terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Bankinter Portugal 3112

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Wall Street abre bruscamente em baixa sem motivo aparente, com movimentos exacerbados pelos baixos volumes, e arrasta uma Europa que apontava para um fecho bastante plano. Perante a falta de culpados evidentes, a atenção vira-se para a yield do T-Note. Enfraquece -9 p.b. até 4,54%, mas Trump está a chegar e, com políticas inflacionistas, o receio de um aumento nas rentabilidades das obrigações gera alguma realização de lucros por precaução… e justificada após os saldos generosos do ano, especialmente das bolsas americanas (~+23%/+26%), Europa (+8%).   

 

A macro, concentrada nos EUA, foi mista e de segunda linha (PMI de Chicago mau, Pré-vendas de Habitação fantásticas e Indicador Industrial da Fed de Dallas muito bom). Passou despercebida porque, na sua publicação, as bolsas já tinham ganho inércia em baixa. 

 

Hoje é uma sessão semifestiva na Europa, cujas bolsas fecharão a meio do dia (13h) e sem publicações de interesse. Nos EUA, a sessão decorrerá no seu horário normal e terá referências. O mais relevante serão os Preços de Habitação Case-Shiller, que provavelmente continuarão a expandir-se um pouco acima de +4% a/a, embora reflitam uma moderação pelo sétimo mês consecutivo, o que é coerente com um contexto de taxas de juros elevadas por mais tempo do que o estimado inicialmente (taxa hipotecária 30A, 6,75%). À primeira hora, os PMIs chineses de dezembro saíram fracos pelo lado Industrial (50,1 vs. 50,3 anterior) e um pouco melhor pelo lado dos Serviços (52,2 vs. 50,0 anterior). Não conseguiram animar o CSI300 na sua última sessão do ano (-1,3%), embora este consiga um saldo anual positivo pela primeira vez desde 2020 (~+15%).  

 

Portanto, hoje teremos uma sessão com escassas referências, pouco volume de contratação e provavelmente novos enfraquecimentos. Reiteramos que devemos ser prudentes e esperar menos dos próximos trimestres, até que o ajuste de preços se complete e a inflação/taxas de juros clarifiquem o seu caminho. E até se clarificarem as medidas de Trump e a situação de países como Alemanha. O natural será que as bolsas retrocedam um pouco durante um tempo, que as obrigações continuem a elevar suavemente as suas yields, que o USD continue apreciado (em algum momento de 2025 veremos a paridade com o euro), euro e yen fracos, petróleo bastante barato e criptos numa realização de lucros típica de riscos em alta. 

 

Feliz 2025! 

 

S&P500 -1,07% Nq-100 -1,28% SOX -1,88% ES-50 +0,60% IBEX +0,05% VIX 17,40 Bund 2,36% T-Note 4,53% Spread 2A-10A USA=+29pb B10A: ESP 3,05% PT 2,84% FRA 3,19% ITA 3,52% Euribor 12m 2,45% (fut.12m 2,090%) USD 1,040 JPY 162,6 Ouro 2.607$ Brent 74,7$ WTI 71,7$ Bitcoin -1,1% (92.686$) Ether -1,1% (3.348$). 

 

FIM

Tony Judt

Um livro excepcional para um historiador com especificidades competentes, infelizmente desaparecido precocemente. Tenho de ler esse livro, que tenho no Kindle. "Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945, por Tony Judt (2005) 

Este ano, finalmente consegui ler esta história merecidamente famosa da Europa, do Oriente e do Ocidente, desde 1945. Eu conhecia muitas das partes da história, é claro, e ainda assim o livro foi revelador. Ensinou-me detalhes fascinantes que eu não conhecia, desde os detalhes cruéis da colonização comunista no leste do continente até ao papel que a arquitetura brutalista desempenhou na radicalização dos estudantes no oeste do continente. Mais importante ainda, ajudou-me a ligar os pontos entre histórias que, na minha mente, até então pareciam apenas vagamente ligadas. Yascha Mounk é fundador e editor-chefe da Persuasion.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

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Vargas Llosa

 


Se programando

 


Gustavo Franco 3012

 


MZ Matinal 3012

 🌎🇧🇷🇺🇸 Dia tem Boletim Focus e primário do setor público em novembro


Com queda próxima de 10% no acumulado do ano, o Ibovespa tem hoje o seu último pregão de 2024, enquanto NY ainda opera amanhã, embora em horário reduzido para os Treasuries, na véspera de Ano Novo. Nesta semana entrecortada pela virada para 2025, dados da indústria são destaque da agenda internacional, na China, nos EUA e na Europa. Aqui, apesar de o Tesouro ter adiado a divulgação dos números do Governo Central de novembro para a metade de janeiro, o BC confirmou que informará hoje o resultado consolidado das contas do setor público em novembro, às 8h30. Mais do que na agenda, porém, o foco do mercado continua concentrado na crise das emendas. Neste domingo, o ministro Flávio Dino (STF) liberou parcialmente as verbas, mas atacou a “balbúrdia” no Orçamento. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️08h25 – Brasil/BC: Boletim Focus

▪️08h30 – Brasil/BC: Primário do setor público consolidado - nov

▪️11h45 – EUA/ISM Chicago: PMI de dezembro

▪️12h00 – EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis

▪️15h00 – Brasil/Mdic: Balança comercial semanal

▪️22h30 – China/NBS: PMI Composto - dezembro


🔎 Veja os principais indicadores às 7h09 (horário de Brasília):

🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: -0,21%

* S&P 500 Futuro: -0,24%

* Nasdaq Futuro: -0,22%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), +0,21%

* Nikkei (Japão): -0,96%

* Hang Seng Index (Hong Kong): -0,24%

* Kospi (Coreia do Sul): -0,22%

* ASX 200 (Austrália): -0,32%

🌍 Europa

* FTSE 100 (Reino Unido): -0,26%

* DAX (Alemanha): -0,21%

* CAC 40 (França): -0,02%

* FTSE MIB (Itália): +0,2%

* STOXX 600: -0,26%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, -0,04%, a US$ 70,58 o barril

* Petróleo Brent, -0,03%, a US$ 74,15 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,98%, a 775.500 iuanes (US$ 106,24)

🪙 Criptos

* Bitcoin (BTC), +0,32% a US$ 93.735,07 (em relação à cotação de 24 horas atrás)


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Call Matinal ConfianceTec 3012

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

30/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (27)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na sexta-feira (27), fechou em queda de 0,67%, a 120.269 pontos. Em dezembro queda é  de 4,35%, no ano, 10,3%. No dia 26 os investidores estrangeiros ingressam com R$ 71,04 milhões; em dezembro, houve entrada de R$ 2,202 bilhões. No ano, fluxo seguiu negativo em R$ 31,61 bilhões.


Já o dólar à vista acomodou, em alta de 0,22%, a R$ 6,1931.


PRINCIPAIS MERCADOS, 07h00


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,21%

S&P 500 Futuro, -0,24%

Nasdaq Futuro, -0,22%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇹🇷), +0,21%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,96%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,24%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,22%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,32%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,26%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,21%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,02%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,2%

STOXX 600🇪🇺, -0,26%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,04%, a US$ 70,58 o barril

Petróleo Brent, -0,03%, a US$ 74,15 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,98%, a 775.500 iuanes (US$ 106,24)


NO DIA, 3012


Último pregão de um ano para esquecer. Perda do Ibovespa chega a 10,3%, e a contribuir o total caos institucional e de governança deste país. 


Nesta semana, menor pela virada para 2025, dados da indústria são destaque da agenda internacional, na China, nos EUA e na Europa. Por aqui, o BCB divulgará hoje o resultado consolidado das contas do setor público em novembro. Foco do mercado, no entanto, continua concentrado na crise das emendas. Neste domingo, o ministro Flávio Dino (STF) liberou parcialmente as verbas, mas atacou a “balbúrdia” no Orçamento. 


Vamos monitorando.


AGENDA, 30/12


Indicadores:

08h25. Brasil/BC: Boletim Focus

08h30. Brasil/BC: Primário do setor público consolidado - nov

11h45. EUA/ISM Chicago: PMI de dezembro

12h00. EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis

15h00. Brasil/Mdic: Balança comercial semanal

22h30. China/NBS: PMI Composto  dezembro                                             

Julio Hegedus Netto, economistah da ConfianceTec 

 

Boa segunda-feira, bons negócios, boas Festas e feliz 2025!🥳👏🎄

Gabriel Galípolo no BCB

 Coluna do Estadão: PT quer mais intervenção do BC no câmbio e que Galípolo 'fale bem' do governo


Por Roseann Kennedy e Iander Porcella, do Estadão


Brasília, 29/12/2024 - O PT tem duas expectativas principais sobre a chegada de Gabriel Galípolo ao comando do Banco Central, e nenhuma delas tem a ver com redução da taxa de juros "na marra", de acordo com o futuro líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias. Em conversa com a Coluna do Estadão, o deputado defendeu que a principal tarefa do substituto de Roberto Campos Neto no início do ano será conter o câmbio com mais intervenções da autoridade monetária. Em paralelo, o petista espera que Galípolo "fale bem" do governo e aposta que essa retórica positiva acalmará os agentes de mercado e ajudará na redução dos juros.


"Não vamos interferir em nada. Galípolo já sabe o que tem que fazer. Ele sabe que a questão central agora é conter o câmbio", afirmou Lindbergh. "A intervenção do BC no câmbio não é artificial. O que é artificial é o cenário que temos hoje no mercado", emendou.


A alta do dólar, que impacta no preço dos alimentos, é considerada pelo PT como um dos principais fatores que travam um eventual crescimento da popularidade de Lula e, consequentemente, sua chance de reeleição em 2026.


Governistas reclamam que o Banco Central demorou para iniciar o processo de intervenção no câmbio neste fim de ano, após o dólar escalar para mais de R$ 6 nas últimas semanas, e dizem que no governo Bolsonaro essas medidas eram mais frequentes. Entretanto, mesmo após Banco Central injetar um volume recorde de dólares no mercado neste mês de dezembro para tentar conter a alta da moeda americana, o recuo não foi significativo.


A desconfiança dos agentes financeiros com o governo é atribuída à percepção de que não há compromisso verdadeiro com a responsabilidade fiscal. O pacote de corte de gastos de Haddad foi considerado insuficiente para estabilizar as contas públicas e frear a trajetória de crescimento da dívida do País.


Os integrantes do PT, entretanto, avaliam que boa parte da má impressão do mercado sobre a gestão Lula vem de um discurso desfavorável ao governo por parte de Campos Neto, que foi indicado para a presidência do BC pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, petistas interpretam que Galípolo conseguirá melhorar o ambiente econômico. "A expectativa é a melhor possível", concluiu o líder.


Broadcast+

Zema, ao menos um governador realista

 Leia os principais trechos da entrevista de Zema sobre privatização e dívida do estado


Por Pedro Augusto Figueiredo, do Estadão


O governo de Minas protocolou em novembro os projetos de privatização da Cemig e da Copasa, sendo que o projeto da Codemig está na Assembleia desde 2019. O Propag permite a federalização dessas estatais, entregando-as para a União em troca do abatimento da dívida. O governo vai seguir o caminho da privatização ou da federalização?


De certa maneira, os dois acabam se confundindo em alguns pontos, mas o que nós queremos é transferir para o governo federal esses ativos. Só que eles vão precisar de um tratamento porque o governo federal não vai querer pegar um ativo que possa lhe causar problemas.


Se nós transferíssemos hoje as ações da Cemig para o governo federal, o governo federal amanhã poderia ter problema com os acionistas minoritários porque eles poderiam falar que têm o direito de receber o mesmo valor dessa transação.


No caso da Cemig e talvez até mesmo da Copasa, nós teríamos primeiramente de transformar essas empresas numa corporation: o Estado continuaria proprietário das ações, mas não teria mais o controle e isso tiraria do governo federal esse risco societário que poderia existir. Em ambas as situações, tudo isso precisa passar pela Assembleia Legislativa.


A nossa intenção aqui é que as três empresas, vale lembrar que depende do interesse do governo federal, entrem para poder abater a dívida. E nós vamos ter ainda um benefício adicional que é uma redução expressiva no valor da dívida, que hoje é de R$ 165 bilhões.


Então, além da taxa de juros cair de IPCA mais 4% para IPCA mais 1% quem sabe essa dívida aí pode cair de R$ 165 bilhões para R$ 120 bilhões ou R$ 110 bilhões. Seria uma economia gigantesca para o Estado em termos de pagamento de juros. E o governo federal vai ficar com um ativo bom.


Hoje essas empresas são lucrativas. A Cemig esse ano vai bater todos os recordes de rentabilidade, Ebitda, de resultado, de indicadores operacionais os melhores da história, uma empresa que está totalmente saneada.


Nós vamos deixar muito claro precisa continuar com a sede em Minas Gerais, chamando Cemig, e precisa continuar fazendo 100% dos seus investimentos dentro de Minas Gerais. O que nós queremos é isso: um abatimento na dívida e um ativo que continue gerando benefícios para o Estado, mas tudo depende do “ok” da União.


Com o interesse da União, qual o prazo para essa operação acontecer? Dá pra fazer até o final do mandato do senhor?


Com toda certeza. Eu penso que isso seria realizado ainda no exercício de 2025. Daria para fazer tudo sim.


Desde 2019, quando o senhor assumiu, a dívida de Minas com a União foi o principal debate político do Estado. Primeiro com o Regime de Recuperação Fiscal e agora, com o Programa de Pagamento de Dívidas dos Estados com a União (Propag), aprovado pelo Senado. O Propag resolve o problema da dívida de uma vez por todas?


Resolve, sim. E por um motivo muito simples: antes, nós tínhamos uma correção [da dívida] por IPCA mais 4% e a economia do Brasil não cresce 4% ao ano. A arrecadação dos Estados geralmente acompanha o IPCA mais o crescimento da economia, que em média tem sido de 1%, 1,5% nos últimos 10, 20 anos.


O que isso acarretou ao longo das décadas? Uma prestação que passou a pesar cada vez mais. É como alguém que tem um financiamento da casa própria que começa hoje comprometendo 10% do salário e daqui a 20 anos vai estar comprometendo 50% do salário. Fica insustentável. O que aconteceu com os Estados foi algo muito semelhante a isso.


O Regime de Recuperação Fiscal só era um paliativo. O mecanismo dele era o quê? Eu vou reduzir aqui as suas prestações durante 3, 4 anos para você tomar um fôlego e a prestação depois voltava não só ao patamar normal, como até acima do que teria sido porque você deixou de ter ali um pagamento durante um certo período de tempo.


E o Propag sim, resolve definitivamente, porque nós vamos poder ter uma redução até IPCA mais 1%. E 1% a economia do Brasil tem crescido. Então, a prestação passa a ser viável. E, na minha opinião, foi uma decisão extremamente inteligente porque, caso contrário, os principais Estados do Brasil iam ficar totalmente inviáveis. São Paulo, que ainda consegue pagar, ia ser questão de mais 5, 10 anos para enfrentar também problemas. E Estados que ajudam a exportar e que são os mais desenvolvidos do Brasil.


No caso de Minas, a dívida foi criada lá atrás quando tivemos a liquidação do Bemge, do Credireal e da Minascaixa. Não foi um recurso que o Estado tomou emprestado. Foi uma dívida que surgiu para resolver um problema que já se arrastava naquela época.


E fica aqui o meu reconhecimento, porque a iniciativa, a construção e o debate foram conduzidos pelo presidente (do Senado) Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Sou muito grato a ele e também ao presidente da Assembleia, Tadeu Leite, que participou ativamente. Nós vamos estar pagando um valor alto, mas é um valor viável que cabe no orçamento do Estado.


