sábado, 30 de novembro de 2024

Milei, Javier

 Revista inglesa exalta Milei e diz que libertário conduz “experimento extraordinário” na Argentina


'The Economist' afirma que Milei tem o programa 'mais radical' de liberdade econômica desde Margaret Thatcher, no Reino Unido, na década de 80. Confira!


https://direitaonline.com.br/milei-economist-revista/


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Resumo MZ

 📊 Resumo da Semana 


O governo pagou o preço pela demora em divulgar seu pacote de redução de gastos e pela decisão política de anunciar junto a isenção de imposto de renda para salários até R$ 5 mil e com o aumento da tributação dos mais ricos. Se a ideia da ala política era usar a promessa de campanha de Lula para minimizar o impacto negativo da limitação da valorização do salário mínimo diante do eleitorado e, assim, abrir espaço para a reeleição de Lula ou a eleição de Haddad em 2026, agora terá que arcar com a fama de levar o dólar à marca recorde de R$ 6 e, provavelmente, de empurra a Selic para a casa dos 14% ou mais. Além do tiro no próprio pé, o governo terá ainda que lidar com um cenário externo bastante adverso em 2025, uma vez que a eleição de Donald Trump tende a manter o dólar valorizado e pode levar o Fed a reduzir o ritmo de alívio monetário, dois fatores que prejudicam os mercados emergentes. Há ainda uma série de outras incertezas, como possíveis desdobramentos do conflito entre Ucrânia e Rússia para a já combalida economia europeia, e qual será o ritmo de crescimento da China, especialmente se Trump cumprir sua promessa de protecionismo, elevando as taxas de importação. Bom fim de semana! (Téo Takar)


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Diario de um economista (1)

Não nego. A minha vida nunca foi linear. Tive altos e baixos, mais altos, mas sem hipocrisia, tambem com alguns reveses. Difícil que vc se una a pessoas que pensem como vc.

Também acho que cada um trilha suas histórias, o seu caminho. Cada um tem o seu caminho. Não existe padrão.

Iniciando este ciclo de experiências pessoais. Sim senhores, no alto dos meus 60 anos, isso é permitido. 

O início foi quando eu me formando em Ciências Econômicas, resolvi fazer "mestrado acadêmico". Sim, por que existe também o "profissional". A diferença é que o primeiro te joga no meio acadêmico, mais no experimento, nas evidências empíricas. O segundo, no mercado de trabalho, mais no financeiro, mais do que no meio corporativo. 

Nada contra, mas o problema é que a nossa "lúgubre ciência", às vezes, se divorcia da metodologia científica, visto que por ser "humana", acaba descambando para a imprevisibilidade, as incertezas e as irregularidades.  

Um evento ocorrido pode nunca se repetir de forma regular. Na biologia, na física, estes eventos testáveis se repetem sempre, quase homogêneos. Na economia, isso não acontece.

E isso me perturbava muito enquanto economista.

Fui me lapidando e me tornando pós-keynesiano, embora não um praticante acadêmico. Mais do que isso, me tornei um cardiniano. Sim, porque foi através de Fernando Cardim de Carvalho que passei a ter contato com esta corrente teórica heterodoxa.

A partir, passei a ser um admirador deste grande economista, formado na USP, mas andanças pela Unicamp, e nos EUA. O acompanhei nas suas passagens pela UFF, UFRJ, por NY, Cascais, etc. Foi ali que eu me despedi dele, acometido de uma doença.

Mas posso dizer que Cardim foi um schollar incorruptível, digno e honesto ao ato da cátedra. Cardim foi professor absoluto e dedicado. Por isso, a minha admiração.

Vejo hoje muitos professores que acabam se perdendo, e poucas aulas ministram. Começam a viver em seminários, palestras, e acabam se envolvendo mais nas suas pesquisas. Acabam se esquecendo da sala de aula, preenchida por professores adjuntos e monitores.

Nada contra. Mas Cardim sempre foi um professor integral, orientando seus alunos, dando os caminhos, indicando as teses, os temas das dissertações. Isso não aconteceu com muitos. 

Questão de opções e caminhos. 

Viva Cardim!


Fim de uma semana pesada

 📊 Juros futuros devolvem gordura com mensagens de Lira e Pacheco e indicações para BC; Galípolo limita recuo dos curtos


Os juros futuros passaram por correção moderada nesta 6ªF, com investidores mostrando menos ceticismo sobre a aprovação do pacote de medidas fiscais pelo Congresso e também menor preocupação com a proposta de isenção de imposto de renda para salários até R$ 5 mil. Depois de uma nova disparada pela manhã, as taxas se acomodaram no início da tarde, após os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmarem que irão trabalhar para que as medidas sejam aprovadas pelo Congresso com rapidez. Eles também observaram que a isenção de IR até R$ 5 mil somente será aprovada se ela causar impacto fiscal. Perto do fechamento, as taxas aceleraram a queda com a indicação dos três diretores do Banco Central que faltavam por Lula. O mercado gostou especialmente da escolha de Nilton David, chefe de tesouraria do Bradesco, para ocupar a vaga de Gabriel Galípolo na diretoria de Política Monetária. As taxas curtas registraram queda mais comedida, diante das declarações de Galípolo no almoço de fim de ano da Febraban. O futuro presidente do BC disse que “eventualmente”, o BC terá que ter o pé um pouco mais pesado no freio para não permitir um aquecimento da economia a ponto de pressionar a inflação", abrindo espaço para o Copom ampliar o ritmo de aperto monetário nas próximas reuniões. No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,890% (de 13,910% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,040% (14,040%); Jan/29 a 13,800% (13,910%); Jan/31 a 13,600% (13,750%); Jan/33 a 13,460% (13,630%). (*Téo Takar*)

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Mercado de trabalho

 🇧🇷 Hoje tivemos mais um dado de mercado de trabalho aquecido:


Segundo a pesquisa PNAD Contínua, a taxa de desemprego foi de 6,2% no trimestre encerrado em outubro, em linha com as expectativas do mercado. Os juros futuros seguem operando em alta na abertura.


A taxa apresentou redução em relação aos 6,4% do trimestre encerrado em setembro e é menor taxa observada em toda a série histórica iniciada em 2012. 


No trimestre encerrado em outubro, houve um recorde no número de pessoas ocupadas, sendo a menor desocupação desde o início da série histórica. Houve recorde no número de trabalhadores com e sem carteira assinada no setor privado e recorde no número de empregados no setor público.


Com isso, o nível de ocupação alcançou seu maior percentual da série, em 58,7%. Os setores de indústria, construção e outros serviços foram responsáveis por quase 50% do crescimento da ocupação no trimestre.  


A massa de rendimento real habitual (soma ponderada de todos os rendimentos das pessoas ocupadas da amostra) apresentou crescimento de 2,4% no trimestre e 7,7% no ano, impulsionada pelo aumento no número de pessoas trabalhando. 


Por outro lado, os dados do CAGED de outubro, divulgados nesta semana, registraram a criação de 132,7 mil empregos formais, abaixo da expectativa do mercado de 192,5 mil vagas. No entanto, o CAGED de setembro foi revisado para cima, saindo de 247,8 mil para 251,5 mil. 


➡️Direto ao Ponto


Os dados de outubro reafirmaram a solidez do mercado de trabalho, indicando um cenário aquecido e uma atividade econômica forte. Quando combinados à inflação de serviços em 12 meses ainda acima de 5%, esses fatores reforçam a expectativa de um novo aumento de juros na próxima reunião do Banco Central. 


O mercado, inclusive, já precifica uma possível aceleração no ritmo de ajuste, com a curva apontando para um aumento superior a 0,5 ponto percentual.


🗞 Jornal do Investidor / Marília Fontes Renda Fixa PRO 

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Chances de IPOs

 Coluna do Broacast: Chances de IPOs em 2025 caem por terra após pacote, avaliam banqueiros


Por Cynthia Decloedt, Altamiro Silva Junior e Matheus Piovesana


São Paulo, 29/11/2025 - As expectativas de uma retomada nas ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), que já estão no maior jejum em 25 anos, diminuíram drasticamente após o aguardado anúncio do pacote de cortes de gastos do governo esta semana. O impacto se estende às perspectivas de ofertas de ações no exterior por empresas brasileiras, uma vez que a percepção do estrangeiro em relação ao País também piora.


A visão é de banqueiros reunidos em almoço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta sexta-feira, 29, no qual estão presentes o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o próximo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Houve decepção com o corte anunciado, que provocou piora dos ativos domésticos e elevou a projeção já alta para o juro brasileiro em 2025 e, portanto, reduz o apetite de investidores pela Bolsa, avaliam executivos com os quais o Broadcast conversou


O responsável pelas operações na América Latina de um grande banco estrangeiro defendeu que o mais provável é que nenhum IPO aconteça no ano que vem. Outro executivo, também à frente de banco estrangeiro, disse que, eventualmente, se houver alguma sinalização contrária à atual para o fiscal, de escalada do juro para a casa de 14% ao ano, a Bolsa poderá receber algum IPO no quarto trimestre. A Bolsa brasileira não assiste a um IPO desde agosto de 2021.


Este mesmo executivo contou ainda que, em evento recente entre empresas e investidores locais e estrangeiros promovido por sua instituição, sentiu os investidores de "mau humor", apesar de boas notícias trazidas pelas empresas, que estavam mais animadas em meio a uma safra melhor de resultados financeiros.


Para o diretor de um banco, isso é reflexo da ausência de fluxo para os fundos multimercado e de ações, que tira o interesse dos gestores, mesmo para empresas que tenham uma boa história operacional ou financeira para contar. Os fundos multimercados estão com saques de R$ 235 bilhões este ano até outubro, ante perdas de R$ 69,5 bilhões no mesmo período do ano passado.


"Juros em dois dígitos matam IPOs", afirmou o presidente de um banco. E a forte volatilidade recente dos ativos contribui para engavetar operações, incluindo de ofertas subsequentes de ações (follow-on), pois dificulta a referência de preços, completou ele.


No exterior


Outro banqueiro acrescentou que o efeito causado pelo pacote prejudica o risco Brasil e faz com que até mesmo eventuais ofertas de ações no exterior fiquem prejudicadas. Uma executiva do setor ressalta que investidores internacionais vão preferir aplicar nos Estados Unidos por conta das políticas pró-mercado de Donald Trump do que em emergentes. E mesmo neste ultimo grupo, as preferências estão ficando mais com a Índia, o Produto Interno Bruto (PIB) que mais cresce no mundo atualmente, considerando as grandes economias.


O juro elevado no País por mais um ano, com previsões como a do JPMorgan nesta sexta-feira, de que a Selic pode bater em 14,25%, contrariando expectativas iniciais de trajetória de queda esperada para este ano, quando se falava em juros agora na casa dos 9%, aumenta o risco de inadimplência e os planos de investimento voltam a ser engavetados.


"Estou ouvindo aqui de muitos banqueiros que revisarão seus orçamentos, dado o crescimento de aposta de inadimplência", contou outro executivo presente ao almoço da Febraban.


Mesmo o mercado de renda fixa e crédito privado pode ganhar novos contornos com a alta do juro, observou outro executivo. Em sua visão, o fluxo de entrada em fundos seguirá aumentando neste cenário, mas os gestores estarão mais seletivos, para evitar o risco da inadimplência nas empresas.


Em 2024, o mercado de renda fixa já bateu recorde de operações, com emissões superando os R$ 500 bilhões, e só debêntures ficando em R$ 381,4 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em 2025, deve manter ao menos o mesmo patamar, na visão de um executivo de um grande banco.


Contatos: altamiro.junior@estadao.com ; matheus.piovesana@estadao.com; cynthia.decloedt@estadao.com


Broadcast+

Pastel de vento

 Opinião do Estadão - https://www.estadao.com.br/opiniao/pastel-de-vento/


*Pastel de vento*


_Não era crível esperar que Lula avalizasse um corte expressivo a menos de dois anos das eleições, mas o governo se superou ao anunciar, junto, isenção maior de IR. Não à toa, dólar foi a R$ 6_


Aguardado com ansiedade por um mês, o pacote fiscal anunciado pelo ministro Fernando Haddad decepcionou. Até aí, nada de novo. Não era crível esperar que Lula da Silva daria aval a um corte de gastos expressivo para reequilibrar as contas públicas depois do desempenho pífio de seu partido nas eleições municipais e a menos de dois anos da disputa presidencial.


