terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

BDM Matinal Riscala

*Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026*


IPCA AJUSTA APOSTAS AO

COPOM DE MARÇO


Por ROSA RISCALA e MARIANA CISCATO


... Vendas no varejo americano e inflação

na China no final da noite são os destaques internacionais, enquanto

investidores esperam pelo payroll e CPI nos Estados Unidos. No Brasil,

o mercado de juros aguarda o IPCA de janeiro (9h) para ajustar apostas

ao Copom de março. Há expectativa também para a

fala de Galípolo no evento do BTG Pactual, amanhã, após

o presidente do BC confirmar ritmo gradual para o ciclo de quedas na

Selic. O seminário, que começa hoje com Fernando Haddad,

Scott Bessent e a participação de diversos gestores, deve

movimentar o noticiário econômico. No calendário

de balanços, Suzano e TIM Brasil divulgam resultados após

o fechamento.

BTG PACTUAL - De saída

do Ministério da Fazenda, Fernando Haddad abre (9h) o evento

de dois dias do banco, falando sobre as perspectivas para o cenário

econômico de 2026, em entrevista ao economista-chefe, Mansueto

Almeida.

... Na sequência (10h), o presidente da

Câmara, Hugo Motta, discorrerá sobre as prioridades do

Congresso Nacional este ano.

... Com moderação de André

Esteves, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent,

começa sua participação às 11h30.

... Depois do almoço, o ministro Vital

do Rêgo (TCU) trata de Controle, Transparência e Desenvolvimento

Econômico e o ministro Renan Filho (Transportes) discute o Futuro

da Infraestrutura no Brasil, em painel com os CEOs de Rumo, Ecorodovias,

Santos Brasil e Motiva.

... As Perspectivas da Macroeconomia Brasileira

serão debatidas pela equipe do BTG Pactual: Eduardo Loyo, Mansueto

Almeida, Tiago Berriel, Samuel Pessôa e Stefanie Birman (15h20).

Às 16h, começa o painel com grandes gestores convidados.

... Estão confirmadas as presenças

de André Jakurski (JGP), Luis Stuhlberger (Verde Asset) e Rogerio

Xavier (SPX Capital).

... A participação do presidente

do Banco Central, Gabriel Galípolo, está prevista para

amanhã (quarta-feira), às 9h, aguardada com expectativa

após o Copom ter confirmado o início da queda dos juros

para a próxima reunião, em março.

... Às 15h de amanhã, uma entrevista

de Flávio Bolsonaro, candidato da direita com maior pontuação

até agora na corrida presidencial, deve atrair a atenção.

NOVAS SONDAGENS - Quatro

pesquisas de intenção de votos para a eleição

de outubro serão divulgadas nesta semana, três nacionais

e uma focada em São Paulo. Já hoje, sai a Futura. Amanhã

(quarta-feira), Quaest, Paraná e Colectta.

... A pesquisa Genial/Quaest está sendo

feita sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio

de Freitas, que descartou a candidatura à Presidência e

tem reafirmado que vai concorrer à reeleição no

Estado.

... Na última sondagem da Quaest (14/janeiro),

Tarcísio apareceu como o adversário mais competitivo de

Lula em um eventual segundo turno, com 39% das intenções

de voto contra 44% do presidente. Já Flávio Bolsonaro

tinha 38% das intenções contra 45% de Lula.

BRIGA PELA PAUTA ELEITORAL -

No Valor, o governo foi pego de surpresa com o despacho

da PEC do 6x1 à Comissão de Constituição

e Justiça (CCJ) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta,

e avalia a iniciativa como um "presente de grego", mais

difícil de ser aprovada.

... O Planalto entende que a matéria deveria

avançar por projeto de lei e não por PEC, que exige uma

base de apoio mais forte no Congresso. Motta juntou duas PECs que tratam

sobre o assunto e saiu dando entrevistas assumindo o protagonismo da

pauta.

... Motta apensou a PEC apresentada pela deputada

Erika Hilton (PSOL) à outra protocolada em 2019 pelo deputado

Reginaldo Lopes (PT). Os próprios autores da matéria foram

surpreendidos; só ficaram sabendo da decisão após

o anúncio.

... O Executivo ainda pretende enviar um projeto

de lei e a leitura dos governistas é que com a PEC, Motta terá

mais controle sobre os rumos do projeto. O governo terá de negociar

com o Centrão e com setores patronais e o presidente da Câmara

atuará como "conciliador".

