quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Renda Fixa - emissões ELEVEN

 


Renda Fixa: 2024 foi mais um ano de emissões elevadas

Com os juros altos, isenções fiscais, etc, o mercado de Renda Fixa seguiu aquecido em 2024.
Com o aumento da representatividade do credito privado no mercado, a necessidade de um especialista para filtrar o "joio do trigo" é cada vez mais importante.

BDM Matinal Riscala 1902

 *Rosa Riscala: Fluxo atraído pelo carry trade favorece real*


… A ata do Fomc no meio da tarde (16h) é o destaque da agenda mais fraca de indicadores e a expectativa é de que o texto possa reforçar a cautela para uma flexibilização da política monetária nos EUA, como os Fed boys já vêm antecipando. As incertezas sobre o impacto inflacionário das tarifas de Trump adiaram para setembro as chances de um único corte do juro este ano e os riscos vêm elevando apostas em alta das taxas americanas e impulsionando o dólar. Aqui, a valorização do câmbio na contramão do exterior foi atribuída ao fluxo de estrangeiros atraídos pelo carry trade, que garantiram um robusto leilão de NTN-B, além da oferta de US$ 3 bilhões em linha e do sucesso da primeira captação de bonds do Tesouro de 2025, de US$ 2,5 bilhões, que registrou mais que o dobro de demanda.


… A jornalista Cynthia Decloedt apurou no Broadcast que outras emissões estão no forno, depois de um janeiro fraco, em que JBS USA, Usiminas, Ambipar e Bradesco levantaram juntas o volume de US$ 3,5 bilhões.


… Agora em fevereiro, por enquanto, entre as captações corporativas, só Embraer acessou o exterior, emitindo US$ 650 milhões em títulos. Há expectativa de que a Raízen (grupo Cosan) capte até US$ 750 mi nos próximos dias.


… Outra candidata é a XP, que pretende entrar com uma operação entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões.


… Ontem, o novo benchmark denominado Global 2035 (dez anos) foi emitido pelo Tesouro com cupom de juros de 6,625% ao ano, ao preço de 99,091% do seu valor de face, com taxa de retorno de 6,750% aa ao investidor.


… O Tesouro informou que essa emissão atraiu interesse “significativo” de investidores. A alta procura permitiu a revisão da taxa de referência para baixo, do patamar de 7,05% inicialmente sugerido como remuneração.


… Houve participação expressiva de estrangeiros: 64% da Europa e da América do Norte e 28% da América Latina.


… Banqueiros ouvidos pela reportagem acreditam que entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões devem ser levantados no exterior este ano, contra US$ 20 bilhões em bonds em 2024, ano de recorde de captações na renda fixa.


… Janeiro tradicionalmente representa a primeira janela de emissões no mercado de dívida no exterior, mas a posse de Trump e a alta dos juros dos Treasuries podem ter assustado e retraído parte das captações.


… Nesta segunda metade de fevereiro, a taxa da Note de 10 anos roda na faixa de 4,5%, tida como confortável, segundo fonte, apesar de acima do yield de setembro (3,5%), quando muitas empresas acessaram o exterior.


HOJE – Os investidores acompanham os dados semanais do fluxo cambial que serão divulgados pelo Banco Central às 14h30.


… Logo cedo (8h), a FGV informa o segundo decêndio do IGP-M de fevereiro, que registrou 0,39% no primeiro decêndio.


BALANÇOS – Após o fechamento, Vale, BB, Gerdau e Assaí reportagem seus balanços trimestrais.


… Para a VALE, a expectativa é de um resultado melhor no 4Tri na comparação com o mesmo período de 2023, favorecido pelas cotações mais altas do minério de ferro, como sinalizou o relatório de produção e vendas da mineradora. Mas no ano é esperada queda.


… Segundo a média das casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Itaú BBA, BTG Pactual, BofA e Citi) o lucro líquido deverá mostrar recuo de 38% (R$ 1,5 bilhão). Para a receita líquida (R$ 9,9 bilhões), a queda deve ser de 23,8% e para o Ebitda (R$ 3,9 bilhões), de -41,6%.


… Já o BB deve ter lucro de R$ 9,477 bilhões no balanço do 4Tri/2024, com estabilidade tanto no comparativo anual como no trimestre.


… Confira abaixo no Em Tempo… os balanços de ontem à noite.


CENÁRIO POLÍTICO – A denúncia da PGR contra o ex-presidente Bolsonaro e o ex-ministro Braga Netto por tentativa de golpe de Estado, divulgada ontem à noite, ocupa o noticiário e deve repercutir em Brasília e no Congresso Nacional.


