terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Brics

 


Call Matinal ConfianceTec 2101

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

21/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA (20/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na segunda-feira (20), fechou em alta de 0,41%, aos 122.855 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,41%, a R$ 6,04.


PRINCIPAIS MERCADOS, 07h00


Índices futuros dos EUA operam em alta nesta terça-feira (21), após o feriado de Martin Luther King. O presidente dos EUA, Donald Trump, surpreendeu ao adiar a imposição de tarifas específicas para a China e anunciar planos de aplicar impostos de 25% sobre o Canadá e o México a partir de 1º de fevereiro. Anunciou também a retirada dos EUA do Clube de Paris e da OMS.


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, +0,34%

S&P 500 Futuro, +0,26%

Nasdaq Futuro, +0,21%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,05%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,32%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,91%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,08%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,66%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,15%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,07%

CAC 40 (França🇫🇷), 0,00%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,15%

STOXX 600🇪🇺, +0,07%


Commodities:

Petróleo WTI, -1,16%, a US$ 76,98 o barril

Petróleo Brent, -0,32%, a US$ 79,89 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,56%, a 804,50 iuanes (US$ 109,99)


NO DIA, 21/01


Repercute ainda a posse de Donald Trump e suas diversas bravatas, ou declarações mediaticas. 


De início, Trump tirou os EUA do Clube de Paris, um encontro de países a discutirem questões climáticas, pela sua defesa enfática pelo combustível fóssil, e da OMS, por se sentir "explorado". Falou por alto em tarifas, possibilitando uma de 25% contra as importações do Canadá e México. Sobre este, falou em barrar os movimentos migratórios elevando um muro na fronteira.


Sobre a China, ainda avaliou a necessidade de estudos, numa tarifa universal de 10% e 60%, dependendo do produto. 


Também anistiou cerca de 1,5 mil americanos envolvidos na invasão do Capitólio. Sobre o Brasil, disse que eles mais precisam dos EUA do que o contrário. Disse também que pode repensar o comércio com a China se estes passarem a comprar bens agrícolas dos EUA, não do Brasil. 


Mais novidades nos esperam hoje.


AGENDA, 2101


Indicadores:

07h00. Alemanha🇩🇪: Índice ZEW de expectativas econômicas - jan 

08h00. Brasil🇧🇷/FGV: Prévia do IGP-M de janeiro


Eventos:

17h00. BCB: Galípolo reúne-se com secretário de reformas econômicas da Fazenda, Marcos Pinto


Balanços:

NY/Antes da abertura: 3M

NY/Após o fechamento: United Airlines e Netfli

                               

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa terça-feira e bons negócios!

BDM Riscala 2101

 Incertezas com Trump mantêm risco de volatilidade | BDM

www.bomdiamercado.com.br

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[21/01/25]


… NY volta do feriado sem saber o que Trump decidirá sobre as tarifas que ameaça impor ao mundo. Só o fato de ele não ter insistido com mais ênfase nesse ponto em seu discurso de posse serviu de alívio nesta 2ªF. Mas ontem foi apenas o primeiro dia do governo Trump. Já à noite, no Capital One Arena, falando para uma multidão de apoiadores, avançou um pouco mais, dizendo que os EUA vão “encher os bolsos”, que “só há duas palavras mais bonitas que tarifa: Deus e amor” e anunciou para 1º de fevereiro o decreto de sobretaxa para o México e o Canadá. Citou a possibilidade de aplicar tarifas de 25%, mas disse que a alíquota ainda será definida. Até que as medidas sejam efetivamente conhecidas, Trump deve continuar escalando a sua retórica para conseguir o que quer, mantendo o nível de incertezas elevado, o significa que o risco de volatilidade existe e não é pequeno.


… No câmbio, um alerta da Capital Economics para a forte venda de dólar. Disse a consultoria que, “diante das grandes posições líquidas compradas na moeda americana, uma liquidação como a de ontem é um risco se as tarifas não forem impostas rapidamente”.


… Embora seus analistas não descartem mais quedas com a indefinição das tarifas, preveem um salto do dólar quando forem anunciadas, em algum momento do 2Tri. A Capital Economic ainda acredita numa tarifa universal de 10% e 60% sobre as importações da China.


… Não é um consenso. Muitos apostam que Trump só quer que a China volte a comprar produtos agrícolas. À noite, o presidente eleito disse que os EUA ainda “não estão prontos” para implementar novas tarifas universais.


… Para o Brasil, o maior foco de interesse são justamente as medidas que Trump está reservando para a China.


… Se Xi Jinping estiver disposto a compor com o novo presidente dos EUA, o Brasil terá redução expressiva das exportações de grãos, que é basicamente o que vendemos para a China. No Trump 1, os chineses vieram comprar aqui o que deixaram de comprar lá.


… De seu lado, o Canadá e a UE prometeram reagir à potencial implementação de tarifas para defender seus interesses. “Estamos absolutamente prontos para responder”, avisou o ministro de Finanças canadense.


… Na primeira reação à ameaça de tarifas em fevereiro, o dólar canadense e o peso mexicano caíam mais de 1% no final da noite desta 2ªF, projetando uma abertura tensa para hoje, ainda que nada esteja muito certo.


MAIS TRUMP – Ainda na noite de ontem, o recém-empossado presidente norte-americano assinou ordem executiva que concede para o TikTok mais 75 dias antes da proibição da rede social nos EUA.


… Segundo ele, o melhor para Pequim é aprovar a oferta de compra de 50% do controle da plataforma.


… Enquanto assinava os decretos, Trump citou especificamente o Brasil. Disse que a América Latina (incluindo nós) precisa mais dos EUA do que os EUA precisam da AL, mas disse que tem relação “excelente” com a região.


… Sobre os Brics, afirmou que estão tentando “dar a volta” nos EUA e, se isso ocorrer, “não ficarão felizes”.


… O novo chefe da Casa Branca também disse que os EUA “muito provavelmente” irão parar de comprar petróleo da Venezuela e que já tem conversado sobre o tema com o novo secretário de Estado, Marco Rubio.


… Na assinatura dos primeiros decretos, declarou emergência na fronteira com o México, designou os cartéis de drogas como organizações terroristas e avisou que enviará tropas para a fronteira mexicana.


… Com uma canetada, acabou com a cidadania por direito de nascença de filhos de imigrantes ilegais.


… Trump ainda assinou declarou emergência energética, como prometido no discurso de posse, retirou os EUA da OMS e do acordo climático de Paris. Com a saída, os EUA ficarão ao lado do Irã, da Líbia e do Iêmen.


… Ainda nos primeiros atos oficiais, o novo presidente americano cumpriu a sua promessa de campanha e concedeu perdão a quase todos os condenados e acusados pela invasão ao Capitólio, cinco anos atrás.


DAVOS – Lula escalou o ministro Alexandre Silveira (MME) para representar o Brasil no Fórum Econômico Mundial. Com participação reduzida da comitiva brasileira, Silveira terá encontros com CEOs do setor de energia.


… Fonte do Executivo disse ao Broadcast que o ministro terá como foco atrair investimentos à agenda verde. O MME vê uma janela de oportunidade para o Brasil com o reposicionamento de Trump na questão energética.


A PAUTA DE HADDAD – Em sua apresentação na reunião ministerial de ontem, o ministro da Fazenda disse que as contas públicas estão sob controle e mencionou o aumento da arrecadação federal, segundo o Broadcast.


… Na Folha, Adriana Fernandes informa que ele elegeu 25 prioridades na agenda econômica até o fim do mandato de Lula, incluindo a isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil e a tributação dos milionários.


… O ministro dividiu as medidas em três frentes de trabalho: estabilidade macroeconômica; melhoria do ambiente de negócios e a implantação do plano de transformação ecológica.


… Na lista de prioridades, estão o fortalecimento do arcabouço fiscal, a reforma da previdência dos militares, além do combate a supersalários do funcionalismo público.


