quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

BDM Matinal Riscala 1202

 *Rosa Riscala: CPI testa Fed, serviços testam BC e Trump, o mundo*


… Se vier mais fraco, o CPI de janeiro nos EUA (10h30) pode aliviar a mensagem hawkish de Powell, que volta a falar hoje (12h) na Câmara americana, sem muita expectativa de que mudará o que já falou ontem no Senado, que o Fed não tem pressa para retomar os cortes do juro. A agenda também é importante para o petróleo, com o relatório mensal da Opep, enquanto os investidores aguardam as últimas de Trump, que prometeu para hoje as tarifas recíprocas. Aqui, Lula dá mais uma entrevista (8h), desta vez à Rádio de Macapá. Os mercados ainda acompanham a palestra de Galípolo (10h) no Rio e, entre os indicadores, os dados de serviços de dezembro (9h), que devem melhorar para 0,1% na mediana do Broadcast, após o recuo de -0,9% em novembro, fechando o ano de 2024 com crescimento de 3,4%.


… A alta tímida em dezembro é um consenso entre 20 de 29 casas consultadas pela pesquisa, atribuída à desaceleração da atividade como um todo, que deve influenciar na acomodação do setor. As estimativas variam de expansão de 0,8% a uma queda de 2,2%.


… Economistas dizem que os sinais de perda de força da economia são disseminados e já chegam ao mercado de trabalho.


… “Tivemos setembro e outubro muito fortes, novembro mostrou devolução e agora teremos dezembro um pouco de lado. Essa dinâmica de menos intensidade nos rendimentos médios explica um pouco a acomodação da atividade”, disse Flávio Serrano (Banco Bmg).


… Nesta 3ªF, o IPCA de janeiro de 0,16% veio em linha com a mediana das estimativas, contra 0,52% em dezembro, no menor nível do mês desde o início do Plano Real. Mas a leitura dos preços de abertura não foi uniforme.


… Parte do mercado citou que a inflação subjacente acelerou menos do que o esperado, enquanto outra parte destacou que os preços em 12 meses permanecem elevados e que, em fevereiro, o índice virá bastante pressionado por reajustes em educação e transporte.


… Ainda assim, a curva de juros devolveu prêmio, na contramão do aumento dos rendimentos dos Treasuries, com Powell parecendo mais conservador. A queda do dólar impulsiona essa correção, num movimento que também animou o Ibovespa (abaixo).


… Os mercados domésticos seguem menos assustados com as tarifas de Trump do que seus pares em NY, apostando em negociações que podem suavizar as perdas no Brasil. A postura discreta de Brasília, que evita comentar o tema, agrada aos investidores.


… Não mereceram resposta nem mesmo os comentários do assessor de comércio de Trump, Peter Navarro, que acusou os produtores brasileiros de aço de “se aproveitarem do real fraco e dos subsídios às exportações para prejudicar os concorrentes americanos”.


… O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que conversará com outros aliados ocidentais sobre uma resposta “firme e clara” à tarifa de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio. A ver como o presidente Lula se comporta na entrevista de hoje.


… Segundo apurou a Agência Estado, o governo segue avaliando a resposta que dará à decisão dos EUA de sobretaxar as importações de aço e alumínio realizadas pelo país, mas a disposição principal é de tentar avançar numa negociação com a Casa Branca.


… A Austrália já obteve algum sucesso nesse sentido. Depois de conversar com o primeiro-ministro, Anthony Albanese, Trump disse para os jornalistas que concordou em considerar uma isenção aos australianos em razão do superávit comercial que os EUA têm com o país.


… O Brasil, assim como a Austrália, também é levemente deficitário na balança de trocas com os americanos.


… O País ainda pretende usar como argumentos o fato de que a imposição de tarifas ao aço brasileiro irá prejudicar as empresas dos EUA. No ano passado, as companhias daqui compraram US$ 1,4 bilhão em carvão americano, utilizado na produção do aço no Brasil.


… Como a decisão entra em vigor apenas em 12 de março, o Planalto não deve se apressar para dar uma resposta definitiva, mas a ideia é manter um tom de cautela e não bater de frente para não atiçar a guerra comercial, que teria efeitos negativos para o Brasil.


… No início da noite, o ministro Haddad disse que o MDIC está reunindo as avaliações para levar ao presidente Lula.


LULA TOPA – Em entrevista ao Broadcast Político, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse que o presidente Lula “vai topar fazer” algum novo corte de gastos no futuro se “a situação for apertada do ponto de vista fiscal”.


… Nesta 3ªF, o ministro Haddad informou que o alívio no Orçamento deste ano com as medidas de cortes de despesas apresentadas pelo governo e aprovadas pelo Congresso no fim de 2024 será maior do que o divulgado inicialmente.


… Segundo ele, o Ministério do Planejamento fez uma atualização de R$ 15 bilhões para quase R$ 20 bilhões de economia. A nova cifra será levada ao relator do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), senador Angelo Coronel.


… O texto do Orçamento de 2025, que só será votado Carnaval, tem que ser corrigido para incluir o novo cálculo. 


