sexta-feira, 3 de abril de 2026

Ibovespa e fluxo externo

 *_IBOVESPA SUPERA MERCADOS GLOBAIS IMPULSIONADO POR FLUXO ESTRANGEIRO_*


• *Desempenho do Índice*: O Ibovespa encerrou a semana com valorização de 2,7% em reais e expressivos 4,4% em dólares, atingindo os 188.052 pontos. O resultado posiciona a bolsa brasileira acima da média global no período.


• *Geopolítica e Energia*: O conflito no Irã chega à sua quinta semana com alta volatilidade. Declarações de Donald Trump sobre um possível cessar-fogo e a proposta iraniana de um protocolo para o Estreito de Ormuz trouxeram alívio momentâneo. O petróleo Brent recuou 3,3%, fechando em torno de US$108.


• *Mercado Internacional*: As bolsas americanas registraram recuperação, com o S&P 500 subindo 1,5%. Nos EUA, as vendas no varejo superaram as expectativas, enquanto os rendimentos das Treasuries de 2 anos recuaram para 3,80%.


• *Cenário Doméstico*: Setores sensíveis aos juros, como Educação (+6,3%) e Propriedades Comerciais (+5,9%), lideraram os ganhos com a queda das taxas de DI. Em contrapartida, o setor de Óleo & Gás recuou 1,9%, acompanhando a desvalorização da commodity.


• *Capital Estrangeiro*: O apetite externo pelo Brasil permanece robusto, com entrada líquida de R$2,7 bilhões na semana. No acumulado de 2026, o fluxo estrangeiro já soma R$53,4 bilhões, reforçando a tese de atratividade dos ativos locais.


• *Destaques Corporativos*: A Natura (NATU3) saltou 11,9% após o interesse da Advent em uma fatia minoritária. Já a Petrobras (PETR4) e a Prio (PRIO3) figuraram entre as quedas, impactadas pelo ajuste negativo nos preços do petróleo.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Anderson Nunes

 *VORCARO RESISTE E CRISE NO BRB AVANÇA - MC 02/04/26*

*Por Anderson Nunes - Analista Político*


*TENSÃO NO JUDICIÁRIO E SOCORRO BILIONÁRIO AO CRÉDITO*


O dono do Banco Master trava as negociações de delação ao poupar ministros do Supremo enquanto o governo articula descontos massivos em dívidas para aliviar o bolso da classe média.


*DELAÇÃO DE VORCARO*


Daniel Vorcaro resiste a citar nomes do STF e recusa regime fechado de prisão nas tratativas de colaboração premiada com os investigadores. Este impasse trava o avanço de revelações que poderiam atingir a cúpula do Judiciário e redefinir o cenário jurídico nacional.


*ROMBO NO BANCO DE BRASÍLIA*


O BRB afastou trinta dirigentes após auditoria apontar prejuízo de R$ 12 bilhões de reais em negócios fraudulentos com o Banco Master. A instituição agora enfrenta risco de liquidação pelo Banco Central enquanto o Ministério da Fazenda descarta a federalização como saída.


*GOVERNO NEGOCIA PERDÃO DE JUROS*


O Ministério da Fazenda projeta um novo programa de renegociação com descontos de até 80% para dívidas de cartão de crédito e cheque especial. A medida busca reduzir o endividamento recorde das famílias que hoje consome quase trinta por cento da renda nacional.


*SUBSÍDIO BILIONÁRIO AO DIESEL*


O governo federal injetará R$ 20 bilhões de reais para conter a alta do diesel e tentar recuperar a aprovação popular entre a classe média brasileira. Em paralelo a Petrobras parcela o aumento expressivo do querosene de aviação para evitar um colapso imediato no setor aéreo.


*MANOBRA POLÍTICA NO TRABALHO E NO STF*


O governo enviou ao Congresso o projeto para reduzir a jornada de trabalho e formalizou Jorge Messias para o STF, buscando retomar a iniciativa política em meio às tensões externas. A urgência na pauta trabalhista sinaliza uma tentativa de capitalizar ganhos eleitorais rápidos, embora a medida eleve as incertezas sobre os custos de produção e a produtividade nacional e a vontade do governo anunciar no dia do trabalhador, 01/05.


*RETÓRICA DE GUERRA REACENDE VOLATILIDADE*


Trump ameaçou destruir a infraestrutura energética iraniana e elevou a presença militar na região, revertendo a expectativa de distensão e forçando os mercados a reprecificarem o risco de um conflito prolongado. A incerteza interrompe a recuperação das bolsas globais e impede a reabertura do Estreito de Ormuz, mantendo a pressão inflacionária global persistente.


*RADAR CORPORATIVO*


1. Petrobras: A estatal prevê autossuficiência na produção de diesel em cinco anos e parcela reajuste de combustíveis para aviação.  

2. BRB: A instituição adiou seu balanço financeiro e tenta vender ativos imobiliários para cobrir o rombo bilionário.  

3. Inframerica: O TCU aprovou a repactuação do contrato do Aeroporto de Brasília prevendo novos investimentos e leilão futuro.  

4. Prio: Reportou produção sólida no primeiro trimestre de 2026, mas o papel sofre com a forte volatilidade dos preços internacionais do petróleo.  

5. Raízen: Propôs converter 45% das dívidas em ações para viabilizar sua recuperação extrajudicial e aliviar o caixa da companhia.  

6. Braskem: Analisa proteção judicial contra credores devido à pressão de liquidez imediata e uma dívida que ultrapassa R$ 50 bilhões.  

7. Sabesp: O STF validou a privatização da empresa, removendo um importante entrave jurídico e garantindo segurança para a nova estrutura de controle.  

8. Aegea: Teve o rating rebaixado pela agência S\&P após atrasos na divulgação do balanço financeiro, o que eleva seu custo de capital.  

9. Americanas: Concluiu a venda da Uni.Co por R$ 152,9 milhões, avançando no plano de desinvestimentos para reduzir o endividamento do grupo.  

10. Oi: Recebeu autorização judicial para vender sua fatia na V.tal ao BTG Pactual por R$ 4,5 bilhões, apesar da resistência de parte dos credores.  

11. IRB: Aprovou o pagamento de R$ 77,9 milhões em JCP, buscando remunerar acionistas mesmo após ser excluído da carteira teórica do Ibovespa.


O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: 'Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM\&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance'.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quinta Feira,02 de Abril de 2.026.


*Trump mantém retórica de guerra*


Presidente americano promete atacar Irã “com extrema força” nas próximas duas ou três semanas


… Na véspera do feriado da Sexta-Feira Santa, que fecha os mercados amanhã nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, os investidores globais repercutem a frustração com o pronunciamento do presidente Trump, ontem à noite. Longe de sinalizar o fim da guerra no Oriente Médio, como muita gente esperava, não falou em cessar-fogo e prometeu que os Estados Unidos atacarão o Irã “com extrema força” nas próximas duas ou três semanas. “Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem”. Lançando uma nova ameaça, disse que, “se não houver acordo, vamos atacar duramente todas as suas usinas de geração de energia elétrica”. E já durante sua fala, o petróleo voltou a subir.


1º DE ABRIL – Em raro discurso em horário nobre à Nação, o presidente Donald Trump dobrou a aposta com o Irã, sem nenhuma preocupação em aliviar as ameaças que tem feito nas últimas semanas. Pelo contrário, manteve a retórica de guerra.


