Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Infra - debate dos assessores dos candidatos
Hoje, domingo, falou-se sobre os programas de governo na área de infraestrutura e acho que a Miriam Belchior foi bem, embora nada seja concreto...parece que o governo Dilma começa de fato a partir de 2015. Como tem projeto ainda não materializado hein? Adriano Pires me pareceu tímido demais e o Rand meio de lado.
domingo, 3 de agosto de 2014
Roberto Campos
O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes.
Nossa Constituição é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa de efêmero.
Empresa privada é aquela que o governo controla, empresa estatal é aquela que ninguém controla.
No mundo real dos Estados e dos governos, quem gasta o dinheiro tirado de todos não é quem o ganha, e sim um político ou burocrata que, antes de mais nada, trata de servir aos seus próprios objetivos.
No socialismo as intenções são melhores que os resultados. No capitalismo os resultados são melhores que a intenção.
Sempre lutei contra três de nossas deformações culturais: o escapismo que visa a inculpar demônios externos pelos pecados internos; o antidarwinismo, caracterizado pelo horror à concorrência e o apego corporativista a privilégios estatais; e o anticontratualismo característico das sociedades frouxas (soft societies) a que se referia Gunnar Myrdal, rebeldes às leis e relaxadas nos contratos.
O fim da jornada é um momento que enseja questionamento sobre o esforço e a rota. Meu esforço foi certamente maior que o resultado. Previ a rota desejável, sem conseguir fundamentalmente mudar os acontecimentos. [...] Se tivesse que fazer uma autocrítica, à luz das estórias que contei, diria que fui antes um pregador de idéias do que um operador eficaz. [...] Minha geração falhou na tarefa de fazer do futuro o presente, lançando o país numa trajetória de crescimento sustentado, sem inaceitáveis desníveis de renda e oportunidades.
CAMPOS, Roberto
CAMPOS, Roberto
Honestidade intelectual...pode onde andas ???
Comenta-se muito sobre a saída de toda a equipe econômica, mas nada é vazado sobre este assunto. Poucos apostam na manutenção do Guido Mantega ou do mal fadado Arno Augustin. Quem colocar no lugar? Nelson Barbosa?? Marcio Holland ? Não vejo nenhum dos meus amigos da academia falarem sobre isto. Só o meu bravo amigo keynesiano, mais crítico e com um pé na realidade, José Oreiro, aponta erros e problemas na política eco da Dilma. Fico cada vez mais abismado com o grau de alienação dos meus amigos acadêmicos em relação a péssima política econômica do governo Dilma. Estão rasgando todos os seus papers com esta política. Se o Aécio for eleito, acredito que não sobrará um no governo. Todos terão q se entricheirar nas universidades e se fecharem nas suas redomas de vidro...
sábado, 2 de agosto de 2014
Atividade econômica parada
O PIB não deve crescer mais do que 0,6% neste ano, diante da paralisia da indústria e do comércio. Os setores agropecuário e de serviços (num todo) que amenizam este tombo. Em junho, a indústria recuou 6,9% contra o mesmo mês do ano passado, com maior mergulho da indústria automobilística, recuando 30%. Está feia a coisa.
Calote argentino
Finalmente o comitê de credores assumiu que tecnicamente a Argentina ingressou em outra moratória. A anterior ocorreu em 2001, depois do debácle do regime de paridade fixa um para um do governo Menem e do caótico governo De La Rua...Neste período tivemos um vácuo de poder, com vários presidentes entrando e saindo até a família Kirchner assumir o leme e declarar moratória, mais precisamente em 2001.
O país se manteve como "pária internacional" por alguns anos, até que em 2005 conseguiu "costurar" um acordo com os credores, no modelo "Plano Brady", aceitando pagar os seus bônus mas com deságio que chegava a 70%. Ou os credores aceitavam e assumiam o prejuízo ou não levavam nada. Em 2010 outro acordo foi realizado. Por livre e expontânea pressão, 92,4% dos credores aceitaram, sendo que 7,6% optaram por ficar de fora neste processo de swap de bônus com deságio, na esperança de receber em algum momento tudo que haviam emprestado antes.