Desta vez, no entanto, o governo realmente se superou. Quando as primeiras notícias sobre as medidas do plano começaram a circular, parecia até piada ventilada pela oposição, mas o pronunciamento do ministro Haddad em cadeia nacional de rádio e TV na noite de quarta-feira confirmou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.


Qualquer medida que o ministro anunciasse depois disso não teria a menor relevância. Afinal, um pacote de economia de despesas cuja principal medida reduz a arrecadação do governo em R$ 35 bilhões não poderia ser levado a sério. E foi exatamente o que aconteceu. Antes mesmo do pronunciamento, o dólar, até então cotado a R$ 5,83, rompeu a barreira dos R$ 5,90 e encerrou o dia a R$ 5,91.


No início da tarde do dia seguinte, logo após o anúncio das outras medidas, a moeda norte-americana alcançou a marca de R$ 6,00, o maior valor nominal desde o início do Plano Real, mas fechou em R$ 5,9895. Os juros futuros, por sua vez, chegaram a 14% para alguns vencimentos de 2026 e 2027, enquanto o Ibovespa fechou em forte queda de 2,40%, aos 124.610,41 pontos.


Se a ideia era implodir o pacote, o governo conseguiu o que desejava. Porta-voz extraoficial de Lula da Silva, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), demonstrou sua incompreensão ao cobrar, por meio de suas redes sociais, que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, interviesse no câmbio para conter a “especulação desenfreada”.


A questão é que não se tratava de especulação, mas uma reação à quebra das expectativas alimentadas pela própria equipe econômica de Lula da Silva entre o primeiro e o segundo turnos das eleições municipais. Quem acreditou no discurso dos ministros Haddad e Simone Tebet de que havia chegado a hora de enfrentar os gastos públicos com seriedade teve de desmontar suas posições para não perder mais dinheiro no futuro.


A bem da verdade, o governo deu sinais de que o pacote seria esvaziado. O período de 30 dias entre o fim das disputas municipais e o anúncio oficial do plano deixou claro que o governo não tratava o tema com a urgência demandada e serviu para os ministérios blindarem suas pastas, desidratando as medidas que poderiam atingi-los até que restassem apenas as consensuais.


Causou incômodo que Haddad não tenha usado a palavra “corte” uma única vez em seu pronunciamento de pouco mais de sete minutos, mas o fato é que ele, a rigor, não mentiu. Num esforço para tornar o Brasil “mais justo e eficiente”, o governo atrelou o reajuste do salário mínimo ao arcabouço fiscal, o que permitirá que o piso continue a aumentar acima da inflação.


Com ajustes tímidos, o abono salarial foi mantido, e novamente se prometeu mais foco e fiscalização na concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família. Haverá nova tentativa de limitar os supersalários no setor público e reduzir os penduricalhos. A Desvinculação das Receitas da União (DRU) será, mais uma vez, prorrogada. Subsídios tributários de cerca de R$ 18 bilhões serão reduzidos em 10% até 2030, mas o governo não detalhou quais serão atingidos.


São, em suma, as medidas de sempre, anunciadas na expectativa de que produzam resultados diferentes desta vez. Parte delas é o mínimo que se espera de qualquer governo minimamente comprometido com as contas públicas, como a inclusão no Orçamento dos programas Pé-de-Meia e o Gás para Todos.


Taxar em até 10% quem ganha mais de R$ 50 mil pode até mobilizar apoiadores, mas certamente não salvará a arrecadação. Já a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais injetará novos recursos na economia, dando impulso a uma inflação que se aproxima perigosamente dos 5% no acumulado de 12 meses, algo que o Banco Central não poderá ignorar.

Dan Kawa

 🇧🇷 *Dan Kawa-Brasil, Mostra a tua cara!*


Qual o seu "estômago" para aguentar volatilidade alta? Qual a sua propensão a tomar risco, sabendo que o curto-prazo será extremamente desafiador e volátil, mas que poderá ter retornos positivos e elevados (acima do CDI) em prazos mais longos?


Diante dos desafios da economia e dos mercados no Brasil nas últimas semanas, a pergunta acima deve ser a primeira (e talvez a mais importante) que deveríamos nos fazer no momento de construir um portfólio de ativos financeiros.


Carregar boas ações no atual nível de preço e valuation dos mercados no Brasil; comprar papeis IPCA+ com juros reais acima de 7%; alocar em juros prefixados acima de 14%; e etc, costumam ser estratégias vencedoras, leia-se, que entregam retornos substancialmente acima do CDI, historicamente, em prazos mais distendidos (ou prazos mais longos).


Contudo, não podemos esconder (ou esquecer) o fato de que as condições de contorno do Brasil são extremamente desafiadoras; que um CDI rumando a 14% é um ativo "sem volatilidade" e "de baixo risco" (sem entrar no mérito do custo de oportunidade ou do risco de explosão da inflação); e que o curto-prazo pode nos reservar novas rodadas de deterioração da economia e dos mercados locais.


Um portfólio balanceado implica em ter alocações internacionais, em dólares, independente da taxa de câmbio. O tamanho dessa alocação relativa ao seu portfólio total irá depender exatamente dessa propensão de cada um a lidar com desafios em janelas mais curtas de tempo, assim como em seus passivos e objetivos de longo-prazo.


O pior que podemos fazer é não termos um "plano de voo" para nossos investimentos, entrarmos em desespero nos momentos mais agudos e/ou nos animarmos excessivamente em períodos de bonança (com o famoso FOMO).


O meu objetivo aqui não é "jogar para debaixo do tapete" o fato de que estamos em uma situação muito delicada para a economia e os mercados locais. Os eventos dessa semana reforçam a visão de que apenas uma mudança radical de política econômica, que talvez precise de uma mudança de governo, será capaz de reverter a tendência negativa dos ativos brasileiros.


O cenário de curto-prazo (6 a 18 meses) pode sim ser classificado como negativo ou desafiador para o Brasil e os seus ativos.


A minha intensão é lembrar que investir, muitas vezes, tem mais a ver com psicologia, do que com qualidade técnica ou conhecimento financeiro. Por isso, conhecer adequadamente o seu horizonte de investimento, a sua propensão a aguentar volatilidade e a sua necessidade de liquidez, são itens fundamentais para que decisões erradas não sejam tomadas nos piores momentos possíveis.


A maior parte dos investidores bem sucedidos no longo-prazo foram aqueles propensos a ter posições "contrarian", aguentar momentos ruins e investir em meio ao desconforto.


Todavia, precisamos construir adequadamente os nossos portfólios para podermos atravessar esta tormenta e sairmos vivos do outro lado desta tempestade.


https://x.com/DanKawa2/status/1862405571921473846

Pacote fiscal do Haddad

Foi quase um mês de espera. Foram se reunindo, discutindo, divergindo...e adiando a decisão.

Ao fim, saiu um "peteleco", não um potente pacote de medidas fiscais, de contenção de despesas. Ideias de medidas de ajuste estrutural foram apenas isso, "ideias"...Dificilmente, devem ser "preservadas" no Congresso. Esta é a nossa percepção.

Foi constrangedor o anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que não sabia onde enfiar a cara. Seu discurso, em rede de TV, beirou o ridículo. Parecia propaganda política de governo, destacando seus feitos. E o pior é que era!

Um pouco antes, a pesquisa de avaliação Paraná tinha mostrado o "derretimento" da popularidade do governo do PT. "Algo precisava ser feito." E foi o que foi feito. O anúncio do pacote de contenção fiscal perdeu espaço para uma peça de propaganda política.

No cerne das propostas, o anúncio "politiqueiro" da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, em contrapartida a uma taxação de 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil (aos chamados "super ricos"). 

Os experts da comunidade de economistas logo irão se apressar em dizer que ambas as medidas se compensam, sendo "neutras". Difícil afirmar isso neste momento. 

Em complemento, tivemos a limitação ao reajuste do salário mínimo à 2,5% mais IPCA, não mais pela média do PIB de dois anos mais inflação, o controle da emissão de emendas parlamentares, um pente fino sobre os beneficios sociais, etc. 

Tudo pensando no "respeitar" das regras do arcabouço fiscal. 

Mexeram-se também com as sinecuras dos "milicos", como a  impossibilidade de colocar o pijama aos 48 a 50 anos, agora definida a idade mínima em 55 anos, e as transferências de pensões para as filhas. 

Mas por que isso não foi feito na reforma da previdência "meia boca" do Paulo Guedes? E por que não mexer também com as várias sinecuras do Legislativo e do Judiciário?

Outras medidas foram aventadas, mas, de boa? Dificilmente, devem passar pelo Congresso.

Enfim, pelas intensas negociações entre as lideranças do governo, os ministros, o PT, dificilmente, deve sair coisa boa no Congresso. Teremos um pacote bem desidratado. A aguardar. 

Matinal Josué Leonel

 *Risco fiscal leva dólar a R$ 6,00 e põe BC em foco: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Mercado acompanha participações de Fernando

Haddad e Gabriel Galípolo em evento da Febraban, depois da

frustração com o pacote fiscal que impulsionou o dólar a R$ 6,00

e levou o mercado a apostar em aceleração da alta da Selic, com

precificação da taxa terminal rondando os 15%. Analistas veem

redução de gasto menor que a prevista pelo governo, enquanto

impulso fiscal e câmbio pioram cenário para inflação. Gabriel

Galípolo, que assume o Banco Central em 2025, disse que pode ser

necessário juro mais alto por mais tempo. Nomes de novos

diretores para o BC podem ser divulgados hoje ou na próxima

semana, disse Rui Costa, segundo a Reuters.

Agenda doméstica carregada traz resultado primário, com

expectativa de superávit, e taxa de desemprego, com previsão de

nova queda, além de decisão sobre bandeira de energia. Nos EUA,

mercado retorna do feriado com humor positivo e acompanha vendas

na Black Friday. Futuros das bolsas sobem, enquanto dólar e

yields recuam. Iene se valoriza com inflação em Tóquio. Minério

de ferro avança.

*T

Às 7:23, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,3%

STOXX 600 estável

FTSE 100 estável

Nikkei 225 -0,4%

Shanghai SE Comp. +0,9%

MSCI EM -0,1%

Dollar Index -0,2%

Yield 10 anos -5,4bps a 4,2091%

Petróleo WTI -0,5% a US$ 68,38 barril

Futuro do minério em Singapura +1,1% a US$ 104,2

Bitcoin +1,6% a US$ 96628,5

*T

Internacional

Yields e dólar caem na volta de feriado, iene e minério

avançam

* Rendimento dos treasuries cai e futuros das bolsas de Nova

York sobem no retorno do mercado após o feriado de Ação de

Graças nos EUA, enquanto o dólar recua e caminha para a pior

semana desde agosto com estagnação do chamado “Trump trade”

** Índice do posicionamento de compra do dólar subiu para o

nível mais alto em mais de um ano, sugerindo uma retração da

valorização da moeda, que vinha sendo impulsionada por fatores

como as ameaças de tarifas adicionais do presidente eleito

americano

* Iene lidera ganho das principais moedas depois que o CPI de

Tóquio superou estimativa

** Mercados embutem chance de mais de 60% de que o Banco do

Japão aumente juros no mês que vem

* Em dia de agenda esvaziada nos EUA, mercado monitora Black

Friday

* China divulga PMIs às 22:30

* Minério de ferro caminha para segundo ganho semanal depois que

a indústria siderúrgica da China mostrou alguns sinais de

melhora e na expectativa de que Pequim implemente mais estímulos

antes do final do ano

** Estoques totais de minério de ferro nos portos da China

caíram 1,5% na semana

* Petróleo opera de lado enquanto os investidores observam

eventuais novas pistas sobre os planos de produção da Opep+,

após o atraso de uma importante reunião virtual por quatro dias


Para acompanhar

Haddad e Galípolo em meio à forte pressão no mercado;

resultado fiscal

* Pode ser necessário juro mais alto por mais tempo, disse

Galípolo na noite de ontem

** Banco central está preocupado com expectativas de inflação

desancoradas

** Impulso fiscal impactou crescimento este ano e mercado de

trabalho está aquecido

** Inflação é a principal preocupação do BC, que fará o que for

necessário

** BC continuará perseguindo a meta de inflação e tem “total

autonomia”