… Após analisar durante três meses as provas reunidas pela PF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento da trama golpista como liderou as articulações.


… Segundo a PGR, o ex-presidente é apontado como líder de uma organização criminosa “baseada em projeto autoritário de poder” e “com forte influência de setores militares”. Veja um trecho da denúncia:


… “A organização tinha por líderes o próprio Presidente e seu candidato a Vice, Gal Braga Netto, que aceitaram, estimularam e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra a independência dos poderes e o Estado de Direito democrático.”


… Seis crimes foram atribuídos a Bolsonaro e 33 aliados, incluindo abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de estado, além de organização criminosa e deterioração de patrimônio. As penas somadas podem ultrapassar 28 anos de prisão.


… A denúncia foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e cabe agora aos ministros da Primeira Turma analisar o documento para decidir se há provas suficientes para abrir uma ação penal. O relator é Alexandre de Moraes.


… Gonet menciona na denúncia a reunião de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas no dia 14 de dezembro de 2022, com o objetivo de ser uma ação preparatória para o plano golpista, que só não foi colocado em prática porque o Exército não aderiu.


ANISTIA – Horas depois da denúncia da PGR, Bolsonaro convocou os deputados do PL para uma reunião nesta manhã, com o objetivo de apressar a votação do projeto da Anistia aos condenados do 8 de Janeiro, que pode acabar beneficiando o ex-presidente.


… Nos cálculos dos bolsonaristas, para aprovar a matéria é necessário o apoio de 80% das bancadas do Republicanos, União Brasil e PSD, o que pressionaria o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) a levar o projeto para votação no plenário.


… Bolsonaro também articula o apoio à anistia junto aos senadores, com quem almoçou nesta 3ªF, enquanto seus aliados criticam a denúncia da PGR, afirmando tratar-se de “perseguição política”, enquanto radicais sugerem um “plano de fuga” (Estadão).


NOS EUA – Antes da ata do Fed (16h), saem as construções de moradias iniciadas em janeiro (10h30).


… O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, discursa em palestra no início da noite (19h).


TRUMP E MAIS TARIFAS – No início da noite, o presidente dos Estados Unidos disse que as novas tarifas sobre automóveis e produtos farmacêuticos serão de “provavelmente 25%” e devem ser anunciadas nas próximas semanas.


… Em conversa com jornalistas em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump também afirmou que irá anunciar “chips e empresas automobilísticas voltando para os EUA”, visando impulsionar a economia americana.


… Sobre a Ucrânia, Trump declarou que está confiante na resolução do conflito e que teve boas conversas tanto com o lado russo como o lado ucraniano. “Acredito que tenho o poder de acabar com essa guerra.”


SHOW ME THE MONEY – A primeira emissão externa do Tesouro este ano, combinada à força das commodities e ao leilão de linha do BC de US$ 3 bilhões, permitiu que o dólar voltasse a furar o piso informal dos R$ 5,70.


… A moeda americana fechou em baixa de 0,41%, a R$ 5,6893, na contramão da alta em escala global.


… O apetite pelo risco abriu espaço não só para a emissão do Tesouro, mas também para a colocação de NTN-B no leilão desta 3ªF.


… As taxas dos juros futuros caíram com a forte demanda pelos 5 milhões de títulos. O recuo do dólar também ajudou, mas à tarde, o alívio no DI arrefeceu, quando os yields dos Treasuries subiram para novas máximas do dia.


… No fechamento, o DI/26 marcou 14,675% (de 14,665% na sessão anterior); e Jan/27 caiu a 14,560% (contra 14,575%). Os demais fecharam estáveis: Jan/29 a 14,315%; Jan/31 a 14,310%; e Jan/33 a 14,250%.


… Na onda de revisões em baixa para a Selic, diante do esfriamento da economia doméstica, a Quantitas revisou sua projeção de 16,00% para 15,25%, com alta de 1pp em março, seguida por dois aumentos finais de 0,50 pp.


… Pesquisa do BofA revelou que cresceram as gestoras que esperam dólar abaixo de R$ 6 e Ibov acima de 130 mil pontos no fim do ano.


… Ontem, o índice à vista da bolsa doméstica interrompeu três dias seguidos de ganhos, mas fechou estável (-0,02%, a 128.531,71 pontos), com giro de R$ 22,7 bilhões.


… A queda dos bancos neutralizou o desempenho positivo de Vale (+0,67%, a R$ 55,74) e Petrobras, com as commodities em alta.


