sexta-feira, 26 de maio de 2017

J&F oferece R$ 8 bilhões ao Ministério Público Federal para fechar acordo de leniência

Executivos do grupo garantem que é o valor máximo a que podem chegar. Ainda não receberam resposta dos procuradores. 

Para empresários e investidores, a melhor solução é Temer sair o quanto antes

Na avaliação de empresários e investidores, o presidente não tem mais força política para levar adiante reformas tão importantes e impopulares. A governabilidade se desfez. Eles acreditam que Temer deve se render à realidade e renunciar depois de fechado um acordão entre lideranças dos principais partidos políticos. As negociações para a saída do presidente envolveriam um compromisso de aprovação das reformas até novembro. É o prazo máximo, no entender dos donos do dinheiro, que o país aguenta sem mergulhar na desordem econômica.

Por Vicente Nunes

Absolvição de Cláudia Cruz é parte do “coração generoso” de Moro, afirma procurador do MPF

“Nós sabemos que parte desses valores [propina recebida por Cunha] foi utilizado por Cláudia para comprar bens de alto valor”. “Acredito que isso [a absolvição] decorre muito mais do coração generoso de Moro, que a absolveu por ser esposa de um criminoso, ligado a corrupção”, apontou durante coletiva de imprensa.

Decifrando o Copom da crise

O mercado tenta decifrar o próximo passo do Banco Central, na reunião do Copom de 31 de maio, buscando um ponto de equilíbrio entre dois momentos extremos vistos recentemente. Em cerca de 24 horas, os investidores passaram de um humor francamente positivo a um pânico semelhante ao vivido no pico da crise global de 2008. Até quarta-feira da semana passada, a aposta em aceleração do corte da taxa básica de juros para 1,25 ponto percentual caminhava para se tornar majoritária em cenário que combinava inflação abaixo da meta e otimismo com as reformas. No dia seguinte, o pânico: as taxas explodiram no mercado de juros com a divulgação do áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista. Com receio de a crise política inviabilizar as reformas, o mercado chegou a reduzir as apostas em corte da Selic para apenas 0,50 pp.Nos últimos dias, algum alívio retornou e as apostas majoritárias apontam para BC manter o ritmo de corte de 1 pp, levando a Selic a 10,25%. Mesmo que essa aposta se confirme, porém, a crise política ainda poderá encurtar o ciclo total dos cortes.

Ciúmes do Edson Fachin

A segunda turma do Supremo ainda não se habituou com o modus operandi de Edson Fachin. Os ministros se queixam de o colega não compartilhar informações sobre os processos mais importantes nem avisos de operações da Polícia Federal. Pelos corredores, eles dizem que o relator da Lava Jato só conversa efetivamente com Cármen Lúcia e não escondem que morrem de saudade dos tempos de Teori Zavascki.

Maioria dos brasileiros quer irmãos Batista na prisão

O Instituto Paraná fez uma pesquisa nacional sobre o caso JBS.
Veja os resultados:
Os irmãos Joesley e Wesley Batista deveriam ser condenados a prisão?
Não 19,7%
Sim 75,7%
Não sabe/não opinou 4,6%

Gilmar Mendes defende que homologação de delação da JBS seja levada a plenário no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu nesta sexta-feira que a homologação das delações dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, seja submetida ao plenário. Gilmar ressaltou que a lei determina caber ao juiz a homologação, mas que em caso de tribunais colegiados isso deveria ser submetido aos demais ministros.

Fabio Alves