... Setores do Centrão já começam

a sugerir apenas uma redução da jornada, sem o fim da

escala 6x1 - o que é rechaçado pelo governo por

ser o apelo popular da pauta eleitoral. A posição fechada

do Planalto é de uma escala 5x2, jornada de 40 horas e sem redução

de salário.

CAPTAÇÃO EXTERNA

- Na primeira operação do ano, o Tesouro confirmou

captação de US$ 4,5 bilhões no mercado de dívida

no exterior, nesta segunda-feira, sendo US$ 3,5 bilhões com emissão

de novos bonds de 10 anos (Global 2036) e US$ 1,0 bilhão em bônus

Global 2056.

... O volume do Global 2036 foi o maior para

um título de 10 anos da história das emissões do

Tesouro, com cupom de juros de 6,250% ao ano, pagamento semestral, ao

preço de 98,896% do valor de face, com taxa de retorno ao investidor

de 6,400% ao ano.

... Já a captação com o

bônus Global 2056 representou aumento de 40% sobre a emissão

original, totalizando US$ 3,5 bilhões. O título possui

cupom de 7,250% aa, pagamento semestral, ao preço de 99,385%

do seu valor de face e taxa de retorno ao investidor de 7,300%.

... Este foi o menor spread de lançamento

para um título brasileiro de 30 anos em mais de dez anos.

... O objetivo da operação, segundo

o Tesouro, é dar continuidade à estratégia de promover

a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo,

provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento

de vencimentos em moeda estrangeira.

... A demanda pelas duas emissões de títulos

de dívida chegou a US$ 12 bilhões em seu pico, superou

em cerca de 2,7 vezes o volume emitido. A operação foi

liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo e a liquidação

financeira ocorrerá em 19 de fevereiro.

IPCA NO FOCO - A mediana

no Broadcast aponta desaceleração marginal

para 0,32% em janeiro, contra 0,33% em dezembro. A alta da gasolina

e das tarifas de ônibus deve ser contrabalançada pelo recuo

das passagens aéreas.

... O intervalo das projeções vai

de 0,26% a 0,38%. No acumulado em 12 meses, o índice oficial

de inflação deve acelerar para 4,43%, após registrar

alta de 4,26% em dezembro. As estimativas vão de 4,00% até

4,49%.

... A média dos núcleos deve perder

ritmo na margem, de 0,46% para 0,40%, com arrefecimento nos preços

livres (0,53% para 0,29%); bens industriais (0,48% para 0,44%) e serviços

(0,72% para 0,17%), que estão no radar do BC.

... Mas deve ser registrado avanço nos

preços administrados (-0,22% para 0,46%) e alimentação

no domicílio (0,14% para 0,36%), enquanto os serviços

subjacentes devem repetir a variação de 0,56% registrada

em dezembro.

... Nas últimas semanas, tem havido uma

onda de revisões em baixa das previsões no mercado para

o IPCA do ano, diante do efeito do câmbio apreciado na desinflação.

Daycoval e Buysidebrazil apostam em 3,8%; Warren, em 4,2%.

... Se não pregar nenhum susto, o IPCA

tem tudo para reforçar as chances de o ciclo de corte da Selic

começar mês que vem já com uma queda de meio ponto,

ainda mais diante da percepção de que a ata do Copom liberou

a aposta.

MAIS AGENDA - Antes do

IPCA, saem as primeiras prévias da inflação de

fevereiro medidas pelo IGP-M (8h) e IPC-Fipe (5h).

... Do lado da atividade econômica, o IBGE

divulga os dados regionais da produção industrial de dezembro

(9h).

GALÍPOLO - Presidente

do Banco Central faz visita institucional ao Estadão,

em São Paulo, nesta terça-feira, às 9h40. Às

14h, ele recebe o sócio e diretor de Comunicação

da Arko Advice, Lucas de Aragão, no edifício do BC em

São Paulo.

TIM BRASIL - Na B3, o

balanço da TIM deve trazer números saudáveis, dando

continuidade ao bom momento da operadora, de acordo com analistas de

telecomunicações. A expectativa é que o destaque

fique por conta da melhora das margens operacionais.

... Prévia Broadcast

projeta lucro líquido normalizado de R$ 1,135 bilhão no

4Tri, que representaria alta de 7,6% sobre o 4Tri/2024. O Ebitda normalizado

deve chegar a R$ 3,582 bilhões (+7,0%) e a receita líquida

deve ir a R$ 6,914 bilhões (+4,3%).