…Para melhorar o ambiente de negócio, a Fazenda quer regulamentar as big techs, modernizar o marco legal de preços de medicamentos e do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das PPPs.


… Na transformação ecológica, a ideia é emitir títulos sustentáveis, aprimorar critérios de sustentabilidade do Plano Safra e o marco legal da inteligência artificial.


AGENDA – É esvaziada hoje aqui e no exterior, sem nenhum indicador nos EUA e apenas o índice alemão ZEW de expectativas econômicas na Zona do Euro. Wall Street aguarda pelo balanço da Netflix após o fechamento, com previsão de lucro por ação de US$ 4,21.


… Único dado doméstico é a prévia do IGP-M. No câmbio, o BC informou a rolagem integral dos contratos de swap para março, no total de US$ 14 bi, e inicia hoje (11h30) com leilão de até 15 mil contratos (US$ 750 mi).


… A semana não reserva nenhum índice relevante de atividade econômica. Mas reportagem do Broadcast alerta que, diante dos sinais recentes de desaceleração, o risco de uma recessão técnica já entra no radar do mercado.


… A perspectiva de dois trimestres seguidos de contração do PIB não é um consenso, mas está no cenário mais provável dos economistas de seis instituições: Bradesco, Ativa, Monte Bravo, Nova Futura, Tendências e BV.


… Os sinais de esgotamento do potencial de crescimento da economia foram reforçados recentemente pelos resultados fracos de novembro da produção industrial, vendas do varejo, volume de serviços e do emprego.


AINDA SEM PICANHA – O Valor apurou que Lula cobrou ontem dos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, um programa para baixar o preço dos alimentos. E rápido.


… A alta tem impactado diretamente a popularidade do presidente, que prepara o caminho para a reeleição ou sucessão em 2026. Os ministros teriam ouvido dele que “a população não pode esperar” que os preços baixem.


… Lula teria ordenado que o programa para baratear a alimentação “seja feito já”. Em 2024, o preço dos alimentos subiu, em média 7,69%, bem acima da inflação oficial do país, que ficou em 4,83%, segundo o IPCA.


SO FAR SO GOOD – Foi só o primeiro dia. Mesmo assim, os ativos domésticos embarcaram no alívio global com a opção de Trump de não anunciar de imediato o tarifaço, despertando a esperança de que ele possa ir devagar.


… Já antes da posse, a informação antecipada pela imprensa de que não viria chumbo logo de largada autorizou que o dólar começasse a cair, no movimento que teve ainda como pano de fundo os leilões de linha do BC.


… A alta inicial da moeda americana foi logo revertida. Só o que desanima é que o real não tenha se apreciado na mesma intensidade do que outras divisas emergentes, sugerindo que o Brasil está menos atrativo.


… Tudo o que o dólar caiu foi 0,39%, a R$ 6,0421, com os fundamentos domésticos que não estão dos melhores.


… O boletim Focus apontou desancoragem adicional nas expectativas de inflação e Selic maior no ano que vem.


… Passou de 5,01% para 5,13% a mediana das projeções para a inflação suavizada dos próximos 12 meses, medida que ganhou importância nas análises do mercado com a meta de inflação contínua a partir deste ano.


… A mediana para o IPCA/25 subiu pela 14ª semana consecutiva, de 5,0% para 5,08%. Para 2026, avançou pela quarta semana seguida, de 4,05% para 4,10%. A meta é de 3%, com tolerância de 1,5pp para baixo ou para cima.


… A previsão para a Selic em 2026 foi elevada de 12,00% para 12,25%. Para este ano, permaneceu em 15%, mas grandes bancos, como é o caso do Itaú, precificam a chance de o Copom ter que ir mais longe do que isso.


… Nesta 2ªF, a instituição financeira puxou a sua estimativa para o juro terminal de 15,00% para 15,75%, devido à depreciação do real e inflação fora do target, que indicam a necessidade de uma política mais contracionista.


… O dólar alto e a expectativa de serviços mais pressionados também levaram o banco a elevar a projeção para o IPCA deste ano (5,00% para 5,80%) e de 2026 (4,3% para 4,5%). O banco prevê maior inércia inflacionária.


… De acordo com o Itaú, o repasse da variação cambial para o IPCA parece estar mais rápido do que o usual e já é possível notar aceleração na margem dos itens da inflação mais sensíveis ao comportamento do dólar.


… No Focus, a mediana para a moeda americana neste ano e em 2026 segue elevada, em R$ 6,00. No horizonte mais longo (2027), a cotação esperada também já se aproxima deste patamar: subiu de R$ 5,82 para R$ 5,92.


… Apesar de tudo, a curva do DI descontou ontem os riscos e operou embalada pela queda global do dólar.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 caiu a 14,925% (de 14,965% no pregão anterior); Jan/27 recuou a 15,130% (15,250%); Jan/29, a 15,015% (15,190%); Jan/31, a 15,030% (15,160%); e Jan/33, a 14,970% (15,080%).


NÃO CHEGOU CHEGANDO – O Ibov engatou alta moderada e se aproximou dos 123 mil pontos, no reflexo direto do alívio do DI sobre as ações mais sensíveis ao ciclo econômico, após Trump pegar mais leve na estreia.


… O índice à vista ganhou 0,41%, aos 122.855,15 pontos, com um volume financeiro pífio, de apenas R$ 11,5 bilhões, por causa do feriado do dia de Martin Luther King Jr., nos EUA.


… Alexandre Sant’anna (ARX Investimentos) disse ao Valor que o estrangeiro não está interessado no Brasil e que foi atípica a entrada de R$ 6,5 bi de k externo na B3 na última 5ªF, no maior saldo positivo em único dia em 13 anos.


… Naquele dia, o volume inflou com a venda da fatia da Cosan na Vale (4,05%), zerando a posição na mineradora.


… No Ibov ontem, o recuo dos juros futuros, aliviado pela ausência de imposição imediata de Trump sobre tarifas de importação a parceiros comerciais, motivou a alta dos cíclicos.


… Assaí avançou 4,81%, a R$ 6,10), Yduqs (+3,61%; R$ 8,89), Azzas (+3,46%; 31,37), Carrefour (+2,65%; R$ 5,80) e LWSA (+2,64%; R$ 3,11).


… A maior valorização do dia foi Braskem (+8,45%, a R$ 13,74), ainda refletindo o anúncio de projetos para ampliar sua capacidade de produção.


… Bancos também subiram: Itaú (+0,96%; R$ 32,66), Bradesco ON (+0,75%; R$ 10,73), Bradesco PN (+0,35%; R$ 11,63), Santander (+0,44%; R$ 24,97) e Banco do Brasil (+0,32%; R$ 25,43).


… Na contramão do petróleo, Petrobras ON teve alta de 0,72% (R$ 41,90) e PN avançou 0,24% (R$ 37,29).


… O Brent/mar caiu 0,79%, a US$ 80,15/barril, com investidores aguardando detalhes sobre a ordem de Trump de declarar emergência energética nacional.


… Com a expectativa de dividendos ordinários atraentes no curto prazo, o Citi adicionou as ações da Petrobras em seu portfólio. O banco vê a companhia como um bom ativo para navegar por um período econômico turbulento.


… Em outra frente, o colunista Lauro Jardim/O Globo informou que o governo deve pressionar o conselho da Petrobras a amenizar os reajustes dos preços de combustíveis e não turbinar muito a inflação.


… O conselho deve se reunir provavelmente na semana que vem para discutir a questão.


… Vale recuou 0,37%, a R$ 54,29, na contramão da leve alta de 0,13% no minério de ferro em Dalian. A maior perda do dia foi de Cosan (-6,83%, a R$ 7,64). Brava Energia cedeu 6,43% (R$ 23,71) e Raízen baixou 5,39% (R$ 1,93).


NÃO É PRA JÁ – A julgar pela reação do dólar ante moedas pares, Wall Street deu um suspiro de alívio com o fato de Donald Trump não ter anunciado medidas concretas na área de tarifas de importação.


