segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Imposto sobre trânsito

 *Imposto sobre trânsito e estacionamento? O que é mito e verdade nisso?*


Paulo Amaral12/02/2026 às 08:55


O motorista não tem um dia de paz no Brasil. Depois do IPVA e da chamada "Indústria da Multa", uma nova dor de cabeça está em vias de chegar para atormentar o dia a dia de quem precisa utilizar o carro para se deslocar pelos grandes centros: o Imposto sobre Trânsito.


O assunto virou debate oficial no Congresso Nacional e, embora haja muitos mitos circulando em redes sociais, também há verdades no que diz respeito à possiblidade da criação de futuros impostos sobre trânsito, congestionamentos e até estacionamentos.


A Câmara dos Deputados aprovou, na última segunda-feira (9), o regime de urgência para o Projeto de Lei 3278/21, que trata do marco legal do transporte coletivo urbano e autoriza estados e municípios a criar tributos sobre o trânsito mediante legislação específica.


O texto prevê instrumentos que vão além de tributos tradicionais, como cobranças por congestionamento, taxas sobre circulação em determinadas áreas ou horários e tarifas de estacionamento, além de tributações baseadas no nível de emissão de poluentes e no uso viário por veículos de carga ou transporte individual.


*O que é verdade e o que é mito?*


Agora que você já sabe que o assunto sobre a criação do chamado Imposto do Trânsito está realmente em debate no Congresso, é importante ficar por dentro do que é efetivamente verdade e o que é mito. Confira.


https://canaltech.com.br/carros/imposto-sobre-transito-e-*Imposto sobre trânsito e estacionamento? O que é mito e verdade nisso?*


Paulo Amaral12/02/2026 às 08:55


O motorista não tem um dia de paz no Brasil. Depois do IPVA e da chamada "Indústria da Multa", uma nova dor de cabeça está em vias de chegar para atormentar o dia a dia de quem precisa utilizar o carro para se deslocar pelos grandes centros: o Imposto sobre Trânsito.


O assunto virou debate oficial no Congresso Nacional e, embora haja muitos mitos circulando em redes sociais, também há verdades no que diz respeito à possiblidade da criação de futuros impostos sobre trânsito, congestionamentos e até estacionamentos.


A Câmara dos Deputados aprovou, na última segunda-feira (9), o regime de urgência para o Projeto de Lei 3278/21, que trata do marco legal do transporte coletivo urbano e autoriza estados e municípios a criar tributos sobre o trânsito mediante legislação específica.


O texto prevê instrumentos que vão além de tributos tradicionais, como cobranças por congestionamento, taxas sobre circulação em determinadas áreas ou horários e tarifas de estacionamento, além de tributações baseadas no nível de emissão de poluentes e no uso viário por veículos de carga ou transporte individual.


*O que é verdade e o que é mito?*


Agora que você já sabe que o assunto sobre a criação do chamado Imposto do Trânsito está realmente em debate no Congresso, é importante ficar por dentro do que é efetivamente verdade e o que é mito. Confira.


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Leitura de domingo

 *Leitura de Domingo: IPCA já deve ficar perto da meta de 3% em março, trunfo eleitoral para Lula*


Por Gabriela Jucá, Francisco Carlos de Assis, Daniel Tozzi e Eduardo Laguna


São Paulo, 11/02/2026 - A inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses deve ficar abaixo de 4% a partir de fevereiro, e se aproximar do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%, já a partir de março, segundo economistas consultados pela Broadcast. O comportamento benigno não só da inflação, mas da economia como um todo, deve acontecer nos meses que antecedem a eleição presidencial de outubro e servir de trunfo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputará a reeleição.


A deflação de alimentos e a apreciação cambial - essa última, que afeta tanto os alimentos como os bens industriais - devem responder por boa parte do alívio na inflação acumulada em 12 meses.


Caso o cenário de parte relevante do mercado se confirme, será a primeira vez que a inflação permanece consistentemente abaixo de 3,5% desde o início da atual série histórica do IBGE, que começa em 2021. Desde que a meta de inflação foi definida em 3%, a taxa em 12 meses nunca chegou a estar colada neste número, como deve acontecer em meados deste ano.