SUZANO - Deve apresentar

Ebitda (resultado operacional) de cerca de R$ 5 bilhões no 4Tri,

segundo a média das projeções de cinco casas consultadas

pelo Broadcast. O resultado, se confirmado, representará

uma queda de 22,8% frente ao mesmo período de 2024.

... As previsões divergem entre um lucro

líquido de R$ 1 bilhão (Santander) e um prejuízo

líquido de R$ 1,3 bilhão (BTG Pactual), após prejuízo

de R$ 6,7 bilhões no 4Tri/2024. A receita líquida é

prevista em R$ 11,97 bilhões (-15,6%).

... Segundo o Itaú BBA, os resultados

devem ser impactados por volumes ligeiramente menores e um real mais

forte.

EM NOVA YORK - Destaque

hoje para Coca-Cola (previsão de lucro de US$ 0,56/ação),

BP e Barclays antes da abertura dos mercados financeiros. Depois do

fechamento, saem AIG, Ford e América Móvil, a controladora

da Claro no Brasil.

LÁ FORA - Na véspera

do payroll, o destaque vai para as vendas no varejo americano (10h30),

que devem registrar um crescimento de 0,4% em dezembro. Duas dirigentes

do Fed falam hoje: Beth Hammack, às 14h, e Lorie Logan, às

15h.

... A inflação ao consumidor (CPI)

e produtor (PPI) chinês de janeiro será divulgada no final

da noite, às 22h30.

NOVO SHUTDOWN - Congresso

americano tem até sábado à noite para evitar uma

paralisação do Departamento de Segurança Interna,

já que o pacote de financiamento aprovado no início do

mês incluiu uma medida provisória de apenas duas semanas

para o DHS.

TRUMP X CANADÁ -

Em sua rede social, o presidente disse que iniciará "imediatamente"

as negociações com o Canadá e não permitirá

que a Ponte Gordie Howe, entre Ontário e Michigan, seja inaugurada

até que os Estados Unidos sejam totalmente compensados comercialmente.

TRUMP X WARSH - Em entrevista

à Fox Business, o presidente previu que a escolha

de Kevin Warsh para o Fed pode estimular a economia americana a crescer

a uma taxa de 15%, em um indicativo da pressão que o sucessor

de Powell poderá sofrer da Casa Branca.

ESTAMOS NA MODA - Uma

recomendação da China para as instituições

financeiras desmontarem as posições nos Treasuries veio

a calhar para os emergentes, no alerta que serviu de estímulo

extra para o apetite dos estrangeiros.

... O capital externo, que já anda interessado

no Brasil, renovou os votos de simpatia e injetou mais fluxo, levando

o Ibovespa a quebrar novo recorde histórico e derrubando o dólar

à menor cotação em 21 meses, abaixo de R$ 5,20.


... Foi a décima vez este ano que o índice

à vista da bolsa doméstica rompeu marcas inéditas

de fechamento, desta vez acima dos 186 mil pontos, em alta firme de

1,80%, aos 186.241,15 pontos, com volume de R$ 27,4 bilhões.


... O alvo preferencial das compras dos estrangeiros

continua sendo o pelotão de elite (blue chips) do Ibovespa.

... O flerte do petróleo com os US$ 70

e o minério de ferro em Cingapura quase raspando nos US$ 100

também ajudaram a motivar o interesse dos investidores pelos

papéis relacionados às commodities na bolsa doméstica.


... Vale deslanchou 1,96% e fechou cotada a R$

87,31, mesmo com a Justiça de Minas Gerais tendo determinado

a paralisação de todas as operações da empresa

em Ouro Preto, após o extravasamento de uma cava da mina.

... Petrobras também operou embalada (ON,

+2,03%, a R$ 39,66; e PN, +1,83%, a R$ 37,32) pelo k externo e colada

ao ritmo de alta do Brent (+1,45%, a US$ 66,04), diante da incerteza

na relação entre os Estados Unidos e o Irã.

... Os preços do barril já subiam

no início da tarde e aceleraram os ganhos após notícia

de que os EUA pediram a navios americanos se afastarem o máximo

possível do Irã ao passarem pelo Estreito de Ormuz.

... O alerta vem após um episódio

de tensão na semana passada, quando militares americanos abateram

um drone iraniano que se aproximava de um porta-aviões. Existe

a promessa de um novo encontro entre os dois países.

