quarta-feira, 4 de março de 2020

PIB segue rateando

Saiu o PIB do ano passado e este acabou como uma ducha de água fria aos mais otimistas. Foi a economia em trajetória errática, sem grandes variações na taxa de investimento, até porque nenhum agente econômica se atreve em operar num ambiente de forte volatilidade institucional, polarização política excessiva e incertezas sobre o rumo das reformas.

Se nem o presidente Bolsonaro abraçou a agenda de reformas, quem dirá os que torcem contra e a oposição.

A economia seguiu de lado ao longo do ano, embora o mercado, confiando na agenda de reformas, tenha chegado a 118 mil pontos em alguns momentos. Ao fim do ano passado cresceu 1,1%, menor do que no ano anterior (1,3%).

Cabe ressaltar aqui que a inflação se manteve em baixa, até pelo elevado desemprego, e a taxa de juros Selic recuou a 4,5%, devendo recuar abaixo disso neste ano de 2020, dada a ameaça do corona virus. Importante observar também que para este ano, ao que tudo indica, o PIB deve crescer menos do que o esperado, não devendo passar de 2,2%, contra a projeção de 2,5%. 

Pânico nos mercados

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MERCADOS CAEM NOVAMENTE... Após a animação com o corte emergencial de juros pelo Fed em meio ponto, os mercados voltaram a "entregar" nesta quarta-feira, depois da fala de Jerome Powell, presidente da instituição, passando a impressão de haver receio de "uma recessão iminente". Conseguirá o Fed conter uma crise disparada pelo coronavírus com mais "papel pintado"? Será que estamos ingressando numa armadilha de liquidez em que as ações de política monetária perdem aderência?

Lançamento do livro de um amigo

  • Lançamento do livro do amigo GUILHERME DA NÓBREGA, "A ECONOMIA É UMA MISTURA DE JOGOS E DESCOBERTAS" SECCO EDITORA

Humanos se dedicam à Economia desde muito antes deste título batizar uma área de estudo e trabalho. Claro que nos deram aulas de Economia escritores como Tolstói, Borges, García Marques, Gogol e outros. Também o cosmonauta Gagarin e os provérbios. Políticos como Bonaparte, Kennedy, Churchill, Hitler, Bolívar e outros. Filósofos e acadêmicos como Russell, Freud, Newton, Fourier, Marx, Einstein, Kuznets, etc. E muitos atuais em todos esses campos.

Evidente que Adam Smith não fundou a Economia. Já se estudava e escrevia sobre ela nas antiguidades mesopotâmica, grega, romana, indiana, chinesa, pérsia, árabe, etc. Desde antes dos humanos, já seguem lógicas econômicas beduínos, abelhas, vespas, aves e outros.

Como economista no mercado financeiro, sempre me atraíram ângulos menos visitados. Não são garantia de sucesso financeiro, mas belo “zoom out” rumo a compreender o que é, e o que move a Economia. Sem ser especialista em qualquer desses ângulos, visitei vários e reuni aqui breves notas. Não em livro típico de Economia. Apenas um registro de como a Economia sempre mistura jogos e descobertas – como sempre faz a nossa vida.

Espero vocês!

  • Quarta-feira, 18 de março de 2020 de 17:00 a 22:00 UTC-03
  • Polska café & pierogi
    Rua Simão Álvares, 109, 05417-030 São Paulo

terça-feira, 3 de março de 2020

Celso Pinto RIP


Carlos Garrastazu / Valor

Celso Pinto definiu sua carreira com um ‘não’. Morava em Londres, onde era correspondente da “Gazeta Mercantil” no início de 1994, quando recebeu, por telefone, o convite para integrar a equipe econômica que criaria o Plano Real. Seria o cronista das acaloradas discussões que pautaram a gestação do plano. Conhecia alguns dos membros da equipe do Plano Real. O Persio Arida o queria como uma especie de testemunha ocular da história, descrevendo todo o transcorrer do Plano. Acabou não aceitando por temer perder a independência na análise da economia brasileira.


Ação coordenada dos Bancos Centrais

Em meio a discussões sobre a melhor forma de combater os efeitos da propagação do novo coronavírus Covid-19, cresce a expectativa por uma ação coordenada de bancos centrais no mundo no curto prazo, talvez até mesmo nesta semana. Economistas de diferentes matizes vêm discorrendo sobre a inoperância de se combater uma crise de oferta, como a que se dá com o impacto do Covid-19, com ações de política monetária, sob o argumento de que são as políticas de saúde pública - ou a política fiscal de forma mais ampla - que precisam agir. Do jornal VALOR.

Piora do mercado de crédito...

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Blog de um amigo...

A segunda-feira e início desta terça-feira está sendo de rápida e acentuada recuperação das bolsas globais, em muito sustentadas pelas expectativas de atuação dos Bancos Centrais e do G7 na administração da eventual crise trazida pelo Coronavírus.

O G7 se reúne agora pela manhã e um comunicado é esperado após a reunião. Eu diria que a divulgação de medidas de sustentação ao crescimento já é esperada e, em parte, precificada pelos ativos de risco.

Os mercados já precificam um forte movimento de queda das taxas de juros nas principais economias do mundo, o que acabou ajudando a dar suporte as bolsas nessas últimas 24 horas.

Seguimos em um ambiente de elevada incerteza. Ainda vemos um curto-prazo bastante desafiador.

O movimento de alta das bolsas verificado nas últimas horas costuma ser normal em um ambiente de alta incerteza. O que foi anormal foi o movimento de queda, rápido, acentuado e unidirecional verificado na semana passada.

O que irá definir o cenário de longo-prazo para a economia global será a capacidade dos governos em conter o Coronavírus e a capacidade dos Bancos Centrais em administrar os impactos econômicos deste problema.

Seguimos acompanhando a situação no detalhe e administrando os portfólios de acordo. Continuamos esperando um fluxo de notícias negativo no curto-prazo no tocante ao contágio global do vírus.

O mercado precificou nos últimos dias uma atuação incisiva por parte dos “policy makers”. Qualquer erro nesta direção poderá trazer novas rodadas negativas dos ativos de risco.

Na China, a atividade econômica continua dando sinais, mesmo que incipientes de estabilização:

Nova tarifa global

 *Capital Economics: Nova tarifa global dos EUA deve elevar sobretaxa efetiva para 14,5%* Por Gustavo Boldrini São Paulo, 21/02/2026 - O aum...