… Até aqui, o impacto previsto pelas medidas de cortes de gastos para esse ano era de R$ 30 bilhões, sendo R$ 15 bilhões em economia efetiva e R$ 15 bilhões para acomodar pressão de outros gastos que vão crescer.


… Agora, com as contas refeitas, as estimativas aumentaram para R$ 34 bilhões. São R$ 19 bilhões em economia nas contas públicas e R$ 15 bilhões para acomodar pressões nos gastos decorrentes principalmente da inflação maior.


MAIS AGENDA – O BC divulga o fluxo cambial semanal (14h30). Suzano e Totvs soltam balanço após o fechamento.


LÁ FORA – Um dia depois de Powell ter dito que as expectativas de inflação continuam bem ancoradas nos EUA, o CPI pode confirmar hoje esta percepção. O dado deve desacelerar de 0,4% em dezembro para 0,3% em janeiro.


… Na taxa anual, a previsão é de alta de 2,9%, repetindo a variação observada um ano antes.


… Já o núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, deve subir 0,3% no mês e 3,1% na base anualizada, contra 0,2% no comparativo mensal e avanço de 3,2% no anual mostrados no levantamento anterior.


… Ainda entre os indicadores, o petróleo confere (além da reunião da Opep), os estoques do DoE (12h30), com previsão de +2,4 milhões de barris. Os Fed boys Raphael Bostic (14h) e Christopher Waller (19h05) falam.


OS MERCADOS ONTEM – Em audiência no Senado americano, Powell disse nesta 3ªF que a política monetária continua restritiva e que não há pressa para voltar a cortar os juros, já que a economia e o emprego vão bem.


… Com isso, o mercado reforçou o cenário mais provável de o Fed entregar apenas um corte de 25pb no ano.


… Segundo o CME Group, as chances de a taxa básica terminar 2025 na faixa entre 4% e 4,25% subiram de 35,2% para 37,1%.


… Lida como hawkish, a mensagem pressionou os juros dos Treasuries e não deu motivos para uma sessão mais positiva nas ações.


… Declarações de outros dirigentes do Fed ecoaram Powell. Beth Hammack defendeu abordagem “paciente”, com juros restritivos por mais tempo, e para John Williams, deve levar mais de um ano para a inflação voltar à meta de 2%.


… No final da tarde em NY, o rendimento da note de 2 anos subiu a 4,287% (de 4,277% na sessão anterior) e o da note de 10 anos avançou a 4,536% (de 4,493%). O do T-bond de 30 anos foi a 4,751% (de 4,715%).


… A tarifa de 25% de Trump sobre todas as importações de aço e alumínio continuou rendendo em Wall Street: as siderúrgicas Nucor (+0,45%) e Steel Dynamics (+1,50%) tiveram ganhos, enquanto a produtora de alumínio Alcoa subiu 0,65%.


… Já Intel saltou 6%, após o vice-presidente, JD Vance, afirmar que chips para inteligência artificial devem ser produzidos nos EUA.


… Dow Jones subiu 0,28% (44.593,65 pontos); S&P 500 fechou estável (+0,03%), aos 6.068,50 pontos. Nasdaq caiu 0,36% (19.643,86).


… No after hours, a ação da Super Micro Computer deu um salto de 8,26% depois de a empresa dizer que vai conseguir divulgar o balanço até a data-limite do dia 25, a fim de cumprir certas exigências da SEC (a CVM dos EUA).


… AIG caiu 3,23% após lucro abaixo da expectativa e América Móvil recuou 3,09% com lucro menor no 4Tri devido a perdas cambiais.


… Na contramão dos juros dos Treasuries, o dólar (DXY) cedeu 0,33%, a 107,963 pontos. O euro subiu 0,59%, a US$ 1,0370, e a libra esterlina avançou 0,67%, a US$ 1,2449. Só o iene caiu: -0,36%, a 152,461/US$.


… Por aqui, a curva de juros devolveu prêmios, amparada na queda global do dólar.


… A valorização recente do câmbio tem sido fundamental para a devolução de prêmios na curva, dado o potencial de melhorar o cenário para preços no curto prazo. Além disso, ontem, o IPCA em linha com o esperado não atrapalhou.


… No fechamento, o DI Jan/26 caiu a 14,940% (de 14,975% no fechamento anterior); Jan/27, a 15,060% (15,160%); Jan/29, a 14,825% (14,885%); Jan/31, a 14,800% (de 14,840%); e Jan/33, a 14,760% (de 14,770%).


… Seguindo a desvalorização no exterior, o dólar à vista fechou em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,7678. Depois de ter recuado 5,56% em janeiro, a divisa já acumula desvalorização de 1,18% em fevereiro e de 6,67% no ano.


… Na B3, o Ibovespa (+0,76%; 126.521,66 pontos) andou à frente das referências de Nova York com o dia majoritariamente positivo para as ações de primeira linha, com exceção das blue chips de commodities.