... Em paralelo, o mercado opera na expectativa

de uma reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin

Netanyahu, e Trump para discutir as negociações com o

Irã. O encontro pode acontecer amanhã, em Washington.

... Entre os bancos, Itaú (+3,34%, a R$

48,31) e Santander (+5,98%, segunda maior alta do dia, a R$ 35,98) emplacaram

ralis. BB ON (+2,01%; R$ 24,82) e Bradesco PN (+1,46%; R$ 20,91) também

desempenharam bem.

SURFOU NA ONDA - Diante da nova

rodada de rotação das carteiras globais para os emergentes,

o real voltou a se dar bem e derrubou o dólar, que reproduziu

não só o fluxo positivo, como a tendência externa

de queda da moeda.

... Além disso, o recado de Galípolo

de que os cortes da Selic serão graduais favoreceu o carry trade

e ajudou o dólar a cair 0,62%, a R$ 5,1882, menor cotação

desde maio do ano passado, quando operou na faixa de R$ 5,15.

... O presidente do BC disse que a palavra atual

é "calibragem", indicando que o processo de relaxamento

monetário não será rápido, diante do duelo

entre inflação melhor e atividade econômica mais

resiliente do que o esperado.

... O dólar mais barato ontem se refletiu

em menor prêmio de risco entre os juros futuros longos, que ainda

monitoraram o sucesso da primeira captação do Tesouro

no exterior neste ano, com a demanda bombando.

... No fechamento, o DI para janeiro de 2027

marcava 13,335%, na mínima do dia (de 13,354% no ajuste anterior);

Jan/29 caía a 12,680% (de 12,790%); Jan/31, a 13,090% (contra

13,191%); e Jan/33, a 13,335% (de 13,435%).

SUSHI E SASHIMI - O dólar

lá fora não teve qualquer chance ontem, com a China aconselhando

o mercado a fugir dos Treasuries, enquanto a vitória de lavada

do partido da premiê Sanae Takaichi no Japão disparava

o iene.

... Estrategistas do Barclays avaliam que o desdobramento

político pode levar o BoJ a subir o juro mais rapidamente para

frear a pressão fiscal. A moeda japonesa saltou quase 1%, para

155,74/US$, e dizem que pode avançar mais.

... O Rabobank mantém a sua previsão

de 145 ienes por dólar para os próximos 12 meses.

... Não foi só a divisa do Japão

que induziu o índice DXY a cair forte (-0,84%), para 96,816 pontos.

Também as moedas europeias tiveram sua parcela de participação.

O euro subiu 0,90% (US$ 1,1917) e a libra ganhou 0,62% (US$ 1,3696).

... O investidor repercutiu a renúncia

do dirigente do BCE e presidente do BC da França, François

Villeroy de Galhau.

... Além disso, comentários de

Lagarde influenciaram. Ela disse que a inflação na zona

do euro deverá se estabilizar de forma sustentável na

meta de 2% no médio prazo e que a atividade econômica tem

demonstrado resiliência.

... Os Treasuries ignoraram a recomendação

dos reguladores chineses para as instituições financeiras

reduzirem a fatia nos títulos americanos e subiram, com respectiva

queda na taxa da Note de 2 anos, a 3,486% (de 3,495%).

... Nas bolsas em Nova York, as ações

de tecnologia deram sequência ao movimento de recuperação

visto no pregão anterior e impulsionaram o S&P 500 (+0,47%,

aos 6.964,82 pontos) e o Nasdaq (+0,90%, aos 23.238,67 pontos).

... Faltou fôlego para o Dow Jones (+0,04%),

mas o pouco que subiu foi suficiente para conseguir renovar o seu recorde

histórico de fechamento (50.135,87 pontos), bancando a faixa

dos 50 mil pontos conquistada na sexta-feira.

... As gigantes de tecnologia voltaram a deixar

de lado o medo da bolha e deram sequência ao movimento de recuperação.🦆

Entre os destaques, Oracle disparou 9,64%, Broadcom avançou 3,31%

e Nvidia ganhou 2,40%.

... O mercado tem como próximo driver

o payroll. O diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin

Hassett, antecipou emprego "ligeiramente menor", mas disse

que uma eventual queda "não deve gerar pânico".

... No mercado, um payroll fraco pode encorajar

as apostas de corte do juro em junho ou até antes, mas a inflação

segue como desafio. Raphael Bostic disse que o Fed deveria esperar para

agir, diante dos preços "muto altos".