* Ministros Fernando Haddad e Simone Tebet, e o diretor do BC

Gabriel Galípolo participam de almoço anual da Febraban às 11:30

* Dólar fechou em nova máxima histórica nesta quinta-feira, a R$

6,0110, diante do risco fiscal, em meio a novas declarações de

Lula, de que não é possível que mais pobres paguem IR e que

governo irá aprovar medidas no Congresso no momento certo

** Juros futuros subiram quase 50 pontos na ponta longa; curva

precifica Selic final de quase 15% e chegou a projetar alta de

cerca de 90 pontos na próxima reunião

* Brasília em Off: O tiro no pé de Lula

* JPMorgan passou a projetar duas altas seguidas de 1pp pelo

Copom

** Seria ideal realizar uma antecipação do ajuste monetário,

disse o banco em relatório assinado pela chefe de pesquisa

econômica para América Latina, Cassiana Fernandez

* Itaú vê economia potencial de R$ 53 bi em 2025, 2026 com

medidas

** “O pacote pode ser insuficiente para o cumprimento do limite

de despesas do arcabouço até 2026”

* BC divulga às 8:30 resultado primário do setor público

consolidado de outubro, estimativa de superávit de R$ 40,1 bi

* Às 9:00, IBGE divulga taxa de desemprego nacional de outubro,

estimativa de 6,2%

* Às 15:30, sai o total da dívida federal de outubro

* BC oferta 15.000 contratos de swap cambial para rolagem

* Guillen participa às 9:30 de Reunião Trimestral com

Economistas - Grupo 10

* Aneel anuncia bandeira tarifária para dezembro


Outros destaques

Novos diretores do BC; Costa critica Campos Neto

* Indicações para diretoria do BC devem ser enviadas ao Senado

nesta sexta-feira ou no início da próxima semana, disse o

ministro da Casa Civil, Rui Costa: Reuters

** Presidente indicará sucessor de Galípolo, além de novo

diretor de regulação e novo diretor de relacionamento

* Rui Costa atribui a alta do dólar ao atual presidente do BC,

Roberto Campos Neto, e disse estar em contagem regressiva para

ter um BC: Valor

* Líderes na Câmara e no Senado apontam que destravar o

pagamento das emendas parlamentares é condição para o aval do

parlamento ao pacote: Folha

* Lula participa às 10:00 de cerimônia de assinatura de

contratos de financiamento do BNDES para infraestrutura e

mobilidade urbana de São Paulo


Empresas

Vale, Itaú

* Vale: Conselho aprova distribuir JCP de R$ 0,52/ação

* Itaú aprova JCP de R$ 0,310560 por ação

* Veja mais informações na Agenda do Dia

* Veja aqui desempenho do Mercado na véspera



Para entrar em contato com o repórter:

Josue Leonel em Sao Paulo, jleonel@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis:

Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Fernando Travaglini

Call Matinal ConfianceTec 2911

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

29/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUINTA-FEIRA (28)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na quinta-feira (28) em forte queda de 2,46%, a 124.531 pontos. É perceptível a frustração do mercado com o pacote.

Já o dólar encerrou o dia de ontem em forte alta de 0,91%, já rompendo os R$ 6. Foi a R$ 6,01. 


MERCADOS HOJE (2911):


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, +0,30%

S&P 500 Futuro, +0,26%

Nasdaq Futuro, +0,39%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,93%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,37%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,29%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -1,95%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,10%

Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,02%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,03%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,03%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,14%

STOXX 600, +0,02%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,09%, a US$ 68,78 o barril

Petróleo Brent, -0,37%, a US$ 73,01 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,14%, a 797,50 iuanes (US$ 110,26)



NO DIA 2911


Fechando a semana num ambiente cercado de incertezas e frustrações. 


Certo que o anúncio do pacote acabou como um "banho de água fria". Certo também que não seria diferente para um governo vocacionado para o "ativismo fiscal".


Mas por que demoraram tanto para anunciar um pacote que mais pareceu um panfleto de campanha?


No fim, o pacote fiscal decepcionou muito mais pela divulgação de medidas "mais políticas" do que técnicas, efetivas de corte de gastos. 


E poucos acreditam numa votação tranquila no Congresso. 


Em NY, os mercados operam em horários reduzidos nesta Black Friday, as bolsas fechando às 15h e os Treasuries, às 16h. A agenda internacional prevê o resultado do PIB de alguns países da Europa e a inflação na zona do euro.


Vamos monitorando. 


AGENDA DO DIA 2911:


EUA: Mercados operam com horário reduzido, após feriado de Ação de Graças; bolsas fecham às 15h e Treasuries às 16h.


Indicadores:

04h00. Alemanha/Destatis: vendas no varejo de outubro

04h00. Turquia/Turkstat: PIB do 3TRI

04h45. França/Insee: PIB do 3TRI

07h00. Zona do euro/Eurostat: CPI e Núcleo do CPI preliminares de novembro

08h30 – Brasil/BCB: Primário do setor público consolidado em outubro

09h00. Brasil/IBGE/Pnad: Taxa de desemprego no trimestre até outubro

10h15. Brasil/FGV: IIE-Br de novembro 

10h30. Canadá/Statcan: PIB do 3TRI

15h30. Brasil/Tesouro: Relatório Mensal da Dívida Pública 

22h30. China/NBS: PMI industrial e PMI de serviços de novembro

Aneel divulga a bandeira tarifária de dezembro.


Eventos:

11h30. Haddad, Tebet, Galípolo, Guillen e outros diretores do BCB participam de almoço da Febraban.

14h30. Brasil: BCB concede coletiva sobre estatísticas fiscais de outubro

16h00. Brasil/Tesouro: Coletiva sobre Relatório Mensal da Dívida Pública.

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa sexta-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

MZ Matinal 2911

 🌎🇧🇷🇺🇸 Dia tem taxa de desemprego e nota fiscal do BC; zona do euro divulga CPI


Os mercados em NY operam em horários reduzidos nesta Black Friday, com as bolsas fechando às 15h e os Treasuries, às 16h. A agenda internacional prevê o resultado do PIB de alguns países da Europa e a inflação na zona do euro. Aqui, é difícil arriscar uma projeção para o dia, após a violenta reação dos investidores ao pacote de contenção dos gastos públicos. O que era para ser um choque positivo das expectativas, acabou adicionando mais incertezas e piorando a percepção de risco fiscal. A entrevista de Haddad e de técnicos da Fazenda não conseguiu acalmar a turbulência dos negócios. Economistas contestam a economia de R$ 70 bilhões anunciada e apresentam cálculos de um impacto bem menor e insuficiente. Além disso, há dúvidas sobre as chances de as medidas passarem no Congresso. (Rosa Riscala)


👉🏼Confira a agenda do dia


▪️ EUA: Mercados operam com horário reduzido, após feriado de Ação de Graças; bolsas fecham às 15h e Treasuries às 16h


Indicadores

▪️04h00 – Alemanha/Destatis: vendas no varejo de outubro

▪️04h00 – Turquia/Turkstat: PIB do 3TRI

▪️04h45 – França/Insee: PIB do 3TRI

▪️07h00 – Zona do euro/Eurostat: CPI e Núcleo do CPI preliminares de novembro

▪️08h30 – Brasil/BC: Primário do setor público consolidado em outubro

▪️09h00 – Brasil/IBGE/Pnad: Taxa de desemprego no trimestre até outubro

▪️10h15 – Brasil/FGV: IIE-Br de novembro 

▪️10h30 – Canadá/Statcan: PIB do 3TRI

▪️15h30 – Brasil/Tesouro: Relatório Mensal da Dívida Pública 

▪️22h30 – China/NBS: PMI industrial e PMI de serviços de novembro

▪️Aneel divulga a bandeira tarifária de dezembro


Eventos

▪️11h30 – Haddad, Tebet, Galípolo, Guillen e outros diretores do BC participam de almoço da Febraban

▪️14h30 – Brasil: BC concede coletiva sobre estatísticas fiscais de outubro

▪️16h00 – Brasil/Tesouro: Coletiva sobre Relatório Mensal da Dívida Pública


🔎 Veja os principais indicadores às 5h40 (horário de Brasília):


🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: +0,30%

* S&P 500 Futuro: +0,26%

* Nasdaq Futuro: +0,39%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), +0,93%

* Nikkei (Japão): -0,37%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +0,29%

* Kospi (Coreia do Sul): -1,95%

* ASX 200 (Austrália): -0,10%

🌍 Europa

* FTSE 100 (Reino Unido): -0,02%

* DAX (Alemanha): -0,03%

* CAC 40 (França): +0,03%

* FTSE MIB (Itália): -0,14%

* STOXX 600: +0,02%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, +0,09%, a US$ 68,78 o barril

* Petróleo Brent, -0,37%, a US$ 73,01 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,14%, a 797,50 iuanes (US$ 110,26)

🪙 Criptos

* Bitcoin, +1,14%, a US$ 95.930,85


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Notícias MZ

 📰 Últimas notícias ⏰


🛒 Carrefour [#CRFB3] tenta recorrer de multa milionária por crime ambiental em Santos (Folha de S.Paulo)


 🇧🇷 Lula indicará novos diretores do BC na sexta-feira ou início da próxima semana, diz Costa (Investing)


💲 Galípolo: Por desemprego baixo e economia ir bem é que BC acha que precisa subir juros (Investing)


💰 JPMorgan revisa Selic terminal para 14,25% e estima alta de 1pp no juro em dezembro, após decepção com pacote fiscal (Broadcast)


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Bankinter Portugal Matinal 2911

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Fecho de uma semana a meio gás marcada pelo feriado americano e escassas referências macro. O saldo semanal volta-nos a mostrar a dissociação entre as bolsas americanas (+0,5%) e as europeias (-0,6%). 

 

Ontem, Europa, sozinha (EUA fechados devido à Ação de Graças) subiu cerca de +0,5% com a tecnologia a liderar a sessão. Principalmente ASML (+2,4%) e os restantes semicondutores depois de Bloomberg publicar que as restrições dos EUA sobre a venda de chips à China poderão ser mais suaves do que o inicialmente esperado. A macro teve um impacto limitado: (i) o IPC da Alemanha subiu uma décima a menos do que o esperado (+2,2% desde +2,0%) e (ii) Villeroy (BCE) mostrou um tom dovish, afirmando que não descarta ver as taxas de juros abaixo do nível neutral. Consequentemente, as rentabilidades das obrigações cederam (Bund -3 p.b.; Espanha -5 p.b.) e o euro depreciou-se ligeiramente face ao dólar.  

 

Hoje voltaremos a ter uma sessão com baixa atividade. Nova Iorque reabre, mas só a meia sessão e com a atenção nos primeiros dados de vendas de uma campanha de Natal para a qual se esperam crescimentos de +2,5%/+3,5%, segundo National Retail Federation. A única referência importante será a inflação europeia (10h; +2,3% esp. desde +2,0% ant.). Aumentará pelo efeito base de uns preços de energia altos em 2023, mas poderá ser menor do que o esperado, já que ontem o IPC alemão, utilizado para o cálculo europeu, estancou-se em +2,4% (vs +2,6% esperado). Com o mercado já fechado, teremos a revisão do rating de França (S&P: AA-; estável), a qual poderá ter uma tendência negativa dada a instabilidade do país. 

 

Em suma, o padrão que temos visto nas últimas semanas voltará a complicar-se. Estimamos uma sessão fraca na Europa, pelo menos até se conhecer os dados da inflação, e positiva nos EUA, com vontade de subir após o feriado e quedas de quarta-feira. 