Para Bruno Serra, ex-diretor de política monetária do BC, a inflação corrente deve atingir 3,2% já em março, em meio ao início do ciclo de redução da taxa Selic. Nos cálculos de Serra, a inflação deve permanecer nesse nível, ou abaixo, até o fim de outubro, com aceleração prevista entre os meses de novembro e dezembro. “Mas essa alta também é questionável. Estamos mais confiantes de que a inflação vai ficar abaixo de 3,2% até outubro do que em relação a esse repique no fim do ano”, afirma.


Lula pode ter em mãos um nível baixo da inflação acumulada sobretudo em julho, de acordo com parte dos economistas. João Fernandes, da gestora Quantitas, por exemplo, considera que o IPCA deve rodar abaixo dos 3,5% de março a julho, com o ponto mais baixo justamente no sétimo mês do ano, quando ele espera que a inflação atinja 3,07%. O IPCA de julho deve ser divulgado no dia 11 de agosto, a cinco dias do início oficial da campanha eleitoral.


Segundo ele, esse “vale” deve ser atingido no período justamente por causa do impacto do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica. “Em 2025, esse bônus que derrubou as contas de energia entrou em agosto. Então, a janela de 12 meses em julho de 2026 vai contar com esses dois momentos de queda forte da inflação”, explica ele. “Em agosto, se tudo ocorrer dentro do esperado, a tarifa de energia volta a subir e o acumulado em 12 meses pula de 3,07% para 3,82%”, calcula.


Na visão do economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, uma inflação abaixo de 4% por 10 meses seguidos significa um nível baixo para o padrão brasileiro. Ele também aposta em uma taxa menor em julho, a 3,25%. “Isso traz dúvidas sobre o real impacto do sobreaquecimento do mercado de trabalho”, observa. Além da ajuda da inflação de alimentos, o próprio mercado de trabalho, ainda que apresente sinais divergentes, já está em processo de acomodação, o que tende a contribuir para a desinflação, segundo Galhardo.


O cenário é corroborado também pelo BNP Paribas. A economista para Brasil do banco francês, Laiz Carvalho, prevê o ponto mais baixo da inflação em julho, praticamente colada nos 3%. Apesar de reconhecer que parte desse bom momento reflete um efeito puramente matemático, com a saída da conta do acumulado em 12 meses de leituras mais salgadas do IPCA do ano passado, ela concorda que é um número bastante positivo. “A inflação corrente ajuda na projeção para a inflação futura e o IPCA de 3% pode ajudar na ‘narrativa’ do governo, pensando em ano eleitoral”, sustenta.


Tanto o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que sai do cargo no fim do mês, quanto Lula, já vinham, por exemplo, exaltando que a atual administração conseguiu conciliar crescimento econômico e inflação baixa.


Pelo o que se observa nas pesquisas eleitorais, porém, os bons números da economia não têm sido suficientes para conquistar o eleitorado brasileiro. O cenário atual - inflação sob controle, atividade que cresce com uma taxa de juros de 15% ao ano e desemprego no menor nível histórico - implicaria, em tese, maior aprovação e menor rejeição para o presidente Lula. Contudo, segundo o analista político e sócio da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, a economia perdeu o protagonismo de definir, só por ela, o resultado das eleições presidenciais.


“Eu diria que a economia representa um conjunto de variáveis que retrata a situação de bem-estar do eleitor. São condições necessárias, mas não mais suficientes porque a sociedade brasileira tem conflitos de outras naturezas que estão cristalizados e cada vez mais crescentes”, disse.


De acordo com Cortez, antigamente, quando se abria uma pesquisa eleitoral, ficava claro: as pautas de esquerda atraíam mais o apoio do eleitor de baixa renda e com menos escolaridade, enquanto a direita se saía melhor entre os mais escolarizados e com maior renda. Hoje, porém, a situação é outra: a inflação baixa e os programas sociais, por exemplo, passaram a ser percebidos como programas de Estado e não mais de governo.


Segundo o analista político da Tendências, tanto as pessoas mais pobres quanto as mais ricas estão mais preocupadas com pautas pertinentes à segurança, por exemplo, do que com a economia. “Estão mais preocupadas com o combate à corrupção do que com uma inflação que escape ao controle ou um ajuste fiscal”, alerta.