CIAS ABERTAS NO AFTER - VALE

informou que três pedidos de bloqueio de patrimônio, apresentados

em caráter liminar e que totalizavam R$ 2,846 bilhões,

foram rejeitados pelos respectivos tribunais competentes...

... Permanece pendente apenas a decisão

referente a um pedido de bloqueio no valor de R$ 200 milhões...

... O ministro Nunes Marques votou no STF para

anular multa de R$ 86 milhões da CGU ligada a Brumadinho, por

entender que a Lei Anticorrupção não pode ser aplicada

a qualquer ato administrativo considerado ilegítimo.

PETROBRAS assinou com a Braskem contrato de fornecimento

de vapor superaquecido para a Fafen de Camaçari, com valor de

até R$ 161,5 milhões até 2030...

... A Namíbia afirmou que não reconhecerá,

por ora, a compra da licença offshore PEL104 por Petrobras e

TotalEnergies até cumprimento do processo legal de aprovação.

BRASKEM. A CVM abriu processo sancionador contra

33 executivos e ex-executivos em caso ligado aos danos atribuídos

à exploração de sal-gema em Maceió, após

investigação iniciada em 2023.

ITAÚSA. A holding informou que pagará

R$ 200 milhões em JCP em 6 de março (R$ 0,0182/ação),

com base na posição acionária de 9 de dezembro,

e divulgou calendário de JCP trimestral para 2026 (R$ 0,0242425/ação)...

AEGEA. A Itaúsa aumentou a participação

acionária, que passará de 12,82% para 13,27% do capital

total, após a conclusão de um segundo aumento de capital

da companhia, totalizando montante subscrito de R$ 418,1 milhões.

BB SEGURIDADE. A companhia reportou lucro de

R$ 2,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com as projeções

do Prévias Broadcast...

... Também anunciou dividendos de R$ 4,95

bilhões (R$ 2,55/ação); ex em 13/2 e pagamento

previsto para 2/3.

RAÍZEN. A Fitch rebaixou o rating de B

para CCC, após a empresa contratar assessores para buscar alternativas

para otimizar sua estrutura de capital; a Moody’s cortou a classificação

de Ba1 para Caa1, com perspectiva negativa.

SUZANO. A companhia encerrou o programa de recompra

iniciado em agosto de 2024 após adquirir 14,8 milhões

de ações, ao preço médio de R$ 54,33, totalizando

R$ 805 milhões.

MOTIVA. O lucro de R$ 606 milhões no quarto

trimestre de 2025 ficou em linha com o Prévias Broadcast;

o Ebitda ajustado de R$ 2,52 bilhões veio 6% abaixo do esperado.

YDUQS. A companhia concluiu a aquisição

de 100% da Unifametro (e da Cemape) após aprovação

do Cade; o pagamento inicial foi de R$ 62 milhões, com parcela

ligada a vagas de medicina.

SÃO MARTINHO registrou lucro líquido

de R$ 424,1 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/26, alta

de 168,5% na comparação anual. O Ebitda ajustado caiu

25,6%, a R$ 787,1 milhões, e a receita líquida recuou

13,6%, a R$ 1,593 bi.

MOURA DUBEUX projetou VGV de lançamentos

entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões em 2026 e informou

que superou a projeção de 2025, com lançamentos

de R$ 4,594 bilhões.

SIMPAR. A Moody’s reafirmou a classificação

de crédito Ba3, com perspectiva estável, citando modelo

de negócios robusto e contratos de longo prazo.

Call Matinal 1002

 Call Matinal

10/02/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0902)

MERCADOS

No mercado brasileiro de segunda-feira (09), o Ibovespa fechou em forte alta de 1,80%, aos 186.241,16 pontos, em um dia de otimismo generalizado nos mercados. Já no mercado cambial, o dólar à vista caiu 0,62% para R$ 5,188, enquanto o euro subiu 0,20% para R$ 6,183.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade nesta terça-feira (10), após recorde de fechamento do Dow Jones, com a recuperação das ações de tecnologia dos EUA ganhando força e aliviando a pressão sobre os mercados após preocupações com gastos excessivos em inteligência artificial.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,01%

S&P 500 Futuro: +0,02%

Nasdaq Futuro: -0,04%

Futuros de NY rondam estabilidade após rali de tecnologia e recorde do Dow Jones.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,13%

Nikkei (Japão): +2,28%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,58%

Nifty 50 (Índia): +0,26%

ASX 200 (Austrália): -0,03%

Os mercados de ações asiáticos estenderam os ganhos liderados pelo setor de tecnologia nesta terça-feira, enquanto as ações japonesas superaram as demais, disparando para novos recordes históricos à medida que os investidores comemoravam o chamado "Takaichi trade" após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi.