… Com as bolsas e mercado de títulos fechadas por causa do feriado de Martin Luther King Jr., sobrou para o câmbio repercutir o discurso de posse de Trump. O índice DXY teve queda forte, de 1,2%, a 108,034 pontos.


… O euro subiu 1,33%, a US$ 1,0415, a libra avançou 1,28%, a US$ 1,2326, e o iene ganhou 0,42%, a 155,638/US$.


… O novo presidente dos EUA não fez comentários mais específicos sobre tarifas, tampouco mencionou a China, afastando-se de uma guerra comercial pelo menos logo no 1º dia de governo.


… Segundo o The Wall Street Journal, Trump planeja emitir um amplo memorando determinando que agências federais detalhem as políticas comerciais existentes e o relacionamento com China, Canadá e México.


… Em relatório a clientes, o Citi previu que Trump vai elevar as tarifas de importação em 5pp, em média, este ano. Isso elevaria as tarifas médias de 2% a 3% para 7% a 8%. Para a China, contudo, o aumento deve ser de 10 a 15 pp.


… “Dito isso, não esperamos tarifas generalizadas de grande porte”, acrescentou o Citi. O banco ainda espera que o governo Trump reduza as pressões regulatórias sobre as empresas em diversos setores, incluindo energia e finanças.


… “Eu realmente acho, e talvez seja apenas uma esperança, que Trump recue de sua retórica mais extrema, especialmente nas frentes de deportação e tarifas”, disse Marvin Loh (State Street Global Markets) na Bloomberg.


… Seja como for, se levadas a cabo, as políticas prometidas por Trump, de redução de impostos e maiores gastos fiscais, devem manter o dólar pressionado e os juros dos Treasuries elevados.


EM TEMPO… VALE reiterou em comunicado que decisões sobre alocação de capital seguem “rigoroso processo de avaliação”, em resposta a notícias de que governo pressiona a empresa para comprar a mineradora Bamin.  


GERDAU aprovou programa de recompra de até 63 milhões de ações PN e até 1,5 milhão de ações ON, que representam 5% e 10% das ações em circulação, respectivamente.


METALÚRGICA GERDAU aprovou programa de recompra de até 6 milhões de PN, ou 1% do total em circulação.


AGROGALAXY registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 1,58 bilhão no 3Tri24. Resultado foi 1.679% pior do que o prejuízo de R$ 88,7 milhões de igual período de 2023…


… O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 1,2 bilhão, de resultado positivo de R$ 74,4 milhões um ano antes.


TRISUL registrou VGV de R$ 924 milhões no 4Tri24, alta de 120% sobre o 4Tri23. Vendas somaram R$ 746,3 milhões, alta de 129,1% no período.


HELBOR atingiu R$ 317,6 milhões em VGV de lançamentos no 4Tri24, queda de 15,5% ante o 4Tri23. As vendas cresceram 43,2% no período, para R$ 369,2 milhões.


WIZ PARTICIPAÇÕES aprovou 2ª emissão de debêntures no valor de R$ 300 milhões, com vencimento será em 30 de janeiro de 2030.


PARANÁ BANCO convocou assembleia para 11/2 para votar a conversão de ações preferenciais em ordinárias, na proporção de um para um. O banco também propõe o cancelamento de 47,8 milhões de ações ON e 505,3 mil PN.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!


*com a colaboração da equipe do BDM Online


AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.

Fernando Haddad 2101

 NEWS - 21.01


Haddad define 25 objetivos na agenda econômica para 2025 e 2026; veja lista / Em reunião com Lula, ministro destaca medidas como ampliação de isenção do IR para R$ 5.000 e limitação dos supersalários no funcionalismo- Folha SP 21/1


Adriana Fernandes


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, incluiu 25 objetivos da agenda econômica para 2025 e 2026 em sua apresentação durante a reunião ministerial desta segunda-feira (20), sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


A lista inclui a reforma tributária da renda com a isenção do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) para quem ganha até R$ 5.000 combinada com a tributação sobre milionários, o fortalecimento do arcabouço fiscal para permitir o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), além de medidas para a melhoria do ambiente de negócios.


Entre as medidas, a modernização do marco legal de preços de medicamentos, a regulamentação econômica das big techs e o marco legal da inteligência artificial.


Haddad reforçou na na apresentação que a isenção do IRPF valerá a partir de 2026 e será implementada com um mecanismo de imposto mínimo sobre contribuintes de renda muito alta. O objetivo é que os brasileiros do topo da pirâmide distributiva de renda, que pagam hoje proporcionalmente menos imposto de renda do que aqueles que estão mais abaixo, passem a contribuir com "sua justa parcela".


A medida foi anunciada no pacote de contenção de gastos, mas o projeto de lei com a mudança ainda não foi encaminhado ao Congresso em meio às resistências do mercado financeiro e setores empresariais. O ministro ainda elencou outras medidas do pacote como a limitação aos supersalários no setor público e mudanças na previdência dos militares.


O ministro dividiu as medidas em três frentes de trabalho: estabilidade macroeconômica; melhoria do ambiente de negócios e a implantação do plano de transformação ecológica.


No grupo de medidas ecológicas, a agenda prevê a compra pública com conteúdo nacional, a estruturação do Fundo Internacional de Florestas e o aprimoramento dos critérios de sustentabilidade no Plano Safra.


Em linha com a orientação do novo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, Haddad reforçou a necessidade de facilitação do empreendedorismo no país para promover a inclusão social.


O tema do empreendedorismo foi citado pelo próprio presidente Lula, que destacou na sua fala a nova realidade do mercado de trabalho brasileiro, de pessoas que estão virando empreendedores e que não querem ter apenas emprego com carteira profissional de trabalho.


Um ministro de Lula disse à Folha que medidas para o empreendedorismo terão prioridade na estratégia de melhorar a comunicação do governo com a população.


Apesar de falar da agenda futura, o ministro concentrou a maior parte da sua apresentação nas entregas de 2023 e 2024, fazendo um balanço dos principais indicadores positivos da economia brasileira.


Não houve contrapontos dos demais ministros à fala de Haddad e nem discussões de medidas para o fortalecimento do arcabouço fiscal, tema que integrantes da equipe econômica têm reforçado nos bastidores


Veja a agenda econômica do ministro Haddad para 2025 e 2026


Estabilidade macroeconômica: política fiscal e justiça tributária


Fortalecimento do arcabouço fiscal, para assegurar a expansão do PIB. Desemprego e inflação baixos e estabilidade da dívida

Início da implantação da reforma tributária sobre o consumo

Regulamentação da reforma tributária: lei de gestão e administração do IBS, fundos e imposto seletivo

Limitação dos supersalários

Reforma da previdência dos militares

Projeto de lei da conformidade tributária e aduaneira, com valorização do bom contribuinte e responsabilização do devedor contumaz

Reforma tributária sobre a renda com isenção para quem ganha até R$ 5.000 e tributação sobre o milionários

Melhoria do ambiente de negócios


Nova Lei de Falências

Fortalecimento da proteção a investidores no mercado de capitais

Consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro

Resolução bancária

Mercado de crédito: execução extrajudicial, consignado do E-social, uso de pagamentos eletrônicos como garantia para empresas e ampliação de garantias em operações de crédito (open asset)

Regulamentação das big techs

Modernização do marco legal de preços de medicamentos

Pé-de-Meia: permissão ao aluno investir em poupança ou títulos do Tesouro

Modernização do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das parcerias público-privadas

Novo Brasil: Plano de transformação Ecológica


Nova emissão de títulos sustentáveis, trazendo recursos do fundo clima

Avanço na implementação do mercado de carbono (governança e decreto regulamentador)

Novos leilões do Ecoinvest

Compra pública com conteúdo nacional programa de desafios tecnológicos para a transformação ecológica

Estruturação do Fundo Internacional de Florestas

Conclusão da taxonomia sustentável brasileira

Política de atração de datacenter e marco legal da inteligência artificial

Plano safra e Renovagro: aprimoramento dos critérios de sustentabilidade

Concluir o mapa e investimentos sustentáveis na BIP (Plataforma de Investimentos para a transformação Ecológica no Brasil)

 


 


BASTIDORES: HADDAD DIZ A MINISTROS QUE CONTAS ESTÃO SOB CONTROLE E MENCIONA ALTA NA ARRECADAÇÃO- Broadcast 20/1


Por Caio Spechoto e Sofia Aguiar


Brasília, 20/01/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse a seus colegas do primeiro escalão do governo que as contas públicas estão sob controle e mencionou o aumento da arrecadação. As declarações de Haddad foram na reunião ministerial realizada na manhã e tarde desta segunda-feira, 20.


