sábado, 9 de agosto de 2014

Resumo da semana

Semana intensa. No exterior, economia norte-americana crescente, com PIB avançando 4% no segundo trimestre. Timing da elevação do juro pode ser antecipado. Tensões crescentes na Ucrânia com a "mão pesada" dos russos e na faixa de Gaza uma trégua breve como alívio, mas com os pobres habitantes com com seus lares destruídos (ataques voltaram neste final de semana). No Brasil, IPCA de julho a 0,01%, depois do IPCA-15 a 0,17%, com recuo forte nos itens transportes e despesas pessoais depois da Copa do Mundo(passagens aéras e diárias de hotéis), outros serviços, vestuários e alimentos em desaceleração. Nos 12 meses, índice do IBGE se mantem no teto da meta,  6,5%. Outra polêmica vem do discurso mais neutro do Tombini e mais agressivo do seu diretor Awaru, mostrando desconforto com o juro a 11% e a economia parada, pelo esgotamento na capacidade de endividamento dos agentes e o adiamento dos investimentos pelas empresas. Pesquisa do Ibope  sem novidades, com Dilma estacionada nos 38% e Aécio a 23%. Vitória da Dilma ainda é a maior probabilidade. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Evento na PUC


Quinta, 14 de agosto às 16:00

Pesquisas eleitorais

A pesquisa nacional Sensus, realizada entre os dias 9 e 12 de agosto. A partir do próximo dia 12, terça-feira. 
Pesquisas regionais. Vox Populi fará pesquisa também com 2 mil entrevistados a pedido do PT para Minas Gerais. A pesquisa foi realizada entre os dias 1 e 7 de agosto. MDA fará pesquisa para o mesmo estado, que pode ser divulgado a partir de amanhã. O mesmo instituto fez pesquisa também para o Distrito Federal, com 1,5 mil eleitores. 

Vale ressaltar que a pesquisa Ibope divulgada na noite de quinta-feira (7) mostrou a presidente Dilma Rousseff (PT) mantendo os mesmos 38% de intenções de voto registrados na pesquisa de julho. Enquanto isso, Aécio Neves (PSDB) passou de 22% no último mês para 23% agora. Já Eduardo Campos (PSB) subiu de 8% para 9%. Com isso, não há como garantir a ocorrência de um segundo turno. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Tombini no Senado nesta semana

Alexandre Tombini, presidente do Bacen, realizou nesta terça-feira (3/8) um balanço sobre a economia brasileira em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em sua análise, tratou de dar “cores mais suaves”, "relativizando" sobre a onda de pessimismo existente. Afirmou, por exemplo, que a inflação vem cedendo nas últimas apurações, assim como a atividade econômica deve se recuperar neste segundo semestre, depois da estabilidade no primeiro. Destaquemos o que foi dito por ele.
Polêmica sobre o que foi dito pelo diretor Luiz Awazu. Em entrevista à imprensa, Awaru disse que “os juros subiram acima de qualquer medida razoável de neutralidade e permanecerão neste patamar pelo tempo adequado”. Tombini tratou de colocar “panos quentes”, ao afirmar que os diretores do BACEN têm o direito de dizer o que pensam, reinando o pluralismo na instituição. Na verdade, Awaru quis dizer que o juro subiu demais e pode ser reduzido antes do previsto pelo mercado. Interessante salientar que Awaru pode ser a opção de Tombini para sucedê-lo em 2015. Isto nos leva a especular que, diante da economia desaquecida atualmente, esta pode ser a decisão de um hipotético governo Dilma, caso reeleito, com Luiz Awaru como futuro presidente do BACEN.
Inflação em queda. Tombini disse que a inflação está sob controle, em trajetória de queda nas últimas apurações. Não citou (como nos comunicados anteriores) que a inflação esteja resistente. Apenas reafirmou o que disse a ata, “mantidas as condições monetárias atuais, a inflação tende a ingressar numa trajetória de convergência para as metas nos trimestres finais do horizonte de projeção do BACEN”. Ou seja, neste momento a inflação não preocupa, reforçando o discurso mais moderado. Concordamos em parte com esta tese, mas não dá para “baixar a guarda” no combate à inflação. Isto porque Mantega levantou a possibilidade do reajuste de gasolina ainda neste ano, o que deve acontecer depois das eleições.
Sobre o crescimento. Tombini afirmou que a economia cresce em ritmo menos intenso. Houve uma estabilidade no primeiro semestre e espera uma suave recuperação no segundo. Os investimentos, no entanto, seguem aquém do esperado, tendo chegado a 18% do PIB em 2013 e não passando de 17,7% neste ano (primeiro trimestre). A economia deve crescer menos neste ano. O BACEN trabalha com 1,6% e esta Consultoria revisou o PIB de 1,2% para 0,8%. A economia paralisada, com as famílias endividadas e adiando o consumo diante do receio do desemprego e da inadimplência, e os empresários adiando investimentos, corroboram para isto. E o pior é que não dá para enxergar nenhuma retomada mais consistente em 2015, diante da necessidade de diversos ajustes. 

Outro grande artigo

http://rgellery.blogspot.com.br/2014/05/retrato-do-desastre-economico-no.html

Muito bom artigo

http://rgellery.blogspot.com.br/2014/05/uma-nota-respeito-da-poupanca.html

Aécio saiu um pouco do imobilismo

http://oglobo.globo.com/brasil/ibope-dilma-permanece-na-lideranca-com-38-aecio-tem-23-campos-9-13529299

Anderson Nunes

 *CONTA DE LUZ E JORNADA DE TRABALHO PRESSIONAM ECONOMIA - MC 23/02/26* *Por Anderson Nunes - Analista Político* O aumento das tarifas de en...