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,08%

DAX (Alemanha): -0,11%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,26%

CAC 40 (França): +0,46%

FTSE MIB (Itália): -0,16%

Ações europeias mistas com balanços corporativos em destaque; BP suspende recompras.

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,28%, a US$ 64,18 o barril

Petróleo Brent, -0,12%, a US$ 68,96 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, 0,00%, a 761,50 iuanes (US$ 110,00)

 

 

NO DIA, 1002

Como destaque no Brasil temos o IPCA hoje para ajustar apostas ao Copom de março. Há expectativa também para a fala de Galípolo no evento do BTG Pactual, amanhã, após o presidente do BCB confirmar ritmo gradual para o ciclo de quedas na Selic. O seminário, que começa hoje com Fernando Haddad, Scott Bessent e a participação de diversos gestores, deve movimentar o noticiário econômico. Nos EUA, os mercados operam no aguardo de dados importantes e adiados pela paralisação parcial do governo americano. Vendas no varejo americano e inflação na China no final da noite são destaques, mas o payroll na 4ªF é o mais importante, após sinais recentes de enfraquecimento do mercado de trabalho. Nos próximos dias ainda temos a inflação pelo CPI. A expectativa por novos catalisadores para a trajetória dos juros americanos enfraquece o dólar ante os emergentes. O DXY cai a 96,930 (-0,72%) e aqui a moeda cede a R$ 5,1930 (-0,52%) e os juros acompanham, enquanto a ponta mais curta exibe leve alta. Ontem, Gabriel Galípolo, em evento da ABBC, disse que a palavra atual para o BCB é "calibragem", e afirmou que ainda não chegou a "volta da vitória". Também defendeu a atuação da instituição ao conduzir a liquidação do Banco Master. No calendário de balanços, Suzano e TIM Brasil divulgam resultados após o fechamento.

 

Agenda macro 09 a 13 de fevereiro

 

 

Terça-feira, 10 de Fevereiro 

05h00 – Brasil: Fipe – IPC (1ª quadrissemana de fevereiro)

08h00 – Brasil: FGV – IGP-M (1º decêndio de fevereiro)

09h00 – Brasil: IBGE – IPCA de janeiro

09h00 – Brasil: IBGE – Pesquisa Industrial Mensal Regional (dezembro)

09h00 – Haddad participa de painel na CEO Conference do BTG Pactual

09h40 – Galípolo faz visita institucional ao Estadão, em São Paulo

10h30 – EUA: Vendas no varejo (dezembro)

22h30 – China: CPI e PPI de janeiro

 

 

 

Boa terça-feira para todos! Feliz 2026 !

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Quem já enfrentou tempestades sabe orientar em mares revoltos

Marcelo Bretas

O Brasil atravessa, mais uma vez, um momento delicado de sua vida institucional. Reportagens recentes da grande imprensa apontam para movimentos políticos e institucionais que, ao invés de fortalecerem a transparência, parecem priorizar acomodações de poder, criando um ambiente de tolerância perigosa com práticas que deveriam ser rigorosamente apuradas.

Não se trata de acusações pessoais, trata-se de padrões institucionais.

Quando investigações envolvendo grandes interesses econômicos passam a ser sistematicamente esvaziadas, postergadas ou neutralizadas por arranjos informais, o que se perde não é apenas a apuração de fatos: perde-se confiança, segurança jurídica e credibilidade internacional.

Vivemos algo que ecoa experiências recentes da nossa história. A Operação Lava Jato, com todos os seus acertos, eventuais erros e excessos, representou um marco de ruptura: pela primeira vez em nossa história, estruturas tradicionais de poder foram submetidas a escrutínio real. E justamente por isso, ela despertou reações intensas.

Hoje, o que preocupa não é um caso específico, mas a repetição de um método:

👉 normalizar acordos políticos como solução para crises de integridade;

👉 substituir governança por conveniência;

👉 trocar compliance por silêncio institucional.