Broadcast+

Prensa

 📰  *Manchetes de 2ªF, 30/12/2024* 

 

▪️ *VALOR*: Com alta de juros e condições financeiras piores, PIB deverá ter desaceleração financeira mais forte em 2025     


▪️ *GLOBO*: Dino libera parte das emendas, mas defende apuração da PF 


▪️ *FOLHA*: Dólar atual está mais caro do que na crise de 2015, sob Dilma Rousseff  


▪️ *ESTADÃO*: Inadimplência das empresas é recorde; cenário deve piorar

Black and Scholes

 POR QUE A EQUAÇÃO DE BLACK-SCHOLES NÃO EXISTE E NUNCA FOI USADA


Por Gustavo Pessoa, PhD. Fundador e CEO da Actus Asset Management


No mundo das finanças, a equação de Black-Scholes é exaltada como uma ferramenta essencial para a precificação de opções. 


Ao longo da minha carreira, reuni depoimentos de traders profissionais que colocam em xeque-mate a aplicabilidade prática dessa equação. 


Entre eles, destaca-se Marcos Elias, um prodígio matemático e discípulo de Kiyoshi Ito e Alfred Tarski. Ele compartilhou comigo sua experiência após fechar mais de 250.000 opções. 


Neste artigo, exploro as razões pelas quais a equação de Black-Scholes, em sua forma teórica pura, é considerada por muitos como inexistente ou ineficaz no contexto de negociação real.


A equação de Black-Scholes é derivada sob um conjunto de premissas altamente idealizadas que raramente, se é que alguma vez, se aplicam ao mercado real. 


O modelo assume que a volatilidade do ativo subjacente é constante ao longo do tempo, uma suposição que ignora a natureza dinâmica e frequentemente volátil dos mercados financeiros. 


Além disso, pressupõe a ausência de custos de transação, impostos e restrições de liquidez, condições que não refletem a realidade operacional dos traders. 


A hipótese de que os preços seguem um movimento browniano geométrico exclui eventos de cauda, como crashes de mercado, que são observados com frequência maior do que a prevista por uma distribuição normal.


A elegância matemática da equação de Black-Scholes muitas vezes mascara sua inaplicabilidade prática. 


Enquanto a equação fornece uma solução analítica fechada, a implementação prática requer ajustes constantes para refletir condições de mercado mutáveis, como a volatilidade implícita. Pequenas variações em parâmetros de entrada, como a taxa de juros livre de risco ou a volatilidade, resultam em discrepâncias adamastóricasbno preço teórico calculado.


Os traders raramente, se é que alguma vez, utilizam a equação de Black-Scholes em sua forma pura para tomar decisões de negociação. Na prática, traders utilizam modelos ajustados que incorporam

volatilidade estocástica, saltos, e outros fatores não capturados pela equação original.


Decisões de negociação são frequentemente baseadas em experiência prática e intuição, que consideram um espectro mais amplo de informações do que qualquer modelo matemático isolado. 


Estratégias quantitativas e métodos numéricos, como simulações de Monte Carlo e modelos de volatilidade local, são frequentemente preferidos por sua flexibilidade e capacidade de acomodar condições de mercado mais complexas.


Marcos Elias, com sua experiência prática, tendo negociado mais de 250.000 opções, e lastrado por sua robusta formação matemática (tendo sido treinado para enfrentar em olimpíadas matemáticas gigantes como Grigori Perelman) pôde me oferecer uma visão original sobre a aplicabilidade dos modelos teóricos no mercado real. 


Em suas palavras, o que muitos chamam de equação de Black-Scholes, ele a denomina equação ITŌ-THORPE-BACHELIER, em reconhecimento às contribuições cruciais desses três gigantes no contexto financeiro.


Kiyoshi Ito desenvolveu o cálculo estocástico, que é fundamental para a formulação matemática do movimento browniano, uma base para a modelagem de preços de ativos.


Sua obra permitiu que os modelos financeiros incorporassem a aleatoriedade de uma maneira matematicamente rigorosa, abrindo caminho para análises mais sofisticadas dos mercados. 


Edward Thorp, por outro lado, foi pioneiro na aplicação prática de métodos quantitativos em finanças, destacando a importância de estratégias adaptativas e gestão de riscos. Sua abordagem pragmática mostrou que o conhecimento matemático pode ser traduzido em vantagens competitivas reais no mercado. 


Louis Bachelier, por sua vez, foi um visionário que introduziu a ideia de modelagem matemática dos mercados financeiros, muito antes de sua época. Sua tese sobre o movimento aleatório dos preços das ações estabeleceu as bases para toda a teoria moderna das finanças quantitativas.


Marcos Elias adota uma abordagem que incorpora a aleatoriedade do cálculo de Ito, a aplicação prática e adaptativa de Thorp, e a visão matemática de Bachelier, resultando em uma estratégia de negociação que é tanto robusta quanto flexível. A equação de Elias não é uma fórmula fechada, mas um conjunto de princípios que orientam a tomada de decisão em um ambiente de mercado em constante mudança.


Ao desmistificar a equação de Black-Scholes, destaco a distância entre a teoria financeira e a prática de mercado. Embora a equação ainda seja considerada um marco acadêmico importante (apesar da originalidade e precedência da obra de Bachelier), sua aplicabilidade direta na negociação diária é, na prática, inexistente. 


O mundo real dos mercados financeiros exige ferramentas e abordagens que vão além das suposições idealizadas e abraçam a complexidade e a imprevisibilidade inerentes dos mercados globais.

Bankinter Portugal Matinal 3012

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Após fechar uma semana em positivo para as bolsas, mas com sensação de esgotamento, inicia-se uma nova semana que será de baixa intensidade. A bolsa na Europa estará fechada na quarta-feira, e amanhã abre apenas a meia sessão, embora em Nova Iorque seja um dia laboral normal. O resto da semana também será de pouca intensidade, sem referências e tampouco as teremos até janeiro, quando conheceremos os IPCs da Europa e dos EUA e, em finais de janeiro, as reuniões da Fed e do BCE. Hoje quase não há referências macro, a não ser o IPC espanhol de dezembro que se espera que se eleve até +2,6% a/a desde +2,4% e com a taxa subjacente em +2,4% (sem alterações).  

 

Fechos mistos na Ásia, hoje, à primeira hora, com pouco volume. O Japão prepara-se para uma semana de férias, a sua bolsa estará fechada de terça a sexta-feira. Os futuros apontam que a Europa e Nova Iorque poderão a abrir a enfraquecer (ambos -0,2%). O lógico é que, perante a ausência de referência e queda de volumes, as bolsas hoje deverão deslizar em baixa. 

 

O menor volume do que o habitual é a tónica destas sessões nas quais o mercado já pensa em 2025, que começa esta semana. 2024 está terminado com um saldo positivo em bolsa, embora mais nos EUA (+25%) do que na Europa (+8%). Como já comentámos na Estratégia de Investimento 2025 (brevemente em português), esperamos que o arranque de 2025 seja fraco com umas taxas de juros que esperamos que baixem menos do que o esperado perante umas inflações que se resistem a cair e se afastam do objetivo de +2% dos bancos centrais (EUA +2,7% e EU +2,2%; novembro). 

 

S&P500 -1,11% Nq-100 -1,36% SOX -1,01% ES-50 +1,16% IBEX +0,81% VIX 15,95 Bund 2,39% T-Note 4,63% Spread 2A-10A USA=+29pb B10A: ESP 3,07% PT 2,86% FRA 3,21% ITA 3,54% Euribor 12m 2,47% (fut.b B10A:18%) USD 1,043 JPY 164,6 Ouro 2.620$ Brent 74,0$ WTI 70,3$ Bitcoin -2,2% (94.393$) Ether -3,6% (3.315$). 

 

FIM

Matinal BDM

 Vai rolar: Dia tem Boletim Focus e primário do setor público em novembro


[30/12/24] Com queda próxima de 10% no acumulado do ano, o Ibovespa tem hoje o seu último pregão de 2024, enquanto NY ainda opera amanhã, embora em horário reduzido para os Treasuries, na véspera de Ano Novo. Nesta semana entrecortada pela virada para 2025, dados da indústria são destaque da agenda internacional, na China, nos EUA e na Europa. Aqui, apesar de o Tesouro ter adiado a divulgação dos números do Governo Central de novembro para a metade de janeiro, o BC confirmou que informará hoje o resultado consolidado das contas do setor público em novembro, às 8h30. Mais do que na agenda, porém, o foco do mercado continua concentrado na crise das emendas. Neste domingo, o ministro Flávio Dino (STF) liberou parcialmente as verbas, mas atacou a “balbúrdia” no Orçamento. (Rosa Riscala)

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores
▪️08h25 – Brasil/BC: Boletim Focus
▪️08h30 – Brasil/BC: Primário do setor público consolidado - nov
▪️11h45 – EUA/ISM Chicago: PMI de dezembro
▪️12h00 – EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis
▪️15h00 – Brasil/Mdic: Balança comercial semanal
▪️22h30 – China/NBS: PMI Composto - dezembro

BDM Matinal Riscala 3012

 Dino abre exceções para emendas | BDM

www.bomdiamercado.com.br
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[30/12/24]

… Com queda próxima de 10% no acumulado do ano, o Ibovespa tem hoje o seu último pregão de 2024, enquanto NY ainda opera amanhã, embora em horário reduzido para os Treasuries, na véspera de Ano Novo. Nesta semana entrecortada pela virada para 2025, dados da indústria são destaque da agenda internacional, na China, nos EUA e na Europa. Aqui, apesar de o Tesouro ter adiado a divulgação dos números do Governo Central de novembro para a metade de janeiro, o BC confirmou que informará hoje o resultado consolidado das contas do setor público em novembro, às 8h30. Mais do que na agenda, porém, o foco do mercado continua concentrado na crise das emendas. Neste domingo, o ministro Flávio Dino (STF) liberou parcialmente as verbas, mas atacou a “balbúrdia” no Orçamento.
… Ele manteve suspenso o pagamento das emendas parlamentares, porém abriu exceções para os repasses para a Saúde e emendas de comissão empenhadas até o último dia 23, data em que havia bloqueado as emendas.

… Mesmo com a liberação parcial, o ministro manteve as críticas sobre o tema. “Verifico o ápice de uma balbúrdia quanto ao processo orçamentário”, escreveu, reiterando a “nítida” necessidade de investigação pela PF.
… Dino afirmou que o processo legal orçamentário não comporta a “invenção” de tipos de emenda sem suporte normativo. “Não existem emendas de líderes”, disse, considerado inconstitucional a prática do apadrinhamento.
… Ele rejeitou as alegações enviadas pela Câmara na noite de 6ªF para o empenho de R$ 4,2 bi em emendas, apontando “inconsistência”, “contradição” e “nulidade insanável” no ofício encaminhado pelo Congresso.
… “É inviável sua acolhida. O Poder Executivo fica definitivamente vedado de empenhar o que ali consta.”
… Como o mercado vai repercutir a decisão de Dino, é o que se verá hoje, no pregão esvaziado.
… Se por um lado, o ministro amoleceu nas exceções, por outro, continua em pé de guerra no discurso com o Legislativo, mantendo o impasse e o embate institucional que traz cautela redobrada aos investidores.
… Diante da preocupação do Planalto com a governabilidade no próximo ano, Lula teve na 6ªF um encontro fora da agenda oficial com o futuro presidente da Câmara, Hugo Motta, um dia depois de ter se reunido com Lira.
… Renata Agostini/O Globo informou que o convite de Lula a Motta teve como objetivo deixar claro que não há “jogo combinado” com o STF na polêmica das emendas e que o governo tem interesse numa saída negociada.
… A crise das emendas eleva a incerteza sobre a aprovação do Orçamento/2025, quando o Congresso retornar aos trabalhos, em fevereiro. O relator do texto, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), admite que a situação está “delicada”.
… Após a Câmara reclamar que o foco de Dino no caso das emendas de comissão estava concentrado na Casa, o ministro do STF incluiu também o Senado nos questionamentos sobre a execução de parte dos recursos bloqueados.
… Ele deu prazo de dez dias úteis para os senadores se manifestarem. Os deputados se queixavam que lideranças do Senado também assinaram ofício para pedir liberação das verbas sob suspeita na Corte, mas não foram cobrados.
… Como o fiscal no topo do estresse, a Fazenda negou neste domingo que novas medidas de corte de gasto estejam sendo elaboradas pela equipe econômica. O esclarecimento enviado à imprensa se refere a reportagem de O Globo.
… Segundo a apuração do colunista Lauro Jardim, para tentar aplacar o mau humor dos mercados com o pacote de ajuste fiscal, novas medidas de ajuste estariam aguardando o aval do presidente Lula para divulgação.
… “O Ministério da Fazenda informa que não há novas medidas elaboradas. Logo, nada foi apresentado ao presidente da República. Portanto, não há resposta sendo aguardada”, disse a pasta do ministro Haddad.

🇧🇷 Daniel Domingues:
… Ainda neste domingo, dois dias após oficializar um fundo de R$ 6,5 bilhões para a reconstrução do Rio Grande do Sul, o governo editou duas medidas provisórias com crédito extraordinário de R$ 525,71 milhões para o Estado.
… As despesas que serão executadas ficarão fora do limite de gastos estabelecido pelo novo arcabouço fiscal e também da meta fiscal, já que se trata de uma calamidade pública, depois das enchentes do primeiro semestre.
MAIS AGENDA – A mediana do mercado em pesquisa Broadcast indica déficit primário de R$ 6,855 bilhões nas contas do setor público consolidado de novembro (8h30), revertendo o saldo positivo de R$ 36,883 bi em outubro.
… As estimativas para esta leitura, todas de déficit, variam de R$ 11,70 bilhões a R$ 4,40 bilhões.
… O BC manteve a divulgação do dado, apesar do atraso do Tesouro no resultado das contas do Governo Central, que estava inicialmente previsto para a última 6ªF, mas foi adiado em cerca de duas semanas, para 15 de janeiro.

… O adiamento ocorre devido à mobilização dos auditores fiscais da Receita, em greve por tempo indeterminado.
… Ainda hoje, como de hábito, sai o boletim Focus (8h25), que vem repetidamente exibindo acentuada piora na percepção dos economistas e analistas de mercado sobre a inflação, o câmbio e as projeções para a Selic.
… Na 6ªF, apesar de o IPCA-15 de dezembro ter perdido ritmo (abaixo), a inflação de serviços acelerou, reforçando a tendência de o Copom levar adiante o plano de subir a Selic em 1 ponto em cada uma das duas próximas reuniões.
… Confirmando as projeções do RTI de melhora nas condições climáticas, ainda na 6ªF, a Aneel anunciou a bandeira tarifária verde para janeiro. Dessa forma, não haverá custo adicional na conta de luz no primeiro mês de 2025.