… Vale (-0,43%; R$ 55,16) seguiu a queda de 1,1% no minério de ferro em Dalian, enquanto Petrobras tentou seguir o Brent (+1,49%, a US$ 77/barril). Ação ON subiu 0,55% (R$ 40,25), mas a PN ficou estável, em R$ 36,83.


… O petróleo repercutiu os sinais de fragilização do cessar-fogo em Gaza. Trump se mostrou descrente de que o Hamas cumprirá o prazo de liberação de reféns, até sábado, e disse que “tudo pode acontecer” em caso contrário.


EM TEMPO… MINERVA informou que apresentou um novo pedido de autorização à Comissão de Promoção e Defesa da Concorrência do Uruguai (Coprodec) para a aquisição de três unidades da Marfrig no país vizinho.


LWSA fará 4º programa de recompra de até 38,8 milhões de ações, ou 9,98% do total em circulação.


CARREFOUR BRASIL. O Citi tem recomendação neutra para as ações e preço-alvo de R$ 7,30, com potencial alta de 2,8% em relação ao fechamento de ontem, quando a ação disparou mais de 10% e fechou cotada a R$ 7,10…


… O rali respondeu à proposta de deslistagem da companhia do Novo Mercado por parte do controlador…


… A Península, gestora de recursos da família Diniz, deve trocar a sua participação no Carrefour Brasil, avaliada em R$ 1,1 bilhão, por uma fatia maior na matriz da França.


… Em linhas gerais, os acionistas do Carrefour Brasil poderão escolher uma das três opções: receber R$ 7,70 por ação; receber uma ação do Carrefour na França para cada 11 do Carrefour Brasil; ou combinar as propostas…


… Neste caso, receberiam R$ 3,85 em dinheiro por ação do Carrefour Brasil, mais uma ação do Carrefour na França a cada 22 ações do Carrefour Brasil.


CCR informou que o tráfego de veículos cresceu 1,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2024…


… A empresa anunciou ainda que controlada CCR Barcas encerrou a prestação de serviços públicos de transporte aquaviário de passageiros, cargas e veículos no Rio, conforme previamente estabelecido em acordo há dois anos.


RUMO. O Itaú BBA informou que tem recomendação de compra para a empresa, com preço-alvo de R$ 29. Volume fraco registrado em janeiro ficou dentro das expectativas do banco, mas superou as estimativas do mercado.


TIM. O Santander reiterou a recomendação neutra para a ação da companhia, com preço-alvo de R$ 17. Resultados do 4Tri vieram em linha com as expectativas do banco, que destacou receita líquida consolidada de R$ 6,6 bilhões.


COPASA. Carlos Augusto Botrel Berto deixou o cargo de diretor financeiro e de RI e será substituído a partir do próximo dia 24 por Adriano Rudek de Moura, que teve passagens pela Electrolux e pela Copel.


EQUATORIAL MARANHÃO fará resgate antecipado facultativo total das debêntures da 9ª emissão no próximo dia 17. O valor estimado do resgate é de R$ 311.579.742,59.


APPLE fez parceria com a Alibaba para trazer serviços de inteligência artificial para seus dispositivos na China. A gigante americana de tecnologia trabalhou anteriormente com o Baidu, mas estava insatisfeita com modelos de IA.

Call Matinal, 1202, JHN Consulting

 Call Matinal

12/02/2025

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (11/02)

MERCADOS

 

O Ibovespa, na terça-feira (11), fechou em alta de 0,76% a 126.522 pontos. Nesta terça-feira, 67 das 87 ações da carteira do Ibovespa subiram, enquanto 18 caíram. O dólar, por sua vez, teve a segunda sessão consecutiva de baixa, recuou 0,31% contra o real e fechou cotado a R$ 5,77.

 

PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00

 

Índices futuros dos EUA operando em baixa nesta quarta-feira (12), enquanto os investidores aguardam a divulgação do CPI de janeiro. A expectativa é de alta de 0,3% em relação ao mês anterior e 2,9% no anual. O presidente do Fed, Jerome Powell, inicia seu segundo dia de depoimento no Congresso, logo após a divulgação dos dados de preços ao consumidor.

 

EUA:

Dow Jones Futuro, -0,05%

S&P 500 Futuro, -0,04%

Nasdaq Futuro, +0,04%

 

Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China), +0,85%

Nikkei (Japão), +0,42%

Hang Seng Index (Hong Kong), +2,64%

Kospi (Coreia do Sul), +0,37%

ASX 200 (Austrália), +0,60%

 

Europa:

FTSE 100 (Reino Unido), +0,05%

DAX (Alemanha), +0,16%

CAC 40 (França), +0,30%

FTSE MIB (Itália), +0,47%

STOXX 600, +0,21%

 

Commodities:

Petróleo WTI, -0,75%, a US$ 72,77 o barril

Petróleo Brent, -0,69%, a US$ 76,47 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,91%, a 828,50 iuanes (US$ 113,34)

 

NO DIA, 1202

 

Dia de CPI de janeiro nos EUA, o que pode amenizar a mensagem mais dura de Powell, reotrnando o discurso hoje no Congresso americano, a argumentar que o Fed não tem pressa para retomar os cortes do juro. No mercado, os investidores aguardam as últimas de Trump, que prometeu para hoje as tarifas recíprocas.