 


Rui Costa diz que governo vai manter pacote de ajuste fiscal e fará 'o que for necessário' para equilíbrio das contas / Novas propostas de corte de despesas e arrecadação devem começar a ser debatidas após a aprovação do Orçamento de 2025 pelo Congresso, segundo número 2 de Haddad- O Globo 20/1


Karolini Bandeira


O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o pacote de corte de gastos será mantido e que o governo fará o que for preciso para manter o equilíbrio fiscal.


— Vamos manter. O compromisso fiscal não é do ministro A ou ministro B, é do governo. Nós bloqueamos R$ 20 bilhões para cumprir no ano passado. O que for necessário fazer em qualquer momento, para garantir o equilíbrio das contas públicas, será feito — disse Rui, após reunião ministerial com Lula nesta segunda-feira.


Em entrevista ao GLOBO na última semana, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que o governo deve adotar novas medidas fiscais para cumprir o arcabouço.


Segundo o número 2 de Fernando Haddad, as novas propostas de corte de despesas e arrecadação devem começar a ser debatidas após a aprovação pelo Congresso do Orçamento de 2025.


Segundo ele, a equipe econômica deve voltar a insistir em impor limites aos “supersalários”, pagamentos que extrapolam o limite estabelecido pela Constituição, porque a revisão de gastos deve atingir “o andar de cima”.


No ano passado, a desconfiança do mercado com o governo durante a ela elaboração do pacote fez o dólar disparar e ficar acima do patamar de R$ 6, o maior da História.


A cotação da moeda americana se mantém nesse nível em 2025, e Rui Costa acredita que o valor voltará a cair após a posse de Donald Trump na Casa Branca:


— O dólar vai caindo, infelizmente não cai na mesma velocidade que ele subiu. Mas acredito que com o passar dos dias, após posse do novo presidente dos Estados Unidos, ele vai cair de patamar — disse Costa. — E os números robustos da economia brasileira vão fazendo o dólar voltar ao patamar, porque o patamar que está não corresponde à vida real e aos números reais da economia brasileira — completou ele.


 


Lula cobra de ministros programa imediato para baixar preço dos alimentos / A alta dos alimentos tem impactado a popularidade do presidente, que neste ano centrará esforços em preparar seu caminho para a reeleição — ou a eleição de um sucessor em 2026- Valor 20/1


Fabio Murakawa / Renan Truffi


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta segunda-feira (20) dos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, um programa para baixar o preço dos alimentos no país. E cobrou deles rapidez.


A alta dos alimentos tem impactado a popularidade do presidente, que neste ano centrará esforços em preparar seu caminho para a reeleição — ou a eleição de um sucessor em 2026.


De acordo com relatos feitos ao Valor, Lula disse aos ministros que “a população não pode esperar” que os preços baixem ainda mais. E reafirmou que quer que esse programa “seja feito já”.


Em 2024, o preço dos alimentos subiu em média 7,69%, bem acima da inflação oficial do país, que ficou em 4,83%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Esse fenômeno tem feito os adversários políticos zombarem da promessa de campanha do petista, que no período eleitoral de 2022 disse que os eleitores voltariam a comer picanha no fim de semana.


Procurados, os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário ainda não se pronunciaram.


 


Lula cobra ministros, pede mais povo e empodera Sidônio após dizer que 2026 já começou / Segundo participantes da reunião, o mandatário afirmou que ainda não sabe se será candidato no próximo pleito presidencial e citou a necessidade de "eleger um sucessor".- Folha SP 21/1


O presidente Lula (PT) cobrou auxiliares durante reunião ministerial nesta segunda-feira (20) que teve como destaque apresentação do novo ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Sidônio Palmeira, sobre uma proposta de comunicação do governo.


O presidente afirmou durante o encontro que a campanha eleitoral de 2026 já começou e que ele e sua equipe precisam trabalhar para eleger um novo governo e assim não entregar o país "de volta ao neonazismo", em referência à gestão do seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL).


Segundo participantes da reunião, o mandatário afirmou que ainda não sabe se será candidato no próximo pleito presidencial e citou a necessidade de "eleger um sucessor".


O encontro também foi usado para cobrar os seus ministros, para que evitem medidas que tragam desgastes ao governo federal —sem citar a polêmica do Pix— e que trabalhem para aumentar as entregas. Teria dito que 2025 é o "ano da verdade".


Em sua primeira aparição em reunião ministerial, Sidônio Palmeira defendeu que o presidente esteja mais em primeiro plano na política de comunicação da gestão. Nesse aspecto, Lula teria se queixado do excesso de eventos no Palácio do Planalto e disse querer participar mais de cerimônias com o povo.


Lula realizou a primeira reunião ministerial de 2025, na residência oficial da Granja do Torto. O encontro, que durou mais de sete horas, acontece em meio ao desgaste do governo com a crise do Pix e à expectativa de uma nova reforma ministerial.


Em sua fala inicial, transmitida ao vivo, o presidente citou o cenário eleitoral de 2026, jogando para a oposição a responsabilidade por ter antecipado o processo.


"Dois mil e vinte e seis já começou. Se não por nós, porque temos que trabalhar, capinar, temos que tirar todos os carrapichos, mas pelos adversários, a eleição do ano que vem já começou. Só ver o que vocês assistem na internet para ver que já estão em campanha. A antecipação de campanha para nós é trabalhar, trabalhar, trabalhar e entregar o que o povo precisa", disse.


Também afirmou: "A entrega que fizemos para o povo ainda não foi a que nos comprometemos em 2022, porque muitas das coisas que plantamos ainda não brotou. (...) Nem tudo que foi anunciado já deu frutos, é preciso que a gente saiba que 2025 é o ano da grande colheita de tudo o que a gente prometeu ao povo brasileiro. E não podemos falhar. Não podemos errar".


Quando a reunião já não era mais transmitida, o presidente teria falado sobre as eleições presidenciais e então repetido em alguns momentos a possibilidade de eleger um sucessor. Teria admitido que pode não ser candidato, por motivos alheios a sua vontade, lembrando incidentes sofridos no ano passado, como uma pane no avião presidencial e a queda no banheiro.


Ao afirmar que só Deus sabe se será candidato, Lula se dirigiu à ministra Marina Silva (Meio Ambiente). "Não é, Marina?", perguntou. Essa brincadeira se refere a 2008, quando a ministra teria dito ao presidente que consultou Deus sobre antes de deixar o ministério.


Houve também dúvidas entre os presentes se Lula fazia um paralelo com ele próprio ao citar o caso do agora ex-presidente americano Joe Biden, que demorou para desistir da reeleição em 2024.


Segundo relatos, o presidente teria dito que o resultado das eleições americanas poderia ter sido outro caso Biden tivesse desistido antes da candidatura, a tempo de lançamento de outro nome que não a vice, Kamala Harris, à sua sucessão.


Lula também cobrou seus ministros, por mais entregas e deu bronca, com o intuito para evitar medidas que possam provocar desgastes ao seu governo. Então pediu uma centralização nas medidas e atos do governo no Palácio do Planalto, para evitar ruídos.


