sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

The Economist

 O país deveria estar em uma situação muito melhor.


O resultado das eleições gerais no Brasil em outubro dependerá de dois temas centrais: criminalidade e o bolso do eleitor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta que a economia garantirá sua reeleição. O crescimento anual em torno de 3% superou as expectativas por três anos e a inflação de 4,3% é considerada baixa para os padrões brasileiros. O desemprego está em níveis recordes de baixa.

No entanto, a oposição pinta um quadro sombrio. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, afirma que o país vive uma "crise fiscal". Especialistas alertam para uma recessão iminente. Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, compara a situação a um paciente que caminha para a UTI.

O Diagnóstico da Dívida

A dívida brasileira é considerada insustentável em sua trajetória atual. Segundo o FMI:

•  A dívida pública bruta deve chegar a 99% do PIB em 2030.

•  O déficit nominal é de impressionantes 8,1% do PIB, composto quase totalmente por pagamentos de juros.

•  A falta de confiança na capacidade do governo de limitar a dívida força o Banco Central a manter taxas de juros reais próximas de 10%, uma das maiores do mundo.


O Peso das Pensões e Privilégios


Os problemas vão além dos gastos do governo Lula e residem em benefícios garantidos por grupos poderosos na Constituição:


Previdência: Custa ao governo 10% do PIB. Sem reformas, o déficit da seguridade social pode subir de 2% para 16% do PIB até 2060.


Setor Público: O sistema é desigual. Juízes e militares possuem aposentadorias generosas. O judiciário brasileiro custa 1,3% do PIB, sendo o segundo mais caro do mundo.


Militares: Um soldado típico se aposenta antes dos 55 anos com salário integral.


O Caos Tributário


O sistema tributário brasileiro é apontado como o mais complicado do mundo, segurando o crescimento:


•  Empresas líderes gastam até 63.000 horas por ano apenas para declarar impostos.


•  O Brasil gasta 7% do PIB em isenções fiscais, um salto drástico em comparação aos 2% de 2003.


•  Embora a alíquota nominal de imposto corporativo seja de 34%, a taxa efetiva fica entre 16% e 18% devido a regimes especiais como o "Simples".


Perspectivas de Reforma


Embora reformas tenham sido aprovadas, como a simplificação do imposto sobre consumo (IVA dual), muitas exceções foram mantidas, como a Zona Franca de Manaus e o regime do Simples. O artigo conclui que, a menos que os políticos tenham coragem de enfrentar esses interesses estabelecidos e reformar as pensões de elite, o Brasil corre o risco de estagnar em uma crise permanente.


Texto com IA


Materia completa: https://www.economist.com/the-americas/2026/02/11/brazils-economy-is-being-throttled-by-entrenched-interests

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