 

No Brasil, Lula dá mais uma entrevista, desta vez à Rádio de Macapá. Os mercados ainda acompanham a palestra de Galípolo no Rio e, entre os indicadores, os dados de serviços de dezembro (PMS IBGE), que devem melhorar para 0,1% na mediana do Broadcast, após o recuo de -0,9% em novembro, fechando o ano de 2024 com crescimento de 3,4%.

 

Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting

 

Boa quarta-feira a todos!

Bankinter Matinal 1202

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Nas últimas 24 h, o tom distorceu-se um pouco, com leve elevação das yields das obrigações e um pouco de ganho de inclinação da curva americana, com o spread 10A-2A em 25 p.b. desde 22 p.b. Nada chamativo, mas mais fraco, provavelmente para o caso de Powell (Fed) ter dito algo diferente ontem no Senado e/ou tendo em conta a inflação atual nos EUA (hoje, 13:30 h), que se espera que repita em +2,9%, mas a Subjacente +3,1% desde +3,2%.  

 

No seu discurso semestral sobre o estado da economia e abordagem da política monetária da Fed (83 páginas), Powell reconhece o bom estado da economia (“We are in a pretty good place with this economy”) e usa este reconhecimento para insinuar que a Fed não tem pressa para continuar a baixar taxas de juros, embora esteja preparada para o fazer se a inflação retroceder mais ou o emprego se deteriorar. Evitou comentar as consequências dos impostos alfandegários (“…não é tarefa da Fed comentar a política alfandegária, mas sim reagir sensatamente às suas consequências…”) ou de qualquer outro aspeto relacionado com Trump e outros, como Musk ou a desregulação. Por isso, houve cautela prévia, mas não teve efeitos práticos relevantes. 

 

Vamos ver HOJE como sai a inflação americana, porque se cumpre a expetativa de retrocesso da Subjacente, o mercado pode retomar alguma alegria, mas fará o contrário, caso repita em +3,2% e/ou se a Taxa Geral fizer algo estranho (como +3,0% ou +2,8% em vez de repetir em +2,9%), embora isto não seja provável. O caso é que ninguém fará nada hoje até se conhecer esse dado (15:30 h). Powell no Congresso (15 h) repetirá o que disse no Senado ontem, a não ser que o apanhem despercebido com alguma pergunta diferente. Mas Powell é tão previsível, prudente e aborrecido que é improvável que aconteça. E, quando conhecida a inflação americana, esperamos pela Conferência de Segurança de Munique, de sexta-feira a domingo. Na sexta-feira sairá alguma macro americana que influencia em circunstâncias normais (Vendas a Retalho, Prod. Industrial…), mas certamente não agora. Em todo o caso, esses resultados poderão ser bastante fracos (-0,1% e +0,3%, respetivamente) e ajudar milimetricamente o mercado. 

 

CONCLUSÃO: Hoje temos bolsas indefinidas até à inflação americana das 13:30 h, e a partir desse momento dependerá de como saia. Se cumpre expetativas, poderá terminar a subir de forma testemunhal. Depois, observar se mencionam a palavra mágica (“cessar-fogo”) na Conferência de Segurança de Munique, em que sentido e com credibilidade.  

 

S&P500 +0,03% Nq-100 -0,3% SOX -0,1% ES-50 +0,6% IBEX +0,5% VIX 16,0 Bund 2,43% T-Note 4,55% Spread 2A-10A USA=+25pb B10A: ESP 3,11% PT 2,96% FRA 3,16% ITA 3,53% Euribor 12m 2,374% (fut.2,220%) USD 1,036 JPY 159,0 Ouro 2.895$ Brent 76,9$ WTI 73,2$ Bitcoin -2,4% (96.056$) Ether -3,8% (2.618$). 

 

FIM

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

BDM Riscala Matinal 1102

 Abertura: IPCA e Powell ficam no foco; contraofensivas estão no radar após tarifaço de Trump


São Paulo, 11/02/2025


Por Luciana Xavier e Silvana Rocha*


OVERVIEW. No foco dos mercados globais nesta terça-feira está o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que participa da audiência semestral sobre política monetária no Senado dos Estados Unidos. No Brasil, o destaque é o IPCA de janeiro. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúne com membros do Senado para discutir a agenda econômica. O presidente Lula se reúne com ministros que compõem a Junta de Execução Orçamentária (JEO) e poderá ser discutida uma reformulação do orçamento de 2025 para a votação no Congresso.