 

S&P500, Nq-100, SOX: cerrado. ES-50 +0,5% IBEX +0,3% VIX 13,9% Bund 2,12% T-Note 4,21% Spread 2A-10A USA=2pb B10A: ESP 2,84% PT 2,60% FRA 2,94% ITA 3,34% Euribor 12m 2,46% (fut.12m 2,00%) USD 1,055 JPY 158,6 Ouro 2.661$ Brent 73,31$ WTI 69,04$ Bitcoin +1,3% (96.321$) Ether -0,3% (3.561$) 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 2911

 Sexta-feira, 29 de Novembro de 2024.


IMPACTO DO PACOTE NÃO BATE COM CONTAS DO MERCADO

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato**



… Os mercados em NY operam em horários reduzidos nesta Black Friday, com as bolsas fechando às 15h e os Treasuries, às 16h. A agenda internacional prevê o resultado do PIB de alguns países da Europa e a inflação na zona do euro. Aqui, é difícil arriscar uma projeção para o dia, após a violenta reação dos investidores ao pacote de contenção dos gastos públicos. O que era para ser um choque positivo das expectativas, acabou adicionando mais incertezas e piorando a percepção de risco fiscal. A entrevista de Haddad e de técnicos da Fazenda não conseguiu acalmar a turbulência dos negócios. Economistas contestam a economia de R$ 70 bilhões anunciada e apresentam cálculos de um impacto bem menor e insuficiente. Além disso, há dúvidas sobre as chances de as medidas passarem no Congresso.


… A despeito do compromisso de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, que prometeram todo o esforço para votar as propostas ainda neste ano, todo mundo sabe que as matérias do Executivo chegam de um jeito no Legislativo e saem de outro.


… O primeiro suspense é sobre a compensação da reforma da renda, que isentou faixa do IR até R$ 5 mil.


… Os parlamentares até podem aprovar essa medida que é popular, e implica uma renúncia estimada em R$ 35 bilhões pelo governo, mas quem garante que vão aumentar a tributação dos mais ricos? E se não aprovarem?


… O governo se precipitou em anunciar a reforma em cima de uma variável pela qual não pode responder e agravou a situação fiscal.


… Algumas medidas foram consideradas na direção certa, como a mudança no reajuste do salário mínimo, que limitou o aumento real em 2,5%, e do abono salarial, que passará a ser pago para quem recebe até um salário e meio, e não mais dois salários.


… Já a decisão de manter os pisos da Saúde e da Educação, que deve continuar ameaçando o arcabouço fiscal, foi uma frustração a quem esperava mudanças estruturais. Nem nos números do governo o mercado acreditou.


… Para a Warren Investimentos, a economia do pacote deve ser de 62% do valor anunciado de R$ 71,9 bilhões, ou cerca de R$ 45 bilhões.


… Já economistas do Itaú Unibanco calculam um potencial de economia de R$ 53 bilhões nos próximos dois anos, 2025 e 2026, enquanto nas contas da Monte Bravo, as medidas resultarão numa contenção de despesas em torno de R$ 40 bilhões a R$ 45 bilhões.


… Para Felipe Miranda (Empiricus), o pacote do governo Lula cria uma ponte até 2026, quando será essencial promover uma rediscussão profunda estruturante e reformista. “A partir de 27, independentemente de qual governo for eleito, será inevitável revisitar a questão fiscal.”


.… Depois de esperar um mês, o mercado projeta agora mais inflação e mais juros.


… O ceticismo e o mau humor com o pacote fiscal levou o dólar a bater R$ 6 pela primeira vez desde o Plano Real, enquanto a curva do DI passava a projetar uma Selic terminal de 14,75%, com a aposta de 100pbs em dezembro ganhando força (abaixo).


GALÍPOLO – Cobrado a adotar uma mensagem hawkish, diante da explosão de pessimismo vivida ontem pelos mercados, o futuro presidente do BC não decepcionou em palestra à noite, durante evento do Esfera Brasil, em SP.


… Reconheceu que o BC está incomodado com a desancoragem da inflação corrente e das expectativas, repetiu que meta [de inflação] se cumpre e que cabe ao Copom colocar a Selic em nível restritivo pelo tempo necessário.


… Em dia de estouro do dólar para R$ 6, disse que o real depreciado e a economia aquecida levam a imaginar convívio com juro elevado e que, pior do que o impacto da inflação para a população, seria o BC não subir o juro.


… Em um discurso sem concessões políticas, avisou que elevar a taxa em um mandato de quatro anos é normal. “Se pretende ser Miss Simpatia, lugar não é BC”, observou Galípolo, que assume o comando do BC em janeiro.


… Ele ainda aproveitou para reiterar várias vezes a independência do BC para tocar a política monetária como quiser.


… A ênfase na postura autônoma veio horas depois do desconforto provocado pelos comentários do ministro Rui Costa, que está em “contagem regressiva” para ter um BC dirigido “por quem mora no Brasil e não em Miami”.


… Numa direta para Campos Neto, o ministro da Casa Civil atribuiu o nervosismo no mercado ontem à ação “deliberada” de RCN, que “boicota o governo, cria sensação permanente de instabilidade e só fala mal do Brasil”.


… Segundo Rui Costa, Lula já escolheu os nomes dos novos diretores do BC, que devem ser encaminhados hoje ou, no máximo, na próxima semana. Os mandatos de Otavio Damaso e Carolina Barros terminam no último dia do ano.


… Em discurso fechado no Palácio do Planalto nesta 5ªF, o presidente Lula qualificou o pacote fiscal de “coisa extraordinária” para a contenção do excesso de despesas e para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal.


MAIS AGENDA – Galípolo, Guillen, Haddad e Tebet participam de almoço da Febraban (11h30).


… Entre os indicadores, o IBGE deve mostrar que o mercado de trabalho brasileiro segue apertado com a divulgação da Pnad Contínua, às 9h.


… Mediana das expectativas em pesquisa Broadcast aponta que a taxa de desemprego deve ter caído para 6,2% no trimestre até outubro, de 6,4% até setembro. As projeções vão de 6,0% a 6,4%.


… Às 8h30, o BC informa o primário do setor público consolidado, que deve mostrar superávit de R$ 40,5 bilhões, após déficit de R$ 7,34 bilhões em setembro. A coletiva do BC sobre os números será às 14h30.


… O Tesouro divulga o relatório mensal da dívida pública de outubro às 15h30, com coletiva às 16h.


… Sem horário definido, a Aneel divulga a bandeira tarifária de dezembro.


LÁ FORA – A zona do euro divulga o CPI preliminar de novembro, às 7h. A expectativa é que o índice cheio acelere de 2% para 2,4% na comparação anual. O núcleo deve subir de 2,7% para 2,9%.


… Vários países divulgam PIB do 3Tri, como França (4h45), Turquia (4h) e Canadá (10h30). No final da noite, saem na China os dados oficiais do PMI da indústria e dos serviços em novembro.


FOGO NA FARIA LIMA – Dólar a R$ 6 e projeção de Selic em quase 15% dão a medida do dia de cão nos mercados, em que o pacote fiscal caiu como uma bomba, na reação potencializada pela medida populista do IR.


… Não bastasse a desconfiança de que o corte de gastos será desidratado e a taxação dos super-ricos enfrentará muitas resistências, também a isenção tributária pretendida antecipa a perda de potência da economia fiscal.


… O desfecho previsível deste quadro negativo, na avaliação do mercado, é que o BC será cobrado a dar uma resposta mais agressiva na política monetária. Estão dizendo que +0,75pp para a Selic em dezembro virou piso.


… Bancos estrangeiros já começam a puxar a régua ontem, antecipando maior pressão fiscal adiante. O JPMorgan passou a apostar em um choque de 1pp no juro mês que vem e revisou a aposta da Selic terminal para 14,25%.


… O Barclays, que ainda confiava que o Copom manteria o ritmo de aperto em meio ponto, passou agora a esperar aceleração da dosagem a 0,75pp, com o ciclo de alta fechando em 13,50% (de 12,75% antes) e com riscos para cima.


… Na curva do DI, sempre na vanguarda do estresse fiscal, alguns contratos já testaram 14% ontem, o que não se via desde o governo Dilma, segundo anotou a jornalista Denise Abarca, no Broadcast. Deu o termômetro do caos.


… No espaço de 24h, as apostas isoladas de alta de 1pp na Selic em dezembro arrancaram de 4% para 28%. Também já é quase majoritária a precificação desta mesma dose de 1pp em janeiro e março, com Selic terminal de 14,75%.


… A perspectiva de um ciclo de aperto mais agressivo e mais longo disparou pressão generalizada no câmbio e DI.


… O contrato de juro para janeiro de 2026 cravou a máxima histórica de fechamento, a 13,91%, contra 13,55% na véspera. Jan/27 foi a 14,040% (de 13,620%) e Jan/29, a 13,910% (pico do dia, contra 13,450% no pregão anterior).


… Na ponta longa, o vencimento para Jan/31 fechou a 13,750% (de 13,290%); e Jan/33, a 13,630% (13,160%).


… Em meio ao estresse, o Tesouro foi malsucedido no leilão de títulos públicos, colocando apenas um lote pequeno de LTN, a metade da oferta, e nada de NTN-F – o papel preferido dos gringos.


… Com o governo riscando o fósforo nos negócios, o dólar atingiu a inédita marca de R$ 6 no pior momento (R$ 6,0036). A moeda americana terminou o dia em alta de 1,29%, a R$ 5,9895, novo recorde histórico nominal.


… Para hoje, espera-se mais volatilidade no mercado de câmbio, parte dela atribuída à disputa da taxa Ptax.


… A forte injeção de dinheiro esperada na economia com a isenção tributária para quem ganha até R$ 5 mil traz riscos potenciais à inflação e também pode turbinar o crescimento do PIB, exigindo trabalho dobrado do Copom.


… Às vésperas do PIB/3Tri, que o IBGE solta na próxima 3ªF, o Itaú aponta viés de alta em sua estimativa de 3,2% para o acumulado do ano, caso o Brasil confirme expansão de 0,6% entre julho e setembro, após +1,4% no 2Tri.


STRIKE – Com a confiança do investidor abalada desde a noite anterior, depois do pronunciamento de Haddad, já nos primeiros minutos do pregão, o Ibovespa perdeu os 127 mil pontos.


… Depois da abertura, o índice à vista continuou rolando ladeira abaixo. Furou os 126 mil pontos, para em seguida romper os 125 mil e fechar aos 124.610,41 pontos, num mergulho de 2,40% no dia.


… Foi o menor nível de fechamento em cinco meses (desde 28/6) e a maior baixa porcentual desde 2 de maio (também de 2,4%). Faltando só hoje para fechar novembro, o Ibov acumula queda de 3,93%. No ano, afunda 7,14%.


… O giro de R$ 27,7 bilhões no dia, novamente acima da média recente – mesmo sem a referência de NY -, denunciou o forte movimento de fuga do risco.


… Com o risk-off rodando alto, as blue chips afundaram. Petrobras ON recuou 1,67% (R$ 41,75) e PN (-1,03%; R$ 38,59). Vale perdeu 1,03% (ON, a R$ 57,53), a despeito do minério de ferro estável em Dalian.


… Bancos e papéis sensíveis aos juros foram os grandes perdedores do dia. Bradesco PN caiu 4,20% (R$ 12,76), Bradesco ON, -3,69% (R$ 11,23), Itaú, -3,60% (R$ 32,68), Santander, -3,04% (R$ 24,90); e BB, -2,93% (R$ 24,48).


… MRV liderou as perdas, com -14,10% (R$ 5,30), seguida por CVC (-13,38%; R$ 2,33) e Renner (-10,16%; R$ 14,50).


… Na outra ponta, exportadoras se beneficiaram do dólar caro. No topo da lista positiva, JBS avançou 3,35%, a R$ 36,38. Suzano subiu 3,00%, a R$ 61,53; SLC Agrícola, +2,64%, a R$ 17,52; e Klabin, +1,97% (R$ 21,71).


PETRÓLEO – A cotação do Brent/jan subiu 0,66%, a US$ 72,78 o barril, na ICE, depois de a Opep+ adiar de 1º para 5 de dezembro a reunião que vai decidir se os cortes de produção serão mantidos no início de 2025.