… Alguns analistas acreditam que, diante de uma situação que fugiu ao controle, ele fala grosso buscando sair como vitorioso. Outros acham que as coisas podem piorar, diante da perspectiva de um envolvimento ainda mais profundo dos Estados Unidos.


… Na Bloomberg, Jon Withaar, gestor de carteiras da Pictet Asset Management, disse que os riscos ainda podem aumentar. “A ideia de tropas em campo é muito preocupante para os mercados, e muitos esperavam que o pronunciamento acalmasse suas preocupações.”


… Já para Vey-Sern Ling, diretora-gerente do Union Bancaire Privee, o discurso de Trump sinaliza um possível caminho para a desescalada, mas ela concorda que é melhor manter a cautela. “A intenção dele é pôr fim ao conflito, mas ainda há muita incerteza.”


… Dilin Wu, estrategista de pesquisa do Pepperstone Group, disse que o discurso de Trump foi “decepcionante” e sugere que a discussão sobre a retirada do Oriente Médio agora parece mais uma forma de acalmar os mercados, mantendo as opções em aberto.


… Nick Twidale, analista-chefe da AT Global Markets, disse que os investidores estão claramente desapontados e pode haver mais quedas para os mercados globais. “A informação de que ele atacará o Irã nas próximas semanas é extremamente negativa para os mercados.”


… De acordo com o The New York Times, o Pentágono está dobrando a frota de aviões de ataque A-10 no Oriente Médio, que pode apoiar tropas terrestres em avanço.


… Também a Força Aérea está enviando 18 A-10s para a região, usados para atacar barcos iranianos e milícias apoiadas no Iraque.


… Durante o pronunciamento de Trump, o petróleo Brent levou poucos minutos para zerar a queda e saltar 5%, enquanto a Bolsa de Tóquio apagava os ganhos e os futuros de NY passavam a cair, após renovadas incertezas sobre a evolução dos conflitos.


… Nesta quarta, mesmo com queda expressiva, de 2,70%, os contratos do Brent para junho fecharam acima de US$ 100, a US$ 101,16 por barril, em Londres. Em Nova York, o WTI para maio, referência dos Estados Unidos, cedeu 1,24%, a US$ 100,12 por barril.


… O que mais chamou a atenção ontem à noite foi o claro esforço de Trump em apresentar argumentos ao povo americano, que permanece cético e crítico em relação à guerra, e profundamente cauteloso quanto a um envolvimento prolongado dos Estados Unidos.


… Trump insistiu que os objetivos da guerra estão “quase concluídos”, classificou a campanha como um “sucesso”, que destruiu mísseis balísticos e drones iranianos, da força aérea, da marinha e da base industrial. E disse que a alta da gasolina vai durar pouco.


… Mas há poucas evidências de que o Estreito de Ormuz se abra “naturalmente”, como ele disse. O Irã está avançando com planos para criar um sistema de pedágio — formalizando uma estrutura que poderia aumentar o controle do país sobre a estreita passagem.


… A principal conclusão é que a crise global de oferta de petróleo, desencadeada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, persistirá.


… Horas antes do pronunciamento de Trump, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, reafirmou que o futuro do Estreito de Ormuz será definido por Irã e Omã, que têm o controle da via marítima “nas águas internas” dos dois países.


O PÓS-GUERRA – Em relatório nesta quarta-feira, o Goldman Sachs avaliou que, entre os emergentes, países como Brasil, África do Sul e Coreia do Sul parecem melhor posicionados para cenários de recuperação no pós-guerra do que os do Sul da Ásia.


… Segundo analistas do banco, “o Brasil se destaca como um relativo beneficiário por ser um exportador líquido de petróleo, e aguentou melhor esse período devido aos ganhos do setor de energia”. Todo mundo viu o desempenho excepcional de Petrobras na bolsa.


… Ainda na opinião do Goldman, mesmo os segmentos domésticos sensíveis a juros, muito depreciados desde o início dos conflitos no Oriente Médio, podem se recuperar, à medida que mais cortes nas taxas se materializarem.


… No câmbio, o dólar chegou a furar os R$ 5,15 com o mercado antecipando a distensão geopolítica, que não se confirmou, enquanto os juros futuros acompanharam, em meio às expectativas de que o cessar-fogo abriria o caminho para o BC seguir reduzindo a Selic (abaixo).


… Já as cotações do petróleo podem levar algum tempo para atingir os níveis de antes da guerra, visto que dependem da normalização das rotas logísticas e oferta global – o que passa pela reabertura do Estreito de Ormuz.


EFEITOS EM CADEIA – A Petrobras confirmou um aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV), o maior da série histórica, refletindo o choque no petróleo após a escalada da crise entre Estados Unidos e Irã, com bloqueio do Estreito de Ormuz.


… O reajuste leva o combustível a R$ 5,49/litro e se soma à alta de 9,4% em março, ampliando a pressão sobre um insumo que já responde por cerca de 45% dos custos das aéreas.


… O movimento muda o balanço de riscos do setor: companhias devem repassar preços entre 15% e 20%, mas de forma gradual, dado o descasamento entre venda e voo.


… O cenário ainda não é de colapso, há demanda resiliente, hedge parcial e possível compensação via câmbio, mas a tendência é de compressão de margens e revisão de rotas menos rentáveis nos próximos meses.


… Para mitigar o impacto imediato, a Petrobras propôs parcelar o reajuste, permitindo alta de 18% agora e diluição do restante em seis parcelas a partir de julho — tentativa de suavizar o choque sem romper a paridade.


… Ainda assim, o episódio reforça o risco de contágio inflacionário via passagens aéreas e reacende a pressão por medidas do governo.


… Nesse contexto, ganha corpo a resposta fiscal: a subvenção ao diesel importado deve custar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões em dois meses.


… A governadora do DF, Celina Leão, já sinalizou adesão ao programa, enquanto o governo corre para garantir apoio dos entes e viabilizar a edição da medida provisória. Além disso, o episódio expõe efeitos colaterais no sistema financeiro.


… O governo do DF também pediu apoio da Caixa e do BB para estruturar um empréstimo bilionário ao BRB, após perdas ligadas ao caso Banco Master — movimento que pode ampliar a presença dos bancos públicos em operações de estabilização em meio ao choque recente.


… O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a Caixa e o BB podem comprar ativos do BRB, mas descartou intervenção federal. “O governo do DF tem que conseguir lidar com a situação do BRB”, afirmou.


REFIS NO RADAR – Dario Durigan indicou que o novo programa de renegociação de dívidas pode trazer descontos de até 80%, com publicação prevista em até dez dias. Medida busca destravar passivos e dar fôlego financeiro a empresas, em meio ao ambiente restritivo de crédito.


… O desenho final, porém, ainda não contempla uma demanda do setor financeiro: a possível isenção de IOF segue em aberto — e enfrenta resistência dentro da própria equipe econômica. O ministro já sinalizou não ser “simpático” à ideia, o que pode limitar o alcance do programa.


ATALHO ELEITORAL – O governo Lula decidiu enviar ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para o fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais, tentando acelerar uma pauta que hoje avança lentamente via PEC na Câmara.


… A estratégia encurta o rito (45 dias) e evita o risco de o tema ficar para depois das eleições, preservando seu potencial como bandeira política.