NO EXTERIOR. Os mercados repercutem nesta manhã o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio "sem exceções ou isenções". A decisão já foi precificada e hoje a reação é amena, mas há temor de início de uma guerra comercial ampla. O republicano prometeu anunciar tarifas recíprocas esta semana e disse que fará reuniões para discutir tarifas para carros, indústria farmacêutica e de chips nas próximas semanas. Powell poderá mencionar hoje os riscos dessas políticas para inflação e política monetária. As bolsas europeias rondam a estabilidade, sem direção única, enquanto os futuros de Nova York recuam. EUA e China já impuseram tarifas a produtos um do outro, e ainda não deram sinais de negociações para reverter isso. O petróleo avança mais de 1%, refletindo temor de fim do cessar-fogo na Faixa de Gaza e sinais de aperto na oferta da commodity. Trump disse ontem que, em seus planos, os palestinos não teriam o direito de retornar ao território deles, devastado pela guerra.


POR AQUI. Assim como no exterior, a reação ao tarifaço de Trump pode ser moderada, e as atenções ficam na resposta que será dada pelo governo brasileiro e se haverá retaliação. Por enquanto, a diplomacia brasileira está optando pela cautela, mas há uma corrente forte que defende a reciprocidade. Especialistas analisam como a nova taxação se relacionará com o sistema de cotas vigente. As ações da CSN, Usiminas, CBA e Gerdau ficam no radar. O ADR da CSN operava estável no pré-mercado em NY às 7 horas e os da Gerdausubiam 2,32%, uma vez que a companhia tem produção no Brasil, mas também nos EUA. Os juros futuros ficam sensíveis ao IPCA, que também trará ajuste nas apostas para o ciclo de aperto da Selic. A estimativa do Projeções Broadcast é de aalta de 0,16% do IPCAem janeiro, de 0,52% em dezembro, com o bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica, mas os nnúcleos devem acelerarde 0,58%, para 0,62%.


NA POLÍTICA. O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira uma disputa trabalhista que se arrasta há anos entre o Sindicato dos Engenheiros do Pará (Senge) e o Banco da Amazônia ((Basa)e que pode ter um impacto de R$ 200 milhões nos cofres públicos. Após ter dito que os atos de 8 de janeiro de 2023 não representaram uma tentativa de golpe, o presidente da Câmara, HHugo Motta(Republicanos-PB), dividiu pela primeira vez um palanque com o presidente Lula.


AGENDA.


IPCA E HADDAD NO SENADO EM DESTAQUE - O IIPCA de janeiro que sai às 9 horas, é o destaque da aagenda local O TTesourofaz leilões de NTN-B e LFT (11h). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e líderes da Casa para discutir a agenda econômica do governo (14h). O presidente LLulase reúne com ministros que compõem a Junta de Execução Orçamentária (JEO) - FFernando Haddad(Fazenda), Simone Tebet (Planejamento), Rui Costa (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), às 15h30. O encontro ocorre na expectativa de uma reformulação do orçamento de 2025 para a votação no Congresso.


POWELL NO FOCO EXTERNO - No exterior, foco na audiência semestral sobre política monetária do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na Comissão do Senado dos EUA sobre Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos (12h). Outros três dirigentes do Fed discursam: Beth Hammack, de Cleveland (10h50); John Williams, de NY (17h30); diretora Michelle Bowman (17h30). O presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey discursa em evento da Universidade de Chicago (9h15). Após o fechamento dos mercados serão divulgados os balanços do AIG, Coca-Cola e Super Micro Computer.


O QUE SABEMOS.


ITAÚSA - A IItaúsa(ITSA4) anunciou o pagamento de  R$ 8,16 bilhões em proventos aos acionistas e um aumento de capital de  até R$ 1 bilhão. O aumento de capital será feito por meio da emissão de 149.253.731 novas ações a R$ 6,70 por ação, com base na média ponderada das cotações das ações preferenciais nos últimos 120 dias, representando um deságio de aproximadamente 30%. Os acionistas terão direito de subscrever as novas ações entre 10 de março e 11 de abril de 2025, na proporção de 1,3766678% sobre as ações que possuírem na data-base de 17 de fevereiro de 2025.


EM TESE:  O pagamento de proventos deve ser bem recebido e pode impulsionar a demanda pelas ações antes da data-base de corte. O mercado pode enxergar também a capitalização de até R$ 1 bilhão como um movimento estratégico para fortalecer o caixa da empresa, e o preço de subscrição com um deságio de cerca de 30% pode atrair investidores interessados na oferta. Contudo, o aumento de capital com emissão de novas ações é um fator de diluição, reduzindo a participação proporcional dos acionistas que não aderirem à subscrição e pode gerar pressão vendedora também. Além disso, os dividendos podem ser usados para subscrever novas ações e alguns investidores podem ver nisso um  indício de que a Itaúsa busca reter capital em vez de distribuir aos acionistas. A ação ordinária carrega alta de 9,28% em 30 dias e de 3,09% em um ano.


TIM -A TTIMapresentou alta de 17,1% no lucro líquido normalizado do quarto trimestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023, chegando a R$ 1,055 bilhão - maior patamar já registrado pela companhia, de acordo com o balanço. No ano, o lucro líquido subiu 6,8%, totalizando R$ 25,4 bilhões.  O lucro vem do crescimento do negócio de internet móvel - puxado pelo segmento pós-pago - e de medidas de ganho de eficiência nas operações, com melhora da margem. O conselho de administração da TIM aprovou a ddistribuição de R$ 200 milhõesna forma de juros sobre capital próprio (JCP), ao valor bruto de R$ 0,082624038 por ação.