Como magistrado federal por quase três décadas, tive a responsabilidade e o ônus de conduzir investigações complexas envolvendo crimes financeiros, corrupção sistêmica e estruturas sofisticadas de ocultação patrimonial. Essa trajetória me trouxe reconhecimento público, mas, sobretudo, autoridade moral para afirmar: não existe desenvolvimento sustentável sem integridade institucional.

Empresas sérias sabem disso. Investidores globais sabem disso. Conselhos sabem disso.

Compliance, hoje, não é local. É global.

É avaliado por agências internacionais, parceiros comerciais, fundos, bancos multilaterais e reguladores estrangeiros. Nenhuma organização pode se dar ao luxo de navegar em águas turvas achando que o risco é apenas reputacional — ele é financeiro, jurídico e existencial.

É justamente nesse cenário que coloco minha experiência à disposição do setor produtivo.

Quem já navegou por mares revoltos sabe:

  • identificar riscos antes que eles se tornem crises;
  • separar ruído político de risco real;
  • estruturar governança sólida mesmo em ambientes instáveis;
  • proteger empresas, conselhos e lideranças de contaminações institucionais.

Minha atuação hoje é voltada a aconselhar empresários, boards e organizações que desejam crescer de forma segura, ética e alinhada aos padrões internacionais de integridade — especialmente em ambientes onde o Estado falha em dar respostas claras.

Integridade não é discurso. É decisão.

E, nos momentos difíceis, ela exige lideranças que já provaram sua coragem.

Call Matinal 0902

 Call Matinal

09/02/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0602)

MERCADOS

No mercado brasileiro de sexta-feira (06), o Ibovespa superou recordes, avançando 0,45%, a 182.949 pontos, enquanto, no acumulado da semana, avançou 0,97%, na quinta semana seguida de ganhos. Já no mercado cambial, o dólar registrou baixa de 0,63%, a R$ 5,2204. A continuidade da entrada de fluxo de recursos estrangeiro para a bolsa ajuda a fortalecer o real.

 

 

PRINCIPAIS MERCADOS

A sessão desta segunda-feira (09) é de ganhos no pré-mercado dos Estados Unidos, com os investidores atentos a uma semana de divulgação de balanços corporativos, inflação e de emprego.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,18%

S&P 500 Futuro: +0,10%

Nasdaq Futuro: +0,09%

Futuros de NY sobem no início de semana marcada por dados de inflação e emprego.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +1,41%

Nikkei (Japão): +3,89%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,76%

Nifty 50 (Índia): +0,59%

ASX 200 (Austrália): +1,85%

A Bolsa de Tóquio opera em forte alta na segunda-feira, 09 (pelo horário local), como reflexo da vitória acachapante do partido da premiê Sanae Takaichi nas eleições deste domingo. Reguladores chineses pediram contenção nas compras de títulos do Tesouro dos EUA por parte dos bancos. A ordem: reduzir exposição e evitar concentração excessiva.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,47%

DAX (Alemanha): +0,78%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,34%

CAC 40 (França): +0,31%

FTSE MIB (Itália): +1,26%

Bolsas europeias sobem no início de semana agitada; UniCredit se destaca.

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,80%, a US$ 63,04 o barril

Petróleo Brent, -0,54%, a US$ 67,51 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,46%, a 761,50 iuanes (US$ 109,74)

 

 

NO DIA, 0902

Semana importante para o balizamento dos mercados de juros, com payroll e CPI nos EUA e IPCA, dados de varejo e serviços no Brasil. Por aqui, expectativas giram em torno do corte de 0,5 pp da Selic na reunião do Copom de março e as novas apostas de redução do juro também pelo Fed. No Japão, vitória esmagadora de Sanae Takaichi nas eleições parlamentares do fim de semana repercute no iene. Já na B3, a temporada de balanços ganha ritmo, com BTG Pactual (hoje, antes da abertura), BB, Vale e Raízen, sob rumores de recuperação judicial. Amanhã, Petrobras divulga relatório de produção e vendas.

 

Agenda macro 09 a 13 de fevereiro

 

 

Segunda-feira, 09 de Fevereiro 

Brasil: Pesquisa Focus

Brasil: presidente do BCB faz palestra em evento da ABBC, em São Paulo, das 9h30 às 10h25

UE: Christine Lagarde, presidente do BCE, participa às 13h de sessão plenária no Parlamento Europeu

EUA: três Fed boys falam hoje: Christopher Waller (15h30 e 19h00), Stephen Miran (16h30), Raphael Bostic (17h15).