LÁ FORA – A semana mais curta começa com indicadores de atividade econômica. Nos EUA, saem hoje o PMI medido pelo ISM/Chicago em dezembro (11h45) e as vendas pendentes de imóveis em novembro, ao meio-dia.
… O PMI/ISM industrial sai na 6ªF. Este mesmo dado, calculado pela S&P Global, será informado na 5ªF na zona do euro, Alemanha e Reino Unido. Hoje à noite (22h30), a China solta o PMI oficial de industrial e serviços (dezembro).
… A leitura final do PMI da indústria chinesa medido pelo setor privado será informada na 4ªF à noite.
PANELA DE PRESSÃO – Num mercado já conturbado pela crise das emendas e o risco fiscal, uma cesta de dados de inflação e emprego mostrou na 6ªF que o Copom deve, no mínimo, manter o plano de voo na política monetária.
… A perspectiva de Selic alta adicionou mais uma rodada de pressão aos juros futuros e aos dólar.
… O IPCA-15 de dezembro subiu 0,34%, abaixo do 0,45% esperado e do 0,62% em dezembro, mas com leitura qualitativa ruim: serviços e núcleos pressionados.
… Alexandre Maluf (XP) chamou atenção para duas métricas observadas pelo BC que pioraram de forma expressiva. A média móvel trimestral anualizada e dessazonalizada dos serviços subjacentes saltou de 5% para 8,1%.
… No mesmo critério, o subgrupo dos serviços intensivos em mão de obra acelerou de 4,7% para 5,9%.
… Já o IGP-M, principal indicador da inflação no atacado, desacelerou para 0,94% de dezembro, de 1,30% em novembro. Mas “mostra que muita inflação deve chegar ao varejo ainda”, avaliou Nicolas Borsoi (Nova Futura).
… O indicador ficou abaixo da mediana das estimativas, de 1,07%, e encerrou 2024 com alta de 6,54%.
… Enquanto isso, o mercado de trabalho apertado adiciona pressão sobre a inflação de serviços. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre até novembro caiu a 6,1%, a menor da série iniciada em 2012.
… No Caged, o saldo de emprego formal cedeu a 106.625 postos, abaixo dos 125 mil esperados. Ainda assim, mostrou um mercado forte, indicando uma geração de 1,8 milhão de empregos neste ano.
… Ainda sem trégua no noticiário sobre as emendas, os juros curtos voltaram a incorporar prêmio de risco.

… O DI para Jan26 até subiu menos que os demais, ainda assim, avançou a 15,435%, de 15,37% na sessão anterior.
… O Jan/27 foi a 15,855% (de 15,637% na véspera), Jan/29 a 15,625% (de 15,274%); o Jan/31, a 15,370% (de 15,100%); e Jan/33, a 15,110% (de 14,850%).
… Num dia de queda geral das moedas emergentes em meio a dados fracos da indústria chinesa, o real não ficou atrás, influenciado ainda pelas remessas ao exterior de lucros e dividendos e a briga da ptax.
… No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,22%, a R$ 6,1931. Na semana, subiu 1,99%.
FIRME NA QUEDA – Com o clima abatido pela disputa entre STF e Congresso e pela escalada sem freios dos juros, o Ibovespa fechou em baixa de 0,67%, aos 120.269,31 pontos. Na semana, perdeu 1,50%.
… E num 2024 praticamente perdido, faltando apenas um dia de negócios, a queda acumulada chegou a 10,3%.
… Sem ajuda do minério, Vale caiu 0,49% (R$ 54,74), acumulando perda de 23% do ano até agora.
… Mas Petrobras, nem com o benefício da alta do barril conseguiu firmar alta. ON baixou 1,12% (R$ 38,84) e PN cedeu 0,31% (R$ 35,66). O Brent/fev subiu 1,24%, a US$ 74,17, diante da forte queda nos estoques dos EUA.
… Os bancos recuaram, realizando lucro sobre a = véspera. Itaú registrou -1,00%, a R$ 30,78, na mínima; Bradesco PN, -0,77%, a R$ 11,55; Bradesco ON, -0,75%, a R$ 10,65; Santander, -0,59%, a R$ 23,63, e BB, -0,37% (R$ 24,11).
…. Cíclicas foram mal. Vamos teve baixa de 7,17%, a R$ 4,66, e foi acompanhada por Carrefour (-4,62%; R$ 5,37) e LWSA (-3,30%; R$ 3,22).
… Brava Energia foi a maior alta do dia (+10,64%; R$ 22,57), embalada pela autorização da ANP para a retomada da produção no campo de Papa-Terra. Petz teve elevação de 3,75% (R$ 4,15) e Automob subiu 2,94% (R$ 0,35).
SELL OFF DE ANO NOVO – Numa 6ªF sem indicadores e catalisador específico para os negócios, as bolsas de NY entraram em modo de realização de lucro capitaneada pelas Sete Magníficas. Todas caíram.
… O baixo volume de negócios, típico da época do ano, exagerou o movimento dos índices que, no entanto, fecharam a semana do feriado do Natal com saldo positivo, muito por causa da forte performance de 3ªF passada.
… O Dow Jones fechou com queda de 0,77%, aos 42.992,21 pontos. O Nasdaq perdeu 1,49% (19.722,03), o S&P 500 terminou em baixa de 1,11% (5.970,84). Na semana, os índices subiram 0,35%, 0,78% e 0,67%, respectivamente.
… “Houve bastante realização em todos os setores”, disse Michael Reynolds (Glenmede). “Estamos há mais de dois anos em alta bastante forte. Então, não surpreende ver um reequilíbrio de portfólios antes do ano novo”.
… Nvidia caiu 2,03%, com notícias de que seus chips foram usados por startup chinesa para treinar um modelo de IA de ponta. Tesla recuou 4,95%; Apple, -1,30%; Alphabet, -1,45%; Amazon, -1,44%; Meta, -0,59%; e Microsoft, -1,72%.
… As ações também têm sido pressionadas pela alta contínua dos juros dos Treasuries ao longo das últimas semanas, em meio à expectativa de políticas inflacionárias na gestão Trump 2.
…  Não foi diferente na 6ªF. Depois de atingir o maior nível em sete meses na véspera, o retorno da note de 10 anos avançou a 4,627% (de 4,5777%).
… O juro da note de 2 anos subiu a 4,3262% (de 4,3231%) e o do T-bond de 30 anos, a 4,8145% (de 4,7644%).
… Sem fôlego, o índice dólar (DXY) caiu 0,12%, a 108,129 pontos. A libra esterlina avançou 0,40%, a US$ 1,2578. O euro ficou estável em US$ 1,0428 (+0,07%), assim como o iene (+0,06%), a 157,855/US$.
EM TEMPO… A presidente da PETROBRAS, Magda Chambriard, afirmou neste domingo em entrevista ao Canal Livre, na Band News, que a sua relação com Lula “é muito boa” e que ele “quer saber tudo o que se passa na companhia”…
… Segundo Magda, a empresa continua tendo lucro depois de “abrasileirar” os preços dos combustíveis. Ela lembrou  que o diesel já está há um ano e meio sem reajuste e que a gasolina está há meses sem mudança…

… A presidente da Petrobras ainda defendeu mais uma vez a exploração na Margem Equatorial brasileira e se disse otimista em conseguir a licença ambiental do Ibama para perfurar o poço FZA-M-59.
BB. A S&P Global manteve o rating de crédito do banco em “BB”, em perspectiva estável na escala global. Em âmbito nacional, o banco também tem perspectiva estável, classificado como “brAAA”.
SÃO MARTINHO. No encerramento da moagem da safra 2024/25, companhia processou 21,79 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 1,7% inferior ao guidance divulgado em novembro…
… Entretanto, a empresa destacou avanços no mix de produção voltado para o açúcar, aproveitando condições de mercado mais favoráveis.
OI celebrou, junto à IHS Brasil, contrato de Cessão de Infraestruturas para venda e transferência de unidade produtiva isolada (UPI), composta por 100% das ações de emissão da SPE Imóveis e Torres Selecionados.
VITTIA FERTILIZANTES aprovou a distribuição de R$ 2,451 milhões em JCP, a R$ 0,016 por ação. Ex em 06/01/25.
BOEING. Duas aeronaves da fabricante estiveram envolvidas em acidentes em menos de 24 horas neste fim de semana…
… Além da queda de uma avião na Coreia do Sul, com 179 mortos, um Boeing 737-800, da KLM, teve que fazer um pouso de emergência no aeroporto de Sandefjord (Noruega), após sofrer uma falha hidráulica…
… As ações da Boeing acumulam queda de 31% neste ano. Em janeiro, um tampão de porta de emergência explodiu em um jato 737 MAX 9. Esse acidente foi relacionado à baixa qualidade de fabricação.
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
*com a colaboração da equipe do BDM Online
AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.

domingo, 29 de dezembro de 2024

Mais Guzzo

 Grande Guzzo!


“O ano de 2024 se encerra com o Brasil atolado na pior situação que viveu, em matéria de respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos, desde o fundo do poço da ditadura militar. O ano de 2024 começou mal; está acabando ainda pior, pois nada do que podia melhorar na “democracia” no Brasil melhorou, e quase tudo que podia afundar mais afundou. O resumo da ópera, para quem não tem paciência com palavrório de analista político, é o seguinte: o saldo de 2024 é que o Brasil não tem mais uma Constituição, nem aquela marca barbante que vem caindo pelas tabelas desde 1988. Em lugar de Constituição, tem um inquérito policial.


É essa a nossa lei máxima há quase seis anos, desde que foi imposta aos brasileiros pelo STF: o inquérito sem data para acabar, sem limites para o que pode fazer e sem esperanças para as suas vítimas (pois não há ninguém acima para o cidadão recorrer), que o ministro Alexandre de Moraes comanda para reprimir a oposição ao regime Lula-Supremo. Nenhuma lei brasileira tem mais força que esse procedimento de delegacia de polícia. 


Nada do que Moraes ou seus agentes decidem ali pode ser contestado por ninguém. Nenhuma autoridade pública do Brasil manda mais do que ele. Nenhum cidadão ou seus advogados podem exigir que os direitos constitucionais a que fazem jus sejam respeitados por Moraes e por sua Polícia Federal.


Essa lei suprema, que jamais foi discutida, votada ou aprovada por Congresso Nacional algum, acaba de ser “prorrogada” por mais “seis meses” – ou seja, até anúncio oficial em contrário, está aí para sempre. O presidente do Supremo, molemente, murmurou tempos atrás que o inquérito iria ser encerrado este ano. Não foi. No Brasil, o ano de 2024 já acabou e Moraes não tomou conhecimento do que o presidente do STF disse. Na verdade, na única vez que falou de datas para o encerramento do inquérito, ele disse o seguinte: “Acaba quando acabar”. Não voltou mais ao assunto.


O inquérito ilegal que governa o Brasil de 2024, como o AI-5 governava a ditadura dos militares, se move no escuro. Nada é feito em público e à luz do sol, como a lei exige – tudo se faz em “segredo de Justiça”, sem que os indiciados saibam do que estão sendo acusados, sem que os advogados possam ler o que a polícia não quer que leiam e sem que o Congresso Nacional tenha qualquer possibilidade de fiscalizar nada. Nesse inquérito há o flagrante perpétuo, a prisão preventiva por tempo indeterminado e o julgamento por lotes, como se faz em leilão de gado. O cidadão pode ser punido por falar o que ainda não falou. Podem bloquear sua conta no banco, proibir você de falar no WhatsApp e confiscar seu passaporte.


O inquérito de Alexandre de Moraes, enfim, pode tudo – se pode condenar pessoas a 17 anos de cadeia sob a acusação de tomar parte num “golpe armado” onde as armas mais perigosas eram estilingues e bolas de gude, é óbvio que não há limite para nada. É óbvio, também, que nem o ministro, nem seus colegas e nem qualquer força que os apoie têm o mais remoto interesse em defender democracia nenhuma. O que querem é chegar ao fim de 2025 numa ditadura mais avançada do que a que construíram até agora.”

JR Guzzo

 DEPRAVAÇÃO LEGAL

Por J.R. Guzzo

28/12/2024 

“O Brasil fecha 2024 vivendo o que possivelmente tem sido o mais vicioso período de supressão de seus direitos civis já registrado desde o AI-5 da ditadura militar. É, também, o mais longo e mais neurótico rompimento da vida política, moral e cultural do País com a realidade elementar. Há quase seis anos o Brasil não tem uma Constituição. Em vez disso, tem um inquérito policial como a sua lei máxima – e contra o qual não é possível recorrer a nada e a ninguém, nunca. Chamam isso de democracia.


O pedaço de papel com que os generais impuseram a sua ditadura ao País dizia, basicamente, que nenhum ato do governo estava mais sujeito à apreciação de ninguém, a começar pela justiça. O AI-5 de hoje estabelece que nenhum ato do STF, e sobretudo do ministro Alexandre de Moraes, está sujeito a qualquer tipo de controle, de contestação ou de reforma. Tanto faz se esses atos violam a legislação brasileira em vigor: é o STF quem resolve o que a lei está dizendo, mesmo quando diz o contrário.


A Constituição hoje em vigor do Brasil é o inquérito policial 4781 do STF – uma depravação legal criada no dia 14 de março de 2019 pelo ministro Dias Toffoli, para ocultar a publicação de suspeitas de corrupção a seu próprio respeito, e entregue desde então à execução do ministro Moraes. O STF não é uma delegacia de polícia; por lei, não pode abrir investigação nenhuma. A partir daí, só ficou pior. O inquérito tornou-se perpétuo – acaba, aliás, de ser prorrogado por mais seis meses. Não tem objetivo determinado; investiga tudo. É tocado em sigilo. Não respeita o direito de defesa, nem o Código Penal.


Em nenhum minuto, desde que foi aberto, o inquérito 4.781 teve alguma coisa a ver com a defesa da democracia. Começou como uma gambiarra para censurar a revista Crusoé, proibida de publicar as denúncias contra Toffoli. Passou a reprimir fake news, “desinformação”, atos antidemocráticos, as vacinas de Bolsonaro, conversas de WhatsApp, discursos na Câmara, a condenação ilegal de um deputado, o batom na estátua (“substância inflamável”), o Golpe dos Estilingues e tudo o que existe sob o sol. Hoje é o principal instrumento de trabalho da ditadura do Judiciário no Brasil.


Não há, nunca houve e não haverá nenhuma boa intenção no inquérito de Moraes e Toffoli. O que há é um espetacular exercício de hipocrisia por parte da esquerda, das elites intelectuais e das gangues políticas que mandam no Congresso Nacional para ocultar um câncer em metástase. É o regime de exceção que está sendo criado clandestinamente no Brasil, com juras diárias à “defesa da democracia”, em público – e com a armação de uma tirania na vida real.”

Paulo Guedes

 https://youtu.be/7dDGy5YHbYc?t=1550

sábado, 28 de dezembro de 2024

JR Guzzo

 Por J.R. Guzzo

28/12/2024 


“O Brasil fecha 2024 vivendo o que possivelmente tem sido o mais vicioso período de supressão de seus direitos civis já registrado desde o AI-5 da ditadura militar. É, também, o mais longo e mais neurótico rompimento da vida política, moral e cultural do País com a realidade elementar. Há quase seis anos o Brasil não tem uma Constituição. Em vez disso, tem um inquérito policial como a sua lei máxima – e contra o qual não é possível recorrer a nada e a ninguém, nunca. Chamam isso de democracia.


O pedaço de papel com que os generais impuseram a sua ditadura ao País dizia, basicamente, que nenhum ato do governo estava mais sujeito à apreciação de ninguém, a começar pela justiça. O AI-5 de hoje estabelece que nenhum ato do STF, e sobretudo do ministro Alexandre de Moraes, está sujeito a qualquer tipo de controle, de contestação ou de reforma. Tanto faz se esses atos violam a legislação brasileira em vigor: é o STF quem resolve o que a lei está dizendo, mesmo quando diz o contrário.


A Constituição hoje em vigor do Brasil é o inquérito policial 4781 do STF – uma depravação legal criada no dia 14 de março de 2019 pelo ministro Dias Toffoli, para ocultar a publicação de suspeitas de corrupção a seu próprio respeito, e entregue desde então à execução do ministro Moraes. O STF não é uma delegacia de polícia; por lei, não pode abrir investigação nenhuma. A partir daí, só ficou pior. O inquérito tornou-se perpétuo – acaba, aliás, de ser prorrogado por mais seis meses. Não tem objetivo determinado; investiga tudo. É tocado em sigilo. Não respeita o direito defesa, nem o Código Penal.


