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MACRO ESTRATÉGIA 07/11/2016

Uma semana carregada, na qual o foco das atenções está voltado para as eleições presidenciais norte-americanas nesta terça-feira (dia 8). Devemos estar atentos, também, no plano político, à assinatura dos termos de delação da Odebrecht. O que sairá daí ninguém sabe. No Congresso, as atividades são retomadas, podendo haver a conclusão na Câmara da votação do projeto que retira da Petrobras a obrigação de ter que investir nos campos do pré-sal, enquanto que no Senado teremos a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da PEC do Teto. Sobre a disputa norte-americana, os mercados parecem estar respirando aliviados, diante da possibilidade de vitória da candidata democrata Hillary Clinton, contra o histriônico republicano Donald Trump. Isto só foi possível depois do FBI afirmar que a candidata não cometeu crime ao usar um servidor privado de internet quando Secretária de Estado do governo Obama. Pesquisas já começam a indicar alguma vantagem de Hillary. Expectativas indicam ...

SEMANA NO PAÍS

Continuamos tentando navegar num mar revolto, cercado de armadilhas. O impeachment avança, mas sempre sujeito a trancos e barrancos, a movimentos oportunistas de personagens diversos. O último foi deste senhor, Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, o que causou certo transtorno depois de acolher o recurso da Advocacia Geral da União (AGU). Foi ignorado pelo Senado nem indo para análise do Supremo. Aguardemos agora a votação no Senado a partir desta quarta-feira, podendo se prolongar até sexta-feira. Previsões indicam entre 50 e 55 votos a favor do impeachment , mais do que o divulgado pela imprensa, talvez em função deste ato desastrado de Waldir Maranhão. Dizem até que quem montou esta “peça” foi o próprio José Eduardo Cardoso, tramada neste último final de semana com a participação do governador do Maranhão, Flávio Dino, do PC do B. Acabou rejeitada. E segue o jogo. Sobre a reforma ministerial, uma novidade foi Temer dar uma revisada, depois de boatos de que ...

Cyro Andrade

Cyro Andrade, 9/5: Waldir Maranhão, "Cabeça de Carvão " e Flavio Dino mancomunaram-se com Cardozo AGU. Alguém diria: é do jogo. Pra mim, é apenas coisa de chicaneiro, incluído o Flavio Dino, à espera da oportunidade de dar seu golpezinho barato.Aliás, o que me surpreendeu favoravelmente na entrevista dele (retiro aqui o elogio que lhe fiz) foi ser filiado ao PCdoB e não babar na gravata. Mas, nessa questão, pertencer a este ou aquele partido é o de menos. Esse jogo que estão jogan do é amoral por definição. Os aplausos que a chicana está merecendo no Planalto são amorais também. É lamentável o papel que essa gente, sem nenhum traço de pudor, tomou para si, como se fosse coisa normal, no modo de tratar a questão do impeachment, da qual é indissociável a absoluta incompetência da dona Dilma pra ocupar o cargo que lhe caiu no colo. Está nos faltando exatamente isso: um "novo normal". Quem sabe, um dia chegamos lá.

REVERSÃO DE EXPECTATIVAS

Fechamos a semana com a definição da aprovação do parecer de  impeachment  na Comissão do Senado. Acabou em placar folgado, 15 a 5, sem surpresas, o mesmo previsto pela imprensa. Agora vai a votação no plenário do Senado até os dias 11 ou 13 e tudo leva a crer que a presidente seja afastada por 180 dias. A partir daí, começa o “mandato tampão” do vice Michel Temer, havendo expectativas sobre um desfecho antes de setembro, desde que não haja recesso parlamentar. Lembremos, também, que neste ano teremos Olimpíadas em agosto e eleições municipais em outubro. Ou seja, corremos contra o tempo para tentar colocar a casa em ordem. Não será uma tarefa fácil. A então presidente Dilma, no seu papel, prega a “quatro ventos” que o processo atual é golpe e que não irá facilitar para o início do mandato do vice Michel Temer. Realmente, diversos obstáculos vão sendo jogados no meio do caminho. Já se falou que a presidente não faria transição nenhuma com o vice. Depois do dia 1/5 anu...