… A escolha pelo projeto de lei, e não pela PEC, também devolve ao Planalto maior controle sobre o texto final, já que abre espaço para veto presidencial — instrumento inexistente em emendas constitucionais.


… Nos bastidores, o movimento é visto como tentativa de captura da agenda pelo Executivo, diante da condução mais gradual sob Hugo Motta. Apesar do avanço tático, a medida tende a gerar ruído político e resistência no Legislativo, que buscava protagonismo da matéria.


… No pano de fundo, a proposta adiciona uma camada de incerteza para o ambiente de negócios, ao reabrir o debate sobre custos trabalhistas e produtividade — um tema com potencial de impacto relevante sobre emprego, inflação de serviços e decisões de investimento.


STF NO TABULEIRO POLÍTICO – O presidente Lula formalizou a indicação de Jorge Messias ao STF, destravando um processo que estava parado há quatro meses e recolocando a composição da Corte no centro do jogo político.


… A decisão vem em meio à pressão de investigações sensíveis — como o caso Master — e ao diagnóstico no Planalto de que não há espaço para manter o plenário incompleto em um momento de maior judicialização.


… O movimento também carrega cálculo de timing: ao enviar o nome agora, o governo tenta antecipar a aprovação antes de eventual deterioração do ambiente político, seja por novas revelações ou pela escalada do calendário eleitoral.


… Nos bastidores, a leitura é de que o “clima hostil” no Senado arrefeceu, ainda que longe de garantir uma tramitação tranquila. A principal variável segue sendo Davi Alcolumbre, que controla o ritmo da sabatina e já sinalizou novo incômodo com a condução do Planalto.


… O risco de atraso permanece relevante e, no limite, pode empurrar a decisão para depois do recesso ou até contaminar o ambiente eleitoral.


… No pano de fundo, a indicação reforça a tentativa do governo de recompor alinhamento no STF em um momento de maior fragmentação da Corte, mas também adiciona uma frente de negociação política em um Congresso já tensionado, com potencial de gerar ruído adicional.


MAIS AGENDA – Com o mercado de olho no Copom do fim do mês, a produção industrial de fevereiro (9h) é hoje o principal termômetro doméstico e deve reforçar a leitura de perda de fôlego da atividade na indústria.


… As estimativas no Projeções Broadcast variam de queda de 0,3% a avanço de 1,5% (mediana de +0,7%). O dado deve refletir a queda na produção de veículos, enquanto a indústria extrativa segue como principal vetor positivo.


… Na comparação anual, a expectativa é de retração de 1,1%, após leve alta de 0,2% na divulgação anterior.


… O indicador deve movimentar as apostas sobre o ritmo de corte da Selic este mês. O consenso até aqui é de uma nova dose de 0,25 ponto, precificação que pode ganhar ainda mais força, já que Trump segue no modo guerra.  


… À primeira hora do dia (5h), o IPC-Fipe de março deve acelerar para 0,61%, contra 0,25% em fevereiro.


LÁ FORA – Nos Estados Unidos, o auxílio-desemprego (9h30) deve registrar alta de dois mil pedidos, para 212 mil. No mesmo horário, a balança comercial (fev) tem previsão de déficit de US$ 67,9 bilhões.


… A agenda também inclui falas de dirigentes do Fed, como Lorie Logan (11h15) e Michelle Bowman (13h45), neste momento em que o investidor projeta corte do juro só no fim de 2027, diante da guerra contra o Irã que não acaba.


… Ontem, três dirigentes do Fed alertaram sobre as pressões inflacionárias associadas ao aumento dos custos de energia, como Tom Barkin e Michael Barr. Já Alberto Musalem disse que a inflação segue acima da meta e que os juros podem seguir no nível atual por muito tempo.


… Durante a noite, os PMIs compostos finais de março de Japão (21h30) e China (22h45) ajudam a compor o quadro de atividade global, com atenção especial à economia chinesa, peça-chave para commodities e emergentes.


PAYROLL – Amanhã, em pleno feriado de Sexta-Feira Santa, sai o relatório de emprego nos Estados Unidos.


… Nesta quarta, uma surpresa positiva nos indicadores de emprego e de consumo deu suporte ao rali das ações em Wall Street.


… Na pesquisa ADP, o setor privado americano abriu 62 mil vagas em março, acima da projeção de 39 mil. Já as vendas no varejo subiram 0,6% em fevereiro ante janeiro, acima dos 0,4% esperados, e o PMI/ISM subiu para 52,7 pontos, ante estimativa de 52.


MELOU – A confiança de que Trump confirmaria ontem à noite o cronograma de retirada do Irã em menos de um mês levou o mercado a sonhar com petróleo abaixo de US$ 100, dólar perto de R$ 5 e bolsa aos 190 mil pontos.


… Porém, a aposta frustrada abre espaço para uma correção do entusiasmo hoje, ainda mais à véspera do feriado.


… Desde que a guerra começou, a moeda norte-americana não operava na faixa de R$ 5,15, como ontem, quando fechou cotada a R$ 5,1566, em queda de 0,42%, depois de ter voltado até R$ 5,1481 na mínima intraday do pregão.


… No acumulado do ano, o real sobe 6%, a melhor posição entre todas as divisas globais (principais e emergentes).


… Analistas previam ontem uma queda rápida do dólar nos próximos dias, caso se confirmasse o desfecho da ofensiva militar, com apostas de que até o piso psicológico dos R$ 5,00 pudesse ser furado logo no câmbio.


… Mas os profissionais vão ter que recalcular rota com os sinais de Trump de continuidade da Operação Fúria Épica. 


… A moeda brasileira apreciada e a percepção ontem de que a operação no Irã pudesse estar com os dias contados animaram a precificação de continuidade do ciclo de relaxamento monetário do Copom, que acabou de começar.


… Um corte de meio ponto, no entanto, que já era improvável, perde ainda maior força com a guerra sem fim.


… Ontem, os juros futuros voltaram a aliviar a pressão: Jan/27 marcou 14,035% (de 14,069% no ajuste anterior); Jan/28, 13,725% (13,768%); Jan/29, 13,675% (13,720%); Jan/31, 13,815% (13,837%); e Jan/33, 13,890% (13,909%).


… A curva operou descolada da alta das taxas dos Treasuries, que repercutiram os indicadores mais fortes do que se imaginava do emprego e da atividade econômica nos Estados Unidos, esvaziando os riscos de estagnação.


… O rendimento da Note-2 anos subiu a 3,811%, contra 3,792% na véspera, e de 10 anos foi a 4,332% (de 4,317%).


… Ainda lá fora, o índice DXY ampliou a baixa (-0,33%) e se distanciou ainda mais dos 100 pontos (99,632), apostando que os Estados Unidos bateriam logo em retirada, possivelmente até mesmo antes de qualquer acordo com o Irã.


… O euro subiu 0,24%, a US$ 1,1584, e a libra avançou 0,58%, a US$ 1,3301. Só o iene caiu, para 158,90/US$.


APOSTA NO CAVALO ERRADO – Dando sequência à onda de otimismo, as bolsas de Nova York anteciparam a guerra próxima do fim, mas fecharam longe das máximas, quase que prevendo que Trump trairia as esperanças à noite.


… O Dow Jones registrou valorização de 0,48%, para 46.565,37 pontos; o S&P 500 ganhou 0,72% (6.575,32 pontos); e o Nasdaq avançou com maior força (+1,16%), encerrando o pregão desta quarta-feira aos 21.840,95 pontos.


