. Ambas são tão ilegais quanto, cometendo vários delitos, assassinatos e chantageando os moradores.
Voltando à economia, observa-se a retomada muito lenta, o desemprego, em torno de 12 milhões, com a taxa parada nos 11% da PEA, a informalidade chegando a 40% e muitos ainda em desalento. A atividade reage muito lentamente também, devendo ser impactada em função do coronavirus, piorando o fluxo de insumos importados para as empresas de eletroeletrônico. Algumas estão prestes a fechar, dada a falta destas peças. Neste clima de nervosismo pelos riscos de pandemia do coronavirus, se comenta que o PIB não deve crescer mais do que 2%.
Neste clima, o dólar já passa de R$ 4,50, mesmo com a inflação em baixa. Para tornar o ambiente mais volátil, temos juro básico de 4,5%, reduzindo o spread entre juro externo e interno, afastando os investidores externos, Decorrente disso, já são US$ 30 bilhões retirados de investidores externos.
A cada dia é uma crise. Tudo bem. Até destaco a inabilidade do presidente Bolsonaro no trato com a "prensa", mas é perceptível a má vontade dos jornalistas, sempre a provocar. Vamos aos fatos.
Será que Jair Bolsonaro e família tem ligações com os milicianos? Isso me parece óbvio. Quem são os milicianos? Originalmente, são militares, policiais, bombeiros, que possuem um baixo rendimento e são obrigados a "dividir residência" com os traficantes nas comunidades. Como ser policial militar, por exemplo, e ser vizinho de um traficante que pode pegá-lo a qualquer momento? Como viver assim? Familiares, filhos, expostos? Daí o surgimento dos milicianos que começaram a se unir para colocar ordem nas comunidades. O que se tem aqui, óbviamente, são as pessoas tomando decisões em paralelo ao Estado. Como este se omite, esta passa a ser a única solução.
Parece-me claro, no entanto, é que estes milicianos perderam o controle nas principais comunidades do Rio de Janeiro, e hoje vivem de extorquir os pobres moradores das comunidades.
Na verdade, o Rio é uma panela de pressão, sempre prestes a explodir. No outro extremo temos o tráfico de drogas tomando conta de várias comunidades. Ambas são tão ilegais quanto, cometendo vários delitos, assassinatos e chantageando os moradores.
Voltando à economia, observa-se a retomada muito lenta, o desemprego, em torno de 12 milhões, com a taxa parada nos 11% da PEA, a informalidade chegando a 40% e muitos ainda em desalento. A atividade reage muito lentamente também, devendo ser impactada em função do coronavirus, piorando o fluxo de insumos importados para as empresas de eletroeletrônico. Algumas estão prestes a fechar, dada a falta destas peças. Neste clima de nervosismo pelos riscos de pandemia do coronavirus, se comenta que o PIB não deve crescer mais do que 2%.
Neste clima, o dólar já passa de R$ 4,50, mesmo com a inflação em baixa. Para tornar o ambiente mais volátil, temos juro básico de 4,5%, reduzindo o spread entre juro externo e interno, afastando os investidores externos, Decorrente disso, já são US$ 30 bilhões retirados de investidores externos.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Ser independente
Um grande texto do Bolivar Lamounier, postado no meu grupo do Face, Economia Plural, me fez refletir sobre alguns aspectos do debate hoje existente no País.
Gosto do debate, tenho opinião formada sobre muitos temas, produto de reflexões e observações ao que acontece no Brasil e, principalmente, no mundo, para não cair na armadilha do provincianismo. Sim, porque considero que muitas vezes nós, brasileiros, nos perdemos em picuinhas, fofoquinhas, sobre eventos locais, e o presidente Jair Bolsonaro estimula, contribui para isso.
Muitas vezes, porém, acho que as pessoas se guiam pelo que está pautado na grande mídia. São os grandes editores da grande "prensa" a definirem que passos devemos dar, o que devemos pensar, se discordar fosse possível. Os posicionamentos da impresa pautam e formam opinião entre as pessoas.
Não me pauto pela "prensa" alguma, me trazendo um certo desconforto ter que concordar com muitas coisas escritas nos jornais. Antes, eu pensava que a imprensa tinha um papel de informar, mas também filtrar, evitando "aventureiros". Hoje já considero não haver este filtro, mas sim é intenção vender jornais, fazer receita. O negócio é chamar atenção, gerar notícia.
Outro aspecto é as pessoas compreenderem que existem fatos e fatos e claro, a mídia tem se prestado ao nefasto papel de colocar uma lente de aumento sobre qualquer coisa dita pelo capitão. Me lembro diversas vezes, tanto o Lula como a Dilma, colocando fogo em certos eventos, convocando a militância à ir as ruas. Em resposta, a sociedade entubava er se calava.
Agora, o capitão praticamente convocou a sociedade à ir as ruas para questionar a postura do Congresso, leniente, passivo, diante da urgente agenda econômica que se impõem neste momento. Muitos, mais afoitos, já falam em impeachment, já criam um pânico, que nada contribui para o debate. Há já um embate entre lideranças no Congresso, como Rodrigo Maia, já pensando nas eleições de 2022, fazendo frente ao presidente e sua agenda.
Gosto do debate, tenho opinião formada sobre muitos temas, produto de reflexões e observações ao que acontece no Brasil e, principalmente, no mundo, para não cair na armadilha do provincianismo. Sim, porque considero que muitas vezes nós, brasileiros, nos perdemos em picuinhas, fofoquinhas, sobre eventos locais, e o presidente Jair Bolsonaro estimula, contribui para isso.
Muitas vezes, porém, acho que as pessoas se guiam pelo que está pautado na grande mídia. São os grandes editores da grande "prensa" a definirem que passos devemos dar, o que devemos pensar, se discordar fosse possível. Os posicionamentos da impresa pautam e formam opinião entre as pessoas.
Não me pauto pela "prensa" alguma, me trazendo um certo desconforto ter que concordar com muitas coisas escritas nos jornais. Antes, eu pensava que a imprensa tinha um papel de informar, mas também filtrar, evitando "aventureiros". Hoje já considero não haver este filtro, mas sim é intenção vender jornais, fazer receita. O negócio é chamar atenção, gerar notícia.
Outro aspecto é as pessoas compreenderem que existem fatos e fatos e claro, a mídia tem se prestado ao nefasto papel de colocar uma lente de aumento sobre qualquer coisa dita pelo capitão. Me lembro diversas vezes, tanto o Lula como a Dilma, colocando fogo em certos eventos, convocando a militância à ir as ruas. Em resposta, a sociedade entubava er se calava.
Agora, o capitão praticamente convocou a sociedade à ir as ruas para questionar a postura do Congresso, leniente, passivo, diante da urgente agenda econômica que se impõem neste momento. Muitos, mais afoitos, já falam em impeachment, já criam um pânico, que nada contribui para o debate. Há já um embate entre lideranças no Congresso, como Rodrigo Maia, já pensando nas eleições de 2022, fazendo frente ao presidente e sua agenda.
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