 

 

Boa segunda-feira para todos! Feliz 2026 !

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +2% US tech +2,2% US semis +5,7% UEM +1,2% España +1,1% VIX 17,8% Bund 2,84% T-Note 4,23% Spread 2A-10A USA=+72pb B10A: ESP 3,22% PT 3,21% FRA 3,44% ITA 3,47% Euribor 12m 2,227% (fut.2,374%) USD 1,185 JPY 185,3 Ouro 5.035$ Brent 67,4$ WTI 62,9$ Bitcoin +9% (70.525$) Ether +9,6% (1.895$).


SESSÃO: Nova Iorque subiu com muita força na sexta-feira, principalmente no final da sessão e particularmente semis (quase +6%), numa reativação da caça às pechinchas depois do sofrido ao longo da semana, principalmente pelo ceticismo perante os investimentos em IA, que cobram seriamente a Alphabet, Microsoft e Amazon (semana: -4,5%, -6,8% e -12,1%, respetivamente). Os futuros para hoje vêm a subir um pouco depois desse esforço de última hora na sexta-feira.


Takaichi (PM) vence as eleições com maioria absoluta (328 assentos de 465) e a bolsa japonesa +4% porque descontam-se estímulos fiscais pró-PIB (menos impostos e mais despesa), embora implica mais dívida e isso eleve as yields das obrigações japonesas. Contudo, o yen aguenta firma, próximo de 156,5/$ e 185,5/€ pela ameaça de outra intervenção, mas também porque se o risco de inflação aumenta, também o faz a probabilidade de outra subida de taxas de juros (agora 0,75%). 


Reino Unido: Starmer (PM) em risco depois de estar indiretamente envolvido no caso Epstein: o seu chefe de gabinete demite-se ao assumir a responsabilidade por ter nomeado Mandelson embaixador dos EUA, apesar de conhecer os seus vínculos a Epstein. Significa yield de obrigações em alta e libra em baixa, além de um risco sério para Starmer, que poderá ter de se demitir. 


Devemos habituar-nos a apoiar sell-offs passageiros e frequentes até que ocorram duas condições: (1) se contenham as avaliações das empresas desenvolvedoras puras de IA (Anthropic, xAI, OpenAI, etc) que pretendem sair à bolsa em finais de 2026, em vez de se expandirem indefinidamente. (2) Se comprove que, mais ou menos, os investimentos em IA das empresas realmente oferecem retornos aceitáveis. 


Estendeu-se a sensação de que a tecnologia – e particularmente tudo o relacionado com IA – deva deter as suas subidas e corrigir até que se comprove que as peças (resultados/expetativas/investimentos) encaixam mais ou menos bem. Não ocorre nenhuma mudança de fundo, mas sim um ceticismo sobre a elevada velocidade que a tecnologia desenvolveu e, particularmente, os semis, tornando-se necessária uma correção preventiva… justamente o que aconteceu nos últimos dias. As bolsas deverão evoluir lentamente ou planas durante umas semanas após a brusca recuperação de sexta-feira em Nova Iorque, apesar da vitória de Takaichi no Japão. Esta perspetiva seria, desde logo, muito melhor do que qualquer exuberância ambiciosa.


No plano convencional, na quarta-feira será publicado o emprego americano de janeiro, que poderá ser mais fraco do que o esperado porque a metodologia é alterada, acompanhado da revisão dos dados de 2025, muito provavelmente em baixa. Será bom para que a Fed baixe taxas de juros, mas a sua interpretação será complexa e o mercado poderá reagir com ceticismo. Na sexta-feira, inflação americana a retroceder (+2,5% vs. +2,7%) e isso será bom. Mais resultados e guias empresariais submetidos à incerteza da IA e, na sexta-feira, o arranque da Conferência de Segurança de Munique, que voltará a colocar à geoestratégia em primeiro plano, e isso pode significar volatilidade em alta. Com tudo isto, o mais provável é um assentamento de níveis e não uma recuperação rápida. Isso seria melhor do que voltar a uma exuberância questionável…


CONCLUSÃO: Hoje, provável subida suave (+0,5%?) depois da mudança em Nova Iorque, na sexta-feira. A vitória de Takaichi no Japão ajudara bastante. Esta semana, poderemos ter uma subida fraca, que deveremos interpretar como um assentamento do mercado e não uma recuperação dos níveis prévios à fase recente de queda; pelo menos, não ainda.


FIM

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