Em nenhum minuto, desde que foi aberto, o inquérito 4.781 teve alguma coisa a ver com a defesa da democracia. Começou como uma gambiarra para censurar a revista Crusoé, proibida de publicar as denúncias contra Toffoli. Passou a reprimir fake news, “desinformação”, atos antidemocráticos, as vacinas de Bolsonaro, conversas de WhatsApp, discursos na Câmara, a condenação ilegal de um deputado, o batom na estátua (“substância inflamável”), o Golpe dos Estilingues e tudo o que existe sob o sol. Hoje é o principal instrumento de trabalho da ditadura do Judiciário no Brasil.


Não há, nunca houve e não haverá nenhuma boa intenção no inquérito de Moraes e Toffoli. O que há é um espetacular exercício de hipocrisia por parte da esquerda, das elites intelectuais e das gangues políticas que mandam no Congresso Nacional para ocultar um câncer em metástase. É o regime de exceção que está sendo criado clandestinamente no Brasil, com juras diárias à “defesa da democracia”, em público – e com a armação de uma tirania na vida real.”


https://www.estadao.com.br/politica/j-r-guzzo/pais-vive-sob-a-ditadura-do-inquerito-de-moraes-sem-data-para-acabar/

Amilton Aquino 2812

 Preparem-se: 2025 será um ano decisivo na geopolítica. Vamos começar pelo melhor dos cenários: o congelamento das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Embora, no curto prazo, esse seja o desfecho mais desejável, no longo prazo pode representar a perda de grandes oportunidades para uma resolução mais eficaz desses conflitos.  


No caso do conflito árabe-israelense, encerrar a guerra agora, no momento em que os israelenses estão desmantelando os proxies do Irã que os circundam, pode dar a chance de os grupos terroristas recuperarem o fôlego para novas investidas. Já na Ucrânia, um fim da guerra com a cessão de 25% do território para a Rússia, como propõe Trump, pode ser um estímulo para Putin continuar com seus planos expansionistas.  


No cenário intermediário, o mais provável, veremos mais do mesmo: Israel continua enfraquecendo os proxies do Irã e tentando derrubar o regime dos aiatolás nos bastidores (como na Síria), o que enfraquece também a Rússia, principal aliada do maior financiador do terrorismo mundial e fornecedor de drones. Na Ucrânia, diante do apoio limitado do Ocidente, Zelensky faz o que pode: vende caro cada pedaço de território, elimina mais de mil soldados russos por dia e atinge refinarias e bases militares russas.  


No pior cenário, as guerras se intensificam, envolvendo diretamente outros países, incluindo a Coreia do Norte, já presente no campo de batalha com pesadas baixas. Embora este seja o desfecho menos provável, ele não deve ser descartado, considerando que Reino Unido e França têm acenado com a possibilidade de enviar tropas para “treinar” os ucranianos. Paradoxalmente, o cenário mais perigoso é também o mais coerente, dadas as circunstâncias criadas pelo bloco autoritário.  


Em todos os cenários, a grande incógnita é Trump, cuja postura isolacionista reconfigura todo o jogo geopolítico. Na Europa, os países já começam a se movimentar para garantir o apoio à Ucrânia, caso os EUA decidam reduzir sua ajuda. Para Israel, a situação melhora com Trump, embora ele já pressione por um acordo de paz.  


Mesmo antes de assumir, Trump já causa barulho ao alfinetar seus vizinhos Canadá, México, Panamá e até a Groenlândia, sob domínio da Dinamarca.  


No caso do Canadá, além de criticar o baixo investimento proporcional ao PIB na OTAN, Trump ameaça sobretaxar produtos canadenses e cobra uma postura mais firme no controle das fronteiras, que têm sido usadas como rota de entrada de imigrantes nos EUA.  


Em relação ao México, além da questão migratória, Trump ameaça intervir militarmente para combater os cartéis de drogas, que agora operam com opióides oriundos da China.  


Quanto ao Panamá, Trump mencionou recentemente a possibilidade de recorrer a uma cláusula que prevê o uso da força no tratado que cedeu o controle do canal ao país na década de 1970. A crescente influência chinesa no Panamá incomoda os EUA, já que o país foi o primeiro do continente a aderir ao projeto chinês da Nova Rota da Seda, lhes concedendo o controle de dois portos estratégicos. Ou seja, os EUA, que gastaram bilhões de dólares e perderam 38 mil vidas na construção do canal, hoje pagam as mesmas taxas que a China, que amplia sua presença na infraestrutura panamenha. Sim, isso tem cheiro de confusão. 


No caso da Groenlândia, Trump tensiona ainda mais as relações com a Europa ao propor a compra da ilha à Dinamarca. Embora não sugira uma invasão, como Putin, a ideia contraria o consenso de que o Ocidente havia encerrado sua fase expansionista. Na prática, Trump ajuda a “normalizar” a Nova Ordem Mundial que o bloco autoritário, liderado pelos BRICS, tenta estabelecer.  


Entre a retórica e a realidade há uma longa distância. No entanto, é clara a direção isolacionista de Trump em um mundo onde as democracias liberais, especialmente as europeias, dependem muito mais dos EUA do que os EUA dependem do resto do mundo.  


Assim, é inevitável uma nova corrida armamentista. O Japão está se rearmando, pois não se sente mais seguro sob o escudo norte-americano. O mesmo acontece com a Coreia do Sul, que já considera produzir suas próprias armas nucleares, assim como a Ucrânia, incomodada com a ajuda a conta-gotas do Ocidente e o descumprimento do acordo do início dos anos 90 que lhe concedia proteção da Otan em relação à Rússia em troca da entrega do seu arsenal nuclear. Nesse novo cenário, até países pacíficos e neutros como Finlândia, Suécia e Suíça não só abandonaram a neutralidade como estão se armando e se preparando para uma nova grande guerra.  


A favor de Trump está sua experiência em negociações. Contra ele, pesa sua retórica belicista, que tanto pode inflamar ainda mais os ânimos quanto abrir brechas no Ocidente para o bloco autoritário expandir sua influência, como já ocorre na Venezuela e, potencialmente, no Panamá. No melhor dos cenários, sua posição mais firme que a de Biden, pode dissuadir um pouco o bloco autoritário. Torçamos.


Infelizmente, nem mesmo o pacífico Brasil não está imune a este complicado contexto geopolítico. Além de se aliar ao bloco autoritário, o Brasil experimenta em suas fronteiras com a Venezuela uma tensão crescente, já com tropas em prontidão de ambos os lados. Pouco provável, mas algo a se acompanhar. 


No contexto econômico, o mundo segue uma trilha perigosa de endividamento, fruto de políticas keynesianas que, embora mais palatáveis para políticos, acabam jogando a conta para as futuras gerações. Até mesmo a China, que até pouco tempo ameaçava destronar os EUA como maior economia mundial até 2030, enfrenta um momento delicado, com níveis de endividamento tão altos que economistas começam a questionar se o país não está entrando em um processo de “japanização”, semelhante à estagnação vivida pelo Japão desde os anos 1990.  


E, nesse contexto de Estados gigantes e endividados, surge uma grata surpresa na Argentina. Em menos de um ano, Javier Milei, o primeiro libertário a chegar ao governo de um país, reverteu os principais indicadores macroeconômicos que levavam a Argentina ao colapso, reduzindo até mesmo a pobreza, que agora está em um patamar inferior ao que ele herdou.  


Enquanto a Argentina atrai os holofotes como solução, o Brasil segue ladeira abaixo, acumulando notícias negativas tanto na política externa quanto no cenário doméstico, com uma clara deterioração institucional e macroeconômica.  Apertem os cintos, 2025 não será fácil, infelizmente.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Call Matinal ConfianceTec 2712

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

27/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUINTA-FEIRA (26)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na quinta-feira (26), fechou em alta de 0,26%, a 121.077 pontos. Volume negociado foi baixo, em R$ 15,8 bi. Em dezembro queda é  de 3,65%, no ano, quase 10%. Já o dólar à vista acomodou em queda de 0,09%, a R$ 6,1794.


PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40


EUA🇺🇸

Dow Jones Futuro, nd

S&P 500 Futuro, nd

Nasdaq Futuro, nd


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,06%

Nikkei (Japão🇯🇵), +1,18%

Hang Seng Index (Hong Kong), -1,02%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -1,02%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), nd


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,03%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,41%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,64%

STOXX 600🇪🇺, +0,47%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,47%, a US$ 69,95 o barril

Petróleo Brent, +0,34%, a US$ 73,51 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, em queda de 2,63%, a US$ 104,50.


NO DIA, 27/12


Agenda mais concentrada no Brasil, com IPCA15, dados do mercado de trabalho, como a PNAD (desemprego) e o Caged, e o IGP-M de dezembro.


Além destes indicadores, monitoremos as crises em Brasília. Em rápido pronunciamento, convocado à imprensa na noite de ontem, após ter se reunido com Lula e líderes partidários, Lira comentou a polêmica das emendas.


“Fizemos tudo obedecendo leis e critérios acordados entre o governo e o Judiciário”, disse. O presidente da Câmara afirmou que vai peticionar o Supremo nesta sexta-feira para tentar desbloquear os recursos das emendas.


AGENDA, 27/12


Indicadores:

08h00. Brasil/FGV: IGP-M de dezembro

08h30. Brasil/BC: Nota de crédito – novembro

09h00. Brasil/IBGE: IPCA-15 de dezembro

09h00. Brasil/IBGE: Pnad Contínua – trimestre até novembro

10h00. Brasil/MTE: Caged de novembro

13h00. EUA/DoE: Estoques semanais de petróleo

15h00. EUA/Baker Hughes: Poços e plataformas em operação

                                                

Julio Hegedus Netto, economistah da ConfianceTec 

 

Boa sexta-feira, bons negócios e boas Festas e feliz 2025!🥳👏🎄

News 2712

 Coluna do Estadão:Governo cogita ministério a Marcos Pereira para segurar partido de Tarcísio


Por Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Iander Porcella


Em uma tentativa de segurar o apoio do Republicanos nas eleições de 2026 e uma base mais fiel no Congresso, integrantes do governo Lula cogitaram convidar o presidente do partido, Marcos Pereira, para assumir um ministério em 2025. Um dos objetivos da reforma ministerial é afagar siglas do Centrão, que já têm cargo no governo, mas também estão com um pé em eventuais candidaturas da oposição. Nessa estratégia, o Republicanos é um dos principais alvos por ser o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Além disso, também abriga o deputado Hugo Motta, favorito para assumir a presidência da Câmara no ano que vem. Marcos Pereira, entretanto, tem dito a aliados que perguntam sobre a possibilidade de ele virar ministro que não aceitaria o convite.


MOTIVOS. De acordo com interlocutores, Pereira aponta duas razões. A primeira é que ficaria apenas um ano no ministério, pois vai concorrer às eleições. Em segundo lugar, descontentaria tanto Tarcísio quanto a bancada do Republicanos no Congresso, que é mais ligada à direita. Procurado pela Coluna, ele não comentou.


ONDE. A Coluna apurou que as vagas cogitadas foram para o Ministério de Minas e Energia e para a Secretaria de Relações Institucionais. Para esta, que trata da articulação com o Congresso, também é ventilado um remanejamento do ministro Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), que também é do Republicanos. A mudança daria a ele papel mais político e mais próximo a Lula.


SEM BANDEIRA. A ideia do governo é conseguir pelo menos a neutralidade do Centrão em 2026. Os rumos de PSD, União Brasil e MDB também preocupam os governistas.


SEM...Roberto Campos Neto deixou o comando do Banco Central na segunda-feira, 23, passando-o interinamente a Gabriel Galípolo, que será seu sucessor oficial a partir de 1.º de janeiro. Por ora, diz que só está pensando em descansar e desconversa sobre o que fará após cumprir a quarentena de seis meses.


...AUTONOMIA. Por outro lado, Campos Neto não deixa dúvidas sobre qual critério determinará seu futuro profissional. No café da manhã de despedida com jornalistas, disse que a mulher e os filhos abdicaram muito de sua presença nos últimos seis anos, e agora têm o direito de decidir.


COMANDO. O Consórcio Amazônia Legal - que reúne nove Estados - elegeu ontem seu presidente para 2025, ano da COP-30 no Brasil. Anfitrião do evento, o governador do Pará, Helder Barbalho, foi reconduzido ao cargo por unanimidade. É a terceira vez que ele assume o colegiado.


SEM CHANCE. Apesar das críticas de governadores, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, descarta mudanças no decreto federal que estabelece limites para o uso da força policial em todo o País. Além disso, ele vai antecipar para o mês de janeiro a regulamentação das medidas, apesar de ter prazo de 90 dias para publicar as portarias.


SIGA. O decreto condiciona repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública aos Estados que seguirem a nova cartilha, como antecipou a Coluna, no dia 20.


PRONTO, FALEI!


José Ronaldo Marques

Sindicato dos Cegonheiros


“O País precisa aumentar produção, emprego e renda. Por isso, para quem produz, juro alto pesa mais que o ajuste fiscal, embora seja igualmente importante.”


CLICK


João Campos

Prefeito do Recife (PE)


Em conversa com fiéis na Cantata Natalina da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na capital pernambucana, na quarta-feira, 25, dia de celebração do Natal.


Broadcast+

Prensa

 📰  *Manchetes de 6ªF, 27/12/2024* 

 

▪️ *VALOR*: Para analistas, dólar continua no nível de R$ 6 em 2025     


▪️ *GLOBO*: Após reunião com Lula, Lira diz que emendas tiveram aval do governo 


▪️ *FOLHA*: Crise do clima faz governo repartir prejuízo eventual em concessão de rodovias  


▪️ *ESTADÃO*: Barroso manda PM de SP usar câmera em ações e após atraques a policiais

Roberto Ampuero

 Roberto Ampuero, contra todas as ditaduras (grato a Walmyr Buzatto)


Roberto Ampuero é um escritor com uma história de vida peculiar: fugitivo da ditadura de Pinochet no Chile, buscou refúgio na Alemanha Oriental e, por obra do destino, passou um período de sua vida em Cuba, inicialmente casado com a filha de um alto funcionário do regime castrista e depois, já separado, como um pária da sociedade cubana, porém ainda mantendo ligação com a juventude chilena comunista vivendo na ilha. Conseguiu escapar de Cuba e finalmente publicou uma novela autobiográfica com um retrato da vida em Cuba que o regime sempre escondeu. Leitura obrigatória para todos os que, de forma romântica, ainda pensam que a experiência cubana seja uma história heróica de sucesso, de um povo valente resistindo ao imperialismo. 


O trecho abaixo é parte do epílogo. Qualquer semelhança com a situação do Brasil é mera consequência de sermos todos humanos e, portanto, falhos.