O presidente não citou casos específicos, mas ficou evidente para os presentes que ele se referia ao episódio da instrução normativa da Receita Federal que ampliava a fiscalização sobre transações de pessoas físicas via Pix que somarem ao menos R$ 5.000 por mês. O governo recuou da medida na semana passada.


"Daqui para frente, nenhum ministro vai poder fazer uma portaria que depois crie confusão para nós sem que passe pela Presidência através da Casa Civil. Muitas vezes a gente pensa que não é nada, faz uma portaria qualquer e depois arrebenta e cai na Presidência da República", afirmou.


Segundo interlocutores, o presidente também cobrou duramente Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Carlos Fávaro (Agricultura) por não apresentarem um planejamento para baratear o preço dos alimentos.


Lula também afirmou que pretende participar de eventos mais junto à população, em detrimento das cerimônias fechadas no Palácio do Planalto. Teria dito querer "mais povo" e "mais rua".


A posição acontece no momento de troca na Secom, com a saída de Paulo Pimenta e a chegada de Sidônio, empossado na semana passada. A fala do novo ministro foi destinada a apresentar uma nova proposta de comunicação do governo. Ele apontou que existe uma falha no conjunto formado por política, gestão e comunicação, que estariam rodando em rotações diferentes.


Sidônio disse que pretende alçar ainda mais ao primeiro plano a figura do presidente, com mais entrevistas e aparições públicas. O novo ministro também pediu que os demais integrantes do governo evitem declarações off-the-record, jargão jornalístico que significa que não será identificado na reportagem.


O novo ministro também falou em criar uma central de monitoramento e resposta rápida de crise, no Palácio do Planalto, sem mencionar a crise do Pix.


Interlocutores apontaram que Lula não tratou especificamente da reforma ministerial, que é aguardada para as próximas semanas.


De acordo com relatos de dois participantes, o presidente voltou a citar os partidos que integram seu governo e disse que sabe como cada um tem votado em matérias no Congresso. Ele afirmou ainda que quer se reunir com líderes partidários e ministros das siglas que compõem a Esplanada numa espécie de "alinhamento".


Catia Seabra , Marianna Holanda , Renato Machado e Victoria Azevedo


 


FONTES: EM REUNIÃO, GOVERNO TRAÇA PLANO PARA SAIR DA DEFENSIVA E RESPONDER RÁPIDO A CRISES- Broadcast 20/1


Por Sofia Aguiar e Caio Spechoto


Brasília, 20/01/2025 - A cúpula do governo federal deu uma série de instruções para o primeiro escalão do Executivo na reunião ministerial desta segunda-feira, 20, em uma tentativa de sair da defensiva. As orientações foram repassadas pelo novo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. Ele afirmou aos participantes da reunião, por exemplo, que criará uma central de monitoramento e resposta rápida a crises de comunicação, apurou o Broadcast Político. A ideia vem dias depois de o governo perder a disputa narrativa para a oposição, que espalhou boatos de que as transações via Pix seriam taxadas.


 


FONTES: LULA COBRA MINISTROS PARA SAÍREM DE BRASÍLIA E FAZEREM MAIS ANÚNCIOS NOS ESTADOS- Broadcast 20/1


Por Sofia Aguiar e Caio Spechoto


Brasília, 20/01/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para que os ministros viajem mais pelos Estados e façam mais entregas em eventos com a participação da sociedade civil. Segundo apurou o Broadcast Político, Lula disse estar cansado de fazer "anúncios vazios" no Palácio do Planalto, sem que os projetos divulgados virem realidade.


A reclamação aconteceu nesta segunda-feira, 20, em reunião ministerial realizada por Lula na Granja do Torto, uma das residências oficiais da presidência. O encontro durou cerca de sete horas e teve como foco alinhar a gestão visando às eleições de 2026.


 


FONTES: GOVERNO VAI PREVER PUNIÇÕES A COMERCIANTES QUE DESINFORMAREM CONSUMIDORES SOBRE O PIX- Broadcast 20/1


Por Gustavo Côrtes, do Estadão


Brasília, 20/1/2025 - A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, deve publicar uma portaria para regulamentar a medida provisória (MP) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reforçou a proibição da taxação do Pix.


A minuta, à qual o Estadão teve acesso, determina que fornecedores de produtos e serviços deverão informar que não haverá diferenciação de preço quando o pagamento for por Pix à vista, além de tomar medidas para combater informações falsas. Caso descumpram essas normais, os comerciantes poderão ser sofrer punições. Procurada a Senacon não se manifestou.


"Os fornecedores de produtos e serviços devem tomar medidas para evitar a disseminação de informações falsas, ainda que por omissão, capazes de induzir em erro (...), incitar a violência, explorar o medo ou a superstição, aproveitar da deficiência de julgamento e experiência que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma que lhe traga prejuízo", diz o texto.


Caso haja infração às medidas, a portaria determina que os comerciantes poderão ser responsabilizados. Entre as punições previstas estão multa, cassação de licença do estabelecimento ou de atividade, revogação de concessão ou permissão de uso e proibição de fabricação do produto.


"As sanções serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser cumuladas, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo", diz o texto.


A portaria também prevê a criação do "CanalPix", um mecanismo para encaminhamento de denúncias e orientação de consumidores e fornecedores.


Veja a lista completa de punições previstas pela portaria da Senacon:


- Multa

- Apreensão do produto

- Inutilização do produto

- Cassação do registro do produto junto ao órgão competente

- Proibição de fabricação do produto

- Suspensão de fornecimento de produtos ou serviço

- Suspensão temporária de atividade

- Revogação de concessão ou permissão de uso

- Cassação de licença do estabelecimento ou de atividade

- Interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade

- Intervenção administrativa

- Imposição de contrapropaganda.


 


ESTADÃO: GOVERNO QUER QUE PASTAS MONITOREM REDES SOCIAIS- 21/1


Brasília, 20/01/2025 - O governo Lula terá, a partir de agora, uma cartilha da comunicação pública para evitar crises como a que ocorreu no caso das notícias falsas sobre a taxação do Pix. Na primeira reunião ministerial do ano, o novo titular da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, disse que todos os seus colegas terão de criar uma central de monitoramento das redes sociais para dar respostas rápidas a problemas que atingem o governo.


Pesquisas que chegaram ao Palácio do Planalto indicaram falta de confiança na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua apresentação, o novo ministro afirmou que a política, a gestão e a comunicação têm andado separadas no terceiro mandato de Lula.


O presidente concordou e disse ali que estava cansado de ficar em seu gabinete no Palácio do Planalto. Aparecendo pela primeira vez sem o chapéu Panamá que usou após a cirurgia para drenar um hematoma na cabeça, Lula cobrou dos ministros que os programas saiam do papel. “Chega desse negócio de fazer ato no Planalto. Estou cansado disso e vou para a rua”, afirmou o presidente, de acordo com relatos de participantes da reunião.


O presidente disse, ainda, que “2025 vai ser o ano da verdade” e anunciou conversas com ministros e partidos, nos próximos dias, para discutir o futuro da aliança governista. A frase foi interpretada como uma alusão à reforma ministerial, que deve ocorrer após a eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em 1.º de fevereiro.


Lula avisou que sabe muito bem como cada bancada de partido aliado - do PT ao Centrão - está votando no Congresso. Durante as quase oito horas de reunião, o presidente pediu projetos aos 38 auxiliares para 2025. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também compareceu ao encontro na Granja do Torto, além dos líderes do Planalto na Câmara, no Senado e no Congresso.