… Aqui, o Ibovespa chegou a retornar aos patamares anteriores à guerra durante o pregão e ultrapassou os 189 mil pontos no pico intraday (189.130,90 pontos), mas perdeu fôlego à tarde, no hedge contra o excesso de otimismo.


… Encerrou em leve alta de 0,26%, aos 187.952,91 pontos, com volume consistente de negócios, de R$ 35,7 bilhões.


… Petrobras roubou boa parte do embalo da bolsa, já que os papéis caíram forte, seguindo o recuo do petróleo. A ação ON afundou 3,67%, para R$ 51,93, terceira maior baixa do índice à vista; e PN perdeu 2,67%, a R$ 47,37.


… Já os bancos se destacaram em alta: BB ON, +2,74% (R$ 23,63); Santander unit, +1,83% (R$ 31,20), Bradesco PN, +1,36% (R$ 19,43); e Itaú PN +0,85% (R$ 43,83). Vale subiu 0,63% (R$ 83,00), acima do minério de ferro (+0,12%).


… A B3 divulgou a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa para maio a agosto, que mostrou a exclusão de IRB ON, Cyrela PN, Localiza PN e Axia PNC. Não houve papéis incluídos. A próxima prévia sai dia 16 e a segunda, dia 24.


… A composição da carteira, calculada pela B3, é revisada a cada quatro meses: em janeiro, maio e setembro.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PRIO informou produção média de 155,3 mil boepd no 1TRI26, com vendas de 14,85 milhões de barris no período.


RAÍZEN propôs a credores conversão de 45% da dívida em ações, cerca de R$ 29 bilhões, no âmbito da recuperação extrajudicial, segundo fontes do Valor.


BRASKEM avalia recorrer à Justiça para proteção contra credores, diante de pressão de liquidez, com vencimento de US$ 100 milhões em juros de bonds e dívida superior a R$ 50 bilhões. (Valor)


MBRF. JPMorgan passou a deter participação de 5,52% das ações ordinárias.


SABESP. STF rejeitou ações que questionavam a privatização da companhia.


AEGEA. S&P rebaixou rating de BB- para B+ e colocou a companhia em CreditWatch negativo após atraso na divulgação do balanço de 2025.


AEROPORTOS. TCU aprovou repactuação da concessão de Brasília, com novo leilão previsto para este ano e investimentos de cerca de R$ 1,2 bilhão.


HAPVIDA. Squadra cobrou mudanças de governança e adoção de voto múltiplo para eleição do conselho.


IRB aprovou pagamento de R$ 77,9 milhões em JCP, em três parcelas, de cerca de R$ 0,31 por ação.


BRB mantém plano de aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. Com a emissão de 100 milhões a 1,645 bilhão de ações a um preço de R$ 5,36 por papel, a operação pode variar de R$ 536 milhões a R$ 8,817 bilhões.


GPA disse que negociações com credores seguem em curso e busca ampliar adesões à recuperação extrajudicial.


AMERICANAS assinou contrato para venda da Uni.Co (Imaginarium e Puket) à BandUP! por R$ 152,9 milhões.


OI. A Justiça autorizou venda da participação na V.tal para fundos do BTG Pactual por R$ 4,5 bilhões, apesar de rejeição de credores, e proibiu IPO da empresa por 24 meses. (Broadcast)


ÂNIMA. Organon Capital reduziu participação para 4,95% das ações ON, de 5% anteriormente.


AXIA ENERGIA aprovou migração ao Novo Mercado, conversão de ações PN em ON e deslistagem de ADRs na Nyse.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

FSP 0104

República do Supremo que pode tudo

por Folha de São Paulo “Para um ministro do Supremo Tribunal Federal, tudo. Para os demais cidadãos, a lei —tal como amplamente interpretada por um ministro do Supremo. Cristaliza-se no Brasil um regime anômalo de prevalência de dez indivíduos sobre o restante da sociedade. Como se vê pelas decisões de Alexandre de Moraes, a latitude de um juiz da corte quando os seus próprios interesses estão em jogo é máxima. Fulmina-se a regra que exige do magistrado afastamento de casos em que ele conste como vítima potencial. Sob sigilo decretam-se prisões, censuras e intimações sem a devida provocação da Procuradoria. Quem critica o arbítrio corre o risco de cair nas garras do Grande Inquisidor. Advogados não têm acesso aos autos. Burocracias do Estado são obrigadas a ajoelhar-se diante da toga agigantada. A atividade policial sujeita-se a intervenções esdrúxulas, como a que por um período escudou de investigação material apreendido sobre a máfia que atuava no Banco Master. A intimidação da Receita Federal levará servidores a adotarem a regra tácita de não abrirem procedimentos administrativos quando detectarem inconsistências fiscais relacionadas aos supremos magistrados. Afinal, o resultado mais brando poderá ser o afastamento sumário da função, com um rastreador no tornozelo. Ameaça parecida paira sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o instrumento mais eficaz do país para detectar transações atípicas, de que as atividades ilícitas amiúde se valem. Num golpe solitário de caneta, Moraes esvaziou o órgão. Não há o que controle um ministro do Supremo que se ponha a subverter a institucionalidade para se proteger e atingir supostos adversários. Ele não depende da petição de partes para agir sobre virtualmente tudo o que deseje. A submissão das decisões individuais aos pares, imperativo dos tribunais, passou a ser na prática facultativa. Um ministro pode atuar como o demiurgo que desfaz e reescreve as leis e manda soltar, prender, calar, pagar e não pagar. A revisão do plenário, quando ocorre, não raro se depara com fatos consumados e danos irreparáveis. Mesmo o contrapeso do colegiado esbarrou no corporativismo quando dois de seus membros passaram a ter as condutas questionadas no escândalo do Master. O encastelamento funciona como estímulo para que ministros reforcem as decisões singulares visando à autoproteção. Esvai-se a esperança de que comecem dentro do Supremo os ajustes para desbastá-lo dos superpoderes estranhos à República. Os ministros mostram-se incapazes de adotar um mero código de comportamentos óbvios, que já deveriam ser moeda corrente. É inevitável que caminhe no Congresso uma reforma para recolocar o STF em seu lugar constitucional.”

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


*Quarta-feira,1 de abril de 2026*


*Trump fala hoje à noite sobre Irã*


Presidente quer fornecer “importante atualização” sobre ofensiva militar


… Mais um dado do emprego nos Estados Unidos será divulgado hoje, o relatório ADP, com a criação de vagas no setor privado, enquanto o mais importante indicador, o payroll, sairá em pleno feriado de Sexta-Feira Santa. São destaques ainda as vendas no varejo americano e os índices de atividade global, incluindo PMI e ISM. Aqui, sai daqui a pouco o IPC-S de março e, no início da tarde, o fluxo cambial semanal. Mas são as notícias da guerra, ou as chances do fim da guerra, que tendem a esticar o otimismo dos mercados, com Trump prometendo sair do Irã em “duas ou três semanas”, sem impor exigências sobre o Estreito de Ormuz. A Casa Branca informou que o presidente fará um pronunciamento hoje à noite (22h) para fornecer uma “importante atualização” sobre a ofensiva militar.


O FIM DA GUERRA – Em novas declarações no final do dia, o presidente Donald Trump disse em entrevista à NBC que a guerra com o Irã está “chegando ao fim”, reforçando os sinais que garantiram o otimismo dos mercados globais, nesta terça-feira.


