sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Bankinter Portugal Matinal 2012

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM foi a terceira sessão consecutiva de retrocessos em Nova Iorque (Europa conseguiu subir um pouco na quinta-feira), sendo apreciáveis em semis: SOX Q -1,6%; Q -3,9%; T -1,6%. Este ajuste faz sentido, porque é improvável que termine HOJE, visto que o aspeto para a sessão é de ligeiro retrocesso perante o possível aumento do Deflator do Consumo (PCE) americano (13:30h): +2,5% desde +2,3% e Subjacente +2,9% desde +2,8%. Se não fosse ele, poderia subir um pouco inercialmente. Mas o aumento, também, deste indicador de inflação, com todas as inflações relevantes a aumentarem nestes dias, bloqueará qualquer tentativa de subida por parte de Wall St. 

 

Não acontece nada particularmente mau, talvez pelo contrário: quando o mercado alcançou bastante em 2024, fechando já o ano, o saudável é uma etapa de repouso e ajuste. O natural seria que as bolsas aplanassem ou reajustassem níveis, sem quedas fortes, mas sem esquecer que um reajuste significa, na prática, retroceder um pouco. Insistimos que as inflações aumentarão. Devemos pensar mais em +3% nos EUA e +2,5% de forma estrutural, pelo menos, em vez desse +2% mágico de objetivo dos bancos centrais, em geral. E isso fará com que as taxas de juros baixem menos do que o que se pensa (temos vindo a dizer isto desde dezembro de 2023), sendo as nossas estimativas para as denominadas taxas de juros terminais (nível estável onde se situarão depois dos processos de descida) 2,25/2,40% Depósito/Crédito na UE, 3,50/3,75% nos EUS (ou até um pouco superior a isso), e 3,75% no Reino Unido. Isto está explicado na nossa Estratégia 2025 publicada ontem (em espanhol; versão portuguesa disponível em inícios de janeiro). 

 

O BoE, entre confuso e nova abordagem dovish/suave ontem (em ontem), e algumas novidades de hoje à primeira hora: China repete taxas de juros a 1 e 5 anos (não pode aplicar mais estímulos monetários que não funcionam), Vendas a Retalho no Reino Unido fracas (+0,5% vs. +1% esperado vs. +2% anterior) e Preços Industriais Alemanha a subir (+0,1% vs. -0,3% esperado vs. -1,1% anterior). Nada de isso ajudará a sessão.   

 

O caso é que, HOJE, perante o aumento do IPC americano, as bolsas deveriam retroceder um pouco (-0,2%/-0,5%?), as obrigações a continuarem a elevar suavemente a yield (T-Note já está em 4,55% e Espanha regressou a 3%...), USD forte (em algum momento de 2025 veremos a paridade com o euro), euro e yen fracos, petróleo um pouco mais barato e criptos na realização de lucros típica de casino perante riscos em alta. O ano está praticamente terminado. Não acontece nada de grave, mas devemos ser um pouco mais prudentes e esperar menos dos próximos trimestres, até que o ajuste de preços se complete e inflação/taxas de juros clarifiquem o seu caminho. 

 

S&P500 -0,1% Nq-100 -0,5% SOX -1,6% ES-50 -1,6% IBEX -1,5% VIX 24,1% Bund 2,30% T-Note 4,55% Spread 2A-10A USA=+25pb B10A: ESP 3,00% PT 2,78% FRA 3,12% ITA 3,47% Euribor 12m 2,469% (fut.2,132%) USD 1,037 JPY 163,0 Ouro 2.603$ Brent 72,7$ WTI 69,2$ Bitcoin -4,4% (96.733$) Ether -9,0% (3.350$). 

 

FIM

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Diário de um economista (6)

Inventei este papo de Doutorando por sentir a necessidade de uma renovação. Em 2017, fomos a Europa, para Portugal,  passando pelo Porto como start. 

Já pensando no fim da Lopes Filho & Associados, eu comecei a pensar em alternativas. 