… Apuração da Reuters informou que o cartel está discutindo o adiamento do aumento da produção para o 1Tri25.


… Entre as questões que precisam ser abordadas, está o aumento da produção dos Emirados Árabes Unidos, atualmente programada para começar em janeiro, segundo duas fontes da Opep+ ouvidas pela agência.


… O banco ANZ espera que o cartel e seus aliados adiem o aumento para fevereiro, permitindo que o grupo analise o impacto da nova administração dos EUA sobre comércio e política externa.


THANKSGIVING DAY – Sem negócios em NY e liquidez limitada pelo feriado nos EUA, o índice DXY fechou estável (-0,03%), em 106,048 pontos.


… Depois de forte altas nos últimos dias, em meio à expectativa de elevação de juros pelo BoJ, o iene recuou 0,31%, a 151,546/US$.


… O euro (-0,09%, a US$ 1,0557) e a libra (+0,09%, em US$ 1,2689) fecharam estáveis. Na Alemanha, a leitura preliminar do CPI de novembro acelerou de 2% para 2,2%, na comparação anual, mas abaixo da expectativa de 2,3%.


… Em entrevista, Christine Lagarde chamou atenção para o impacto inflacionário de uma eventual guerra comercial entre EUA e Europa.


… Se os governos europeus retaliarem, desencadeando um conflito comercial transatlântico, haveria um impacto na demanda e na produção econômica global, disse a presidente do BCE.


EM TEMPO… VALE pagará R$ 2,22 bilhões em JCP, no valor bruto de R$ 0,52 por ação. A data de corte é 11 de dezembro; ‘ex’ a partir do dia 12. A data de pagamento está prevista para março de 2025.


ITAÚ aprovou a distribuição de JCP no valor líquido de R$ 0,2639 por ação, com pagamento em 30/4/25; ex em 10/12/24.


ASSAÍ. Sharp Capital Gestora de Recursos atingiu o montante de 69.479.153 ações ON de emissão da companhia, correspondentes a 5,14% dos papéis do tipo.


MRV&CO. A empresa de loteamentos do grupo, Urba Desenvolvimento Urbano, aprovou a 8ª emissão de debêntures, no valor de R$ 150 milhões.


ULTRAPAR aprovou programa de recompra de até 25 milhões de ações, o que representa cerca de 2,29% dos papéis em circulação.

Churchill

 “Não existe opinião pública, existe opinião publicada."- Sir Winston Churchill

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Felipe Moura

 "*Ninguém favoreceu Lula e STF como Jair Bolsonaro.*


Em resumo:


- Botou petista Aras na PGR (acabou com a Lava Jato) e “nosso Kassio” do Centrão no Supremo (votou por validar suspeição de Moro no caso do triplex e retirar delação de Palocci no caso do Instituto Lula, ambos envolvendo Odebrecht);


- Sabotou CPI da Lava Toga, que investigaria Toffoli, inclusive por abrir o inquérito das fake news, o primeiro monstrengo relatado por Moraes; e vetou projeto contra decisões monocráticas (tudo porque Toffoli blindou seu filho Flávio monocraticamente, paralisando investigações de peculato);


- Sancionou jabutis inseridos no pacote anticrime (restrições a prisão preventiva e delação premiada; criação da figura do juiz de garantias) e ajudou a afrouxar leis penais e de improbidade (até para se livrar de processo por sua funcionária fantasma Wal do Açaí);


- Aloprou na pandemia, afastando eleitores moderados;


- Criou, com tramas de golpe, a cortina de fumaça ideal para o avanço da impunidade de criminosos de colarinho branco e para o poder de ministros do STF, que posam de guardiões da “democracia” contra a “extrema-direita” enquanto livram até o petista José Dirceu de condenações e participam de eventos patrocinados pelos irmãos Batista;


- Alimentou a “Rataria” de militares golpistas e de jagunços virtuais que buscam “infernizar” a vida e a família de quem não se curva, tentando assassinar reputações e intimidar os alvos, incluindo comandantes do Exército e da Aeronáutica que recusaram o golpismo, expoentes da Lava Jato, e jornalistas independentes que vigiam Lula, STF e, claro, Bolsonaro;


- Comprou apoio midiático, redistribuindo milhões de reais de publicidade federal para emissoras de empresários amigos, que empregaram blogueiros dispostos a acobertar a sujeira do então presidente em troca de salários altos, microfone em horário nobre, audiência e visibilidade, até a maioria ser demitida na virada do governo, quando a torneira fechou;


- Conseguiu perder a eleição de 2022 para o candidato que ajudou a tirar da cadeia;


- Apoiou a candidatura do irmão de Gilmar Mendes à prefeitura de Diamantino-MT em 2024, além de ter, no governo, distribuído cargos a aliados, advogado e primo do ministro…


E por aí vai, porque a lista é imensa.


O pior, no entanto, não é o histórico de colaboracionismo do radical do Centrão com o sistema que finge combater, mas o silêncio cúmplice e os panos oportunistas de uma suposta direita que se deixou usurpar."


(Felipe Moura Brasil, O Antagonista)


https://x.com/FMouraBrasil/status/1861758983247200499

Jairo José da Silva

 Golpes de Estado são manobras ilegais para a tomada de controle do Estado e vêm em vários tipos e sabores. Há os amargos e violentos e há os repugnantes e oportunistas.

O golpe desferido pelo STF foi do segundo tipo, o de 64 foi do primeiro. Já o golpe do táxi arrisca ser do tipo ridículo. Ou puramente fantasioso.

Eu não duvido nada que tenha havido militares sonhando com golpe, mas como disse o poeta, há distância entre intenção e gesto.

São duas as precondições de um líder golpista: ter controle de gente e acesso a armas. Ele precisa ter certeza de que a uma ordem sua haverá pessoas armadas sob seu comando dispostas a atirar.

Quais dentre os investigados satisfazem esse critério? Se nenhum, podem engavetar a investigação. Não há tentativa de golpe sem a possibilidade material do golpe. Seria como acusar alguém que apontou o dedo a uma pessoa e disse “bam! bam!” de tentativa de assassinato.

A menos que esse suposto golpe seja só um capítulo de outro, anterior, o golpe do STF.

Aí sim, ele será elevado à categoria de perigo máximo. Com ou sem táxi.

Chega de paliativos fiscais

 https://www.estadao.com.br/opiniao/chega-de-paliativos-fiscais/


*Chega de paliativos fiscais*


_Bloqueios bilionários no Orçamento não resolvem problema estrutural do País, que deve promover um ajuste rigoroso dos gastos públicos, como fez a agora superavitária Argentina_


O crescimento das despesas obrigatórias da União acima do esperado, em especial os gastos com benefícios previdenciários, levou a mais um bloqueio no Orçamento, desta vez de R$ 6 bilhões – e não R$ 5 bilhões, como havia estimado o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Com isso, o total bloqueado para tentar conter o rombo das contas públicas em 2023 no limite de R$ 28,7 bilhões chega a R$ 19,3 bilhões, numa ginástica contábil que evidencia a cada dia a fragilidade do arcabouço sem uma reestruturação total das despesas que Lula da Silva reluta em promover.


Pelos sinais emitidos de forma recorrente pelo Planalto, o mercado aposta em um fôlego curto para o pacote de corte de gastos que o governo está prestes a anunciar, após mais de um mês de expectativas. Algo que trará, no máximo, alívio transitório a um problema que exige solução duradoura e não simples retoques na pintura para apresentar um quadro de déficits tolerados. Como disse em entrevista ao Estadão a professora do Insper Laura Muller Machado, o planejamento deveria envolver menos quais serão os alvos dos cortes e mais qual política pública funciona ou não.


O governo sabe disso e os modelos em discussão no Ministério do Planejamento comprovaram, ao abordar a indexação excessiva dos benefícios sociais, a conta previdenciária impagável e programas ineficientes. Mas, ciente da dificuldade de levar à frente o “corte estrutural” que defende, a ministra Simone Tebet – que, aliás, não participou da reunião ministerial com Lula para apresentar formalmente o pacote – adiantou, no mês passado, que a proposta virá parcelada, com um primeiro conjunto de medidas seguido por “pelo menos outros dois” que ainda serão elaborados.


Parece mais um eufemismo para descrever o acanhamento do governo Lula da Silva quando o assunto é reduzir gastos públicos. Também em entrevista a este jornal, o CEO da Verde Asset, Luis Stuhlberger, definiu com uma conta simples o ceticismo do mercado em relação à possibilidade de o governo limitar o crescimento das despesas a 2,5% ao ano: “O gasto com Previdência está perto de R$ 1 trilhão. Se ele cresce 4% ao ano, como vai caber nos 2,5%?”.


Nesse sentido, a pontaria de Javier Milei na Argentina tem se mostrado bem mais certeira, com um ajuste fiscal duríssimo, que inclui cortes de subsídios e enxugamento da máquina pública, para reduzir de imediato 35% dos gastos do Estado em relação a 2023. Nos primeiros dez meses do ano, as contas argentinas acumularam superávit primário de 10,3 trilhões de pesos (R$ 59,4 bilhões), um feito em relação ao déficit de 2,9 trilhões de pesos (R$ 16,7 bilhões) no mesmo período de 2023.


Em que pesem todas as ressalvas feitas a “El Loco” – e o também duro custo social do ajuste –, ele tem mostrado consistência na busca pelo cumprimento da meta de déficit zero, em contraste com a débil política fiscal do Brasil. Outras medidas que marcaram sua controversa campanha, como o fechamento do Banco Central argentino e a dolarização da economia, ficaram apenas como bravatas e nada indica que ainda têm chance de serem concretizadas.


Por aqui, Lula da Silva insiste no discurso que baseia o desenvolvimento econômico no Estado gastador, centrado em medidas contra a pobreza e a fome. Decerto políticas de combate à desigualdade social devem figurar entre as prioridades de qualquer governo, mas dentro do limite que a economia é capaz de suportar sem criar inflação, que reduz o poder de compra justamente dos mais pobres.


A pobreza não vai se reduzir pela vontade de Lula. Aliás, o PT de Lula esteve no poder em 15 dos últimos 21 anos e, malgrado alguma melhora superficial, os pobres continuam no mesmo lugar, sem perspectivas e dependentes do Estado em várias regiões do País. Ou seja, só o desejo de justiça social não é capaz de mudar a realidade. É preciso coragem para enfrentar as questões estruturais que emperram o desenvolvimento do País – e isso, já vimos, Lula não tem."

Tony Volpon

 [28/11, 11:08] José Augusto Lambert: 

*ANÚNCIO DO PACOTE FISCAL FOI VÍDEO DE CAMPANHA, NÃO DE MEDIDAS* 

Tony Volpon, analista do CNN Money. critica apresentação das medidas econômicas do governo, destacando a falta de clareza e compromisso com o arcabouço fiscal.

O anúncio do pacote de corte de gastos do governo pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (27) se caracterizou como um “vídeo de campanha” em vez de um anúncio efetivo de medidas econômicas, disse Tony Volpon.

Segundo o especialista, a forma como o pacote foi divulgado passa a impressão de que o governo, fora da equipe econômica, não compreendeu a importância de vender essas medidas como positivas.

 Volpon argumentou que estas são essenciais para garantir a redução da inflação e a queda sustentável da taxa de juros nos próximos anos.

“Ao invés de vender isso como um ajuste necessário, especialmente no ambiente externo bastante pior do que se imaginava, fica essa bagunça, esse saco de gastos de medidas”, disse.

Ele expressou preocupação com a falta de clareza sobre quais medidas serão aprovadas pelo Congresso, dada a mistura de propostas populares e impopulares no pacote.

O colunista também apontou uma aparente falta de compromisso com o processo de harmonizar os gastos dentro do arcabouço fiscal recentemente aprovado. Esta postura, segundo ele, envia um sinal preocupante para o Congresso e para aqueles fora do governo.