… Em conversa com os jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump previu que pode encerrar sua campanha militar contra o Irã “em duas a três semanas”. “Vamos sair muito em breve e o Irã não precisa fazer um acordo comigo para que o conflito termine.”


… O que ele quer é que o Irã seja “levado de volta à Idade da Pedra”, sem capacidade de adquirir uma arma nuclear no curto prazo. O presidente descartou o propósito de abrir o Estreito de Ormuz, afirmando que o preço da gasolina cairá tão logo os Estados Unidos saiam do Irã.


… Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que seu país não busca a guerra e está preparado para encerrá-la com garantias contra novas agressões. A declaração se seguiu à fala de Trump de que estaria disposto a encerrar os conflitos.


… Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou à Al Jazeera que houve troca de mensagens com os Estados Unidos, seja diretamente ou por meio de aliados, mas enfatizou que isso não significa que seu país esteja em negociações.


… De parte a parte, os ataques prosseguem no Oriente Médio.


… O exército do Irã alvejou a Siemens, a AT&T e centros de telecomunicações em Israel, fazendo novas ameaças contra empresas tech e financeiras dos Estados Unidos na região do Golfo, por suposto envolvimento em espionagem contra o país persa.


… Já os Estados Unidos enviaram um terceiro porta-aviões de guerra para a região, segundo o Wall Street Journal.


… Teerã é pressionada a se engajar em negociações diplomáticas mediadas por Turquia e Paquistão, que disse estar pronto para sediar uma primeira rodada de conversas, enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, conversou com representantes turcos e chineses.


… Junto com o Paquistão, a China apresentou um plano de cinco pontos para cessar o uso da força e abrir o Estreito de Ormuz, incluindo o cessar-fogo, negociações de paz, proteção da infraestrutura energética e uma estrutura de paz mais ampla sob a Carta da ONU.


… A proposta foi divulgada após reunião do ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim. Trump não quis comentar a iniciativa, dizendo apenas que “as negociações com o Irã estão indo bem”.


… O presidente disse ainda acreditar em uma “reabertura imediata” do Estreito de Ormuz, logo após a saída americana do conflito, mas não quis confirmar se considera despachar sua equipe de negociação – o enviado especial Steve Witkoff e o vice JD Vance – para o Paquistão.


… A principal demanda de Washington, neste momento, é pela liberação total do tráfego no Estreito de Ormuz, a fim de normalizar as cadeias de suprimento energético e conter a disparada dos preços do petróleo – que ameaça a economia americana de estagflação.


… Também pesa a falta de apoio dos aliados europeus, que resistem às pressões de Trump para ampliar o envolvimento direto no conflito contra o Irã, enquanto priorizam contenção, diplomacia e proteção indireta de interesses estratégicos.


… Em publicação na Truth Social, o presidente sugeriu que países afetados pela crise energética no Estreito de Ormuz “juntem coragem, vão ao Estreito e simplesmente peguem” o petróleo, acrescentando que “os Estados não estarão mais lá para ajudar”.


… As chances de um acordo permitiram a queda de mais de 3% do petróleo Brent, que, no entanto, ainda fechou acima dos US$ 100, com uma valorização de 42% em março. As bolsas se animaram e dólar e juros recuaram em escala global (leia abaixo).


ENERGIA SOB PRESSÃO –O governo acelera uma resposta coordenada para conter os impactos do choque global de petróleo, com mais de 80% dos Estados já sinalizando adesão à proposta de subvenção ao diesel.


… A medida, desenhada em conjunto entre Fazenda e Comsefaz, prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro por dois meses, com custo total estimado em R$ 3 bilhões, dividido entre União e Estados.


… Apesar do avanço, ainda há resistências pontuais.


… O Rio de Janeiro, por exemplo, condiciona a adesão à publicação da medida provisória, citando impacto fiscal relevante — estimado em R$ 30 milhões por mês — em meio a um déficit projetado de R$ 19 bilhões em 2026.


… A equipe econômica busca unanimidade, mas já admite tocar a proposta mesmo sem adesão total.


… Na prática, o objetivo é evitar desabastecimento, já que os preços domésticos seguem defasados em relação ao mercado internacional, num cenário agravado pela escalada da guerra no Oriente Médio.


… A leitura dentro do governo é de que a medida é emergencial e tenta dar previsibilidade ao abastecimento em meio à volatilidade externa.


… Do lado dos preços, a pressão segue intensa. A Vibra informou que vai repassar integralmente um aumento de 54,6% no querosene de aviação (QAV) a partir de abril, refletindo reajuste da Petrobras, ainda não confirmado oficialmente.


… O movimento reforça o repasse da alta do petróleo para a cadeia doméstica.


… Na mesma direção, a Refinaria de Mataripe confirmou alta de 15,3% no GLP, enquanto o diesel e a gasolina acumulam disparadas expressivas no mês, acompanhando a volatilidade internacional.


… A defasagem de preços também escancara a diferença de política entre agentes do setor, com a refinaria privada mais alinhada à paridade de importação do que a Petrobras.


… A pressão chega ao consumidor: o gás de cozinha importado já ficou cerca de 60% mais caro, levando o governo a estudar novos subsídios para conter o impacto. O Brasil importa cerca de 20% do GLP consumido, o que amplia a exposição ao choque externo.


… Em paralelo, Lula reforça que o governo tenta evitar repasses ao diesel, atribuindo parte das altas à cadeia de distribuição.


ENDIVIDAMENTO EM FOCO – O governo voltou a avaliar o uso de recursos esquecidos em bancos para reforçar um novo programa de renegociação de dívidas, em meio ao diagnóstico de endividamento recorde das famílias.


… Segundo dados do Banco Central, o volume parado nessas contas soma R$ 10,5 bilhões, o que reacende uma discussão já travada entre equipe econômica, autoridade monetária e oposição. A proposta não é nova.


… Em 2024, o governo tentou utilizar os recursos para reforçar o resultado fiscal, mas enfrentou resistência do BC, que não aceitava a contabilização como receita primária, além de críticas políticas que classificaram a iniciativa como “confisco”.


… Apesar da aprovação da Lei 14.973/2024, os valores acabaram não sendo incorporados ao caixa federal e permaneceram parados. Agora, a ideia ressurge com outro foco: ampliar programas de renegociação de dívidas, em linha com iniciativas anteriores como o Desenrola.


… As conversas entre bancos e governo, no entanto, ainda são iniciais, embora o setor financeiro já tenha apresentado um diagnóstico detalhado do quadro de inadimplência no país.


… Nos bastidores, ganha força a proposta de consolidar dívidas — especialmente de cartão de crédito — com descontos escalonados de acordo com a renda do devedor e o nível de garantia pública oferecido. Quanto maior a cobertura do governo, maior o desconto ao consumidor.


… O desenho em discussão envolve o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO), replicando a lógica adotada em programas anteriores. Ainda assim, permanece a dúvida sobre o espaço fiscal e o apetite do governo para novos aportes, o que deve definir o avanço da iniciativa.


PESQUISA ATLAS/ESTADÃO – Na manchete do jornal, SP tem empate técnico entre Flávio (43,4% das intenções de voto) e Lula (42,5%) no primeiro turno, mas o senador lidera no segundo turno por cinco pontos (49% contra 44%).