EM TESE: O lucro líquido normalizado do 4º trimestre de 2024  ficou 8,5% acima das expectativas do mercado apuradas no PPrévias Broadcast que apontavam para R$ 972 milhões, e deve ser bem recebido pelo mercado. O resultado recorde foi impulsionado pelo controle de despesas, mas a TIM apresentou sinais de ddesaceleração na receitano 4T24 na margem, refletindo a queda no faturamento do pré-pago, que encolheu 10,4%, apesar do crescimento de 5,4% na receita de serviços móveis. Para 2025, a companhia projeta ccrescimento de 5% na receitade serviços, abaixo de 2024, e de 6% a 8% no Ebitda, ante 8% em 2024. A empresa prevê distribuir entre R$ 3,9 bilhões e R$ 4,1 bilhões em dividendos em 2025, acima dos R$ 3,5 bilhões de 2024. A ação ordinária (TIMS3) acumula alta de 14,54% em 30 dias e queda de 8,44% em um ano.


OVERNIGHT.


RANKING DE PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO -  O BBrasilficou na 107ª posição na edição de 2024 do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), da Transparência Internacional, empatado com Argélia, Malauí, Nepal, Níger, Tailândia e Turquia. É a pior colocação na série histórica, iniciada em 2012. De acordo com o um relatório da entidade lançado junto com o ranking, o decréscimo da nota do País se deveu a fatores como o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a pauta anticorrupção, a manutenção do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, no cargo mesmo após ser indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa.


IPC-FIPE - O ÍÍndice de Preços ao Consumidor(IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,17% na primeira quadrissemana de fevereiro, desacelerando ante o acréscimo de 0,24% de janeiro, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).


AZUL - A AAzul vai propor a seus acionistas, em assembleia no próximo dia 25, uma conversão automática de ações preferenciais (PN, sem direito a voto) em ordinárias (ON, com direito a voto),  até setembro de 2026 ou em caso de fusão com a Gol. A mudança visa fortalecer a governança e melhorar a estrutura de capital da empresa. A proposta ocorre após um aumento de capital de até R$ 6,2 bilhões e a renegociação de US$ 1,9 bilhão em dívidas. A reestruturação inclui a conversão de dívidas em ações PN, o que pode diluir a participação dos acionistas em até 80%.


STONE - As vendas do comércio brasileiro cresceram 2,8% em janeiro deste ano, ante o mês anterior. Na comparação anual, o primeiro mês deste ano também mostrou alta de 1,9%, segundo o ÍÍndice do Varejo Stone(IVS). Para o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli, o crescimento em janeiro pode ter sido influenciado por uma base de comparação baixa, após quedas seguidas em novembro e dezembro. "A alta mensal é um bom sinal para o setor, ainda que o cenário macroeconômico sinalize cautela", diz.


LUIZACRED -  O Ministério Público do Trabalho de São Paulo abriu um inquérito para investigar possível fraude trabalhista na LLuizaCred parceria entre Itaú Unibanco e Magazine Luiza. A denúncia alega que funcionários da financeira são contratados pela Magalu como comerciários do varejo, mas atuam com produtos bancários do Itaú. O inquérito foi instaurado após uma disputa judicial relacionada à aquisição da Kabum! pela Magalu, anunciada em 2021.


BOMBRIL - A BBombrilajuizou nesta segunda-feira, em conjunto com outras sociedades do seu grupo econômico, pedido de recuperação judicial perante a 1ª Vara Regional Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem da 1ª Região Administrativa Judiciária de São Paulo. O pedido foi autorizado nesta mesma data pelo conselho de administração da companhia. Com a recuperação judicial ajuizada, a companhia afirma que "será capaz" de manter a sua capacidade operacional e reestruturar adequadamente seu passivo.


BP - A ppetrolífera britânica BPinformou que teve lucro subjacente com base nos custos de reposição de US$ 1,17 bilhão no quarto trimestre de 2024, bem inferior ao ganho de US$ 2,27 bilhões apurado no terceiro trimestre. O resultado também ficou abaixo do consenso de analistas levantado pela própria empresa, de US$ 1,26 bilhão. A BP também confirmou que fará uma recompra de ações no valor de US$ 1,75 bilhão.


UNICREDIT - O UUniCreditteve lucro líquido de 1,56 bilhão de euros no quarto trimestre de 2024, 18% menor do que o ganho de igual período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta terça-feira. O resultado, porém, superou a projeção de analistas levantada pelo próprio banco italiano, de lucro de 1,44 bilhão de euros.


BOE/MANN - Dirigente do Banco da Inglaterra (BoE), CCatherine Manndisse nesta terça-feira que a principal taxa de juros britânica deve continuar restringindo a atividade econômica do Reino Unido para garantir que famílias e empresas não ajam de maneira a prolongar uma iminente alta da inflação. Na semana passada, Mann surpreendeu os investidores ao votar pelo corte do juro básico em 50 pontos-base, contrariando a decisão da maioria dos dirigentes do BoE, que optaram por uma redução menor da taxa, de 25 pontos-base, a 4,50%.