**********


“La experiencia del Chile de Pinochet y la Cuba de los Castro, y de la escritura de esta novela, me enseñaron algo adicional: no hay nada que se parezca más a una dictadura de derecha que una dictadura de izquierda, no hay nada más parecido al fascismo que el comunismo, nada más parecido al hitlerismo que el estalinismo. Para el ciudadano corriente, las dictaduras son todas iguales. Para el que aguarda el interrogatorio en una celda de la seguridad del Estado da lo mismo si su torturador es de izquierda o derecha, es religioso o ateo, cree en el comunismo o la seguridad nacional, lleva al cinto una Kalashnikov o una Luger, fue formado en la antigua Bucarest o una escuela de la antigua escuela de las Américas de Panamá. Para ese ser humano, sentado desnudo en la silla, con las manos atadas a la espalda, cuya familia ignora cuándo retornará, todo eso da lo mismo. El terror y el dolor, la angustia y el sufrimiento, la impotencia y la arbitrariedad que experimentará en esos calabozos serán simplemente una afrenta a la especie humana. En ese instante todas las dictaduras son una y la misma, y todo el dolor que sufre el ser humano atañe a la humanidad en su conjunto, con independencia de las convicciones políticas. Mientras releo este manuscrito, me pregunto qué lleva al ser humano, mejor digamos a tantos seres humanos, a condenar a una dictadura de derecha, y a celebrar al mismo tiempo una dictadura de izquierda. ¿Qué retorcido mecanismo mental los conduce a denunciar el abuso, la tortura, la marginación, el escarnio, el exilio, la represión y el asesinato de quienes piensan distinto bajo una dictadura de derecha, pero los conduce a justificar esas mismas medidas contra quienes se oponen a una dictadura de izquierda? ¿Qué lleva a una persona a condenar a un general que dirige durante diecisiete años un país andino con mano de hierro, y a alabar en cambio a un comandante que lleva cincuenta años dirigiendo de igual modo una isla? ¿Se debe esto a la ignorancia, la hipocresía o al oportunismo, o a una lealtad mal entendida hacia banderas ideológicas, a la postergación de la realidad frente a la utopía y del individuo frente a la masa, o simplemente a la exacerbación extrema de la inhumanidad contemporánea?”

BDM Matinal Riscala 2712

 *Rosa Riscala: Inflação, emprego e emendas no foco*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… NY não tem agenda importante, mas aqui o dia é movimentado pelos dados da inflação e emprego. Saem o IPCA-15 (9h) e IGP-M de dezembro (8h), além da Pnad contínua (9h) e Caged de novembro (10h). Mais do que os indicadores, porém, são as crises em Brasília que seguem como protagonistas para os mercados domésticos. Em rápido pronunciamento convocado à imprensa na noite de ontem, após ter se reunido separadamente com Lula e líderes partidários, Lira comentou a polêmica das emendas. “Fizemos tudo obedecendo leis e critérios acordados entre o governo e o Judiciário”, disse. O presidente da Câmara afirmou que vai peticionar o Supremo nesta 6ªF para tentar desbloquear os recursos e esclarecer os questionamentos feitos pelo ministro Flávio Dino, que quatro dias atrás barrou as emendas de comissão e ordenou investigação da PF sobre o processo de liberação das verbas.


… Lira reforçou que a Câmara está “tranquila” e observou que os atos em relação às emendas parlamentares contaram com o respaldo formal dos ministérios da Fazenda, Planejamento e da Advocacia-Geral da União (AGU).


… “O apadrinhamento dos líderes da Câmara e dos líderes do Senado obedeceram a um critério rigoroso de análise do Gabinete da Casa Civil, da SAG, do Ministério da Fazenda, do Planejamento e da AGU”, afirmou aos repórteres.


… Na tentativa de dividir a responsabilidade com o governo, aproveitou para cobrar que, na volta do recesso natalino, os ministros prestem esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na distribuição dos recursos.


… Lira interrompeu ontem a folga de fim de ano em Alagoas e voou de avião da FAB a Brasília para se encontrar com Lula, em reunião fora da agenda. Mais tarde, se reuniu com líderes da Câmara presencialmente e por vídeo.


… Oficialmente, as conversas foram para tratar da eleição das Mesas da Câmara, que só acontece em 1º de fevereiro. O Centrão pressiona o governo a agir junto ao STF a fim de liberar o pagamento das emendas.


… Apesar disso, a AGU não planeja recorrer da decisão de Dino, que suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bi em emendas, após manobra de Lira para que 17 líderes partidários assinassem como “padrinhos” das verbas.


… Na prática, a estratégia impede a identificação dos parlamentares que efetivamente pediram os recursos.


… A decisão de Dino tensionou mais uma vez a relação dos parlamentares com o Judiciário.


… O senador Ângelo Coronel (PSD), relator do Orçamento de 2025, disse que só colocará a matéria para votar quando as regras da emendas estiverem pacificadas e quando não houver “fogo cruzado” entre os Poderes.


… A nova disputa de forças voltou a estressar os investidores, disparando prêmio de risco na curva do DI (abaixo).


MAIS AGENDA – A continuidade do alívio nas tarifas de energia elétrica deve desacelerar o IPCA-15 em dezembro para 0,45% (mediana de pesquisa Broadcast), contra 0,62% em novembro. As projeções vão de 0,30% a 0,68%.


… Os reajustes anunciados ontem nos bilhetes de ônibus, metrô e trem de SP, que passam a valer em 6 de janeiro, não devem ter impacto relevante na inflação do ano que vem, segundo os cálculos de economistas (Warren e Terra).


… O reflexo estimado é de 0,3pp a 0,4pp no IPCA de 2025. As novas tarifas já estavam nas planilhas dos profissionais e vieram praticamente em linha com o que estava previsto, não alterando, portanto, as previsões para o índice.


… Hoje, além do IPCA-15, também o IGP-M deve perder ritmo em dezembro: +1,07%, após +1,30% em novembro. O intervalo das apostas vai de 0,81% a 1,15%, antecipando preços mais baratos para o produtor agropecuário.


… Do lado do mercado de trabalho, a atividade econômica forte e o aumento da população ocupada com as contratações de funcionários temporários no fim de ano devem puxar o novo recuo na taxa de desemprego.


… A mediana da Pnad (9h) indica 6,1% no trimestre móvel encerrado em novembro, ante 6,2% até outubro.


… As contratações do comércio para o Natal também devem garantir saldo positivo do Caged (10h). Mas a criação líquida de vagas com carteira assinada, de 125 mil, deve ser menor do que em novembro (132.714 vagas).


… O BC divulga às 8h30 os dados de estoque e concessão de crédito em outubro.


… A Receita informou que não há definição sobre a data de divulgação da arrecadação referente a novembro.


… Da mesma forma, o Tesouro comunicou que o resultado primário do governo central do mês passado não será divulgado nesta semana, conforme constava em calendário do órgão, nem na semana seguinte.


… O atraso decorre da mobilização dos auditores fiscais da Receita, em greve por tempo indeterminado.


NOS EUA – O petróleo confere os estoques semanais do DoE (13h), que têm previsão de queda de 1,1 milhão de barris, e os dados da Baker Hughes (15h) sobre os poços e plataformas em operação.


FORA DA CASINHA – Bom seria se desse para culpar só a liquidez reduzida de final de ano pela pressão renovada na curva do DI, com praticamente todas as taxas dos juros futuros, da ponta curta à longa, rodando acima de 15%.


… Além do pacote fiscal desidratado, investidores agora lidam com os receios sobre a deterioração na relação entre os Poderes, depois do atrito criado pela decisão de Dino de suspender os pagamentos bilionários em emendas.


… Cálculos ao Broadcast do estrategista Luciano Rostagno (da EPS Investimentos) indicam que a curva do DI projeta um aperto de 1,5pp na Selic em janeiro, desqualificando o forward guidance do Copom, de alta menor, de 1pp.


… Para o juro terminal, a precificação é de 16,75%, bem mais agressiva do que a contratada pelo BC (14,25%).


… Marcada pelo nervosismo, a volta do Natal registrou avanço de mais de 30 pontos nos juros futuros mais longos.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 saltava a 15,410% (de 15,246% no fechamento anterior); Jan/27, a 15,700% (de 15,454%); Jan/29, a 15,395% (de 14,999%); Jan/31, a 15,100% (14,645%); e Jan/33, 14,850% (14,460%).


… Em coletiva sobre o relatório da dívida pública em novembro, o coordenador Roberto Lobarinhas disse que a atuação do Tesouro na semana passada mostrou que não existia apetite exacerbado do mercado para vender.


… Segundo ele, os leilões provaram que o mercado está funcionando dentro da normalidade. “Certamente a atuação não visou frear a alta do dólar, controlar o câmbio ou coisa que o valha, tampouco controlar a curva de juros”, disse.


… Apesar do estresse ontem no DI, a moeda americana conseguiu se isolar e fechar estável, cotada a R$ 6,1794 (-0,09%), após o BC injetar mais US$ 3 bilhões em leilão à vista, atendendo à demanda de remessas de fim de ano.


… Além disso, a disputa técnica da ptax, com os vendidos levando a melhor, pode ter feito a diferença para o câmbio aplacar a cautela com a crise das emendas, que ameaça a governabilidade e a agenda fiscal no ano que vem.


… Apesar de o dólar não ter subido, tampouco caiu. Continua no high, dando a medida dos desafios. Com saída recorde em dezembro, o fluxo cambial virou e agora está negativo em US$ 10,031 bi no ano até o dia 20 deste mês.


… Ainda o investidor local, que até agora mantinha posição vendida em dólar, deixou de apostar no real pela primeira vez desde março/23, no montante de US$ 500 mil, segundo informação do Valor com base em dados da B3.


… Desde janeiro, a aposta do investidor local no real vinha caindo aos poucos, em meio ao mau humor global, à percepção sobre o risco fiscal doméstico e à forte saída de capital pela conta financeira. Agora piorou de vez.


SEM PÓDIO DE CHEGADA – Na reta final de 2024 (só faltam mais dois pregões, o de hoje e o de 2ªF), o Ibovespa acumula perdas de quase 10% neste ano difícil. No dezembro vermelho, registra queda acentuada de 3,65%.


… Ontem, o índice à vista da bolsa doméstica terminou em alta moderada de 0,26%, o suficiente para retomar os 121 mil pontos (121.077,50), no pregão de volume financeiro fraco, de R$ 15,8 bilhões, como já era de se esperar.


… O desempenho levemente positivo do Ibovespa teve suporte das ações de Petrobras, Vale e bancos. Por outro lado, papéis sensíveis ao ciclo econômico foram afetados pelo avanço observado nos contratos do DIs.


… Na contramão do petróleo, Petrobras ON registrou +1,26% (R$ 39,28), na máxima, e Petrobras PN, +0,39% (R$ 35,77). O Brent fevereiro caiu 0,43%, a US$ 73,26 por barril, minimizando a reação a potenciais estímulos na China.


… Também o minério não se empolgou (-0,06%), mas Vale registrou valorização discreta de 0,29%, a R$ 55,01.


… BB puxou os ganhos dos ativos do sistema financeiro: +1,17%, a R$ 24,20. Bradesco ON avançou 1,13% (R$ 10,73), Santander teve elevação de 0,98% (R$ 23,77), Bradesco PN valorizou 0,78% (R$ 11,64) e Itaú, +0,65% (R$ 31,09).


… IRB ficou na liderança do ranking positivo, com +11,30%, a R$ 42,85. Em seguida, Brava Energia subiu 6,64% (R$ 20,40) e Grupo Pão de Açúcar ganhou 5,35% (R$ 2,56).


… No campo oposto se destacaram CVC (-7,74%; R$ 1,43), Magalu (-6,45%; R$ 6,53) e Minerva (-4,04%; R$ 5,22).


RESSACA – As bolsas de NY praticamente não saíram do lugar na volta do feriado do Natal, numa sessão sem grandes drivers e de liquidez mais baixa com os mercados europeus fechados.


… Único dado do dia, os pedidos de auxílio-desemprego vieram mistos e sem força para determinar a direção do pregão. Na semana passada, os pedidos caíram a 219 mil, de 225 mil na semana anterior.


… Por outro lado, os chamados pedidos recorrentes de auxílio-desemprego atingiram o maior nível em mais de três anos (1,91 milhão), num sinal de que está demorando mais para que desempregados encontrem um trabalho.


… Em Wall Street, Dow Jones (+0,07%, aos 43.325,80 pontos), S&P 500 (-0,04%; 6.037,59 pontos) e Nasdaq (-0,05%; 20.020,36 pontos) ficaram perto da estabilidade.


… Depois de passarem o dia em alta, os juros da maioria dos Treasuries cederam, por causa de bem-sucedido leilão de US$ 44 bilhões em notes de 7 anos. No fechamento, estavam praticamente estáveis.


… O retorno da note de 10 anos chegou a quase 4,65% no pico do pregão, mas no fim do dia em NY cedia a 4,580%, de 4,584% na sessão anterior. Para analistas, o título pode chegar a 5%.


… “Estamos provavelmente no caminho para 4,75% a 5% na note de 10 anos porque o mercado de títulos está cheio de incertezas e o de ações, cheio de entusiasmo”, disse Peter Cardillo (Spartan Capital Securities) à Reuters.


… “O mercado de títulos está projetando um Fed hawkish na primeira metade de 2025”, completou.


… O retorno da note de 2 anos recuou a 4,331% (de 4,340%) e o do T-bond 30 anos subiu a 4,767% (de 4,7603%).


… Outro ativo sem grandes variações foi o índice dólar, com o DXY perto da estabilidade (-0,06%), em 108,129 pontos. O euro subiu 0,28%, a US$ 1,0421, enquanto a libra praticamente não oscilou (-0,06%), a US$ 1,2528.


… O iene caiu 0,47%, a 157,960/US$. O presidente do BoJ, Kazuo Ueda, declarou que o cumprimento da meta de inflação de 2% “está à vista”, mas não deu qualquer indicação sobre o futuro da taxa de juros.


EM TEMPO… SUZANO negou à CVM que esteja avaliando aquisição da empresa americana Clearwater Paper.


OI concluiu a alienação e transferência de 100% das ações da SPE Imóveis Selecionados por R$ 40 milhões.


JALLES MACHADO informou recorde histórico na produção de açúcar na safra 2024/2025, que totalizou 7,868 milhões de toneladas, um aumento de 7,1% em relação ao ciclo anterior…


… Apesar do avanço, o volume ficou 4,4% abaixo da projeção de 8,23 milhões de toneladas divulgada em junho, devido a fatores climáticos adversos, como chuvas intensas em alguns locais e baixa pluviometria em outros.


TAESA. ONS liberou a entrada em operação comercial de sistema de reforço referente ao banco de capacitor da subestação de Colinas, no empreendimento Novatrans Transmissora de Energia…


… Com a entrada em operação comercial desse ativo, a Novatrans passa a receber um adicional de Receita Anual Permitida (RAP) de aproximadamente R$ 10,8 milhões no ciclo de 2024/2025.


HIDROVIAS DO BRASIL cancelou aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão aprovado por acionistas em outubro, devido ao não alcance do valor mínimo de subscrição e à “deterioração do cenário macroeconômico”.


GRUPO 123 MILHAS, que tem dívidas de R$ 2,3 bilhões, protocolou seu plano de recuperação judicial, sendo oferecida opção com “cashback” e com até 40% de desconto para quem tem dinheiro a receber de viagens.

Bankinter Portugal Matinal 2712

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Com a Europa encerrada após o feriado de Natal, as atenções centraram-se nos EUA, numa sessão pouco entusiasmante. A única referência do dia, que teve pouco impacto, foram os Pedidos de Desemprego Semanais (219K vs 223K esperados e 220K anteriores). Mais um bom número que indica a força do mercado de trabalho e que dificulta o ciclo de corte de taxas da Fed. 


Pouco a comentar hoje. Poucas referências importantes e a maioria delas já conhecidas esta manhã no Japão. A Europa reabre e os futuros estão a apontar para cima, mas a lógica sugere que vai perder força.   


Volume mais baixo do que o habitual é o tom destas sessões em que o mercado já está a olhar para 2025, que começa na próxima semana. Este ano já está a terminar com um saldo positivo no mercado de ações, embora mais nos EUA (+27%) do que na Europa (+7%), devido ao diferencial de crescimento (tanto a nível micro como macro) e à exposição ao sector tecnológico em cada zona geográfica. O início do próximo ano poderá ser fraco, com taxas que esperamos que desçam menos do que o esperado, face a taxas de inflação que ainda não atingiram o objetivo de +2% de forma sustentada (EUA +2,7% e UEM +2,2%; novembro). O efeito Trump também continua a ser visto.