… Ainda segundo a sondagem, Lula é a figura de maior rejeição eleitoral, de uma lista de 17 nomes apresentados, e não receberia de jeito nenhum o voto de 53,5% dos eleitores paulistas. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 47,1%.


MAIS POLÍTICA – Lula enviou ao Congresso mensagem de recomendação de Jorge Messias para a vaga no STF.


… Na CPI do Crime Organizado, foi aprovada a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e da empresa Prime Aviation Participações, que já teve o próprio Vorcaro como sócio.


… Documentos obtidos pela Folha apontam que Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci, voaram em jatos executivos de empresas do dono do Master ou ligadas a ele pelo menos oitos vezes entre maio e outubro.


MAIS AGENDA – A agenda desta quarta-feira ganha peso com a inflação e sinais do mercado de trabalho global, em meio à escalada dos combustíveis no cenário doméstico.


… O IPC-S de março, que sai às 8h, deve acelerar para 0,65%, após deflação de 0,14% em fevereiro, segundo o Projeções Broadcast, refletindo principalmente a alta de alimentos e transportes.


… As estimativas para o índice, todas positivas, variam de 0,49% a 0,66%, enquanto a inflação em 12 meses deve avançar para cerca de 3,45%, reforçando a leitura de pressão recente nos preços, especialmente com o impacto dos combustíveis em meio ao choque externo.


… Ao longo do dia, o fluxo cambial semanal do BC (14h30) completa o quadro doméstico.


… No exterior, o destaque fica para o relatório ADP de criação de empregos no setor privado dos Estados Unidos (9h30), visto como prévia do payroll. Após a criação de 63 mil vagas em fevereiro, o dado é acompanhado de perto para calibrar expectativas sobre a trajetória de juros.


… Ainda nos EUA, saem os PMIs industriais (10h45 e 11h) e os estoques do DoE (11h30), em um ambiente já marcado pela volatilidade do petróleo, enquanto dirigentes do Fed participam de eventos ao longo do dia, incluindo Michael Barr e Alberto Musalem (ambos às 10h).


… Na Europa, a manhã é marcada pelos PMIs industriais finais de março na Alemanha, Zona do Euro e Reino Unido.


CHINA HOJE – O PMI/S&P Global industrial caiu de 52,1 em fevereiro para 50,8 em março, abaixo da projeção de 51. O dado sinalizou expansão mais lenta da atividade, mas foi o segundo melhor desempenho dos últimos seis meses.


JAPÃO HOJE –A leitura final doPMI/S&P Global industrial desacelerou de 53 em fevereiro para 51,6 em março, coincidindo com o início da guerra. Mas o dado seguiu acima do patamar de 50, indicando expansão da atividade.


DESATOLOU – O primeiro aceno de paz do Irã desarmou o estresse global, mas o petróleo ainda acima da marca dos US$ 100 reforça suspeitas de que a commodity tem menor espaço para voltar aos níveis observados no pré-guerra.


… A se confirmar esta percepção de que o barril vai se acomodar em um ponto de equilíbrio mais alto que o exibido antes de o conflito começar, a inflação deve seguir pressionada e pode reduzir a margem de manobra do Copom.


… A Selic pode continuar caindo, mas dificilmente meio ponto, foi a visão de consenso que economistas transmitiram ontem ao diretor do BC Paulo Picchetti, durante as reuniões promovidas na sede da autoridade monetária em SP.


… O cenário-base é de corte de 0,25pp do juro na reunião deste mês. Segundo relatos ao Valor, ninguém mencionou chance de Selic estável. As projeções dos participantes do encontro para a Selic no ano ficaram entre 12,50% e 13%.


… Parte dos economistas presentes destacou os riscos relevantes de que o IPCA estoure o teto da meta, de 4,5%, este ano. Ontem, o Bradesco revisou a projeção de inflação em 2026 de 3,8% para 4,3%, citando o efeito do petróleo.


… Automaticamente, também ajustou para cima a expectativa para a Selic no ano, de 12% para 12,5%. O banco espera um preço médio da commodity entre US$ 70 e US$ 80, considerando a normalização lenta ao longo de 2026.


… Além do choque energético sobre os preços, alguns profissionais presentes à reunião com Picchetti ontem também continuaram alertando sobre a pressão adicional dos serviços e do mercado de trabalho sobre a inflação.


… A economista Ariane Benedito (PicPay) interpretou o Caged de fevereiro, divulgado ontem, como sólido, mas em acomodação gradual. O saldo de 255.321 vagas superou janeiro (115.018 mil), mas veio abaixo da mediana (269 mil).


… O economista-sênior do Inter, André Valério, concorda que o mercado de trabalho segue robusto, mas o Caged dá sinais de que pode estar próximo do seu topo, não havendo muito espaço para melhoras nos próximos meses.


VELOCIDADE DE CRUZEIRO – Os juros futuros queimaram prêmios ontem com a expectativa de fim da ofensiva no Irã, especialmente no miolo da curva e nos vencimentos longos. Já os curtos operaram mais engessados pelo Copom.


… Como disse Galípolo esta semana, o BC está mais para “transatlântico do que jet-ski”, sinalizando que a Selic não tem como cair tanto, até porque o mercado espera que o petróleo se acomode no high mesmo se a guerra acabar.


… Assim, só o contrato de juro para jan/27 continuou na faixa de 14%, a 14,105% (de 14,297% no ajuste anterior). Já o Jan/29 caiu a 13,725% (de 14,055% na véspera); Jan/31, a 13,830% (de 14,117%); e Jan/33, a 13,885% (14,160%).


… O petróleo descomprimiu a pressão global e o Brent devolveu 3,18%, a US$ 103,97. Mas ainda acumulou um salto de quase 44% no mês, pertinho do recorde de alta histórico mensal, de 46%, na Guerra do Golfo (setembro de 1990).


… Com a esperança renovada de fim da guerra, o Ibov recuperou a faixa dos 187 mil e o dólar caiu abaixo de R$ 5,20.


… O índice à vista da bolsa doméstica fechou o último pregão de março com alta firme, de 2,71%, aos 187.461,84 pontos, e giro expressivo, de R$ 37,9 bilhões, sinalizando que os estrangeiros podem ter entrado comprando forte.


… Entre as blue chips, Vale contrariou a queda 0,80% do minério de ferro e disparou 3,75%, para R$ 82,48.


… Os papéis dos bancos também brilharam no pregão de otimismo generalizado: BTG, +5,41% (R$ 56,29); Itaú PN, +4,52% (R$ 43,48); Bradesco PN, +3,79% (R$ 19,17); Santander, +3,79% (R$ 30,64); e BB ON, +2,68% (R$ 23,00).


… As ações da Petrobras recuaram (PN -2,01%, a R$ 48,67, e ON -1,35%, a R$ 53,91) em linha com o alívio do petróleo, ocupando a terceira e quarta maiores baixas do Ibovespa – que teve apenas quatro papéis no vermelho.


… A liderança negativa ficou com Prio (-8,17%; R$ 66,21), seguida de MBRF (-3,09%; R$ 21,64).


… Do lado positivo, Natura ficou no topo, com +12,99% (R$ 10,44), após divulgar reformulação no conselho de administração e o ingresso da Advent como acionista. Magazine Luiza veio a seguir, com +9,62% (R$ 8,77).