… O minério saltou 2,51% e o petróleo Brent para abril subiu 0,82%, a US$ 75,84 por barril, em meio ao cenário nebuloso para um cessar-fogo, depois que os ucranianos ficaram de fora das negociações de paz na Arábia Saudita, entre a Rússia e os EUA.


… Petrobras ON registrou +1,86% (R$ 42,08) e Petrobras PN, +1,83% (R$ 38,36).


… Em Brasília, o ministro Alexandre Silveira (MME) disse que já consenso no governo sobre a exploração na Margem Equatorial. Ele voltou a criticar o atraso do Ibama, cobrando uma decisão técnica sobre o tema.


… No setor financeiro, Itaú cedeu 0,33% (R$ 33,20), Bradesco ON caiu 0,27% (R$ 11,11) e Bradesco PN, -0,08% (R$ 12,20). Na véspera de seu balanço, BB ON ganhou 0,99% (R$ 29,45). Santander subiu 0,49% (R$ 26,82).


… Em NY, na volta do feriado, as bolsas oscilaram entre pequenas perdas e ganhos, mas, nos minutos finais do pregão, o S&P 500 engatou alta moderada, que garantiu novo fechamento recorde, aos 6.129,58 pontos (+0,24%).


… Nasdaq (+0,07%; 20.041,26 pontos) e Dow Jones (+0,02%; 44.556,34 pontos) ficaram no zero a zero.


… Destaque do dia, Intel disparou 16% depois de notícia do WSJ de que a Broadcom estuda compra áreas de design de chips da empresa e de que a TSMC avalia o controle das fábricas de chips da Intel, talvez como parte de consórcio.


… Em um dia sem grandes indicadores, o mercado também permaneceu atento às declarações de dirigentes do Fed. Mary Daly (San Francisco) disse não haver razão para baixar juros e que precisa de mais dados para isso.


… Quanto às políticas de Trump, ela afirmou ser cedo para avaliar o impacto na economia americana. Michael Barr foi na mesma linha. Prefere esperar para ver o efeito das tarifas que, para ele, têm o potencial de elevar os preços.


… Em meio à cautela sob Trump e antes da ata do Fed hoje, os retornos do Treasuries avançaram. O da note de 2 anos subiu a 4,304%, de 4,261% na véspera, e o da note de 10 anos avançou a 4,551% (de 4,475%). O do T-bond de 30 anos subiu a 4,773% (de 4,697%).


… O Morgan Stanley elevou a previsão para o juro da note de dez anos no fim de 2025 de 3,55% para 4,00%, após reduzir a expectativa de alívio monetário pelo Fed de 75 pb para 25 pb.


… Para a Capital Economics, as tarifas recíprocas de Trump ainda não estão totalmente precificadas e, por isso, as taxas dos títulos americanos e o dólar devem continuar a subir.


… Foi o que ocorreu ontem. O dólar ganhou terreno de seus pares, com o DXY em alta de 0,45%, a 107,054. O euro caiu 0,34%, cotado a US$ 1,0449 e a libra cedeu 0,21%, a US$ 1,2603. O iene recuou 0,36%, a 152,067 ienes/US$.


EM TEMPO… GRUPO PÃO DE AÇÚCAR ampliou o prejuízo líquido em 264% no 4Tri24 sobre o 4Tri23, para R$ 1,104 bilhão. O Ebitda ajustado subiu 25,4%, para R$ 498 milhões; receita líquida cresceu 6,3%, para R$ 5,220 bilhões.


CARREFOUR BRASIL teve lucro líquido ajustado de R$ 1,770 bilhão no 4Tri24, alta anual de 240%. Ebitda ajustado aumentou 2,2%, para R$ 1,917 bi; receita líquida cresceu 5,7%, para R$ 29,654 bilhões.


IGUATEMI teve lucro líquido ajustado de R$ 164,1 milhões no 4Tri24, alta anual de 21,9%. Ebitda ajustado somou R$ 315,2 milhões, avanço de 19,4%. Receita líquida foi de R$ 375,2 milhões, aumento de 13,5%.


XP teve lucro ajustado de R$ 1,2 bilhão no 4Tri24, alta anual de 16%. Em 2024, lucro líquido somou R$ 4,544 bilhões, recorde, alta de 17% sobre 2023.