Contato: gabriela.silva@estadao.com; francisco.assis@estadao.com; daniel.mendes@estadao.com; eduardo.laguna@estadao.com


Broadcast+

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Venda da Schroders, com mais de 200 anos, marca o fim de uma era na City de Londres

 Leia mais: (Venda da Schroders, com mais de 200 anos, marca o fim de uma era na City de Londres) https://www.bloomberglinea.com.br/2026/02/14/venda-da-schroders-com-mais-de-200-anos-marca-o-fim-de-uma-era-na-city-de-londres/?utm_source=whatsapp&utm_medium=organic&utm_campaign=whatsapp-brasil


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

The Economist

 O país deveria estar em uma situação muito melhor.


O resultado das eleições gerais no Brasil em outubro dependerá de dois temas centrais: criminalidade e o bolso do eleitor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta que a economia garantirá sua reeleição. O crescimento anual em torno de 3% superou as expectativas por três anos e a inflação de 4,3% é considerada baixa para os padrões brasileiros. O desemprego está em níveis recordes de baixa.

No entanto, a oposição pinta um quadro sombrio. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, afirma que o país vive uma "crise fiscal". Especialistas alertam para uma recessão iminente. Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, compara a situação a um paciente que caminha para a UTI.

O Diagnóstico da Dívida

A dívida brasileira é considerada insustentável em sua trajetória atual. Segundo o FMI:

•  A dívida pública bruta deve chegar a 99% do PIB em 2030.

•  O déficit nominal é de impressionantes 8,1% do PIB, composto quase totalmente por pagamentos de juros.

•  A falta de confiança na capacidade do governo de limitar a dívida força o Banco Central a manter taxas de juros reais próximas de 10%, uma das maiores do mundo.


O Peso das Pensões e Privilégios


Os problemas vão além dos gastos do governo Lula e residem em benefícios garantidos por grupos poderosos na Constituição:


Previdência: Custa ao governo 10% do PIB. Sem reformas, o déficit da seguridade social pode subir de 2% para 16% do PIB até 2060.


Setor Público: O sistema é desigual. Juízes e militares possuem aposentadorias generosas. O judiciário brasileiro custa 1,3% do PIB, sendo o segundo mais caro do mundo.


Militares: Um soldado típico se aposenta antes dos 55 anos com salário integral.


O Caos Tributário


O sistema tributário brasileiro é apontado como o mais complicado do mundo, segurando o crescimento:


•  Empresas líderes gastam até 63.000 horas por ano apenas para declarar impostos.


•  O Brasil gasta 7% do PIB em isenções fiscais, um salto drástico em comparação aos 2% de 2003.


•  Embora a alíquota nominal de imposto corporativo seja de 34%, a taxa efetiva fica entre 16% e 18% devido a regimes especiais como o "Simples".


Perspectivas de Reforma


Embora reformas tenham sido aprovadas, como a simplificação do imposto sobre consumo (IVA dual), muitas exceções foram mantidas, como a Zona Franca de Manaus e o regime do Simples. O artigo conclui que, a menos que os políticos tenham coragem de enfrentar esses interesses estabelecidos e reformar as pensões de elite, o Brasil corre o risco de estagnar em uma crise permanente.


Texto com IA


Materia completa: https://www.economist.com/the-americas/2026/02/11/brazils-economy-is-being-throttled-by-entrenched-interests

Jonas Federighi


 O STF precisou agir para estancar uma crise institucional: sob pressão interna e externa, Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre as fraudes ligadas ao Banco Master. A movimentação ocorreu após a Polícia Federal entregar ao presidente da Corte um relatório que menciona o ministro em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, e após o próprio Toffoli reconhecer participação societária e recebimento de dividendos em empresa que teria se relacionado a fundos ligados ao caso (ainda que negue qualquer pagamento ou vínculo pessoal com Vorcaro).


Nos bastidores, o recado foi duro: colegas avaliaram que a Corte estava “sangrando” e que a saída funcionaria como resposta pública — mesmo sem declaração formal de suspeição/impedimento, e com nota coletiva preservando a validade dos atos já praticados. O caso agora fica sob relatoria de André Mendonça (por sorteio), e o debate central passa a ser governança: como blindar a credibilidade do Judiciário quando aparecem diálogos, citações e relações comerciais cruzadas em investigações desse porte.