… Reportagem do Broadcast indica que a guerra do Irã atrasou para maio e junho a janela de ofertas de ações em bolsa prevista para março e abril. Riachuelo, Vitru, Banco Pine e Pague Menos podem testar o apetite do mercado.


BAIXOU AS ARMAS – A disposição do Irã em encerrar a guerra tirou do território de correção (bear market) o Dow Jones, que avançou 2,49%, a 46.341,21 pontos, e o Nasdaq, com injeção de ânimo de 3,83%, a 21.590,63 pontos.


… O S&P 500 avançou 2,91%, aos 6.528,45 pontos. Porém, com o estouro do conflito militar no início de março, as bolsas americanas terminaram o mês com perdas acumuladas de 5,38%, 4,75% e 5,09%, respectivamente.


… O otimismo com a chance de a economia ainda conseguir evitar uma estagflação, caso a ofensiva no Irã termine logo, derrubou os juros dos Treasuries de 2 anos (a 3,792%, de 3,832%) e de 10 anos (a 4,317%, de 4,347%).


… Sentindo-se à vontade para relaxar, no câmbio, o índice DXY do dólar caiu abaixo dos 100 pontos: -0,55%, a 99,961 pontos. Mas acumulou alta de quase 2,5% em março, com o Irã e os EUA passando o mês sem dar o braço a torcer.  


… O euro subiu 0,86% ontem, a US$ 1,1563, a libra ganhou 0,44%, a US$ 1,3240, e o iene avançou para 158,76/US$.


… Aqui, o dólar à vista fechou em baixa acentuada de 1,32%, na mínima do dia, a R$ 5,1786. Mas acumulou alta de 0,87% em março. O avanço só não foi maior no mês, porque o fluxo positivo e o petróleo nas alturas protegem o real.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE e Ministério dos Transportes devem firmar acordo sobre ferrovias, envolvendo pagamento adicional de cerca de R$ 7 bilhões e conclusão das obras da Fico, segundo fontes do Valor…


… Acerto inclui as Estradas de Ferro Carajás e Vitória-Minas, com pagamento ao longo de 12 meses e compromisso de concluir o trecho entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT).


PETROBRAS informou a renúncia de Bruno Moretti à presidência do conselho de administração, tendo em vista a sua nomeação a ministro do Planejamento e Orçamento, no lugar da Simone Tebet, que disputará vaga no Senado.


JBS inaugurou centro de biotecnologia em Florianópolis, com investimento de US$ 37 milhões, focado no desenvolvimento de “superproteínas”.


GRUPO EQUATORIAL investirá R$ 21 milhões em projeto de gestão da experiência do cliente com uso de IA.


ASSAÍ aprovou programa de recompra de até 11,3 milhões de ações ON (0,8%), com duração de 12 meses.


GPA aprovou mudanças de governança, com redução do mandato do conselho para um ano e eleição de novos membros, incluindo André Diniz, Leandro Campos, Gustavo Gonçalves, Carlos Fernandes e Eleazar Filho.


GUARARAPES pagará R$ 50 milhões em JCP, a R$ 0,0997 por ação ON, com base na posição de 06/04.


MARISA reverteu lucro e registrou prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões no 4TRI25. O Ebitda recuou 44%, para R$ 67 milhões, e a receita líquida somou R$ 458 milhões (-2,2%).


ODONTOPREV. O Bradesco passou a deter participação direta de 53,7% na companhia após reorganização societária.


HYPERA homologou aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, com emissão de 70,6 milhões de ações.


RD SAÚDE pagará R$ 150,4 milhões em JCP, a R$ 0,086 por ação ON; “ex” em 06/04.


COGNA. Robeco passou a deter 5,04% das ações ON.


BRB adiou a divulgação dos balanços de 2025 e convocou AGE para 22/4 para deliberar sobre aumento de capital.


IRB nomeou Frederico Knapp como diretor-presidente da seguradora de grandes riscos, com Thays Vargas Ferreira como diretora financeira.


T4F. Controlador protocolou OPA para fechamento de capital, com preço de R$ 5,59 por ação (R$ 5,78 ajustado), prêmio de cerca de 30%.


BROOKFIELD acertou a compra da Tabas, startup de locação residencial, que passará a integrar a operação imobiliária do grupo no Brasil.e

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +2,9% US tech +3,4% US Semis +6,2% UEM +0,5% España +0,5% VIX 25,3% Bund 2,93%. T-Note 4,27%. Spread 2A-10A USA=+52pb B10A: ESP 3,40% PT 3,36% ITA 3,76% FRA 3,62% Euribor 12m 2,870% (fut.12m 3,044%). USD 1,158 JPY 183,5/€ 158,4/$. Ouro 4.702 $. Brent 101,3$. WTI 99,3$. Bitcoin +2% (68.919$). Ether +4,2% (2.144$). 


SESSÃO. Sensação do final dos problemas. Desde ontem, quando as subidas já foram evidentes. E mesmo antes de um fim de semana prolongado para o mercado, porque na sexta-feira os EUA e a Europa estão fechados; bolsas e obrigações. Se o fecho de posições para um fim de semana prolongado for feito com posições longas, é porque ninguém quer ficar de fora de uma recuperação previsivelmente rápida a partir de segunda-feira (6), portanto, posiciona-se agora mesmo, desde quarta (1)/quinta-feira (2), para não perder o momento. É um sintoma muito bom. Os futuros vêm a subir +1%/+2% na Europa e um pouco mais cansados nos EUA após as fortes subidas de ontem, ca.+0,4%.


As razões para isto são: 

(i)  A determinação de Trump, ontem, insistindo que já terminaram a fase mais complicada do “trabalho” no Irão (neutralizar a ameaça militar). Falará às 2 h (quinta-feira). Interpretação: o Irão já não tem meios militares, portanto, a ameaça está neutralizada, inclusive a nuclear. Este era o principal objetivo dos EUA/Israel. Pode-se intuir que Trump anuncie alguma espécie de vitória e/ou final da guerra.

(ii)  Os estados da região do Golfo Pérsico/Golfo de Omã (Arábia Saudita, Estados Árabes Unidos, etc.) afirmam que se unirão aos EUA para permitir a livre navegação, inclusive pela força (WSJ). Interpretação: Irão fica sem aliados regionais definitivamente, que sabem que precisam de vender petróleo para sobreviver. E a Guarda Revolucionária iraniana fica neutralizada sem petróleo. O Irão passa a ser o “pestilento” e, a partir de agora, a responsabilidade recairá sobre um regime, não ao país, de modo que surgirá outro regime menos agressivo, que fará parte do anterior, mas reformulado e menos perigoso.

(iii)  O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano (Araqchi) confessou ontem as negociações com os EUA (Witkoff) para uma saída negociada, ficando a Guarda Revolucionária sozinha a partir de agora a promover a guerra. Interpretação: o regine iraniano quebrou-se. Divide et vinces…


A frente convencional e racional apoia esta sensação de problemas menos graves do que o temido. Ontem saíram alguns dados americanos inesperadamente bons, embora hoje seja preciso reconhecer que eram registos de fevereiro e a guerra começou em março: Confiança do Consumidor 91,8 vs. 87,2 esperado vs. 91,2 anterior e JOLTS ou Empregos Disponíveis 6,88M vs. 6,89M esperados vs. 6,95 anterior. Mas, embora sejam de fevereiro, dão confiança ao mercado, porque significa que a economia norte-americana, emprego incluído, estava em melhor forma do que se pensava antes do início da guerra, portanto, supõe um ponto de partido melhor para enfrentar as próximas semanas. E na Europa saiu uma inflação já de março não tão má como esperado: +2,5% vs. +2,6% esperado vs. +1,9% fevereiro. E com a Subjacente a retroceder até +2,3% desde +2,4%, o que também tranquiliza um pouco.