Como eu tive uma breve inflexão na minha vida em 2015/16, depois da morte do meu pai, com trairagens na partilha do inventário, algo urdido por um canalha membro da família,  com a anuência de outro/a, resolvi começar a me organizar. Sabia também sobre o fim da LF.

Não faço disso um drama, mas sim uma oportunidade. Queria dar o meu filho a melhor educação e tira-lo do ambiente tóxico familiar.

 Somando-se a isso, sempre repetindo o mantra....o Brasil, na sua corrupção endêmica, disputa e polarização no poder político, se tornou pequeno para as aspirações do meu filhote. 

Ele falava em foguetes, programas aeroespaciais, astrofísica, onde encontrar isso no Brasil?

Em 2017, conheci a FEP, Faculdade de Economia do Porto. Adorei. Fizemos Portugal, de cabo à rabo...inicialmente pelas beiradas do Douro, nas suas vinícolas e "quintas".

Fomos à Guimarães, onde nasceu Portugal, na sua luta pela independência. Fomos a Braga. Retornando ao Porto, começamos a nos organizar para descer a Lisboa. Comemos uma peixada de rezar (deliciosa e farta) em Matosinhos. 

Fomos descendo. Passamos por Aveiro, a Veneza  lusitana, e também, Nazareth. Adoramos.

Foi uma linda viagem. Nos apaixonamos por Portugal.


Prensa

 📰  Manchetes de 5ªF, 19/12/2024


▪️ VALOR: Crise de confiança na política fiscal abala mercados; dólar dispara a e vai a R$ 6,26  

▪️ GLOBO: Dólar dispara a R$ 6,26 com receio fiscal e juros nos EUA 

▪️ FOLHA: 62% são contra anistia a presos do 8 de janeiro, diz Datafolha 

▪️ ESTADÃO: Congresso veta corte de emenda e eleva valor do Fundo Partidário

BDM

Debates aleatórios

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Call Matinal ConfianceTec 1912

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

19/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO DE QUARTA-FEIRA (18)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na quarta-feira (18), fechou em forte mergulho de 3,15%, a 120.771 pontos. Já o dólar à vista, disparou em 2,80%, a R$ 6,26. Percepção do mercado é de que a ficha caiu.


MERCADOS EM GERAL

PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40

🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, +0,26%

S&P 500 Futuro, +0,24%

Nasdaq Futuro, +0,14%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,36%

Nikkei (Japão🇯🇵): -0,69%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,56%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷),-1,95%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -1,70%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -1,22%

DAX (Alemanha🇩🇪), -1,06%

CAC 40 (França🇫🇷), -1,27%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -1,28%

STOXX 600, -1,26%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,54%, a US$ 70,20 o barril

Petróleo Brent, -0,90%, a US$ 72,73 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,08%, a 778,50 iuanes.


NO DIA, 19/12


Uma semana para esquecer. E o mercado segue reagindo mal às escaramuças entre governo e Congresso. O primeiro, liberando emendas, o segundo, desidratando um pacote que já nasce morto. Com isso, stress total nos mercados, dólar à R$ 6,30, recorde histórico, bolsa a 120 mil pontos, ameaçando cair abaixo.


No Japão, o BoJ resolveu adiar para elevar o juro e manteve a taxa inalterada em 0,25%. Hoje, BoE inglês deve optar por manutenção em 0,25%. 


Hoje, ainda temos PIB/3Tri nos EUA, depois de Powell ter esfriado as chances de nova queda do juro em janeiro e elevado a 90% as apostas em uma pausa, ajudando o dólar a explodir por aqui. 


Após um dia de ausência no câmbio, o BC ataca novamente com mais um leilão à vista hoje, de até US$ 3 bilhões. O RTI será divulgado e comentado em coletiva de imprensa por Galípolo e Campos Neto, que antes participam de café da manhã com jornalistas. 


Na Câmara, sem votos do governo para a PEC do ajuste fiscal, Lira chamou nova sessão para hoje.