Em suma, a semana fechou em baixa.                                                                      S&P500 -0,04% Nq-100 -0,1% SOX +0,03% ES-50 Fechado IBEX Fechado VIX 14,73% Bund 2,32% T-Note 4,58% Spread 2A-10A USA=+25pb B10A: ESP 3,02% PT 2,79% FRA 3,13% ITA 3,49% Euribor 12m 2,71% (fut.12m 2,071%) USD 1,042 JPY 164,7 Ouro 2.635$ Brent 73,3$ WTI 69,6$ Bitcoin -2,8% (95.695$) Ether -3,8% (3.333$).


FIM

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Diário de um economista (7)

Minha temporada em Évora foi bem "proveitosa". 

Vivi uns dois anos nesta cidade medieval, murada, no centro do Alentejo. Tinha uma meta. 

Ao chegar no dia 28/10, para o curso tutorial de Doutorado na UÉVORA, péssima decisão aliás, porque a Ciência Econômica passou por uma "revolução" em 20 a 30 anos. Depois, eu explico.  

Na chegada à Évora, fui para um Seminário Católico, uma espécie de hospedagem para pessoas ligadas à Igreja Católica, de passagem por Évora. 

Foram um mês e uns poucos dias lá hospedado no objetivo de buscar um local para a minha família. Tarefa esta nada fácil...bem difícil, aliás. 

Corri por várias becos e alamedas da cidadela. Até que descobri um rpz de Beja, o R..., formado em Engenharia na UÉVORA. Conheci a casa, dois pisos, o meu no chamado "rés de chão". Bom, porque assim eu teria como usar a área da casa que tinha uma churrasqueira maravilhosa. Eu, filho de gaúcho de Lageado (RGS), sempre contava feliz com estas possibilidades. 

O que mais me chamou a atenção foi a maravilhosa cozinha, com armários embutidos de ótima qualidade, ótimos eletrodomésticos, além de armários pela casa. 

Chegamos lá no inverno. Foi neste ponto que as coisas pegaram. Este acabou como um ponto muito negativo, além de outros. 

A casa era muito úmida, sendo que o proprietário havia transformado uma parte dela, de uma area para o piso com a churrasqueira, inclusive com um poço, num quarto a mais.

Ficou meio estranho, pois a humidade era tanta que a fiação elétrica não funcionava.

Para piorar os quartos acumulavam "bolor" nas paredes. 

Talvez o melhor quarto da casa, o mais quentinho, era do meu filhote.

Outros pontos negativos merecem ser contados. Fica para a próxima...



News 2512

 NEWS - 25.12


Lula recebeu conselho de equipe para evitar economia em falas de Natal e fim de ano / Turbulência causada por anúncio de ajuste fiscal ainda não foi superada e ideia é acalmar os ânimos do mercado- Monica Bergamo – Folha SP 25/12


A ausência do tema da economia no pronunciamento de Natal de Lula não foi gratuita. O presidente foi aconselhado fortemente a evitar o assunto até o fim do ano —especialmente, como gosta de fazer, de relembrar os benefícios propostos à população mais pobre e aos trabalhadores que implicam em mais gastos públicos.


COISAS BOAS


As datas de fim de ano propiciam ao presidente diversas oportunidades de manifestação, e o natural impulso de propagar notícias boas e populares.


COISAS BOAS 2


Lula desejava reforçar, nas manifestações de fim de ano, o aumento real do salário mínimo, a baixa taxa de desemprego e a proposta do governo de ampliar a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000. Recebeu a recomendação de desviar dos assuntos.


NO GERAL


No pronunciamento de Natal veiculado na TV e pelas redes, por exemplo, fez afirmações genéricas como "o Brasil tem hoje uma economia forte, que continua a crescer. Um governo eficiente, que investe onde é mais importante: na qualidade de vida da população brasileira" e "fizemos muito, e ainda temos muito a fazer", sem citar políticas específicas.


MODERAÇÃO


O presidente ainda pode fazer novas falas até o dia 31 de dezembro, mas a expectativa é a de que ele siga os conselhos e siga adotando o mesmo tom do Natal ao se manifestar.


FOGUETE


Neste mês, o dólar chegou a bater nos R$ 6,30 depois que o governo anunciou seu projeto de ajuste fiscal ao mesmo tempo em que levou a público a ideia de aumentar a faixa de isenção do IR. Somadas a fatores externos, as propostas causaram turbulência ainda não superada.


FOGUETE 2


O pacote do governo e a reforma tributária foram aprovados pelo Congresso, mas nem assim dólar arrefeceu. A equipe econômica acena com a possibilidade de mais cortes de gastos. Não seria a hora, portanto, de Lula relembrar as benesses concedidas, que poderiam ser exploradas como um suposto descompromisso com a austeridade.


com KARINA MATIAS, LAURA INTRIERI e MANOELLA SMITH


Lula planeja rodada de entrevistas para rádios regionais / Ideia é que o presidente converse com emissoras locais enquanto estiver limitado a fazer viagens- CnnBrasil 24/12


Gustavo Uribe


Em recuperação dos procedimentos realizados na cabeça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja conceder entrevistas a rádios locais em janeiro e fevereiro.


Como o petista tem restrições de viagens longas, a ideia é que ele fale com o público local na tentativa de se aproximar do eleitorado no período.


A ideia é que o presidente aproveite as conversas para defender o início da reforma tributária sobre renda, sobretudo o aumento da faixa de isenção para R$ 5 mil.


A última pesquisa Quaest mostrou que 75% da população é favorável, mas apenas 43% sabem que a iniciativa é uma proposta do governo petista.


O governo federal planeja uma campanha nacional para o tema. Segundo relatos à CNN, o conteúdo publicitário está pronto e aguarda o envio da iniciativa ao Congresso Nacional.


Para compensar, o governo federal anunciou a taxação para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês.


Até abril, a gestão petista também deve enviar ao Congresso Nacional proposta de atualização da tabela do imposto de renda.


 


PF atende Dino e abre inquérito para apurar pagamento de R$ 4,2 bi em emendas / Ministro do STF determinou a abertura da investigação ao suspender repasses nesta segunda (23)- Folha SP 25/12


Lucas Marchesini


A Polícia Federal (PF) instalou nesta terça-feira (24) um inquérito para apurar o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares pela Câmara dos Deputados.


A investigação foi iniciada após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que decidiu pela suspensão dos repasses e pediu a abertura da apuração nesta segunda (23).


O ministro atendeu a uma representação do PSOL que apresentou novos fatos a respeito do pagamento das emendas de comissão —alvo de críticas e de decisões anteriores do próprio ministro pela falta de transparência.


A representação da legenda cita um ofício encaminhado ao governo federal e assinado por 17 líderes partidários da Câmara detalhando a indicação de 5.449 emendas de comissão.


Esse conjunto de emendas se daria, segundo o PSOL, "sem aprovação prévia e registro formal pelas comissões, sob o pretexto de ‘ratificar’ as indicações previamente apresentadas pelos integrantes das comissões".


Na prática, como revelou a revista Piauí, a lista dos 17 líderes de partidos da Câmara mudava a destinação de emendas de comissão, sem aprovação dos colegiados. O ofício com a nova destinação foi encaminhado ao governo Lula (PT) no último dia 12, e a Casa Civil deu aval à manobra.


Entre os signatários da lista com mais de 5.000 indicações estão o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), o do PT, Odair Cunha (MG), e o do Republicanos e candidato à presidência da Casa, Hugo Motta (PB). O chefe da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seria o avalista da iniciativa.


O estado mais beneficiado com a destinação dos R$ 4,2 bilhões seria Alagoas —terra de Lira, com quase R$ 500 milhões.


O inquérito da PF, aberto a pedido de Dino, é o novo capítulo da disputa sobre essas verbas que levou a uma crise entre STF e Congresso nos últimos meses.


O pedido de abertura da investigação foi a principal queixa de lideranças da Câmara após a decisão de Dino dessa segunda. A ação foi vista como acima do tom e midiática, segundo congressistas ouvidos pela Folha.


O governo Lula, embora tenha participado do acerto, teme uma represália na volta do recesso, em particular considerando que o orçamento de 2025 ainda precisa ser votado.


 


Dino empurra Polícia Federal na direção da cúpula do centrão / Ordem para investigar sistema de partilha de emendas vai incomodar líderes do Congresso- Folha SP 24/12


Bruno Boghossian


Flávio Dino preparou uma surpresa natalina para o centrão. Na segunda (23), em pleno recesso de fim de ano, o ministro do STF mandou suspender o pagamento das emendas que representam a principal moeda do balcão de negócios do grupo. Foram bloqueados mais de R$ 4 bilhões. Como brinde, a Polícia Federal deve abrir uma investigação sobre o uso político do dinheiro.


O congelamento das emendas era uma questão de tempo. O tribunal já havia suspendido os pagamentos mais de uma vez, exigindo o mínimo de transparência na distribuição da verba. Os parlamentares descumpriram quase todas as decisões da corte, muitas vezes com apoio do governo e sempre à luz do dia.


Dino mandou um recado aos políticos. Caracterizou a farra das emendas como sintoma de uma "degradação institucional" e disse que a manutenção da partilha do dinheiro daquela maneira configura um "inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série". Ele citou a "perseverante atuação" do STF, indicando que não vai ceder a acordos para driblar as decisões do tribunal.


A grande novidade desse episódio da queda de braço é o inquérito que será aberto por ordem de Dino. Nos últimos anos, investigações feitas no varejo identificaram obras defeituosas, favorecimento político e suspeitas de desvio de verba das emendas, em alguns casos envolvendo os nomes de parlamentares. Agora, a PF vai atuar no atacado.


O foco do novo inquérito será a cúpula do grupo que coordena a ocultação dos padrinhos das emendas e gerencia a distribuição do dinheiro para aliados políticos. A polícia vai ouvir parlamentares para mapear, por exemplo, os acordos que simularam a indicação da verba que deveria estar reservada para as comissões do Congresso e que, na verdade, passou a ser controlada por dirigentes do centrão.


Esse foi o acerto que concentrou poder nas mãos de um consórcio que direcionava a remessa de emendas para políticos aliados em troca de apoio. Nos últimos anos, essa partilha foi liderada por Arthur Lira (PP-AL), na Câmara, e por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no Senado. Os times dos dois estarão, inevitavelmente, na mira do inquérito.


Emendas Pix sem plano de trabalho somam R$ 1 bilhão, diz TCU / Relatório aponta diminuição dos índices de descumprimento da decisão do STF, mas alerta para necessidade de seguir monitoramento- CnnBrasil 24/12


Luísa Martins


De um total de R$ 4,4 bilhões em “emendas pix” pagas pela União aos municípios em 2024, cerca de R$ 1 bilhão ainda está desacompanhado dos respectivos planos de trabalho, em descumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).


As informações constam em um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) enviado nesta segunda-feira ao ministro Flávio Dino, relator das ações que tramitam na Corte sobre as emendas parlamentares.


Segundo o TCU, dados atualizados até o dia 9 de dezembro apontam que neste ano foram feitas 5.585 transferências especiais (nome oficial das “emendas pix”), das quais 1.406 têm pendências em relação aos planos de trabalho.


O relatório diz que 1.080 planos ainda não foram iniciados, enquanto 242 estão em fase de elaboração e outros 84 estão passando por ajustes. Esse “pacote” soma R$ 1.088.942.413,08.


As “emendas pix” fazem parte das emendas parlamentares individuais, que são indicadas por cada deputado e senador. Identificadas como “RP-6” no Orçamento, são de pagamento obrigatório pelo governo federal.


A exigência dos planos de trabalho foi determinada pelo STF como forma de sanar a falta de transparência e rastreabilidade desse tipo de emenda, que costumava ser injetada diretamente no caixa dos entes federativos, sem necessidade de qualquer tipo de convênio.


A Advocacia-Geral da União (AGU), alinhada à insatisfação do Congresso Nacional, chegou a recorrer desse trecho da decisão da Corte, mas Dino rejeitou o pedido de reconsideração e manteve a obrigatoriedade dos planos de trabalho.


O TCU diz que, desde que iniciou o monitoramento, com cobranças frequentes principalmente às prefeituras, tem havido uma redução nos casos de descumprimento.


Ainda assim, o documento alerta para a necessidade de continuidade dos trabalhos. O TCU propôs, inclusive, “a implementação de um sistema automatizado” para que os beneficiários das emendas possam inserir os dados no sistema.


 


CNM questiona bloqueio de emendas parlamentares / A confederação disse que irá se mobilizar para que a decisão fique restrita aos recursos relacioandos exclusivamente às emendas-CnnBrasil 25/12


Da CNN


A Confederação Nacional de Municípios (CNM) questionou, em nota divulgada na terça-feira (24), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de bloquear recuros não oriundos das emendas parlamentares.


O questionamento vem após a decisão do ministro Flávio Dino suspender o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares na última segunda-feira.


A preocupação do órgão é com as consequências do bloqueio judicial das contas utilizadas para a prestação de serviços e recursos destinados à saúde.


Na nota, a CNM também afirmou que, nessas contas, circulam transferências que não são oriundas das emendas parlamentares e existe um “risco da população ficar desassistida caso permaneça o bloqueio”.


A confederação disse que irá se mobilizar para que a decisão fique restrita aos recursos relacioandos exclusivamente às emendas.


“Não é razoável que as mudanças a serem implementadas na execução de emendas parlamentares paralisem todo um sistema de saúde fundamental para o Brasil, bloqueando um volume muito maior de recursos que não são originários de emendas parlamentares”, acrescentou o órgão.


Bloqueio de emendas


Na última segunda-feira (23), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a suspensão do pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar o caso.


A determinação atendeu a um pedido feito pelo PSOL. Na última semana, o deputado Glauber Braga (RJ) acionou o STF alegando irregularidades na liberação das emendas sem o devido rito.


A ação questiona a decisão tomada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de suspender o funcionamento das comissões da Casa.


Com a decisão, os colegiados temático não puderam deliberar sobre o destino das emendas de comissão.


 


DOU: PORTARIA TRAZ CRITÉRIOS PARA EXECUÇÃO DE EMENDAS PARLAMENTARES NO ORÇAMENTO DE 2025- Broadcast 24/12


Por Fernanda Trisotto


Brasília, 24/12/2024 - O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 24, traz uma portaria que estabelece critérios e orientações para a execução de emendas parlamentares no Orçamento de 2025. O texto data de segunda-feira, 23, e foi assinado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. A portaria traz diretrizes para a execução das programações de emendas de bancada estadual (RP 7) ou de comissão permanente (RP 8) e já está em vigor.


Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões de emendas parlamentares de comissão e acionou a Polícia Federal para investigar a "captura" dessas emendas. Em reação, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator do Orçamento de 2025, disse que a decisão "prejudica o Parlamento", afeta a relação entre os Poderes e deve atrasar a votação da peça, que pode ficar para o fim de fevereiro ou o início de março. O Palácio do Planalto temia que a decisão pudesse contaminar a votação do Orçamento de 2025.


Emendas de bancada estadual


Para as emendas de bancada estadual, a portaria determina que os projetos de investimentos estruturantes que podem receber esses recursos são os que estão definidos na lei de diretrizes orçamentárias ou registrados conforme determina a Constituição - um registro centralizado de projetos de investimento contendo, por Estado ou Distrito Federal, análises de viabilidade, estimativas de custos e informações sobre a execução física e financeira.


Fica vedada a designação genérica de programação “que possa resultar na execução de projetos de investimentos de obras por múltiplos entes ou entidades, ressalvados os projetos para região metropolitana ou região integrada de desenvolvimento, cujas emendas deverão identificar de forma precisa o seu objeto”, diz o texto.