OPENAI - Um consórcio de investidores, liderado por EElon Musk ofereceu US$ 97,4 bilhões para adquirir a organização sem fins lucrativos que controla a OpenAI, intensificando sua disputa com Sam Altman. A proposta complica os planos de Altman de transformar a OpenAI em uma empresa com fins lucrativos e investir até US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA. A oferta levanta questões sobre a avaliação da organização sem fins lucrativos, podendo dar a Musk uma posição controladora. A OpenAI classificou as reivindicações legais de Musk como infundadas e exageradas.


E NOS MERCADOS.


TREASURIES - Os rendimentos dos Treasuries operam em alta moderada, após a confirmação de tarifas de 25% pelos EUA a importações de aço e alumínio. O primeiro dia de testemunho do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Congresso dos EUA é aguardado bem como comentários de outros dirigentes do Fed. Também hoje, o Tesouro americano leiloa US$ 58 bilhões em T-notes de 3 anos. Às 7h18, o juro da T-note de 2 anos subia a 4,281% (de 4,273% no fim da tarde de ontem), o da T-note de 10 anos avançava a 4,522% (de 4,497%) e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,736% (de 4,710%).


FUTUROS DE NY - Os índices futuros das bolsas de Nova York recuam, após o desempenho positivo de Wall Street ontem puxado por ganhos no setor de siderurgia diante da expectativa de imposição de tarifas de 25% ao alumínio e o aço importados pelo país, que foi confirmada à noite. A perspectiva de que o movimento faça parte de um plano que resulte em uma tarifa mais baixa do que o esperado anteriormente deu certo alívio aos mercados na véspera. No radar estão o testemunho do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso americano e balanços, incluindo da Coca-Cola. Às 7h18, no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,17%, o S&P 500 recuava 0,27% e o Nasdaq tinha perda de 0,39%.


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas europeias sobem na maioria nesta manhã, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar tarifas a importações de aço e alumínio e enquanto investidores digerem balanços corporativos da região, como de BP e Unicredit. Também o radar, estão pronunciamentos dos presidentes do Federal Reserve (Fed) e do Banco da Inglaterra (BoE). Às 7h18, a Bolsa de Londres estava estável (0,00%), a de Paris avançava 0,06%, enquanto a de Frankfurt tinha ganho de 0,13%.


MOEDAS -  O dólar adota viés positivo ante outras moedas de países desenvolvidos, após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar ontem à noite tarifas a importações de aço e alumínio e à espera de pronunciamentos de dirigentes de grandes bancos centrais, em especial do presidente do Federal Reserve, que fala no Congresso americano hoje e amanhã. Às 7h20, o euro subia a US$ 1,0323 (de US$ 1,0309), a libra estava estável a US$ 1,2366 (de US$ 1,2366) e o dólar se enfraquecia marginalmente, a 152,02 ienes (de 152,03 ienes). Já o índice DXY do dólar - que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes - tinha leve baixa de 0,07%, a 108,243 pontos.


PETRÓLEO - Os contratos futuros do petróleo operam em alta, em sua terceira sessão consecutiva de ganhos, em meio a temores de que o cessar-fogo na Faixa de Gaza seja interrompido e sinais de aperto na oferta da commodity. A produção russa de petróleo ficou abaixo de sua cota na Opep+ em janeiro, segundo analistas da ANZ Research. Às 7h21, o barril do petróleo WTI para março subia 1,31% na Nymex, a US$ 73,27, enquanto o do Brent para abril avançava 1,32% na ICE, a US$ 76,87.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta terça-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar a aplicação de tarifas de 25% a importações de aço e alumínio. Neste mês, EUA e China também impuseram tarifas a produtos um do outro, e ainda não deram sinais de negociações para reverter a cobrança. O índice Hang Seng caiu 1,06% em Hong Kong, após o recente rali de ações de tecnologia. O  sul-coreano Kospi avançou 0,71% em Seul. O Taiex subiu 0,57% em Taiwan. No Japão, não houve negócios em função de um feriado. Na China continental, os mercados ficaram no vermelho, pressionados por ações de consumo e do setor imobiliário. O Xangai Composto recuou 0,12%, e o menos abrangente Shenzhen Composto cedeu 0,49%. Na Oceania, o S&P/ASX 200 teve alta marginal de 0,01% em Sydney.


*Colaborou Sergio Caldas


Contatos: luciana.xavier@estadao.com e silvana.rocha@estadao.com

Embrapa

 Quem se interessa pela evolução tecnológica do agro brasileiro precisa ler “A história da Embrapa que ninguém contou”, uma reveladora entrevista de José Pastore para Silvestre Gorgulho. É magnífica.