AGENDA, 19/12


Indicadores:

04h00. Alemanha🇩🇪/Gfk: Índice de confiança do consumidor

08h00. Brasil🇧🇷: BC divulga Relatório Trimestral de Inflação

10h30. EUA🇺🇸: PIB do 3º trimestre e PCE trimestral - última leitura

10h30. EUA🇺🇸/Depto do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego

12h00. EUA🇺🇸/NAR: Vendas de moradias usadas em novembro 


Eventos:

09h00. Reino Unido🇬🇧: BoE anuncia decisão de política monetária 

10h00. Câmara vota pacote fiscal

09h15. Brasil🇧🇷: BC faz leilão de até US$ 3 bilhões à vista  

11h00. Brasil🇧🇷: Campos Neto e Galípolo dão entrevista sobre RTI  

16h00. México🇲🇽: BC anuncia decisão de política monetária

22h15. China🇨🇳: PBoC define taxa LPR de 1 e 5 anos.                         

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

Boa quinta-feira e bons negócios

BDM Matinal Riscala 1912

 *Rosa Riscala: Pacote desidratado fica para hoje na Câmara*


… O BoJ decidiu esperar um pouco mais para apertar o juro e manteve a taxa inalterada em 0,25% durante a madrugada. Também hoje, às 9h, o BoE inglês deve optar por manutenção (4,75%), ainda que deva indicar retomada do ciclo de cortes no ano que vem. As decisões de política monetária vêm no day after do Fed. Hoje tem PIB/3Tri nos EUA (10h30), depois de Powell ter esfriado as chances de nova queda do juro em janeiro e elevado a 90% as apostas em uma pausa em janeiro, ajudando o dólar a explodir por aqui. Após um dia de ausência no câmbio, o BC ataca novamente com mais um leilão à vista hoje (9h15), de até US$ 3 bilhões. O RTI será divulgado às 8h e comentado às 11h em coletiva de imprensa por Galípolo e Campos Neto, que antes participam de café da manhã com jornalistas (10h). Na Câmara, sem votos do governo para a PEC do ajuste fiscal, Lira chamou nova sessão para hoje (10h).


… O pacote fiscal vai sendo desidratado. Os deputados mudaram as regras sobre as emendas parlamentares e, no parecer da PEC a ser votada hoje, foram afrouxadas as exigências para o BPC e os limites para supersalários.


… Segundo o Valor, as mudanças promovidas pelo relator, Isnaldo Bulhões (MDB-AL), no benefício para os idosos e pessoas de baixa renda com deficiência diminuirão o impacto da proposta em R$ 12 bilhões até 2030.


… O relator decidiu excluir as regras que restringiam o acúmulo de benefícios, ampliavam o conceito de família para o cálculo da renda e dificultavam a concessão do benefício a quem tem a posse ou propriedade de bens.


… A mudança no critério de definição de deficiência também foi derrubada no parecer, mas o relator inseriu dois artigos que condicionam o pagamento do benefício à avaliação que ateste deficiência de grau moderado ou grave.


… Em outro ponto, o relatório rejeitou a mudança proposta pelo governo de corrigir os recursos do Fundo Constitucional do DF pelo IPCA e não mais pela variação da receita, em vitória à bancada do Distrito Federal.


… A mudança no cálculo de reajuste do salário mínimo pelo governo foi mantida pelo relator em seu parecer.


… Em relação ao Fundeb, o relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE), retirou do texto a autorização para que a União, a partir de 2026, abata do Fundo de Educação Básica a despesa com educação em tempo integral.


… O relator também reduziu dos 20% desejados pelo governo para 10% o percentual da complementação da União ao Fundeb que poderá ser usado em ações para criar e manter matrículas em tempo integral na educação básica.


… O governo sofreu revés na tentativa de extinguir brechas que permitem supersalários na administração pública. O relator alterou o texto para prever a regulamentação por meio de lei ordinária, o que facilita flexibilizações.


… Mais cedo, nesta 4ªF, a Câmara acabou com a cobrança do novo DPVAT e, em nova desidratação ao pacote de Haddad, determinou que o bloqueio das emendas deve valer apenas para aquelas de pagamento não obrigatório.