PETROBRAS. O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra, mas reduziu preços-alvo dos papéis ON (de R$ 48,30 para R$ 45,40) e PN (de R$ 43,90 para R$ 41,30) e dos ADRs (de US$ 15,90 para US$ 15,80)…


… O banco incorporou dados operacionais recentes, notícias sobre início da operação de novo navio-plataforma e previsões macroeconômicas atualizadas.


OI assinou contrato com Mileto Tecnologia para venda dos seus ativos de TV por assinatura por até R$ 30 milhões.


NEOENERGIA disse que mantém plano de vender os 10% que detém em Belo Monte. A empresa tem colocado em prática a “estratégia de rotação de ativos”, com a venda de empreendimentos para reduzir o endividamento.

Call Matinal JHN Consulting 1902

 CALL MATINAL 

19/02/2025 

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (18/02)

MERCADOS

O Ibovespa, na terça-feira (18), recuou 0,02%, a 128.531 pontos. Já o dólar recuou 0,41%, a R$ 5,68. 

 

PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00


Índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (19), após o S&P 500 atingir um novo recorde na véspera, apesar das preocupações com a inflação persistente e as políticas comerciais do presidente Donald Trump. Os investidores estarão atentos a divulgação da ata da reunião do Fed de janeiro, que deve oferecer aos investidores pistas sobre as perspectivas para as taxas de juros por lá.


EUA

Dow Jones Futuro, +0,02%

S&P 500 Futuro, +0,05%

Nasdaq Futuro, +0,08%


Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), +0,81%

Nikkei (Japão), -0,27%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,14%

Kospi (Coreia do Sul), +1,70%

ASX 200 (Austrália), -0,73%


Europa

FTSE 100 (Reino Unido), -0,23%

DAX (Alemanha), +0,30%

CAC 40 (França), -0,07%

FTSE MIB (Itália), +0,52%

STOXX 600, -0,03%


Commodities

Petróleo WTI, +0,68%, a US$ 72,34 o barril

Petróleo Brent, +0,62%, a US$ 76,31 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,48%, a 820,50 iuanes (US$ 112,71)


NO DIA, 1902


Dia de ata do FOMC no meio da tarde (16h) de hoje, numa agenda mais fraca de indicadores. Expectativa é de a ata reforce a cautela para uma flexibilização da política monetária nos EUA. As incertezas sobre o impacto inflacionário das tarifas jogam as chances de um único corte de juro para setembro. Por aqui, estejamos atentos à valorização cambial, diante do influxo de estrangeiros, atraídos pelo carry trade. Ontem, o dólar era negociado a R$ 5,70. 


Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting 

 

Boa quarta-feira a todos!

Bankinter Portugal Matinal 1902

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Estamos em máximos históricos de S&P500, Nq-100 e Eurostoxx-50. Isso deverá resultar numa realização de lucros hoje, embora suave e com a desculpa de que Trump aplicará impostos alfandegários a automóveis, semis e medicamentos. Nos últimos 2 dias, as yields das obrigações elevaram-se um pouco (+4/+6 p.b.), mas as bolsas continuam apoiadas pela expetativa de qualquer mudança na Ucrânia que reduza o prémio de risco por geoestratégia. A tecnologia começa a despertar novamente: está há 4 sessões consecutivas a subir, principalmente o SOX (semis), embora não esteja no máximo histórico. Isso é especialmente bom porque, a médio e longo prazo, sem avanços da tecnologia, seria muito complicado para o conjunto do mercado avançar consistentemente, porque a tecnologia acresce e continuará a acrescentar o ritmo mais dinâmico de expansão de lucros. Ontem, Intel +16% perante a possibilidade de que se divida em 2 partes, TSMC e Broadcom, o que aviva a recuperação das tech.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

JR Guzzo

 Nunca se viu tanta incompetência, velhacaria e cretinice em um governo

Por J.R. Guzzo

Gazeta do Povo, 17/02/2025


"Uma das partes que o público mais esperava, nas comédias do Gordo e o Magro, era a hora em que os dois armavam algum plano absolutamente estúpido, iam em frente e, depois, ficavam chocados com o fato de que não tinha dado certo. É um retrato do Brasil de hoje neste terceiro ano de governo Lula. O presidente, seus ministros, seus aspones e até a sua mulher fizeram, desde o primeiro dia, coisas que nem o Gordo e o Magro aprovariam.


Nunca se viu, na história da República, um concentrado igual de incompetência, velhacaria e cretinice em estado bruto, 24 horas por dia, fora a roubalheira – estão roubando até marmita. Está na cara que só pode dar mesmo num desastre com perda total. Mas quando vem o desastre, todo mundo se espanta: Santo Deus de Misericórdia, o que está acontecendo com o Brasil?