Ao destacar que o governo é melhor do que a percepção popular, Sidônio deu outra instrução da cartilha: cada ministro deverá agora falar sobre a “herança de destruição” deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro quando for dar entrevistas. “As pessoas precisam saber como o governo encontrou o copo: se meio vazio, meio cheio, vazio ou cheio”, disse o chefe da Secom, que foi marqueteiro da campanha petista, em 2022. (Vera Rosa)


 


COLUNA DO ESTADÃO: SIDÔNIO 'PASSA NO TESTE' EM REUNIÃO MINISTERIAL E COLEGAS SAEM OTIMISTAS – 21/1


O novo chefe da Secom, Sidônio Palmeira, “passou no teste” em sua primeira reunião ministerial como titular do cargo. Colegas de Esplanada saíram otimistas da Granja do Torto, onde ocorreu o encontro ontem, e fizeram a avaliação de que agora o governo Lula tem, de fato, um plano de comunicação crível, que será colocado em prática nos próximos três meses. A comparação com Paulo Pimenta, antecessor de Sidônio no posto, foi inevitável: ministros ouvidos pela Coluna afirmaram que a postura do publicitário e o formato da apresentação que ele fez foram, de forma positiva, “totalmente diferentes” e muito mais profissionais. Os ministros interpretaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também ficou satisfeito com a performance de seu marqueteiro.


ALERTA. De acordo com participantes da reunião ministerial, Lula disse, na parte fechada do encontro, que “não quer saber de obra inacabada” no País e que essa máxima vale para todos os programas que estão sob responsabilidade dos ministérios. O foco daqui para frente estará nas “entregas” que precisam ser feitas ainda neste ano para pavimentar o caminho da eleição de 2026.


SINAIS. Segundo os ministros, Sidônio deve se reunir nos próximos dias com cada colega para conversar com mais detalhes sobre a integração que será feita na comunicação da Esplanada. O “freio de arrumação” se tornou imperativo após o governo “sofrer” na “crise do Pix”.


PREOCUPAÇÃO. Lula, de acordo com os ministros, fez questão de reforçar, na parte reservada da reunião, um ponto que já tinha dito em seu discurso inicial: é preciso atenção extrema aos preços dos alimentos.


(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto, interino, e Iander Porcella)


 


FONTES: LULA ESCALA ALEXANDRE SILVEIRA PARA REPRESENTAR GOVERNO EM DAVOS- Broadcast 20/1


Por Renan Monteiro


Brasília, 20/01/2025 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi "escalado" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para representar o governo no Fórum Econômico Mundial (WEF) de Davos, que começou nesta segunda-feira, disse uma fonte do Executivo. Com uma participação brasileira reduzida, Silveira terá encontros com CEOs do setor de energia e ministros de outros governos.

 


Como o Broadcast antecipou, Silveira terá como foco atrair investimentos para a agenda verde do Brasil. A avaliação do Ministério de Minas e Energia é que há uma "janela de oportunidade" para o Brasil com o reposicionamento do governo americano na questão energética, com a gestão de Donald Trump.


O encontro na Suíça está marcado para acontecer entre hoje e 24 de janeiro neste ano. O ponto central das discussões neste ano será o avanço tecnológico, sob o tema "Cooperação para a Era Inteligente".


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), são outros nomes na comitiva brasileira.


Silveira usará discurso de Trump para ‘vender’ Brasil em Davos / Ministro vai apresentar o Brasil como destino seguro de investimentos em energia renovável- Valor 20/1


Rafael Bitencourt


Ao reforçar no discurso de posse sua preferência por combustíveis fósseis, o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou o governo brasileiro a ajustar a abordagem dos temas econômicos durante o Fórum Econômico Mundial 2025, que começou nesta segunda-feira (20), em Davos (Suíça). O Valor apurou que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), teria recebido orientação do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para apresentar o Brasil como destino seguro de investimentos em energia renovável.


A ideia é que o país se mostre como alternativa atrativa para os investidores interessados em aportar recursos em ativos “verdes”. Para o governo brasileiro, a fala de Trump, na solenidade de posse, gerou uma percepção negativa entre empresas e fundos de investimentos com este perfil.


A fonte oficial avalia que, a depender dos desdobramentos das medidas anunciadas por Trump, pode ocorrer um “derretimento” das ações na bolsa de valores de empresas de energia renovável nos EUA.


Entre as oportunidades que devem ser destacadas pelo ministro estão a produção de hidrogênio verde, biocombustíveis, energia elétrica solar e eólica. São apostas do governo para gerar crescimento econômico, emprego e renda no país, bandeira já defendida pelo titular da pasta de Minas e Energia.


Silveira será o único representante do alto escalão do governo federal a comparecer ao Fórum. Ele partiu em viagem para o país europeu nesta segunda-feira e deve participar de painel com discussões voltadas para o mercado brasileiro nesta terça-feira (21). Durante o evento, o ministro ainda deverá ter encontros reservados com executivos de multinacionais e delegações estrangeiras.


 


'Eles precisam de nós mais do que precisamos deles', diz Trump sobre Brasil e América Latina / Presidente, que tomou posse nesta segunda-feira (20), disse a frase enquanto assinava decretos na Casa Branca.- Globo g1 20/1


Por Redação g1


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (20) que o Brasil e a América Latina precisam "mais dos EUA do que os EUA precisam deles".


"A relação é excelente. Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todos precisam de nós", respondeu Trump ao ser perguntado se iria falar com o presidente Lula e como seria a relação com o Brasil e com a América Latina.


A frase foi dita em resposta a uma pergunta da repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl sobre se Trump falaria com o presidente Lula e como seria a relação com Brasil e América Latina feita enquanto o presidente americano assinava os primeiros decretos do novo mandato no salão oval da Casa Branca.


Mais cedo, o presidente Lula (PT) disse que torce por uma "gestão profícua" com Trump.


"Tem gente que fala que a eleição do Trump pode causar problema na democracia mundial. O Trump foi eleito para governar os EUA e eu, como presidente do Brasil, torço para que ele faça uma gestão profícua para que o povo americano melhore e para que os americanos continuem a ser histórico ao que é do Brasil", disse Lula.


Lula disse que não quer briga com os Estados Unidos, assim como não quer briga com nenhum outro país. "Da nossa parte, não queremos briga. Nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com a China, nem com a Índia e nem com a Rússia."


 


ESTADÃO: 'TARIFA É UM INSTRUMENTO DE PRESSÃO, DE NEGOCIAÇÃO' – 21/1


O economista e ex-diretor do Banco Central Tony Volpon, de 59 anos, não faz parte do grupo de catastrofistas que esperam o apocalipse com a volta de Donald Trump à Casa Branca. Ele até diz que o aumento de tarifas sobre as importações da China, do Canadá, do México e de outros países, prometido por Trump na campanha eleitoral, pode ter um efeito negativo na inflação e no crescimento americanos, com reflexos globais. Mas aposta que isso não vai ser feito de uma vez só nem começar imediatamente. Vai depender muito também das negociações que deverão ser realizadas por Trump e sua equipe econômica com os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, para diminuir o que eles veem como “assimetrias” existentes nas relações bilaterais.


Com a volta do Trump à presidência, tudo indica que ele vai aumentar as tarifas sobre produtos chineses e de outros países, como ele prometeu na campanha eleitoral. Na sua visão, como isso deve afetar a economia mundial, caso o Trump realmente tome essas medidas?

Eu acredito que, na média, as tarifas realmente vão subir, mas não dá para a gente olhar para essa questão tarifária de forma isolada. A tarifa é um instrumento de pressão, de negociação. Para a gente tentar avaliar qual deve ser o impacto sobre a economia global, tem de entender que isso é parte de uma estratégia maior do governo Trump, de diminuir o que eles acreditam ser as “assimetrias” existentes no relacionamento com certos países que estão levando vantagem sobre os Estados Unidos. O Trump tem essa visão de que países como o Canadá e o México se aproveitam da economia americana e de que isso tem de ser corrigido de alguma maneira - e eu concordo com ele neste aspecto. Essas assimetrias já diminuíram muito, mas ainda existem. Tem coisa séria nessa área lá que eles ainda devem endereçar.


Na sua avaliação, como deve ser esse processo de elevação tarifária?