… Já as emendas impositivas, que são individuais ou de bancada estadual, só poderão ser contingenciadas (e não bloqueadas) pelo projeto aprovado pelos deputados, o que diminuirá o alcance das medidas fiscais.


… Ainda na contramão das diretrizes do pacote fiscal, o Congresso aprovou a LDO, rejeitando a chance de corte nas emendas, aumentando o reajuste do fundo partidário e autorizando gastos de estatais fora do arcabouço.


… Além disso, a lei, que servirá de base para o Orçamento do ano que vem, afrouxou o cumprimento da meta fiscal.


… A LDO foi aprovada sem o dispositivo que obrigaria o governo a mirar somente no centro da meta fiscal até outubro de 2025 e não no piso inferior da banda, que permite um ajuste mais leve nas contas públicas.


… Se aprovado hoje pela Câmara, o pacote seguirá talvez nesta 5ªF mesmo ao Senado. Pacheco confirmou para hoje sessão semipresencial para votar as medidas fiscais e cancelou sessão conjunta do Congresso que votaria a LOA/25.


… O planejamento inicial era concluir a votação do pacote de fiscal na Câmara ontem para que o Senado pudesse analisar as propostas até amanhã, mas o atraso coloca em xeque a chance de aprovar os textos ainda este ano.


… O presidente do Senado informou que, se a votação dos projetos de contenção de gastos se estender até amanhã, não descarta convocar sessão no sábado para concluir a votação do Orçamento de 2025, também de forma remota.


… Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a expectativa é de que o Senado não faça alterações nos textos aprovados na Câmara para que sigam para sanção presidencial ainda neste ano.


… Randolfe deverá ser o relator de um dos três textos do pacote e Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, deverá assumir a relatoria da PEC fiscal. O terceiro texto será entregue a outro governista.


… Diante da trajetória de descontrole da dívida pública, os mercados continuam em crise de nervos (abaixo).


… “Não se fala abertamente, mas o debate que nós, gestores, estamos tendo é de que a escalada da tensão fiscal já coloca na mesa a discussão sobre dólar a R$ 7 ou R$ 8 e juros a 20%, disse uma fonte ao Broadcast.


LULA – O presidente fará um novo exame de tomografia hoje para avaliar a sua recuperação depois dos dois procedimentos cirúrgicos aos quais foi submetido na semana passada para tratar um sangramento intracraniano.


… A assessoria presidencial ainda não confirmou o horário do procedimento, mas deve ocorrer pela manhã.


… O retorno do presidente a Brasília dependerá do resultado do exame. Uma reunião ministerial está marcada para  amanhã e a presença de Lula é aguardada. Para se preservar, ele não deve ir hoje, em SP, ao Natal dos Catadores.


MAIS AGENDA – O mercado espera no RTI mais detalhes sobre alguns pontos abordados pela ata do Copom.


… Entre eles, está a estimativa do hiato do produto, reavaliado como “mais positivo”, as projeções de inflação para 2026 e a revisão da estimativa para o juro neutro do BC, que passou de 4,75% para 5%.


… O Tesouro divulga hoje as condições para o leilão de compra e venda de títulos públicos.


LÁ FORA – A previsão é de que o PIB/3Tri dos EUA registre leve alta para 2,9%, contra 2,8% no trimestre anterior. Mas o indicador perde boa parte da importância, depois de Powell já ter indicado possível pausa no corte dos juros.


… O dado sai às 10h30, mesmo horário do auxílio-desemprego, que deve ter queda de 12 mil pedidos, para 230 mil. Ao meio-dia, as vendas de moradias usadas têm previsão de alta de 2,5% em novembro.


… O México decide juro às 16h. A China define às 22h15 as taxas de referência de longo prazo (LPRs) de 1 e 5 anos.


A FEBRE NÃO BAIXA – De um lado, Haddad diz que o Brasil está sofrendo ataque especulativo e o guru Mohamed El-Erian acredita que o rali do dólar é uma reação exagerada clássica de economias emergentes, que se retroalimenta.