Está acontecendo o que tinha de acontecer, só isso – aliás, da forma que muita gente vem dizendo desde o primeiro dia, como a Gazeta do Povo e uns poucos outros. Se você esquenta uma chaleira no fogo, a água vai ferver quando chegar aos 100 graus; não há nenhuma outra possibilidade. O governo Lula está assando a batata dele antes mesmo de assumir, quando montou a sua patética “equipe de transição”, com mais de 1000 pessoas, para “preparar” a administração. (Na área do “combate à fome”, para se ter uma ideia, colocaram uma chefe de cozinha.) Desde então, só tiveram ideias péssimas, ou não tiveram ideia nenhuma, e só tomaram decisões erradas. A água ferveu.


O presidente, mal tinha posto o pé no palácio, saiu viajando freneticamente para mostrar o mundo à mulher nova – uma coisa ridícula, ofensiva e estupidamente cara. Não consegue manter de pé uma ponte sobre o Rio Tocantins, mas se mete a falar no “genocídio dos palestinos”, dá palpites que ninguém ouve e quer o fim do dólar como moeda mundial de troca. Com o Rio Grande do Sul devastado pelas enchentes, a única coisa que lhe passou pela cabeça foi fazer marketing. Tentou organizar um leilão inútil e demagógico para importar arroz e distribuir “ao povo” a preço “justo”. Não conseguiram, sequer, fazer o primeiro pregão – descobriu-se que já tinha gente querendo roubar.


Num país chocado pelo disparo dos assassinatos para roubo de celular, Lula continua sustentando que acha “inadmissível” a punição de “jovens” que matam porque querem tomar uma “cervejinha” com o fruto dos homicídios que cometeram. Seu governo persegue fanaticamente as polícias estaduais (salvo as dos estados governador pelo PT), a quem acusam de “massacrar” criminosos que no seu entender não são criminosos, e sim “vítimas da sociedade”.


Inventa um falso “pleno emprego”, ao contar como “empregados” os 54 milhões que recebem o Bolsa Família. Os juros caminham para 15% ao ano. A inflação está roncando nas prateleiras dos supermercados. Sua mulher se exibe com dancinhas, palhaçadas e shows que torram dezenas de milhões em dinheiro público; acha que assim está ajudando a “imagem do governo”.


O governo Lula tem uma causa só – combater a anistia. O presidente da República, impaciente, diz que não haveria inflação se o brasileiro não fosse irresponsável e insistisse em comprar coisas caras. O governo socou impostos em cima das compras de até 50 dólares na internet, voltou a cobrar Imposto Sindical, que estava morto, e fez do real uma das moedas que mais se desvalorizou no mundo em 2024. Meteu-se numa horrenda tentativa de “fiscalizar” o Pix. O ministro da Fazenda diz que “desacreditar” medidas do governo “é crime”. Lula diz que está comendo ovos de pata, de jabuti e de ema – e acha que o povo deve fazer como ele. Não há vestígio de uma coisa útil, uma só, que o seu governo tenha feito.


Daí vem as pesquisas de opinião e dizem – até elas – que a popularidade de Lula está indo cada vez mais rápido para o diabo, e o que acontece? Os analistas políticos, que em mais de dois anos inteiros vem se recusando terminantemente a admitir que o governo Lula é um filme catástrofe, pelo descrito acima e muito mais, entram em transe para dar explicações e falar sobre “cenários”. Vão falar tudo, menos que os direitos autorais do desastre são de Lula, de ponta a ponta. Lula não erra. Só comete “deslizes”, ou “equívocos”, ou “leituras incorretas” e o resto dessa idiotice toda. O resultado está aí."


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/governo-lula-incompetencia-velhacaria-cretinice/

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Fundação FHC

Sem dúvida de que foi no governo FHC q os programas sociais começaram a tomar tração. Digamos que sim, Ruth Cardoso foi a mão do Bolsa Família. Todo seu desenho, formulação, ideia central, condicionalidades, tudo saiu da cabeça dela. 

No início de 1995, Fernando Henrique Cardoso assinou o Decreto nº 1.366, que instituiu o Programa Comunidade Solidária, considerado uma das melhores iniciativas de âmbito social de seu governo.


Criado por Ruth Cardoso, o programa inovador tinha como objetivo fomentar o desenvolvimento local sustentável, para além das políticas públicas. Seu conselho, presidido por Ruth, propunha uma parceria entre sociedade civil, organizações não-governamentais, empresas, universidades e governo. A Comunidade Solidária tinha três linhas de atuação: fortalecimento da sociedade civil, abertura de novos canais de diálogo com o governo e formação de parcerias para realizar programas inovadores de desenvolvimento social.