 “Se o próprio PT não está disposto como partido, se o presidente não está disposto a dar sustentação para o arcabouço fiscal, por que eu, que estou fora do governo, ou eu, que estou fora do PT, vou gastar meu capital político aprovando essas medidas, várias delas que são, de fato, impopulares?”, questionou Volpon, destacando o desafio político que o governo enfrentará para aprovar as medidas propostas.


A análise de Volpon sugeriu um cenário complexo para a implementação do pacote fiscal, com potenciais obstáculos tanto na comunicação quanto na articulação política necessária para sua aprovação e efetivação."

Matinal Josué Leonel

 Vai rolar: Coletiva sobre corte de gastos é destaque do dia

[28/11/24]… O feriado de Ação de Graças nos EUA fecha os mercados hoje em NY, impondo liquidez reduzida, no dia em que os investidores no Brasil finalmente conhecerão os detalhes do pacote fiscal.


Uma entrevista coletiva de Haddad, Tebet e Rui Costa foi marcada para às 8h, seguida de explicações dos técnicos da equipe econômica.


O pronunciamento do ministro da Fazenda em rede nacional, ontem à noite, foi político e não deixou claro para a população de onde virá a economia de R$ 70 bilhões para equilibrar as contas públicas.


Mas a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, que disparou o dólar a R$ 5,91, surgiu como principal destaque da fala de Haddad, que confirmou ainda alíquota maior das rendas acima de R$ 50 mil para compensar a renúncia na arrecadação. Essa foi a surpresa guardada a sete chaves. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️ 07h00 – Alemanha/Destatis: CPI de novembro

▪️ 07h00 – Zona do euro: Índice de confiança do consumidor em novembro (final)

▪️ 08h00 – Brasil/FGV: IGP-M de novembro

▪️ 08h00 – Brasil/FGV: Confiança do Comércio e dos Serviços

▪️ 08h30 – Brasil/BC: Nota de crédito de outubro

▪️ 09h00– Brasil/IBGE: IPP de outubro


Eventos

▪️ 08h00 – Brasil: Fazenda, Planejamento e Casa Civil dão coletiva sobre corte de gastos

▪️ 18h45 – Brasil: Diretor do BC Gabriel Galípolo fala em evento do Esfera Brasil

Matinal MZ 2811

 🌎🇧🇷🇺🇸 Coletiva sobre corte de gastos é destaque do dia 


O feriado de Ação de Graças nos EUA fecha os mercados hoje em NY, impondo liquidez reduzida, no dia em que os investidores no Brasil finalmente conhecerão os detalhes do pacote fiscal. Uma entrevista coletiva de Haddad, Tebet e Rui Costa foi marcada para as 8h, seguida de explicações dos técnicos da equipe econômica. O pronunciamento do ministro da Fazenda em rede nacional, ontem à noite, foi político e não deixou claro para a população de onde virá a economia de R$ 70 bilhões para equilibrar as contas públicas. Mas a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, que disparou o dólar a R$ 5,91, surgiu como principal destaque da fala de Haddad, que confirmou ainda alíquota maior das rendas acima de R$ 50 mil para compensar a renúncia na arrecadação. Essa foi a surpresa guardada a sete chaves. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️07h00 – Alemanha/Destatis: CPI de novembro

▪️07h00 – Zona do euro: Índice de confiança do consumidor em novembro (final)

▪️08h00 – Brasil/FGV: IGP-M de novembro 

▪️08h00 – Brasil/FGV: Confiança do Comércio e dos Serviços

▪️08h30 – Brasil/BC: Nota de crédito de outubro

▪️09h00–  Brasil/IBGE: IPP de outubro


Eventos

▪️08h00 – Brasil: Fazenda, Planejamento e Casa Civil dão coletiva sobre corte de gastos

▪️18h45 – Brasil: Diretor do BC Gabriel Galípolo fala em evento do Esfera Brasil


🔎 Veja os principais indicadores às 5h40 (horário de Brasília):


🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: +0,07%

* S&P 500 Futuro: +0,11%

* Nasdaq Futuro: +0,21%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), -0,43%

* Nikkei (Japão): +0,56%

* Hang Seng Index (Hong Kong): -1,20%

* Kospi (Coreia do Sul): +0,06%

* ASX 200 (Austrália): +0,45%

🌍 Europa

* FTSE 100 (Reino Unido): +0,19%

* DAX (Alemanha): +0,58%

* CAC 40 (França): +0,52%

* FTSE MIB (Itália): +0,32%

* STOXX 600: +0,49%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, -0,39%, a US$ 68,45 o barril

* Petróleo Brent, -0,36%, a US$ 72,57 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, 0,00%, a 786,5 iuanes (US$ 108,46)

🪙 Criptos

* Bitcoin, -1,40%, a US$ 95.508,00


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BDM Matinal Riscala 2811

 *Rosa Riscala: Isenção de IR assume protagonismo do pacote*


… O feriado de Ação de Graças nos EUA fecha os mercados hoje em NY, impondo liquidez reduzida, no dia em que os investidores no Brasil finalmente conhecerão os detalhes do pacote fiscal. Uma entrevista coletiva de Haddad, Tebet e Rui Costa foi marcada para as 8h, seguida de explicações dos técnicos da equipe econômica. O pronunciamento do ministro da Fazenda em rede nacional, ontem à noite, foi político e não deixou claro para a população de onde virá a economia de R$ 70 bilhões para equilibrar as contas públicas. Mas a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, que disparou o dólar a R$ 5,91, surgiu como principal destaque da fala de Haddad, que confirmou ainda alíquota maior das rendas acima de R$ 50 mil para compensar a renúncia na arrecadação. Essa foi a surpresa guardada a sete chaves.


… É difícil saber se a isenção do IR para a faixa salarial mais baixa já constava do pacote ou se foi uma imposição de última hora à Fazenda. Essa era uma promessa de campanha do presidente Lula para o final de seu mandato, em 2026, e que foi antecipada.


… O fato é que Haddad aceitou que as coisas se misturassem e foi à TV para anunciar só boas notícias e omitir informações do ajuste.


… A mudança na política de reajuste do salário mínimo, que deixará de ser corrigido pelo PIB, não foi comunicada. O ministro disse que o salário mínimo continuará tendo aumento real, mas não contou que será limitado a 2,5% acima da inflação.


… Mesma coisa em relação ao abono salarial, benefício que ele destacou como importante e que passará a ser limitado a quem ganha até um salário mínimo e meio (R$ 2.640) e não mais a quem recebe até dois salários mínimos.


… Haddad também falou da contribuição de outros setores da sociedade, confirmou que a metade das emendas parlamentares irão para a Saúde, que os militares aposentarão aos 55 anos, não mais aos 50 anos, que os supersalários serão combatidos.


… O ministro ainda citou números positivos da economia. Disse que o PIB deve crescer mais de 3% neste ano, que o desemprego está em um dos níveis mais baixos da história e atribuiu os ajustes a desafios do cenário externo para proteger a economia.


… Não foi um pronunciamento para o mercado financeiro, que espera há um mês pelo anúncio das medidas.


… O mercado ainda quer saber dos riscos da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, se o impacto fiscal será mesmo neutro, como o ministro Haddad disse, e se o Congresso está convencido a aumentar “um pouco” o imposto de quem ganha mais de R$ 50 mil.


… Matéria da jornalista Idiana Tomazelli, na Folha, informa que o governo vai propor uma alíquota mínima efetiva, que pode chegar a 10% no IR, às rendas acima de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano.


… Contribuintes com rendas elevadas costumam ter os ganhos concentrados em rendimentos isentos (lucros e dividendos). Por isso, embora a tabela do IRPF preveja cobrança de até 27,5%, a alíquota efetiva é bem menor.


 … Às vezes, fica abaixo de 2%. O Broadcast também confirmou com fontes de mercado a tributação da renda mais alta, que será progressiva, com alíquotas de 5% a 10%.


… A imprensa trouxe ainda que o governo vai propor, além da isenção para quem recebe até R$ 5 mil, um desconto de imposto para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,5 mil.


… Na avaliação da Armor Capital, partindo do princípio de que os que ganham mais de R$ 50 mil mensais pagarão mais imposto, os dividendos devem ser afetados, ocasionando múltiplos mais baixos na bolsa.


… Por outro lado, segundo a gestora, a isenção para quem ganha até 5 mil aumentará a demanda e o consumo, com risco de inflação corrente mais alta e juros também mais elevados no Brasil.


… No meio da tarde desta 4ªF, quando estourou a notícia, foi um Deus nos Acuda no mercado, com a disparada do dólar, dos juros futuros e queda do Ibovespa (leia abaixo). Resta saber se a entrevista desta manhã conseguirá baixar os ânimos.


… É provável que o dólar devolva o estresse de quando reagiu à inesperada isenção do IR para a primeira faixa, mas voltar do pico para a faixa de R$ 5,80 não é muita vantagem, considerando que um mês atrás, quando começou a novela, o dólar estava em R$ 5,70.


… De qualquer modo, ainda que as contas fechem e os detalhes do pacote convençam, o governo perdeu o timing e a chance de obter um choque positivo nas expectativas – que era o grande objetivo do pacote fiscal para devolver confiança na política fiscal.


… Com o anúncio envergonhado das medidas, tomando-se o pronunciamento de Haddad, o governo mostrou que tem muita dificuldade em enfrentar seu discurso político e “uma revisão mais ampla dos gastos”, como disse a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória.


… Para o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, o sequestro do protagonismo do plano de contenção de gastos pela agenda de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais “foi um tiro no pé”.


… “Todos à espera de ajuste fiscal e então nasce com ele uma proposta de mais isenções. A ver como será desenhada a compensação.”


… Mais cedo, Felipe Salto calculou que a isenção do IR para a faixa até R$ 5 mil tem custo de, ao menos, R$ 45,8 bilhões.


MAIS AGENDA – A perda do ímpeto na alta dos preços industriais deve desacelerar o IGP-M de novembro (8h) para 1,15%, contra 1,52% em outubro. As projeções em pesquisa Broadcast, todas de alta, variam de 1,01% a 1,31%.


… Às 8h30, o BC divulga o relatório de crédito em outubro. No final da tarde (18h45), já com os detalhes do pacote fiscal conhecidos pelo mercado financeiro, Gabriel Galípolo dará palestra em evento do Esfera Brasil. 


… Lá fora, com NY fechada para o Thanksgiving, o destaque vai para o CPI de novembro na Alemanha (10h).


PACOTE DE BONDADE – Pego no susto pelo anúncio inesperado da isenção do IR junto ao corte de gasto, o investidor fez questão de exibir irritação com o timing do governo, que ofusca o esforço de controle de despesa.


… Os juros futuros chegaram a arrancar 50 pb na ponta longa da curva no pior momento, enquanto o dólar rompia R$ 5,91. Nem no auge da pandemia, a moeda ficou tão cara quanto ontem, quando cravou o pico nominal histórico.


… Ignorando o alívio externo com a aposta de que o Fed ainda vai cortar o juro em dezembro, o dólar registrou uma escalada de 1,81%, para R$ 5,9135, maior cotação nominal de fechamento desde o início do Plano Real.


… Na máxima intraday, por pouco, não bateu na faixa de R$ 5,93, tendo sido negociado a R$ 5,9289.


… No salto dos prêmios de risco, o DI Janeiro/26 subiu a 13,500% (de 13,270% no fechamento anterior); Jan/27, a 13,620% (de 13,325%); Jan/29, a 13,450% (de 13,085%); Jan/31, a 13,290% (12,910%); e Jan/33, 13,160% (12,790%).


… No ambiente de forte tensão, prosperaram na curva apostas especulativas de que o Copom dê um choque de 1pp na Selic, com juro terminal de 14,25%, ainda que sempre se deva dar o desconto para os exageros embutidos no DI.


… O ex-diretor do BC Fabio Kanczuk (da ASA) defende 1pp e Selic acima de 15%. Mas acredita que o BC dará 0,75pp, com juro em 13,50% até o começo do ano que vem. “É o que acho que vão fazer, não o que deveriam fazer.”


… Já para o Bradesco, não há qualquer razão que justifique acelerar agora a alta da Selic (0,5pp), “mesmo se o orçamento final for maior”. Para o banco, alongar o ciclo de aperto e esperar os efeitos faz muito mais sentido.