… De outro, os mercados domésticos continuam botando para quebrar, com uma marca inédita por dia do dólar e sem que a mudança de estratégia do Tesouro nos leilões de títulos consiga dar uma porta de saída para o pânico.


… Os leilões de NTN-F, ontem, foram considerados um fracasso, com recompra de apenas 400 mil títulos, contra oferta de até 4 milhões, enquanto no leilão de venda de 1,2 milhão todas as propostas foram rejeitadas.


… Reportagem de Renata Pedini e Denise Abarca (AE) com profissionais de mercado aponta que o remédio do Tesouro foi pouco eficaz para os sintomas dos negócios e não atacou a doença: dívida pública sem controle.


… Para piorar as coisas nesta 4ªF, a sinalização hawkish do Fed acentuou a queda do real, induzindo o dólar a quebrar novo recorde, a R$ 6,2657, com salto de 2,78%, na maior valorização em um dia em mais de dois anos.


… O BC não apareceu ontem no câmbio, deixando o caminho ainda mais livre para a moeda americana correr solta.


… Paralelamente à escalada do dólar para cima de R$ 6,25, o contrato futuro de juro para Jan/27 flertou com os 16% no pior momento do dia, dando a dimensão do quanto as apostas têm se afastado dos 14,25% contratados pelo BC.  


… Na curva do DI, este vencimento do DI fechou a 15,840% (contra 15,410% na véspera). O Jan/26 subiu a 15,385% (de 15,115%); Jan/29, a 15,540% (de 15,050%); Jan/31, a 15,210% (de 14,710%); e Jan/33, a 14,940% (de 14,450%).


… A onda de alta nas apostas para a Selic segue a todo o vapor. O ASA, que antes previa 14,25%, projeta agora juro terminal de 15,25%. A LCA revisou seu call de 14,25% para 15,50%. O Bradesco subiu de 12% para 14,75%.


NA PILHA – Não é bom que o Ibovespa esteja de volta à faixa dos 120 mil pontos (120.771,88) e é pior ainda que a queda acentuada de ontem (-3,15%) tenha acontecido sob volume financeiro muito forte, de R$ 83,0 bilhões.


… O vencimento de opções sobre o índice à vista ajudou a turbinar o giro. Ainda assim, ninguém se ilude que a liquidez elevada tenha respondido apenas a este fator técnico. A verdade é que muita gente entrou vendendo.


… À percepção fiscal negativa, somou-se a inclinação menos dovish do Fed para o ano que vem, com mais juro nos EUA se juntando a mais juro no Brasil, a receita com a fórmula perfeita para abalar a renda variável.


… O Itaú reduziu a recomendação de aporte na bolsa brasileira para o menor patamar já recomendado.


… Em sua carta mensal de investimentos, o banco baixou de 19% para 7% o percentual recomendado da carteira a ser alocado em ações brasileiras no caso de investidores agressivos. Para os moderados, caiu de 14% para 4,7%.


… Para conservadores, foi de 7% para 2,3%. A mudança se deve à piora especialmente nas expectativas de inflação futura. A única recomendação de compra neste momento é de ativos de renda fixa com juro real (acima da inflação).


… O Ibov registrou ontem apenas três ações em alta: Marfrig (+1,81%; R$ 16,29), MRV (+1,54%; R$ 5,26) e Santos Brasil (+0,54%; R$ 13,13).


… Automob, maior desvalorização do índice, desabou 30% (R$ 0,35), após subir 200% desde a estreia no Ibov. CVC (-17,11%, a R$ 1,55) e Azul (-11,58%, a R$ 3,59) completaram a trinca das maiores quedas.


… Santander, com -4,27%, a R$ 23,56, teve a maior perda entre os principais bancos. Bradesco PN registrou -4,17% (R$ 11,49); Bradesco ON, -4,12% (R$ 10,48); Itaú, -2,85% (R$ 30,97); e Banco do Brasil ON, -2,78% (R$ 23,74).