Para ações e equipamentos públicos considerados prioritários para o Estado representado pela bancada a indicar a emenda, há dois pontos de observação. Fica vedada a apresentação de emendas cuja programação possa resultar, na execução, em transferências voluntárias, convênios ou similares, para mais de um ente federativo ou entidade privada. Só há ressalva para as transferências para fundos municipais de saúde.


Ficam admitidas as destinações de recursos para outros Estados, desde que se trate da matriz da entidade e que ela tenha sede em unidade federativa distinta do Estado da bancada em que será feita a aquisição de equipamentos ou realização de serviços.


Por fim, na hipótese em que a programação de emenda de bancada seja divisível, o objeto deve ser identificado de forma precisa e não pode cada parte independente ser inferior a 10% do valor da emenda. Para essas emendas, ainda se aplicam, no que couber, as determinações da Lei Complementar 210/2024, que trata justamente da execução das emendas em face da lei orçamentária.


Emendas de Comissão


Para as emendas de comissão, a portaria traz critérios gerais para execução de ações de interesse nacional e regional. Essas ações devem ser definidas pelo planejamento e planos setoriais e regionais; precisam estar alinhadas a pelo menos um dos objetivos do Plano Plurianual (PPA) ao qual estão vinculadas; e não deve haver outro convênio, contrato de repasse ou instrumento congênere com execução não iniciada com o mesmo objeto e Estado ou entidade. As comissões permanentes precisam identificar de forma precisa o objeto, sendo vedada a designação genérica de programação que possa contemplar ações orçamentárias distintas.


A portaria também traz quatro critérios específicos para ações do programa, nos âmbitos de Reconstrução, Ampliação e Aprofundamento da Participação Social e da Democracia; Comunicação Pública e Governamental; Segurança Institucional; e Juventude: Direitos, Participação e Bem Viver. As indicações das comissões, em termos regimentais, também devem observar dispositivos da Lei Complementar 210/2024.


Orientações para execução das emendas parlamentares


A portaria determina que a execução orçamentária e financeira das emendas de comissão poderá priorizar as indicações destinadas a entes em situação de emergência ou calamidade pública ou que tenham sido objeto de processos participativos pelos entes beneficiários.


As decretações de situação de calamidade ou emergência precisam ser reconhecidas pela União. Já os processos participativos com prioridade para execução devem ser informados no processo de apresentação de propostas pelos entes beneficiários no Transferegov.br, trazendo informações como site com calendário, regras, público participante e as prioridades.


O texto ainda lembra que o limite de crescimento das emendas parlamentares aos projetos de lei orçamentária anual, conforme fixado na Lei Complementar 210/2024, não afasta disposição da Constituição que permite redução de despesas no caso de risco para o cumprimento da meta fiscal. Por fim, é feito um alerta que reforça que os órgãos executores das emendas precisam observar as hipóteses de impedimentos de ordem técnica para execução dessas medidas, também de acordo com a LC 210/2024.


Governadores e parlamentares reagem a decreto de Lula sobre uso da força policial / Oposição fala em interferência do governo federal e prejuízo à segurança pública- CnnBrasil 25/12


Da CNN


O decreto publicado pelo Ministério da Justiça para regulamentar o uso da força por policiais em todo o país virou alvo de críticas de governadores de oposição ao  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Na rede social X, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), disse que “o crime organizado celebra o grande presente de Natal recebido pelo presidente Lula”.


Caiado entende que o decreto garante mais liberdade de ação aos criminosos, promove o engessamento das forças policiais e foca apenas em crimes de menor potencial ofensivo.


“O decreto impõe aos estados que, caso não sigam as diretrizes do governo do PT para a segurança pública, perderão acesso aos fundos de segurança e penitenciário. Trata-se de uma chantagem explícita contra os estados, que acaba favorecendo a criminalidade”, escreveu.


No mesmo tom crítico, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou à CNN que as diretrizes estabelecidas pelo governo são inconstitucionais.


Para Ibaneis, o decreto fere o artigo 144 da Constituição Federal, que define quais são as corporações que integram as forças de segurança no Brasil.


“Interferência total. Uma pena que o governo federal, ou melhor, o presidente Lula não saiba seu espaço. Quem faz segurança pública são os estados”, disse.


Bancada da bala se mobiliza


No Congresso Nacional, deputados da chamada “bancada da bala”, formada por políticos ligados a forças policiais, se preparam para reagir ao decreto.


Congressistas ouvidos pela CNN criticaram o fato de que o texto foi elaborado sem debates públicos ou discussão prévia com parlamentares.


Para o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), o governo Lula quer “criminalizar a atividade policial”.


“Ninguém foi consultado ou ouvido a respeito. A iniciativa do governo busca tolher as ações policiais, em claro prejuízo à segurança pública brasileira”, afirma.


O parlamentar declarou que pretende protocolar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) junto à Câmara dos Deputados para derrubar o decreto do governo federal.


Entenda o decreto


O documento estabelece que o Ministério da Justiça terá competência para editar regras complementares, financiar, formular e monitorar ações relacionadas à atuação policial.


O decreto também especifica que a força deve ser usada pelos agentes apenas em casos de ameaça real ou potencial. Com isso, o uso da arma de fogo deve ser feito como último recurso.


O documento foi enviado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, à Casa Civil para análise. Em seguida, o texto será encaminhado para assinatura do presidente Lula.


Lewandowski destacou que as medidas visam uma atuação policial mais consciente.


“A proposta é que a força seja aplicada de maneira proporcional, em resposta a uma ameaça real ou potencial, priorizando a comunicação, a negociação e o uso de técnicas que evitem a escalada da violência”, afirmou o ministro.


*Com informações de Gabriela Prado


 


ESTADÃO: REPASSE MAIS FORTE DO DÓLAR A PRODUTOS PRESSIONA A INFLAÇÃO- 25/12


Por Daniel Tozzi Mendes, Gabriela Jucá e Anna Scabello


São Paulo, 24/12/2024 - O repasse da alta do dólar aos preços ao consumidor está mais forte em razão de a economia brasileira crescer em ritmo mais acelerado do que a sua capacidade. O chamado pass through também tem sido influenciado pelas incertezas com os rumos da política fiscal e a própria trajetória da inflação.


O movimento foi citado pelo Banco Central (BC) na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro, que elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 12,25% ao ano e ainda indicou mais dois reajustes de um ponto porcentual nas próximas reuniões, em janeiro e março.


No texto, o colegiado citou que o repasse “aumenta quando a demanda está mais forte, as expectativas estão desancoradas ou o movimento cambial é considerado mais persistente”.


“A economia parece ter vários desequilíbrios atualmente, com destaque para uma demanda esticada em relação à oferta”, diz o economista João Fernandes, da consultoria Quantitas.


No modelo de projeção de inflação, ele trabalha com um pass through do câmbio entre 8% e 10%. Isso significa que uma desvalorização do câmbio de 10% pode levar, no limite, a um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de quatro trimestres à frente um ponto porcentual mais alto. “Até mais ou menos 2021, esse repasse era mais baixo, entre 6% e 7%”, diz.


Fernandes afirma, porém, que há gradações diferentes desse repasse, a depender do tipo de item, já que nos alimentos (14%) e bens industriais (8%) a tendência do repasse é muito mais forte do que nos serviços (2%).


O economista Homero Guizzo, da Terra Investimentos, tem uma análise semelhante.

“Se o hiato do produto (o quanto a economia cresce acima da capacidade) efetivo estivesse um pouco acima, e não expressivamente acima, a depreciação seria absorvida nas cadeias de distribuição mais facilmente”, afirma Guizzo.


Ele calcula que o pass through da desvalorização cambial costumava ficar em torno de 4%, mas no ambiente atual está em 8%. Ou seja, a cada 10% de desvalorização da moeda, o IPCA aumenta 0,8 ponto porcentual.


Já a estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andréa Ângelo, aponta não só para a intensidade desse repasse, mas para sua velocidade, que também está maior.


Ela conta que um estudo feito pela Warren mostrou que a defasagem de movimentos de desvalorização cambial para os preços ao consumidor, que no período pré-pandemia durava até quatro trimestres, hoje tem ocorrido praticamente dentro de apenas um trimestre para uma cesta de produtos principalmente com bens como móveis, eletroeletrônicos e itens de higiene pessoal e limpeza. “Entendemos que esse momento de repasse maior e mais rápido pode ter a ver com essas variáveis, como economia sobreaquecida e as expectativas de inflação mais elevadas”, diz Ângelo.


 


Desemprego deve seguir baixo em 2025 mesmo com desaceleração do PIB, dizem analistas / Taxa de desocupação tende a fechar o próximo ano em nível similar a 2024, perto de 6%, indicam projeções- Folha SP 25/12


Leonardo Vieceli


A taxa de desemprego deve permanecer em 2025 em um patamar considerado baixo para a série histórica no Brasil, mesmo com a desaceleração prevista para o PIB (Produto Interno Bruto), apontam economistas consultados pela Folha.


Segundo eles, a alta do PIB tende a ficar em um nível próximo a 2% no acumulado do ano que vem, após crescimento acima de 3% em 2024.


A expectativa para 2025 leva em conta o potencial impacto do aumento da taxa de juros, que desafia o consumo e setores como os serviços e a indústria.


Outro fator que tende a frear o PIB, dizem os analistas, é o menor espaço fiscal para as medidas do governo federal de estímulo à atividade econômica.


Isso, contudo, não é visto por ora como suficiente para provocar um avanço substancial do desemprego. Os economistas afirmam que a desocupação tende a fechar o quarto trimestre de 2025 ainda perto de 6%.


Nos três meses até outubro deste ano, período mais recente com dados disponíveis, a taxa de desemprego recuou a 6,2%. Trata-se da mínima da série do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2012.


"Para a taxa de desemprego subir, o PIB precisaria crescer abaixo do seu potencial. A gente estima o potencial em cerca de 1,5%", afirma a economista Claudia Moreno, do C6 Bank.


O banco, no entanto, prevê uma "desaceleração moderada" para o indicador de atividade econômica, de 3,4% em 2024 para 2% em 2025. Com isso, a expectativa é de uma taxa de desemprego perto de 6% ao final deste ano e do próximo, segundo Claudia.


"Enquanto a gente estiver crescendo mais do que 1,5%, quer dizer que existirá uma pressão para contratar mais trabalhadores e a taxa de desemprego continuar caindo um pouco."


O PIB potencial pode ser entendido como a capacidade de crescimento de uma economia com os recursos disponíveis, sem gerar uma pressão sobre a inflação. Não há um consenso sobre qual é a medida exata no país.


O que os analistas apontam é que o PIB brasileiro tem sido turbinado em parte por gastos do governo. Isso, por outro lado, gera uma preocupação com o cenário fiscal e uma pressão de demanda sobre os preços de bens e serviços.


"É muito bom ter aumento do consumo, PIB forte, mercado de trabalho aquecido. Isso é positivo. Mas, se você cresce muito a uma taxa acima do seu potencial, não é sustentável, porque traz um desequilíbrio para a economia. O desequilíbrio vem na forma de inflação mais alta", diz Claudia.


O economista-chefe do Sicredi, André Nunes de Nunes, prevê uma desaceleração do PIB de 3,5%, em 2024, para 1,8%, em 2025.


"A gente está vendo uma atividade um pouco mais fraca [em 2025], muito por conta de uma taxa de juros mais alta. Isso vai acabar segurando a atividade, principalmente a partir do segundo trimestre ou mais para o final do ano", afirma Nunes.


Apesar da possível desaceleração, ele também diz que a taxa de desemprego deve seguir em um patamar baixo para o histórico brasileiro. A expectativa do Sicredi está em 6,2% para o final do quarto trimestre deste ano e em 6,6% para igual período de 2025.


De acordo com Nunes, uma combinação de fatores deve contribuir para impedir um aumento mais acentuado do indicador.


Um deles, diz o economista, é o fato de o mercado de trabalho ser visto como uma variável com resposta "mais lenta" a eventuais mudanças no cenário econômico.


Outra questão que influencia é a demografia. O envelhecimento tende a retirar do mercado uma parcela de brasileiros que anteriormente poderia estar em busca de trabalho. Se uma pessoa de 14 anos ou mais não tem emprego, mas não procura oportunidades, não pressiona o índice de desocupação.


Nesse sentido, Nunes lembra que a taxa de participação segue abaixo do pré-pandemia. O indicador mede o percentual de pessoas de 14 anos ou mais que estão ocupadas (empregadas) ou à procura de vagas (desempregadas).


"Tudo isso parece que levou um pouco mais para baixo a taxa estrutural de desemprego", afirma Nunes. "A reforma da Previdência fez com que muitas pessoas acelerassem a aposentadoria, e a gente teve também um aumento dos programas sociais."


O banco Inter prevê uma desaceleração do PIB de 3,2%, em 2024, para 1,9%, em 2025. O principal fator para frear a projeção do próximo ano é a elevação dos juros, diz a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitoria.


"E não deve se repetir no próximo ano o impulso fiscal de 2023 e 2024, que contribuiu bastante para elevar a renda das famílias e manter o consumo mais aquecido", afirma.


Para o desemprego, o Inter prevê taxas de 6% ao final deste ano e de 6,5% no mesmo período de 2025. Rafaela chama o movimento de uma "pequena alta" ou "acomodação".


"Parte da melhora do emprego refletiu um ciclo econômico mais positivo, porque o PIB cresceu de maneira robusta nos últimos anos", diz.


"Mas a gente também viu algumas mudanças estruturais que permitiram uma geração de empregos maior em setores de serviços, de tecnologia, além de investimentos em infraestrutura que acabaram elevando o uso de mão de obra", acrescenta Rafaela, que ainda cita reflexos positivos da reforma trabalhista.


O economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale, prevê desemprego de 5,9% ao final de 2024. Segundo ele, a desocupação tende a acelerar nos meses iniciais de 2025, período do ano no qual o indicador costuma subir, e deve ficar na faixa de 6,6% até dezembro.


"A gente está falando de uma atividade econômica que, se crescer perto de 2%, consegue minimamente sustentar a taxa de desemprego nesse patamar [próximo a 6%]."


Para o PIB, a expectativa da MB é de avanço de 3,4% em 2024 e de 1,8% em 2025. "Se a gente tiver uma desaceleração mais complicada, por efeito da crise fiscal que está se montando agora, a taxa de desemprego pode ser eventualmente maior", pondera Vale.


Ele acrescenta que o PIB do próximo ano deve contar com estímulo da agropecuária, já que as projeções indicam recuperação da safra após quebra em 2024. Serviços e indústria, por outro lado, tendem a sentir mais os efeitos dos juros elevados sobre o consumo, aponta Vale.


 


Prefeitura de SP convoca reunião para discutir tarifa de ônibus / Pessoas que acompanham o tema dizem que gestão poderá anunciar reajuste no preço das passagens- Folha SP 25/12


Victoria Azevedo


A Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana da Prefeitura de São Paulo convocou uma reunião extraordinária do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte) nesta quinta-feira (26) para tratar da tarifa de ônibus.


Pessoas que acompanham o tema dizem que a gestão Ricardo Nunes (MDB) poderá anunciar no encontro um reajuste no preço das passagens —o valor de R$ 4,40 está em vigor desde janeiro de 2020.


No último dia 14, Nunes afirmou que, se houver aumento na tarifa do ônibus municipal em 2025, o novo valor ainda deve ficar abaixo da inflação. Ele repetiu o discurso de que a que sua intenção é manter o preço atual, mas que é preciso equilibrar as contas do transporte com áreas como saúde e educação.