O Programa atuou pelo Brasil e se ramificou em outros projetos. Alguns exemplos: Universidade Solidária (UniSol); Capacitação Solidária (CapaSol); Artesanato Solidário (Artesol) e Alfabetização Solidária (AlfaSol), destinado a combater o analfabetismo juvenil. De 2002 a 2008, Ruth presidiu a Comunitas — organização criada com o objetivo de prosseguir com as ações da Comunidade Solidária.

Acesse o arquivo de Ruth Cardoso pelo Portal do Acervo: http://acervo.ifhc.org.br/

Vale a pena visitar também duas exposições virtuais do Acervo:

- Ruth Cardoso, formadora: https://lnkd.in/dUbx-tgv
- Uma viagem a Ruth Cardoso por meio do seu arquivo pessoal: https://lnkd.in/ddEs8Kyr

📷 Posse de Ruth Cardoso no cargo de presidente do Programa Comunidade Solidária; 21 de fevereiro de 1995

📷 Capa do livro “Comunidade Solidária: fortalecendo a sociedade e promovendo o desenvolvimento” (Comunitas - 2002)

Recuperação judicial avança

 





"Recuperação judicial avança com aumentos dos juros

Valor Econômico, Editorial, 18/02/25
Com o aumento das taxas de juros, a valorização do dólar e mais restrições ao crédito, a previsão é que o número de empresas em recuperações judiciais vai aumentar
Apesar de 2024 exibir economia aquecida e a maior taxa de crescimento econômico em mais de uma década, o número de empresas que entrou em recuperação judicial bateu recorde - 2.273, com um aumento de 61,8% em relação a 2023. Foi superado o recorde anterior, de 1.863 pedidos em 2016, informou a Serasa Experian. As micro e pequenas empresas foram as mais afetadas, representando quase três quartos dos pedidos de recuperação, um aumento de 78,4% em relação a 2023.
Com um passivo consolidado ao redor de R$ 50 bilhões, a Polishop, a rede de supermercados Dia, a Casa do Pão de Queijo, a Patense, a OEC, braço de construção da Odebrecht, a Coteminas e a Subway são exemplos de empresas de primeira linha em dificuldade financeiras que recorreram à recuperação judicial. A mais recente delas é a Bombril, com passivo tributário de R$ 2,3 bilhões.
As micro e pequenas empresas foram as mais afetadas em quantidade por terem menos capital de giro, menor acesso a empréstimos e falta de estrutura gerencial. Representaram 73,7% dos pedidos de recuperação. As companhias de médio porte foram o segundo grupo que mais pediu recuperação judicial em 2024 (18,3%), seguido das de grande porte (8%). Entre os setores, o de serviços liderou, com 41% do total registrado pela Serasa, pela representatividade na economia. As falências, porém, na contramão, diminuíram 3,5% na comparação anual.
Mas dois setores se destacaram em pedidos de recuperação em 2023, de acordo com dados do Monitor RGF da consultoria RGF & Associados. Um deles é o do agronegócio, afetado pela redução da produção causada por fatores climáticos negativos, pela queda dos preços das commodities e pelo aperto na concessão de crédito.
As recuperações judiciais também cresceram no setor imobiliário. Das 4.568 companhias que negociavam dívidas na Justiça no fim do ano passado, segundo o Monitor RGF, a maioria (28,8%) é do setor imobiliário. A incorporação de empreendimentos imobiliários lidera o número de reestruturações, com 314 companhias nessa situação, e a construção de edifícios segue em terceiro no ranking nacional, com 212 empresas. O segundo lugar é ocupado pelas holdings de instituições não financeiras.
O ano de 2026 não deverá ser muito diferente e pode apresentar números ainda maiores de recuperação judicial, especialmente se o governo seguir leniente com os gastos públicos. Uma melhora depende da redução da Selic, o que não está no horizonte de curto prazo, diante da fragilidade das contas públicas. As estimativas do mercado são de que a taxa básica pode subir até acima de 15%. Uma melhora mais significativa só deve ocorrer ao menos três trimestres após uma eventual redução da Selic."

Anderson Nunes

 *CONTA DE LUZ E JORNADA DE TRABALHO PRESSIONAM ECONOMIA - MC 23/02/26* *Por Anderson Nunes - Analista Político* O aumento das tarifas de en...