A consequência prática é simples: não basta dizer “não há impedimento”; é preciso parecer imparcial — e provar. Quando o país assiste a um relatório da PF com fundamentação jurídica apontando indícios a serem escrutinados, e ao mesmo tempo vê a máquina institucional tentando reduzir tudo a “normalidade processual”, o custo reputacional explode. Em democracias maduras, credibilidade se protege com regras claras, rastreabilidade de contatos e padrões objetivos de suspeição — não com comunicados defensivos após o dano feito.

E aqui entra um ponto que precisa ser tratado com seriedade (e sem linchamento): há notícias e pedidos formais de apuração sobre possíveis conexões envolvendo a gestora Reag e o PCC, tema que vem sendo levantado em arenas políticas/investigativas; nesse ambiente, qualquer proximidade — real ou presumida — vira gasolina. Some-se a isso a “coincidência” de reportagens sobre a compra de imóvel por Ricardo Lewandowski de um investigado que a imprensa descreve como alvo da PF e associado, por suspeitas, a elos com o PCC — e o padrão que sobra é devastador: a sensação pública de promiscuidade entre poder, dinheiro e submundo. O caminho civilizado é um só: apuração integral, transparência radical e regras de suspeição que não dependam do humor do plenário.

Jonas Federighi

 


Jonas Federighi

 


A reportagem do Estadão organiza um enredo de bastidor que, politicamente, é ouro puro: o próprio Lula teria concluído que a permanência de Dias Toffoli na relatoria do inquérito do Banco Master “contaminava” o governo — e que a insistência do ministro já havia se tornado insustentável. O ponto central não é apenas a troca de relatoria; é a mensagem de que o Planalto passou a enxergar Toffoli como um vetor de risco eleitoral e reputacional, e não como um amortecedor.

Os destaques do texto são bem objetivos e seguem uma escalada: (1) a Polícia Federal indica suspeição após encontrar menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro; (2) Lula, irritado, teria enquadrado o ministro com uma escolha binária — renunciar ao caso ou “sair do STF” (na narrativa do artigo); (3) Toffoli diz ao presidente que, se o processo descer para a primeira instância, pode virar uma “Lava Jato 2”; (4) o Planalto monitora redes sociais e registra a percepção pública de que Toffoli agiria para “abafar” a crise e proteger a si mesmo e ao PT; (5) paralelamente, a CPI do Crime Organizado ganha velocidade com pedidos de convocações (inclusive dos irmãos de Toffoli) e quebras de sigilo, tornando o custo político de “segurar” a história ainda maior.

Na sequência, a matéria mostra como a engrenagem institucional começa a produzir pressão por múltiplos lados: STF tentando conter dano interno com a mudança de relatoria; parlamentares mirando convocações e sigilos; e o próprio Toffoli reagindo com a narrativa de “investigações clandestinas” e “vazamentos distorcidos”. É o típico cenário em que a disputa deixa de ser “apurar fatos” e vira “controlar o perímetro do estrago”: cada ator se movimenta para impedir que a lama chegue no andar de cima — ou, se chegar, para decidir quem cai primeiro.

E aqui entra o paralelo soviético, com clareza didática: regimes que vivem de narrativa fazem “edição da realidade” quando um personagem vira tóxico. Na URSS, eliminava-se gente de fotografias para reescrever a memória oficial — o recado era “nunca esteve aqui”. No caso retratado, a lógica é a mesma, só que adaptada ao século XXI: retirar Toffoli do quadro para reduzir contaminação, como se a remoção do rosto resolvesse a origem do problema. A conclusão política que o texto sugere (e que a história ensina) é dura: quando a conveniência manda mais do que a regra, o sistema tenta salvar o líder “apagando” o auxiliar — e Toffoli passa a ser tratado como o “filho incômodo” do lulismo, aquele que se quer longe da foto oficial, mas cuja paternidade política permanece óbvia demais para ser apagada com Photoshop institucional.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Compasso de espera sem desfecho da guerra* Ganha força a tentativa de estender o cessar-fogo, que termina na próxima terça-f...