… Entre as blue chips de commodities, Vale não encontrou suporte no minério de ferro (-2,63% em Dalian) e perdeu 2,32% (R$ 54,81).


… Petrobras ON caiu 2,23% (R$ 40,38) e PN recuou 2,58% (R$ 37,31), na mínima do dia, na contramão da alta de 0,27% (US$ 73,39/barril) do Brent/fev, em meio à queda nos estoques dos EUA.


… Com a disparada do dólar nas últimas semanas, a defasagem no preço dos combustíveis aumentou em relação ao mercado internacional, principalmente o diesel, o que abre uma janela para reajuste pela Petrobras.


… A defasagem do diesel atingiu 14% nas refinarias da estatal ontem e 13% na média nacional, segundo a Abicom.


… Para equiparar os preços ao Golfo do México, referência dos importadores brasileiros, o litro do diesel teria que aumentar em R$ 0,49. A Petrobras não reajusta o preço do diesel há 358 dias.


… A gasolina está há menos tempo sem reajuste (163 dias) e, por isso, tem defasagem menor, de 7% nas refinarias da Petrobras e 6% na média nacional. Para equiparar os preços, a Petrobras teria que elevar o litro em R$ 0,20.


SUSTO HAWKISH – Investidores já esperavam que o Fed realizaria um ‘corte hawkish’ de juros ontem. Ou seja, imaginavam que o BC americano sinalizaria cautela maior nos próximos meses, ainda mais com Trump à vista.


… Mas na hora do vamos ver, o gráfico de pontos assustou. Mostrou que a maioria (10) dos membros do Fomc prevê só mais dois cortes de 25pb nos juros em 2025. Em setembro, antes de Trump vencer, a expectativa era de quatro.


… “Powell creditou essa mudança mais às preocupações com a inflação do que à economia robusta, então o gráfico foi hawkish pelo pior motivo”, disse Scott Ladner (Horizon Investments) à Reuters.


… No FedWatch, do CME, as apostas para manutenção do juro em janeiro subiram a quase 90%.


… Depois da decisão, de novo dividida, Powell botou mais lenha na fogueira. Disse que a inflação tem tido desempenho pior que o esperado. “Realmente, queremos ver mais progresso antes de cortar juro em 2025”.


… Ainda afirmou que não pode descartar uma alta de juros em 2025, embora este não seja o cenário base do Fed.


… As estimativas para o núcleo do PCE subiram de 2,6% para 2,8% em 2024; de 2,2% para 2,5% em 2025; e de 2% para 2,2% em 2026. O Fed só espera inflação na meta de 2% em 2027.


… O Fed ainda espera menos desemprego e mais PIB, cenário que chancela menos cortes. O BC reduziu a expectativa de desemprego em 2024 (de 4,4% para 4,2%) e 2025 (4,3% para 4,2%).


… Aumentou o PIB 2024 (de 2% para 2,5%) e de 2025 (2% para 2,1%).


… O que se viu em Wall Street foi uma fuga em massa do risco. O S&P 500 perdeu os 6 mil pontos, com queda de 2,95% (5.872,16), a pior desde agosto.


… Em queda pela 10ª sessão consecutiva, o Dow Jones (-2,58%, a 42.326,87 pontos) fechou a pior sequência desde as 11 baixas seguidas registradas em 1974. O Nasdaq perdeu 3,56% (19.392,69 pontos).


… Os juros subiram. O da note de 2 anos, mais sensível à política monetária, avançou 10pb, a 4,355%, de 4,257% na véspera. O da note de 10 anos atingiu 4,506% (de 4,400%), maior desde maio.


… Um Fed menos disposto a cortar juro disparou o dólar. O índice DXY subiu 1%, a 108,027 pontos, com destaque para o euro, que derreteu 1,14% e ficou mais próximo da paridade, em US$ 1,0368.


… A libra recuou 0,95%, a US$ 1,2583, a despeito da expectativa de manutenção do juro pelo BoE hoje, e o iene cedeu 0,84%, a 154,745/US$.