Acho que vai ser um processo lento, não vai ser numa tacada só, porque, como eu disse, isso será parte de uma estratégia maior, de diminuir essas assimetrias. Não deverá começar imediatamente nem vai ocorrer de um dia para o outro. E vai depender muito do como os outros países vão responder. Então, é muito difícil prever aonde esse processo vai dar. Se os canadenses, os europeus e até os chineses quiserem jogar o jogo, se eles quiserem entrar em negociações sérias para endereçar essas assimetrias, talvez a gente não veja um aumento tarifário tão forte como foi alentado durante a campanha. Isso vai ser parte da negociação.


Se o Trump anunciar um aumento de tarifas para a China e outros países de uma vez só, logo na largada do governo, o que pode acontecer?

Se eu estiver errado e esse processo mais dilatado que eu estou achando que vai ocorrer não acontecer e o Trump entrar batendo em todo mundo e anunciar logo no primeiro dia que a tarifa para os produtos chineses será de 25% e para o Canadá, 10%, eu acredito que deverá haver uma alta imediata da inflação, já em 2025. Isso, obviamente, é uma má notícia pra economia global, porque vai impactar a expectativa de Fed (Federal Reserve, banco central americano) e vai levar a curva dos juros americanos para cima. Aí, o Trump vai contratar mesmo uma desaceleração da economia para 2026. Alguns economistas estão dizendo até que, dependendo do tamanho da desaceleração e da eventual reação do Fed, poderá haver inclusive uma recessão em 2026 nos Estados Unidos. É um cenário bastante especulativo, mas é possível.


Que efeito isso tudo deve ter sobre o comércio internacional? Isso vai acelerar a desglobalização que já vem ocorrendo nos últimos anos?

Eu não vejo necessariamente o governo Trump como sendo uma novidade neste sentido. Obviamente, o governo Trump, com a orientação que tem, deverá aprofundar esse processo. Mas não dá para colocar essa questão só em cima da eleição do Trump. Essa tendência já tem mais de uma década. Para mim, a desglobalização começou em 2008.


Agora, essa visão do Trump de querer aumentar a produção de manufaturados nos EUA, estimulando o retorno de fábricas de empresas americanas instaladas no exterior, não vai dar um impulso extra na desglobalização?

Como eu disse, esse descolamento já começou de certa maneira no primeiro mandato do Trump, em 2017/2018. Então, as empresas já se ajustaram. Isso aumentou muito com a pandemia também, em cima da ideia de não ter cadeias de suprimentos tão frágeis. As empresas já vêm fazendo muito reshoring (volta da produção para os EUA). Não é o governo que está forçando as empresas a fazer isso. As empresas mesmo perceberam que estavam muito expostas. Viram que o sistema era muito eficiente, mas muito frágil, tanto do ponto de vista de choques exógenos, como a pandemia, como de choques políticos. (José Fucs)


 


 


Galeão: Novo leilão do aeroporto do Rio prevê lance mínimo de R$ 600 milhões e saída da Infraero / Técnicos do governo avaliam que vencido todo o trâmite na Corte será possível realizar o certame no primeiro trimestre deste ano- O Globo 21/1


Geralda Doca


A engenharia costurada entre o Tribunal de Contas da União (TCU), governo federal e a RIOgaleão para salvar a concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro determina que a operação vale R$ 600 milhões. Esse será o lance mínimo pelo aeroporto, que passará por um processo simplificado de licitação para identificar investidores interessados no ativo.


Mesmo com o acordo entre as partes para a operadora Changi (sócia majoritária da RIOgaleão) continuar no terminal, é preciso colocar o ativo para ser disputado no mercado a fim de evitar questionamentos jurídicos posteriores sobre eventual favorecimento à empresa. Como houve acordo no processo de reformulação dos parâmetros contratuais, a RIOgaleão poderá participar da concorrência.


A operação prevê a saída da Infraero do negócio, a pedido da União. A estatal detém 49% de participação no consórcio e a Changi, operadora de Cingapura, 51%. Após encontro de contas entre a RIOgaleão e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), referente a multas e pagamento de outorga vencida, além de investimentos realizados, o valor do Galeão foi definido em R$ 600 milhões.


Caso haja um segundo interessado, ele precisará pagar no mínimo esse valor. Porém, se não houver interessados, a RIOgaleão pagará à Infraero em proporção equivalente à participação da empresa no consórcio. Se o aeroporto for arrematado por outro investidor, caberá a ele ressarcir o operador atual.


Pagamento flexível


Para solucionar o problema da outorga anual elevada em torno de R$ 1,4 bilhão, o principal problema da concessão, ficou acertado que as parcelas a vencer serão transformadas em valores variáveis, conforme as receitas do aeroporto. O contrato repactuado corresponderá a 20% das receitas a serem auferidas pelo operador.


A possibilidade de prorrogar o contrato, com vencimento previsto para 2039, em mais cinco anos não vingou. Vencido esse prazo, o aeroporto passará por um processo tradicional de licitação.


Também foi excluído do debate o gatilho para a construção da terceira pista de pouso e decolagem em razão de não haver necessidade de ampliação da capacidade e de impactos ambientais e sociais que a obra causaria no entorno do sítio aeroportuário.


Para que a operação seja concretizada, a proposta precisa passar pelo plenário do TCU, mas a expectativa é que seja aprovada pelos ministros, segundo interlocutores. O acordo, firmado em 16 de dezembro, foi processado pela Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso), criada para solucionar impasses em temas relevantes para o país.


Primeiro trimestre


O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) participaram das negociações. Técnicos do governo avaliam que vencido todo o trâmite na Corte será possível realizar o leilão do Galeão no primeiro trimestre deste ano.


O acordo para salvar a concessão do Galeão se enquadra no modelo de licitação da sétima etapa dos aeroportos, explicam técnicos a par do assunto. Outro argumento é que uma definição rápida para a situação do aeroporto favorece a retomada de investimentos.


Um processo tradicional de relicitação levaria tempo e poderia prejudicar a prestação do serviço. Conforme mostrou O GLOBO, a RIOgaleão projetou um recorde histórico de movimentação internacional em 2024, com 4,7 milhões de passageiros internacionais, alta de 30% em relação a 2023.


É também 4% mais que os 4,5 milhões de passageiros internacionais de 2018, marca histórica. Para janeiro, a projeção é encerrar o mês com 596.309 viajantes internacionais, 28% a mais que em janeiro do ano passado, com a retomada do calendário de eventos e shows na cidade.


Para especialistas, o crescimento é reflexo da operação coordenada do Galeão e do Santos Dumont, o aeroporto do Centro do Rio, que teve seu movimento de passageiros anual limitado.


O Galeão foi arrematado no final de 2013 pelo consórcio formado por Odebrecht Transport e Changi por R$ 19 bilhões, ágio de 294% sobre o lance mínimo. O primeiro compromisso foi preparar o aeroporto para os Jogos Olímpicos com investimentos estimados em R$ 5,7 bilhões ao longo do contrato.


Contudo, a concessionária começou a enfrentar problemas financeiros com a crise na economia no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. O envolvimento da Odebrecht na operação Lava Jato também foi um complicador.


Em 2017, o atual sócio majoritário, Changi, comprou a fatia da empreiteira e com injeção de capital a concessionária reprogramou a outorga com a União, regularizando a situação. O pagamento de outorga foi suspenso até 2022.


Com a pandemia de Covid 19, a situação se agravou, o que levou a operadora a pedir para devolver a concessão no início de 2022. Entretanto, com a mudança no governo federal em 2023, a Changi voltou atrás e manifestou interesse em permanecer na operação.


A estratégia foi reforçada com a iniciativa do governo estadual e da prefeitura do Rio em restringir o movimento no Santos Dumont. O objetivo foi fortalecer o volume de passageiros no Galeão. Mas ainda assim, as receitas não são suficientes para pagar os compromissos com a União, segundo interlocutores do governo.