HOJE sairá macro relevante, mas terá influência baixa, porque o mercado deixar-se-á empurrar pelas 3 razões mencionadas de interpretação positiva sobre a guerra no Irão. Às 9 h, Desemprego UE (fevereiro; repetir em 6,1%). 13:15 h EUA Inquérito ADP Emprego Privado (março; 40k vs. 63k). 13:30 h EUA Vendas a Retalho (fevereiro; +0,5% vs. -0,2%). 15 h EUA ISM Industrial (março; 52,5 vs. 52,4).


CONCLUSÃO. Desfrutamos do rally do fim da guerra no Irão. Poderão ser sinais falsos, mas parece improvável. Ontem, Wall St +2,9% e semis +6,2%. Esta madrugada, Japão +5,2% e Coreia +8,5%. Europa vem a subir ca. +2%. Obrigações bastante compradas, com redução geral de yield (-5/-20 p.b.). Parece que a nossa estratégia de não só reduzir exposição, mas principalmente comprar acompanhando as quedas foi acertada, principalmente semis. Insistimos que “para ganhar é preciso estar presente”. Ninguém pode certificar que

este seja o final garantido do mau, porque haverá idas e voltas, bastante volatilidade, mas parece que estamos no ponto de inflexão para melhor. Daí as nossas Carteiras Modelo de abril (ainda serão publicadas) manterem os níveis de exposição intactos e elevados, aplicando apenas um ajuste fino nas obrigações… portanto, receberão esta recuperação do mercado. 


FIM

terça-feira, 31 de março de 2026

Legado

 Obras? Nenhuma!  Além de viagens caras e desnecessárias, das 1001 Noites, Lula passou os dias a pensar em uma única coisa: elevar ou criar novos tributos. Segundo as estatísticas, um tributo novo ou reajustado a cada mês. Aqui trago as medidas do Lula3, segundo apurou o jornal Gazeta do Povo, para ferrar o bolso dos brasileiros e aumentar a arrecadação. Com que objetivo, não se sabe, mas claro que foi para torrar, tornando o Brasil um país de terceiro mundo com impostos de países nórdicos, onde tudo que é básico - educação, segurança e direitos - é grátis. No Brasil do Lula, apesar dos altos impostos, temos de arcar com a nossa segurança e  se quisermos uma boa educação para os filhos, só pagando.


 Raio-x dos impostos: quais foram as medidas arrecadatórias de "Lula 3"

Veja, a seguir, a lista das propostas aprovadas ou implementadas pelo governo Lula ao longo de 39 meses de governo:

Consumo e comércio

Reversão de alíquotas de PIS/Cofins sobre receitas financeiras de grandes empresas;

-Retomada da incidência de PIS/Cofins sobre gás e etanol;

-Criação de imposto temporário sobre a exportação de petróleo cru;

-Instituição de Imposto de Importação para compras abaixo de US$ 50 que não integrassem o programa Remessa Conforme – a chamada “taxa das blusinhas”;

-Ampliação da “taxa das blusinhas” para compras de até US$ 50 no Remessa Conforme;

-Aumento do Imposto de Importação sobre painéis solares;

-Retomada da incidência de PIS e Cofins sobre diesel e biodiesel;

-Aumento do Imposto de Importação sobre aço e ferro;

-Criação do IVA dual, com alíquota estimada em 28,5%, com vigência a partir de 2027;

-Criação do Imposto Seletivo (apelidado de "imposto do pecado") a partir de 2027;

-Elevação no Imposto de Importação sobre quase mil itens.

  

Investimentos e renda

-Tributação de fundos exclusivos ("come-cotas");

-Tributação de rendimentos no exterior (offshores);

-Criação de imposto mínimo sobre altas rendas e taxação de dividendos;

-Imposto mínimo global de 15% sobre lucros de multinacionais;

-Aumento na retenção de IR retido na fonte sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP);

-Retenção de IR na fonte sobre dividendos remetidos ao exterior;

-Fim da isenção de IR para fundos imobiliários e Fiagro.

Operações financeiras


Aumento do IOF sobre:

-Compras internacionais no cartão;

-Moeda em espécie;

-Crédito para empresas;

-Seguro de vida VGBL;

-FIDCs;

-Cooperativas de crédito.


Setores específicos

-Taxação das apostas eletrônicas esportivas (bets) em 12%;

-Elevação progressiva do imposto sobre as bets, até 18%;

-Elevação de IPI para armas de fogo;

-Fim da isenção e Imposto de Importação progressivo para veículos elétricos;

-Aumento da CSLL de fintechs e instituições de pagamento;

-Instituição de Imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto.

-Mudanças em benefícios fiscais e estrutura tributária

-Retirada do ICMS da base de cálculo de créditos tributários de PIS/Cofins;

-Retomada da incidência de IRPJ e CSLL sobre benefícios fiscais;

-Limitação ao uso de Juros sobre Capital Próprio (JCP);

-Reoneração da folha de pagamento de municípios e setores econômicos;

-Fim do Perse, incentivo fiscal criado na pandemia para o setor de eventos e turismo;

-Redução linear de 10% sobre benefícios fiscais.


Medidas previstas na "MP taxa tudo”

Ainda que tenha caducado e algumas de suas medidas tenham sido retomadas pelo governo – como o aumento da tributação de fintechs e bets –, a chamada "MP taxa tudo” extinguiu benefícios e elevou tributações enquanto esteve em vigor.

A medida provisória ficou válida entre 11 de junho e 8 de outubro de 2025 e estabelecia 11 medidas. Com a perda de validade, seis delas foram reapresentadas em outros projetos e restabelecidas, ainda que com algumas diferenças, como consta na listagem acima.

Foram retomadas a elevação na alíquota das bets, novas regras para concessão do seguro-defeso, elevação da CSLL para fintechs, elevação do IR retido na fonte sobre JCPs, fim da isenção para fundos imobiliários e Fiagro, e o IOF sobre FIDCs. Enquanto esteve vigente, a MP ainda estabelecia:

-Tributação de 5% sobre LCI e LCA, entre outros títulos incentivados;

-Alíquota fixa de 17,5% de IRPF retido na fonte sobre rendimentos e ganhos de capital no mercado financeiro; 

-Fim da isenção para vendas de criptoativos de até R$ 35 mil mensais, com alíquota fixada em 17,5%;

-Fim da isenção dos FI-Infra, que passariam a ser taxados em 5% a partir de janeiro de 2026;

-Cobrança de 17,5% de IR sobre ações e fundos de ações, incluindo operações de day trade, a partir de janeiro de 2026, com isenção para vendas trimestrais de até R$ 60 mil.


Agora sabemos, povo e empresariado, a razão de o dinheiro estar faltando em nossos bolsos. Sobre isso os defensores do indefensável PT nada falam.

Calhordas

 “Deixa eu te dizer uma coisa, meu querido. Quando você entender o que é ser uma pessoa deste tamanho, você vai se lembrar deste dia com mui...