Segundo convite enviado para os conselheiros, a pauta da reunião é "avaliação dos elementos tarifários do Sistema de Transporte Público por Ônibus na Cidade de São Paulo - SPTrans". Procurada, a prefeitura não respondeu.


"O prefeito ao invés de ampliar a tarifa zero penaliza o povo que mais precisa do transporte coletivo. Triste decisão pós-eleição", diz o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), que tem o tema da tarifa zero como bandeira.


 


Moody’s Local reitera nota de crédito nacional ‘AAA.br’ da Petrobras / Analistas escrevem que a nota reflete a posição dominante da Petrobras no setor de óleo e gás, sua alta eficiência operacional, além de relevante nível de reservas provadas- Valor 24/12


Felipe Laurence


A Moody’s Local reiterou a nota de crédito nacional “AAA.br” da Petrobras, mantendo também perspectiva estável.


Os analistas Danilo Arashiro, Diego Kashiwakura e Gabriel Hoffmann escrevem que a nota reflete a posição dominante da Petrobras no setor de óleo e gás, sua alta eficiência operacional, além de relevante nível de reservas provadas.


A classificação incorpora a prudente gestão financeira da estatal ao longo dos últimos anos, permitindo patamares saudáveis de alavancagem bruta e sólida posição de liquidez.


“Também consideramos a relevância estratégica da companhia para a economia do País, sendo uma das principais pagadoras de impostos e dividendos à União”, comenta a agência de classificação de riscos.


Por outro lado, a nota é pressionada pela sua exposição a variações nos preços internacionais do petróleo e também a riscos relacionados a temas ambientais, sociais e de governança.


A perspectiva estável reflete a visão de que a Petrobras manterá sua performance operacional estável, com métricas de crédito robustas, ao mesmo tempo em que mantém aderência ao seu plano estratégico recentemente divulgado.


FONTES: CAIXA CONTRATA ITAÚ BBA, UBS BB, BTG PACTUAL E BOFA PARA FOLLOW ON DA SEGURIDADE- Broadcast 24/12


Por Matheus Piovesana


São Paulo, 24/12/2024 - A Caixa Econômica Federal fechou na segunda-feira, 23, o sindicato de bancos que coordenará a oferta pública subsequente (follow on) da Caixa Seguridade, prevista para o ano que vem, segundo apurou o Broadcast com fontes que pediram anonimato.


Farão parte do sindicato Itaú BBA, UBS BB, BTG Pactual, Bank of America e a própria Caixa, que tem buscado fortalecer a atuação no mercado de capitais.


Os bancos vinham sendo sondados pela Caixa desde o primeiro semestre deste ano, como mostrou a reportagem à época. Com as condições desfavoráveis no mercado de capitais, a oferta acabou ficando para 2025, e deve acontecer no primeiro semestre do ano que vem, com possibilidade de sair no primeiro trimestre.


A operação já foi aprovada pelo conselho de administração da Caixa, e venderá 2,75% do capital da holding de seguros, previdência e capitalização que hoje pertencem ao banco. Pelos preços de ontem, a fatia vale cerca de R$ 1,233 bilhão.


Nos bastidores, mesmo com o contexto desfavorável no mercado brasileiro, há otimismo quanto à oferta. Fontes afirmam que há demanda pelos papéis, que neste ano acumulam valorização de 24,3%, contra queda de 10% do Ibovespa.


A oferta servirá para enquadrar a Caixa Seguridade nas regras de ações em circulação do Novo Mercado da B3. A Bolsa exige que 20% das ações de empresas do segmento estejam em circulação, mas hoje, o capital em circulação da holding é de 17,25%.


Procurada, a Caixa ainda não se manifestou.


 


Em nova ofensiva, gigantes da educação tentam liberar cursos de medicina / Grupos usam suposta brecha de decisão do STF para liberar 60 mil vagas em avaliação pelo MEC- Painel S.A – Folha SP 25/12


Enquanto grandes empresários da educação travam uma disputa com o MEC (Ministério de Educação) por novos cursos de medicina, o Grupo Dom Bosco, do empresário Chaim Zaher, obteve autorização para a abertura de 54 vagas de medicina na Life Unic Education, uma sociedade com Mohamad Abou Wadi, do IOA.


A mensalidade estimada do novo curso gira em torno de R$ 11 mil. Chaim ainda aguarda aval para 60 vagas de medicina para o Dom Bosco, que conta com 25 mil alunos, em Curitiba (PR).


O Dom Bosco integra o grupo SEB, da família Zaher, um conglomerado que reúne cerca de 400 mil alunos em marcas como Maple Bear, Concept, Pueri Domus, Harven Agribusiness School. Chaim também é o principal acionista da Yduqs, controladora da Estácio.


No momento, o MEC enfrenta grandes grupos de educação que pretendem fazer com que o governo passe a adotar um novo critério para liberação de faculdades ou mais vagas em escolas já autorizadas.


Os empresários querem que, na avaliação do MEC, seja considerado somente o índice de médicos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) por município. Ou seja: onde houver menos de 3,63 médicos por mil habitantes haverá espaço para liberação de novos cursos.


Por esse critério, menos de 4% dos cerca de 180 pedidos em análise seriam barrados pelo MEC, que usa o que determina a Lei do Mais Médicos.


O programa Mais Médicos dividiu o país em 108 regiões de saúde e deu preferência para novas vagas de medicina aos locais com menos de 2,5 médicos por mil habitantes. Esse parâmetro restringe a liberação onde já existe atendimento, como nos grandes centros urbanos.


No entanto, afirmam os técnicos do ministério, a decisão do STF incluiu a possibilidade de análise por município, o que, na avaliação dos empresários, abriu uma brecha para tentarem decisões favoráveis na Justiça.


Existem 180 processos pendentes de decisão e, desse total, 70% já foram analisados pelo MEC. A pasta prevê encerrar esse trabalho até o fim do primeiro trimestre de 2025.


Caso todos os processos sejam aprovados, serão 60 mil vagas adicionais de medicina, o que levará o país a ter cerca de 100 mil profissionais a mais.


Com Diego Felix


 


Amil e Dasa recebem aval do Cade para criarem rede de hospitais e clínicas / As duas irão controlar a Ímpar Serviços Hospitalares, que nasce como uma das maiores redes em número de leitos do país- O Globo 24/12


Por Renata Agostini — BRASÍLIA


As companhias de saúde Amil e Dasa receberam autorização da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta terça-feira para se tornarem sócias numa terceira empresa do setor.


As duas irão controlar a Ímpar Serviços Hospitalares, que será dona de 25 hospitais, seis clínicas oncológicas e seis clínicas médicas, anteriormente pertencentes a Amil e Dasa individualmente.


A empresa nasce como uma das maiores redes em número de leitos do país. O aval da superintendência-geral do órgão antitruste já permite que o negócio vá adiante.


A Amil é uma das maiores operadoras de planos de saúde e odontológicos do país. A Dasa possui laboratórios, além de hospitais e clínicas.


Segundo o Cade, a sociedade implicará em “sobreposição” de atuação nos mercados de hospitais e centros médicos nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.


No caso dos serviços de oncologia, o órgão antitruste identificou atuação conjunta em Niterói.


Para o Cade, no entanto, há “presença de elementos de entrada e rivalidade suficientes para afastar a probabilidade de exercício de poder de mercado”, o que garantirá a concorrência no mercado.


Com a sociedade, haverá integração de atividades como diagnóstico, hospitais gerais, centros médicos, hemodinâmica e oncologia ambulatorial (quimioterapia), com os serviços de planos de saúde oferecidos pela Amil. Além disso, outros serviços da Dasa também serão usados.


O Cade não viu, porém, risco de “fechamento de mercado”.


Sem Margem Equatorial, 'podemos perder autossuficiência em petróleo em menos de 10 anos', diz diretora da Petrobras / Executiva defende atividade na Margem Equatorial para elevar reservas. Região responde por quase 40% dos investimentos previstos. Alta do dólar deve afetar resultado financeiro no trimestre, mas não prejudica projetos- O Globo 24/12


Bruno Rosa /Janaina Lage


Com expectativa de obter a licença ambiental do Ibama até fevereiro, Sylvia dos Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, defende a atividade na Margem Equatorial. O tema, considerado divisivo no governo, faz parte da estratégia da petroleira e responde por quase 40% dos investimentos previstos em exploração.


De acordo com Sylvia, a produção do pré-sal começa a cair em 2029 ou 2030 e, sem descobertas de grandes volumes, o país corre o risco de perder a autossuficiência em petróleo em menos de dez anos.


Enquanto aguarda a decisão, a Petrobras volta as atenções para a África, onde surgem oportunidades, e para a Bacia de Pelotas. No curto prazo, a companhia deve sentir os efeitos da alta do dólar em seu resultado no trimestre. Veja trechos da entrevista.


O ano praticamente chegou ao fim sem a licença do Ibama para a Margem Equatorial. Qual é a expectativa?


A Petrobras foi criada para avaliar o potencial do Brasil e torná-lo autossuficiente em petróleo. E conseguimos, embora ainda precisemos importar derivados, pois não refinamos tudo o que consumimos. A Margem Equatorial vai do Rio Grande do Norte à Colômbia. Já encontramos petróleo no Rio Grande do Norte, no Ceará e na Colômbia. Já perfuramos mais de 60 poços no litoral do Amapá. No total, mais de 560 poços em toda a região. E quantos acidentes ocorreram? Zero.


Mas com questões como alta do dólar, ajuste fiscal e o potencial divisivo do tema no governo, há risco de a Margem Equatorial ficar em banho-maria?


Acredito que não. Sou muito otimista. Temos tudo mapeado. A primeira questão é: ‘há alguma ameaça ambiental?’ Digo que só tem ameaças se você tiver derramamento e não souber operar. Se a Petrobras for proibida de explorar, alguém vai trazer o petróleo. Então, não tem argumentos técnicos para não furar. Além disso, pegamos uma sonda mais robusta que tem duplas garantias. Vamos alocar 13 barcos de contenção. E temos 7 na Bacia de Campos. Tudo que se possa imaginar para dar conforto ao Ibama nós fizemos.


O grau de exigência do Ibama é maior do que o de qualquer outra operação da Petrobras?


Sim. A Margem Equatorial está sendo muito mais complicada.


Quanto a Petrobras já gastou?


Foi muito dinheiro. Mais de centenas de milhões. Até o ano passado, tínhamos uma sonda lá. Uma sonda custa US$ 1 milhão a cada dois dias. Ela ficou dois meses. A sonda foi o mais caro. Também criamos um centro (de despetrolização de fauna) em Belém, mas ficava a 24 horas da costa. E aí pediram outro no Oiapoque de proteção de fauna.


Teve a questão do aeroporto, que já tem uma licença. E mesmo com o uso da Petrobras, o uso fica aquém da licença existente. Como a gente teve que fazer esse centro no Oiapoque, tivemos que comprar terreno. E começaram a perguntar qual é a quantidade de veterinários, se tem veterinários 24 horas por dia. Todas as perguntas foram respondidas.


Se a parte técnica já foi resolvida, falta a parte política?


Estamos zero confronto. Cumprindo as exigências. Só resta aprovar (risos).


Se a licença sair, quanto tempo leva para começar?


Demora. O navio que vai furar lá está aqui no Campo de Marlim (na Bacia de Campos). A hora que sair o sinal verde, tenho que fazer uma limpeza na sonda. Até chegar lá leva quatro meses. No local onde vamos perfurar, passam 1.100 navios por ano, inclusive petroleiros. Não é um santuário ecológico, um lugar totalmente protegido e que vai a empresa desvirginar o local. Não é.


Qual é a prioridade sem a Margem Equatorial?


Dos US$ 7,9 bilhões previstos em exploração, mais de US$ 3 bilhões são na Margem. A decisão é muito importante porque mostra para onde vou. Mas a gente vai continuar buscando áreas e bids (ofertas).


Quando houve a troca no comando da Petrobras, a cobrança era por mais investimento. Tem plano B?


Em fevereiro a gente deve terminar o centro de proteção à fauna. Depois disso, acredito que a gente tenha a licença. Mas continuo fazendo análise de portfólio. Fui no evento Africa Energy na África do Sul, pois adquirimos parte de um bloco (10% no DWOB, que tem entre os sócios TotalEnergies, Qatar Energy e Sezigyn). Apareceram vários países perguntando ‘o porquê de a Petrobras não vir'. Eu me senti a queridinha da África.


Quais países?


África do Sul, Namíbia, Angola, Gana, Guiné, Congo, Mauritânia, Moçambique, Tanzânia. Todos querendo que a gente participe mais. Não foi proposta. Esses países precisam de investimento e têm potencial de petróleo. Tanzânia já teve descobertas. A coisa mais importante é que viram a Petrobras como parceira. E isso é muito bacana.


Essa incursão está no radar?


Sim. Em 2025, vamos perfurar um poço em São Tomé, um poço na África do Sul e dois na Colômbia. São quatro poços no exterior.


Qual é relação entre reservas e produção da Petrobras?


Está em 12,2 anos, mas vai aumentar no atual plano estratégico (de 2025 a 2029). O pré-sal é mais de 80% disso. É o maior de todas as empresas. E é tudo crescimento orgânico. Somos a única empresa que explora, produz e desenvolve. As outras compram outras companhias.


Mas há preocupação em aumentar as reservas...


O pico de produção na Bacia de Campos foi em 2009. Em 2006, nos tornamos autossuficientes. A sorte é que em 2007 a gente descobriu o pré-sal. Em 2029 e 2030, o pré-sal começa a cair. Podemos perder a autossuficiência em 2032.


Em menos de dez anos?


Sim. Já encontramos grandes acumulações no pré-sal. A Margem é muito parecida com a Bacia de Campos. Leva muito tempo até produzir. Se faço a descoberta hoje, levo um ano avaliando e quase um ano fazendo bid (licitação) de plataforma e depois quatro anos para construir. Se tudo certo, são seis anos ou até oito anos. E o que vou produzir daqui a oito anos já tem que ser descoberto hoje. O ciclo é muito longo. E a gente vai gastando reserva e declinando.


E como a Bacia de Pelotas, no Sul, entra na equação?


Vou acelerar o máximo possível. Em Pelotas, a gente já furou em água rasas, mas não em águas profundas. Adquirimos 29 blocos e vamos fazer sísmica. Até agora, a gente só conseguiu fechar sísmica de dois blocos. Ali é o caminho por onde passam baleias jubarte. Então, uma parte do ano não se pode fazer sísmica.


Onde vai furar no pré-sal?


Vamos furar em 2025 dois poços em Aram, mais dois poços em Alto de Cabo Frio Central e em Água Marinha. Raia Manta e Pintada a gente não vai furar mais, mas vai vai entrar para produzir.


Como a cotação do dólar a R$ 6 afeta a Petrobras?


O primeiro impacto vai ser no resultado. Nosso resultado do trimestre vai ser afetado fortemente. A gente já sabe disso.


Pode prejudicar projetos?


No momento não. Todos os projetos têm robustez muito grande e são feitos para condições extremas do dólar e do Brent (petróleo). Lógico que vai afetar, mas não fica inviável. Diminui a lucratividade. Como diminui para todas que dependem de importação.


Como a Petrobras pretende elevar a produção de gás nos próximos anos?


O primeiro grande negócio é a Rota 3. No final de 2026 a gente vai sair dos atuais 35 milhões de metros cúbicos por dia para 50 milhões de metros cúbicos por dia. Então já vai ter um ganho significativo até 2026. Depois, com Raia Manta, que tem a Equinor como operadora, estamos falando de mais 16 milhões de metros cúbicos por dia. E estamos com um bid (licitação) para Sergipe-Alagoas. Já teve muita consulta. Isso é muito positivo.

Mercado com menor margem

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