Procurada, a empresa confirmou a conclusão dos trabalhos da comissão, no âmbito da SecexConsenso. “A Concessionária aguardará para se manifestar após a finalização das próximas etapas do processo e reforça seu compromisso em operar com a excelência e segurança já reconhecidas, além de atuar no desenvolvimento comercial do aeroporto, com políticas voltadas para atrair companhias aéreas, passageiros e novos negócios”.


A Prefeitura do Rio afirmou que não comentaria. O governo do Estado do Rio afirmou que segue mantendo sua posição, que defende, com argumentos técnicos, a coordenação entre os aeroportos do Galeão e Santos Dumont, de modo que não haja prejuízo para a retomada do crescimento do aeroporto internacional.

Fernando Schuller 2101

 Fernando Schüler 👇


“ (….) Em qualquer matéria sobre “desigualdade”, o que oferece consistência ética ao problema é o fato da pobreza. Ninguém perde uma hora de sono preocupado com a diferença entre o que chamamos de “classe média alta”, que na verdade são os 5 ou 7% de maior renda, e os mais ricos. O que efetivamente nos toca é o fato de que 90% da população disponha de uma renda mensal inferior a 3 208 reais (dados do IBGE). 


A pobreza, no Brasil, é um oceano. E é nisso que deveríamos focar. Na pobreza que atinge 49% das crianças de 0 a 14 anos, danificando suas chances de vida. Tudo isso é sabido. Mas mobiliza muito pouco o ativismo ideológico e a política profissional. Por que isso? Por que achamos tão mais excitante falar mal do valor das ações do Jeff Bezos do que focar em como melhorar a vida real dos mais pobres? A maior razão, intuo, é política. A retórica em torno da desigualdade é uma pauta de “combate”. É discurso “contra” essa gente da lista da Forbes. 


O foco na pobreza supõe um discurso “a favor”. É chato, exige buscar eficiência em políticas públicas, demanda soluções de mercado, com resultados de longo prazo. E dá menos ibope. Bom mesmo é “denunciar as desigualdades”, jogar isso na cara daqueles bilionários, em Davos, entre um e outro jantar bacana. Indermit Gill, do Banco Mundial, tem uma sugestão simples, se queremos mudar o disco: aprender com as economias mais bem-sucedidas na redução da pobreza. 


Países asiáticos, como a Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Malásia, China, Indonésia e Vietnã. Todos contam a mesma história: sucesso capitalista e forte investimento em educação. Rigorosamente nada a ver com “combater os bilionários”. Ao contrário. A pobreza foi de 28% para 8,5%, no plano global, desde 2000, enquanto o número de bilionários saltou de 400 para 2 600. 


O país que mais ganhou bilionários foi exatamente aquele que mais reduziu a pobreza: a China. Logo atrás, a Índia. E isso não acontece porque “bilionários reduzem a pobreza”. Acontece porque a redução da pobreza e o aumento da riqueza são duas faces da mesma moeda: o crescimento econômico combinado a instituições “inclusivas”. Abertura de mercado, aumento da produtividade, capacitação de pessoas, ética pública, racionalidade no gasto governamental, bom ambiente de negócios. 


Caminho perfeitamente inverso ao da Venezuela, que conseguiu levar a pobreza a 90% da população e expulsar os poucos bilionários que havia por lá. Há 35 anos, o prestigiado IMD, International Institute for Management Development, avalia o grau de competitividade, ou “ambiente de negócios”, em escala global. Ano passado, em um ranking de 64 países, o Brasil ficou na 60ª posição. Só à frente de países como a Venezuela e a Argentina (antes do Milei). Detalhe: em “eficiência governamental”, ficamos na 62ª posição. 


Se alguém estiver mesmo interessado em reduzir a pobreza, é nisso que deveria prestar atenção. Qual educação estamos oferecendo, nas últimas posições no Pisa? Que vias de inclusão ao mercado abrimos aos dependentes do Bolsa Família? Qual a qualidade do gasto público? O que significa 4,5% do PIB em incentivos fiscais, sem avaliar seriamente a relação custo-benefício? E os 5 bilhões de reais no “fundão eleitoral”? A Justiça e o Legislativo entre os mais caros do mundo, enquanto os espertos pedem mais carga tributária? E o que se passa quando abrimos mão de reformas cruciais? (…..) “

Em resumo 2101

 As notícias do Resumo:

** Trump lança sua própria criptomoeda às vésperas de posse e ativo chega a valer US$ 14,6 bilhões.

** Melania Trump, primeira-dama, também lança a sua, que ultrapassa US$ 1 bilhão.

** Barack Obama comparece a posse sem Michelle e gera onda de teorias.

** Biden concede perdão a inimigos políticos de Trump antes de sair da Casa Branca.

** Gerentes e coordenadores do IBGE elaboram carta aberta contra Pochman.

** Trump emite ordem para adiar proibição do TikTok.

Bankinter Portugal Matinal 2101

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem, Nova Iorque fechada devido a feriado e tomada de posse de Trump. O mais importante foi o que não aconteceu: como estimávamos, as suas declarações foram mais populistas do que efetivas, sem criar confusão no mercado, ao focar-se na imigração e outros aspetos não concretos a curto prazo (saída do Acordo de Paris, produzir mais petróleo e gás, por exemplo). E sem referir as criptos, portanto estas aumentaram um pouco para de seguida caírem, porque não disse nada sobre elas. Tem sido tão pacífico para o mercado como seria de esperar. Isso é bastante positivo. 

 

HOJE, às 07:00 h, saiu uma macro normal no Reino Unido (Desemprego 4,4% desde 4,3%; Ganhos Pessoais +5,6% desde +5,2%) e, às 10 h, sairá o ZEW Sentimento Económico na Alemanha, provavelmente a enfraquecer um pouco (15,3 vs. 15,7). O mais importante é que o fluxo de publicação de resultados ganha intensidade. Pré-abertura de Nova Iorque (14:30 h): Charles Schwab (EPS 0,912$), 3M (1,662$) e Prologis (1,383$). Mas, principalmente, às 21 h, Netflix (4,182$). E 21:05 h Capital One (2,778$). Também após o fecho americano (21 h): United Airlines (3,042$) e Seagate (1,865$). Será Neflix o fator a mover o mercado, mas já amanhã. A publicação de resultados é a referência desta semana, junto com a provável subida de taxas de juros do BoJ (+25 p.b., até 0,50%) na sexta-feira, agora que se comprovou que Trump não provocou uma confusão de mercado na sua tomada de posse. Isso evita que o yen se aprecie de forma irracional e deixa espaço para que o BoJ faça o que tiver de fazer, que é o contrário dos restantes bancos centrais do mundo: subir taxas de juros para travar uma inflação ca.+3%. 

 

Como ontem a Europa subiu timidamente perante a ausência de Wall St. e as obrigações mantiveram o seu movimento anterior de descida de yield (desde que, na quarta-feira (15), saiu uma Inflação Subjacente americana a suavizar-se em uma décima, até +3,2%), travando a sua anterior fase de subidas, é provável que HOJE a Europa debilite e retroceda um pouco, enquanto Nova Iorque poderá subir uns milímetros sem que esse movimento signifique nada, além de respirar um pouco, porque Trump não provocou nenhuma confusão de mercado. Netflix, às 21 h, irá decidir o tom para amanhã, mas o mercado parece estabilizado e nava convida a pensar que as yields das obrigações poderão voltar a aumentar e dar problemas esperar e ver com tom um pouco melhor, com o mercado mais tranquilo. 

 

Nova Iorque fechada. ES-50 +0,3% IBEX +0,2% VIX 15,8 Bund 2,50% T-Note 4,55% Spread 2A-10A USA=+31pb B10A: ESP 3,16% PT 2,94% FRA 3,30% ITA 3,62% Euribor 12m 2,483% (fut.2,335%) USD 1,040 JPY 161,7 Ouro 2.724$ Brent 79,9$ WTI 77,2$ Bitcoin -6,5% (101.384$) Ether -5,8% (3.215$). 

 

FIM

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