… Tanto o Reino Unido (de 2,3% para 2,6%) quanto a zona do euro (de 2% para 2,2%) registraram aceleração no CPI de novembro ante nov/23.


… Philip Lane, o economista-chefe do BCE, considerou o dado da zona do euro consistente com o retorno da inflação à meta de 2%.


EM TEMPO…PETRORECONCAVO comprou parte dos ativos da Brava Energia na Bacia Potiguar (RN), por US$ 65 mi…


… Foi assinado acordo de parceria vinculante para a aquisição de 50% da infraestrutura de escoamento e processamento de gás natural na região.


CARREFOUR concluiu a venda de 15 imóveis para FII da Guardian Gestora, no valor de R$ 725 milhões…


… A empresa aprovou pagamento de R$ 200 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,0948 por ação, com pagamento em 8/1/25; ex em 24/12.


IGUATEMI assinou memorando para 2ª maior aquisição de shoppings da história, com fatias do Pátio Paulista e Higienópolis, em São Paulo, por R$ 2,58 bilhões, pertencentes à Brookfield no Brasil.


LOCALIZA aprovou a 41ª emissão de debêntures no valor de R$ 700 milhões. Prazo de vencimento será até 15 de dezembro de 2031.


CCR aprovou o 3º programa de recompra de até 3,5 milhões de ações. Total corresponde a 0,1733% do total de ações. Prazo máximo de aquisição é de 18 meses.


MRV. Subsidiária Resia iniciou plano de desinvestimento e desalavancagem com venda do terreno Marvida, com valor geral de venda (VGV) de US$ 7,5 milhões.


TELEFÔNICA BRASIL aprovou redução de capital e restituição de R$ 2 bilhões. A redução será concretizada por meio de devolução do valor aos acionistas, equivalente a R$ 1,2265 por ação ordinária.


WEG informou que investirá 28 milhões de euros em nova fábrica de redutores na região de Esmirna, na Turquia. Unidade tem conclusão prevista para 2027.


VIBRA ENERGIA. Conselho aprovou a reeleição de Ernesto Peres Pousada para o cargo de presidente, com prazo de gestão de dois anos…


… Empresa aprovou pagamento de parcela de JCP no valor de R$ 0,2619/ação; ex dia 26. Fará ainda a 9ª emissão de debêntures simples, em série única, no valor de R$ 1 bi, com prazo de vencimento de 98 meses.


CPFL ENERGIA projeta investimentos de R$ 29,8 bilhões até 2029. O maior desembolso irá para distribuição, com R$ 24,734 bilhões. O segundo maior investimento será em transmissão (R$ 3,673 bilhões).


EQUATORIAL fará o resgate antecipado facultativo total das debêntures da 1ª série da 5ª emissão, em 23/12. Valor estimado do resgate é de R$ 1,711 bilhão.


TAESA fará a 17ª emissão de debêntures, no valor de R$ 650 milhões.


NEOENERGIA COELBA aprovou a distribuição de R$ 94,7 milhões em JCP; ex em 26/12.


BANCO PAN distribuirá R$ 302 milhões em JCP, a R$ 0,2414 por ação; ex em 26/12.


ESPAÇOLASER aprovou a criação de programa para recompra de até 5 milhões de ações, equivalente a 2,6% dos papéis em circulação.

Bankinter Portugal Matinal 1912

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem à noite, a Fed fez o que esperávamos: -25 p.b. até 4,25/4,50%, mas, principalmente, a sua nova abordagem mais hawkish/dura, tanto por umas estimativas macro melhores (mais PIB, mais inflação) como por um diagrama de pontos de estimativas sobre taxas de juros futuras 2025/26 (anónimo de cada conselheiro) mais elevadas (ou menos baixas) em 50 p.b. Além disso, um conselheiro queria manter em 4,50/4,75%. Os detalhes sobre resultados estão na nossa nota publicada ontem à noite, para não complicar um resumo como este. Isso significa que as nossas estimativas não estavam nada desviadas, embora não estivessem alinhadas com o suposto consenso de mercado. Por isso, nós alegramo-nos por termos feito bem as estimativas, apesar do risco que implica desmarcar-se do mercado. Nova Iorque caiu -3%. Na tecnologia, as coisas complicaram-se um pouco mais, porque Micron publicou ontem no fecho de Nova Iorque resultados em linha, mas fez uma revisão em baixa do seu guidance e caiu -16% em aftermarket. 