… A instituição financeira elevou a estimativa para o juro terminal de 10,75% para 12,00%. Em relatório, a projeção do banco para o IPCA/24 rompeu o teto da meta e subiu de 4,5% para 4,8%; em 2025, passou de 3,8% para 4,4%.


… Diante da incerteza quanto à sustentabilidade do arcabouço fiscal, em um cenário de juro elevado, o Bradesco estima depreciação significativa do real e passou a prever dólar de R$ 5,75 no fim do ano, contra R$ 5,40 antes.


… A projeção do banco para o câmbio no final de 2025 aumentou de R$ 5,10 para R$ 5,50. Diante da expansão dos gastos públicos, a previsão para o PIB foi elevada em 2024 (de 3,1% para 3,5%) e em 2025 (de 2,1% para 2,4%).


… O Banco Pine acredita que o Brasil possa crescer 2,5% no ano que vem, diante da “herança estatística” forte da economia em 2024 (com PIB calculado em 3,6%) e a possibilidade de uma nova safra recorde no País.


DEU RUIM – A estratégia da ala política do governo de enfiar a isenção do IR como uma espécie de cortina de fumaça [à população] contra o desgaste do pacote fiscal estressou o Ibov, que queimou mais de dois mil pontos.


… Pior: o volume financeiro de R$ 26,3 bilhões superou as médias recentes, dando a medida do apetite vendedor, que derrubou o índice à vista para a mínima do dia, em baixa de 1,73%, aos 127.668,61 pontos.


… O JPMorgan não vê cenário muito promissor à frente. Citando um eterno ‘dia da marmota’ na questão fiscal, rebaixou a recomendação para ações do Brasil (overweight para neutra) e elevou o México para overweight.


… Segundo o banco, as alterações se baseiam no cenário global, que tende a favorecer o país vizinho, e no descompasso nos ciclos monetários, com o Brasil elevando as taxas de juros e o BC mexicano afrouxando.


… Ontem, mais de 80% das ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa caíram, com impacto concentrado nos papéis mais sensíveis ao ciclo de alta dos juros.


… Magalu afundou 9,40% (R$ 9,64); Azzas, -7,21% (R$ 39,40); Assaí, -6,08% (R$ 7,41); e Localiza, -5,74% (R$ 41,55).


… Bancos também recuaram de forma expressiva: Santander (-3,35%; R$ 25,68), Bradesco ON (-3,24%; R$ 11,66), Bradesco PN (-2,70%; R$ 13,32), Itaú (-2,45%; R$ 33,90) e Banco do Brasil (-1,75%; R$ 25,22).


… Com o Brent estável (-0,03%, a US$ 72,30), Petrobras ON cedeu 0,33% (R$ 42,46) e PN, -0,36% (R$ 38,99).


… Vale esteve entre as poucas altas da sessão, com +1,22%, a R$ 58,13, acompanhando a alta de 1,08% do minério de ferro em Dalian. Acionista da mineradora, Bradespar subiu 1,39%, a R$ 18,24. 


… Natura subiu 3,06% (R$ 14,80), embalada por acordo com credores da Avon Products Inc (API) no processo de Chapter 11 nos EUA.


… Marfrig avançou 2,46% (R$ 18,75), após o Goldman Sachs elevar o preço-alvo a R$ 19,30, citando melhora no portfólio de valor agregado.


PERTO DO FIM – O ritmo da inflação do PCE acelerou em outubro e reforçou a postura cautelosa do Fed, dias depois de Powell ter dito que não há pressa em cortar o juro. Mas NY segue convencida de que ainda vem um último corte.


… Na ferramenta de apostas do CME, cresceu de leve (66,5% para 68%) a chance majoritária de desaperto em dezembro, embora o fim do ciclo de queda esteja à vista com a volta do expansionismo de Trump em 2025. 


… Embora dentro do esperado, o PCE acelerou tanto no indicador cheio (de 2,1% para 2,3%) quanto no núcleo (de 2,7% para 2,8%) na comparação anual de outubro, mostrando que a última milha tem sido acidentada.


… No confronto mensal, índice cheio (0,2%) e núcleo (0,3%) vieram iguais a setembro e em linha com as projeções.


… De seu lado, a segunda leitura do PIB confirmou que a economia dos EUA desacelerou, mas de forma gradual, de 3% no 2tri para 2,8% no 3tri, também dentro do esperado.


… A despeito da economia resiliente e da inflação que teima em não cair mais rápido, o dólar e juros dos Treasuries recuaram, sinalizando que o Fed ainda pode cortar o juro pelo menos mais uma vez antes de encerrar o ciclo.


… A taxa da note de 10 anos alcançou a mínima de um mês, em 4,244%, de 4,305% na sessão anterior. A da note de 2 anos recuou a 4,222% (de 4,249%) e a do T-bond de 30 anos caiu a 4,429% (de 4,481%).


… O dólar recuou de forma expressiva ante rivais, com o índice DXY em queda de 0,90%, a 105,046 pontos.


… Destaque do dia, o iene subiu 1,31%, a 151,076/US$, em meio a apostas de um aumento de juros pelo BoJ. O euro ganhou 0,85%, a US$ 1,0567, e a libra avançou 0,98%, a US$ 1,2677.


… Uma liquidação nas ações das techs, que estão bem esticadas, derrubou as bolsas de NY.


… Liderando as perdas, o Nasdaq caiu 0,60%, a 19.060,48 pontos. Entre as sete magníficas, seis recuaram – a exceção foi Alphabet (+0,12%). Microsoft teve o pior desempenho, com queda de 1,17%.


… A Comissão Federal de Comércio dos EUA abriu uma investigação antitruste abrangente contra a empresa, mirando desde negócios de nuvem até licenciamento de softwares e produtos de IA.


… Nvidia chegou a recuar 3%, mas fechou em -1,15%. Fora do grupo, Dell (-12,25%) e HP (-6,01%) despencaram depois de balanços que decepcionaram investidores.


… O Dow Jones caiu 0,31% (44.722,06 pontos) e o S&P 500 recuou 0,38% (5.998,83).


EM TEMPO… PETROBRAS iniciou etapa de divulgação de oportunidade (“teaser”) referente à cessão de fatia minoritária de 25% no Campo de Tartaruga, localizado em Pirambu (SE), operado pela SPE Tiêta (Petrorecôncavo)…


… Petrobras assinou acordo com empresa dinamarquesa European para implantação de planta de e-metanol em escala comercial, a ser instalada em Pernambuco. A parceria foi comunicada ao mercado no ano passado.


GOL informou prejuízo líquido de R$ 338 milhões e Ebitda de R$ 410 milhões em outubro. Os dados financeiros são preliminares, não foram auditados ou revisados e foram apresentados ao Tribunal de Falências dos EUA.


VAMOS informou que foram deferidos o pedido de registro de companhia aberta categoria “A” pela CVM e o pedido de listagem e a admissão à negociação das ações de emissão da NewCo no Novo Mercado…


… A listagem é uma das etapas pertinentes à reorganização societária entre a Automob e a NewCo.


ELETRONUCLEAR. TCU determinou que empresa só poderá realizar novos saques sobre o chamado Fundo de Descomissionamento (FDES) das usinas Angra 1 e Angra 2 após alinhamento entre a companhia e reguladores.

Call Matinal ConfianceTec 2811

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

28/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUARTA-FEIRA (27)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na quarta-feira (27) em forte queda de 1,73%, a 127.669 pontos. Na segunda, os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,047 bilhão da B3. Em novembro, a retirada foi de R$ 1,795 Bi. No ano, seguiu negativa em R$ 32,556 bilhões.

Já o dólar encerrou o dia de ontem em forte alta de 1,80%, a R$ 5,912. 


MERCADOS HOJE (05h40)


Os índices futuros de Nova York operam em alta, mas os mercados à vista de ações e títulos dos EUA estão fechados nesta quinta-feira (28), devido ao feriado do Ação de Graças. Isso deve reduzir a liquidez dos negócios. No Brasil, o mercado deve repercutir pacote.


EUA 🇺🇸

Dow Jones Futuro, +0,07%

S&P 500 Futuro, +0,11%

Nasdaq Futuro, +0,21%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,43%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,56%

Hang Seng Index (Hong Kong), -1,20%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +0,06%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,45%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,19%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,58%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,52%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,32%

STOXX 600🇪🇺, +0,49%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,39%, a US$ 68,45 o barril

Petróleo Brent, -0,36%, a US$ 72,57 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, 0,00% (estável), a 786,5 iuanes (US$ 108,46).



NO DIA (2811):


O feriado de Ação de Graças nos EUA fecha os mercados hoje em NY, impondo liquidez reduzida.


No Brasil, os investidores finalmente conhecerão, em detalhes, o pacote fiscal. Uma entrevista coletiva está marcada para as 8h, seguida de explicações da equipe econômica.


No pronunciamento de ontem do ministro Haddad, em destaque a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Achamos, no entanto, que este pacote fiscal foi muito mais político do que técnico e efetivo. Não deve chegar nem próximo dos R$ 70 bilhões de ajuste. Apesar de bem direcionadas, as medidas não garantem um superávit primário adequado para as metas fiscais.


AGENDA DO DIA (2811):

Indicadores:

07h00. Alemanha/Destatis: CPI de novembro

07h00. Zona do euro: Índice de confiança do consumidor em novembro (final)

08h00. Brasil/FGV: IGP-M de novembro 

08h00. Brasil/FGV: Confiança do Comércio e dos Serviços

08h30. Brasil/BC: Nota de crédito de outubro

09h00.  Brasil/IBGE: IPP de outubro


Eventos:

08h00. Brasil: Fazenda, Planejamento e Casa Civil dão coletiva sobre corte de gastos

18h45. Brasil: Diretor do BC Gabriel Galípolo fala em evento do Esfera Brasil

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quinta-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

JP Morgan

 JPMorgan rebaixa recomendação para ações do Brasil e diz que País vive “eterno dia da marmota”


O JPMorgan elevou a recomendação no mercado acionário mexicano para “overweight” (acima da média de mercado) e rebaixou a alocação no Brasil de “overweight” para neutra, mesmo em um cenário em que os valuations de ações brasileiras e mexicanas estejam atrativos. De acordo com o Valor, a avaliação do banco é de que há um eterno “dia da marmota” no Brasil, expressão utilizada para descrever a sensação de se viver a mesma situação várias vezes. Em relatório, a equipe de analistas do JPMorgan reforçou as preocupações com a política fiscal no País e disse que é bastante “ambicioso esperar mudanças estruturais que permitam a estabilização da dívida pública no Brasil em um futuro previsível”. Segundo a equipe, a alteração feita nas recomendações para ações brasileiras e mexicanas se baseia em três pontos: o cenário global que tende a favorecer o México; o descompasso nos ciclos monetários, com o Brasil elevando as taxas de juros e o México afrouxando; e a avaliação de que o novo governo mexicano ainda não mostrou a que veio.

Veja a matéria completa no site do Valor 🔑: https://tinyurl.com/yeyszr4a

Bankinter Portugal Matinal 2811

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem tivemos uma sessão de cortes gerais nas bolsas antes das sessões festivas nos EUA dos próximos dias. Na renda fixa, vivemos queda de rentabilidades, que foram mais evidentes nos EUA; T-Note -4 p.b. até 4,26%. Estes movimentos ocorrem após o forte aumento da yield do T-Note desde meados de setembro (superior a +60 p.b.).  

 

Na frente macro, não houve surpresas nos dados americanos, que confirmaram o crescimento sólido do PIB no 3T +2,8% t/t anualizado e um aumento do Deflator do PCE até +2,3% a/a e +2,8% na Taxa Subjacente. Além disso, esta madrugada, Coreia do Sul baixou taxas de juros para 3% (-25 p.b.), segunda descida do ano, perante o corte de expetativas de crescimento devido à debilidade das exportações. 