Aqui reside o grande segredo da Embrapa, responsável por colocá-la, desde aqueles distantes anos de 1980, entre os 5 mais importantes órgãos de pesquisa agropecuária no mundo: formação de capital humano. Na inteligência agronômica.
Hoje, colhidos seus frutos e homenageados seus pioneiros, a Embrapa padece de velhice precoce. Os parâmetros do século passado, com os quais ela foi erguida, já se esgotaram e o maior orgulho do agro nacional enfrenta, já há uma década, uma tremenda crise. Dói falar a verdade.
Veja no texto o gráfico que mostra a evolução do orçamento de custeio da EMBRAPA. Desde Dilma, em 2024, em 10 anos houve uma redução de 80%. Fundo do poço.
O problema não é só a falta de dinheiro. A Embrapa precisa ser reinventada: no mundo da inteligência artificial, qual papel lhe caberia desempenhar? Sob qual modelo de gestão?
A resposta ganharia um prêmio Nobel.
hashtagEmbrapa hashtagagronegocio hashtagsustentabilidade
Leia mais no texto original: (https://lnkd.in/dPa-bxUY)

Bankinter Portugal Matinal 1102

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM subiu praticamente na mesma magnitude que retrocedeu na sexta-feira, portanto estamos onde estávamos na quinta-feira. Trata-se dessa, digamos, “lateralidade adequada” que corresponde a este contexto. O mais importante é que as yields das obrigações aguentam em níveis mais baixos para esta situação: Bund 2,37% e T-Note 4,50%. Se permanecem no contexto de 2,50% e 4,50%, ou abaixo, então as bolsas não sofrem, embora não consigam avançar. 

 

Ontem à noite, Musk e outros investidores anunciaram que querem comprar OpenIA/ChatGPT por 97.400M$ para que, segundo dizem, regresse às suas origens altruístas e de código aberto, mas convertendo-a numa empresa convencional para que possa receber fundos de investidores. Combinar ambas as coisas não será fácil. E difícil que avance, porque na última ronda de financiamento avaliou-se em 340.000M$. Unicredit publicou resultados à primeira hora, batendo amplamente expetativas (BNA 1.969M€ vs. 1.625 M€ esperados), bom guidance 2025 e melhora a remuneração ao acionista. Com ca.3/5 de empresas americanas publicadas, o EPS 4T’24 médio continua a ser +13,3% vs. +7,5% esperado, o que significa quase duplicar as expetativas.  

 

Movimentos corporativos e resultados bons são uma combinação pró-bolsas que deverá continuar a apoiar os níveis atuais. As seguintes referências são: Powell (Fed) perante o Senado (hoje) e Congresso (amanhã); na quarta-feira, inflação americana (repetir +2,9%, embora a retroceder na Subjacente desde +3,2% até 3,1%) e, principalmente, entre sexta-feira e domingo, a Conferência de Segurança de Munique, cuja influência é imprevisível porque qualquer alusão a um hipotético cessar-fogo reduzirá o prémio de risco geoestratégico e relançaria as bolsas, mas qualquer deceção a respeito conseguiria o contrário. Por isso, a palavra mágica é “cessar-fogo”. Se for mencionado, boa… mas veremos em que contexto é mencionada e com qual abordagem. 

 

As bolsas querem subir um pouco, mas as circunstâncias são confusas nestes dias, com muitas frentes abertas (Powell, inflação, impostos alfandegários, Conferência de Munique, etc.), portanto hoje estarão fracas depois da subida de ontem, conservando essa pauta de erraticidade, de idas e voltas, típicas destes dias. O importante é que as yields das obrigações não se elevem, que a inflação americana saia bem, que Powell não cometa nenhum erro e, sobretudo, saber o conteúdo da Conferência de Munique. Enquanto isso não é clarificado, erraticidade e bloqueio, embora as bolsas aspirem a subir um pouco. 

 

S&P500 +0,7% Nq-100 +1,2% SOX +1,5% ES-50 +0,6% IBEX +0,2% VIX 15,8 Bund 2,37% T-Note 4,50% Spread 2A-10A USA=+22pb B10A: ESP 3,04% PT 2,89% FRA 3,09% ITA 3,45% Euribor 12m 2,372% (fut.2,132%) USD 1,031 JPY 156,6 Ouro 2.916$ Brent 76,3$ WTI 72,7$ Bitcoin +1,2% (98.481$) Ether +3,3% (2.724$). 

 

FIM

Golden visa

 Portugal está acelerando o tempo de processamento dos pedidos de golden visa depois que os atrasos começaram a manchar a imagem de um dos programas de residência por investimento mais populares da Europa. A Agência de Integração, Migração e Asilo de Portugal informou aos investidores em potencial que substituirá seu sistema de solicitação baseado em papel por um sistema digital, de acordo com uma cópia do plano vista pela Bloomberg News. Atualmente, há entre 45.000 e 50.000 solicitações de golden visa aguardando análise, segundo dados fornecidos pela AIMA. Clique no link para saber mais.


https://tinyurl.com/bkpw4sn9

Leitura de sábado

 *Leitura de Sábado: Privatizações e gestões pró-mercado impulsionam estatais estaduais em 2025* Por Camila Vech São Paulo, 07/01/2026 - O a...