 

Continuamos a estimar que quando a Fed termine de baixar taxas de juros, estará em 3,50/3,75%, mas em março de 2026, fechando 2025 em 3,75/4,00%. De forma que, estimamos a sua última descida de taxas de juros em março de 2026. E isso, reafirmamos depois da Fed de ontem à noite, levará a que o BCE não possa TECNICAMENTE baixar mais além de 2,25/2,40% (Depósito/Crédito), onde terminará em abril de 2025. Se baixar mais, seria por motivos POLÍTICOS, para reativar o PIB europeu, para o qual não tem mandato explícito (como tem a Fed, cujo mandato é duplo; inflação/PIB e emprego). Em coerência com este ambiente menos laxista em taxas de juros, o Japão/BoJ repetiu, esta madrugada, em 0,25%, mas, como na Fed, um conselheiro votou a favor de subir até 0,50%. Recordemos que tem a inflação em +2,3% e que amanhã sairá o registo de novembro, provavelmente a aumentar até +2,9%. Nada menos. Como, nessa mesma linha, sairá também amanhã o Deflator do Consumo americano (PCE) a aumentar até +2,5% desde +2,3%, com Subjacente desde +2,8% até +2,9%. Recordemos que ontem saiu a inflação do Reino Unido a aumentar até +2,5% desde +2,3% e Subjacente +3,5% vs. +3,3%. Estes aumentos da inflação travarão o laxismo dos bancos centrais e será difícil entender o motivo da maioria do mercado não o ver. Ou nega a aceitá-lo. 

 

HOJE, às 08:30h, Suécia/Riksbank provavelmente baixará -25 p.b., até 2,50%, mas, às 09h, Noruega/Norges repetirá em 4,50%; e às 12h, Reino Unido/BoE ídem em 4,75%. Sem níveis respeitáveis por elevados… certamente. Esta tarde/noite, publicaremos a nossa Estratégia de Investimos 1T 2025: “Moderação de ritmo, não mudança de direção. Avaliações apoiadas, mas potenciais modestos. Riscos em alta. Dissociação.”, na qual explicaremos que, com inflações a resistirem a retroceder e taxas de juros a baixar menos do que o esperado, as bolsas oferecem pouca vantagem depois de um 2024 tão bom. A única exceção positiva é Wall St. Os cortes de final de ano tampouco nos apanham de surpresa e recebemo-los com agrado, que advém do facto de termos repetidamente alertado para isso, por bom senso e por verificação das nossas avaliações. 

 

Portanto, HOJE bolsas muito frias (volatilidade VIX +11pp), com Europa a cair, embora Nova Iorque tente recuperar contra a inércia, porque a sua queda de ontem à noite foi dura, yield das obrigações em alta (T-Note em 4,51% e Bund 2,30%) e dólar ainda mais forte (1,035/€). A limpeza, depuração e clarificação são sempre boas, embora doam um pouco quando ocorrem. 

 

S&P500 -2,9% Nq-100 -3,6% SOX -3,9% ES-50 +0,3% IBEX +0,3% VIX 27,6% Bund 2,25% T-Note 4,52% Spread 2A-10A USA=+18pb B10A: ESP 2,94% PT 2,72% FRA 3,06% ITA 3,40% Euribor 12m 2,474% (fut.2,067%) USD 1,037 JPY 161,0 Ouro 2.613$ Brent 73,2$ WTI 70,2$ Bitcoin -2,4% (101.170$) Ether -3,6% (3.677$). 

 

FIM

Ouro se valorizando

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