 

Enfrentamos um final de semana que deveria ser baixo em volumes perante a falta de referências do mercado americano, que permanece fechado hoje (Ação de Graças) e amanhã (Black Friday). Europa focará a sua atenção na evolução da inflação, com dados preliminares de novembro em países como Espanha (08:00h) e Alemanha (13:00h). Estes resultados serão o prelúdio do IPC da UE amanhã: +2,3% esp. (vs. +2,0% ant.) e Subjacente +2,8% esp. (vs. +2,7% ant). 

 

Em suma, hoje esperamos uma sessão de ligeiros retrocessos após o aumento do PCE ontem, nos EUA, os IPCs europeus hoje e a incerteza sobre os processos de aprovação orçamental na Europa, especialmente em França. 

 

S&P500 -0,4%. Nq-100 -0,9% SOX -1,0% ES-50 -1,5% IBEX -0,3% VIX 14,1% Bund 2,17% T-Note 4,26% Spread 2A-10A USA=+3pb B10A: ESP 2,90% PT 2,66% FRA 3,02% ITA 3,40% Euribor 12m 2,39% (fut.12m 2,076%) USD 1,054 JPY 159,9 Ouro 2.638$ Brent 72,9$ WTI 68,7$ Bitcoin -0,7% (95.736$) Ether -1,0% (3.603$). 

 

FIM

Seis medidas de autocontenção

 https://www.estadao.com.br/opiniao/luiz-felipe-davila/seis-medidas-de-autocontencao/


*Seis medidas de autocontenção*


_Existem vários projetos tramitando no Congresso para frear o ativismo judicial, mas a melhor solução seria a autocontenção do próprio Supremo_


A degeneração da democracia no Brasil é fruto de dois fenômenos: a sequência desastrosa de governos populistas e o crescente ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro se resolve com o voto consciente e com os partidos políticos fazendo uma seleção mais criteriosa dos seus candidatos. O segundo, com a adoção de freios e contrapesos para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e conter o ativismo judicial – a ânsia de juízes do STF de legislar e implementar políticas públicas; duas atividades que competem exclusivamente aos Poderes Legislativo e Executivo.


Existem vários projetos tramitando no Congresso para frear o ativismo judicial, mas a melhor solução seria a autocontenção do próprio Supremo. Há pelo menos seis medidas imprescindíveis para restabelecer a credibilidade do STF.


1) Encerrar imediatamente inquéritos por tempo indeterminado e sigilosos e decisões arbitrárias que desrespeitam os fundamentos do direito à ampla defesa e o respeito ao devido processo legal. É inconcebível um STF que censura a liberdade de expressão; determina prisão de cidadãos sem o devido processo legal e ampla defesa; e desrespeita o direito pleno de parlamentares de usar a tribuna da Câmara para denunciar abuso de poder de membros do magistrado. Tais medidas não colaboram para “salvar a democracia”; ao contrário, contribuem para a degeneração da democracia e a corrosão da credibilidade das leis e da Constituição.


2) Combater a impunidade e a corrupção. O plenário do STF precisa urgentemente corrigir as decisões monocráticas descabidas e imorais de juízes que invalidaram o trabalho cuidadoso do Poder Judiciário que condenou empresas corruptas e corruptores confessos de participaram do maior escândalo de corrupção da história do País. Se as decisões monocráticas de Dias Toffoli e Gilmar Mendes não forem revertidas no plenário, podemos encomendar o sepultamento do Estado Democrático de Direito e proclamar a república da impunidade.


3) Fim de decisões monocráticas. O STF, como guardião da Constituição, deve se manifestar como colegiado. Não pode haver um mecanismo arbitrário que permite ao entendimento de um único juiz se sobrepor à decisão do Congresso Nacional e do Poder Executivo. A decisões monocráticas geram insegurança jurídica, como foi o caso do entendimento do ministro Ricardo Lewandowski sobre a Lei das Estatais. A decisão monocrática permitiu o aparelhamento político das estatais até o plenário do STF reverter a decisão. Mas o estrago já havia sido feito e pode-se debitar à decisão de Lewandowski o desarranjo da governança nas estatais que contribuiu para o gigantesco rombo financeiro das empresas públicas em 2024.


4) Saber dizer “não”. O STF não precisa se manifestar sobre todos os casos que chegam ao Supremo. Aliás, deveria criar critérios objetivos para selecionar apenas os casos que necessitam de melhor compreensão sobre o cumprimento dos preceitos constitucionais. O restante é respeitar as decisões soberanas do Congresso Nacional, do governo e das instâncias inferiores do Poder Judiciário. Ao arquivar a maioria das ações, o Supremo daria um bom exemplo para desestimular partidos nanicos que provocam a Corte com um número exagerado de ações diretas de inconstitucionalidade (Adin), cujo único intuito é buscar reverter suas derrotas no Congresso Nacional.


5) Voto de silêncio: ministro digno do STF deve se manifestar apenas nos autos. Não participa de convescote empresarial, entrevista na mídia e jantares animados com pessoas que têm interesse em causas que estão em discussão no STF. O silêncio dos ministros e a ausência de sua participação em eventos corporativos e midiáticos colaborariam para diminuir a tensão entre os Poderes, dirimir impressões de parcialidade nas decisões do tribunal e cicatrizar feridas reputacionais que abalaram a credibilidade do STF no seio da sociedade. Ao aderir ao voto de silêncio, o Supremo poderia prestar um favor à Nação e fechar a TV Justiça. Nenhuma Suprema Corte do mundo tem sessão transmitida ao vivo. A discrição é um atributo importante de uma corte constitucional.


6) Dar exemplo e acabar com privilégios. É inaceitável que os guardiães da lei são os primeiros a violar a própria Constituição ao receber salários e benefícios que ultrapassam o teto constitucional. A fonte de recursos para financiar esses privilégios é uma só: o Orçamento da Nação. O pior é que os magistrados acham “normal” gozar de tais privilégios quando são moralmente repugnantes e eticamente injustificáveis. Assim como é inadmissível que parentes de juízes do STF sejam sócios de escritórios de advocacia que defendem clientes no Supremo.


Não há democracia plena, liberdade individual, respeito à propriedade privada e Estado Democrático de Direito sem a existência de um Poder Judiciário forte e independente. É urgente frear o ativismo judicial e adotar medidas de autocontenção para resgatar a confiança e a reputação do Poder Judiciário e sepultar a impressão de um STF parcial, arbitrário e imoral."

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Fernando Haddad

 🇧🇷 Pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em 27/11/24

 

Queridos brasileiros, queridas brasileiras, boa noite! 

Nos últimos meses, trabalhamos intensamente para elaborar um conjunto de propostas que 

reafirmam nosso compromisso com um Brasil mais justo e eficiente. Este não é um esforço 

isolado do governo do presidente Lula, mas uma construção conjunta, que busca garantir 

avanços econômicos e sociais duradouros. 

Hoje, temos sinais claros de que estamos no caminho certo. O Brasil não apenas recuperou 

o tempo e o espaço perdidos, mas voltou a ocupar seu lugar de destaque no mundo, entre 

as dez maiores economias. Agora, crescemos de forma consistente, com um PIB superior a 

3% ao ano. O desemprego, que castigava nossa gente no período anterior, colocando 

milhões de famílias abaixo da linha de pobreza, hoje está entre os mais baixos da nossa 

história. 

Mais famílias estão voltando a ter renda e trabalho dignos. Garantimos reajustes reais para 

o salário mínimo e aumentamos a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha 

até dois salários. Programas como o Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular ganharam 

um novo impulso. E novos programas como o Pé-de-Meia, o Desenrola e o Acredita 

chegaram para combater a evasão escolar, ajudar as pessoas a recuperarem o crédito e 

apoiar quem quer empreender. 

O combate a privilégios e sonegação nos permitiu melhorar as contas públicas. Se no 

passado recente, a falta de justiça tributária manteve privilégios para os mais ricos, sem 

avanços na redistribuição de renda, agora arrecadamos de forma mais justa e eficiente. 

Cumprimos a lei e corrigimos distorções. Foi assim com a tributação de fundos em paraísos 

fiscais e fundos exclusivos dos super-ricos. 

Mas sabemos que persistem grandes desafios. Diante do cenário externo, com conflitos 

armados e guerras comerciais, precisamos cuidar ainda mais da nossa casa. É por isso que 

estamos adotando as medidas necessárias para proteger a nossa economia. Com isso, 

garantiremos estabilidade e eficiência e asseguraremos que os avanços conquistados sejam 

protegidos e ampliados. 

Já devolvemos ao trabalhador e à trabalhadora o ganho real no salário mínimo. Esse direito, 

esquecido pelo governo anterior, retornou com o presidente Lula. E com as novas regras 

propostas, o salário mínimo continuará subindo acima da inflação, de forma sustentável e 

dentro da nova regra fiscal. 

Para garantir que as políticas públicas cheguem a quem realmente necessita, vamos 

aperfeiçoar os mecanismos de controle, que foram desmontados no período anterior. 

Fraudes e distorções atrasam o atendimento a quem mais precisa. Para as aposentadorias 

militares, nós vamos promover mais igualdade, com a instituição de uma idade mínima para 

a reserva e a limitação de transferência de pensões, além de outros ajustes. São mudanças 

justas e necessárias.


Para atender às famílias que mais precisam, o abono salarial será assegurado a quem 

ganha até R$ 2.640. Esse valor será corrigido pela inflação nos próximos anos e se tornará 

permanente quando corresponder a um salário mínimo e meio. As medidas também 

combatem privilégios incompatíveis com o princípio da igualdade. Vamos corrigir excessos e 

garantir que todos os agentes públicos estejam sujeitos ao teto constitucional. 

Juntos com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, aprimoramos as regras do orçamento. O montante global das emendas parlamentares crescerá abaixo do limite das regras fiscais. Além disso, 50% das emendas das comissões do Congresso passarão a ir obrigatoriamente para a saúde pública, reforçando o SUS. 

Essas medidas que mencionei vão gerar uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos e consolidam o compromisso deste governo com a sustentabilidade fiscal do país.

 Para garantir os resultados que esperamos, em caso de déficit primário, ficará proibida a criação, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários. 

Combater a inflação, reduzir o custo da dívida pública e ter juros mais baixos é parte central de nosso olhar humanista sobre a economia. O Brasil de hoje não é mais o Brasil que fechava os olhos para as desigualdades e para as dificuldades da nossa gente. Quem 

ganha mais deve contribuir mais, permitindo que possamos investir em áreas que  transformam a vida das pessoas. 

Reafirmamos, portanto, nosso compromisso com as famílias brasileiras: proteger o 

emprego, aumentar o poder de compra e assegurar o crescimento sustentável da economia. 

Exatamente por isso, anunciamos, hoje, também a maior reforma da renda de nossa 

história. Honrando os compromissos assumidos pelo presidente Lula, com a aprovação da 

reforma da renda, uma parte importante da classe média, que ganha até R$ 5 mil por mês, 

não pagará mais Imposto de Renda. 

É o Brasil justo, com menos imposto e mais dinheiro no bolso para investir no seu pequeno 

negócio, impulsionar o comércio no seu bairro e ajudar a sua cidade a crescer. A nova 

medida não trará impacto fiscal, ou seja, não aumentará os gastos do governo. Porque 

quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais. Tudo sem excessos e 

respeitando padrões internacionais consagrados. 

Você sabe: essa medida, combinada à histórica Reforma Tributária, fará com que grande 

parte do povo brasileiro não pague nem Imposto de Renda e nem imposto sobre produtos 

da cesta básica, inclusive a carne. Corrigindo grande parte da inaceitável injustiça tributária, 

que aprofundava a desigualdade social em nosso país. 

Queridos brasileiros e brasileiras, as decisões que tomamos, a partir de hoje, exigem 

coragem, mas sabemos que são as escolhas certas porque garantirão um Brasil mais forte, 

mais justo e equilibrado amanhã. Tenham fé de que seguiremos construindo um país onde 

todos possam prosperar pela força de seu empenho e trabalho. Saibam que o governo do 

presidente Lula é parceiro de cada família brasileira nessa caminhada. 

Com um governo eficiente, estamos construindo um Brasil mais forte e mais justo. Muito 

obrigado e boa noite.

BDM Matinal Riscala

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