Na verdade, estes que não aceitaram, assumiram os "fundos abutres", grupo de investidores que sempre especulam contra um país insolvente, na expectativa de ganhar embates na justiça e receber grandes indenizações. Foi o que ocorreu agora, quando um juiz de NY deu ganho de causa para um destes grupos. Devem receber cerca de US$ 1,3 bilhão.
Em paralelo a isto, havia uma cláusula nas negociações de 2005 e 2010 que dava os mesmos direitos para os 93,6% que aceitaram o deságio antes e agora poderiam receber integralmente como estes "abutres". Isto se tornaria fato desde que os 7,6% conseguissem receber integralmente. O governo Kirchner tinha esperança de empurrar este contencioso até dezembro deste ano, prazo para esta cláusula caducar. Não conseguiu e agora corre o risco de ter que pagar integralmente também aos outros credores que aceitaram antes o deságio.
Neste cenário de terra arrasada para os hermanos argentinos, as expectativas são de falta de crédito para o financiamento do consumo, da produção e do comércio exterior. O peso deve se depreciar fortemente, as parcas reservas de US$ 28 bilhões devem começar a se exaurir, a inflação deve passar de 30% ao ano e a economia deve mergulhar numa recessão profunda, recuando 3,5%. É o triste fim de um governo, como tantos nesta América Latina, que sempre apostaram em medidas e decisões pirotécnicas e políticas, mais para receber a solidariedade dos incautos, do que para resolver problemas...estes poderiam ser adiados a perder de vista.
Fazer o que tem que ser feito nunca foi o forte deste tipo de governo populista...Que sirva de lição para outros incompetentes por estas paragens.
O país se manteve como "pária internacional" por alguns anos, até que em 2005 conseguiu "costurar" um acordo com os credores, no modelo "Plano Brady", aceitando pagar os seus bônus mas com deságio que chegava a 70%. Ou os credores aceitavam e assumiam o prejuízo ou não levavam nada. Em 2010 outro acordo foi realizado. Por livre e expontânea pressão, 92,4% dos credores aceitaram, sendo que 7,6% optaram por ficar de fora neste processo de swap de bônus com deságio, na esperança de receber em algum momento tudo que haviam emprestado antes.
Na verdade, estes que não aceitaram, assumiram os "fundos abutres", grupo de investidores que sempre especulam contra um país insolvente, na expectativa de ganhar embates na justiça e receber grandes indenizações. Foi o que ocorreu agora, quando um juiz de NY deu ganho de causa para um destes grupos. Devem receber cerca de US$ 1,3 bilhão.
Em paralelo a isto, havia uma cláusula nas negociações de 2005 e 2010 que dava os mesmos direitos para os 93,6% que aceitaram o deságio antes e agora poderiam receber integralmente como estes "abutres". Isto se tornaria fato desde que os 7,6% conseguissem receber integralmente. O governo Kirchner tinha esperança de empurrar este contencioso até dezembro deste ano, prazo para esta cláusula caducar. Não conseguiu e agora corre o risco de ter que pagar integralmente também aos outros credores que aceitaram antes o deságio.
Neste cenário de terra arrasada para os hermanos argentinos, as expectativas são de falta de crédito para o financiamento do consumo, da produção e do comércio exterior. O peso deve se depreciar fortemente, as parcas reservas de US$ 28 bilhões devem começar a se exaurir, a inflação deve passar de 30% ao ano e a economia deve mergulhar numa recessão profunda, recuando 3,5%. É o triste fim de um governo, como tantos nesta América Latina, que sempre apostaram em medidas e decisões pirotécnicas e políticas, mais para receber a solidariedade dos incautos, do que para resolver problemas...estes poderiam ser adiados a perder de vista.
Fazer o que tem que ser feito nunca foi o forte deste tipo de governo populista...Que sirva de lição para outros incompetentes por estas paragens.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
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